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Festival Eurovisão da Canção 2021


Ruben

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há 5 minutos, Ruben Fonseca disse:

I hate it here...

O meu problema não é a música ser em inglês, nem acho que isso seja um argumento válido. Quem vê a Eurovisão sabe que a maioria das músicas são em inglês e tanto se descobrem ótimas músicas em italiano, francês ou sérvio, como se descobrem ótimas músicas em inglês. Aliás, a regra de se poder cantar músicas noutra língua que não a própria língua existe, portanto essa pseudo-ideia de que nós temos de levar tudo em português não passa disso: uma pseudo-ideia.

O meu problema é que na final mais forte que temos desde 2017 escolhemos provavelmente uma das músicas mais fracas. Não foi tão óbvio como no ano passado, mas volto a dizê-lo: livrem-se daquele método de votações e apostem em algo mais próximo ao Melodifestivalen. O Neev podia ter tido 70% dos votos do público, nunca vai receber mais do que 12 pontos. Com os pontos que recebeu do júri, é praticamente impossível que fosse vencer. Até poderia acabar por ser o The Black Mamba a vencerem, não me interessa; este método de votações não favorece ninguém a não ser os favoritos random do júri. Isto, sim, é frustrante.

Era simples. O juri tinha voto nas semi-finais, na final era só o público e pronto. 

Também acho a música meio enfadonha. Não é má, mas não marca. E, como disseste, tínhamos melhores. A "optar" pelo inglês então, a do Neev era muito mais marcante.

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Por acaso, sendo em inglês, prefiro a que venceu ao Neev. Não gosto da música do Neev porque não lhe reconheço grande identidade, além de que mesmo em termos de desempenho me parecia também um completo tiro no pé levar algo tão parecido ao que acabou de vencer a última edição.

Agora, acho que haviam imensos temas superiores em português que nos representariam muito bem e tenho pena que não tenham tido grandes resultados. Não deixa de ser uma proposta com o seu risco, por isso mesmo "à portuguesa", mesmo sendo cantada em inglês :cryhappy:

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Pahahahahaha toda a gente "pOrtUGaL nAo POde eNviAR mUSIcaS eM iNgLeS" por causa do NEEV e depois acaba por ser black mamba a ganhar. Os meus a parabéns aos guionistas, pois eu amei o plot twist. 

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há 7 horas, Maciel disse:

Era simples. O juri tinha voto nas semi-finais, na final era só o público e pronto. 

Também acho a música meio enfadonha. Não é má, mas não marca. E, como disseste, tínhamos melhores. A "optar" pelo inglês então, a do Neev era muito mais marcante.

Eu não acho que deveríamos descartar o júri em nenhuma fase. Bastava adotar um outro método de votação, em que não andassem a fazer conversões sem qualquer sentido. Mesmo que o júri puxasse para baixo certas músicas, se, por exemplo, o Neev tivesse uma grande percentagem dos votos do público, tinha mais chances de ganhar porque também ia acabar por receber bem mais que 12 pontos (os pontos do público iriam ser dados de acordo com a percentagem que cada um recebeu). Agora, desta forma, torna-se praticamente impossível para um Neev ganhar comparativamente a uns The Black Mamba ou até mesmo uma Carolina Deslandes.

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A música do NEEV é bastante parecida a várias outras que já foram levadas à Eurovisão por outros países (por exemplo a muito recente "Arcade"). 

Esta, apesar de não ser marcante, é diferente pelo timbre do vocalista. Eles têm músicas bastante melhores no reportório, mas eu senti que este festival foi muito desinspirado :cryhappy: mesmo a música da Deslandes era uma mesmice.

Eu pessoalmente teria votado na dos Karetus por ser interessante e diferente, mas com identidade. 

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há 2 minutos, Mar-Vell disse:

A música do NEEV é bastante parecida a várias outras que já foram levadas à Eurovisão por outros países (por exemplo a muito recente "Arcade"). 

Esta, apesar de não ser marcante, é diferente pelo timbre do vocalista. Eles têm músicas bastante melhores no reportório, mas eu senti que este festival foi muito desinspirado :cryhappy: mesmo a música da Deslandes era uma mesmice.

Eu pessoalmente teria votado na dos Karetus por ser interessante e diferente, mas com identidade. 

lol 

Karetus é muito mais cópia descarada do Conan do que alguma vez o NEEV é cópia de Arcade. :facepalm:

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há 8 horas, Ruben Fonseca disse:

I hate it here...

O meu problema não é a música ser em inglês, nem acho que isso seja um argumento válido. Quem vê a Eurovisão sabe que a maioria das músicas são em inglês e tanto se descobrem ótimas músicas em italiano, francês ou sérvio, como se descobrem ótimas músicas em inglês. Aliás, a regra de se poder cantar músicas noutra língua que não a própria língua existe, portanto essa pseudo-ideia de que nós temos de levar tudo em português não passa disso: uma pseudo-ideia.

O meu problema é que na final mais forte que temos desde 2017 escolhemos provavelmente uma das músicas mais fracas. Não foi tão óbvio como no ano passado, mas volto a dizê-lo: livrem-se daquele método de votações e apostem em algo mais próximo ao Melodifestivalen. O Neev podia ter tido 70% dos votos do público, nunca vai receber mais do que 12 pontos. Com os pontos que recebeu do júri, é praticamente impossível que fosse vencer. Até poderia acabar por ser o The Black Mamba a vencerem, não me interessa; este método de votações não favorece ninguém a não ser os favoritos random do júri. Isto, sim, é frustrante.

Disseste tudo! A canção do Neev era a única com potencial para representar Portugal em Roterdão e ir à final, mas por uma escolha injusta do júri de modo a privilegiar a Carolina Deslandes (no fim, saiu-lhes o tiro pela culatra), vamos ficar mais uma vez pela semi-final. Cada vez me convenço mais que o interesse da RTP em ter de volta a Eurovisão no nosso país é zero. 

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Mais do que a votação do júri, o que sem dúvida mais me surpreendeu foram os 10 pontos do público aos The Black Mamba. A canção deles nem era das mais vistas no YouTube... Eles têm uma legião de fãs assim tão grande?

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Acima de tudo, estou feliz com o facto da imitação do Duncan não ter ganho :adoro: Os portugueses têm péssimo gosto, por isso sou absolutamente contra a mudança de método de votação. Continuo a achar uma ótima ideia que seja 50% de votos de especialistas, pessoas que realmente percebem de música, porque fazem disso vida, e 50% do público em geral, porque a música é a expressão artística mais democrática. De resto, não percebo a votação do Karetus, cópia dos telemóveis, nem a votação do júri na péssima Joana de Mar, nem a votação ridiculamente alta do público na música do Pedro. 

Embora não tenha sido a minha preferida, penso que estamos bem representados. É uma música diferente do que aquilo que temos enviado e, acima de tudo, é diferente da típica balada portuguesa, que já cansa. Por outro lado, não é tão diferentona como a dos Telemóveis, por isso acho francamente que nos pode levar à Final. É esperar para ver...

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Com o sistema de votação em vigor na Europa, Portugal nunca deve enviar uma música em inglês. A não ser que seja uma obra prima (coisa que nem a música que venceu nem a do Neev são) como Amar pelos dois que capta votos de todo o lado, quem irá votar será a diáspora e para esses a identidade e a língua portuguesa são o mais importante. 

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Eu acho que é que tem que tirar a conversão de votos do juri .

Já e a 2 vez que houve empate entre 1º e  2º em poucos anos , e ainda por cima houve mais dois empates.

E podiam voltar aos juris distritais , pelo menos ia baralhar mais um poucos os resultados e nao precisam de engonhar tantos em enche-chouriços .

Já se sabes os resultados das semi-finais?

 

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A nossa representante não era a minha favorita, mas gosto da canção. Acho que se pode dar relativamente bem, principalmente se o júri estiver connosco. Este tipo de música em inglês também nos dá mais hipóteses junto do televoto do que se fosse cantada em português. No ESC a apresentação está lá, só aprimorar os planos de camaras, os efeitos visuais. Um estilo retro, baseado numa ideia de club americano faz todo o sentido. Tatanka tem imenso carisma e isso é importante. Acho que comparativamente ao ano anterior vamos mais fortes. Temos uma semi-final relativamente fraca, de gosto bastante duvidoso, sem grandes tubarões. Não me recordo quem vota do Big5 na nossa semi-final. 

Ser em inglês, finalmente! Não vejo problema nenhum desde que não se torne algo crónico e habitual. Desde que seja uma boa canção pouco importa a língua. E o público teve como favoritas as 2 canções em inglês da final. Curiosamente as duas melhores canções em inglês que já pisaram o palco do FC. Espero que isto desiniba alguns compositores portugueses com carreiras totalmente em inglês e que depois em total incoerência se vem apresentar no FC em português. 

O sistema de votação nacional deve ser revisto. Ou a solução que propõe ou incluir um júri internacional (25%) + juri nacional (25%) para diluir amiguismos e preconceitos do juri nacional. Sinto que este ano não foi propriamente manipulação... pesou os amiguismos (natural num país pequeno e qdo entre participantes estão nomes sonantes) e as ideias muito marcadas e carateristicas do meio artístico portugues... Neev por exemplo foi prejudicado pelo preconceito mainstream e a ideia enraizada que a canção vencedora tem de ser algo muito "classico" e "erudito". O que muitas vezes encontra reflexo nas típicas votações do juri português na eurovisão (raramente vota alto nos vencedores). 

O espetáculo em si foi pior do que nos últimos anos. A manter esta duração grande tem de organizar as galas de outra forma mais dinâmica. 

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Pelo segundo ano consecutivo vence uma canção com 10-10. É claro que isso não quer dizer nada. Não quero dizer que o público é que sabe (por gostos musicais, basta ver as audiências dos programas de música pimba comparados com os de pop rock e alternativo) e o júri está sempre errado. Afinal de contas, Antes de ser amado por toda a gente (fica sempre bem quando se ganha) o Salvador também ficou em segundo no televoto atrás dos Viva la Diva (quem?). Agora vamos ver onde está um e onde estão os outros. 

 

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The Black Mamba vai passar à final e vai ganhar.

 

Graças a Deus, que o funeral do casamento da Carolina não ganhou por um triz. A Carolina para a próxima leva uma música sobre o novo namorado "Encontrei um novo amor será desta vez para a vida toda"

 

 

 

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Vi agora a votação e não sei se rio ou se rio às gargalhadas :cryhappy:

The Black Mamba? Porra. É uma música com alguns elementos diferenciadores, mas é super desinspirada. O meu problema não é ser em inglês, porque a maior parte das músicas da ESC são em inglês. É tradição levarmos em português, mas também não morre ninguém (exceto o Júlio Isidro) se fizermos algo diferente. O meu problema é que esta música não só não é mesmo nada de interessante, mas tampouco tem perfil de ESC de todinho. Para levarmos uma música em inglês, mil vezes mais o Neev que ao menos, apesar de ser bastante genérica, ouvia-se bem, era bem composta e tinha perfil de Eurovisão.

No ano passado a Bárbara Tinoco foi injustiçada, mas ao menos a Elisa não foi completamente desmerecedora. Este ano, levámos mesmo uma das músicas mais fracas. Até pode surpreender e fazer um bom resultado, mas pronto, fica a desilusão por agora.

PS: Não tolero perjúrias ao meu Alentejo quando foram os únicos a meter a Joana do Mar no top 3 :noelia:

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A nossa canção não está nas melhores posições nos tops que vejo no YouTube. :unsure:

há 55 minutos, Hotpoint disse:

O sistema de votação nacional deve ser revisto. Ou a solução que propõe ou incluir um júri internacional (25%) + juri nacional (25%) para diluir amiguismos e preconceitos do juri nacional.

Não é por nada, mas já houve finais nacionais em que o júri internacional escolhe a pior canção.

O melhor mesmo seria apostar na solução sugerida pelo @Ruben Fonseca e atribuir os pontos à proporção. A final nacional croata, por exemplo, fez essa alteração este ano.

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Não sei bem o que se passou ontem, foi uma noite estranha. :cryhappy: Eu já esperava um bom resultado para os Black Mamba (têm vários amigos na indústria e a música soava a jury favorite), no entanto não esperava os 12 para a Carolina. Não sei se o que funcionou mais foram os contactos dela, se a música em si. :dontknow: Os 10 pontos do Público aos Balck Mamba também me surpreendeu! Não esperava tantos pontos. Acho que é legítimo dizer que houve uma espécie de boicote ao NEEV, ao estilo Bárbara Tinoco do ano passado. Não podem agora argumentar que foi por causa da música em inglês. 

Também não sei bem o que achar dos Black Mamba lá fora. Acho que podem correr muito bem ou muito mal, mas independentemente disso acho que vamos bem representados, o Tatanka é um excelente intérprete e de certeza que se vai destacar lá no meio... A perfomance vai ser low cost, a eliminação é esperada, portanto não vamos com espectativas lá no cimo como foi em 2019, e prefiro assim. Se formos eliminados paciência. :haha: Mas por agora quero acreditar que vamos ser qualificados. 

No meio disto tudo, apercebi-me da potencialidade do título da música... Flop is on my side. :cryhappy:

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Eu concordo plenamente com o @Ruben Fonseca. O modelo de votação está absoleto. Não interessa o NEEV (quem diz o NEEV diz outro, este ano foi ele quem venceu o televoto) ter 90% da votação se depois o júri o sabota (propositadamente ou não, não interessa). A RTP é que parece não ter mesmo grande interessa em fazer esta mudança. Eu já nem falo em júri internacional porque não somos - nem temos que ser - o melodifestivalen.

Acho graça que lancem o #ofestivalénosso, mas no fundo, o festival é de quem eles querem para as pseudo elites culturais que querem promover. O festival está longe de ser diversificado. Embora a culpa não seja totalmente da RTP, porque há compositores que parece que têm que mudar o sue trabalho para criar a sua musiquinha chata durante 3 minutos, faz falta a diversidade. Podem pôr fado, pop, rock, o que quiserem... Não me façam é ver, entre 20 músicas, 16 exatamente iguais. 

Por fim, epá, comecem a trazer intérpretes a sério. Não basta ter uma boa voz. É preciso ter presença de palco, é preciso saber encher um ecrã. Honestamente, quem é que ali conseguiu isso? Deslandes porque tem anos disto já, o Pedro Gonçalves que tentou uma coreografia, e mais quem? É completamente constrangedor ver que isto é o "melhor" que conseguem oferecer da música portuguesa em 2021, que ainda por cima está a ter cada vez mais ênfase em Portugal. 

Todos os anos é vira o disco e toca o mesmo, metaforica e literalmente. 

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Eu acho que é urgente aumentar o número de canções por livre submissão, com pessoas que realmente queiram ir à Eurovisão, se que fico sempre com a sensação que a RTP escolhe das piores canções da livre submissão, precisamente para validar o seu método de convite aos compositores. :ph34r:

Acho muito estranho que as músicas do Pedro Gonçalves e Girassol sejam as melhores de 700 que concorreram à livre submissão de canções.

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