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João

TDT - Televisão Digital Terrestre

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há 21 minutos, Dafiel disse:

Para que dois canais regionais que passam metade do dia a emitir a rtp 3?

Deviam era criar canais regionais privados ou publicos/ para cada regiao!

Eu até gostava de ver canais regionais no continente, aqui em Braga tínhamos uma televisão pirata que fechou há cerca de 30 anos e que nem sequer tinha noticiários (só jogos de futebol gravados a câmara e filmes para adultos), no fim dos anos 90 falava-se numa legislação para televisões deste tipo e até agora nada.

Só não sei qual seria o ideal para a TDT (para tentar não gastar o que resta do MUX já existente), pois se a RTP fundasse canais deste género em Portugal Continental, iria perder dinheiro.

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há 1 minuto, ATVTQsV disse:

Eu até gostava de ver canais regionais no continente, aqui em Braga tínhamos uma televisão pirata que fechou há cerca de 30 anos e que nem sequer tinha noticiários (só jogos de futebol gravados a câmara e filmes para adultos), no fim dos anos 90 falava-se numa legislação para televisões deste tipo e até agora nada.

 Só não sei qual seria o ideal para a TDT (para tentar não gastar o que resta do MUX já existente), pois se a RTP fundasse canais deste género em Portugal Continental, iria perder dinheiro.

E Porque nao ser canais privados  ? 

Edited by Dafiel

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Canais da RTP ajudam Governo a resolver imbróglio da TDT

O Governo tem falhado os próprios prazos para ter dois novos canais privados na TDT e mantém o silêncio sobre o dossiê. Mas os canais RTP Açores e Madeira poderão ser o trunfo para a saída mais limpa.

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O Governo prometeu mais dois canais privados na Televisão Digital Terrestre (TDT). Três anos depois, os dois espaços que ainda estão disponíveis continuam por preencher e o Governo tem falhado sucessivamente os próprios prazos para o lançamento dos concursos públicos para a atribuição das licenças. Mas, ao que foi possível apurar, o processo não está parado. E até poderá conhecer um revés.

O alargamento da oferta de canais na TDT tem sido uma das bandeiras do Governo de António Costa. Logo em junho de 2016, foi aprovado em Conselho de Ministros a colocação de mais quatro canais na grelha da TDT: dois canais públicos e mais dois canais privados. Os públicos, RTP 3 e RTP Memória, entraram na grelha logo no final desse ano, somente com publicidade institucional. Já em 2018, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) definiu que os dois canais privados terão de ser um de desporto e outro de informação.

Mas, desde que tomou posse, a ministra da Cultura tem protagonizado avanços e recuos neste processo. A 6 de novembro de 2018, Graça Fonseca disse no Parlamento que os concursos deveriam avançar até ao final desse ano. “Esperamos até ao final do ano ter isto resolvido, da abertura de concurso”, afirmou. Dias depois, garantiria, no entanto, que os cadernos de encargos seriam publicados, afinal, “no início de 2019”. “Está para muito breve a publicação”, afirmou, citada pelo Diário de Notícias.

Findo o primeiro semestre de 2019, o Governo continua sem dar qualquer sinal sobre o estado deste processo. O ECO remeteu várias questões ao ministério da Cultura acerca deste dossiê. Mesmo após várias insistências, todas as perguntas ficaram sem resposta.

Oficialmente, ninguém quer comentar este processo. Os cadernos de encargos ainda não foram publicados e, contactada, a ERC garantiu que a “bola” está do lado do Governo. Contudo, uma fonte conhecedora das intenções do Ministério da Cultura disse ao ECO que o Governo mantém todo o interesse em colocar mais dois canais na TDT — se possível, ainda antes do fim da legislatura.

O lobby dos privados

O Mux A, que é o sistema atual da TDT, emite para todo o território nacional os canais RTP 1, RTP 2, SIC, TVI, RTP 3, RTP Memória e Canal Parlamento. Mas já para não falar do quão ambicioso — senão impossível — ter dois novos canais privados na TDT até às eleições de outubro, a entrada de dois novos canais na televisão gratuita levantaria duas questões: uma de natureza técnica e outra de natureza comercial.

Comecemos por esta última. Na TDT, só quatro canais são explorados comercialmente com publicidade: os canais públicos RTP 1 e RTP 2 e os canais privados generalistas SIC (da Impresa) e TVI (da Media Capital). Ora, a entrada de dois novos canais vem fragmentar o mercado publicitário, o que não é bem visto pelos operadores privados. Esse problema não existiu quando entrou a RTP 3 e a RTP Memória na TDT, porque estes dois canais ficaram impedidos de explorar publicidade comercial (existem duas emissões diferentes por canal, uma para o cabo e outra para a TDT, sendo que esta última só exibe publicidade institucional).

Ao ECO, uma fonte do mercado falou mesmo num “lobby poderosíssimo” dos principais canais privados para que não sejam lançados os concursos. Até porque o concurso abriria espaço para a eventual entrada de um canal de um outro grupo privado, partindo do princípio que a Cofina, dona da CMTV, teria interesse em concorrer a uma licença. Recentemente, a então presidente executiva Rosa Cullell, disse ao ECO que o interesse da Media Capital em novos canais na TDT tinha arrefecido: “Neste momento, não sei se há mercado para mais TDT. Tenho grandes dúvidas sobre isso”, afirmou, quando questionada se o grupo iria concorrer se fosse lançado um concurso público.

Do lado da SIC, a Impresa também não dá como garantido que queira participar no concurso: a decisão dependerá do que estiver nos cadernos de encargos. E os responsáveis do novo “canal 11” da Federação Portuguesa de Futebol, que teria as características necessárias para ser o novo canal de desporto da TDT, já vieram a público garantir que não estão interessados em concorrer a essa licença. Um cenário que poderia criar o risco potencial de o Governo ter um concurso público sem concorrentes.

O ECO também sondou o interesse da Cofina, dona da CMTV e do Correio da Manhã, nos eventuais novos canais da TDT, mas não foi possível obter uma reação a tempo de publicação deste artigo.

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A entrada de mais canais da RTP na grelha de TV livre poderá ser o trunfo do Governo para resolver o imbróglio da TDT.

A saída limpa

A questão de natureza técnica prende-se com o facto de a TDT, no seu formato atual, só permitir a integração de mais dois canais na grelha. E estes dois espaços, como vimos, seriam para dois novos canais privados, atribuídos por concurso público. Mas, este mês, surgiu um novo dado para juntar à equação.

A ideia não é nova: as regiões autónomas querem a RTP Açores e a RTP Madeira na TDT, para que estes canais públicos, de âmbito mais local, cheguem a todo o território — e, eventualmente, aproximem o Continente dos Arquipélagos.

Em 2017, a Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira aprovou uma resolução que “recomenda ao Governo da República que, no prazo máximo de um ano, os canais regionais da RTP, nomeadamente a RTP Madeira e a RTP Açores, sejam totalmente integrados nas grelhas existentes da TDT”. Não aconteceu, como se sabe. E os apelos aumentaram de intensidade.

Em meados de julho deste ano, o PSD conseguiu aprovar por unanimidade um projeto de resolução para recomendar ao Governo a integração destes canais públicos na TDT. A medida foi promovida pelos deputados açorianos António Ventura e Berta Cabral. “O que nós consideramos correto e justo é que os canais da RTP Açores e RTP Madeira façam parte da TDT, para que possam ser de acesso geral nacional”, disse a deputada Berta Cabral, quando contactada pelo ECO. Reconhecendo que o documento aprovado é apenas “uma recomendação ao Governo”, a deputada sublinhou, no entanto, que, “normalmente”, o Governo “acata” as decisões da Assembleia da República (AR).

A questão de natureza técnica é um dilema que agora se coloca ao Governo: lançar o concurso público para os dois canais privados, o que não deixa margem para a entrada dos canais públicos, como pediu a AR; ou colocar os dois canais públicos e esquecer, para já, o concurso público da TDT. Esta foi uma das perguntas feitas pelo ECO ao Ministério da Cultura, colocada já mais tarde, numa nova tentativa, que também ficou sem resposta

Certo é que a colocação dos canais da RTP na grelha da TDT seria a saída mais limpa deste processo. Por um lado, agradaria aos principais canais privados, na medida em que não enfrentariam nova concorrência privada no mercado do free-to-air (canais de acesso livre). Por outro, o processo poderia ser mais célere, pois evitaria o lançamento de concursos públicos. E, no fim, o Governo ficaria com a marca de ter expandido a oferta da TDT em quatro novos canais durante a legislatura.

Para a RTP, os dois novos canais significariam uma despesa adicional com o licenciamento, mas também poderia ser um fator positivo para a gestão de Gonçalo Reis: a empresa passaria a controlar quatro dos sete canais da grelha de televisão livre. O ECO contactou a estação pública, mas não foi possível obter resposta.

De qualquer das formas, dois novos canais, independentemente de serem públicos ou privados, aliviarão o preço suportado por todos pelo serviço, que é atualmente prestado pela Meo. E ainda vem aí outro desafio: a Anacom vai ter de libertar as frequências onde funciona a TDT e passar a emissão para outra faixa do espetro. Isto porque essas serão as frequências que vão servir para o 5G, a nova era da internet móvel. Isso poderá acontecer já este ano, uma vez que o lançamento do 5G em Portugal tem sido apontado para 2020.

Fonte:https://eco.sapo.pt/2019/07/26/canais-da-rtp-ajudam-governo-a-resolver-imbroglio-da-tdt/

 

Edited by TekClub
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É certo que o concurso para os dois privados está em águas de bacalhau e há interesses em que assim se mantenha o máximo de tempo possível, mas há muita especulação aí nesse artigo.

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A entrada da RTP Açores e RTP Madeira não é de um grande interesse para o público em geral. As grelhas são fraquíssimas. A única solução era adaptarem os canais.

Acho que o concurso iria dar muito que falar e é óbvio que o atual governo e o futuro não o vão abrir tão cedo. Ficará em suspenso durante os próximos anos.

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3 hours ago, EFernando said:

A entrada da RTP Açores e RTP Madeira não é de um grande interesse para o público em geral. As grelhas são fraquíssimas. A única solução era adaptarem os canais.

Acho que o concurso iria dar muito que falar e é óbvio que o atual governo e o futuro não o vão abrir tão cedo. Ficará em suspenso durante os próximos anos.

Ia dar que falar = ia virar as televisões contra o Governo, algo que, especialmente em em ano de eleições, não convém que aconteça.

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Mudanças na TDT vão obrigar a sintonização

Utilizadores vão ter de procurar canais manualmente se quiserem continuar a ver televisão.

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Está instalada a polémica entre a Altice e a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom). Alexandre Fonseca, presidente da dona do MEO, classifica de "bomba-relógio" o que acontecerá com a Televisão Digital Terrestre (TDT) nos próximos meses.

É que, com a introdução do 5G (próxima geração de telecomunicação móvel) em Portugal será preciso libertar a faixa dos 700 MHz (megahertz), o que obrigará a mudanças na sintonização da TDT. Ou seja, os utilizadores desta tecnologia, cerca de meio milhão, na maioria do Interior do País e com baixa literacia digital, correm o risco de ficar sem televisão se não forem aos descodificadores e sintonizarem os canais manualmente. Alexandre Fonseca garante que metade não o sabe fazer.
"Estamos a falar de uma franja da população que não é despiciente. O regulador já disse alguma coisa sobre o que vai acontecer? Quando é que isto acontece?", questiona o presidente-executivo da Altice.

O CM sabe que o início deste processo está previsto para o último trimestre deste ano. "A Anacom tem um calendário e tudo indica que o vai cumprir. Quando chegar o momento será prestada a informação e dado o apoio necessário neste processo. Não há razão para alarme", afirmou ao CM fonte da Anacom.

O regulador garante que não será necessário "comprar novos equipamentos ou reorientar antenas" e que as medidas adotadas têm como objetivo "descomplicar e não atribuir custos" aos utilizadores.

Fonte:https://www.cmjornal.pt/tv-media/detalhe/mudancas-na-tdt-vao-obrigar-a-sintonizacao?ref=Tv Media_DestaquesPrincipais

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Pelo menos seis meses para libertar TDT para 5G

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A Altice Portugal garantiu à Lusa que a mudança na frequência da Televisão Digital Terrestre (TDT), cuja faixa 700 MhZ (Megahertz) vai ser libertada para o 5G, nunca irá demorar “menos de seis meses”. “Desde o final de 2018 e início deste ano, quando o assunto foi colocado pela primeira vez pela Anacom que, de forma reiterada, a Altice Portugal informou a Anacom que efectuar as mudanças de frequência da TDT nunca demoraria menos de seis meses”, afirmou fonte oficial da Altice à Lusa. Com a mudança na faixa da TDT, as pessoas vão ter de sintonizar outra frequência para aceder aos canais de sinal aberto (gratuito).
A ANACOM assegura que “está a trabalhar” para cumprir o calendário de arranque do 5G, que irá acontecer até Junho do próximo ano, o que inclui a libertação da faixa 700 MHz da TDT. Já antes o
Alexandre Fonseca, CEO da Altice, tinha questionado os prazos para a introdução do 5G em Portugal, apontando para atrasos da responsabilidade da ANACOM.

Fonte:http://www.meiosepublicidade.pt/2019/08/pelo-menos-seis-meses-libertar-tdt-5g/

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Ontem foi o fim das emissões analógicas na Costa Rica:

 

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Migração da TDT para dar espaço ao 5G arranca em Novembro e termina em Junho

A ANACOM já divulgou o calendário para a libertação da faixa dos 700 MHz, que é actualmente utilizada para a transmissão do sinal da TDT mas que servirá para a implementação do 5G em Portugal.

Na segunda quinzena de Novembro está prevista a realização de um teste piloto. As alterações da rede de TDT serão feitas de forma gradual, num processo que demorará cerca de seis meses e que terá início em Janeiro, no sul do país. Até Junho o processo estará concluído.  Recorde-se que no início de Agosto o CEO da Altice Portugal, Alexandre Fonseca, considerou que Portugal encontra-se atrasado no lançamento do 5G e a “perder claramente o comboio” da quinta geração móvel.

“Este processo não terá qualquer impacto numa parte dos utilizadores de TDT, designadamente aqueles que já estão a utilizar os canais 40, 42, 45, 46, 47 e 48 (…) Os utilizadores que serão impactados – aqueles que estão a usar o canal 49, 54, 55 ou 56 – terão de proceder à ressintonia dos seus equipamentos receptores, não sendo necessária a reorientação das respectivas antenas de recepção”, refere a ANACOM.

A ANACOM refere que a população mais idosa ou com mais dificuldades em compreender os passos a seguir para a sintonia das novas frequências terá de ter o acompanhamento adequado, contando para isso com a colaboração da Agência para a Modernização Administrativa (AMA), da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE).

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Fonte:http://www.meiosepublicidade.pt/2019/08/migracao-da-tdt-dar-espaco-ao-5g-arranca-novembro-termina-junho/

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12 minutes ago, TekClub said:

Migração da TDT para dar espaço ao 5G arranca em Novembro e termina em Junho

A ANACOM já divulgou o calendário para a libertação da faixa dos 700 MHz, que é actualmente utilizada para a transmissão do sinal da TDT mas que servirá para a implementação do 5G em Portugal.

Na segunda quinzena de Novembro está prevista a realização de um teste piloto. As alterações da rede de TDT serão feitas de forma gradual, num processo que demorará cerca de seis meses e que terá início em Janeiro, no sul do país. Até Junho o processo estará concluído.  Recorde-se que no início de Agosto o CEO da Altice Portugal, Alexandre Fonseca, considerou que Portugal encontra-se atrasado no lançamento do 5G e a “perder claramente o comboio” da quinta geração móvel.

“Este processo não terá qualquer impacto numa parte dos utilizadores de TDT, designadamente aqueles que já estão a utilizar os canais 40, 42, 45, 46, 47 e 48 (…) Os utilizadores que serão impactados – aqueles que estão a usar o canal 49, 54, 55 ou 56 – terão de proceder à ressintonia dos seus equipamentos receptores, não sendo necessária a reorientação das respectivas antenas de recepção”, refere a ANACOM.

A ANACOM refere que a população mais idosa ou com mais dificuldades em compreender os passos a seguir para a sintonia das novas frequências terá de ter o acompanhamento adequado, contando para isso com a colaboração da Agência para a Modernização Administrativa (AMA), da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE).

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Fonte:http://www.meiosepublicidade.pt/2019/08/migracao-da-tdt-dar-espaco-ao-5g-arranca-novembro-termina-junho/

A história da quinta geração está muito mal contada, a faixa de espetro dos 700MHz está ocupada pela TDT atualmente mas nada impedia a utilização de outras frequências como a maioria dos países, nomeadamente na Europa, fizeram. A maioria dos operadores estão por agora a utilizar frequências nos 3 GHz para as primeiras cidades e a Anacom podia perfeitamente ter licenciado esta parte do espetro.

Edited by zent
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Sentido provável de decisão da Anacom sobre mudança na TDT “aparenta ser ambíguo, omisso e vago”, afirma Altice Portugal

O regulador diz que as alterações na frequência da televisão digital terrestre demorarão seis meses e terão início em janeiro. A dona da Meo responde que, numa primeira leitura, ainda há arestas por limar, “nomeadamente uma série de pontos relevantes para a operacionalização deste complexo processo”.

[IMG]
Cristina Bernardo
A Altice Portugal considera que o sentido provável de decisão da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) sobre as alterações da rede de Televisão Digital Terrestre (TDT) para o desenvolvimento da rede móvel de quinta geração (5G) “aparenta ser ambíguo, omisso e vago”.

A dona da Meo aplaude a divulgação de uma posição oficial sobre a libertação da faixa dos 700 MHz (Megahertz) e destaca que o documento vem a público depois de “inúmeros alertas, comentários e desafios” que a empresa tem feito ao regulador das comunicações desde o início do ano, mas defende que, numa primeira leitura, ainda há arestas por limar, nomeadamente “uma série de pontos relevantes para a operacionalização deste complexo processo”.

Os comentários da ‘telecom’ liderada por Alexandre Fonseca surgem na sequência da aprovação do sentido provável de decisão por parte da Anacom, que será subtido a consulta pública durante 20 dias úteis. O calendário da Anacom prevê que as alterações na frequência da TDT demorarem seis meses e comecem no próximo mês de janeiro.

O projeto de decisão sobre a TDT compreende a definição das alterações técnicas que a Meo terá de introduzir na rede de TDT, a metodologia a utilizar e o respetivo faseamento, explica o regulador. “No quarto trimestre deste ano, mais concretamente na segunda quinzena de novembro, está prevista a realização de um teste piloto, para aferir a metodologia e as ações previstas de apoio ao utilizador, previamente e num ambiente limitado”, referiu a Anacom, em comunicado divulgado esta manhã.

Na semana passada, a Altice Portugal disse que a mudança na frequência da TDT, cuja faixa 700 MHz vai ser libertada para o 5G, nunca iria demorar “menos de seis meses”. O calendário de arranque do 5G, que irá acontecer até junho do próximo ano, inclui a libertação da faixa 700 MHz da TDT. A empresa prepara-se agora para, dentro do prazo estipulado, responder a este plano do regulador, “dando oportunamente conta pública das suas principais preocupações”.

Fonte: https://jornaleconomico.sapo.pt/not...o-omisso-e-vago-afirma-altice-portugal-481436

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On 07/07/2019 at 19:50, PierreDumont disse:

Nos tempos dos sinais analógico, vê-se que Portugal recebia com quase total perfeição os sinais de TV. A que deve-se isso? aos potentes emissores e retransmissores? às boas antenas usadas? alguma especifidade técnica? Veja isso @skizzo

Os sinais analógicos de Televisão no Brasil eram bué deficientes, mesmo com toda a manutenção técnica possível. Especialmente o de canais menores na banda UHF. Acredita-se que tal deficiência técnica ajuou na implantação da dobragem no Brasil. Vejam pelos vossos olhos:
 

 

 

E se a emissão fosse regional, a qualidade poderia sair ainda pior:
 

Para melhor qualidade de recepção analógica possível, as pessoas compravam grandes antenas parabólicas (até 3,60m de diâmetro) e, apesar de tudo, alguns artefatos ainda eram vísiveis como riscos:
 

 

A rede da RTP vendida ao preço da uva mijona à futura Portugal Telecom era relativamente decente. Além disso, Portugal não tem "redes" nem a questão das "afiliadas" com que lidar. É um sinal para todos os país (excepção feita para quando a RTP investiu em emissões regionais no final dos anos 90), logo, os emissores estão literalmente a ser uma série de repetidores de sinal com os sinais que recebem de Lisboa.

Mas nem todo o analógico terrestre era decente. A TVI tinha a sua própria rede através da RETI e o sinal era execrável por vezes. A RTP1 sofria do problema de ser em VHF, o que para instalações mais antigas podia ser um problema por vezes.

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Governo quer retirar frequência à Dense Air para que 5G possa avançar

Dense Air detém até 2025 a licença de parte relevante do espetro do 5G em Portugal. Anacom “ultima” soluções sob pressão do Governo e operadoras.

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Algumas frequências utilizáveis para a quinta geração móvel (5G) estão a emperrar o desenvolvimento deste processo porque em vez de estarem disponíveis para os operadores de mercado, estão nas mãos de britânicos e japoneses. Esta situação inusitada fez aumentar o risco do calendário oficialmente anunciado para o 5G ser inviável.

Neste processo, um problema prévio relaciona-se com a necessidade de libertar a polémica faixa dos 700 megahertz (Mhz), ainda ocupada pela Televisão Digital Terrestre (TDT), operada pela Meo. O outro problema relaciona-se com o facto da Autoridade Nacional das Comunicações (Anacom) não ter acautelado uma parte relevante do espetro exigido pelo mercado para o 5G, nomeadamente a faixa entre os 3,4 e os 3,8 gigahertz (Ghz).

Em causa está a frequência dos 3,5 Ghz, cujo Direito de Utilização de Frequências (DUF) pertence à Dense Air, empresa britânica que opera em Portugal há cerca de um ano, detentora da respetiva licença até 2025. Porém, este DUF deveria estar disponível no mercado para assegurar o processo de atribuição de licenças 5G.

Fonte:https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/governo-quer-retirar-frequencia-a-dense-air-para-que-5g-possa-avancar-2-489610

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ANACOM aprova plano de migração da rede TDT para libertar faixa de 700 MHz para implementação do 5G

A reguladora aprovou ainda a data para o teste-piloto e o calendário a cumprir pela MEO.
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A ANACOM aprovou o plano de migração da rede TDT (Televisão digital terrestre) para libertar a faixa dos 700 MHz, assim como o respetivo calendário que será cumprido pela MEO. A autoridade determinou ainda à MEO a realização de um teste piloto, marcado para o dia 27 de novembro, consistindo em alterar o emissor de Odivelas Centro, que passará do canal 56 para o canal 35.

As restantes mudanças dos emissores da rede TDT arrancam na terceira semana de janeiro e na primeira semana de fevereiro do próximo ano, num processo que se espera estar terminado no dia 30 de junho. O processo vai ter início no sul, estendendo-se para norte, terminando nas regiões autónomas da Madeira e Açores.

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Plano de alterações, começando do sul para norte e depois regiões autónomas.
Segundo a ANACOM, o calendário foi flexibilizado face aos planos iniciais, tendo em conta as preocupações avançadas pela MEO. A empresa de telecomunicações passa assim a gerir o ritmo da implementação dos trabalhos, dentro dos limites definidos pela reguladora, que alega um período de tempo semelhante, a nível técnico aquando as mudanças feitas em 2011, do canal 67 para o 56.

A MEO terá até ao dia 15 de novembro para enviar à ANACOM um planeamento detalhado da alteração dos 240 emissores da rede TDT, indicando a data em que será alterada cada estação emissora, de forma a possibilitar ao regulador desenvolver o apoio ao utilizador em antecipação.

A ANACOM lembra ainda que a alteração de emissores, como o de Odivelas Centro, no dia 27 de novembro, implica apenas que as pessoas sintonizem o seu televisor, através do comando da TV ou box. Não será necessário subscrever novos serviços de televisão paga, visto que o serviço TDT é gratuito, como até aqui. A reguladora avisa ainda os utilizadores para estarem atentos a qualquer tentativa de venda de serviços e equipamentos de terceiros e denunciarem os mesmos.


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Faixa de 700 Mhz fica disponível em junho 2020, mas Governo não quer "apressar" o 5G em Portugal
Ver artigo

Para esclarecer dúvidas e apoiar a população durante o processo de migração, a ANACOM informa que vai disponibilizar uma linha de atendimento telefónico gratuito, a ser anunciado em breve. “O call center da ANACOM fará um atendimento personalizado alargado, diurno e noturno, abrangendo fins de semana e feriados”, refere em comunicado, acrescentando que irá garantir equipas técnicas, com deslocações em todo o país, para situações que os utilizadores não consigam ultrapassar, acompanhando os trabalhos da MEO.

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De recordar que o calendário do 5G tem gerado controvérsia entre a Altice e a ANACOM, com acusações de Portugal estar seis meses atrasado no comboio da quinta geração móvel. Alexandre Fonseca, presidente da Altice tinha avançado com críticas ao facto da Madeira e dos Açores terem sido deixadas para o fim no calendário de migração da TDT, garantindo que isso irá prejudicar gravemente a implementação do 5G.

Fonte: https://tek.sapo.pt/noticias/teleco...ao-da-rede-tdt-para-libertar-faixa-de-700-mhz

 
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Altice impugna decisão da Anacom e diz que calendário para migração da TDT “será impossível de cumprir”

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A Altice Portugal vai impugnar a decisão da Anacom relativa à alteração das condições associadas ao Direito de Utilização de Frequências (DUF) e reitera que o calendário da migração da faixa 700 MHz da TDT “será impossível de cumprir”, avançou a Lusa.

A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) anunciou em 8 de Outubro a decisão do plano de desenvolvimento da migração da rede de TDT para libertar a faixa dos 700 MHz, essencial para o arranque do 5G (quinta geração), e o respectivo calendário a ser cumprido pela Meo.

Agora, numa nota enviado à Lusa, a Altice salienta que “continuam a existir considerações que suscitam muita preocupação e demonstram um grande desnorte”. “Desde logo, a alteração que a Anacom introduziu na decisão, face ao SPD [sentido provável de decisão], relativa à alteração das condições associadas ao Direito de Utilização de Frequências TDT”, justifica. Perante isso, “a Altice Portugal já comunicou ao regulador, ao Governo e ao Presidente da República que vai avançar juridicamente com impugnação desta decisão junto do Tribunal Administrativo”, refere a Altice, citada pela Lusa.

Quanto ao calendário de migração aprovado – as alterações dos emissores que compõem a rede de TDT começam entre a terceira semana de Janeiro e a primeira semana de Fevereiro, terminando em 30 de Junho de 2020 -, a Altice Portugal “reafirma que se trata de um calendário que será impossível de cumprir, como aliás, desde há um ano, tem vindo a reiterar e justificar repetidamente desde o início da actividade do grupo de trabalho”, refere mesma nota avançada à Lusa.

Fonte:https://www.meiosepublicidade.pt/2019/10/altice-impugna-decisao-da-anacom-diz-calendario-migraca-da-tdt-sera-impossivel-cumprir/

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On 15/10/2019 at 12:33, TekClub disse:

Altice impugna decisão da Anacom e diz que calendário para migração da TDT “será impossível de cumprir”

alexandre-fonseca-ceo-altice-portugal-1-

A Altice Portugal vai impugnar a decisão da Anacom relativa à alteração das condições associadas ao Direito de Utilização de Frequências (DUF) e reitera que o calendário da migração da faixa 700 MHz da TDT “será impossível de cumprir”, avançou a Lusa.

A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) anunciou em 8 de Outubro a decisão do plano de desenvolvimento da migração da rede de TDT para libertar a faixa dos 700 MHz, essencial para o arranque do 5G (quinta geração), e o respectivo calendário a ser cumprido pela Meo.

Agora, numa nota enviado à Lusa, a Altice salienta que “continuam a existir considerações que suscitam muita preocupação e demonstram um grande desnorte”. “Desde logo, a alteração que a Anacom introduziu na decisão, face ao SPD [sentido provável de decisão], relativa à alteração das condições associadas ao Direito de Utilização de Frequências TDT”, justifica. Perante isso, “a Altice Portugal já comunicou ao regulador, ao Governo e ao Presidente da República que vai avançar juridicamente com impugnação desta decisão junto do Tribunal Administrativo”, refere a Altice, citada pela Lusa.

Quanto ao calendário de migração aprovado – as alterações dos emissores que compõem a rede de TDT começam entre a terceira semana de Janeiro e a primeira semana de Fevereiro, terminando em 30 de Junho de 2020 -, a Altice Portugal “reafirma que se trata de um calendário que será impossível de cumprir, como aliás, desde há um ano, tem vindo a reiterar e justificar repetidamente desde o início da actividade do grupo de trabalho”, refere mesma nota avançada à Lusa.

Fonte:https://www.meiosepublicidade.pt/2019/10/altice-impugna-decisao-da-anacom-diz-calendario-migraca-da-tdt-sera-impossivel-cumprir/

Em Portugal, a faixa de 700 Mhz será do 5G? aqui no Brasil, essa faixa pertence ao 4G e as empresas telefônicas foram obrigadas a custear a limpeza do espectro de 700 Mhz. Com isso, a TDT brasileira que ia até o canal 69 UHF, agora só vai até o canal 51 UHF.  Mas, sinceramente, poderiam ter levado mais e ter ido junto os canais de igrejas que empestam a TDT daqui.

Aliás, o Brasil enfrenta um problema um pouco parecido com o português em relação ao 5G: a faixa destinada a nova geração da Internet móvel dificilmente pode co-existir com as grandes antenas parabólicas, tão comuns no interior. Estima-se que existem até 15 milhões de parabólicas em atividade no país, das quais 8 ou 9 milhões ainda recebem a programação analógica. Aliás, o StarOne C2 é o único satélite do mundo a oferecer canais analógicos no mundo!

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Em Portugal, a faixa de 700 Mhz será do 5G? aqui no Brasil, essa faixa pertence ao 4G e as empresas telefônicas foram obrigadas a custear a limpeza do espectro de 700 Mhz. Com isso, a TDT brasileira que ia até o canal 69 UHF, agora só vai até o canal 51 UHF.  Mas, sinceramente, poderiam ter levado mais e ter ido junto os canais de igrejas que empestam a TDT daqui.

Aliás, o Brasil enfrenta um problema um pouco parecido com o português em relação ao 5G: a faixa destinada a nova geração da Internet móvel dificilmente pode co-existir com as grandes antenas parabólicas, tão comuns no interior. Estima-se que existem até 15 milhões de parabólicas em atividade no país, das quais 8 ou 9 milhões ainda recebem a programação analógica. Aliás, o StarOne C2 é o único satélite do mundo a oferecer canais analógicos no mundo!

Não apenas em Portugal mas em toda a União Europeia a faixa dos 700MHz vai ser para o 5G, com especial foco na cobertura. Em termos de maiores débitos a escolha tem sido as frequências nos 3GHz, mas aí não há nenhuma obrigação/consenso, aliás Portugal atualmente até tem esse espectro atribuído a outros serviços ao contrário de vários países europeus.

A faixa com maior foco na cobertura para o 4G em Portugal e na Europa é os 800MHz, mas há mais espectro usado, como os 900MHz, 1800MHz, 2100MHz, etc. mas varia muito de país para país e de operador para operador.
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há 58 minutos, PierreDumont disse:

Em Portugal, a faixa de 700 Mhz será do 5G? aqui no Brasil, essa faixa pertence ao 4G e as empresas telefônicas foram obrigadas a custear a limpeza do espectro de 700 Mhz. Com isso, a TDT brasileira que ia até o canal 69 UHF, agora só vai até o canal 51 UHF.  Mas, sinceramente, poderiam ter levado mais e ter ido junto os canais de igrejas que empestam a TDT daqui.

Aliás, o Brasil enfrenta um problema um pouco parecido com o português em relação ao 5G: a faixa destinada a nova geração da Internet móvel dificilmente pode co-existir com as grandes antenas parabólicas, tão comuns no interior. Estima-se que existem até 15 milhões de parabólicas em atividade no país, das quais 8 ou 9 milhões ainda recebem a programação analógica. Aliás, o StarOne C2 é o único satélite do mundo a oferecer canais analógicos no mundo!

Mas então as parabólicas de sinal digital também seriam afetadas com o 5G?

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On 16/10/2019 at 19:32, pedrovinsky disse:

Mas então as parabólicas de sinal digital também seriam afetadas com o 5G?

Sim, todas as parabólicas serão afetadas no Brasil porque o 5G ficará na faixa de 3,5 GHz, enquanto a Banda C da emissão via satélite ocupa o espaço compreendido entre 3,625 Ghz e 4,2 Ghz. Verificou-se, nos testes realizados, que existe uma forte interferência provocado pelo 5G na recepção de sinais analógicos ou digitais via satélite e isso está provocando uma intensa disputa entre companhias telefônicas e emissoras de TV no país. De um lado, existem as empresas de telecomunicações, que querem instalar filtros em antenas parabólicas e transferir os canais para frequências mais altas, alegando menor custo. Do outro, as estações de TV, que querem a transferência dos canais abertos para a Banda Ku, o que exigiria antenas menores (60 cm), mas exigiria um custo maior para aquisição de antena, receptor (para quem não tem) e mão de obra especializada. 

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