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PierreDumont

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    Vou ser o próximo Bruno Santos

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  1. Anúncio dos televisores ITT Nokia (S.D.) Televisor Singer - 1987 Televisor Philips - 1988 Todos esses modelos bem superiores aos que existiam no Brasil naquela época
  2. Estive pesquisando acerca dos antigos televisores de tubo e seus sistemas de recepção no Brasil. Então quis saber como era em Portugal antes da TDT. Quais os tipos de antenas que vocês usavam para apanhar os canais analógicos? Como eram os televisores de tubo que eram vendidos em Portugal?
  3. Tenho uma dúvida: para aceder ao serviço de teletexto da RTP era necessário o uso da linha telefônica como canal de retorno? porque estava lendo que vocês tem o serviço de bate-papo e, para isso, seria necessário o canal de retorno (de casa para a estação). Essa dúvida surgiu após investigar o serviço brasileiro. O serviço que cá existia chamava-se Videotexto e era de responsabilidade da Telesp (empresa integrante da estatal Telebrás) e existiu de 1982 a 1995. Era baseado no Minitel francês, que funcionava por linha telefônica. Custava muito: algo como 30/32 euros da assinatura mensal mais o valor da chamada. E por falar em Teletexto, eu pergunto: existe a versão digital desse sistema?
  4. PierreDumont

    Memórias RTP1

    Qual era o problema da dobragem brasileira nas novelas mexicanas? a velocidade de fala do espanhol latinoamericano é superior ao português brasileiro, além disso, os atores de dobragem evitavam cair nos trejeitos exagerados dos mexicanos (gritar muito alto, abrir muito a boca), pois não corresponde ao padrão de expressividade do brasileiro médio e soaria deveras exagerado. Os diretores angolanos fazem exigências ainda maiores em relação a dobragem das telenovelas mexicanas: não podem gritar, não pode falar que é usário de drogas ilícitas, a homossexualidade é omitida ao máximo, etc. Em uma novela colombiana, o diálogo original era: "ah, ese cigarrillo de marijuana." Na tradução para Angola, eles trocaram a tradução correta ("Liamba") por um eufemismo ("cigarrinho do diabo"). Além disso, faltava a tecnologia que permitisse a perfeita sincronia entre o áudio original e o áudio dobrado como existe nos dias de hoje. Curiosamente, tal deficiência não existia nos filmes americanos, o tempo de fala entre ambos era quase sempre o mesmo.
  5. PierreDumont

    Memórias RTP1

    Até o final dos anos 90, as TVs brasileiras mudavam a genérico e o tema principal por considerarem a versão hispânica demasiadamente "over" e até "trash". Hans Donner nos acostumou a piruetas tecnológicas, algo incomum nas telenovelas e soap operas pelo mundo afora. Hoje, a Televisa proíbe tal modificação. Zap e SBT modificam apenas os créditos, traduzindo-os para o português. Quanto à dobragem, eu adoraria saber quando começou essa moda por Angola e Moçambique. Há algum tempo eu vi uma entrevista de um produtor angolano da Semba Comunicação, que produziu Jikulumessu e Windeck, afirmando que "antigamente a TPA dava sempre os filmes legendados, sendo originários de vários países. Não tinha dobragem. Eles vinham da Itália, França, Alemanha, Rússia, China, Japão. O filme americano se via apenas uma vez por semana" Eu pensava que Azul tinha sido dobrada no Brasil, agora fiquei surpreso, mas não totalmente. Dia desses encontrei uma dissertação sobre a história da dobragem em Portugal e suas pendências legais nos tempos do Salazarismo. É um documento interessante, pois os responsáveis pela programação de filmes na grelha na RTP, TVI e SIC afirmam que tentaram introduzi-la nos canais hertezianos na década de 90, ora aproveitando a dobragem brasileira (vide o caso das telenovelas e da série Esquadrão Classe A), ora aproveitando a dobragem portuguesa (como na série Amigos), mas sem grande acolhida por parte do público. Para os que estão interessados na dissertação, aqui está. Antes, é válido dizer que existem informações valiosas sobre a construção das estratégias de programação das estações privadas naquela época. https://repositorio.iscte-iul.pt/bitstream/10071/8823/1/dissertação final versão para biblioteca.pdf Alguns estúdios de dobragem como o 112 Studios lamentam a profunda restrição mercadológica portuguesa para produções live-action em comparação com a grande demanda do mercado brasileiro, aonde existe as duas opções (principalmente nos cinemas, canais a cabo e streaming, a disponibilidade de conteúdos legendados com áudio original é irregular na TDT).
  6. PierreDumont

    Memórias RTP1

    Em 1991, a Rede Manchete comprou os direitos de emissão de 500 capítulos de meia hora (ou 250 de 1 hora) da soap opera estadunidense "The Bold and the Beautiful", que seria equivalente aos dois primeiros anos da produção, exibidos nos Estados Unidos entre 1987 e 1989. A dobragem foi iniciada em outubro de 1991 e seguiu sem parar até o ano seguinte em um estúdio de dobragem em São Paulo e foi totalmente concluído. A estação brasileira começou a promocionar a novela como uma "maxisérie" e a deu de segunda a quinta às 22:30, com capítulos de 1 hora. Por volta de março de 1992, a Manchete reiniciou a emissão da trama de "Paixão e Ódio" do primeiro capítulo e passou a emiti-la às 18 horas até meados de julho, quando foi abruptamente retirada pela nova administração da rede. Anos depois, a CBS vendeu os direitos de emissão à Rede Bandeirantes, que exibiu os capítulos que não foram exibidos pela Manchete entre junho e outubro de 1999 às 15 horas com o nome de "Belas e Intrépidas". Ao que tudo indica, a dobragem de "Malha de Intrigas" tenha sido a mesma que foi realizada no começo dos anos 90 em São Paulo. O site "RTP 50 anos" informa que foram exibidos 240 capítulos (https://museu.rtp.pt/livro/50Anos/Livro/DecadaDe90/EntreAMudancaEAReestruturacao/Pag6/default.htm). Quantos aos custos de dobragem, eles normalmente são pagos pelos produtores da trama, que oferece a produção já dobrada. Um exemplo clássico é o da Globo, que já vende a novela dobrada para o espanhol neutro ou francês parisiense. Entretanto, existem exceções à regra: a Globo paga pela redobragem de qualquer produção cuja a qualidade de dobragem ela considere inferior aos seus pârametros de qualidade (ela não aceita dobragens feitas por estúdios fora do Brasil). O SBT sempre deu preferência pela dobragem de telenovelas mexicanas em estúdios do Rio de Janeiro. O que provavelmente aconteceu com as novelas latinoamericanas emitidas em Portugal é que os custos de dobragem no Brasil tenham sido pagas pelas produtoras responsáveis (Televisa, Venevisión, RCTV) visando uma possível venda posterior para o Brasil e foi o que acabou por acontecer em vários casos. Caso a lista da wikipedia não esteja errada, as novelas dobradas no Brasil nos anos 90 e que jamais foram exibidas por cá: México - Caminhos Cruzados, Azul, Nas asas do destino, O Jogo da tua vida (?), Capricho e Ramona Venezuela - A Traidora, Força de Mulher (que trama seria essa?), Fúria do Destino (?), A Dama de Rosa, Mulher Perigosa, Lágrimas de Mulher (?) Pelos meus cálculos são 12 novelas dobradas, mas não emitidas no Brasil. Todas as demais foram reaproveitadas. E, ao que tudo indica, Lágrimas foi a primeira dobragem brasileira encomendada para o exterior. Quanto à dobragem brasileira para Angola, eu não consigo descobrir quando a exportação começou. Isso porque existem estúdios de péssima qualidade que contratam qualquer pessoa para fazer a dobragem e são localizados em Miami e Los Angeles.
  7. Encontrei uma dissertação acerca da situação histórica da dobragem em Portugal. Chama-se a atenção a inevitável comparação com o mercado brasileiro na área, que o diretor responsável pelo 112 Studios classifica como "maravilhoso". @ATVTQsV https://repositorio.iscte-iul.pt/bitstream/10071/8823/1/dissertação final versão para biblioteca.pdf
  8. @ATVTQsV permita-me fazer duas perguntas: o que são "rúbricas"? o que são "régies"? Porque aqui no Brasil, que eu saiba, as rubricas são isso: E eu não tenho ideia do que sejam régies, suspeito que seja o que no Brasil é chamado de "Controle Master" (setor responsável pela emissão, inserção de comerciais e slides e é o vinculo até o emissior) ou ainda seja o "Switcher" (a sala de "cortes" de câmera, o cerébro do estúdio).
  9. @ATVTQsV a TPA pôs, em seu canal oficial do YouTube, imagens históricas de sua trajetória como o primeiro telejornal, de 1975 (ainda chamado Noticiário Nacional). A maioria das imagens está sem datação (suspeito que "Programação da Semana" tenha sido de 1983 ou 1984 pela menção ao cantor anglo-brasileiro Ritche e imagens do Telejornal aonde aparece um casal são do final de 1991). Perceba as sofisticadas câmeras Bosch KCP-60, adquiridas pela emissora em 1983, quando iniciou suas transmissões em cores.
  10. Era de esperar-se que não iria ao ar. Como a Band faz questão de dobrar as novelas tugas, não haveria condições para a dobragem dada a pandemia generalizada. Acredito que nenhum estúdio de dobragem voltará ao funcionamento no Brasil antes do final de julho de 2020. Lembrando que essa será a maior paralização da história da dobragem no Brasil e a primeira desde o final de 1997, quando ocorreu a famosa greve, que perdurou por 3 meses.
  11. Lembrei-me de um pequeno detalhe: Ouro Verde deve terminar daqui a poucas semanas e creio que não haverá tempo hábil para a dobragem de Valor da Vida. O que fará a Bandeirantes? dará outro tapa-buraco ou esticará Ouro Verde? Pois, duvido que deem a novela no áudio original.
  12. Isso é típico dos media no Brasil. Moniz estava sendo chamado de "Boni lusitano" por ter feito a TVI chegar a liderança em 2005. A bem da verdade, digo com toda certeza: não contem com a Band para quase nada. Dificilmente algum programa que esteja fora do tripé Jornalismo/Cinema/Esporte é bem sucedido. E o canal tem outro problema: nenhum diretor se consolida lá dentro. Posso citar vários que foram apresentados como a salvação da lavoura: Walter Clark, Daniel Filho, Rogério Gallo, Elisabeta Zenatti (italiana que fez carreira na TV argentina), Diego Guebel (argentino) e agora temos Moniz, o diretor da vez. Lembrando que a Bandeirantes tem um novo desafio em um horário em que está consolidado: o fenômeno Sikera Jr. na RedeTV! como uma sombra junto ao Jornal da Band e o Brasil Urgente.
  13. Isso só vai acontecer se o Pastor R.R. Soares deixar e ele exige que o programa dele fique na faixa mais privilegiada (21:10-22:00). Por outro lado, a Band não abre a mão da duração do Jornal da Band (19:20-20:30).Aí provavelmente se tornará o que chamamos no Brasil de "tapa-buraco".
  14. A IURD fez várias minisséries e telenovelas com a mesma "qualidade artística" A Nossa TV merece um capítulo à parte na história da Televisão brasileira de "Como não se fazer TV por assinatura". Tive a oportunidade de ver o sistema em funcionamento em dois templos da IIGD por volta de 2008. A qualidade de imagem dos canais próprios da Igreja era muito inferior a qualquer coisa que eu tenha visto na vida. E, em pleno ano de 2020, eles ainda estão na era SD 4:3. O "RIT Notícias" depende quase exclusivamente das imagens baixadas na Internet ou de agências de notícias. Quanto ao preço do serviço, não é tão "lowcost" como se pensa, principalmente se compararmos com os serviços "pré-pago" da Claro, Oi e Sky. O pacote "Graça" tem 20 canais, dos quais 6 são públicos, 2 são voltados ao assinante, 1 é "jornalístico" e o resto são canais religiosos. Tudo por "apenas" 49 reais mensais. Para efeito de comparação, o pacote "pré-pago" mais barato da OiTV sai por 55 reais mensais e você tem acesso à 62 canais, dos quais 27 são efetivamente pagos e 35 são generalistas/religiosos/rurais/públicos.
  15. Nada supera a TDT italiana em termos de diversidade. Por lá são mais de 120 canais com qualidade SD ou HD. É um exemplo não só para Portugal como para todo o Mundo. Mas, acredite, é melhor ver a Cristina que a inundação de pastores e padres da TDT brasileira. Por decreto, é proibida a criação de MUXs de uso comercial e não existe a figura do operador de sistema. Sendo assim, a ocupação de frequências é anti-econômica e o espectro ficou rapidamente cheio. Não existem canais segmentados na TDT daqui e se quiser maior diversidade, terás que recorrer a uma antena parabólica de 1,5 a 2m e buscar os múltiplos satélites.
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