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João_O

Sociedade

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há 17 minutos, D007 disse:

E Portugal não necessita de petróleo para produzir energia. Aliás, as energias renováveis em Portugal têm-se vindo a revelar uma aposta certeira. O país já tem aguentado nos últimos tempos vários dias a gastar apenas energias renováveis.

Sim, mas ainda falta um investimento maior. Ainda somos muito dependentes do Petróleo principalmente para as centrais termoeletricas. Mas com o passar do tempo acho que vamos conseguir a desejada independência energética 

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há 38 minutos, Forbidden disse:

As calotes polares estão a desaparecer, centenas de espécies animais extinguiram-se, tens noção da gravidade disto? Tens cidades na China que até ficam às cores, ficam cor de rosa, as pessoas tem que andar de máscara, e nem isso lhes deve proteger. O nosso planeta está a morrer! Não é exagero. Quer dizer, o ser humano é que vai morrer, o planeta Terra deve nos sobreviver, assim como sobreviveu às outras extinções em massa. Mas vamos nos preocupar com os $$ que é o que importa mais.

As cidades na China são altamente poluídas devido ao uso de carvão, não porque não existem outras alternativas viáveis. São é mais caras e precisam de uma mão-de-obra mais qualificada que aquela que é preciso quando tens toneladas de carvão ao teu dispor. 

Espécies animais sempre se extinguiram, não é nenhuma novidade. 

As calotes polares estão a desaparecer, é verdade, mas estás a esquecer-te que nem sempre aquilo que é transmitido ao público corresponde à verdade ou vai realizar-se. Aliás, se a Terra esteve sempre a aquecer, e se as emissões de CO2 de todas as energias não renováveis que temos vindo a gastar é responsável, em grande parte, por isso mesmo, como é que explicas que na década de 40 e 70, tenha existido um período em que as temperaturas baixaram drasticamente? Mais recente ainda, como é que tens uma Terra que, entre 2000 e 2010, mesmo com todo o alarmismo, arrefeceu?

Existe uma coisa chamada Oscilação Decadenal Pacífica (e Atlântica), caso não saibas. A cada 25-30 anos, os oceanos têm um ciclo natural onde substituem, com água mais fria do fundo dos oceanos, a água quente da superfície, algo que afeta a temperatura global. Curiosamente, foi exatamente na década de 40 e 70 que ocorreu essa substituição para água mais fria, que se tornou mais quente entre 1970 até por volta do ano 2000/finais da década de 90. O que explica, mais uma vez, que a Terra tenha arrefecido entre 2000 e 2010, ao contrário de todo o drama que se previa.

Claro que há influência humana, mas a realidade é que também há influência natural e não consegues determinar o quão influentes somos nós. Sim, porque com todas estas mudanças, é fácil ter-se a ideia de que somos responsáveis por tudo e mais alguma coisa, mas a realidade é que, no que toca a temperaturas, pode muito bem também ser também os padrões da Terra a mudar. A Terra não é estática, o nosso clima nunca foi estático. E por muito que sejamos responsáveis por muita coisa, não é menos verdade que 1) a única energia não poluente e viável que tens neste momento é a energia nuclear e todas as outras não são eficientes, 2) precisarás sempre de energia não renovável, pelo menos no que toca à tecnologia atual e 3) mudanças climáticas irão continuar a existir, assim como a Terra continuará a renovar-se, seja por grandes cataclismos como extinções em massa, seja por Idades do Gelo, como sempre se renovou até aqui.

há 34 minutos, D007 disse:

E Portugal não necessita de petróleo para produzir energia. Aliás, as energias renováveis em Portugal têm-se vindo a revelar uma aposta certeira. O país já tem aguentado nos últimos tempos vários dias a gastar apenas energias renováveis.

 

Tão certeira que tivemos de importar energia no final do ano passado, porque a produção de energia era insuficiente devido à falta de água das barragens. O país só aguenta vários dias a gastar energias renováveis quando tens épocas de muita chuva como aquela que tiveste em Março. Fora disso, estás sempre dependente das condições meteorólogicas e continuas, durante quase toda a totalidade do ano, a depender dos recursos não renováveis para teres energia suficiente.

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há 3 minutos, Ruben Fonseca disse:

A questão nem é a extração do petróleo em si, é mesmo a relação custo/lucro. Mesmo que houvesse exploração de petróleo, não seria suficientemente rentável a longo prazo, caso contrário já teria sido extraído.

1) Não sabia que 200 anos de reservas em petróleo eram "poucos anos". Já o gás natural é meio milénio. Não me parece pouco.

2) A ideia de que podemos ter um planeta 100% verde é irrealista. Estás a falar numa mudança que é, para a tecnologia atual, impossível de alcançar. Podes diminuir o uso de petróleo, gás natural e outros recursos não renováveis, é verdade, mas não os consegues deixar de usar, de uma forma ou outra. Há fatores que não podes ignorar, desde da geografia ao facto de que todo o sistema de desenvolvimento e transporte de energia renovável, em grande escala, é muito mais complicado de fornecer do que aquilo que tens atualmente ao teu dispor. "Ser verde" é muito bonito, mas convém ser eficiente e neste momento não tens a capacidade para teres energias renováveis em grande escala de modo a que o seu fornecimento seja eficiente - gostes ou não, energia solar em grande escala não é eficiente, o mesmo se pode dizer de todas as outras energias renováveis.

Se queres algo eficiente e mais limpo que petróleo, carvão ou gás natural para fornecer a energia suficiente para as necessidades diárias de um país desenvolvido, a única opção que tens é a energia nuclear, mas até aí os ambientalistas fazem o drama, o horror e a tragédia só porque os desastres de Chernobyl, uma estação em péssimas condições de manutenção, e Fukushima, que só teve os problemas que teve por causa de mau posicionamento geográfico, aconteceram. 

Mais, algo que é igualmente muito engraçado entre os apoiantes de energia verde, é que são os primeiros a querer mais energia renovável, mais isto, mais aquilo, mas esquecem-se que a energia renovável é extremamente cara - o que é de esperar, tendo em conta a sua pouca eficiência. Se quiseres seguir esse caminho verde, estás à vontade, mas eu prefiro pagar muito menos por uma energia tão segura como a nuclear do que pagar bem mais por centenas de painéis solares pouco eficientes.

3) Podem não ser obra do espírito santo, e por muito que haja influência humana, a realidade é que não sabes qual é verdadeiramente o nosso impacto no que toca a alterações climáticas. Não é à toa que as projeções estão continuamente a mudar, umas melhores, outras piores. Isso é indicativo de muita coisa. Quem pensa que o clima da Terra ia ficar para sempre assim, com ou sem a nossa influência, é porque não estudou geografia como deve ser e não sabe que a Terra sempre teve períodos mais quentes e mais frios e que o clima terreste nunca parou no tempo. Um exemplo: as emissões de CO2, que é supostamente uma das grandes razões das alterações climáticas, já foram bem mais altas no passado e aquilo que se verifica é que a Terra, em vez de aquecer continuamente como popularmente se diz, teve ciclos onde foi mais fria e mais quente. Na década de 40 e 70 do século XX chegou-se mesmo a falar de uma nova Idade do Gelo, de tanto que a temperatura baixou. :rolleyes: Falando em Idade do Gelo, mais uma vez, gostes ou não, a tendência é que a Terra vá a sofrer uma nova Idade do Gelo, até porque tem vindo a acontecer entre cerca de 10 mil anos. 

Em 2000, o Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas disse que a Terra ia aquecer 1ºC até 2010. O resultado, bem, mostrou que a Terra não só não aqueceu, como até arrefeceu, e se compararmos com dados anteriores, o padrão é exatamente dentro do comum com o padrão a nível climático que temos atualmente, onde tivemos várias épocas mais quentes e épocas bem mais frias.

Portanto, não é obra do Espírito Santo, mas também não somos assim os montros que muitos "cientistas" (que muitas das vezes nem cientistas são) levam a parecer que somos, só para que possam levar para a frente a sua agenda de que precisamos de mais e mais "energia verde", mesmo que essa seja completamente ineficiente para as nossas necessidades e que deixa de estar longe de ser uma alternativa viável às energias não renováveis, ou até mesmo à energia nuclear. 

1) Eu também tenho visto algumas notícias e esses 200 anos de que falas não são tão reais assim. Em cerca de 50 anos já vamos sentir a falta do petróleo e vamos ver várias explorações secar. Daqui a 200 anos até é capaz de haver petróleo, mas se vai ser suficiente? Não. Aliás, as estimativas para os EUA são de que as atuais reservas se esgotem em menos de 10 anos e na Rússia em pouco mais de 20. Como vês, isto não são 200 anos. E mesmo que fossem 200 anos, eu acho que só o facto de haver um limite deve preocupar-nos, isto antes sequer de chegar às consequências da sua extração. Um limite é variável e nada garante que os 200 anos seriam mais ou menos. E eu dou-te aqui algumas variantes que podem pesar negativamente neste valor: A explosão demográfica - Cada vez mais cada cidadão consome mais petróleo e cada vez mais o número de habitantes do planeta vai aumentar. O desenvolvimento de África - África vai ser o continente que mais vai explodir em população nos próximos anos. E achas o quê? Que eles vão continuar subdesenvolvidos para sempre? Que não vão começar a aumentar o consumo de petróleo? Claro que vão, até porque para o crescimento se dar nos próximos anos é porque a mortalidade vai diminuir e o nível de vida vai subir, lado a lado com o consumo de petróleo. Não só vem aí mais uns biliiões de consumidores de petróleo para o planeta, como alguns biliões que pouco consumem vão ver o seu consumo aumentar. Eu acho que mesmo que fossem 200 anos, com isto o valor ia baixar. Não sendo sequer 200 anos (com os valores de produção atuais), não sei onde vamos arranjar petróleo para nos sustentar ;) 

2) É verdade, mas o planeta não tem de ser 100% verde, mas que deve aumentar a percentagem, deve! Até porque não há grandes alternativas. Quanto à energia atómica, aí concordo contigo. É perigosa, mas é mil vezes mais viável que o petróleo. O petróleo além de ser limitado, destrói o planeta. A energia atómica acaba por ter um impacto mais localizado e traz muito mais vantagens - e com a nossa evolução tecnológica acho que somos capazes tornar a produção da energia atómica mais segura. E eu prefiro pagar mais, mas ao mesmo tempo pagar para não inalar fumo, para não comer células de plástico, para não ter o aquecimento global, para não gastar depois dinheiro em máscaras anti-fumo, para ter "menos cancro", etc. Isto se eu quiser pagar, porque podemos sempre mudar o nosso estilo de vida, como a raça humana fez várias vezes ao longo da história, para um menos consumista.

3) A Terra sempre teve ciclos de ser mais fria ou mais quente e vai continuar a tê-los, o problema é que estamos a acelerá-los :| E com esta aceleração podemos pôr em causa o nosso estilo de vida ou até mesmo a nossa existência! E não sei se tu sabes como é que isto funciona, mas não, a Terra nunca vai aquecer continuamente, como popularmente se diz, mas nós estamos a provocar o seu arrefecimento, ao ponto de criarmos uma nova Idade do Gelo. Se não sabes ou não pesquisaste, eu digo-te: o facto de aumentarmos a emissão de gases de efeito estufa faz com que a retenção de calor no planeta seja maior. Se a retenção de calor é maior, a temperatura sobe. Se a temperatura sobe, o que acontece? Os calotes polares do Norte derrretem, e depois? E depois ups. O gelo transforma-se em mar, mas com correntes muito frias. E o que é que essas correntes frias vão fazer? Aquecer as correntes quentes. Ao tornar as correntes quentes, frias, abate-se sobre o planeta uma era glaciar. Agora vamos para o lado de baixo. O gelo na Antártida derrete, ok, arrefece as correntes quentes e tal. Não. Pelo menos não só. A Antártida tem uma particularidade. O gelo está sobre o continente. O que é que isto implica? Que vai para o mar ao derreter. Enquanto de no polo Norte o gelo já estava no mar, aqui não. E o que é isto vai provocar, assim, obviamente? A subida do nível das águas do mar. Não é preciso dizer as consequências disso :rolleyes: Isto é uma explicação muito breve de um dos muitos problemas. Claro que isto ia acabar por acontecer, mas daqui a muitos milhares de anos, não num futuro próximo.

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há 10 minutos, Ruben Fonseca disse:

 

Tão certeira que tivemos de importar energia no final do ano passado, porque a produção de energia era insuficiente devido à falta de água das barragens. O país só aguenta vários dias a gastar energias renováveis quando tens épocas de muita chuva como aquela que tiveste em Março. Fora disso, estás sempre dependente das condições meteorólogicas e continuas, durante quase toda a totalidade do ano, a depender dos recursos não renováveis para teres energia suficiente.

Portugal têm imensas alternativas para a energia renovável, a energia fotovoltaica, a energia eólica, a energia de biomassa e geoiérmica. Nós temos uma grande variedade, o problema é a a hídrica é a mais usada mas há imensas alternativas que estamos a investir. Portugal têm um grande potencial energético em relação à energia solar, principalmente no verão.
Há grandes alternativas, mas neste momento só usamos uma parte. 

Edited by EFernando
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há 10 minutos, Ruben Fonseca disse:

Tão certeira que tivemos de importar energia no final do ano passado, porque a produção de energia era insuficiente devido à falta de água das barragens. O país só aguenta vários dias a gastar energias renováveis quando tens épocas de muita chuva como aquela que tiveste em Março. Fora disso, estás sempre dependente das condições meteorólogicas e continuas, durante quase toda a totalidade do ano, a depender dos recursos não renováveis para teres energia suficiente.

Ok, mas isso é normal, somos um país pequeno, não temos tantas fontes como outros países, nem seria espectável estarmos dependentes só de nós 365 dias por ano, são os contras das energias renováveis, mas fora isso é quase indiscutível o menor impacto destas sobre as outras. E há outras áreas em que Portugal começa lentamente a apostar, tipo a energia das ondas, que sempre é mais "constante". Com o tempo, vamos ficando menos dependentes dos petróleos e carvões, mas para já ainda não sabemos viver sem eles, é certo xD

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há 2 horas, SIM disse:

Tu tens noção do impacto da extração de petróleo? 

Sinceramente não faço a mínima ideia. Sei que podem haver derrames ou alguma explosão mas de resto confesso que nem sei qual é o grau de poluição que o petróleo faz. Sei que Portugal poderia lucrar horrores quando o preço do barril estivesse alto e que o preço dos combustíveis cairia ajudando a economia. 

há 2 horas, Forbidden disse:

Ele não está preocupado com a questão ambiental, só lhe interessa o $$$$... de que interessa isso se depois não tivermos planeta? Aliás, já dizem que as alterações climáticas são irreversíveis, a Terra está a morrer.

Com o petróleo poderiam criar um fundo e reflorestar Portugal de Norte a Sul. Isso deveria chegar para a poluição que o petróleo faz acho eu. 

há 2 horas, Tiago João disse:

Antes de mais, o propósito do Lítio seria mesmo reduzir a poluição, pois ia ajudar a produzir carros elétricos, o que só é bom do ponto de vista ambiental. 

E depois, tu tens noção do que o petróleo faz não tens? Eu sinto-me orgulhoso em saber que em Portugal não se extrai tal coisa. É um desespero a obtenção de petróleo quando este vai terminar em poucos anos. E depois? E depois temos um planeta que além de poluído já nem vai ter petróleo e iríamos ter de arranjar, mais tarde ou mais cedo, outra forma de produzir energia. Prefiro mais cedo ;) E já vamos tarde. 

Deves ser daqueles que pensa que os Verões em Outubro e Invernos em Abril são obra do divino espírito santo :rolleyes: 

Relaxa rapaz que o petróleo não acaba tão cedo! Quando acabar temos o petróleo de xisto :diablo: que ainda deve durar uns bons anos. Se pensares com a tua própria cabeça vais ver que o consumo do petróleo vai diminuir em força dentro de 10 anos. A última moda são os carros eléctricos. Já existem países que querem acabar com os carros de gasolina e de gasóleo em 2030. Por isso o consumo de petróleo vai diminuir muito.

 

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há 2 minutos, Manuel Silva disse:

Sinceramente não faço a mínima ideia. Sei que podem haver derrames ou alguma explosão mas de resto confesso que nem sei qual é o grau de poluição que o petróleo faz. Sei que Portugal poderia lucrar horrores quando o preço do barril estivesse alto e que o preço dos combustíveis cairia ajudando a economia. 

Com o petróleo poderiam criar um fundo e reflorestar Portugal de Norte a Sul. Isso deveria chegar para a poluição que o petróleo faz acho eu. 

Relaxa rapaz que o petróleo não acaba tão cedo! Quando acabar temos o petróleo de xisto :diablo: que ainda deve durar uns bons anos. Se pensares com a tua própria cabeça vais ver que o consumo do petróleo vai diminuir em força dentro de 10 anos. A última moda são os carros eléctricos. Já existem países que querem acabar com os carros de gasolina e de gasóleo em 2030. Por isso o consumo de petróleo vai diminuir muito.

 

O petróleo de Xisto dos EUA é o mesmo que eu disse que vai acabar em 10 anos :P O petróleo de Xisto não é uma solução a longo prazo e não invalida todas as consequências que o seu uso trás! Não sei se leste o resto do meu post, mas eu explico lá ;) 

E é realmente muito mau defender assim a exploração de petróleo sem conhecer os riscos :| Lê mesmo o meu post, já dá umas luzinhas. E os carros elétricos já vão sim ser uma ajuda, mas ainda não são completamente viáveis :( 

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há 4 minutos, Fernandovisão disse:

Portugal têm imensas alternativas para a energia renovável, a energia fotovoltaica, a energia eólica, a energia de biomassa e geoiérmica. Nós temos uma grande variedade, o problema é a a hídrica é a mais usada mas há imensas alternativas que estamos a investir. Portugal têm um grande potencial energético em relação à energia solar, principalmente no verão.
Há grandes alternativas, mas neste momento só usamos uma parte. 

Nenhuma delas é suficientemente viável (para nem falar no investimento brutal que seria preciso) ou eficiente para um país inteiro, mesmo para um país pequeno como o nosso. É que não é só a energia hídrica que dá problemas. Mesmo a energia solar e eólica podem estar muitas vezes abaixo do esperado, o que nos leva, mais uma vez, a importar energia. A única alternativa viável é a nuclear.

há 9 minutos, Tiago João disse:

1) Eu também tenho visto algumas notícias e esses 200 anos de que falas não são tão reais assim. Em cerca de 50 anos já vamos sentir a falta do petróleo e vamos ver várias explorações secar. Daqui a 200 anos até é capaz de haver petróleo, mas se vai ser suficiente? Não. Aliás, as estimativas para os EUA são de que as atuais reservas se esgotem em menos de 10 anos e na Rússia em pouco mais de 20. Como vês, isto não são 200 anos. E mesmo que fossem 200 anos, eu acho que só o facto de haver um limite deve preocupar-nos, isto antes sequer de chegar às consequências da sua extração. Um limite é variável e nada garante que os 200 anos seriam mais ou menos. E eu dou-te aqui algumas variantes que podem pesar negativamente neste valor: A explosão demográfica - Cada vez mais cada cidadão consome mais petróleo e cada vez mais o número de habitantes do planeta vai aumentar. O desenvolvimento de África - África vai ser o continente que mais vai explodir em população nos próximos anos. E achas o quê? Que eles vão continuar subdesenvolvidos para sempre? Que não vão começar a aumentar o consumo de petróleo? Claro que vão, até porque para o crescimento se dar nos próximos anos é porque a mortalidade vai diminuir e o nível de vida vai subir, lado a lado com o consumo de petróleo. Não só vem aí mais uns biliiões de consumidores de petróleo para o planeta, como alguns biliões que pouco consumem vão ver o seu consumo aumentar. Eu acho que mesmo que fossem 200 anos, com isto o valor ia baixar. Não sendo sequer 200 anos (com os valores de produção atuais), não sei onde vamos arranjar petróleo para nos sustentar ;)  

2) É verdade, mas o planeta não tem de ser 100% verde, mas que deve aumentar a percentagem, deve! Até porque não há grandes alternativas. Quanto à energia atómica, aí concordo contigo. É perigosa, mas é mil vezes mais viável que o petróleo. O petróleo além de ser limitado, destrói o planeta. A energia atómica acaba por ter um impacto mais localizado e traz muito mais vantagens - e com a nossa evolução tecnológica acho que somos capazes tornar a produção da energia atómica mais segura. E eu prefiro pagar mais, mas ao mesmo tempo pagar para não inalar fumo, para não comer células de plástico, para não ter o aquecimento global, para não gastar depois dinheiro em máscaras anti-fumo, para ter "menos cancro", etc. Isto se eu quiser pagar, porque podemos sempre mudar o nosso estilo de vida, como a raça humana fez várias vezes ao longo da história, para um menos consumista.

3) A Terra sempre teve ciclos de ser mais fria ou mais quente e vai continuar a tê-los, o problema é que estamos a acelerá-los :| E com esta aceleração podemos pôr em causa o nosso estilo de vida ou até mesmo a nossa existência! E não sei se tu sabes como é que isto funciona, mas não, a Terra nunca vai aquecer continuamente, como popularmente se diz, mas nós estamos a provocar o seu arrefecimento, ao ponto de criarmos uma nova Idade do Gelo. Se não sabes ou não pesquisaste, eu digo-te: o facto de aumentarmos a emissão de gases de efeito estufa faz com que a retenção de calor no planeta seja maior. Se a retenção de calor é maior, a temperatura sobe. Se a temperatura sobe, o que acontece? Os calotes polares do Norte derrretem, e depois? E depois ups. O gelo transforma-se em mar, mas com correntes muito frias. E o que é que essas correntes frias vão fazer? Aquecer as correntes quentes. Ao tornar as correntes quentes, frias, abate-se sobre o planeta uma era glaciar. Agora vamos para o lado de baixo. O gelo na Antártida derrete, ok, arrefece as correntes quentes e tal. Não. Pelo menos não só. A Antártida tem uma particularidade. O gelo está sobre o continente. O que é que isto implica? Que vai para o mar ao derreter. Enquanto de no polo Norte o gelo já estava no mar, aqui não. E o que é isto vai provocar, assim, obviamente? A subida do nível das águas do mar. Não é preciso dizer as consequências disso :rolleyes: Isto é uma explicação muito breve de um dos muitos problemas. Claro que isto ia acabar por acontecer, mas daqui a muitos milhares de anos, não num futuro próximo.

 

Estás a esquecer-te que existem formas, não exploradas por diversas razões, de se obter petróleo. Os dados que dizes é de acordo com aquilo que há à disposição atualmente, não com aquilo que podes vir a explorar. E sim, os países subdesenvolvidos vão continuar subdesenvolvidos. Aliás, um sinal de que não seriam subdesenvolvidos era uma diminuição do crescimento populacional, logo estás a contradizer-te.

Não é só o plástico ou o fumo que conta. Há imensos materiais no dia-a-dia que deixarias de vir a utilizar ao ires 100% verde. Além de que só consegues aumentar a percentagem até a um certo limite porque, lá está, existem vários problemas inerentes a energias renováveis (por exemplo, precisavas de cabos de cobre maiores para transportar energia renovável, e tendo em conta que a energia se dissipa por eles, quanto maiores forem, mais energia se dissipa e perde - e não, não há alternativas, pelo menos nenhuma que não requira energia logo o efeito anula-se). E cancro não está só inerente a problemas ambientais, nem de perto, nem de longe. Mais depressa apanhas cancro devido aos teus hábitos alimentares que pelo ar que inalas. Aliás, de todos os fatores pelos quais podes apanhar cancro, a inalação de fumo é apenas um dos teus problemas (cada vez mais inevitáveis, diga-se de passagem).

E sim, tens os gases de estufa que fazem reter a retenção de calor de forma maior, o que por sua vez leva a maior subida da temperatura. No entanto, o CO2 contribui bem menos para os gases de estufa que o vapor de água. Aliás, o CO2 contribui uns meros entre 9% a 26% aos gases de estufa. Portanto, mesmo que reduzas as emissões de CO2, é possível que não reduzas os gases de estufa de forma drástica. Mais uma vez, tu não sabes o verdadeiro impacto do ser humano na Terra. Sabes que tem impacto, mas não sabes o quão impactante é. Tudo isso que descreves, pode ser exatamente os padrões climáticos da Terra a mudarem também. Não podes excluir nenhum fator aqui, nem podes colocar um fator, neste caso a influência humana, no topo e dizer que tudo o resto é meramente irrelevante. Não só é cientificamente incorreto, como não consegues provar tal coisa. 

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há 3 minutos, Ruben Fonseca disse:

Nenhuma delas é suficientemente viável (para nem falar no investimento brutal que seria preciso) ou eficiente para um país inteiro, mesmo para um país pequeno como o nosso. É que não é só a energia hídrica que dá problemas. Mesmo a energia solar e eólica podem estar muitas vezes abaixo do esperado, o que nos leva, mais uma vez, a importar energia. A única alternativa viável é a nuclear.

Estás a esquecer-te que existem formas, não exploradas por diversas razões, de se obter petróleo. Os dados que dizes é de acordo com aquilo que há à disposição atualmente, não com aquilo que podes vir a explorar. E sim, os países subdesenvolvidos vão continuar subdesenvolvidos. Aliás, um sinal de que não seriam subdesenvolvidos era uma diminuição do crescimento populacional, logo estás a contradizer-te.

Não é só o plástico ou o fumo que conta. Há imensos materiais no dia-a-dia que deixarias de vir a utilizar ao ires 100% verde. Além de que só consegues aumentar a percentagem até a um certo limite porque, lá está, existem vários problemas inerentes a energias renováveis (por exemplo, precisavas de cabos de cobre maiores para transportar energia renovável, e tendo em conta que a energia se dissipa por eles, quanto maiores forem, mais energia se dissipa e perde - e não, não há alternativas, pelo menos nenhuma que não requira energia logo o efeito anula-se). E cancro não está só inerente a problemas ambientais, nem de perto, nem de longe. Mais depressa apanhas cancro devido aos teus hábitos alimentares que pelo ar que inalas. Aliás, de todos os fatores pelos quais podes apanhar cancro, a inalação de fumo é apenas um dos teus problemas (cada vez mais inevitáveis, diga-se de passagem).

E sim, tens os gases de estufa que fazem reter a retenção de calor de forma maior, o que por sua vez leva a maior subida da temperatura. No entanto, o CO2 contribui bem menos para os gases de estufa que o vapor de água. Aliás, o CO2 contribui uns meros entre 9% a 26% aos gases de estufa. Portanto, mesmo que reduzas as emissões de CO2, é possível que não reduzas os gases de estufa de forma drástica. Mais uma vez, tu não sabes o verdadeiro impacto do ser humano na Terra. Sabes que tem impacto, mas não sabes o quão impactante é. Tudo isso que descreves, pode ser exatamente os padrões climáticos da Terra a mudarem também. Não podes excluir nenhum fator aqui, nem podes colocar um fator, neste caso a influência humana, no topo e dizer que tudo o resto é meramente irrelevante. Não só é cientificamente incorreto, como não consegues provar tal coisa. 

Até podem existir muitas formas de obter petróleo, mas não sabes o custo e não sabes se vai haver muito mais do que se conhece atualmente, não podes partir desse pressuposto de que vamos safar-nos "eternamente" na nossa demanda pelo petróleo ;)  

E não. Não é assim que a demografia funciona. Num país subdesenvolvido, há uma elevada natalidade e elevada mortalidade = estagnação populacional. Quando este se começa a desenvolver (e a consumir combustível), a natalidade mantém-se alta, mas a mortalidade cai - o que leva a uma explosão demográfica e que é o que está a começar a acontecer. Esta explosão demográfica é o passo imediatamente anterior a chegarmos a um país desenvolvido, em que devido ás novas condições de trabalho, à visão de um filho como um encargo e não como fonte de rendimento, entre outros fatores, a natalidade cai também e a população volta a estagnar ou cair levemente. Se pensares bem, em tantos anos de subdesenvolvimento, os países de África sempre tiveram uma população constante (com leves subidas) e uma pirâmide etária jovem. O que está a começar a acontecer é algo novo para estas regiões, que já aconteceu noutros países, a pirâmide vai alargar mais em cima e a população vai começar a disparar. E a população dispara na transição de país subdesenvolvido para país desenvolvido, que é o processo que os países africanos estão a começar a atravessar. Os impactos disto já os disse no outro post.

Pode não ser só o fumo ou o plástico que contam, mas eles contam! Não podes desvalorizar isso :| E nem eu disse que era o único ou o principal causador do cancro, mas é um dos... Tão importante como qualquer outro fator, que deve ser igualmente combatido. 

E o CO2 até pode contribuir menos do que o vapor de água, mas uma percentagem que pode chegar a um quarto faria muita diferença se fosse reduzida! A par, claro, de estratégias para reduzir os outros gases também. Mesmo que sejam os padrões climáticos da Terra a mudar, a explicação que dei clarifica que o Homem também é um dos responsáveis por essa alteração! E, não sendo essa alteração boa para nós, só temos de a tentar combater, não o contrário. Não sei qual é o impacto da Terra em si mesma relativamente ao impacto que o homem tem sobre ela, mas a verdade é que a subida da temperatura das últimas décadas (com oscilações normais que sempre teve) estão a acontecer de uma forma muito mais rápida desde que o homem começou a usar o petróleo de forma excessiva. Isto tudo já acontecia, mas nós estamos a acelerar todo o processo e a ajudar a determinar o que vai acontecer no futuro. 

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há 24 minutos, Ruben Fonseca disse:

Nenhuma delas é suficientemente viável (para nem falar no investimento brutal que seria preciso) ou eficiente para um país inteiro, mesmo para um país pequeno como o nosso. É que não é só a energia hídrica que dá problemas. Mesmo a energia solar e eólica podem estar muitas vezes abaixo do esperado, o que nos leva, mais uma vez, a importar energia. A única alternativa viável é a nuclear.

A nuclear já não é produzida em Portugal, estamos só a exportar o Stock e a UE quer reduzir a energia nuclear por razoes obvias. 
Nós estamos avançar bem para irmos para a energia renovavel mas ainda é tudo muito caro e vai demorar imensos anos

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há 27 minutos, Tiago João disse:

O petróleo de Xisto dos EUA é o mesmo que eu disse que vai acabar em 10 anos :P O petróleo de Xisto não é uma solução a longo prazo e não invalida todas as consequências que o seu uso trás! Não sei se leste o resto do meu post, mas eu explico lá ;) 

E é realmente muito mau defender assim a exploração de petróleo sem conhecer os riscos :| Lê mesmo o meu post, já dá umas luzinhas. E os carros elétricos já vão sim ser uma ajuda, mas ainda não são completamente viáveis :( 

Falta muito pouco para serem viáveis. Há 5 anos um bom carro faria 200 km a 300 km. Hoje já se falam em 500 km com uma bateria. Em 2021 ou 2022 já podem ter uma autonomia de 1000 km o que é muito bom. O problema é que o Estado cobra os mesmos impostos que cobra num carro tradicional tornando-os caros. Mas eles hão-de ficar mais baratos basta esperar uns anos.  Ao ficarem baratos a dependência e a procura pelo petróleo vai diminuir e consequentemente a poluição também. 

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há 1 minuto, Tiago João disse:

Até podem existir muitas formas de obter petróleo, mas não sabes o custo e não sabes se vai haver muito mais do que se conhece atualmente, não podes partir desse pressuposto de que vamos safar-nos "eternamente" na nossa demanda pelo petróleo ;)  

E não. Não é assim que a demografia funciona. Num país subdesenvolvido, há uma elevada natalidade e elevada mortalidade = estagnação populacional. Quando este se começa a desenvolver (e a consumir combustível), a natalidade mantém-se alta, mas a mortalidade cai - o que leva a uma explosão demográfica e que é o que está a começar a acontecer. Esta explosão demográfica é o passo imediatamente anterior a chegarmos a um país desenvolvido, em que devido ás novas condições de trabalho, à visão de um filho como um encargo e não como fonte de rendimento, entre outros fatores, a natalidade cai também e a população volta a estagnar ou cair levemente. Se pensares bem, em tantos anos de subdesenvolvimento, os países de África sempre tiveram uma população constante (com leves subidas) e uma pirâmide etária jovem. O que está a começar a acontecer é algo novo para estas regiões, que já aconteceu noutros países, a pirâmide vai alargar mais em cima e a população vai começar a disparar. E a população dispara na transição de país subdesenvolvido para país desenvolvido, que é o processo que os países africanos estão a começar a atravessar. Os impactos disto já os disse no outro post.

Pode não ser só o fumo ou o plástico que contam, mas eles contam! Não podes desvalorizar isso :| E nem eu disse que era o único ou o principal causador do cancro, mas é um dos... Tão importante como qualquer outro fator, que deve ser igualmente combatido. 

E o CO2 até pode contribuir menos do que o vapor de água, mas uma percentagem que pode chegar a um quarto faria muita diferença se fosse reduzida! A par, claro, de estratégias para reduzir os outros gases também. Mesmo que sejam os padrões climáticos da Terra a mudar, a explicação que dei clarifica que o Homem também é um dos responsáveis por essa alteração! E, não sendo essa alteração boa para nós, só temos de a tentar combater, não o contrário. Não sei qual é o impacto da Terra em si mesma relativamente ao impacto que o homem tem sobre ela, mas a verdade é que a subida da temperatura das últimas décadas (com oscilações normais que sempre teve) estão a acontecer de uma forma muito mais rápida desde que o homem começou a usar o petróleo de forma excessiva. Isto tudo já acontecia, mas nós estamos a acelerar todo o processo e a ajudar a determinar o que vai acontecer no futuro. 

 

Mas ninguém disse o contrário. É exatamente o custo que baixa essas projeções para níveis menos realísticos, o que não quer dizer que seja menos possível. Se houver uma elevada procura, podes ter a certeza que esse "pressuposto" passa a ser realidade.

Tudo isso que disseste está correto, mas estás a esquecer-te de um pormenor. Primeiro, há outros fatores inerentes à expansão populacional e os países africanos têm vários defeitos: desde guerras contínuas a fome, a doenças (a prevalência de HIV é enorme, por exemplo), entre outros aspetos. Mesmo com essa transição para o desenvolvimento, continuas a ter uma taxa de mortalidade bastante elevada, logo, quanto muito, a população descia e, por consequente, descia o consumo de combustível. As próprias projeções não indicam um crescimento populacional enorme em África por ano e o mesmo se passa na Ásia, porque há outros fatores que levam à subida/decréscimo da população que não estás a ter em conta.

Eu nunca desvalorizei isso, apenas estou a dizer que é cada vez mais difícil escapar ao cancro. Apesar de todos os fatores serem importantes, há fatores mais importantes que outros, principalmente se a incidência da doença for maior devido a esses fatores.

Faria muita diferença? Isso está escrito onde? É que estás a assumir que 100% das emissões de CO2 que se refletem nos gases de estufa devem-se a causas humanas, quando se estima que sejam apenas 25%. Isso quer dizer que mudarias uns meros 6%, assumindo que 25% dos gases de estufa sejam CO2. Como vês, a diferença não é assim tão significativa como pensas e isto só falando em gases de estufa com contas simples, fora o resto. Não podes falar que o homem está a "acelerar o processo" quando não sabes a sua influência. Repito, é impossível determinar a tua influência e sendo impossível, tudo o que dizes não passam de meras suposições. 

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há 12 minutos, Ruben Fonseca disse:

Mas ninguém disse o contrário. É exatamente o custo que baixa essas projeções para níveis menos realísticos, o que não quer dizer que seja menos possível. Se houver uma elevada procura, podes ter a certeza que esse "pressuposto" passa a ser realidade.

Tudo isso que disseste está correto, mas estás a esquecer-te de um pormenor. Primeiro, há outros fatores inerentes à expansão populacional e os países africanos têm vários defeitos: desde guerras contínuas a fome, a doenças (a prevalência de HIV é enorme, por exemplo), entre outros aspetos. Mesmo com essa transição para o desenvolvimento, continuas a ter uma taxa de mortalidade bastante elevada, logo, quanto muito, a população descia e, por consequente, descia o consumo de combustível. As próprias projeções não indicam um crescimento populacional enorme em África por ano e o mesmo se passa na Ásia, porque há outros fatores que levam à subida/decréscimo da população que não estás a ter em conta.

Eu nunca desvalorizei isso, apenas estou a dizer que é cada vez mais difícil escapar ao cancro. Apesar de todos os fatores serem importantes, há fatores mais importantes que outros, principalmente se a incidência da doença for maior devido a esses fatores.

Faria muita diferença? Isso está escrito onde? É que estás a assumir que 100% das emissões de CO2 que se refletem nos gases de estufa devem-se a causas humanas, quando se estima que sejam apenas 25%. Isso quer dizer que mudarias uns meros 6%, assumindo que 25% dos gases de estufa sejam CO2. Como vês, a diferença não é assim tão significativa como pensas e isto só falando em gases de estufa com contas simples, fora o resto. Não podes falar que o homem está a "acelerar o processo" quando não sabes a sua influência. Repito, é impossível determinar a tua influência e sendo impossível, tudo o que dizes não passam de meras suposições. 

Mas se os custos forem muito elevados (pela dificuldade na extração ou pelo excesso de procura perante uma oferta mais reduzida) não vai ser viável, pelo menos da forma que consumimos atualmente. 

Mas as previsões são com base nisso. Os países sempre tiveram guerras entre si, e isso faz com que a população estagne, mas estas podem deixar de ser tão frequentes a partir do momento em que o nível de vida começa a melhorar ligeiramente, que é o que está a acontecer. A cada ligeira melhoria do nível de vida, menos guerras surgem. Aos poucos isso vai sendo combatido e muitas previsões baseiam-se nisso também. Porque apesar de haver diversas guerras devido às diferenças de etnias, uma grande parte deve-se à luta por recursos. E quanto às doenças, faz parte da melhoria do nível de vida que se prevê que melhore ligeiramente. Eu não acredito mesmo que África vai continuar com a importância residual que tem agora e acredito que vamos ter grandes alterações nesse sentido neste século. Muitas previsões colocam a Nigéria no Top3 dos países mais populosos daqui a pouco mais de 50 anos com mais gente do que os EUA atualmente. 

Eu acredito que a maioria das emissões de CO2 se devam a causas humanas (nem todas relacionadas com o petróleo, é certo). E mesmo que a mudança possível fosse de apenas 6%, não sabes a diferença que uns "meros" 6% podem fazer num planeta ;) Se feitas as contas mudaria aproximadamente 6%, acho que já valeria muito a pena, porque não só iria reduzir o efeito de estufa, ainda que pouco (mas 6% são suficientes para alterar o paradigma), mas ia reduzir também outros problemas.

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há 36 minutos, Ruben Fonseca disse:

Mas ninguém disse o contrário. É exatamente o custo que baixa essas projeções para níveis menos realísticos, o que não quer dizer que seja menos possível. Se houver uma elevada procura, podes ter a certeza que esse "pressuposto" passa a ser realidade.

Tudo isso que disseste está correto, mas estás a esquecer-te de um pormenor. Primeiro, há outros fatores inerentes à expansão populacional e os países africanos têm vários defeitos: desde guerras contínuas a fome, a doenças (a prevalência de HIV é enorme, por exemplo), entre outros aspetos. Mesmo com essa transição para o desenvolvimento, continuas a ter uma taxa de mortalidade bastante elevada, logo, quanto muito, a população descia e, por consequente, descia o consumo de combustível. As próprias projeções não indicam um crescimento populacional enorme em África por ano e o mesmo se passa na Ásia, porque há outros fatores que levam à subida/decréscimo da população que não estás a ter em conta.

Eu nunca desvalorizei isso, apenas estou a dizer que é cada vez mais difícil escapar ao cancro. Apesar de todos os fatores serem importantes, há fatores mais importantes que outros, principalmente se a incidência da doença for maior devido a esses fatores.

Faria muita diferença? Isso está escrito onde? É que estás a assumir que 100% das emissões de CO2 que se refletem nos gases de estufa devem-se a causas humanas, quando se estima que sejam apenas 25%. Isso quer dizer que mudarias uns meros 6%, assumindo que 25% dos gases de estufa sejam CO2. Como vês, a diferença não é assim tão significativa como pensas e isto só falando em gases de estufa com contas simples, fora o resto. Não podes falar que o homem está a "acelerar o processo" quando não sabes a sua influência. Repito, é impossível determinar a tua influência e sendo impossível, tudo o que dizes não passam de meras suposições. 

Como é que podez dizer que não passam de meras suposições, quando os gráficos mostram bem o CO2 a aumentar de forma brutal, a partir do séc XIX, no pico da revolução industrial? É preciso ser muito ignorante, para afirmar que é ímpossivel de determinar a influência do Homem na concentração de CO2, desde a Revolução Industrial. mais de 90% dos cientistas a nível mundial estão a favor da problemática das alterações climáticas causadas pela atividade humana: http://www.iflscience.com/environment/consensus-confirmed-over-90-climate-scientists-believe-we-re-causing-global-warming/

E isto é a verdade, o ser humano está a acelerar o processo de alteração climática e não só, de extinção de espécies, a redução de biodiversidade tem sido na ordem de 1000x mais espécies por ano, em relação à taxa de extinção natural. O CO2 libertado pelos combustíveis fósseis, o metano libertado pelas explorações intensivas de gado, estão a ter um efeito na retenção da temperatura, tudo isto está relacioado e mesmo que seja um fenómeno que sempre ocorreu, nós estamos sem qualquer dúvida, a acelerá-lo, quer acreditem nisso ou não. Acreditarem ou não, não vai mudar aquilo que nos espera futuramente, se nada for mudado. Mas quem estiver para ver, irá ver certamente quem estava certo e quem estava errado. 

 

há 2 horas, Ruben Fonseca disse:

As cidades na China são altamente poluídas devido ao uso de carvão, não porque não existem outras alternativas viáveis. São é mais caras e precisam de uma mão-de-obra mais qualificada que aquela que é preciso quando tens toneladas de carvão ao teu dispor. 

Espécies animais sempre se extinguiram, não é nenhuma novidade. 

As calotes polares estão a desaparecer, é verdade, mas estás a esquecer-te que nem sempre aquilo que é transmitido ao público corresponde à verdade ou vai realizar-se. Aliás, se a Terra esteve sempre a aquecer, e se as emissões de CO2 de todas as energias não renováveis que temos vindo a gastar é responsável, em grande parte, por isso mesmo, como é que explicas que na década de 40 e 70, tenha existido um período em que as temperaturas baixaram drasticamente? Mais recente ainda, como é que tens uma Terra que, entre 2000 e 2010, mesmo com todo o alarmismo, arrefeceu?

a Terra tenha arrefecido entre 2000 e 2010, ao contrário de todo o drama que se previa.

As espécies sempre se extinguiram mas não ao ritmo que se tem assistido, em que se prevê a extinção de cerca de 70% dos anfibios até 2050 e 50% dos mamíferos até 2100, se a temperatura não parar de subir.

A temperatura não arrefeceu, não sei onde foste buscar isso:

http://www.earth.columbia.edu/articles/view/2620

2008 was the coolest year of the decade, due to strong cooling of the tropical Pacific Ocean, but 2009 saw a return to near-record global temperatures. The past year’s temperatures were only barely surpassed by 2005, the warmest recorded year, and tied with a cluster of others — 1998, 2002, 2003, 2006 and 2007 — as second warmest. Through the last three decades, the GISS surface temperature record shows an upward trend of about 0.2°C (0.36°F) per decade. The greatest increases in 2000-2009 came in the Arctic and part of Antarctica. Except for a leveling off between the 1940s and 1970s, Earth’s surface temperatures have increased steadily since 1880, when modern scientific instrumentation became available to monitor temperatures precisely. In total, average global temperatures have increased by about 0.8°C (1.5°F) since 1880.

OceanHeatIndex-warmestdecade_300.jpg

emissões de dióxido de carbono desde a Revolução Industrial:

crescimento EXPONENCIAL! 

CO2_1750-2010B-259v5qp.png

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há 3 minutos, Tiago João disse:

Mas se os custos forem muito elevados (pela dificuldade na extração ou pelo excesso de procura perante uma oferta mais reduzida) não vai ser viável, pelo menos da forma que consumimos atualmente. 

Mas as previsões são com base nisso. Os países sempre tiveram guerras entre si, e isso faz com que a população estagne, mas estas podem deixar de ser tão frequentes a partir do momento em que o nível de vida começa a melhorar ligeiramente, que é o que está a acontecer. A cada ligeira melhoria do nível de vida, menos guerras surgem. Aos poucos isso vai sendo combatido e muitas previsões baseiam-se nisso também. Porque apesar de haver diversas guerras devido às diferenças de etnias, uma grande parte deve-se à luta por recursos. E quanto às doenças, faz parte da melhoria do nível de vida que se prevê que melhore ligeiramente. Eu não acredito mesmo que África vai continuar com a importância residual que tem agora e acredito que vamos ter grandes alterações nesse sentido neste século. Muitas previsões colocam a Nigéria no Top3 dos países mais populosos daqui a pouco mais de 50 anos com mais gente do que os EUA atualmente. 

Eu acredito que a maioria das emissões de CO2 se devam a causas humanas (nem todas relacionadas com o petróleo, é certo). E mesmo que a mudança possível fosse de apenas 6%, não sabes a diferença que uns "meros" 6% podem fazer num planeta ;) Se feitas as contas mudaria aproximadamente 6%, acho que já valeria muito a pena, porque não só iria reduzir o efeito de estufa, ainda que pouco (mas 6% são suficientes para alterar o paradigma), mas ia reduzir também outros problemas.

 

Elevada procura e pouca oferta leva a subida de preços. Se os preços chegarem a um nível em que se torna viável explorar mais, é de esperar que tal aconteça.

Depende e explicas exatamente o porquê em baixo. Não é só diferenças de etnias, são guerras civis, umas atrás das outras, são os próprios governos que perferem que as condições se mantenham como estão. As previsões não conseguem prever o tipo de guerras que irão existir em 50 anos, nem as condições dos próximos 50 anos em África. Ao contrário da Europa na era da Revolução Industrial, ou até mesmo da própria China/Índia atualmente, África encontra-se numa situação muito diferente. É bem mais provável que continue exatamente a ter a importância residual que tem tido que melhorem significativamente as suas condições, basta olhar para o contexto geopolítico lá. Aliás, com um aumento populacional significativo, é ainda mais provável que as condições em África fiquem piores do que já estão.

6% são suficientes para alterar o paradigma? Em que planeta? Há atividade humana relacionada com CO2 que não podes alterar ou fazer desaparecer, para isso terias de extinguir a espécie.

há 3 minutos, Mr. Robot disse:

Como é que podez dizer que não passam de meras suposições, quando os gráficos mostram bem o CO2 a aumentar de forma brutal, a partir do séc XIX, no pico da revolução industrial? É preciso ser muito ignorante, para afirmar que é ímpossivel de determinar a influência do Homem na concentração de CO2, desde a Revolução Industrial. mais de 90% dos cientistas a nível mundial estão a favor da problemática das alterações climáticas causadas pela atividade humana: http://www.iflscience.com/environment/consensus-confirmed-over-90-climate-scientists-believe-we-re-causing-global-warming/

E isto é a verdade, o ser humano está a acelerar o processo de alteração climática e não só, de extinção de espécies, a redução de biodiversidade tem sido na ordem de 1000x mais espécies por ano, em relação à taxa de extinção natural. O CO2 libertado pelos combustíveis fósseis, o metano libertado pelas explorações intensivas de gado, estão a ter um efeito na retenção da temperatura, tudo isto está relacioado e mesmo que seja um fenómeno que sempre ocorreu, nós estamos sem qualquer dúvida, a acelerá-lo, quer acreditem nisso ou não. Acreditarem ou não, não vai mudar aquilo que nos espera futuramente, se nada for mudado. Mas quem estiver para ver, irá ver certamente quem estava certo e quem estava errado. 

 

Vai reler o que disse, nunca me viste dizer que o homem não tinha influências na concetração de CO2. O que me viste dizer é que não consegues determinar o quão influentes somos na generalidade. Os níveis de CO2 mantiveram-se estáveis nos últimos anos, o buraco do ozono tem vindo a reduzir-se gradualmente e a temperatura não tem aumentado da forma significativa que se esperava inicialmente. Além disso, é muito fácil manipular esses números e dizer que 97% acreditam em X ou Y, já deverias saber isso. As coisas não são assim tão lineares e mesmo acreditando, até porque eu também acredito que as alterações climáticas são causadas, em parte, pelo Homem, não podes já assegurar com tanta certeza que 97% desses cientistas sabem verdadeiramente o nosso impacto, não sabem como corrigir esse impacto e não sabem até que ponto estamos a acelerar a alteração climática. Podes fazer modelos, com bases nesses parâmetros e chegar a uma conclusão, mas essa conclusão não será nada mais que uma suposição.

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Mas que explicação há para os níveis de CO2 terem aumentado desde a Revolução Industrial sem ser por mão humana?!

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há 9 minutos, Ruben Fonseca disse:

Elevada procura e pouca oferta leva a subida de preços. Se os preços chegarem a um nível em que se torna viável explorar mais, é de esperar que tal aconteça.

Depende e explicas exatamente o porquê em baixo. Não é só diferenças de etnias, são guerras civis, umas atrás das outras, são os próprios governos que perferem que as condições se mantenham como estão. As previsões não conseguem prever o tipo de guerras que irão existir em 50 anos, nem as condições dos próximos 50 anos em África. Ao contrário da Europa na era da Revolução Industrial, ou até mesmo da própria China/Índia atualmente, África encontra-se numa situação muito diferente. É bem mais provável que continue exatamente a ter a importância residual que tem tido que melhorem significativamente as suas condições, basta olhar para o contexto geopolítico lá. Aliás, com um aumento populacional significativo, é ainda mais provável que as condições em África fiquem piores do que já estão.

6% são suficientes para alterar o paradigma? Em que planeta? Há atividade humana relacionada com CO2 que não podes alterar ou fazer desaparecer, para isso terias de extinguir a espécie.

Vai reler o que disse, nunca me viste dizer que o homem não tinha influências na concetração de CO2. O que me viste dizer é que não consegues determinar o quão influentes somos na generalidade. Os níveis de CO2 mantiveram-se estáveis nos últimos anos, o buraco do ozono tem vindo a reduzir-se gradualmente e a temperatura não tem aumentado da forma significativa que se esperava inicialmente. Além disso, é muito fácil manipular esses números e dizer que 97% acreditam em X ou Y, já deverias saber isso. As coisas não são assim tão lineares e mesmo acreditando, até porque eu também acredito que as alterações climáticas são causadas, em parte, pelo Homem, não podes já assegurar com tanta certeza que 97% desses cientistas sabem verdadeiramente o nosso impacto, não sabem como corrigir esse impacto e não sabem até que ponto estamos a acelerar a alteração climática. Podes fazer modelos, com bases nesses parâmetros e chegar a uma conclusão, mas essa conclusão não será nada mais que uma suposição.

Porque é que 6% não seriam suficientes para causar alterações? E o homem também contribui na produção de outros gases de estufa, não só de CO2, cinji-me ao CO2 devido ao petróleo. 6% podem ser suficientes para alterar muita coisa. O que era para ti um valor aceitável para alterar o paradigma? 40%? Tens noção que se o Homem conseguisse por si só aumentar em 40% os gases de efeito estufa as diferenças já iam ser gigantes para nós. Um 40% ia multiplicar temperaturas. O 6% que calculaste só por si já é um valor bastante elevado já que quando se falam em quantidades de dimensão atmosférica não é como falar de migalhas e a diferença que nos pode causar a nós já se torna elevada.

há 3 minutos, Forbidden disse:

Mas que explicação há para os níveis de CO2 terem aumentado desde a Revolução Industrial sem ser por mão humana?!

O Ruben não está a questionar isso, penso. Está a questionar o impacto que isso pode ou não ter nas alterações climáticas e se isso tem um peso maior ou menor que as alterações normais da Terra.

Mas a verdade é que é uma grande coincidência coisas como a velocidade quase que incrédula com que se estão a extinguir especies que aumenta consoante o aumento da libertação de CO2.

Edited by Tiago João

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há 2 minutos, Forbidden disse:

Mas que explicação há para os níveis de CO2 terem aumentado desde a Revolução Industrial sem ser por mão humana?!

Mas quem é que deu outra explicação que não a mão humana? :dontknow: É inegável que há mão humana, nunca disse o contrário. A questão que todos os cientistas se deparam é, no entanto, o quão influente é a mão humana. Até porque alterações climáticas não se resumem só a CO2. Mesmo que a percentagem de energias não poluentes subisse exponencialmente, continuarias a ter os mesmos problemas que tens hoje. Não se trata só de escolhas energéticas, tratam-se de atividades que estão inerentes ao ser humano e das quais não sabemos, nem é possível saber, qual a sua real influência em todo o ecossistema. É apenas isso onde quero chegar e aquilo que tenho argumentado até agora: por muito que os cientistas concordem com aspeto X ou Y, esses mesmos cientistas não conseguem determinar com precisão o que aspeto X e Y tem, na total realidade e veracidade dos factos, no nosso planeta. Isso prova-se pelo simples facto de que, desde que toda a preocupação com as alterações climáticas começou, vários dados tiveram de ser reajustados, por vezes até completamente mudados por não corresponderem à verdade. É assim que a ciência funciona quando não tens a certeza das coisas, por tentativa-erro.

Além disso, não podemos atribuir tudo o que se passa no nosso planeta ao Homem. Não sabemos a nossa real influência. Sabemos que somos influentes, pois somos a espécie dominante do planeta, mas não sabemos com precisão até que ponto as nossas ações diárias mudam a biologia terrestre. O clima terrestre nunca foi estático. Há processos que sempre ocorreram. Mesmo com a subida gradual da temperatura e dos níveis de CO2 tiveste períodos bastante frios no século XX. Claro que as alterações climáticas não pendem só para um lado, mas demonstra que, embora exista algo que se possa fazer, há também imensa histeria envolvida e que, por isso, se deve pensar com calma antes de atribuir logo isto ou aquilo ao Homem. Há ações que dependem única e exclusivamente do Homem para melhorar o que nos rodeia, acho que nisso toda a gente concorda, mas não podemos negar que ninguém sabe ao certo o impacto das nossas ações no mundo que nos rodeia e como estas influenciam o clima.

há 14 minutos, Tiago João disse:

Porque é que 6% não seriam suficientes para causar alterações? E o homem também contribui na produção de outros gases de estufa, não só de CO2, cinji-me ao CO2 devido ao petróleo. 6% podem ser suficientes para alterar muita coisa. O que era para um valor aceitável para alterar o paradigma? 40%? Tens noção que se o Homem conseguisse por si só aumentar em 40% os gases de efeito estufa as diferenças já iam ser gigantes para nós. Um 40% multiplicar temperaturas. O 6% que calculaste só por si já é um valor bastante elevado já que quando se falam em quantidades de dimensão atmosférica não é como falar de migalhas e a diferenças que nos pode causar a nós já se torna elevada.

 

Tendo em conta que desses 6% ainda terias de separar aquilo que é inerente à atividade humana e aquilo que é efetivamente o que queres cortar, no final vais ter uma percentagem bem pequena. 

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há 27 minutos, Ruben Fonseca disse:

 

Vai reler o que disse, nunca me viste dizer que o homem não tinha influências na concetração de CO2. O que me viste dizer é que não consegues determinar o quão influentes somos na generalidade. Os níveis de CO2 mantiveram-se estáveis nos últimos anos, o buraco do ozono tem vindo a reduzir-se gradualmente e a temperatura não tem aumentado da forma significativa que se esperava inicialmente. Além disso, é muito fácil manipular esses números e dizer que 97% acreditam em X ou Y, já deverias saber isso. As coisas não são assim tão lineares e mesmo acreditando, até porque eu também acredito que as alterações climáticas são causadas, em parte, pelo Homem, não podes já assegurar com tanta certeza que 97% desses cientistas sabem verdadeiramente o nosso impacto, não sabem como corrigir esse impacto e não sabem até que ponto estamos a acelerar a alteração climática. Podes fazer modelos, com bases nesses parâmetros e chegar a uma conclusão, mas essa conclusão não será nada mais que uma suposição.

o buraco da camada do ozono não tem rigorosamente nada a ver com o dióxido de carbono! Tal como o nome indica, era uma zona da Atmosfera, em que havia rarefação da concentração de Ozono, porque as pessoas ao usarem os sprays contendo CFC's (clorofluorcarbonetos), libertavam toneladas de CFC's voláteis para a atmosfera, que reagiam com os radicais livres, formados pela ionização do ozono, por parte das radiações ultravioleta, fazendo com o que a disponibilidade de monóxido para formar ozono (O3), diminuisse!

E basta ver as curvas de emissão de CO2, para perceber que este começa a ter picos mais elevados a partir da Revolução Industrial. A solução, é reduzir as emissões de carbono e metano, de forma a que o mesmo não se concentre de forma tão elevada na atmosfera. Se a maioria dos países está disposta a fazer isso? no papel sim, agora no terreno,? duvido muito....

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há 30 minutos, Mr. Robot disse:

o buraco da camada do ozono não tem rigorosamente nada a ver com o dióxido de carbono! Tal como o nome indica, era uma zona da Atmosfera, em que havia rarefação da concentração de Ozono, porque as pessoas ao usarem os sprays contendo CFC's (clorofluorcarbonetos), libertavam toneladas de CFC's voláteis para a atmosfera, que reagiam com os radicais livres, formados pela ionização do ozono, por parte das radiações ultravioleta, fazendo com o que a disponibilidade de monóxido para formar ozono (O3), diminuisse!

E basta ver as curvas de emissão de CO2, para perceber que este começa a ter picos mais elevados a partir da Revolução Industrial. A solução, é reduzir as emissões de carbono e metano, de forma a que o mesmo não se concentre de forma tão elevada na atmosfera. Se a maioria dos países está disposta a fazer isso? no papel sim, agora no terreno,? duvido muito....

 

Eu também não disse que tinha algo a ver. :ph34r:  Também não disse o contrário acerca do CO2, e também não é mentira que nos últimos anos os níveis de CO2 tem estagnado, mesmo com a poluição atmosférica causada pela China principalmente. Bastava só a China reduzir para os níveis dos EUA e terias logo uma diferença, por exemplo. Mas isso já é outro assunto...

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Na costa Oeste (de Lisboa para cima), bem que podiam construir mais centrais eólicas, já que o vento é constante.

No caso da energia nuclear, os espanhóis já estão a encerrar algumas das suas centrais nucleares (as mais antigas) - https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/energia/detalhe/governo-espanhol-anuncia-fecho-da-central-nuclear-da-garoa (é um dos exemplos) e há uma forte aposta nas renováveis. Por todo o território espanhol existem várias centrais fotovoltaicas (energia solar) e centrais éolicas.

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Não passa de uma misandrica, nem merece atenção.
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há 37 minutos, Duarte com D disse:

31913902_1676946459007841_53739741915591

Ora aqui está alguém que diz um NÃO à sua própria existência. 

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há 13 minutos, Tiago João disse:

Ora aqui está alguém que diz um NÃO à sua própria existência. 

tecnicamente, hoje em dia,  não é preciso pénis para haver vida. xD Mas o post é só estúpido. Como o Forbidden disse, é uma misândrica. 

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