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João_O

Sociedade

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Além de que as muheres cometem os mesmos crimes que os homens. Que mico.

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há 1 hora, Mr. Robot disse:

tecnicamente, hoje em dia,  não é preciso pénis para haver vida. xD Mas o post é só estúpido. Como o Forbidden disse, é uma misândrica. 

Mas no tempo dela provavelmente não, embora não saiba a idade da rapariga. xD 

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há 43 minutos, Tiago João disse:

Mas no tempo dela provavelmente não, embora não saiba a idade da rapariga. xD 

FIV existe desde os anos 80. 

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há 10 horas, Mr. Robot disse:

FIV existe desde os anos 80. 

Mas que lógica é essa? Sem homens não há esperma, independentemente de haver FIV ou não.

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há 3 horas, Forbidden disse:

Mas que lógica é essa? Sem homens não há esperma, independentemente de haver FIV ou não.

o post não falava de homens,no geral, falava do pénis. mts feministas decidem ter filhos por FIV. Era só isso que estava a dizer. 

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há 23 minutos, Mr. Robot disse:

o post não falava de homens,no geral, falava do pénis. mts feministas decidem ter filhos por FIV. Era só isso que estava a dizer. 

E haveria espermatozóides sem pénis?

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há 1 hora, Forbidden disse:

E haveria espermatozóides sem pénis?

Óbvio que sim. Os espermatozóides são produzidos nos testículos, por sinais hormonais do complexo hipotálamo (no cérebro). O pénis é só mesmo a forma natural de introduzir os espermatozóides no canal vaginal. Muitos homens que têm baixa contagem de espermatozoides,  ou que possuem obstruções que não permitem ejacular os espermatozoides, submetem-se a um processo de aspiração de espermatozoides do canal epididimal (no testítculo, não é no pénis), quando querem ser pais. Mts vezes, a única solução é mesmo a FIV. Sem falar nos bancos de espermas. Atualmente (e começou nos anos 80 ou 90), já não é preciso pénis para gerar vida. Óbvio que é só estúpido sugerir que todos os homens arranquem o pénis, eu nunca disse que achava isso correto ou que concordava, apenas afirmei que é errado dizer nos dias de hoje, que sem pénis não há vida. 

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Muito bom. Um dos problemas atuais, a nível da educação por parte dos pais (que estão a falhar imenso):

 

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https://www.publico.pt/2018/05/24/politica/noticia/pcp-recusa-eutanasia-inscrever-na-lei-o-direito-a-matarse-e-um-retrocesso-1831939

Quem diria, o PCP a votar contra a eutanásia. Afinal existe alguma lucidez naquele partido. Com o CDS também a votar contra e a maioria dos deputados do PSD a seguir o mesmo caminho, parece que a lei que despenaliza a eutanásia vai ser reprovada no Parlamento. :happy: 

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há 4 minutos, Ruben Fonseca disse:

https://www.publico.pt/2018/05/24/politica/noticia/pcp-recusa-eutanasia-inscrever-na-lei-o-direito-a-matarse-e-um-retrocesso-1831939

Quem diria, o PCP a votar contra a eutanásia. Afinal existe alguma lucidez naquele partido. Com o CDS também a votar contra e a maioria dos deputados do PSD a seguir o mesmo caminho, parece que a lei que despenaliza a eutanásia vai ser reprovada no Parlamento. :happy: 

Desenvolve lá, gostava de ver a tua opinião sobre este assunto. E também acho que é cada vez mais claro que a lei não vai ser aprovada. 

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Mas eu já esperava que a lei não fosse aprovada, porque é um tema muito polémico ainda. Se o Aborto precisou de dois referendos pra ser aprovado por aqui (e apenas em 2007, bem tarde se compararmos com outros paises ocidentais), quanto mais a a eutanásia... o nosso país ainda tem muitos dogmas e estigmas da religião católica, o problema é esse.

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há 1 minuto, Duarte disse:

Desenvolve lá, gostava de ver a tua opinião sobre este assunto. E também acho que é cada vez mais claro que a lei não vai ser aprovada. 

A eutanásia é "o caminho fácil". Usam a palavra sofrimento como forma de atrair votos fáceis porque é fácil pensar que, quando se sofre continuamente, é preferível estar morto a estar vivo. Tal coisa não poderia estar errada. Estamos no século XXI, a sociedade e a tecnologia, mesmo a nível da medicina, nunca esteve tão avançada e estão a dizer que o caminho, em vez de insistir em melhorar os cuidados paliativos que, em Portugal, estão bem longe de serem ideais, é matar uma pessoa? Quer dizer, em situações de guerra e não só, vemos pessoas a perderem membros e mesmo assim com uma força enorme de viver; vemos pessoas com doenças que lhes dificultam imenso o dia-a-dia em vários aspetos e mesmo assim superaram todas as expectativas (os Jogos Paralímpicos são um exemplo disso mesmo); vemos milhares de exemplos, uns atrás dos outros, de pessoas que superaram obstáculos - e vão-me dizer que a única solução é a morte dessa pessoa? É matar uma pessoa? Isso é descabido.

Aliás, confunde-se muito a eutanásia com suícidio atualmente. As pessoas, de facto, fazem o que quiserem com a sua vida. Nenhum país poderá, alguma vez, erradicar algo como o suicídio. Eu posso chegar aqui à janela do meu quarto e atirar-me daqui, bem como posso cortar os pulsos a qualquer momento. Isso é tudo verdade, mas isso é o ser humano a usar a sua liberdade individual para fazer isso mesmo. Já um homem que se quiser matar num hospital através da eutanásia está a fazer uso da sua liberdade e da liberdade dos outros - sim, porque um médico, uma vez estando a eutanásia consagrada na lei, terá de fazer aquilo que o utente quer. É uma grande diferença. A partir do momento em que se suaviza a morte de alguém, em que matar se torna num ato médico (que, por sua vez, vai contra tudo aquilo que um médico faz que é tentar salvar vidas) e um ato consagrado por lei, não estás a avançar no tempo. Pelo contrário, estás a retroceder no tempo.

Outro argumento muito dado por aqueles a favor da eutanásia é a dignidade que uma pessoa tem ao morrer. A ciência alcançou imenso nas últimas décadas. Cada segundo, cada minuto, cada hora a mais que um utente tem graças à ciência deve ser encarado com uma vitória da ciência. Olhemos para o Stephen Hawking. Tinha uma limitação mental e corporal inegável. Para muita gente, ter cancro ou ter certas deficiências/limitações, mentais e/ou físicas, é uma razão para permitirmos a eutanásia. No entanto, ele quis viver e foi uma das mentes mais brilhantes de sempre, perfeitamente comparável a um Einstein. Dignidade não advém de autonomia corporal, não advém da sua consciência ou da capacidade de racionalização. Só porque uma pessoa tem debilidades mentais extremas, não tem consciência, não tem racionalidade, não tem capacidade de escolher por si mesmo, a vida dele passa a valer menos que a dos outros? Fazia-se isso nos estados totalitários tipo Alemanha Nazi ou União Soviética, em que se matavam aqueles que o Estado considerava como "fardos"... É que se for aplicar a racionalidade e capacidade de escolher por si mesmo como única forma, ou das poucas formas, de decidir se devo ou não aplicar a eutanásia num indivíduo, então temos também permissão para matar bebés com poucos meses, já que também eles não têm racionalidade, nem capacidade de escolha/liberdade individual.

Saliento isto: na Bélgica e na Holanda, uma pessoa com depressão ou ansiedade pode matar-se através da eutanásia. Depressão ou ansiedade são razões válidas para uma pessoa chegar a um hospital e dizer "quero morrer". Foi para isto que a ciência chegou? Chamam a isto avanço civilizacional? Para que é que existem psiquiatras ou psicólogos, que devem ser das primeiras barreiras contra o suicídio? É que as pessoas quando pensam em eutanásia só pensam naqueles casos de doentes em estado terminal - que, mesmo assim, não devem ser mortas só porque estão em estado terminal. Na Bélgica e na Holanda também pensaram nisso e agora temos demissões atrás de demissões nas comissões que regem o processo de eutanásia, temos imensa gente a mudar de opinião em relação aos efeitos práticos da lei, etc.

Não é a Igreja, até porque isto não tem nada a ver com a Igreja. A morte não deve ser consagrada na lei, nem aqui, nem em lado nenhum.

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há 13 minutos, Fernandovisão disse:

A Eutanásia deveria de ser aprovada, a sério que devia. Há imensas pessoas com cancros e outras doenças que vivem em sofrimento profundo, mas para morrer tem de esperar pela "tal" hora. Acho tão mau, as pessoas não tem o direito de sofrer. Só a morte lhes vai atenuar a dor, porque os medicamentos que dão para "suportar" a dor na fase terminal já pouco fazem efeito.
O problema do nosso país é que vivemos para a Igreja, é Deus para aqui e Deus para acolá e depois é chumbada uma lei como esta.

Concordo a 100%, mas a nossa sociedade ainda não recuperou dos atrasos mentais impostos pela igreja católica.

E acho risível argumentarem contra a eutanásia usando os cuidados paliativos, quando existem imensos casos em que a pessoa sofre e tem dores na mesma. Ou acham que os tais cuidados paliativos curam a 100% a dor?! Acham mesmo? Visitem um hospital, vão ver lá muita gente a sofrer, se os tais cuidados paliativos são tão bons porque isso acontece?! Querem atirar areia pros olhos das pessoas.

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há 3 minutos, Ruben Fonseca disse:

A eutanásia é "o caminho fácil". Usam a palavra sofrimento como forma de atrair votos fáceis porque é fácil pensar que, quando se sofre continuamente, é preferível estar morto a estar vivo. Tal coisa não poderia estar errada. Estamos no século XXI, a sociedade e a tecnologia, mesmo a nível da medicina, nunca esteve tão avançada e estão a dizer que o caminho, em vez de insistir em melhorar os cuidados paliativos que, em Portugal, estão bem longe de serem ideais, é matar uma pessoa? Quer dizer, em situações de guerra e não só, vemos pessoas a perderem membros e mesmo assim com uma força enorme de viver; vemos pessoas com doenças que lhes dificultam imenso o dia-a-dia em vários aspetos e mesmo assim superaram todas as expectativas (os Jogos Paralímpicos são um exemplo disso mesmo); vemos milhares de exemplos, uns atrás dos outros, de pessoas que superaram obstáculos - e vão-me dizer que a única solução é a morte dessa pessoa? É matar uma pessoa? Isso é descabido.

 

Em primeiro lugar, não é uma decisão tua, nem tu nem eu temos que dar palpites sobre o que os outros fazem do seu corpo e da sua vida, cada um deve ser livre de decidir sobre o seu corpo e vida, a isso se chama liberdade, valor fundamental da democracia. Segundo, não é uma decisão fácil, se achas isso estás muito enganado mesmo.

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Mas claro, isto não invalida que haja uma avaliação  médica primeiro e tem de ser muito bem justificada.A Eutanásia tem de ser usada com cuidado e com "cabeça". Se a cura for possível e não trouxer uma dor insuportável, é esse o caminho. Se não houver outra forma e a pessoa estiver lúcida e quiser que lhe apliquem a Eutanásia, avança-se. 

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Agora mesmo, Forbidden disse:

Em primeiro lugar, não é uma decisão tua, nem tu nem eu temos que dar palpites sobre o que os outros fazem do seu corpo e da sua vida, cada um deve ser livre de decidir sobre o seu corpo e vida, a isso se chama liberdade, valor fundamental da democracia. Segundo, não é uma decisão fácil, se achas isso estás muito enganado mesmo.

Repito: tens a liberdade que quiseres para te atirares de uma janela ou cortares os pulsos. Agora não imponhas a tua liberdade nos profissionais de saúde cuja função é salvar vidas a irem contra tudo aquilo que estudaram e contra aquilo que exercem só porque te queres matar. 

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Agora mesmo, Ruben Fonseca disse:

Repito: tens a liberdade que quiseres para te atirares de uma janela ou cortares os pulsos. Agora não imponhas a tua liberdade nos profissionais de saúde cuja função é salvar vidas a irem contra tudo aquilo que estudaram e contra aquilo que exercem só porque te queres matar. 

Mas tu não entendes que as pessoas em estado terminal não tem condições ou capacidade para se matarem a elas próprias?! Além de que a eutanásia pressupõe uma morte sem dor, achas que cortar os pulsos é uma morte sem dor?! A eutanásia é feita com substâncias químicas que não estão ao alcance das pessoas.

E se não querem implicar os médicos nisso, existem meios de contornar isso. Não precisam de ser médicos a fornecer a substancia que vai matar a pessoa.

Além de que, estás enganado ao facto do médico ser obrigado a fazer o que o paciente quer. Por exemplo, em relação ao aborto existem médicos que são contra e não o fazem, alegando objecção de consciência, vai contra os seus valores e ninguém o pode obrigar a praticar esse ato. No caso da eutanásia seria igual.

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Agora mesmo, Forbidden disse:

Mas tu não entendes que as pessoas em estado terminal não tem condições ou capacidade para se matarem a elas próprias?! Além de que a eutanásia pressupõe uma morte sem dor, achas que cortar os pulsos é uma morte sem dor?! A eutanásia é feita com substâncias químicas que não estão ao alcance das pessoas.

E se não querem implicar os médicos nisso, existem meios de contornar isso. Não precisam de ser médicos a fornecer a substancia que vai matar a pessoa.

Além de que, estás enganado ao facto do médico ser obrigado a fazer o que o paciente quer. Por exemplo, em relação ao aborto existem médicos que são contra e não o fazem, alegando objecção de consciência, vai contra os seus valores e ninguém o pode obrigar a praticar esse ato. No caso da eutanásia seria igual.

E tu não entendes que a eutanásia não é só aplicada a pessoas em estado terminal? É que uma pessoa "com lesão definitiva ou doença incurável e fatal e que se encontra em sofrimento duradouro e incurável" é muito subjetivo. Há doenças que causam sofrimento duradouro e também são incuráveis e, no entanto, tens imensos casos na sociedade atual de pessoas que vingaram em certas áreas, sejam elas quais for. Mas não, segundo os apologistas da eutanásia, a única forma para essas pessoas é a morte. Além de que, se está em estado terminal, porque razão o objetivo dos profissionais de saúde é matar o paciente em vez de insistir no alívio da dor deste? É que as substâncias químicas que tu falas, que de facto não estão ao alcance das pessoas, podem ser perfeitamente usadas para aliviar a dor, ainda que momentaneamente. Dizer que o único caminho a ter, seja em pessoas em casos terminais, seja em outra pessoa qualquer, é matar essa pessoa é um crime. É o mesmo que chegares a um utente em estado terminal, colocares-lhe uma almofada em cima e esperar que ele deixe de respirar. 

Claro que existem meios de contornar isso: chama-se, lá está, suicídio.

Objeção de consciência envolve muito mais que apenas ir contra os valores. Existe algo chamado bioética, existem outros fatores que apenas a objeção de consciência. Achas que é assim tudo tão simples? Quer dizer, se todos os médicos não quisessem praticar a eutanásia num utente, alegando objeção técnica ou de consciência, a lei estar aprovada ou não teria o mesmo efeito. Como deves perceber, nem tudo é assim tão simplista. Os profissionais de saúde não pensam como um todo e isso não se aplica só a questões como o aborto ou a eutanásia. Há coisas que, mesmo que a tua consciência ache que há outras maneiras ou nem sequer concorde totalmente, tens de fazer na mesma. 

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há 3 minutos, Ruben Fonseca disse:

E tu não entendes que a eutanásia não é só aplicada a pessoas em estado terminal? É que uma pessoa "com lesão definitiva ou doença incurável e fatal e que se encontra em sofrimento duradouro e incurável" é muito subjetivo. Há doenças que causam sofrimento duradouro e também são incuráveis e, no entanto, tens imensos casos na sociedade atual de pessoas que vingaram em certas áreas, sejam elas quais for. Mas não, segundo os apologistas da eutanásia, a única forma para essas pessoas é a morte. Além de que, se está em estado terminal, porque razão o objetivo dos profissionais de saúde é matar o paciente em vez de insistir no alívio da dor deste? É que as substâncias químicas que tu falas, que de facto não estão ao alcance das pessoas, podem ser perfeitamente usadas para aliviar a dor, ainda que momentaneamente. Dizer que o único caminho a ter, seja em pessoas em casos terminais, seja em outra pessoa qualquer, é matar essa pessoa é um crime. É o mesmo que chegares a um utente em estado terminal, colocares-lhe uma almofada em cima e esperar que ele deixe de respirar. 

 

Não, ninguém diz isso. O que se defende não é a morte, mas sim a existência da escolha. Ninguém vai obrigar outra pessoa a morrer, isso são tudo argumentos falaciosos. O facto da eutanásia se tornar legal não obriga ninguém a fazê-la. Tu dás exemplos de pessoas que superaram as suas doenças, e isso é ótimo, mas ninguém está contra isso. Um exemplo: uma pessoa tem um cancro em estágio terminal, tem metástases por todo o lado, tem dores insuportáveis, não há forma de reverter a doença, vai viver mais uns meses em dor porquê?! A questão da eutanásia aplica-se a casos de doenças que não podem ser revertidas ou curadas. E ninguém diz que o único caminho é a eutanásia, tu é que dizes. O que se discute é abrir uma nova escolha para a pessoa, que ela só segue se quiser.

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há 2 minutos, Forbidden disse:

Não, ninguém diz isso. O que se defende não é a morte, mas sim a existência da escolha. Ninguém vai obrigar outra pessoa a morrer, isso são tudo argumentos falaciosos. O facto da eutanásia se tornar legal não obriga ninguém a fazê-la. Tu dás exemplos de pessoas que superaram as suas doenças, e isso é ótimo, mas ninguém está contra isso. Um exemplo: uma pessoa tem um cancro em estágio terminal, tem metástases por todo o lado, tem dores insuportáveis, não há forma de reverter a doença, vai viver mais uns meses em dor porquê?! A questão da eutanásia aplica-se a casos de doenças que não podem ser revertidas ou curadas. E ninguém diz que o único caminho é a eutanásia, tu é que dizes. O que se discute é abrir uma nova escolha para a pessoa, que ela só segue se quiser.

Escolha tens sempre e sempre a tiveste. Pela terceira vez, chama-se suicídio.

Simples, porque o caminho da ciência é e deve ser a de aliviar a dor o máximo possível, a de providenciar a essa pessoa a máxima qualidade de vida que este pode obter, na sua condição, para que possa viver mais uns meses. Porque o foco não é viver em dor, mas sim que consiga viver mais uns meses. Caso contrário não precisarias de uma RNCCI, de cuidados paliativos, bastava apenas que os matasses porque assim "já não vivem em dor". Posso até dizer que, na minha família, a minha avó teve Alzheimer e esteve acamada durante praticamente 6 anos. Acredito que tenha tido os seus momentos de dor e ninguém nega que, para uma pessoa normal, aquilo não sejam as condições ideais para se viver. No entanto, viveu mais 6 anos. Teve os seus momentos de lucidez, em que falava e que até reconhecia esta ou outra cara e, claro, também teve momentos em que esteve prestes a morrer. Não trocava esses 6 anos por uma morte fácil através da eutanásia. Banalizar a morte nunca deve ser o caminho a seguir da ciência. Se as pessoas têm dores ao ponto de dizerem que preferiam estar mortas, o foco da ciência e dos profissionais de saúde deve ser no investimento em cuidados que permitam a esses utentes ter melhores condições de vida, não que morram. Eutanásia não é escolha, nem confundam isso com escolha. Eutanásia é nada mais que uma morte fácil.

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há 2 minutos, Ruben Fonseca disse:

Escolha tens sempre e sempre a tiveste. Pela terceira vez, chama-se suicídio.

Simples, porque o caminho da ciência é e deve ser a de aliviar a dor o máximo possível, a de providenciar a essa pessoa a máxima qualidade de vida que este pode obter, na sua condição, para que possa viver mais uns meses. Porque o foco não é viver em dor, mas sim que consiga viver mais uns meses. Caso contrário não precisarias de uma RNCCI, de cuidados paliativos, bastava apenas que os matasses porque assim "já não vivem em dor". Posso até dizer que, na minha família, a minha avó teve Alzheimer e esteve acamada durante praticamente 6 anos. Acredito que tenha tido os seus momentos de dor e ninguém nega que, para uma pessoa normal, aquilo não sejam as condições ideais para se viver. No entanto, viveu mais 6 anos. Teve os seus momentos de lucidez, em que falava e que até reconhecia esta ou outra cara e, claro, também teve momentos em que esteve prestes a morrer. Não trocava esses 6 anos por uma morte fácil através da eutanásia. Banalizar a morte nunca deve ser o caminho a seguir da ciência. Se as pessoas têm dores ao ponto de dizerem que preferiam estar mortas, o foco da ciência e dos profissionais de saúde deve ser no investimento em cuidados que permitam a esses utentes ter melhores condições de vida, não que morram. Eutanásia não é escolha, nem confundam isso com escolha. Eutanásia é nada mais que uma morte fácil.

Se tu ainda não percebeste que existem pessoas que não tem capacidade para se matarem a elas próprias, e que por isso mesmo é que se está a discutir e eutanásia, então nem sei o que estamos a discutir. Porque se a pessoa se pudesse matar a eutanásia não estaria a ser discutida, são assuntos  diferentes que tu misturas de forma ilógica e bizarra.

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