ATVTQsV Postado 11 de julho 2020 Postado 11 de julho 2020 @JDaman Relacionado com os videojogos: Curiosamente o Japão usa 50 Hz no leste e 60 Hz no centro e oeste: Não sei como funcionava com a televisão, dado que o Japão teve um sistema NTSC próprio. 1 Citar
JDaman Postado 13 de julho 2020 Postado 13 de julho 2020 On 11/07/2020 at 23:21, PierreDumont disse: Agora fiquei a lembrar das marcas de DVDs que tivemos no país: o primeiro que tivemos aqui foi um Bluesky. Tinha SVA, Britânia, Mondial, etc. A TV Globo sempre teve uma verdadeira obsessão pela qualidade técnica dos seus produtos. As primeiras telenovelas que emitiram-se em Portugal e em Angola passavam por um processo prévio de conversão de formato na Inglaterra (525/30 para 625/25). Acredito que, ainda nos anos 80, a RTP já tinha máquinas para o processo. Sei disso porque um jornal relatou que algumas pessoas cá no Brasil apanhavam emissões ocasionais da RTP para o continente americano (seria o tal "Portuguese Channel"?) graças a antenas parabólicas de até 5 metros de diâmetro. Pelo YouTube é díficil perceber com a devisão precisão, mas dá para ter uma ideia do processo. Encontrei uma promo de "Mandala" pela RTP e se vê a imagem um pouco menos fluída e um pouco mais nítida que são vistas no Brasil. Aliás, estou impressionado com a boa qualidade das gravações da TV analógica na Europa. Creio que tenhas visto algumas terríveis gravações feitas em VHS no Brasil. O inverso também ocorria com alguma frequência. Lembro-me das teleaulas de francês na TV Educativa do Brasil (TVE-Brasil) em 1996, possivelmente importadas. Lembro-me de um leve arrastamento das imagens, com a perda de certa fluidez (lembro de ter percebido algo assim em algumas cenas de Olhos de Água em sua problemática emissão para o Brasil). Essas teleaulas não eram legendadas e nem tinham qualquer explicação em português. Era tudo em francês. Ficou marcado na minha memória um jovem francês a tomar sumo a beira-mar na Riviera Francesa. Por volta de 1991, uma estação de TV da minha cidade (João Pessoa) emitia alguns musicais de música francesa. Ainda não descobri como eles apanhavam os vídeos da banda Indochine. Suspeito que usassem a tal "parabólica internacional" de 5 metros para apanhar os sinais da Televisão francesa para a África francófona (João Pessoa é mais próxima geograficamente de Guiné-Conakry do que de Porto Alegre) ou para a Guiana Francesa. Os sinais SECAM D/K eram convertidos para PAL-M, gravados e emitidos aos sábados. Vou pesquisar a origem desses videoclipes franceses. Agora, de todos os casos, o mais interessante é o da Argentina. O plano original era adotar o padrão "B/G" europeu em 1951, já que o país usava a rede elétrica de 50 Hz. Mas, os Estados Unidos conseguiram impor o seu planejamento de frequências (canais de 6 Mhz e não 8 como na Europa), para todo o continente americano, excetundo a Guiana Francesa. Então, as estações de TV da Argentina passaram a usar o padrão "N", que usava as especificações norte-americanas com o uso da resolução europeia (625 linhas x 25 quadros). Com isso, os equipamentos e televisores de lá tem maior compatibilidade com o restante do continente. Curiosamente, eles usavam videocassetes (VHS, Betamax e Video 2000) no padrão europeu. Com o precoce advento da TV a cabo, em 1981, os argentinos se acostumaram a receber sinais de vários países. Então, pelo YouTube, é possível encontrar gravações de programas brasileiros na tal norma "N" (625x25) gravados a partir de operadoras de TV a cabo na Argentina. Os televisores vendidos no Brasil, depois de 1990, vinham com três normas (PAL-M, PAL-N e NTSC) e alguns até com o PAL-B/G! Por falar em antenas parabólicas, existia um produto na Argentina cujo o principal apelo era o de apanhar sinais da Televisão do Brasil. Chegámos a ter a marca Bluesky em Portugal, também, através do já extinto Carrefour. O meu primeiro foi um Grundig, seguido de um home cinema da LG. E tenho ideia que a RTP Internacional era convertida para 59.97 para as Américas. Pelo menos na era digital e da divisão de feeds é. Quanto ao SECAM, tivemos canais franceses nas nossas operadoras de TV paga na altura do analógico. Contudo, canais como MCM (mais tarde MCM Top), M6, Arte, etc., eram recebidos em PAL em minha casa. Geralmente esses canais já eram recebidos pela Cabovisão (a operadora que me fornecia o serviço na altura) em digital e convertidos para PAL no processo de conversão de digital para analógico. Isto na década de 2000. Não sei como faziam antes. On 11/07/2020 at 23:55, ATVTQsV disse: @JDaman Relacionado com os videojogos: Curiosamente o Japão usa 50 Hz no leste e 60 Hz no centro e oeste: Não sei como funcionava com a televisão, dado que o Japão teve um sistema NTSC próprio. Sim, já sabia disso. Cheguei a jogar o primeiro Sonic ainda a 50Hz, bem como a maioria dos jogos de PS1 que joguei foram a 50Hz. Mudei para o território dos 60Hz em consola com a Xbox 360 (previamente em portáteis já tinha no Game Boy Advance e na PSP e óbvio que no PC sempre foi a 60Hz). Citar
PierreDumont Postado 14 de julho 2020 Postado 14 de julho 2020 On 12/07/2020 at 23:45, JDaman disse: Chegámos a ter a marca Bluesky em Portugal, também, através do já extinto Carrefour. O meu primeiro foi um Grundig, seguido de um home cinema da LG. E tenho ideia que a RTP Internacional era convertida para 59.97 para as Américas. Pelo menos na era digital e da divisão de feeds é. Quanto ao SECAM, tivemos canais franceses nas nossas operadoras de TV paga na altura do analógico. Contudo, canais como MCM (mais tarde MCM Top), M6, Arte, etc., eram recebidos em PAL em minha casa. Geralmente esses canais já eram recebidos pela Cabovisão (a operadora que me fornecia o serviço na altura) em digital e convertidos para PAL no processo de conversão de digital para analógico. Isto na década de 2000. Não sei como faziam antes. Houve um tempo em que o sinal da MCM esteve à disposição das operadoras brasileiras de TV à cabo. Os serviços satelitais (DirecTV, Sky, TecSat) carregavam os sinais digitais e cabia a pessoa escolher entre a emissão em NTSC ou PAL-M. É possível ver um zapping de canais da operadora low cost "TecSat" em 2000, é possível ver a sintonia do MCM Internacional em dado momento do vídeo: Me disseram que o sistema germano-brasileiro "PAL-M" seria o melhor do Mundo, pois juntava duas qualidades em uma só: a fluidez dos 30 frames por segundo (NTSC) com a qualidade e a força do sistema europeu (PAL). O problema é que o Brasil acabou por se isolar dos demais países por interferência diplomática dos Estados Unidos, que não admitia perder sob nenhuma hipótese ("imagine os latinos com um sistema melhor que o nosso? jamais!"). Soube que o Peru quase adotou o PAL-M em 1977, só não o fez porque recebia equipamento americano de segunda mão e que já estava em NTSC. As primeiras emissões ocorreram sem que os técnicos peruanos soubessem, já que os equipamentos emitiam em cor na norma NTSC e os televisores contrabandeados já poderiam recebe-las sem grandes prejuízos. A marca Grunding teve uma discreta presença no mercado brasileiro após o plano de estabilidade econômica (Plano Real) dos anos 90. A empresa alemã estava por aqui através de televisores importados da Argentina e que eram vendidos em hipermercados (salvo engano no Pão de Açúcar). Eles eram chamados, por aqui, de Aurora Grunding. Aliás, a enxurrada de marcas de televisores e VHS foi imensa após a abertura do mercado brasileiro às importações (1990) e ao Plano Real (1994). P.s.: não sabia que Telefunken era marca de baixo custo em Portugal. Citar
JDaman Postado 15 de julho 2020 Postado 15 de julho 2020 há 6 horas, PierreDumont disse: P.s.: não sabia que Telefunken era marca de baixo custo em Portugal. Se não estou em erro, a Telefunken propriamente dita já não existe. O que existe agora são várias empresas com a licença para usar o nome Telefunken nos seus produtos e algumas dessas empresas licenciam o nome a fabricantes OEM. A nível de TVs, diria com alguma certeza que a licença está nas mãos de alguma empresa turca. 1 Citar
PierreDumont Postado 17 de julho 2020 Postado 17 de julho 2020 On 14/07/2020 at 23:54, JDaman disse: Se não estou em erro, a Telefunken propriamente dita já não existe. O que existe agora são várias empresas com a licença para usar o nome Telefunken nos seus produtos e algumas dessas empresas licenciam o nome a fabricantes OEM. A nível de TVs, diria com alguma certeza que a licença está nas mãos de alguma empresa turca. Acabei de descobrir que a marca "Grunding" esteve no Brasil através da subsidiária argentina chamada "Aurora" em meados dos anos 90. Isso foi possível por causa do Mercosul, que permitia a importação de aparelhos vindos de lá com insenção de impostos. Aliás, após o plano de estabilização econômica (Plano Real), houve uma enxurrada de marcas de televisores no Brasil. O Carrefour brasileiro vendia televisores "Daewoo" com a marca fantasia "First Line". A Philco argentina competia com a Philco brasileira através da exportação de aparelhos com a marca "Paxan". Todas essas marcas importavam peças da Coreia do Sul e copiavam projetos japoneses, coreanos e americanos. Os televisores "Xuxa Cineral", lançados em 1997, era o sonho de todas as crianças daquela época. Pergunto-me porque Xuxa nunca quis se estabelcer na TV portuguesa, sei que ela foi convidada pela SIC em 1995, mas recusou a proposta. Citar
pedrovinsky Postado 17 de julho 2020 Postado 17 de julho 2020 (editado) há 2 horas, PierreDumont disse: Pergunto-me porque Xuxa nunca quis se estabelcer na TV portuguesa, sei que ela foi convidada pela SIC em 1995, mas recusou a proposta. Em 95 ela já tinha sossegado um pouco o ritmo de trabalho... foi após o cancelamento de um programa internacional por saúde, a morte do Ayrton Senna... sei bem que a barreira da linguagem era bem menor, mas ela estava exausta. Editado 17 de julho 2020 por pedrovinsky 1 Citar
agui Postado 4 de agosto 2020 Postado 4 de agosto 2020 Não encontrei um tópico de memórias da televisão, então utilizo este. Um artigo de 2004, motivado pela protagonismo negro em "Da Cor do Pecado", acerca da inclusão de atores negros em Portugal, com depoimentos de várias personalidade da televisão. #TozéMartinhoIsOverParty A FEBRE DO OURO NEGRO A discriminação racial é o prato forte da novela ‘Da Cor do Pecado’, em exibição ao fim da tarde, na SIC. O assunto é ainda tabu e em Portugal são poucos os negros que chegam à televisão. Mas para a maioria dos inquiridos pelo Correio TV, o reconhecimento público tem de ser um fenómeno natural. O talento e a experiência são mais importantes do que a cor da pele… 10 de Abril de 2004 às 00:00 Taís Araújo vai ficar na história da dramaturgia brasileira. Depois de ter sido a primeira actriz negra a interpretar o papel principal da série ‘Xica da Silva’, na extinta TV Manchete, a jovem é agora a primeira protagonista negra de uma telenovela na elitista TV Globo. Em ‘Da Cor do Pecado’, a jovem forma um par romântico com um dos galãs mais cobiçados do Brasil, Reynaldo Gianecchini. Por cá, não há na história da ficção portuguesa, protagonistas negros no pequeno ecrã. Mas em ‘Tudo Isto é Fado’, o mais recente filme de Luís Galvão Teles, em exibição nas salas de cinema, Ângelo Torres veste a pele do protagonista Amadeu, um vigarista especialista em ‘esquemas’ e expedientes para ganhar dinheiro. “Ser protagonista deste filme não significa que os preconceitos tenham acabado. É preciso ver para crer”, afirma o actor ao Correio TV, manifestando o desejo que “as coisas tenham de facto mudado”. Com 12 anos de carreira, o actor, que interpretou o papel do estudante Mário Silva na série ‘Pensão Estrela’ (SIC), afirma que o facto de pouca gente se lembrar dele “é por si só um sinal de discriminação”. “Só agora, com o papel de protagonista do filme, e por causa do impacto da novela brasileira da SIC é que se lembram de mim. Isso já é um sinal”, critica. Quanto à novela ‘Da Cor do Pecado’, o actor considera que ela própria acaba por ter um “lado discriminatório”, porque “a Tais Araújo apenas foi escolhida pela cor da pele e pela beleza. Ou seja, foi seleccionada por razões de marketing, para vender o lado sexual da mulher, mulata e bonita”. O lado pessimista e crítico de Ângelo Torres não colhe junto de Tozé Martinho, um dos mais importantes guionistas da ficção portuguesa, autor de sucessos como ‘Olhos de Água’ e ‘O Teu Olhar’, que não hesita em afirmar que “os portugueses não são racistas” e que “não existe qualquer espécie de discriminação racial na ficção portuguesa”. O actor e guionista vai mais longe e, depois de afirmar que Portugal é um dos países menos racistas do Mundo, lembra que “a sociedade multiracial criada nas ex-colónias e no Brasil é fruto da postura dos portugueses, que se dão a toda a gente de alma e coração sem olhar a cor”. Confrontado com a realidade, que ainda relega os negros para papéis secundários, Tozé Martinho tem uma justificação: “Na vida real, e até há bem pouco tempo, os negros em Portugal eram empregados de limpeza, jardineiros... E a ficção não pode ultrapassar a realidade, correndo o risco de tornar-se inverosímil.” MEDO DE ARRISCAR Actriz, 26 anos, Mina Andala acha que, em Portugal, ainda não chegou o tempo de protagonismo para os actores negros: “Produtores e encenadores têm medo de arriscar. Começa a haver vontade, mas ainda há receio”, afirma ao Correio TV. Tozé Martinho desmonta, contudo, o temor de que fala a jovem actriz. “Os actores negros são escassos e têm menos experiência. Uma novela pode custar um milhão de contos e é muito arriscada a escolha de um actor pouco experiente. E seleccionar um actor só porque ele é negro é uma atitude tão racista quanto a da exclusão.” Ângelo Torres contrapõe esta opinião de Tozé Martinho. “Essa afirmação sobre a inexperiência dos actores negros não tem qualquer fundamento. Quantos actores brancos sem experiência não foram já seleccionados para os elencos?”, questiona. Cláudia Semedo, de 21 anos, actriz na novela ‘O Jogo’, em exibição na SIC, e umas das repórteres de ‘Êxtase’, diz que é preciso dar mais oportunidades aos negros. “Mesmo sendo uma minoria demográfica, não temos representação no ecrã”, desabafa. No jornalismo televisivo, o panorama é idêntico. Há sete anos, quando chegou à SIC, Daniel Nascimento, repórter no ‘Caras Notícias’, ficou chocado quando percebeu que era o único negro na redacção. “Mas nunca me senti marginalizado”, conta. A PRIMEIRA VEZ Na RTP, Maria João Silveira, jornalista, apresentou em 1992 o programa ‘Euroritmias’ e tornou-se a primeira apresentadora negra em Portugal. Ainda hoje recorda a polémica que o acontecimento gerou: “A imprensa sublinhou a ocorrência e, num inquérito de rua realizado por uma revista, os resultados foram bem reveladores da muita ignorância que ainda existia no país… Alguns dos inquiridos sugeriam que fosse para a minha terra!.” No dia-a-dia, Maria João Silveira tem “imensas histórias” de discriminação para contar. Mas a nível laboral não tem razão de queixa. Porém, ainda não esqueceu o dia em que um colega a questionou por que não ia trabalhar para África…“Eu não me posso queixar, mas tenho amigos, noutras profissões, que não progrediram nas carreiras por causa da cor da pele”, diz a jornalista que nasceu em Angola, há 38 anos, e foi uma das apresentadoras de ‘Portugal no Coração’, com José Carlos Malato e Merche Romero. Maria João Silveira é peremptória quando diz que “a cor da pele não deve ser argumento contra ou a favor da presença das pessoas num meio ou profissão”. “Deve-se ser avaliado pelo empenho, capacidade e talento. Caso contrário, e à semelhança da existência de quotas para a presença das mulheres nos partidos, teremos quotas para a colocação de negros na televisão. E com isto eu não concordo”, sublinha. E a realidade que Maria João Silveira contesta é a contemplada num projecto que está em discussão no parlamento brasileiro e que determina uma quota obrigatória de 25 por cento de negros na televisão e no cinema. Tozé Martinho, por seu turno, alerta: “A simples preocupação de ter de se escrever sobre este assunto, ou de ter de se falar dele já é estranha, quase preconceituosa… Negros e brancos estão misturados na nossa sociedade e a sua visibilidade televisiva tem de ser natural”, remata.TIBÚRCIO “NÃO OFENDE” O Tibúrcio é uma das personagens mais famosas do humorista Fernando Rocha, popularizado pelo programa da SIC ‘Levanta-te e Ri’. O actor conta as anedotas com grande à-vontade, porque, garante, “não ofende ninguém”. E explica porquê. “Em Portugal já temos uma elevada percentagem de negros. E o Tibúrcio representa o homem simples e pouco instruído da população luso-africana. O Tibúrcio é como o alentejano ou a Rosa peixeira e é sempre o herói das minhas anedotas”, explica ao Correio TV. Fernando Rocha explica que não toma a parte pelo todo e a prova de que quem o ouve parece entender a mensagem é que é muitas vezes abordado na via pública por cidadãos que se apresentam como Tibúrcio e lhe pedem autógrafos. “Sou incapaz de ofender o povo. Mais facilmente mando uma boca a um político, a uma pessoa individual, do que a uma classe de pessoas”, explica. https://www.cmjornal.pt/tv-media/detalhe/a-febre-do-ouro-negro vem @Lu Bloqueada até 03.08 1 1 Citar
Lu Bloqueada até 03.08 Postado 4 de agosto 2020 Postado 4 de agosto 2020 há 56 minutos, AGUI disse: Não encontrei um tópico de memórias da televisão, então utilizo este. Um artigo de 2004, motivado pela protagonismo negro em "Da Cor do Pecado", acerca da inclusão de atores negros em Portugal, com depoimentos de várias personalidade da televisão. #TozéMartinhoIsOverParty A FEBRE DO OURO NEGRO A discriminação racial é o prato forte da novela ‘Da Cor do Pecado’, em exibição ao fim da tarde, na SIC. O assunto é ainda tabu e em Portugal são poucos os negros que chegam à televisão. Mas para a maioria dos inquiridos pelo Correio TV, o reconhecimento público tem de ser um fenómeno natural. O talento e a experiência são mais importantes do que a cor da pele… 10 de Abril de 2004 às 00:00 Taís Araújo vai ficar na história da dramaturgia brasileira. Depois de ter sido a primeira actriz negra a interpretar o papel principal da série ‘Xica da Silva’, na extinta TV Manchete, a jovem é agora a primeira protagonista negra de uma telenovela na elitista TV Globo. Em ‘Da Cor do Pecado’, a jovem forma um par romântico com um dos galãs mais cobiçados do Brasil, Reynaldo Gianecchini. Por cá, não há na história da ficção portuguesa, protagonistas negros no pequeno ecrã. Mas em ‘Tudo Isto é Fado’, o mais recente filme de Luís Galvão Teles, em exibição nas salas de cinema, Ângelo Torres veste a pele do protagonista Amadeu, um vigarista especialista em ‘esquemas’ e expedientes para ganhar dinheiro. “Ser protagonista deste filme não significa que os preconceitos tenham acabado. É preciso ver para crer”, afirma o actor ao Correio TV, manifestando o desejo que “as coisas tenham de facto mudado”. Com 12 anos de carreira, o actor, que interpretou o papel do estudante Mário Silva na série ‘Pensão Estrela’ (SIC), afirma que o facto de pouca gente se lembrar dele “é por si só um sinal de discriminação”. “Só agora, com o papel de protagonista do filme, e por causa do impacto da novela brasileira da SIC é que se lembram de mim. Isso já é um sinal”, critica. Quanto à novela ‘Da Cor do Pecado’, o actor considera que ela própria acaba por ter um “lado discriminatório”, porque “a Tais Araújo apenas foi escolhida pela cor da pele e pela beleza. Ou seja, foi seleccionada por razões de marketing, para vender o lado sexual da mulher, mulata e bonita”. O lado pessimista e crítico de Ângelo Torres não colhe junto de Tozé Martinho, um dos mais importantes guionistas da ficção portuguesa, autor de sucessos como ‘Olhos de Água’ e ‘O Teu Olhar’, que não hesita em afirmar que “os portugueses não são racistas” e que “não existe qualquer espécie de discriminação racial na ficção portuguesa”. O actor e guionista vai mais longe e, depois de afirmar que Portugal é um dos países menos racistas do Mundo, lembra que “a sociedade multiracial criada nas ex-colónias e no Brasil é fruto da postura dos portugueses, que se dão a toda a gente de alma e coração sem olhar a cor”. Confrontado com a realidade, que ainda relega os negros para papéis secundários, Tozé Martinho tem uma justificação: “Na vida real, e até há bem pouco tempo, os negros em Portugal eram empregados de limpeza, jardineiros... E a ficção não pode ultrapassar a realidade, correndo o risco de tornar-se inverosímil.” MEDO DE ARRISCAR Actriz, 26 anos, Mina Andala acha que, em Portugal, ainda não chegou o tempo de protagonismo para os actores negros: “Produtores e encenadores têm medo de arriscar. Começa a haver vontade, mas ainda há receio”, afirma ao Correio TV. Tozé Martinho desmonta, contudo, o temor de que fala a jovem actriz. “Os actores negros são escassos e têm menos experiência. Uma novela pode custar um milhão de contos e é muito arriscada a escolha de um actor pouco experiente. E seleccionar um actor só porque ele é negro é uma atitude tão racista quanto a da exclusão.” Ângelo Torres contrapõe esta opinião de Tozé Martinho. “Essa afirmação sobre a inexperiência dos actores negros não tem qualquer fundamento. Quantos actores brancos sem experiência não foram já seleccionados para os elencos?”, questiona. Cláudia Semedo, de 21 anos, actriz na novela ‘O Jogo’, em exibição na SIC, e umas das repórteres de ‘Êxtase’, diz que é preciso dar mais oportunidades aos negros. “Mesmo sendo uma minoria demográfica, não temos representação no ecrã”, desabafa. No jornalismo televisivo, o panorama é idêntico. Há sete anos, quando chegou à SIC, Daniel Nascimento, repórter no ‘Caras Notícias’, ficou chocado quando percebeu que era o único negro na redacção. “Mas nunca me senti marginalizado”, conta. A PRIMEIRA VEZ Na RTP, Maria João Silveira, jornalista, apresentou em 1992 o programa ‘Euroritmias’ e tornou-se a primeira apresentadora negra em Portugal. Ainda hoje recorda a polémica que o acontecimento gerou: “A imprensa sublinhou a ocorrência e, num inquérito de rua realizado por uma revista, os resultados foram bem reveladores da muita ignorância que ainda existia no país… Alguns dos inquiridos sugeriam que fosse para a minha terra!.” No dia-a-dia, Maria João Silveira tem “imensas histórias” de discriminação para contar. Mas a nível laboral não tem razão de queixa. Porém, ainda não esqueceu o dia em que um colega a questionou por que não ia trabalhar para África…“Eu não me posso queixar, mas tenho amigos, noutras profissões, que não progrediram nas carreiras por causa da cor da pele”, diz a jornalista que nasceu em Angola, há 38 anos, e foi uma das apresentadoras de ‘Portugal no Coração’, com José Carlos Malato e Merche Romero. Maria João Silveira é peremptória quando diz que “a cor da pele não deve ser argumento contra ou a favor da presença das pessoas num meio ou profissão”. “Deve-se ser avaliado pelo empenho, capacidade e talento. Caso contrário, e à semelhança da existência de quotas para a presença das mulheres nos partidos, teremos quotas para a colocação de negros na televisão. E com isto eu não concordo”, sublinha. E a realidade que Maria João Silveira contesta é a contemplada num projecto que está em discussão no parlamento brasileiro e que determina uma quota obrigatória de 25 por cento de negros na televisão e no cinema. Tozé Martinho, por seu turno, alerta: “A simples preocupação de ter de se escrever sobre este assunto, ou de ter de se falar dele já é estranha, quase preconceituosa… Negros e brancos estão misturados na nossa sociedade e a sua visibilidade televisiva tem de ser natural”, remata.TIBÚRCIO “NÃO OFENDE” O Tibúrcio é uma das personagens mais famosas do humorista Fernando Rocha, popularizado pelo programa da SIC ‘Levanta-te e Ri’. O actor conta as anedotas com grande à-vontade, porque, garante, “não ofende ninguém”. E explica porquê. “Em Portugal já temos uma elevada percentagem de negros. E o Tibúrcio representa o homem simples e pouco instruído da população luso-africana. O Tibúrcio é como o alentejano ou a Rosa peixeira e é sempre o herói das minhas anedotas”, explica ao Correio TV. Fernando Rocha explica que não toma a parte pelo todo e a prova de que quem o ouve parece entender a mensagem é que é muitas vezes abordado na via pública por cidadãos que se apresentam como Tibúrcio e lhe pedem autógrafos. “Sou incapaz de ofender o povo. Mais facilmente mando uma boca a um político, a uma pessoa individual, do que a uma classe de pessoas”, explica. https://www.cmjornal.pt/tv-media/detalhe/a-febre-do-ouro-negro vem @Lu Bloqueada até 03.08 Que vergonha. Se ainda hoje as pessoas gostam de enfiar a cara dentro da areia quando, imagina aí. Felizmente a vida vingou-se e Louco Amor foi um flop. 1 Citar
Johnman Postado 4 de agosto 2020 Postado 4 de agosto 2020 há 10 horas, Lu Bloqueada até 03.08 disse: Que vergonha. Se ainda hoje as pessoas gostam de enfiar a cara dentro da areia quando, imagina aí. Felizmente a vida vingou-se e Louco Amor foi um flop. Louco Amor não correu assim tão mal A sua média até foi algo razoável dada a força da concorrência. Sentimentos é que foi um flop gigante 1 Citar
PierreDumont Postado 7 de agosto 2020 Postado 7 de agosto 2020 @JDaman @ATVTQsV @PT Thowback o canal portugués "Fuel TV" está emitindo para o Brasil através de um novo operador chamado BluTV (que promete dar uma grelha cheia de canais SD por 6,30 euros mensais). A gravação abaixo foi feita quando o sinal estava em FTA: ravé Citar
PierreDumont Postado 13 de agosto 2020 Postado 13 de agosto 2020 @JDaman, @ATVTQsV, @pedrovinsky e @Fadokimi prestem atenção a algo bem interessante que eu descobri... Muitos portugueses deste fórum não entendiam o porque da existência do canal 1 nos televisores do continente americano. Os televisores analógicos brasileiros costumavam a sintonizar as reais frequências, que eram ocupadas intercaladamente, com exceção dos canais 4 e 5 ou 6 e 7 (existem uma separação entre eles). Então, um televisor analógico do Rio de Janeiro sintonizaria assim: 02 - TVE Brasil, 04 - Globo, 06 - Manchete (depois RedeTV!), 07 - Bandeirantes, 09 - CNT, 11 - SBT, 13 - Record. Todos esses canais estavam na Banda VHF e começavam, necessariamente, pelo canal 2. Isso acontece porque o Brasil adotou o antigo mapa de frequências dos EUA, que por um conflito com o antigo sistema de rádio-amador, decidiu desativar o canal 1. Na Europa, isto funciona de maneira distinta: o televisor lê as frequências reais: em Faro - a RTP1 estava em VHF (canal 1?), a RTP2 no canal 31 UHF, a SIC no canal 34 UHF e a TVI no canal 37 UHF e as programava na ordem do espectro: 01 - RTP 1, 02 - RTP 2, 03 - SIC, 04 - TVI. Se fosse seguir a "lógica brasileira" ficaria assim: 01 - RTP 1, 31 - RTP 2, 34 - SIC, 37 - TVI. Curiosamente, alguns televisores brasileiros dos anos 1980 seguiam a lógica europeia e programavam pela ordem do espectro. No Rio de Janeiro ficaria assim: 01 - TVE Brasil, 02 - Globo, 03 - Manchete, 04 - Bandeirantes, 05 - CNT, 06 - SBT, 07 - Record, 08 - tecla VTR (usado para a conexão de videojogos e videocassete) como este televisor da marca Philco, lançado no final de 1982: A Banda UHF (que, no Brasil, ia de 14 a 69) estava restrita a algumas poucas cidades do interior. Mas, a partir do surgimento da MTV Brasil, em 1990, as grandes cidades passaram a receber canais nesta banda e que apareciam no Televisor desta maneira: 24 - MTV Brasil, 52 - Rede Mulher e assim ia. 1 Citar
ATVTQsV Postado 13 de agosto 2020 Postado 13 de agosto 2020 @PierreDumont Que eu saiba, os únicos países NTSC que usaram o canal 1 foram Taiwan (acho que a TTV tinha o emissor central em Taipé no canal 1) e o Japão. Isto deve-se a um formato derivado a ele, o NTSC-J. Ambas as bandas VHF tinham 12 canais. Que eu saiba, inicialmente a NHK emitia em Tóquio no canal 2 e em Osaka no canal 4. O canal 2 de Tóquio foi dividido por volta de 1958 que nem a TV Tupi em 1960 para acomodar os canais 1 e 3 que ficaram com os dois canais da NHK (General no 1, antigo 2 e Educational no 3). A intenção inicial da Fuji TV em 1958/1959 era de emitir no canal 1, porém optou por começar no canal 8. A banda 1 ia do canal 1 ao 3 e a banda 3 do 4 ao 12. Não havia canal 13, o UHF ia do 14 ao 62. Já aqui falámos dos ciclos no Japão, a título demonstrativo, as grelhas nas cidades de Tóquio e Osaka antes do fecho das emissões analógicas em 2011: Tóquio 1 - NHK G (JOAK-TV) 3 - NHK E (JOAB-TV) 4 - Nippon Television (JOAX-TV) 6 - TBS (JOKR-TV até 2000/JORX-TV) 8 - Fuji TV (JOCX-TV) 10 - TV Asahi (JOEX-TV) 12 - TV Tokyo (JOTX-TV) Osaka 2 - NHK G (JOBK-TV) 4 - Mainichi Broadcasting System (JOOR-TV) 6 - Asahi Broadcasting Company (JOBX-TV até 1959/JONR-TV) 8 - Kansai TV (JODX-TV) 10 - Yomiuri TV (JOIX-TV) 12 - NHK E (JOBB-TV) Até 1972, as ilhas Ryukyu (prefeitura de Okinawa) eram um território americano. A RBC (KSAR-TV/JORR-TV) emitia no canal 12 e a Okinawa TV (KSDW-TV/JOOF-TV) emitia no canal 10. Antes da devolução das ilhas, surgiria uma empresa que funcionava como sucedânea da NHK (não sei se tinha um canal ou dois). A 15 de Maio de 1972 foi feita a devolução e obviamente tinham de mudar as frequências dos canais. A RBC (que entrou oficialmente na JNN) mudou-se para o canal 10 e a OTV (FNN) para o canal 8. Apesar do Japão ter sido um dos primeiros países a introduzir a televisão a cores (há precisamente 60 anos), o país demorou cerca de uma dúzia de anos a completar a conversão. Marine Boy, o primeiro anime a dar em Portugal (provas nos comentários deste post) foi encomendado pelos americanos dado que na época os estúdios japoneses nem tinham equipamento suficiente para animação a cor, também os programas a cores no Japão eram escassos em 1965, ano de produção do anime. 1 Citar
PierreDumont Postado 25 de agosto 2020 Postado 25 de agosto 2020 On 13/08/2020 at 20:24, ATVTQsV disse: @PierreDumont Que eu saiba, os únicos países NTSC que usaram o canal 1 foram Taiwan (acho que a TTV tinha o emissor central em Taipé no canal 1) e o Japão. Isto deve-se a um formato derivado a ele, o NTSC-J. Ambas as bandas VHF tinham 12 canais. Que eu saiba, inicialmente a NHK emitia em Tóquio no canal 2 e em Osaka no canal 4. O canal 2 de Tóquio foi dividido por volta de 1958 que nem a TV Tupi em 1960 para acomodar os canais 1 e 3 que ficaram com os dois canais da NHK (General no 1, antigo 2 e Educational no 3). A intenção inicial da Fuji TV em 1958/1959 era de emitir no canal 1, porém optou por começar no canal 8. A banda 1 ia do canal 1 ao 3 e a banda 3 do 4 ao 12. Não havia canal 13, o UHF ia do 14 ao 62. Já aqui falámos dos ciclos no Japão, a título demonstrativo, as grelhas nas cidades de Tóquio e Osaka antes do fecho das emissões analógicas em 2011: Tóquio 1 - NHK G (JOAK-TV) 3 - NHK E (JOAB-TV) 4 - Nippon Television (JOAX-TV) 6 - TBS (JOKR-TV até 2000/JORX-TV) 8 - Fuji TV (JOCX-TV) 10 - TV Asahi (JOEX-TV) 12 - TV Tokyo (JOTX-TV) Osaka 2 - NHK G (JOBK-TV) 4 - Mainichi Broadcasting System (JOOR-TV) 6 - Asahi Broadcasting Company (JOBX-TV até 1959/JONR-TV) 8 - Kansai TV (JODX-TV) 10 - Yomiuri TV (JOIX-TV) 12 - NHK E (JOBB-TV) Até 1972, as ilhas Ryukyu (prefeitura de Okinawa) eram um território americano. A RBC (KSAR-TV/JORR-TV) emitia no canal 12 e a Okinawa TV (KSDW-TV/JOOF-TV) emitia no canal 10. Antes da devolução das ilhas, surgiria uma empresa que funcionava como sucedânea da NHK (não sei se tinha um canal ou dois). A 15 de Maio de 1972 foi feita a devolução e obviamente tinham de mudar as frequências dos canais. A RBC (que entrou oficialmente na JNN) mudou-se para o canal 10 e a OTV (FNN) para o canal 8. Apesar do Japão ter sido um dos primeiros países a introduzir a televisão a cores (há precisamente 60 anos), o país demorou cerca de uma dúzia de anos a completar a conversão. Marine Boy, o primeiro anime a dar em Portugal (provas nos comentários deste post) foi encomendado pelos americanos dado que na época os estúdios japoneses nem tinham equipamento suficiente para animação a cor, também os programas a cores no Japão eram escassos em 1965, ano de produção do anime. O mapa de atribuição de frequências do Japão é completamente distinto do continente americano. A Banda para Rádio FM é de 14 MHz e fica entre 76 e 90 MHz, ao invés da faixa americana, que vai de 88 a 108 MHz. Quanto a implantação da Televisão em cores ser tão arrastada no Japão deve-se às dificuldades técnicas e aos imensos custos. A Televisão policromática tornou-se viável nos EUA apenas no final de 1965, graças a duas tecnologias decisivas: as câmeras com tubo Plumbicon, que dispensava o revezamento dos tubos a cada 100 horas, e os televisores Porta-color da General Eletric, que eram televisores mais acessíveis. Eu acho que devo ter dito aqui, mas a frequência de determinada estação de TV é importante na sua identificação no continente americano. Citar
ATVTQsV Postado 25 de agosto 2020 Postado 25 de agosto 2020 há 12 minutos, PierreDumont disse: O mapa de atribuição de frequências do Japão é completamente distinto do continente americano. A Banda para Rádio FM é de 14 MHz e fica entre 76 e 90 MHz, ao invés da faixa americana, que vai de 88 a 108 MHz. Quanto a implantação da Televisão em cores ser tão arrastada no Japão deve-se às dificuldades técnicas e aos imensos custos. A Televisão policromática tornou-se viável nos EUA apenas no final de 1965, graças a duas tecnologias decisivas: as câmeras com tubo Plumbicon, que dispensava o revezamento dos tubos a cada 100 horas, e os televisores Porta-color da General Eletric, que eram televisores mais acessíveis. Eu acho que devo ter dito aqui, mas a frequência de determinada estação de TV é importante na sua identificação no continente americano. Alguns canais no Japão aproveitaram-se disso na fase analógica, até 1986 o logo da Fuji TV era um 8 que ainda hoje é conservado num dos edifícios: Os nomes dos canais 5, 8 e 12 de Singapura (padrão tipo europeu) devem-se ao factor da frequência e do país ser pequenino (dava para caber dentro do distrito de Braga). O canal 12 foi entretanto dividido e o 5 e o 8 permanecem com os nomes clássicos, porém nas operadoras são o 2 e o 3 respectivamente. Também na Austrália, os principais canais privados devem os nomes às frequências (Seven, Nine, Ten) nas capitais de estado. 1 Citar
PierreDumont Postado 2 de outubro 2020 Postado 2 de outubro 2020 @JDamancá no Brasil, como no restante do continente americano, as conexões mais comuns eram a "RF" e a "RCA" (também conhecida como conexão A/V). No caso dos videocassetes e videojogos que conectavam-se ao televisor por RF (entrada da antena) tinham como saída os canais 3 ou 4 do televisor. Quando a conexão era feita por cabos A/V, existia uma posição "A/V". E em Portugal? qual era o canal de saída para a conexão SCART? Citar
JDaman Postado 2 de outubro 2020 Postado 2 de outubro 2020 (editado) há 8 minutos, PierreDumont disse: @JDamancá no Brasil, como no restante do continente americano, as conexões mais comuns eram a "RF" e a "RCA" (também conhecida como conexão A/V). No caso dos videocassetes e videojogos que conectavam-se ao televisor por RF (entrada da antena) tinham como saída os canais 3 ou 4 do televisor. Quando a conexão era feita por cabos A/V, existia uma posição "A/V". E em Portugal? qual era o canal de saída para a conexão SCART? Havia uma porta dedicada para SCART em cada TV e iam parar a um dos "AV" (normalmente era o AV1). Aliás, a grande vantagem do SCART (para além de ter tudo num só cabo) era a possibilidade de ter vídeo em RGB (se os equipamentos suportassem, claro está), algo que as TVs na América não tinham dado à falta de uma norma que enviasse RGB (o SCART não pegou na América do Norte). Em TVs mais antigas já era normal ver coisas ligadas por RF. Editado 2 de outubro 2020 por JDaman 1 Citar
PierreDumont Postado 3 de outubro 2020 Postado 3 de outubro 2020 há 9 horas, JDaman disse: Havia uma porta dedicada para SCART em cada TV e iam parar a um dos "AV" (normalmente era o AV1). Aliás, a grande vantagem do SCART (para além de ter tudo num só cabo) era a possibilidade de ter vídeo em RGB (se os equipamentos suportassem, claro está), algo que as TVs na América não tinham dado à falta de uma norma que enviasse RGB (o SCART não pegou na América do Norte). Em TVs mais antigas já era normal ver coisas ligadas por RF. O televisor Philips "Trendset", lançado em 1988, foi o único modelo disponível no mercado brasileiro a ter uma porta SCART. E eu lamento muito que este tipo de conexão não tenha tido êxito por aqui, só teríamos a ganhar não só pela qualidade de imagem e som como pela praticidade. Era chato fazer a conexão do DVD com o televisor usando cabos RCA, você nunca sabia onde estava a colocar o cabo. Outras conexões como "S-Vídeo" e "Vídeo Componente" também não obtiveram êxito. Essa última não é nada prática, já que tu fazias a conexão com o equipamento através de cinco cabos: três para RGB, um para a luminância e o outro para áudio. Mas, e na conexão por RF? qual era o canal de saída? Citar
JDaman Postado 3 de outubro 2020 Postado 3 de outubro 2020 há 9 minutos, PierreDumont disse: O televisor Philips "Trendset", lançado em 1988, foi o único modelo disponível no mercado brasileiro a ter uma porta SCART. E eu lamento muito que este tipo de conexão não tenha tido êxito por aqui, só teríamos a ganhar não só pela qualidade de imagem e som como pela praticidade. Era chato fazer a conexão do DVD com o televisor usando cabos RCA, você nunca sabia onde estava a colocar o cabo. Outras conexões como "S-Vídeo" e "Vídeo Componente" também não obtiveram êxito. Essa última não é nada prática, já que tu fazias a conexão com o equipamento através de cinco cabos: três para RGB, um para a luminância e o outro para áudio. Mas, e na conexão por RF? qual era o canal de saída? Componentes até chegou a ter algum sucesso por cá, mas era um tipo de ligação de nicho, para quem vivia no mito de que YPbPr era melhor que RGB (quando são quase equivalentes). Normalmente era o cabo preferido da malta entusiasta que jogava PlayStation 2, Wii e inicialmente Xbox 360, quando esta não tinha porta HDMI nos modelos iniciais. E na comunidade norte-americana de vídeo para retrogaming vejo um ódio de morte ao SCART e uma preferência brutal pelo Componentes que chega a roçar o ridículo, mas enfim... Se vires a timeline do Twitter de um famoso modder americano (Voultar) apanhas com cada comentário parvo em relação ao SCART por parte de alguns seguidores dele que até mete dó (continuo fã do senhor, contudo, apesar do seu ódio a esta norma claramente superior). Contudo, o SCART nem sempre era rei por cá. Era muito utilizado em boxes de TV paga e em leitores de DVD e VHS, mas em consolas de videojogos o normal era usar-se RCA que era ligado depois a um adaptador SCART (que vinha em todas as consolas por cá, desde a 5ª geração). Aliás, a minha Xbox 360 (versão Elite, já com porta HDMI) ainda chegou a trazer um cabo RCA com esse adaptador SCART incluído. Quem usava SCART ou Componentes em videojogos ou era entusiasta ou queria correr jogos pirateados (por causa da norma NTSC que a PlayStation 2 emitia quando um jogo era a 60Hz, devido à consola não ter modo PAL60 nativo). Quanto ao canal do RF, espero não estar errado, mas acho que isso dependia do modulador que era usado. O meu da Mega Drive permitia escolher uma de várias frequências que tínhamos depois de sintonizar, mas não havia uma específica. Havia depois quem usasse os moduladores dos leitores/gravadores VHS e aí era outra história. Pelo menos comigo foi assim. Não sei se existem outro tipo de experiências por aqui. 1 Citar
Magazine Postado 31 de janeiro 2021 Postado 31 de janeiro 2021 Ninguém vai postar uns vídeos em HD com partes das Presidências RTP/SIC/TVI no youtube, para ficar de arquivo?? normalmente há sempre Eu se conseguisse punha 2 1 Citar
Magazine Postado 21 de fevereiro 2021 Postado 21 de fevereiro 2021 PROBLEMÁTICA Há pouco tempo tivemos aquela notícia acerca de restringir o 760 e fiquei aqui a pensar numa coisa. O 760/761 não pode ser considerado como se de uma aposta (no seu termo técnico) se tratasse? Afinal, a pessoa gasta dinheiro e não há UMA ÚNICA GARANTIA de que ganha alguma coisa em troca Ou seja, os canais estariam indiretamente a funcionar como casas de apostas/jogo, certo? Isso é compatível com as várias restrições e regulações que a UE tem contra o "gambling" de forma a proteger os consumidores?? Seria o 760/761 ilegal??? Sei que existe esta regulação para jogos online, mas será que existe uma grande lacuna que não protege a televisão? Gente? Isto é gravíssimo Nenhuma regra da Anacom para "limitar 10 chamadas por dia" previne que os menores de idade sejam expostos a este tipo de negócio Deveria um 760 para "escolher o vencedor" (diria que existe pela Europa toda) ser tratado de forma diferente de um 760 para "habilitar-se a ganhar um prémio"? Este último tipo existe sequer nos outros países da europa? É que se calhar somos o único canal que ainda faz estas coisas (isto excluindo programas de call-tv obviamente) O que acham de obrigar os canais a classificar os seus programas com faixa etária +18 para poderem incluir 760/761? 1 4 Citar
D91 Postado 21 de fevereiro 2021 Postado 21 de fevereiro 2021 @Magazine eu acho que pelo menos na Europa (já nem arrisco dizer no mundo) as televisões portuguesas são as únicas que tem este tipo de concursos em vários programas, fora dos call-tv. É um caso de estudo. 1 Citar
Dimitri Postado 21 de fevereiro 2021 Postado 21 de fevereiro 2021 há 1 hora, Magazine disse: O que acham de obrigar os canais a classificar os seus programas com faixa etária +18 para poderem incluir 760/761? você é tao siner. porque nao defende o vai e volta? Citar
ATVTQsV Postado 21 de fevereiro 2021 Postado 21 de fevereiro 2021 Nunca percebi como é que a televisão portuguesa está cheia de pimbalhada. Todo o santo dia a incutirem-nos com telenovelas portuguesas com tramas mais para o pimba (ver Amor Amor) ou os intermináveis programas de domingo à tarde - haverá algum outro país cujas programas são idênticos aos nossos, com seis horas de duração e spam constante de ofertas de carros? Eu ainda sou do tempo em que os fins-se-semana à tarde eram sinónimos de filmes, séries e desporto, hoje nem uma nem a outra. Direi que as nossas generalistas já nem generalistas são, parecem canais da classe Z, como disse uma vez na tua história de subestação (TV Guia de Outubro de 1993). 3 Citar
zent Postado 22 de fevereiro 2021 Postado 22 de fevereiro 2021 18 hours ago, Magazine said: PROBLEMÁTICA Há pouco tempo tivemos aquela notícia acerca de restringir o 760 e fiquei aqui a pensar numa coisa. O 760/761 não pode ser considerado como se de uma aposta (no seu termo técnico) se tratasse? Afinal, a pessoa gasta dinheiro e não há UMA ÚNICA GARANTIA de que ganha alguma coisa em troca Ou seja, os canais estariam indiretamente a funcionar como casas de apostas/jogo, certo? Isso é compatível com as várias restrições e regulações que a UE tem contra o "gambling" de forma a proteger os consumidores?? Seria o 760/761 ilegal??? Sei que existe esta regulação para jogos online, mas será que existe uma grande lacuna que não protege a televisão? Gente? Isto é gravíssimo Nenhuma regra da Anacom para "limitar 10 chamadas por dia" previne que os menores de idade sejam expostos a este tipo de negócio Deveria um 760 para "escolher o vencedor" (diria que existe pela Europa toda) ser tratado de forma diferente de um 760 para "habilitar-se a ganhar um prémio"? Este último tipo existe sequer nos outros países da europa? É que se calhar somos o único canal que ainda faz estas coisas (isto excluindo programas de call-tv obviamente) O que acham de obrigar os canais a classificar os seus programas com faixa etária +18 para poderem incluir 760/761? A ITV tem em alguns dos seus programas de entretenimento o mesmo género de passatempos. A forma de participar é através de um linha de telefone de valor acrescentado, sms, online e por carta.https://www.itv.com/win/ 1 Citar
Televisão 10 Postado 1 de março 2021 Postado 1 de março 2021 On 21/02/2021 at 19:46, D91 disse: @Magazine eu acho que pelo menos na Europa (já nem arrisco dizer no mundo) as televisões portuguesas são as únicas que tem este tipo de concursos em vários programas, fora dos call-tv. É um caso de estudo. Não são. Já vi em França. Por norma, não insistem é tanto a falar do passatempo. Fazem uma breve referência ao número de SMS e é só. Mesmo em Espanha acho que também há. 1 1 Citar
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