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O Futuro da Televisão


TheSecret

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há 19 minutos, Faded disse:

Olha para o que está a acontecer com a Disney, Warner, os maiores players do mercado.

A Disney vai investir 9 mil milhões de dólares no streaming até 2024. E vai fechar vários canais 

Mas o caso da Disney não é bem igual ao de outros canais, creio. Julgo que a maior parte da distribuição dos canais da Disney é feita no cabo (pay-TV) ao contrário das TVs tradicionais. E essa migração da Disney para o streaming pode ter que ver com uma estratégia para absorver para si a margem de lucro que os operadores de TV paga têm com a distribuição dos seus canais.

Edited by Tomás_RL
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Sinceramente, a tv esta cada vez pior. E sempre a mesma coisa, nao ha programas diferentes! E so novelas, talk shows, talent shows, etc, não me admiro que que cada vez menos pessoas vejam as generalistas. Não há mais nada que possam fazer para além disto? Ha imensos reality shows que podiam fazer que ainda nao fizeram... e mesmo dentro da ficção esta na altura de fazer coisas diferentes, e sempre a mesma coisa (triângulos amorosos, vinganças, crimes...). Podiam fazer series ou novelas sobre os d

Ruben

Eventualmente não tenho grandes dúvidas que irão existir leis anti-monopolistas exatamente para evitar aquilo que está a acontecer com a Disney, Warner e outros. Basta olhar para redes sociais e para os processos que o Facebook tem andado a levar continuamente nos EUA, na UE, na Austrália e não só, e que muitos deles tencionam mesmo separar o Instagram e o WhatsApp do Facebook. O mundo dos streaming, tal como o mundo das redes sociais, ainda só está no seu início, está agora a explodir e ainda n

Mundo

É sim uma questão de fidelização, João. Repara que nunca mencionei questões de qualidade, uma vez que as séries cada vez se tornam mais próximas da qualidade cinematográfica. É impossível negar. Mas é um facto que o formato "novela" é muito mais vantajoso para um canal (principalmente na realidade portuguesa) e facilita a visualização em tempo real, pelo seu número de episódios. Numa série é fácil pores-te "em dia" na internet  e veres episódios atrasados, numa novela nem tanto. Aliás, se r

  • 4 months later...
On 13/04/2021 at 23:01, canal5 disse:

Concordo no geral, mas em Portugal sofreu de desinvestimento e bem.Nos anos 2000 tirando as rádios informativas significava playlist repetitiva, tempo e transito. Só agora com a Visual Radio nas redes sociais e a enorme popularidade de programas como as Manhãs da Comercial é que ressurgiu.
Por outro lado, mesmo nessa altura a rádio nunca abandonou os mais jovens e a deixar públicos de fora como as generalistas estão a fazer, pode ser por aí a chave do que vai acontecer...

Sim o facto da RTP1, SIC e TVI terem deixado de lado os jovens vai ter consequências a médio prazo. Esse público já não vai voltar. 

O streaming vai ter que ser a aposta destes canais, e acredito que eles já perceberam isso. 

Edited by D91
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há 24 minutos, D91 disse:

Sim o facto da RTP1, SIC e TVI terem deuxado de lado os jovens vai ter consequências a médio prazo. Esse público já não vai voltar. 

O streaming vai ter que ser a aposta destes canais, e acredito que eles já perceberam isso. 

Ainda agora o Parlamento Europeu fechou uma parceria com a Cidade FM para tentar puxar os jovens para a política europeia, em vez de uma TV...
Gostava que houvesse um estudo profundo que comparasse a idade média do público da TVs generalistas com as rádios (mesmo incluindo locais). Acho que íamos ter belas surpresas.

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há 37 minutos, canal5 disse:

Ainda agora o Parlamento Europeu fechou uma parceria com a Cidade FM para tentar puxar os jovens para a política europeia, em vez de uma TV...
Gostava que houvesse um estudo profundo que comparasse a idade média do público da TVs generalistas com as rádios (mesmo incluindo locais). Acho que íamos ter belas surpresas.

As rádios souberam reinventar-se, ao contrário das TV's e isso diz muito.

Mas as generalistas já começaram a pagar a fatura.

Sim, se fizessem um estudo desses iamos ter belas surpresas. 

Edited by D91
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  • 2 weeks later...
há 9 horas, JDaman disse:

Honestamente, acho que estamos a olhar para a questão do streaming vs tradicional da pior forma possível. Para mim, streaming é TV. A única diferença é o meio de distribuição ao cliente final. Da mesma forma que a TV por cabo ou TV por satélite não deixam de ser TV, apenas por terem métodos de distribuição diferentes do hertziano. Quanto mais depressa vermos todos as coisas desta forma, melhor. YouTube? É TV (alguns canais têm qualidade de produção estupenda). Vídeo nas redes sociais? É TV. Netflix/D+/HBOcovery/RTOpto Player/etc.? É TV.

Eu preocupava-me mais mas é como a fragmentação do mercado no dito "streaming"/OTT pode levar a um aumento da pirataria que outra coisa, principalmente quando muitas das plataformas têm GUIs e funcionalidades/extras piores que a porcaria de um DVD lançado em 2002. Faz falta um "momento Spotify" na TV neste momento.

a fragmentação do mercado já existia antes do streaming se banalizar, são as plataformas de cabo... como é que temos 200 canais disponiveis e eles sobrevivem? alguém os vê, alguém os financia... o problema é mesmo o modelo tradicional de tv aberta e a tdt .. esse é que eu acho que mais tarde ou mais cedo deixará de existir para estar ou em plataformas de cabo ou apenas em streaming...

os canais abertos pagam enormes fortunas para se poderem manter no ar, são altamente regulados... com o auge das tecnologias será mesmo necessário ter canais em TDT neste estilo e com tantas regras? Ainda no outro dia alguém confirmou que apenas 10% da pop portuguesa usa a TDT de forma unica... portanto a grande maioria dos portugueses têm acesso a uma lista enorme de canais e agora com a net generalizada acesso a todos os conteudos das plataformas.

A tv não vai acabar, o modelo tradicional sim.

 

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há 6 horas, AndreRob disse:

a fragmentação do mercado já existia antes do streaming se banalizar, são as plataformas de cabo... como é que temos 200 canais disponiveis e eles sobrevivem? alguém os vê, alguém os financia... o problema é mesmo o modelo tradicional de tv aberta e a tdt .. esse é que eu acho que mais tarde ou mais cedo deixará de existir para estar ou em plataformas de cabo ou apenas em streaming...

os canais abertos pagam enormes fortunas para se poderem manter no ar, são altamente regulados... com o auge das tecnologias será mesmo necessário ter canais em TDT neste estilo e com tantas regras? Ainda no outro dia alguém confirmou que apenas 10% da pop portuguesa usa a TDT de forma unica... portanto a grande maioria dos portugueses têm acesso a uma lista enorme de canais e agora com a net generalizada acesso a todos os conteudos das plataformas.

A tv não vai acabar, o modelo tradicional sim.

 

Exatamente a tv não vai acabar, o modelo tradicional é que vai terminar, provavelmente daqui a uma década ou pouco mais que isso. Está a tornar-se insustentável.

A aposta tem que ser no streaming, aliás acredito que essa vai ser a forma da RTP, SIC e TVI sobreviverem, explorando essa área cada vez mais.

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há 10 horas, AndreRob disse:

a fragmentação do mercado já existia antes do streaming se banalizar, são as plataformas de cabo... como é que temos 200 canais disponiveis e eles sobrevivem? alguém os vê, alguém os financia... o problema é mesmo o modelo tradicional de tv aberta e a tdt .. esse é que eu acho que mais tarde ou mais cedo deixará de existir para estar ou em plataformas de cabo ou apenas em streaming...

os canais abertos pagam enormes fortunas para se poderem manter no ar, são altamente regulados... com o auge das tecnologias será mesmo necessário ter canais em TDT neste estilo e com tantas regras? Ainda no outro dia alguém confirmou que apenas 10% da pop portuguesa usa a TDT de forma unica... portanto a grande maioria dos portugueses têm acesso a uma lista enorme de canais e agora com a net generalizada acesso a todos os conteudos das plataformas.

A tv não vai acabar, o modelo tradicional sim.

 

Quem financia os canais por cabo? Tu a cada aumento de mensalidade ou mudança de pacote, bem como pub. O orçamento de alguns canais que temos na TV paga não é por aí além. Alguns só passam um determinado tipo de programação e têm um política de programação e compras que privilegia repetições ad eternum. Quantas vezes é que já não se fez a piada que Hollywood e canais semelhantes só passam filmes mais que repetidos?

Quanto à regulação, mais cedo ou mais tarde vai chegar ao streaming. Em França os operadores de streaming já tentaram antecipar isso com a produção de conteúdo original, porque sabem que mais cedo ou mais tarde o regulador ia perguntar onde está o conteúdo "Fabriqué en France". Na Alemanha, a Amazon antecipou-se e registou-se no regulador bávaro para poder emitir jogos da Liga dos Campões num stream que nem vai estar aberto 24/7, porque há uns tempos atrás dois streamers de videojogos estiveram quase a ir a tribunal porque ARD/ZDF apertaram com eles por emitiram 24/7 no Twitch sem licença de meio audiovisual. Mais cedo ou mais tarde o streaming vai ser tão regulado como são os canais em linear.

Quanto ao linear acabar, nem por isso. Nem toda a gente pode fazer do streaming a principal fonte de receitas. Depois, o linear é o modelo perfeito para canais com linhas de programação para eventos. O hertziano e o satélite raramente têm problemas para se ver um Mundial ou Euro. Já o streaming, bem, a DAZN que te diga o que têm passado em Itália com a Serie A e a Optus que te diga o dinheiro que tiveram que devolver aos subscritores devido a falhas no serviço por altura do Mundial 2018. A própria DAZN já disse que não quer ver os canais em aberto como concorrência, mas antes como possibilidades de colaboração.

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há 17 minutos, JDaman disse:

Quem financia os canais por cabo? Tu a cada aumento de mensalidade ou mudança de pacote, bem como pub. O orçamento de alguns canais que temos na TV paga não é por aí além. Alguns só passam um determinado tipo de programação e têm um política de programação e compras que privilegia repetições ad eternum. Quantas vezes é que já não se fez a piada que Hollywood e canais semelhantes só passam filmes mais que repetidos?

Quanto à regulação, mais cedo ou mais tarde vai chegar ao streaming. Em França os operadores de streaming já tentaram antecipar isso com a produção de conteúdo original, porque sabem que mais cedo ou mais tarde o regulador ia perguntar onde está o conteúdo "Fabriqué en France". Na Alemanha, a Amazon antecipou-se e registou-se no regulador bávaro para poder emitir jogos da Liga dos Campões num stream que nem vai estar aberto 24/7, porque há uns tempos atrás dois streamers de videojogos estiveram quase a ir a tribunal porque ARD/ZDF apertaram com eles por emitiram 24/7 no Twitch sem licença de meio audiovisual. Mais cedo ou mais tarde o streaming vai ser tão regulado como são os canais em linear.

Quanto ao linear acabar, nem por isso. Nem toda a gente pode fazer do streaming a principal fonte de receitas. Depois, o linear é o modelo perfeito para canais com linhas de programação para eventos. O hertziano e o satélite raramente têm problemas para se ver um Mundial ou Euro. Já o streaming, bem, a DAZN que te diga o que têm passado em Itália com a Serie A e a Optus que te diga o dinheiro que tiveram que devolver aos subscritores devido a falhas no serviço por altura do Mundial 2018. A própria DAZN já disse que não quer ver os canais em aberto como concorrência, mas antes como possibilidades de colaboração.

A DAZN manteve um contrato de sublicenciamento com as redes Bandeirantes e TV! aqui no Brasil em um passado relativamente recente. Os jogos passavam em simultâneo, completo em defasagem ou completo em versão compacta.

Eu acho que as plataformas de streaming estão indo com muita sede ao pote e corre-se o risco de haver um estouro da bolha pela pulverização das audiências. Hoje, ter uma audiência segmentada de 15 a 20% com fidelidade vale mais que ter uma grande quantidade de pessoas com o serviço, mas sem a fidelidade necessária. O linear continua a ter uma série de vantagens não só para o Jornalismo e o Esporte como para filmes e séries que atingem públicos que não são fãs de uma determinada atração e que procuram aleatoriamente através do zapping. 

O grande problema da TDT portuguesa é a falta de diversidade e variedade de sinais como há em outros países europeus (Espanha, França, Itália, Alemanha e Reino Unido). Vou dar um exemplo, que não é dos melhores, mas pode ilustrar que o linear herteziano tem um potencial subestimado. O canal brasileiro "Loading" conseguiu atingir o quarto lugar em audiências durante as partidas de e-games e começava a sedimentar um público cativo jovem nas plataformas digitais paralelo ao linear, mas os donos da empresa acabaram com o projeto antes dele começar a frutificar alegando prejuízos financeiros (dizem que pretendiam vender a estação antes de estourar os problemas regulatórios em mãos). A cassação do canal saiu, mas a estação continua no ar normalmente. 

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há 21 horas, PierreDumont disse:

A DAZN manteve um contrato de sublicenciamento com as redes Bandeirantes e TV! aqui no Brasil em um passado relativamente recente. Os jogos passavam em simultâneo, completo em defasagem ou completo em versão compacta.

Eu acho que as plataformas de streaming estão indo com muita sede ao pote e corre-se o risco de haver um estouro da bolha pela pulverização das audiências. Hoje, ter uma audiência segmentada de 15 a 20% com fidelidade vale mais que ter uma grande quantidade de pessoas com o serviço, mas sem a fidelidade necessária. O linear continua a ter uma série de vantagens não só para o Jornalismo e o Esporte como para filmes e séries que atingem públicos que não são fãs de uma determinada atração e que procuram aleatoriamente através do zapping. 

O grande problema da TDT portuguesa é a falta de diversidade e variedade de sinais como há em outros países europeus (Espanha, França, Itália, Alemanha e Reino Unido). Vou dar um exemplo, que não é dos melhores, mas pode ilustrar que o linear herteziano tem um potencial subestimado. O canal brasileiro "Loading" conseguiu atingir o quarto lugar em audiências durante as partidas de e-games e começava a sedimentar um público cativo jovem nas plataformas digitais paralelo ao linear, mas os donos da empresa acabaram com o projeto antes dele começar a frutificar alegando prejuízos financeiros (dizem que pretendiam vender a estação antes de estourar os problemas regulatórios em mãos). A cassação do canal saiu, mas a estação continua no ar normalmente. 

Ai concordo que a nossa TDT não interessa a ninguém neste modelo, mas também é fruto da pressão que os operadores de cabo fazem para que ela n seja atractiva. Ter a TDT gerida por uma das empresas de cabo, a Altice, é o cumulo do absurdo e com obvios conflitos de interesse....

Se fosse mais barato abrir espaço na tdt ou mesmo uma tdt com serviço pago, seria algo bem mais barato que uma operadora de cabo de certeza iria abanar o mercado e até trazer publico à tdt que neste momento não existe. Assim mantendo-se esta linha não vejo futuro para os canais abertos, que mais tarde ou mais cedo se vão limitar a programas e eventos em directo porque é a unica coisa que vale a pena fazer me sinal aberto que não exige um investimento absurdo como são as novelas...

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há 4 horas, AndreRob disse:

Ai concordo que a nossa TDT não interessa a ninguém neste modelo, mas também é fruto da pressão que os operadores de cabo fazem para que ela n seja atractiva. Ter a TDT gerida por uma das empresas de cabo, a Altice, é o cumulo do absurdo e com obvios conflitos de interesse....

Se fosse mais barato abrir espaço na tdt ou mesmo uma tdt com serviço pago, seria algo bem mais barato que uma operadora de cabo de certeza iria abanar o mercado e até trazer publico à tdt que neste momento não existe. Assim mantendo-se esta linha não vejo futuro para os canais abertos, que mais tarde ou mais cedo se vão limitar a programas e eventos em directo porque é a unica coisa que vale a pena fazer me sinal aberto que não exige um investimento absurdo como são as novelas...

Além deste conflito de interesses da Altice, existe o adendo de que Portugal é um mercado relativamente pequeno para uma TDT de grande envergadura como nos países da região e não tem uma renda tão alta como a Alemanha. Mas, em contrapartida, tem a vantagem de já ter uma rede de emissores que cobre todo o país, incluindo as ilhas.

Pelo menos dois modelos me chamam a atenção e que poderiam ser replicados em Portugal. O primeiro é o alemão, em que você tem 25 canais públicos, religiosos e de televendas gratuitos e mais um pacote de 24 canais privados por 6 ou 7 euros mensais (incluindo Eurosport, Disney Channel e DMAX) na TDT. Na versão satelital, ainda existe a adição de 2 canais em resolução 4K e um pacote extra com mais 5 canais esportivos por outros 6 euros mensais. O outro modelo é o sul-africano em que existem dois operadores de DTH apenas com canais gratuitos: o Openview com 20 canais segmentados e o Premium Free com 13 canais segmentados. Isto sem contar o pacote de acesso da DStv com 36 canais por 1,70 euro ou o pacote de entrada da StarSat com mais de 50 canais por 6,40 euros.

A médio prazo, não duvidem a TDT lusitana migrar exclusivamente para o satélite, graças à demanda incansável do 5G e do futuro 6G por frequências. É mais fácil vender e até distribuir parabólicas e descodificadores para os 10% que apanham os sinais da TDT terrestre do que migrar toda a rede terrestre para um novo modelo de emissão.

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On 04/09/2021 at 22:34, PierreDumont disse:

A DAZN manteve um contrato de sublicenciamento com as redes Bandeirantes e TV! aqui no Brasil em um passado relativamente recente. Os jogos passavam em simultâneo, completo em defasagem ou completo em versão compacta.

Eu acho que as plataformas de streaming estão indo com muita sede ao pote e corre-se o risco de haver um estouro da bolha pela pulverização das audiências. Hoje, ter uma audiência segmentada de 15 a 20% com fidelidade vale mais que ter uma grande quantidade de pessoas com o serviço, mas sem a fidelidade necessária. O linear continua a ter uma série de vantagens não só para o Jornalismo e o Esporte como para filmes e séries que atingem públicos que não são fãs de uma determinada atração e que procuram aleatoriamente através do zapping. 

O grande problema da TDT portuguesa é a falta de diversidade e variedade de sinais como há em outros países europeus (Espanha, França, Itália, Alemanha e Reino Unido). Vou dar um exemplo, que não é dos melhores, mas pode ilustrar que o linear herteziano tem um potencial subestimado. O canal brasileiro "Loading" conseguiu atingir o quarto lugar em audiências durante as partidas de e-games e começava a sedimentar um público cativo jovem nas plataformas digitais paralelo ao linear, mas os donos da empresa acabaram com o projeto antes dele começar a frutificar alegando prejuízos financeiros (dizem que pretendiam vender a estação antes de estourar os problemas regulatórios em mãos). A cassação do canal saiu, mas a estação continua no ar normalmente. 

A grande vantagem da DAZN é ter aquilo que muitos não têm: dados. Isso permite que façam escolhas mais inteligentes a nível de compras de direitos, ao contrários das telcos europeias como a Telefónica, a BT e a Altice que decidiram estoirar dinheiro que podiam antes ter usado na expansão das suas redes de fibra ópticas em zonas onde são necessárias melhorias de serviço urgente. Aliás, vê-se no caso da BT o falhanço que foi a compra de conteúdos desportivos para atrair clientes para o seu serviço de banda larga.

On 06/09/2021 at 02:20, PierreDumont disse:

Além deste conflito de interesses da Altice, existe o adendo de que Portugal é um mercado relativamente pequeno para uma TDT de grande envergadura como nos países da região e não tem uma renda tão alta como a Alemanha. Mas, em contrapartida, tem a vantagem de já ter uma rede de emissores que cobre todo o país, incluindo as ilhas.

Pelo menos dois modelos me chamam a atenção e que poderiam ser replicados em Portugal. O primeiro é o alemão, em que você tem 25 canais públicos, religiosos e de televendas gratuitos e mais um pacote de 24 canais privados por 6 ou 7 euros mensais (incluindo Eurosport, Disney Channel e DMAX) na TDT. Na versão satelital, ainda existe a adição de 2 canais em resolução 4K e um pacote extra com mais 5 canais esportivos por outros 6 euros mensais. O outro modelo é o sul-africano em que existem dois operadores de DTH apenas com canais gratuitos: o Openview com 20 canais segmentados e o Premium Free com 13 canais segmentados. Isto sem contar o pacote de acesso da DStv com 36 canais por 1,70 euro ou o pacote de entrada da StarSat com mais de 50 canais por 6,40 euros.

A médio prazo, não duvidem a TDT lusitana migrar exclusivamente para o satélite, graças à demanda incansável do 5G e do futuro 6G por frequências. É mais fácil vender e até distribuir parabólicas e descodificadores para os 10% que apanham os sinais da TDT terrestre do que migrar toda a rede terrestre para um novo modelo de emissão.

TDT a passar em exclusivo para o satélite? Duvido muito. Se Portugal tivesse tradição do satélite, podia-se imaginar tal coisa. Sem isso, o hertziano é que conta como "sinal aberto". Aliás, a "classe política" portuguesa é bastante conservadora a nível de alterçaões da legislação televisiva e quando é para mexer, às vezes é para pior (basta ver as últimas alterações acerca do watershed que são uma vergonha). Mais depressa as operadoras acabam com o 2G do que acabam com a TDT em hertziano, mesmo que esteja neste estado lastimável.

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há 4 horas, JDaman disse:

TDT a passar em exclusivo para o satélite? Duvido muito. Se Portugal tivesse tradição do satélite, podia-se imaginar tal coisa. Sem isso, o hertziano é que conta como "sinal aberto". Aliás, a "classe política" portuguesa é bastante conservadora a nível de alterçaões da legislação televisiva e quando é para mexer, às vezes é para pior (basta ver as últimas alterações acerca do watershed que são uma vergonha). Mais depressa as operadoras acabam com o 2G do que acabam com a TDT em hertziano, mesmo que esteja neste estado lastimável.

Bem, essa questão do uso de frequências em UHF chegará cedo ou tarde para Portugal e os políticos terão que encontrar uma saída, boa ou má. Aproveitando o ensejo, eu queria trazer um tema que eu acho que já dei por aqui: o Brasil já discute o TDT 3.0 para 2023, quando pretende concluir o desligamento dos retransmissores analógicos de baixa potência do interior. 

A fabricante de chips Qualcomm tem projeto para fazer da 5G não apenas uma tecnologia celular, mas também um padrão utilizado por emissoras de TV aberta em todo o mundo para transmitir programação. A empresa desenvolveu o que chama de 5G Standalone Broadcast, e cuja padronização está sendo feita pela entidade global 3GPP.

Segundo Francisco Soares, vice-presidente de relações governamentais da Qualcomm para a América Latina, a tecnologia pode ser utilizada tanto por radiodifusores, quanto por operadoras de telefonia móvel, para irradiar sinais de TV.

No caso dos radiodifusores, seria utilizado o espectro que eles já detém, de 600 MHz, e também a infraestrutura de torres. No caso das operadoras, as transmissões se dão no espectro da rede móvel, como 3,5 GHz.

O grande diferencial do sistema proposta reside na capacidade de trocar o “broadcast”, ou seja, transmissão de uma torre para múltiplos lares, pelo modelo “unicast”, de transmissão “um para um”. Ou seja, cada device pode receber um conteúdo específico a partir da mesma frequência. Com isso, exemplificou, fica mais simples restringir a cobertura de uma programação a uma cidade.

Para o executivo, a tecnologia também encerra de vez as disputas pelo uso dos whitespaces, as frequências livres de radiodifusão em diferentes áreas do país, por trazer eficiência à alocação do espectro disponível. Ele participou de painel do evento online Streaming Brasil, realizado pelo site Teletime, nesta terça-feira, 27.

TECNOLOGIA SOB ANÁLISE DO FÓRUM SBTVD

A proposta da Qualcomm concorre com outras soluções que visam aperfeiçoar a TV aberta no Brasil. O Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre selecionou o padrão da empresa para realização de pilotos do que batizou de TV 3.0 ao longo de 2021.

Mas há outras tecnologias na disputa da terceira geração de TV aberta. O SBTVD também analisa as tecnologias Advanced ISDB-T, padrão japonês próximo ao atual padrão brasileiro, o ATSC 3.0, modelo norte-americano, e o DTMB-A, chinês. Todos estes também integram os pilotos do Fórum para tecnologias de transmissão, previstos para terminarem na segunda metade do ano.

https://www.telesintese.com.br/qualcomm-propoe-uso-da-5g-para-transmissao-de-tv-aberta-terrestre/

Em suma: a Qualcomm propôs ao governo brasileiro que a atual rede de emissores possa migrar para um sistema de transmissão no 5G segregada da rede de dados como se fosse um pacote de IPTV. Em troca disto, toda a atual faixa de frequências (470-700 MHz) seria cedida ao 5G e ao futuro 6G. A Qualcomm concorre com os padrões estadunidense (ATSC 3.0), japonês (Advanced ISBD-T) e chinês (DMTB-A). Veja como esta questão de frequências se tornará cada vez mais sensível a médio prazo. Os governantes portugueses não poderão fugir à diretiva da UE.

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