Ruben Postado 7 de setembro 2017 Postado 7 de setembro 2017 há 1 hora, Forbidden disse: Lá vem a conversa de que gastamos mais que as nossas necessidades Ai poupem-me, os portugueses são lixados em tudo no trabalho, essa conversa é só pro povo se manter quieto e de boca calada e não exigir aquilo a que tem direito (e tem dado resultado). Enquanto isso andam meia duzia a mamar tudo. Mas pronto, "é a crise". O problema "do povo" (de alguns, vá) é que exige o que pode e o que não pode. E sim, houve imensas famílias que não teriam ficado no lodo durante os anos da crise se tivessem aprendido a poupar um pouco do dinheiro que ganhavam. E sim, os portugueses até podem trabalhar mais horas, mas a produtividade (ainda assim) consegue ser metade que a de um alemão ou outro país do norte da Europa. E talvez se os portugueses se interessassem um pouco mais que apenas pedir por subsídios e outro tipo de regalias (principalmente os da função pública), como, por exemplo, interessarem-se pelas particularidades que nos levam a ser diferentes de uma Alemanha ou outro país do norte da Europa, talvez não tivéssemos chegado ao défice a que chegámos em 2011. Mas claro, para o português o que conta é mais subsídios e que o estado possa pagar por ainda mais coisas, mesmo que o estado não seja (ou não devesse ser) uma instituição de caridade para todos utilizarem sem pensarem que o estado não tem fundos ilimitados para toda e qualquer pessoa. 3 Citar
André Postado 7 de setembro 2017 Postado 7 de setembro 2017 há 2 minutos, Ruben Fonseca disse: E sim, os portugueses até podem trabalhar mais horas, mas a produtividade (ainda assim) consegue ser metade que a de um alemão ou outro país do norte da Europa. 100% verdade. O meu pai trabalha num banco e teve uma vez que ir à sede fazer não sei o quê com um colega dele de lá. Perguntou se podia ser às 9 (ele entra por volta das 8/8:30) e a chefe disse que ra melhor não porque ainda por cima era sexta, e o colega ainda chegava ao trabalho e ainda ia tomar o pequeno-almoço e ainda por cima era dia de Euromilhões e que o melhor era ser às 10 horas. Quando o meu pai chegou, o tal colega estava entretido com uma caderneta de cromos 4 Citar
Forbidden Postado 7 de setembro 2017 Postado 7 de setembro 2017 há 7 minutos, Ruben Fonseca disse: O problema "do povo" (de alguns, vá) é que exige o que pode e o que não pode. E sim, houve imensas famílias que não teriam ficado no lodo durante os anos da crise se tivessem aprendido a poupar um pouco do dinheiro que ganhavam. E sim, os portugueses até podem trabalhar mais horas, mas a produtividade (ainda assim) consegue ser metade que a de um alemão ou outro país do norte da Europa. E talvez se os portugueses se interessassem um pouco mais que apenas pedir por subsídios e outro tipo de regalias (principalmente os da função pública), como, por exemplo, interessarem-se pelas particularidades que nos levam a ser diferentes de uma Alemanha ou outro país do norte da Europa, talvez não tivéssemos chegado ao défice a que chegámos em 2011. Mas claro, para o português o que conta é mais subsídios e que o estado possa pagar por ainda mais coisas, mesmo que o estado não seja (ou não devesse ser) uma instituição de caridade para todos utilizarem sem pensarem que o estado não tem fundos ilimitados para toda e qualquer pessoa. Porque a produtividade não tem a ver com o número de horas, mas por aqui os patrões não pensam assim, a mentalidade aqui é quanto mais horas se trabalhar melhor... e é 8 horas na teoria porque na prática acabam por ser mais e muitas vezes nem são pagas, achas isso justo?! Depois há a questão de pagarem o mesmo aos sábados, domingos e feriados como se fosse um dia da semana, há a questão da rotatividade de turnos que desestabiliza o sistema biológico e é uma coisa antinatural (a pessoa nem hora certa tem pra comer e dormir, faz mal à saúde), etc. Mas pronto, a tua mentalidade é a mesma dos nossos políticos e dos patrões, e é por isso que a maioria da população continua a ser explorada, e pelos vistos temos que agradecer as migalhas que nos dão. Citar
Ruben Postado 7 de setembro 2017 Postado 7 de setembro 2017 há 17 minutos, Forbidden disse: Porque a produtividade não tem a ver com o número de horas, mas por aqui os patrões não pensam assim, a mentalidade aqui é quanto mais horas se trabalhar melhor... e é 8 horas na teoria porque na prática acabam por ser mais e muitas vezes nem são pagas, achas isso justo?! Depois há a questão de pagarem o mesmo aos sábados, domingos e feriados como se fosse um dia da semana, há a questão da rotatividade de turnos que desestabiliza o sistema biológico e é uma coisa antinatural (a pessoa nem hora certa tem pra comer e dormir, faz mal à saúde), etc. Mas pronto, a tua mentalidade é a mesma dos nossos políticos e dos patrões, e é por isso que a maioria da população continua a ser explorada, e pelos vistos temos que agradecer as migalhas que nos dão. Não, a minha mentalidade está relacionada com aquilo que vejo, e aquilo que vejo muitas vezes é pessoas que, não só fazem pouco, mas também se queixam quando lhes dão trabalho para fazer. Pessoas que para fazer greve é logo na hora, mas que para trabalhar aquilo que alguns trabalham já estão quietos. E acima de tudo, pessoas que aqui se queixam e dizem logo que não, mas se forem para o estrangeiro já dizem que sim e ainda agradecem. Portanto, não, não é só um questão de ter mais direitos. Esse é o nosso problema para começar. Pensamos muitos nos nossos direitos porque olhamos para os países do norte da Europa e realmente vemos que eles têm mais direitos que nós, mas esquecemos-nos que a razão pelo qual eles têm esses direitos é porque também contribuem para eles. Não podes esperar os mesmos direitos que um alemão quando a tua produtividade é metade de a dele. É o mesmo que um agricultor pedir o mesmo salário de um médico só porque trabalha as mesmas horas. E sim, posso-te garantir que muitos alemães trabalham praticamente as mesmas horas que um português. 2 Citar
Ambrósio Postado 7 de setembro 2017 Postado 7 de setembro 2017 Na minha opinião, 40 horas semanais é muito, 35 é o ideal. Mas o problema está dos dois lados. Há patrões que exploram os trabalhadores e há trabalhadores que abusam dos patrões. Sei lá, se houvesse um maior controlo na produtividade... há tanta gente aí sem trabalho e depois há outros que passam o dia sentados a uma secretária sem fazer nada e a receber. 2 Citar
Forbidden Postado 7 de setembro 2017 Postado 7 de setembro 2017 (editado) há 3 minutos, Ruben Fonseca disse: Não, a minha mentalidade está relacionada com aquilo que vejo, e aquilo que vejo muitas vezes é pessoas que, não só fazem pouco, mas também se queixam quando lhes dão trabalho para fazer. Pessoas que para fazer greve é logo na hora, mas que para trabalhar aquilo que alguns trabalham já estão quietos. E acima de tudo, pessoas que aqui se queixam e dizem logo que não, mas se forem para o estrangeiro já dizem que sim e ainda agradecem. Portanto, não, não é só um questão de ter mais direitos. Esse é o nosso problema para começar. Pensamos muitos nos nossos direitos porque olhamos para os países do norte da Europa e realmente vemos que eles têm mais direitos que nós, mas esquecemos-nos que a razão pelo qual eles têm esses direitos é porque também contribuem para eles. Não podes esperar os mesmos direitos que um alemão quando a tua produtividade é metade de a dele. É o mesmo que um agricultor pedir o mesmo salário de um médico só porque trabalha as mesmas horas. E sim, posso-te garantir que muitos alemães trabalham praticamente as mesmas horas que um português. E tu achas mesmo que um trabalhador se vai sentir incentivado/motivado quando recebe apenas o suficiente para sobreviver, quando está a contrato e nem sabe se vai continuar na empresa quando o contrato acabar?! É claro que não. Os alemães trabalham mais de 40 horas no privado, com muitas dessas horas a não serem pagas?! E não preciso comparar com o norte da europa, basta comparar com a França por exemplo que é aqui perto e já se nota uma enorme discrepância nos direitos dos trabalhadores. Editado 7 de setembro 2017 por Forbidden Citar
Duarte com D Postado 7 de setembro 2017 Postado 7 de setembro 2017 (editado) há 12 minutos, Ambrósio disse: Na minha opinião, 40 horas semanais é muito, 35 é o ideal. Mas o problema está dos dois lados. Há patrões que exploram os trabalhadores e há trabalhadores que abusam dos patrões. Sei lá, se houvesse um maior controlo na produtividade... há tanta gente aí sem trabalho e depois há outros que passam o dia sentados a uma secretária sem fazer nada e a receber. Pois, o problema é quando os trabalhos se resumem a estar sentados numa secretaria, mas nem todos os trabalho são assim, é como os atores queixam-se que trabalham muito por trabalhar 12 horas, como se aquilo fosse um trabalho. (é um emprego). Tem algum jeito uma mulher 61 anos andar aí vergada a lavar sanitas e a f*der as costas todas? Têm algum jeito um homem de 63 anos nadar a carregar baldes de massa nas obras? Ai estudasse como dizem muitos. Eu se tivesse com o meu cu sentado o dia todo, a pastar a toura, como muitos que fazem o que querem e o que lhes apetece, e ainda lhes sobra tempo, até 16 horas eu trabalhava quanto mais 8h. Editado 7 de setembro 2017 por Duarte com D Citar
Ambrósio Postado 7 de setembro 2017 Postado 7 de setembro 2017 há 2 minutos, Duarte com D disse: Pois, o problema é quando os trabalhos se resumem a estar sentados numa secretaria, mas nem todos os trabalho são assim, é como os atores queixam-se que trabalham muito por trabalhar 12 horas, como se aquilo fosse um trabalho. (é um emprego). Tem algum jeito uma mulher 61 anos andar aí vergada a lavar sanitas e a f*der as costas todas? Têm algum jeito um homem de 63 anos nadar a carregar baldes de massa nas obras? Ai estudasse como dizem muitos. Eu se tivesse com o meu cu sentado o dia todo, a pastar a toura, fazem o que querem e o que lhes apetece, e ainda sobra tempo, até 16 horas eu trabalhava quanto mais 8h Eu vejo mais essas pessoas com trabalhos de secretária a queixarem-se do que quem anda a lavar sanitas e varrer ruas. Na terra dos meus avós quem recolhe o lixo e varre as ruas são umas senhoras já de idade e andam sempre bem-dispostas, até cantam e tudo, mas têm um trabalho duro. 3 Citar
Forbidden Postado 7 de setembro 2017 Postado 7 de setembro 2017 Agora mesmo, Ambrósio disse: Eu vejo mais essas pessoas com trabalhos de secretária a queixarem-se do que quem anda a lavar sanitas e varrer ruas. Na terra dos meus avós quem recolhe o lixo e varre as ruas são umas senhoras já de idade e andam sempre bem-dispostas, até cantam e tudo, mas têm um trabalho duro. Há pessoas que gostam de ser exploradas e pensam que os patrões lhes estão a fazer um favor. É uma mentalidade parecida à dos escravos, muitos também eram "felizes" e agradeciam aos seus senhores. 2 Citar
Ambrósio Postado 7 de setembro 2017 Postado 7 de setembro 2017 há 3 minutos, Forbidden disse: Há pessoas que gostam de ser exploradas e pensam que os patrões lhes estão a fazer um favor. É uma mentalidade parecida à dos escravos, muitos também eram "felizes" e agradeciam aos seus senhores. Sim, é verdade. Mas pelo contrário, há gente que tem muita sorte em ter um trabalho e passa a vida a queixar-se, quando o trabalho nem é nada demais. É aí que queria chegar. Citar
Forbidden Postado 7 de setembro 2017 Postado 7 de setembro 2017 Agora mesmo, Ambrósio disse: Sim, é verdade. Mas pelo contrário, há gente que tem muita sorte em ter um trabalho e passa a vida a queixar-se, quando o trabalho nem é nada demais. É aí que queria chegar. E pode ter razões válidas para se queixar. Quem está de fora não sabe o que realmente se passa. Aliás, se a as pessoas se queixassem todas quando deviam não haveria tanta exploração e precariedade como há hoje em dia no nosso país. Mas pronto, não nos podemos queixar, é comer e calar, já é muito bom recebermos o suficiente para sobreviver Citar
Duarte com D Postado 7 de setembro 2017 Postado 7 de setembro 2017 Há casos sim que não se deviam queixar, tipo os nossos atores de televisão. Citar
Forbidden Postado 7 de setembro 2017 Postado 7 de setembro 2017 Só mais uma nota: o nosso salário mínimo são 557 euros. Mas segundo um estudo que foi feito à pouco tempo: "Um indivíduo em idade ativa a viver sozinho deveria ganhar, por mês, 783 euros para ter um nível de vida digno". http://sicnoticias.sapo.pt/economia/2017-07-04-Que-rendimento-e-necessario-para-uma-pessoa-viver-com-dignidade-em-Portugal- Ou seja, o nosso salário mínimo está mais de 200 euros abaixo do que seria necessário para uma pessoa sozinha viver dignamente. Agora tirem as conclusões que quiserem. Citar
SIM Postado 7 de setembro 2017 Postado 7 de setembro 2017 Enquanto a média de filhos continuar a ser de 1,3 por mulher, vamos continuar sim a ter pessoas a trabalhar até aos 65, 66, um dia 67. A média de filhos por mulher devia ser 2,1, o que está longe de acontecer e por isso cada vez mais a idade da reforma é mais tarde. Eu sei que é difícil para um casal com um salário mínimo ter 2 filhos e aí a culpa é toda do estado que não cria incentivos, mas nós estamos a precisar de jovens, pois a pirâmide está a inverter-se. há 2 minutos, Duarte com D disse: Há casos sim que não se deviam queixar, tipo os nossos atores de televisão. Agora não te estou a perceber. Estás a ser irónico? há 1 minuto, Forbidden disse: Só mais uma nota: o nosso salário mínimo são 557 euros. Mas segundo um estudo que foi feito à pouco tempo: "Um indivíduo em idade ativa a viver sozinho deveria ganhar, por mês, 783 euros para ter um nível de vida digno". http://sicnoticias.sapo.pt/economia/2017-07-04-Que-rendimento-e-necessario-para-uma-pessoa-viver-com-dignidade-em-Portugal- Ou seja, o nosso salário mínimo está mais de 200 euros abaixo do que seria necessário para uma pessoa sozinha viver dignamente. Agora tirem as conclusões que quiserem. O meu pai durante 5 anos foi o único a trabalhar cá em casa, a sustentar 5 pessoas com um salário de 800€ e não foi por isso que tive uma vida menos digna. Se as pessoas não sabem governar o seu dinheiro que não venham mandar as culpas para o governo. 1 Citar
Duarte com D Postado 7 de setembro 2017 Postado 7 de setembro 2017 há 1 minuto, SIM disse: Agora não te estou a perceber. Estás a ser irónico? Não estou a falar a serio, "ai e tal trabalho 12 horas", "ai e tal queria estar parado um ano não consegui" "ai e tal não posso pintar as unhas" Citar
SIM Postado 7 de setembro 2017 Postado 7 de setembro 2017 (editado) há 3 minutos, Duarte com D disse: Não estou a falar a serio, "ai e tal trabalho 12 horas", "ai e tal queria estar parado um ano não consegui" "ai e tal não posso pintar as unhas" É um trabalho muito esgotante. Alguns trabalham durante 12 meses, 6 dias por semana, 12 horas por dia (não na prática, mas fora de casa). Decorar dezenas de páginas de texto numa noite é obra. E depois há a instabilidade. Se num dia estou a trabalhar, no seguinte já posso estar sem receber nada e até ficar anos parado. Editado 7 de setembro 2017 por SIM 2 Citar
Duarte com D Postado 7 de setembro 2017 Postado 7 de setembro 2017 Agora mesmo, SIM disse: É um trabalho muito esgotante. Alguns trabalham durante 12 meses, 6 dias por semana, 12 horas por dia (não na prática, mas fora do trabalho). Decorar dezenas de páginas de texto numa noite é obra. E depois há a instabilidade. Se num dia estou a trabalhar, no seguinte já posso estar sem receber nada e até ficar anos parado. Que vão lavar retretes, pode ser que seja melhor. Ser ator, principalmente de televisão, não é de todo, um trabalho pesado. E não é só atores, estares o dia todo sentado, ou como o caso que apresentou o rabisco, em que a pessoa entra ás 8h, as 9h vai tomar o pequeno almoço e ás 10h está de volta da caderneta de cromos, isso não é trabalho, se fosse sempre assim ninguém se queixava, agora trabalho duros, mesmo duas paral lá dos 60 anos, e a receber migalhas acho muito mau sinceramente. 1 Citar
Forbidden Postado 7 de setembro 2017 Postado 7 de setembro 2017 há 13 minutos, SIM disse: Enquanto a média de filhos continuar a ser de 1,3 por mulher, vamos continuar sim a ter pessoas a trabalhar até aos 65, 66, um dia 67. A média de filhos por mulher devia ser 2,1, o que está longe de acontecer e por isso cada vez mais a idade da reforma é mais tarde. Eu sei que é difícil para um casal com um salário mínimo ter 2 filhos e aí a culpa é toda do estado que não cria incentivos, mas nós estamos a precisar de jovens, pois a pirâmide está a inverter-se. Agora não te estou a perceber. Estás a ser irónico? O meu pai durante 5 anos foi o único a trabalhar cá em casa, a sustentar 5 pessoas com um salário de 800€ e não foi por isso que tive uma vida menos digna. Se as pessoas não sabem governar o seu dinheiro que não venham mandar as culpas para o governo. Depende do que consideras vida digna. Esse estudo que referi foi feito por pessoas que entendem do assunto e não chegaram a essa conclusão, e eu mesmo não acho que 800 euros dê pra sustentar uma família de forma digna. Dá pra sobreviver sim, mas mas isso é outra coisa. Citar
Ruben Postado 7 de setembro 2017 Postado 7 de setembro 2017 há 3 minutos, Forbidden disse: E tu achas mesmo que um trabalhador se vai sentir incentivado/motivado quando recebe apenas o suficiente para sobreviver, quando está a contrato e nem sabe se vai continuar na empresa quando o contrato acabar?! É claro que não. Os alemães trabalham mais de 40 horas no privado, com muitas dessas horas a não serem pagas?! E não preciso comparar com o norte da europa, basta comparar com a França por exemplo que é aqui perto e já se nota uma enorme discrepância nos direitos dos trabalhadores. Essa lógica lembra-me um pouco a dos franceses. Os franceses querem mudanças, mas não querem trabalhar ou fazer os possíveis para que essas mudanças tenham efeito e é por isso que a popularidade do Macron na França é exatamente igual à de Trump nos EUA, na casa dos 35%. Achas mesmo que para a Alemanha chegar à potência que é hoje foi sempre porque toda a gente ganhava um pouco mais do que apenas para sobreviver? E achas mesmo que todos os países ricos da Europa sempre tiveram um caminho fácil? Aqui está outro problema nosso: nós achamos que tudo tem de ser fácil. É fácil dizer que temos de ganhar um pouco mais do que apenas para sobreviver, mas e fazer algo quanto a isso? Porque não é só as horas de trabalho que contam. Eu posso trabalhar 10 horas num dia e fazer tanto quanto uma pessoa que trabalha 4, ou nem fazer nada de todo. Mas lá está, isso só vem a provar aquilo que disse. Nós exigimos o que podemos e o que não podemos. Não nos preocupamos com os meios que nos levam a ter um crescimento sustentável que realmente melhora a vida das pessoas a médio e longo prazo. Para chegarmos ao nível a que uma Alemanha ou França estão temos de fazer muito mais que apenas pedir ao estado tudo e mais alguma coisa. O problema é que enquanto o estado continuar a parecer uma instituição de caridade, continuaremos a pedir por mais subsídios e mais direitos, esquecendo que temos também deveres a cumprir e que só os cumprindo podemos finalmente pensar em novos direitos para suplantar ou melhorar aqueles que temos agora. 4 Citar
SIM Postado 7 de setembro 2017 Postado 7 de setembro 2017 há 4 minutos, Forbidden disse: Depende do que consideras vida digna. Esse estudo que referi foi feito por pessoas que entendem do assunto e não chegaram a essa conclusão, e eu mesmo não acho que 800 euros dê pra sustentar uma família de forma digna. Dá pra sobreviver sim, mas mas isso é outra coisa. Nunca me faltou nada, nem nunca senti que estavamos no limiar. Claro que 800€ não dava para fazer uma grande vida, mas dava para sustentar todos. Claro que eles tinham "um fundo". E quando digo que não me faltou nada, não estou a dizer que deu para sobreviver, deu mesmo para viver. Mesmo com a minha mãe desempregada, conseguiram ter de tudo, mas claro que se tiveram de governar bem. Não andavam a comprar das coisas mais caras. Claro que quando a minha mãe começou a trabalhar conseguiram poupaR para outras coisas mais "fúteis", mas 700€ de salário mínimo é um exagero. Mas como é que se paga salários com dinheiro que não existe? 1 Citar
Forbidden Postado 7 de setembro 2017 Postado 7 de setembro 2017 há 1 minuto, SIM disse: Nunca me faltou nada, nem nunca senti que estavamos no limiar. Claro que 800€ não dava para fazer uma grande vida, mas dava para sustentar todos. Claro que eles tinham "um fundo". E quando digo que não me faltou nada, não estou a dizer que deu para sobreviver, deu mesmo para viver. Mesmo com a minha mãe desempregada, conseguiram ter de tudo, mas claro que se tiveram de governar bem. Não andavam a comprar das coisas mais caras. Claro que quando a minha mãe começou a trabalhar conseguiram poupaR para outras coisas mais "fúteis", mas 700€ de salário mínimo é um exagero. Mas como é que se paga salários com dinheiro que não existe? Achas mesmo? Eu não. Claro que não vamos chegar lá tão cedo, até porque nem os governos nem os patrões estão interessados nisso, mas não aches que 700 euros dava pra viver uma vida de luxo. Nós é que estamos habituados a viver uma vida abaixo da média europeia, por isso estranhamos quando vemos esses valores. 1 Citar
joanna Postado 7 de setembro 2017 Postado 7 de setembro 2017 há 3 minutos, SIM disse: Nunca me faltou nada, nem nunca senti que estavamos no limiar. Claro que 800€ não dava para fazer uma grande vida, mas dava para sustentar todos. Claro que eles tinham "um fundo". E quando digo que não me faltou nada, não estou a dizer que deu para sobreviver, deu mesmo para viver. Mesmo com a minha mãe desempregada, conseguiram ter de tudo, mas claro que se tiveram de governar bem. Não andavam a comprar das coisas mais caras. Claro que quando a minha mãe começou a trabalhar conseguiram poupaR para outras coisas mais "fúteis", mas 700€ de salário mínimo é um exagero. Mas como é que se paga salários com dinheiro que não existe? acaba um pouco por depender das despesas fixas que se tem e, também do custo de vida de onde se mora. 1 Citar
tjspy Postado 7 de setembro 2017 Postado 7 de setembro 2017 há 2 horas, joanna disse: e os noruegueses descontam? Sim, penso que descontam qualquer coisa como 60% do salário - corrijam-me se estiver errado. E acerca de trabalhar até tarde (em termos de idade), tem de ser assim, é triste, mas tem de ser... Daqui a 30 anos, se a idade para a reforma ainda fosse 65, o país ia entrar num colapso brutal em termos económicos! Uma tragédia mesmo! Isto porque a faixa etária dos 35-40 tem imensa gente, mesmo muita, é a maior de todas, quase o dobro das crianças e quando essa classe deixar de ser adulta e passar a ser idosa não sei quem é que lhes vai pagar as reformas A continuar assim, em 2040 a classe mais abundante em Portugal vão ser mulheres com idade entre os 65-70 anos Os adultos vão ser as crianças de hoje, que são uma quantidade baixissima comparativamente ao número de idosos nessa altura, e aí é que eu me pergunto, quem é que lhes vai pagar as reformas? Eu tenho medo mesmo de que a minha mãe não tenha reforma (ela esta na faixa dos 40-45). A solução óbvia, para já, pelo menos, é mesmo aumentar a idade da reforma 2 Citar
SIM Postado 7 de setembro 2017 Postado 7 de setembro 2017 há 8 minutos, Forbidden disse: Achas mesmo? Eu não. Claro que não vamos chegar lá tão cedo, até porque nem os governos nem os patrões estão interessados nisso, mas não aches que 700 euros dava pra viver uma vida de luxo. Nós é que estamos habituados a viver uma vida abaixo da média europeia, por isso estranhamos quando vemos esses valores. Mas como é que se aumenta tanto um salário? há 7 minutos, joanna disse: acaba um pouco por depender das despesas fixas que se tem e, também do custo de vida de onde se mora. Claro. Eles não tinham despesas com renda, nem com prestações, mas tinham que fazer os muros das laterais (a minha casa era quase pegada com a da minha tia), o aquecimento central, o furo para a água, pavimentar o exterior da casa... É preciso é saber gerir o dinheiro. há 2 minutos, Tiago João disse: Sim, penso que descontam qualquer coisa como 60% do salário - corrijam-me se estiver errado. E acerca de trabalhar até tarde (em termos de idade), tem de ser assim, é triste, mas tem de ser... Daqui a 30 anos, se a idade para a reforma ainda fosse 65, o país ia entrar num colapso brutal em termos económicos! Uma tragédia mesmo! Isto porque a faixa etária dos 35-40 tem imensa gente, mesmo muita, é a maior de todas, quase o dobro das crianças e quando essa classe deixar de ser adulta e passar a ser idosa não sei quem é que lhes vai pagar as reformas A continuar assim, em 2040 a classe mais abundante em Portugal vão ser mulheres com idade entre os 65-70 anos Os adultos vão ser as crianças de hoje, que são uma quantidade baixissima comparativamente ao número de idosos nessa altura, e aí é que eu me pergunto, quem é que lhes vai pagar as reformas? Eu tenho medo mesmo de que a minha mãe não tenha reforma (ela esta na faixa dos 40-45). A solução óbvia, para já, pelo menos, é mesmo aumentar a idade da reforma A solução na minha opinião também passaria por incentivos. Qual é o casal em que um dos elementos está desempregado que quer ter uma catrefada de filhos? 1 Citar
joanna Postado 7 de setembro 2017 Postado 7 de setembro 2017 há 4 minutos, Tiago João disse: Sim, penso que descontam qualquer coisa como 60% do salário - corrijam-me se estiver errado. eu sei, isso foi em referência ao @SIM perguntar se todos os portugueses descontam para os manuais escolares. 1 Citar
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