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Postado (editado)
há 1 hora, SecretNavy disse:

Concordo com quase tudo o que disseste e revejo-me também na tua posição política, sendo que o partido mais próximo daquilo em que acredito é mesmo o Bloco (ainda não foi criado o partido em que eu apoie a 100%).

No entanto, não acho que o PCP seja realmente um partido marxista, pois, na minha opinião, nem o mesmo entendeu o que o Marxismo-Leninismo e as suas vertentes (sociais, económicas, etc) defendia. Esta questão da não condenação da Rússia pela guerra é só mais um exemplo disso mesmo. Tenho pena que, em Portugal e vários outros países, as pessoas acreditem que o Comunismo é esta ideologia que os partidos atuais como o PCP defendem 😕

Eu concordo absolutamente contigo, na verdade :mosking: A minha interpretação de Marxismo-Leninismo deriva inteiramente das políticas de Lenine na Rússia e início de União Soviética. Lenine foi um líder que realmente catapultou o progressismo para o centro de uma Rússia sub-desenvolvida e que implementou medidas justas e pioneiras na história. Não lhe reconheço total crédito, porque acho que ele confundiu o conceito de "partido vanguardista cuja instalação no poder irá levar à ditadura do proletariado" com uma literal ditadura a sério (muito longe daquilo que Marx tinha escrito), adotando elementos autoritários (inclusive o chamado "Terror Vermelho") totalmente desnecessários, mas por outro lado, compreendo que foram medidas ativadas durante uma Guerra Civil, em que um grande número de forças opostas ao bolshevismo (algumas por razões válidas, muitas apenas para reestabelecer o imperialismo) se ergueram.

O Marxismo-Leninismo que o mundo conheceu foi aquele que Estaline escalou, na verdade. Ele inventou o termo, aglomerou as políticas leninistas seletivamente e apropriou-se delas (principalmente, a abolição de pluralismo político e repressões violentas) para solidificar-se no poder. Muitas das medidas progressivas de Lenine foram revertidas, o poder não era decidido através de centralismo democrático (ou seja, em vez de ser um grupo a tomar decisões consensuais, era sim uma burocracia com um poder máximo acima de tudo sozinho) e Estaline nunca deixou grandes pistas de que ele realmente queria chegar ao comunismo como Marx o visionou (que sim, também concordo que é muito longe de ser o termo demagógico apropriado pela direita há tempos). O problema é que o mundo só conheceu este Marxismo-Leninismo, inclusive o PCP que era adepto da União Soviética e nunca realmente atualizou as suas vertentes. Daí os problemas diplomáticos que tem encontrado.

Quanto ao partido que mais me revejo, dentro daqueles escolhidos eleitoralmente, acho que é o BE, mas não tenho total segurança no mesmo. Mesmo fora as questões de alguns dos seus partidários não serem um exemplo perfeito, acho que há um outro partido não-representado com o qual me identifico mais, o MAS. Ambos são semelhantes, partidos Trotskyistas, opostos ao Estalinismo e de socialismo democrático, mas o MAS assume como finalidade a transição para o comunismo como finalidade, ao passo que o Bloco é um pouco mais moderado (quer a progressão para socialismo, mas não mais).

Editado por Johnman
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há 5 horas, Johnman disse:

Eu concordo absolutamente contigo, na verdade :mosking: A minha interpretação de Marxismo-Leninismo deriva inteiramente das políticas de Lenine na Rússia e início de União Soviética. Lenine foi um líder que realmente catapultou o progressismo para o centro de uma Rússia sub-desenvolvida e que implementou medidas justas e pioneiras na história. Não lhe reconheço total crédito, porque acho que ele confundiu o conceito de "partido vanguardista cuja instalação no poder irá levar à ditadura do proletariado" com uma literal ditadura a sério (muito longe daquilo que Marx tinha escrito), adotando elementos autoritários (inclusive o chamado "Terror Vermelho") totalmente desnecessários, mas por outro lado, compreendo que foram medidas ativadas durante uma Guerra Civil, em que um grande número de forças opostas ao bolshevismo (algumas por razões válidas, muitas apenas para reestabelecer o imperialismo) se ergueram.

O Marxismo-Leninismo que o mundo conheceu foi aquele que Estaline escalou, na verdade. Ele inventou o termo, aglomerou as políticas leninistas seletivamente e apropriou-se delas (principalmente, a abolição de pluralismo político e repressões violentas) para solidificar-se no poder. Muitas das medidas progressivas de Lenine foram revertidas, o poder não era decidido através de centralismo democrático (ou seja, em vez de ser um grupo a tomar decisões consensuais, era sim uma burocracia com um poder máximo acima de tudo sozinho) e Estaline nunca deixou grandes pistas de que ele realmente queria chegar ao comunismo como Marx o visionou (que sim, também concordo que é muito longe de ser o termo demagógico apropriado pela direita há tempos). O problema é que o mundo só conheceu este Marxismo-Leninismo, inclusive o PCP que era adepto da União Soviética e nunca realmente atualizou as suas vertentes. Daí os problemas diplomáticos que tem encontrado.

Quanto ao partido que mais me revejo, dentro daqueles escolhidos eleitoralmente, acho que é o BE, mas não tenho total segurança no mesmo. Mesmo fora as questões de alguns dos seus partidários não serem um exemplo perfeito, acho que há um outro partido não-representado com o qual me identifico mais, o MAS. Ambos são semelhantes, partidos Trotskyistas, opostos ao Estalinismo e de socialismo democrático, mas o MAS assume como finalidade a transição para o comunismo como finalidade, ao passo que o Bloco é um pouco mais moderado (quer a progressão para socialismo, mas não mais).

Bem, para não estarmos a fazer do tópico um "chat", estás oficialmente convidado para um café, de modo a debatermos este tema 😂

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Eu também não. Eu pensei que a @InesMig tivesse sentido um sismo mixuruca dos que têm ocorrido no território português esta semana, mesmo.

há 21 minutos, Televisão 10 disse:

Houve um sismo de magnitude 6.9 em Marrocos, que se sentiu em Portugal, Espanha e Argélia.

Não será 6,4? É o com maior magnitude que está no ipma, relativamente perto de Marrakesh.

https://www.ipma.pt/pt/geofisica/sismicidade/

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há 2 minutos, Televisão 10 disse:

Referi 6,9, porque é o número avançado em rodapé pela RTP 3. Na SIC Notícias, referiram que o sismo era de magnitude 7.

Estou a ver pela TVE e também referem 7. Acho estranho haver um engano no site do IPMA. :dontknow:

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há 15 minutos, srcbica disse:

Eu também não. Eu pensei que a @InesMig tivesse sentido um sismo mixuruca dos que têm ocorrido no território português esta semana, mesmo.

Não será 6,4? É o com maior magnitude que está no ipma, relativamente perto de Marrakesh.

https://www.ipma.pt/pt/geofisica/sismicidade/

Eu 1º pensava que estava a tremer de frio, mas ao parar por uns segundos e voltar a tremer achei estranho

Moro em Lisboa

O IPMA usa qual das escalas?

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há 8 minutos, InesMig disse:

Eu 1º pensava que estava a tremer de frio, mas ao parar por uns segundos e voltar a tremer achei estranho

Moro em Lisboa

O IPMA usa qual das escalas?

Magnitude é Richter, sempre. Intensidade é que é Mercalli. Mas não seria a primeira vez que os media se enganassem.

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há 6 horas, Patiño disse:

Além de não ter sentido nada no centro de Lisboa, a cmtv não deu a noite das estrelas por causa disso. 

Ganda lata! :confusa_julia:

No inicio do Jornal das 00h na CMTV, a Maya e o Rui apareceram a promover o programa. Entretanto com o nº de mortos a subir, o canal deve ter mudado de ideias

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On 08/09/2023 at 11:16, Johnman disse:

A IL tem todo o potencial para superar o PSD nas faixas urbanas e jovens. Bem sabemos a fama que países com semelhantes medidas económicas têm entre a fanbase da IL. O problema é que muitas das medidas desse partido são agressivamente libertárias, podendo até ser interpretadas como radicais (o cheque-ensino, a redução de empresas e funcionários públicos até que o Estado seja praticamente fútil, a flat tax, etc.). Acho que isso, por enquanto, vai afastar eleitorado centrista de direita que prefere um modelo social-democrata.

Aliás, notei por experiência anedótica que a IL atrai juventude que acha que o partido irá implementar o modelo nórdico por cá - estando completamente a leste do facto que a IL e o modelo nórdico têm muitas distinções. A IL é mais tipo as economias do leste Europeu, que... têm problemas sérios lol.  É nesse nicho, que talvez se identifique mais com um modelo com um estado social bem delineado a complementar uma economia liberal, que o PSD se podia focar. Seria uma forma de fazer oposição ao PS, ganhar eleitorado jovem e não fugir às suas origens como partido de centro-direita. Isso, ou então a própria IL reforma as suas políticas para aderir a um modelo muito menos anti-social.

Eu considero a IL o "Chega dos betos", em grande parte porque mostram o "sucesso" das políticas liberais agressivas dos Bálticos (ou de países como a Roménia) como algo de positivo, mas escolhem sempre ignorar problemas que esses países têm passado à custa dessas medidas (como a fuga de talento). É muito paleio sobre algo, mas ignoram sempre a realidade daquilo que defendem. Além disso, rio-me quando defendem o cheque ensino, como se isso fosse poupar dinheiro ao Estado, quando na realidade é só um subsídio estatal aos privados e que destrói por completo uma ferramenta de coesão social.

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há 59 minutos, JDaman disse:

Eu considero a IL o "Chega dos betos", em grande parte porque mostram o "sucesso" das políticas liberais agressivas dos Bálticos (ou de países como a Roménia) como algo de positivo, mas escolhem sempre ignorar problemas que esses países têm passado à custa dessas medidas (como a fuga de talento). É muito paleio sobre algo, mas ignoram sempre a realidade daquilo que defendem. Além disso, rio-me quando defendem o cheque ensino, como se isso fosse poupar dinheiro ao Estado, quando na realidade é só um subsídio estatal aos privados e que destrói por completo uma ferramenta de coesão social.

A fanbase da IL resume-se, de facto, a intelectuais cujo discurso é apenas uma forma beta de dizer: "comunistas, ditadura de esquerda, são todos uns bandidos" lol. Eles gabam fortemente a subida do PIB de países como os referidos e a subida do poder de compra dos mesmos em relação a Portugal, mas raramente evidencia alguma preocupação por questões como a crise na Bulgária, cujos índices de pobreza, desigualdade e migração vêm precisamente das políticas de desregulamentação do mercado. Exemplos históricos, como as Reaganomics e o Thatcherismo, também promoveram crescimento económico à custa de mini-catástrofes sociais.

Tive o infortúnio de me cruzar com este artigo logo na página inicial do Sapo, como representação diária do jornal Eco:

https://eco.sapo.pt/especiais/que-querem-os-portugueses-democracia-ou-ditadura/

Este artigo resume-se basicamente a uma gigante análise pseudo-filosófica que se resume a "regime do Estado é regime de ditadura, que vergonha o socialismo!!!", retirando citações de discursos de liberalismo e adicionando pitadas cómicas de populismo conservador (não é capaz de formular um pensamento acerca da esquerda sem associar às palavras "totalitarismo", "ditadura" ou "regime"), formulando muitas frases cheias para suportar uma tese de que o Estado é anti-democrático porque é inerentemente oposto às liberdades individuais e à democracia (muito pelo contrário, o Estado é anti-democrático quando ele é oposto à democracia, "democracia" = "poder das pessoas" = "poder de todos", ergo todos são iguais e todos têm poder, uma democracia é uma democracia quando ninguém é beneficiado em favor de ninguém) - liberdades individuais entre as quais ele se refere como "não ceder às minorias" (o que é uma democracia onde uns, neste caso a maioria, têm mais liberdade do que outros? A maioria é o consenso, mas os direitos são universais, seu tosco de m**da) e "liberdade de expressão" (uma frase em particular sobre o politicamente correto e o wokismo dá logo para entender que ele é daqueles que fica fulo quando alguém é repreendido por racismo ou xenofobia, apesar da literal falácia de que atribuir uma desigualdade como "liberdade" é uma literal ofensa à democracia), e no fim, tanto fala de direitos e de democracia, quando no fundo, aquilo que ele defende é inerentemente oposto a direitos e democracia.

Esta é a fanbase da IL, aliás, este tipo é das alas do partido. Um partido que, na minha opinião, teria futuro se realmente assumisse uma posição economicamente liberal mas com uma posição de preocupação social (ex.: Escandinávia). Infelizmente, há muitos (inclusive jovens) que se revêm no libertarianismo da IL. O PSD teria muito a ganhar se adotasse uma ideologia menos pragmática e arriscasse com propostas de modelos que já funcionaram na Europa (apesar de terem os seus problemas, como qualquer estado capitalista inevitavelmente terá).

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há 15 minutos, D91 disse:

Foi há 22 anos. Lembro-me como se fosse hoje.

 

Quase não se falou disto hoje porque o mundo está todo de cabeça para baixo, com notícias mais urgentes.

Dá mesmo que pensar.

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há 1 hora, D91 disse:

Foi há 22 anos. Lembro-me como se fosse hoje.

 

Também me lembro. Havia um mundo pré 11 de setembro e passou a haver outro a partir daí. 

Por acaso, se eu pudesse parar o tempo em momento algum, seria no dia 10 de setembro de 2001. Não só porque o mundo começou a ser muito mais neurótico com a questão da insegurança a partir daí, mas porque acho que era o tempo perfeito em termos de acesso a tecnologia ao serviço das pessoas mas sem o controlo que a mesma traz à Humanidade hoje em dia. A cultura pop também estava num bom momento e, ao mesmo tempo que havia a impressão de que tinha de se ser genuinamente bom ou ter um certo carisma para se ser uma estrela (uma Britney Spears, umas Destiny's Child, etc...), por outro lado a possibilidade da fama começava a abrir-se a pessoas comuns (reality shows como o "Big Brother"). Admito que o conceito de beleza era mais uniforme na altura (o ideal era o de um corpo digno de dançar no Coyote Bar) e não havia a aceitação da diversidade de hoje em dia, mas no reverso da moeda também ainda não havia a instituição do politicamente correcto que, de certa forma, também acaba por matar a diversidade e por criar cancelamentos que não são muito coadunantes com a liberdade de expressão que se defende hoje em dia.

Quanto à realidade nacional, bem, admito que 2001 não é 1998 (acho que foi mesmo o auge), mas todo o espírito de crescimento e desenvolvimento ainda se fazia sentir. Tínhamos sobrevivido à passagem do milénio no ano anterior (porque supostamente o mundo ia acabar) e estávamos prestes a ter o euro como moeda oficial no ano seguinte. Tudo isso gerava expectativa. A "Ao Limite Eu Vou" música das Non Stop era um sucesso e toda a gente sabia a letra mesmo sem ter o acesso generalizado à Internet para decorar a letra. 

Bem, acho que o único ponto menos positivo de parar em 2001 é que nunca teríamos testemunhado Portugal a vencer a Eurovisão em 2017. Mas por outro lado também não teríamos tido o desgosto de perder contra a Grécia na final do Euro 2004. :p

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