Popular Post Pedro M. Posted November 6, 2020 Author Popular Post Posted November 6, 2020 Carolina Torres sobre "O Clube". "Há cenas de sexo que diferem daquilo que se vê na ficção nacional" A nova série da OPTO SIC vai focar-se na vida das acompanhantes de luxo de uma casa de alterne em Lisboa. O genérico foi gravado no Elefante Branco, mas sabe-se que o espaço terá servido para mais do que isso. A MAGG falou com uma das protagonistas. Quando as câmaras se ligam para começar a gravar, já Carolina Torres está penteada, maquilhada e vestida de luxúria para dar vida a Irina. Trata-se de uma das muitas acompanhantes de luxo a fazer parte de uma casa de alterne situada no coração de Lisboa e que será o centro de "O Clube", a nova grande série da OPTO SIC na qual o sexo, o poder e intriga vão andar de mãos dadas ao longo de oito episódios. A história está envolta num grande secretismo e têm sido algumas das atrizes do elenco a levantar o véu sobre o que esperar. Foi, aliás, através de uma publicação de Instagram da atriz Luana Piovani, que também faz parte da série, que se descobriu que o genérico fora gravado no Elefante Branco, um dos espaços noturnos mais emblemáticos de Lisboa. Sobre o que esperar da história, Carolina Torres, que se divide entre o projeto Lo-Fi com concertos ao vivo no Instagram e a banda 8/80 com um disco editado recentemente, avisa a MAGG que não pode revelar muito, mas explica que será repleta de cenas de sexo muito diferentes das que nos habituamos a ver na televisão portuguesa. "Nesta série há muitas cenas de sexo que diferem daquilo que se vê na ficção nacional, como nas novelas, por exemplo, nas quais há o casal romântico a fazer amor ou uma violação super agressiva. Sexo, tal como o entendemos, há pouco", revela. "Há poucos dias tive de gravar uma cena de sexo e tinha o coração na boca", continua. A explicação, diz a atriz, tem que ver com a sua inexperiência neste tipo de registo uma vez que, ao longo da sua carreira, "pouco ou nada" beijou em ficção. "Tem sido um caminho completamente novo para mim. Mas nestes casos é importante ter uma pessoa a contracenar comigo em que confie e que me respeite, o que foi o caso, por isso tem sido muito fixe. E é fantástico estarmos todas a passar por isto ao fazer uma série que gira em redor do sexo. Tema que, em Portugal, não costuma ser abordado desta forma", continua. Para os oito episódios de "O Clube", explica a atriz, todo o elenco — composto por Vera Kolodzig, Sara Matos, Luana Piovani, Filipa Areosa, Carolina Torres, Vera Moura e Sharam Diniz — teve oportunidade de frequentar vários bares e "falar com algumas das raparigas que trabalham nesta área", o que terá ajudado a perceber como é que o meio funciona e qual o contexto sócio-cultural e económico de algumas das trabalhadoras do sexo em Portugal. A inspiração nas histórias do porteiro do Elefante Branco O espaço do Elefante Branco terá servido para mais do que a gravação do genérico. "'O Clube' é baseado nas histórias do porteiro do Elefante Branco, editado em livro, que terão acontecido entre os anos 80 e 90 em Portugal. Algumas das coisas que se veem na série terão, por isso, alguma parte de verdade, mas não podemos dizer que é uma série de época porque a história passa-se e foi transposta para a atualidade", refere. A sua personagem, Irina, é de nacionalidade russa e vive em Portugal como acompanhante de luxo. "Além de ser muito boa naquilo faz, gosta disso e só quer curtir a vida. Mas depois tem problemas muito graves e é completamente louca, o que é ótimo para mim. Dá-me imensa pica fazer uma personagem destas e obriga-me a ultrapassar os meus limites porque a cada cena de gravação tenho a realizadora a dizer-me para a surpreender, para fazer pior, para me passar. Não podia fazer uma personagem melhor neste projeto". Mas diz, sem desvendar muito mais sobre Irina, que os espectadores podem esperar uma personagem "explosiva" e "problemática". "O que posso dizer é que ela [Irina] é levada pela merda, que é muita, que vai acontecendo naquele clube. Apesar de ser problemática, é talvez das menos problemáticas". Confuso? Carolina Torres é propositadamente vaga para não ser ela a quebrar o mistério em redor da série, mas adianta que, embora as ações da sua personagem possam surpreender, haverá sempre alguém a fazer pior do que ela. "Sei que no final da série, os espectadores vão pensar que a Irina é completamente alucinada quando, na verdade, aquilo que ela faz é relativamente básico quando comparado com o que as outras mulheres que ali estão vão fazendo umas às outras. Ela só quer curtir a vida, mas é explosiva dentro daquilo que acontece numa casa de prostituição", adianta. Sobre como é que se faz uma série sobre e de sexo em plena pandemia, a atriz ri-se. "Com muitos testes", e Carolina já fez quatro. "Só pode ser assim, com muitos testes. Mas passa também por não se baixar os braços quando nos vemos de frente a um projeto destes. A nossa realizadora está sempre a dizer-nos que é louca e acho lindo quando ela diz isso. Porque, de facto, é uma série muito difícil de se fazer, especialmente nesta altura. Fazemos muitos testes e a equipa técnica está constantemente de máscara. Só os atores é que não quando estão em cena." E ainda que não haja data de estreia anunciada (ou prevista), Carolina Torres diz que os espectadores podem contar com a série, com a possibilidade para uma "sequelazinha", para "mais cedo do que tarde". Mas a atriz não adianta mais do que isso. A aposta no streaming e a ideia de renovação do público A aposta numa série como esta, ou como a de outras que vão fazer parte do catálogo da OPTO SIC, que ficará online a partir de 24 novembro, revela a "grande renovação do público", acredita. "Claro que continua, e continuará a haver, quem veja novelas e outras coisas que lhes foram dadas. E há espaço para isso, mas os serviços de streaming estão a servir para abrir o espectro e oferecer novos conteúdos a pessoas que gostam de ver boa ficção", explica. E continua: "A aposta da SIC no streaming vai muito mais ao encontro daquilo que, enquanto atriz, gosto de fazer na ficção, que são coisas mais foras, menos convencionais e mais diferentes." Tendo já feito a novela "Espelho D'Água", em 2017, é-lhe fácil comparar o formato série com o de novela e, até, assumir uma preferência. "Prefiro fazer uma série a uma novela porque consigo ter mais tempo para trabalhar a personagem e para perceber o texto e a sua existência naquele universo. Mas também tenho medo, porque há coisas que mudam uma vida e nesses contextos o que se sente é um medo enorme de falhar." Mas reforça que a aposta no streaming por parte de canais portugueses, como a RTP já o tinha feito com a RTP Play, são um passo na direção por considerar que "Portugal ficou um bocadinho atrás na produção de certos conteúdos". "Havia coisas que funcionavam e que eram repetidas na ficção. Mesmo os artistas musicais depressa perceberam essa fórmula quando viam que uma canção se tornava um êxito e tratavam de, nos singles seguintes, fazer a mesma coisa. Só agora está a haver uma rutura no sentido de as pessoas quererem fazer coisas diferentes e experimentar", defende. Mas porque a experimentação não é uma ciência exata, Carolina Torres admite que, pelo menos no início, "é possível que as primeiras produções não sejam interessantes quando comparadas com aquelas que já são feitas no Brasil, em Espanha ou até na América". "Nós que fomos ótimos a exportar tanta coisa, podíamos ter exportado mais a nossa ficção e ter feito mais coisas, até porque temos atores incríveis que lá fora vingam e que, quando regressam a Portugal, deveriam ter tanto ou mais trabalho por aqui." E a prova de que Portugal só agora se apercebeu da necessidade de trabalhar o modelo das séries na televisão está, para a atriz, no facto de as televisões dizerem ter séries na sua programação quando, na verdade, são novelas. É o caso de "Nazaré", da SIC, por exemplo. "As televisões agora dizem ter séries, mas sabemos que não é isso que são. Não tem oito ou 12 episódios. Podem estar divididas por temporadas, mas são novelas. Só agora é que começámos a descobrir este universo e será a chave para sermos competitivos no mercado televisivo internacional", conclui. https://magg.sapo.pt/cultura/artigos/carolina-torres-o-clube-opto-sic 9 7 Quote
VascoSantos Posted November 6, 2020 Posted November 6, 2020 há 4 horas, Pedro M. disse: Carolina Torres sobre "O Clube". "Há cenas de sexo que diferem daquilo que se vê na ficção nacional" A nova série da OPTO SIC vai focar-se na vida das acompanhantes de luxo de uma casa de alterne em Lisboa. O genérico foi gravado no Elefante Branco, mas sabe-se que o espaço terá servido para mais do que isso. A MAGG falou com uma das protagonistas. Quando as câmaras se ligam para começar a gravar, já Carolina Torres está penteada, maquilhada e vestida de luxúria para dar vida a Irina. Trata-se de uma das muitas acompanhantes de luxo a fazer parte de uma casa de alterne situada no coração de Lisboa e que será o centro de "O Clube", a nova grande série da OPTO SIC na qual o sexo, o poder e intriga vão andar de mãos dadas ao longo de oito episódios. A história está envolta num grande secretismo e têm sido algumas das atrizes do elenco a levantar o véu sobre o que esperar. Foi, aliás, através de uma publicação de Instagram da atriz Luana Piovani, que também faz parte da série, que se descobriu que o genérico fora gravado no Elefante Branco, um dos espaços noturnos mais emblemáticos de Lisboa. Sobre o que esperar da história, Carolina Torres, que se divide entre o projeto Lo-Fi com concertos ao vivo no Instagram e a banda 8/80 com um disco editado recentemente, avisa a MAGG que não pode revelar muito, mas explica que será repleta de cenas de sexo muito diferentes das que nos habituamos a ver na televisão portuguesa. "Nesta série há muitas cenas de sexo que diferem daquilo que se vê na ficção nacional, como nas novelas, por exemplo, nas quais há o casal romântico a fazer amor ou uma violação super agressiva. Sexo, tal como o entendemos, há pouco", revela. "Há poucos dias tive de gravar uma cena de sexo e tinha o coração na boca", continua. A explicação, diz a atriz, tem que ver com a sua inexperiência neste tipo de registo uma vez que, ao longo da sua carreira, "pouco ou nada" beijou em ficção. "Tem sido um caminho completamente novo para mim. Mas nestes casos é importante ter uma pessoa a contracenar comigo em que confie e que me respeite, o que foi o caso, por isso tem sido muito fixe. E é fantástico estarmos todas a passar por isto ao fazer uma série que gira em redor do sexo. Tema que, em Portugal, não costuma ser abordado desta forma", continua. Para os oito episódios de "O Clube", explica a atriz, todo o elenco — composto por Vera Kolodzig, Sara Matos, Luana Piovani, Filipa Areosa, Carolina Torres, Vera Moura e Sharam Diniz — teve oportunidade de frequentar vários bares e "falar com algumas das raparigas que trabalham nesta área", o que terá ajudado a perceber como é que o meio funciona e qual o contexto sócio-cultural e económico de algumas das trabalhadoras do sexo em Portugal. A inspiração nas histórias do porteiro do Elefante Branco O espaço do Elefante Branco terá servido para mais do que a gravação do genérico. "'O Clube' é baseado nas histórias do porteiro do Elefante Branco, editado em livro, que terão acontecido entre os anos 80 e 90 em Portugal. Algumas das coisas que se veem na série terão, por isso, alguma parte de verdade, mas não podemos dizer que é uma série de época porque a história passa-se e foi transposta para a atualidade", refere. A sua personagem, Irina, é de nacionalidade russa e vive em Portugal como acompanhante de luxo. "Além de ser muito boa naquilo faz, gosta disso e só quer curtir a vida. Mas depois tem problemas muito graves e é completamente louca, o que é ótimo para mim. Dá-me imensa pica fazer uma personagem destas e obriga-me a ultrapassar os meus limites porque a cada cena de gravação tenho a realizadora a dizer-me para a surpreender, para fazer pior, para me passar. Não podia fazer uma personagem melhor neste projeto". Mas diz, sem desvendar muito mais sobre Irina, que os espectadores podem esperar uma personagem "explosiva" e "problemática". "O que posso dizer é que ela [Irina] é levada pela merda, que é muita, que vai acontecendo naquele clube. Apesar de ser problemática, é talvez das menos problemáticas". Confuso? Carolina Torres é propositadamente vaga para não ser ela a quebrar o mistério em redor da série, mas adianta que, embora as ações da sua personagem possam surpreender, haverá sempre alguém a fazer pior do que ela. "Sei que no final da série, os espectadores vão pensar que a Irina é completamente alucinada quando, na verdade, aquilo que ela faz é relativamente básico quando comparado com o que as outras mulheres que ali estão vão fazendo umas às outras. Ela só quer curtir a vida, mas é explosiva dentro daquilo que acontece numa casa de prostituição", adianta. Sobre como é que se faz uma série sobre e de sexo em plena pandemia, a atriz ri-se. "Com muitos testes", e Carolina já fez quatro. "Só pode ser assim, com muitos testes. Mas passa também por não se baixar os braços quando nos vemos de frente a um projeto destes. A nossa realizadora está sempre a dizer-nos que é louca e acho lindo quando ela diz isso. Porque, de facto, é uma série muito difícil de se fazer, especialmente nesta altura. Fazemos muitos testes e a equipa técnica está constantemente de máscara. Só os atores é que não quando estão em cena." E ainda que não haja data de estreia anunciada (ou prevista), Carolina Torres diz que os espectadores podem contar com a série, com a possibilidade para uma "sequelazinha", para "mais cedo do que tarde". Mas a atriz não adianta mais do que isso. A aposta no streaming e a ideia de renovação do público A aposta numa série como esta, ou como a de outras que vão fazer parte do catálogo da OPTO SIC, que ficará online a partir de 24 novembro, revela a "grande renovação do público", acredita. "Claro que continua, e continuará a haver, quem veja novelas e outras coisas que lhes foram dadas. E há espaço para isso, mas os serviços de streaming estão a servir para abrir o espectro e oferecer novos conteúdos a pessoas que gostam de ver boa ficção", explica. E continua: "A aposta da SIC no streaming vai muito mais ao encontro daquilo que, enquanto atriz, gosto de fazer na ficção, que são coisas mais foras, menos convencionais e mais diferentes." Tendo já feito a novela "Espelho D'Água", em 2017, é-lhe fácil comparar o formato série com o de novela e, até, assumir uma preferência. "Prefiro fazer uma série a uma novela porque consigo ter mais tempo para trabalhar a personagem e para perceber o texto e a sua existência naquele universo. Mas também tenho medo, porque há coisas que mudam uma vida e nesses contextos o que se sente é um medo enorme de falhar." Mas reforça que a aposta no streaming por parte de canais portugueses, como a RTP já o tinha feito com a RTP Play, são um passo na direção por considerar que "Portugal ficou um bocadinho atrás na produção de certos conteúdos". "Havia coisas que funcionavam e que eram repetidas na ficção. Mesmo os artistas musicais depressa perceberam essa fórmula quando viam que uma canção se tornava um êxito e tratavam de, nos singles seguintes, fazer a mesma coisa. Só agora está a haver uma rutura no sentido de as pessoas quererem fazer coisas diferentes e experimentar", defende. Mas porque a experimentação não é uma ciência exata, Carolina Torres admite que, pelo menos no início, "é possível que as primeiras produções não sejam interessantes quando comparadas com aquelas que já são feitas no Brasil, em Espanha ou até na América". "Nós que fomos ótimos a exportar tanta coisa, podíamos ter exportado mais a nossa ficção e ter feito mais coisas, até porque temos atores incríveis que lá fora vingam e que, quando regressam a Portugal, deveriam ter tanto ou mais trabalho por aqui." E a prova de que Portugal só agora se apercebeu da necessidade de trabalhar o modelo das séries na televisão está, para a atriz, no facto de as televisões dizerem ter séries na sua programação quando, na verdade, são novelas. É o caso de "Nazaré", da SIC, por exemplo. "As televisões agora dizem ter séries, mas sabemos que não é isso que são. Não tem oito ou 12 episódios. Podem estar divididas por temporadas, mas são novelas. Só agora é que começámos a descobrir este universo e será a chave para sermos competitivos no mercado televisivo internacional", conclui. https://magg.sapo.pt/cultura/artigos/carolina-torres-o-clube-opto-sic Gostei do que li. Espero que a Patrícia Sequeira se esmere na realização da série! 6 Quote
Rob Posted November 6, 2020 Posted November 6, 2020 há 5 horas, Pedro M. disse: Carolina Torres sobre "O Clube". "Há cenas de sexo que diferem daquilo que se vê na ficção nacional" A nova série da OPTO SIC vai focar-se na vida das acompanhantes de luxo de uma casa de alterne em Lisboa. O genérico foi gravado no Elefante Branco, mas sabe-se que o espaço terá servido para mais do que isso. A MAGG falou com uma das protagonistas. Quando as câmaras se ligam para começar a gravar, já Carolina Torres está penteada, maquilhada e vestida de luxúria para dar vida a Irina. Trata-se de uma das muitas acompanhantes de luxo a fazer parte de uma casa de alterne situada no coração de Lisboa e que será o centro de "O Clube", a nova grande série da OPTO SIC na qual o sexo, o poder e intriga vão andar de mãos dadas ao longo de oito episódios. A história está envolta num grande secretismo e têm sido algumas das atrizes do elenco a levantar o véu sobre o que esperar. Foi, aliás, através de uma publicação de Instagram da atriz Luana Piovani, que também faz parte da série, que se descobriu que o genérico fora gravado no Elefante Branco, um dos espaços noturnos mais emblemáticos de Lisboa. Sobre o que esperar da história, Carolina Torres, que se divide entre o projeto Lo-Fi com concertos ao vivo no Instagram e a banda 8/80 com um disco editado recentemente, avisa a MAGG que não pode revelar muito, mas explica que será repleta de cenas de sexo muito diferentes das que nos habituamos a ver na televisão portuguesa. "Nesta série há muitas cenas de sexo que diferem daquilo que se vê na ficção nacional, como nas novelas, por exemplo, nas quais há o casal romântico a fazer amor ou uma violação super agressiva. Sexo, tal como o entendemos, há pouco", revela. "Há poucos dias tive de gravar uma cena de sexo e tinha o coração na boca", continua. A explicação, diz a atriz, tem que ver com a sua inexperiência neste tipo de registo uma vez que, ao longo da sua carreira, "pouco ou nada" beijou em ficção. "Tem sido um caminho completamente novo para mim. Mas nestes casos é importante ter uma pessoa a contracenar comigo em que confie e que me respeite, o que foi o caso, por isso tem sido muito fixe. E é fantástico estarmos todas a passar por isto ao fazer uma série que gira em redor do sexo. Tema que, em Portugal, não costuma ser abordado desta forma", continua. Para os oito episódios de "O Clube", explica a atriz, todo o elenco — composto por Vera Kolodzig, Sara Matos, Luana Piovani, Filipa Areosa, Carolina Torres, Vera Moura e Sharam Diniz — teve oportunidade de frequentar vários bares e "falar com algumas das raparigas que trabalham nesta área", o que terá ajudado a perceber como é que o meio funciona e qual o contexto sócio-cultural e económico de algumas das trabalhadoras do sexo em Portugal. A inspiração nas histórias do porteiro do Elefante Branco O espaço do Elefante Branco terá servido para mais do que a gravação do genérico. "'O Clube' é baseado nas histórias do porteiro do Elefante Branco, editado em livro, que terão acontecido entre os anos 80 e 90 em Portugal. Algumas das coisas que se veem na série terão, por isso, alguma parte de verdade, mas não podemos dizer que é uma série de época porque a história passa-se e foi transposta para a atualidade", refere. A sua personagem, Irina, é de nacionalidade russa e vive em Portugal como acompanhante de luxo. "Além de ser muito boa naquilo faz, gosta disso e só quer curtir a vida. Mas depois tem problemas muito graves e é completamente louca, o que é ótimo para mim. Dá-me imensa pica fazer uma personagem destas e obriga-me a ultrapassar os meus limites porque a cada cena de gravação tenho a realizadora a dizer-me para a surpreender, para fazer pior, para me passar. Não podia fazer uma personagem melhor neste projeto". Mas diz, sem desvendar muito mais sobre Irina, que os espectadores podem esperar uma personagem "explosiva" e "problemática". "O que posso dizer é que ela [Irina] é levada pela merda, que é muita, que vai acontecendo naquele clube. Apesar de ser problemática, é talvez das menos problemáticas". Confuso? Carolina Torres é propositadamente vaga para não ser ela a quebrar o mistério em redor da série, mas adianta que, embora as ações da sua personagem possam surpreender, haverá sempre alguém a fazer pior do que ela. "Sei que no final da série, os espectadores vão pensar que a Irina é completamente alucinada quando, na verdade, aquilo que ela faz é relativamente básico quando comparado com o que as outras mulheres que ali estão vão fazendo umas às outras. Ela só quer curtir a vida, mas é explosiva dentro daquilo que acontece numa casa de prostituição", adianta. Sobre como é que se faz uma série sobre e de sexo em plena pandemia, a atriz ri-se. "Com muitos testes", e Carolina já fez quatro. "Só pode ser assim, com muitos testes. Mas passa também por não se baixar os braços quando nos vemos de frente a um projeto destes. A nossa realizadora está sempre a dizer-nos que é louca e acho lindo quando ela diz isso. Porque, de facto, é uma série muito difícil de se fazer, especialmente nesta altura. Fazemos muitos testes e a equipa técnica está constantemente de máscara. Só os atores é que não quando estão em cena." E ainda que não haja data de estreia anunciada (ou prevista), Carolina Torres diz que os espectadores podem contar com a série, com a possibilidade para uma "sequelazinha", para "mais cedo do que tarde". Mas a atriz não adianta mais do que isso. A aposta no streaming e a ideia de renovação do público A aposta numa série como esta, ou como a de outras que vão fazer parte do catálogo da OPTO SIC, que ficará online a partir de 24 novembro, revela a "grande renovação do público", acredita. "Claro que continua, e continuará a haver, quem veja novelas e outras coisas que lhes foram dadas. E há espaço para isso, mas os serviços de streaming estão a servir para abrir o espectro e oferecer novos conteúdos a pessoas que gostam de ver boa ficção", explica. E continua: "A aposta da SIC no streaming vai muito mais ao encontro daquilo que, enquanto atriz, gosto de fazer na ficção, que são coisas mais foras, menos convencionais e mais diferentes." Tendo já feito a novela "Espelho D'Água", em 2017, é-lhe fácil comparar o formato série com o de novela e, até, assumir uma preferência. "Prefiro fazer uma série a uma novela porque consigo ter mais tempo para trabalhar a personagem e para perceber o texto e a sua existência naquele universo. Mas também tenho medo, porque há coisas que mudam uma vida e nesses contextos o que se sente é um medo enorme de falhar." Mas reforça que a aposta no streaming por parte de canais portugueses, como a RTP já o tinha feito com a RTP Play, são um passo na direção por considerar que "Portugal ficou um bocadinho atrás na produção de certos conteúdos". "Havia coisas que funcionavam e que eram repetidas na ficção. Mesmo os artistas musicais depressa perceberam essa fórmula quando viam que uma canção se tornava um êxito e tratavam de, nos singles seguintes, fazer a mesma coisa. Só agora está a haver uma rutura no sentido de as pessoas quererem fazer coisas diferentes e experimentar", defende. Mas porque a experimentação não é uma ciência exata, Carolina Torres admite que, pelo menos no início, "é possível que as primeiras produções não sejam interessantes quando comparadas com aquelas que já são feitas no Brasil, em Espanha ou até na América". "Nós que fomos ótimos a exportar tanta coisa, podíamos ter exportado mais a nossa ficção e ter feito mais coisas, até porque temos atores incríveis que lá fora vingam e que, quando regressam a Portugal, deveriam ter tanto ou mais trabalho por aqui." E a prova de que Portugal só agora se apercebeu da necessidade de trabalhar o modelo das séries na televisão está, para a atriz, no facto de as televisões dizerem ter séries na sua programação quando, na verdade, são novelas. É o caso de "Nazaré", da SIC, por exemplo. "As televisões agora dizem ter séries, mas sabemos que não é isso que são. Não tem oito ou 12 episódios. Podem estar divididas por temporadas, mas são novelas. Só agora é que começámos a descobrir este universo e será a chave para sermos competitivos no mercado televisivo internacional", conclui. https://magg.sapo.pt/cultura/artigos/carolina-torres-o-clube-opto-sic Bem... Vem aí uma coisa boa. Sexo, intriga, noite, crime, loucura, droga. Até que enfim uma história adulta. 2 Quote
Diogo Marreiros Posted November 6, 2020 Posted November 6, 2020 https://www.instagram.com/p/CHQ_mUvh7rm/?igshid=1i80rlp2jzv95 4 1 Quote
Lu Bloqueada até 03.08 Posted November 6, 2020 Posted November 6, 2020 Fazem falta cenas mais ousadas na ficção, eu acho. E também já são horas de encarar cenas românticas e de sexo entre pessoas do mesmo sexo da mesma forma. Nada que uma direcção de cena inteligente não resolva. 7 Quote
Televisão 10 Posted November 7, 2020 Posted November 7, 2020 João Baptista vai ser um jogador de futebol. Vai fazer cenas íntimas com a Vera Kolodzig. https://maistelevisao.pt/joao-baptista-confessa-que-adorava-ter-um-papel-gay-numa-novela/ 3 Quote
VascoSantos Posted November 7, 2020 Posted November 7, 2020 CAROLINA TORRES TESTA POSITIVO À COVID-19 Depois de um teste rápido que deu positivo, a atriz voltou a testar e o resultado foi negativo. Carolina Torres, que atualmente está a gravar uma nova série da SIC, fez um teste rápido à Covid-19 e o resultado foi positivo. Perante esta situação, a produção da série optou por suspender as gravações de imediato e garantir que todos aqueles que tivessem estado em contacto com a atriz fossem testados. Contudo, depois dos resultados virem todos negativos, Carolina voltou a fazer um teste, por aconselhamento da DGS, e o resultado foi negativo. As gravações da série O Clube devem ser retomadas esta segunda-feira, sendo que foi garantido junto dos profissionais competentes que as normas aconselhadas estão a ser cumpridas. https://famashow.pt/famosos/2020-11-07-Carolina-Torres-testa-positivo-a-Covid-19 8 Quote
Lu Bloqueada até 03.08 Posted November 7, 2020 Posted November 7, 2020 Isto agora vai ser sempre assim. Mas o plano de segurança das gravações deve ser realmente bom, porque, mesmo com esses casos, não têm surgido surtos. 4 Quote
Manu Tenry Posted November 8, 2020 Posted November 8, 2020 Gonçalo Diniz, Vítor Norte, Mikaela Lupu e Pedro Barbeitos(Ibrahim de Impostora) também no elenco! 6 2 1 Quote
VascoSantos Posted November 12, 2020 Posted November 12, 2020 O Ljubomir Stanisic vai fazer uma participação na série. Algumas imagens da série: https://www.atelevisao.com/sic/ljubomir-stanisic-serie-o-clube/ 3 6 Quote
Popular Post André Posted November 12, 2020 Popular Post Posted November 12, 2020 há 1 minuto, VascoSantos disse: O Ljubomir Stanisic vai fazer uma participação na série. Algumas imagens da série: https://www.atelevisao.com/sic/ljubomir-stanisic-serie-o-clube/ Mort. Já vejo a fala dele: “Quero aquela p*ta.” 1 15 Quote
Pedro M. Posted November 12, 2020 Author Posted November 12, 2020 Eu acho que isto vai ser lendário. Vem Verdades Secretas portuguesa. 2 7 Quote
VascoSantos Posted November 12, 2020 Posted November 12, 2020 Ljubomir Stanisic irá interpretar a personagem de Oleksandr Chernoff, um homem russo e irmão de Martina, a vilã principal. https://www.instagram.com/p/CHaL9H-rdVZ/ O João Baptista e a Vera Kolodzig vão contracenar muito juntos. 1 3 Quote
Manu Tenry Posted November 12, 2020 Posted November 12, 2020 Daqui uns dias sai uma notícia que o ator russo Dimitri Bogomolov(o chefe dos vampiros da Lua Vermelha) a reclamar que perdeu o papel para Ljubomir 8 Quote
Filipe Posted November 13, 2020 Posted November 13, 2020 Primeiras imagens avançadas pela TVGuia: Spoiler 9 4 Quote
CascasJr Posted November 13, 2020 Posted November 13, 2020 há 57 minutos, FilipeT disse: Primeiras imagens avançadas pela TVGuia: Ocultar conteúdo Isto parece épico!!! Estou super ansioso para ver! Quote
Lusitana Posted November 13, 2020 Posted November 13, 2020 O Clube é uma série dramática que acompanha a noite da capital, onde a sensualidade e o sexo se misturam com a política, a segurança, os negócios e o glamour, e que vai acompanhar a história de 3 personagens: o segurança, a dona e a rapariga nova. Um Clube no centro da cidade, conhecido pelo luxo, pelas mulheres extraordinárias, pela sensualidade, sofisticação e sobretudo confidencialidade… e também pelo bife do lombo. Frequentado por políticos, empresários, artistas e jogadores de futebol, investe na exclusividade e no segredo. É um negócio familiar, gerido à antiga, que proporciona aos seus clientes o convívio com mulheres bonitas, sofisticadas, disponíveis e caras. Um clube noturno de luxo que está prestes a ser o palco de uma guerra pelo poder na noite de Lisboa. 3 Quote
André Posted November 14, 2020 Posted November 14, 2020 On 12/11/2020 at 13:28, André disse: Mort. Já vejo a fala dele: “Quero aquela p*ta.” Será que a Cristina Ferreira faz participação especial? q 1 7 Quote
Dimitri Posted November 14, 2020 Posted November 14, 2020 há 10 horas, André disse: On 12/11/2020 at 13:28, André disse: Mort. Já vejo a fala dele: “Quero aquela p*ta.” Caso p'ra dizer "Para cima de p*ta Quote
Free Live Posted November 14, 2020 Posted November 14, 2020 há 9 horas, Magazine disse: O ljubo sabe representar? Vai fazer de homem do leste, bruto e machista, por isso nem precisa interpretar. 1 Quote
Manu Tenry Posted November 14, 2020 Posted November 14, 2020 A Filipa Areosa toda sexy para série Clube, com esta legenda "Não sei se estão preparados para o que aí vem?Quase a estrear!" https://www.instagram.com/p/CHiwZmrhM92/ De muitos comentários de colegas, saliento o do ator Samuel Alves que não podia ser mais apropriado: "Pra cima de puta ?" 12 Quote
EFMR Posted November 15, 2020 Posted November 15, 2020 A Xanão está aqui? Parece mesmo ela naquela foto com o Ljubo https://rfm.sapo.pt/content/8651/ljubomir-stanisic-troca-a-cozinha-pela-ficcao-da-sic Quote
Manu Tenry Posted November 15, 2020 Posted November 15, 2020 há 11 minutos, EFMR disse: A Xanão está aqui? Parece mesmo ela naquela foto com o Ljubo https://rfm.sapo.pt/content/8651/ljubomir-stanisic-troca-a-cozinha-pela-ficcao-da-sic Não, essa é a Ana Cristina Oliveira, a protagonista da extinta série "Onde Está Eliza?". Quote
EFMR Posted November 16, 2020 Posted November 16, 2020 há 10 horas, Manu Tenry disse: Não, essa é a Ana Cristina Oliveira, a protagonista da extinta série "Onde Está Eliza?". Realmente a cara dela era me familiar! Mas à primeira vista pareceu-me a Alexandra xD Quote
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