D91 Postado 9 de janeiro 2024 Postado 9 de janeiro 2024 há 5 minutos, Fernando disse: Tu sabes que as inseminações artificiais não é só chegar lá e pedir para realizar o procedimento, certo? Há testes que são feitos. Podes ser contra por razões morais, é algo que só te diz respeito a ti, agora não uses argumentos conspiratórios e que são falíveis. Tu também podes ter uma relação com um irmão teu perdido por aí e nem sabes. Aliás, é bem mais fácil isso acontecer naturalmente do que numa clinica de fertilidade. Olha, tive um caso na família que só descobriram que eram primos no dia do casamento Há sempre esse risco. Mas nessa questão da inseminação artificial penso sempre nessa questão. Citar
Fernando Postado 9 de janeiro 2024 Postado 9 de janeiro 2024 Just now, D91 said: Há sempre esse risco. Mas nessa questão da inseminação artificial penso sempre nessa questão. Espero que penses isso sempre, então. É mais fácil acontecer cá fora do que lá dentro. Citar
D91 Postado 9 de janeiro 2024 Postado 9 de janeiro 2024 há 1 minuto, Fernando disse: Espero que penses isso sempre, então. É mais fácil acontecer cá fora do que lá dentro. Mas eu estava a falar do risco dos filhos dessas pessoas obviamente. Porque sabe-se lá quantos filhos desses dadores andam por ai. 1 Citar
Vitória Postado 9 de janeiro 2024 Postado 9 de janeiro 2024 há 3 horas, D91 disse: Acho que a igreja não aceita porque é algo que normalmente envolve dinheiro O que seria da Igreja sem dinheiro? 3 Citar
Mar-Vell Postado 9 de janeiro 2024 Postado 9 de janeiro 2024 há 8 horas, Phoenix disse: Como mulher (e que se considera de esquerda), sou terminantemente contra as barrigas de aluguer. Porquê? Porque para darem o direito a uma mulher que, infelizmente, quer ter filhos e não pode, estão a reduzir todas as outras a uma eventual condição de "útero ambulante". Não posso concordar com isso. Simplesmente não posso pedir a uma mulher que tenha um filho por mim. Ponto final parágrafo. Isso é um atentado ao corpo da mulher. Além disto, do ponto de vista ético, também não vejo muita diferença entre pagar a uma mulher para gerar o teu filho e comprar uma criança que já exista. Qual seria o critério para se permitir barrigas de aluguer mas não poderes vender ou comprar uma criança? As duas situações cabem na categoria de "comprar um ser humano" (seja geneticamente teu ou não). Se não concordas, não recorres, ponto. É como a Eutanásia, ninguém obriga ninguém. Não podemos julgar os outros, nem quem quer recorre a estes métodos, nem quem se oferece por carregar o filho. Para mim são escolhas legítimas. 7 Citar
Televisão 10 Postado 9 de janeiro 2024 Postado 9 de janeiro 2024 há 8 horas, Fernando disse: A questão das barrigas de aluguer prende-se com a mercantilização do corpo feminino. Muitas mulheres que se metem nesses processos são mulheres vulneráveis, sem condições financeiras e que são tratadas com autênticos objetos. Aliás, a escolha de ser barriga de aluguer nunca é totalmente desligada das condições socioeconómicas, o que já pressupõe que não é uma decisão puramente individual. Basta ver os países e as origens sociais das mulheres a que muitos casais, LGBT ou não, recorrem e percebe-se logo a dimensão do problema Eu nem vou falar do laço afetivo que se pode criar com o feto porque isso é algo mais subjetivo. Antes de se colocar a tónica numa questão puramente individual, esta questão deve-se pensar na problemática das barrigas de aluguer na sua vertente socioeconómica e de género. Aliás, isto é um pouco como a questão da prostituição, muita gente que é a favor da regulamentação ( eu era até há pouco tempo, por exemplo) acaba por esquecer os problemas e qual o género mais afetado por esses problemas. A questão é que, embora essa possa ser a realidade noutros países, não é a realidade no nosso, uma vez que, por cá, a gestação de substituição tem natureza gratuita, além de que é algo a que só se pode recorrer excecionalmente (nos casos de ausência de útero, de lesão ou de doença deste órgão ou outra situação clínica que impeça de forma absoluta e definitiva a gravidez da mulher) e com a autorização de uma comissão especializada. Note-se ainda que há uma série de direitos que protegem a gestante de substituição. Veja-se o exemplo de a gestante poder revogar o consentimento até ao registo da criança, de forma a acautelar, penso, essa questão do laço afetivo (se bem que acho que é desproporcional e inseguro para os beneficiários). Sinceramente, havendo um controlo e uma série de requisitos, como acontece na lei nacional, não é uma possibilidade que me choque. 4 Citar
srcbica Postado 9 de janeiro 2024 Postado 9 de janeiro 2024 há 8 horas, D91 disse: Racional a nível biológico. A barriga de aluguer e a inseminação artificial são práticas relacionadas à reprodução assistida que levantam várias questões éticas, legais e, em alguns casos, biológicas. Faz-me sempre confusão porque podem levar pessoas a ter uma relação com irmãos sem o saberem, nesse aspeto pode ser uma situação perigosa no meu entender. Estou a compreender o teu raciocínio, mas é preciso dar a ressalva de que estás a ir mais para o campo da doação de gâmetas. Isso a mim também é algo que me causa alguma confusão, justamente por causa do risco futuro de que possa haver uma relação entre irmãos. Por isso mesmo sou a favor de que as crianças concebidas com o material genético de um dador tenham o direito de saber quem foi a pessoa que doou o espermatozóide / ovócito. Mesmo que os sistemas importem e exportem as células reprodutivas (tipo, eu fiz a opcional de Reprodução Humana Assistida na faculdade e aprendi que a gente mandava vir sobretudo da Dinamarca, pelo menos naquela época, mas como há o cuidado da criança se parecer fisicamente com os pais, e o português comum é diferente do dinamarquês comum, nem sempre dava para recorrer a essa estratégia), numa aldeia global, continua a existir essa hipótese. E isto tanto pode acontecer em casos onde a barriga que gera a criança é a da mãe, como pode ser da mulher que a aluga. A barriga de aluguer, assim, não pressupõe que esteja, per si, a contribuir para essa situação. Basta ter em conta o único caso que nasceu neste país, em que a barriga de aluguer foi a avó, porque a mãe tinha um problema qualquer no útero. 1 Citar
Televisão 10 Postado 9 de janeiro 2024 Postado 9 de janeiro 2024 há 3 minutos, srcbica disse: Por isso mesmo sou a favor de que as crianças concebidas com o material genético de um dador tenham o direito de saber quem foi a pessoa que doou o espermatozóide / ovócito. E têm o direito. 3 Citar
D91 Postado 9 de janeiro 2024 Postado 9 de janeiro 2024 Gabriel Attal é o novo primeiro-ministro de França Atual ministro da Educação sucede a Élisabeth Borne no cargo. Será o primeiro-ministro mais jovem na história da República francesa. https://sicnoticias.pt/mundo/2024-01-09-Gabriel-Attal-e-o-novo-primeiro-ministro-de-Franca-d75d412d Citar
AndreRob Postado 9 de janeiro 2024 Postado 9 de janeiro 2024 há 30 minutos, D91 disse: Gabriel Attal é o novo primeiro-ministro de França Atual ministro da Educação sucede a Élisabeth Borne no cargo. Será o primeiro-ministro mais jovem na história da República francesa. https://sicnoticias.pt/mundo/2024-01-09-Gabriel-Attal-e-o-novo-primeiro-ministro-de-Franca-d75d412d Para a frança pouco ou nenhuma diferença faz, já que quem detem o poder é mesmo o presidente. O PM é escolha do presidente e não eleito diretamente. Presidencialismo 1.0 1 Citar
D91 Postado 9 de janeiro 2024 Postado 9 de janeiro 2024 há 4 minutos, AndreRob disse: Para a frança pouco ou nenhuma diferença faz, já que quem detem o poder é mesmo o presidente. O PM é escolha do presidente e não eleito diretamente. Presidencialismo 1.0 Sim é diferente do que acontece em Portugal. Citar
Violeta Postado 9 de janeiro 2024 Postado 9 de janeiro 2024 É também o primeiro PM assumidamente gay da França. 1 Citar
Duarte com D Postado 9 de janeiro 2024 Postado 9 de janeiro 2024 Pergunta parva, mas que eu tenho curiosidade. O filho gerado por barriga de aluguer, tem direito a alguma coisa do patrimônio do pai biológico, que apenas doou material? Situação hipotética, imaginem que o meu pai, que me criou e viveu comigo a vida toda, tenha doado material para uma clinica e tenha sido "usado" num casal de lesbicas, com a qual não temos relação pessoal alguma. O filho delas têm os mesmos direitos que eu? Ou já há alguma lei ou afins que salvaguarda estas situações. Desculpem a minha estupidez, mas fiquei com curiosidade. 1 Citar
Vitória Postado 9 de janeiro 2024 Postado 9 de janeiro 2024 há 16 minutos, Duarte com D disse: Situação hipotética, imaginem que o meu pai, que me criou e viveu comigo a vida toda, tenha doado material para uma clinica e tenha sido "usado" num casal de lesbicas, com a qual não temos relação pessoal alguma. É suposto isso ser confidencial. Dificilmente se descobre a identidade do doador. Citar
D91 Postado 9 de janeiro 2024 Postado 9 de janeiro 2024 há 8 minutos, Vitória disse: É suposto isso ser confidencial. Dificilmente se descobre a identidade do doador. E se a criança quiser saber quem é o pai? tem que ir à clínica investigar? Imagina se os filhos da Inês Herédia e da Gabriela Sobral um dia quiserem saber quem foi o dador. Deve ser mais fácil para os filhos mais velhos do Cristiano Ronaldo descobrirem quem é a mãe deles/barriga de aluguer. Citar
AndreRob Postado 9 de janeiro 2024 Postado 9 de janeiro 2024 há 26 minutos, Duarte com D disse: Pergunta parva, mas que eu tenho curiosidade. O filho gerado por barriga de aluguer, tem direito a alguma coisa do patrimônio do pai biológico, que apenas doou material? Situação hipotética, imaginem que o meu pai, que me criou e viveu comigo a vida toda, tenha doado material para uma clinica e tenha sido "usado" num casal de lesbicas, com a qual não temos relação pessoal alguma. O filho delas têm os mesmos direitos que eu? Ou já há alguma lei ou afins que salvaguarda estas situações. Desculpem a minha estupidez, mas fiquei com curiosidade. Na prespetiva que tu dizes de ser herdeiro não, porque não é perfilhado legalmente pelo 'doador'... ele ao nascer é registado com os pais seja semi biologicos sejam adoptivos. Mas a lei também é omissa nos casos em que a criança fique sem os guardioes legais... e aí pode-se abrir um precedente e exigir a paternidade biologica. Mas julgo que se aplica à atribuição de guarda e não na prespetiva de servir para mais tarde tentar ser herdeiro. Para herdar é preciso provar a paternidade e portanto abdicar dos tutores legais... isso é demasiado novela. um teste de paternidade não dá direito garantido a herança é preciso que um processo em tribunal garanta a paternidade legal e isso é mais complexo nestes casos por haver questões de sigilo. 2 Citar
Televisão 10 Postado 9 de janeiro 2024 Postado 9 de janeiro 2024 (editado) há 56 minutos, Duarte com D disse: Pergunta parva, mas que eu tenho curiosidade. O filho gerado por barriga de aluguer, tem direito a alguma coisa do patrimônio do pai biológico, que apenas doou material? Situação hipotética, imaginem que o meu pai, que me criou e viveu comigo a vida toda, tenha doado material para uma clinica e tenha sido "usado" num casal de lesbicas, com a qual não temos relação pessoal alguma. O filho delas têm os mesmos direitos que eu? Ou já há alguma lei ou afins que salvaguarda estas situações. Desculpem a minha estupidez, mas fiquei com curiosidade. Os filhos delas não têm direito a nada de quem doou o património biológico. há 39 minutos, Vitória disse: É suposto isso ser confidencial. Dificilmente se descobre a identidade do doador. Atualmente, já não é confidencial para quem for concebido por uma técnica de PMA, que pode saber a identidade do doador quando atingir a maioridade. Editado 9 de janeiro 2024 por Televisão 10 1 Citar
Duarte com D Postado 9 de janeiro 2024 Postado 9 de janeiro 2024 há 50 minutos, Vitória disse: É suposto isso ser confidencial. Dificilmente se descobre a identidade do doador. Pelo que disseram em cima parece que já não é mais confidencial, daí a minha questão. Citar
AndreRob Postado 9 de janeiro 2024 Postado 9 de janeiro 2024 (editado) há 46 minutos, Duarte com D disse: Pelo que disseram em cima parece que já não é mais confidencial, daí a minha questão. Continua a ser, o que muda aqui é a decisão do doador. Podem deixar em aberto essa possibilidade apos a maioridade da pessoa em questão ou exigir total confidencialidade. Não basta querer saber é preciso que isso tenha sido consentido pelo doador. Editado 9 de janeiro 2024 por AndreRob 2 Citar
Phoenix Postado 9 de janeiro 2024 Postado 9 de janeiro 2024 há 18 horas, SecretNavy disse: Eu peço desde já desculpa como vou responder, e não levem isto para o lado pessoal, mas... Oh miga, eu sou gay! Não posso (por enquanto) reproduzir um ser humano sexualmente! E sim, a minha primeira opção será adotar! Mas e se EU NÃO QUISESSE?!? E se a minha melhor amiga estivesse disposta a carregar um filho MEU?!?! Qual é o problema?! O filho vai ser mais ou menos amado? Vocês preocupam-se demais com a ciência da coisa, quando o mais importante não é como eles nascem, mas como eles crescem para serem bons seres humanos!!! I don't fucking care se a tua mãe é uma p*ta ou se tu nasceste de inseminação artificial! Trata-me bem, com respeito, igualdade e eu farei o mesmo contigo! E assim tem de ser a Sociedade!!!! Spoiler - mostrar conteúdo oculto Ai desculpem 😭 Estes assuntos deixam-me esgotado... 😕 E se não quisesses adotar e quisesses ter um filho teu? Com todo o respeito, consideras que a tua vontade pessoal deve sobrepor-se à dignidade humana de outra pessoa? Consideras que deves poder usar o corpo de uma mulher para o simples propósito reprodutório, estando assim a reduzi-la a uma função de incubadora? Mesmo que a tua amiga se virasse para ti e dissesse "SecretNavy, eu estou disposta a carregar um filho teu.", se tu aceitasses, estarias a atentar contra a dignidade dela! Ela ia passar por uma gravidez (e por tudo o que lhe está associado) para que tu pudesses ter um filho teu! Tu não estás a pedir que ela te vá comprar uma coisa ao supermercado. Estás a pedir que ela gere um ser humano para satisfazeres a tua vontade pessoal! Isto não tem nada que ver com a "ciência da coisa" mas com ética. O que vou dizer não se aplica a ti (pelo menos por enquanto, pois a ciência ainda não encontrou uma forma de um homem cis não precisar de uma mulher para gerar vida), mas querem permitir a mulheres que não têm útero (ou cujo útero não funciona) ter filhos? Façam transplantes de útero! Isto é ciência e é algo que existe! Quando uma mulher em idade fértil morre e lhe recolhem os órgãos, recolham também o útero para ser usado nestas situações! Mas não peçam é a uma mulher para ter um filho por outra pessoa! Já agora, vou levantar outra questão para reflexão (pensando mesmo em situações que não sejam remuneradas, como as previstas na legislação portuguesa, de recorrer a familiares ou pessoas com que tenham algum vínculo e que o façam voluntariamente): imaginem que têm uma irmã que quer ter filhos e que infelizmente não pode e que vocês são a candidata "natural" a ser a barriga de aluguer. Imaginem que não o querem fazer. A probabilidade de vocês passarem a ser vistas como a "egoísta" e a ter a família toda a ostracizar-vos por não permitirem que a vossa irmã cumpra o sonho dela de ser mãe é elevadíssima. Pensem nisto. há 10 horas, Mar-Vell disse: Se não concordas, não recorres, ponto. É como a Eutanásia, ninguém obriga ninguém. Não podemos julgar os outros, nem quem quer recorre a estes métodos, nem quem se oferece por carregar o filho. Para mim são escolhas legítimas. O que é que a Eutanásia tem que ver com barrigas de aluguer? Na Eutanásia não se atenta contra a dignidade de ninguém (pelo contrário). Citar
Mar-Vell Postado 9 de janeiro 2024 Postado 9 de janeiro 2024 agora mesmo, Phoenix disse: O que é que a Eutanásia tem que ver com barrigas de aluguer? Na Eutanásia não se atenta contra a dignidade de ninguém (pelo contrário). Nem as barrigas de aluguer 1 Citar
Phoenix Postado 9 de janeiro 2024 Postado 9 de janeiro 2024 há 1 minuto, Mar-Vell disse: Nem as barrigas de aluguer Não vou repetir tudo o que escrevi na primeira parte do comentário. Citar
Televisão 10 Postado 9 de janeiro 2024 Postado 9 de janeiro 2024 (editado) há 1 hora, AndreRob disse: Continua a ser, o que muda aqui é a decisão do doador. Podem deixar em aberto essa possibilidade apos a maioridade da pessoa em questão ou exigir total confidencialidade. Não basta querer saber é preciso que isso tenha sido consentido pelo doador. Isso era até 2019. Agora, o consentimento do doador já não é um requisito para a pessoa em questão ter acesso à identidade do primeiro, isto para as dádivas feitas depois de 07/05/2018. Editado 9 de janeiro 2024 por Televisão 10 1 1 Citar
D91 Postado 9 de janeiro 2024 Postado 9 de janeiro 2024 há 39 minutos, Phoenix disse: E se não quisesses adotar e quisesses ter um filho teu? Com todo o respeito, consideras que a tua vontade pessoal deve sobrepor-se à dignidade humana de outra pessoa? Consideras que deves poder usar o corpo de uma mulher para o simples propósito reprodutório, estando assim a reduzi-la a uma função de incubadora? Mesmo que a tua amiga se virasse para ti e dissesse "SecretNavy, eu estou disposta a carregar um filho teu.", se tu aceitasses, estarias a atentar contra a dignidade dela! Ela ia passar por uma gravidez (e por tudo o que lhe está associado) para que tu pudesses ter um filho teu! Tu não estás a pedir que ela te vá comprar uma coisa ao supermercado. Estás a pedir que ela gere um ser humano para satisfazeres a tua vontade pessoal! Isto não tem nada que ver com a "ciência da coisa" mas com ética. O que vou dizer não se aplica a ti (pelo menos por enquanto, pois a ciência ainda não encontrou uma forma de um homem cis não precisar de uma mulher para gerar vida), mas querem permitir a mulheres que não têm útero (ou cujo útero não funciona) ter filhos? Façam transplantes de útero! Isto é ciência e é algo que existe! Quando uma mulher em idade fértil morre e lhe recolhem os órgãos, recolham também o útero para ser usado nestas situações! Mas não peçam é a uma mulher para ter um filho por outra pessoa! Já agora, vou levantar outra questão para reflexão (pensando mesmo em situações que não sejam remuneradas, como as previstas na legislação portuguesa, de recorrer a familiares ou pessoas com que tenham algum vínculo e que o façam voluntariamente): imaginem que têm uma irmã que quer ter filhos e que infelizmente não pode e que vocês são a candidata "natural" a ser a barriga de aluguer. Imaginem que não o querem fazer. A probabilidade de vocês passarem a ser vistas como a "egoísta" e a ter a família toda a ostracizar-vos por não permitirem que a vossa irmã cumpra o sonho dela de ser mãe é elevadíssima. Pensem nisto. O que é que a Eutanásia tem que ver com barrigas de aluguer? Na Eutanásia não se atenta contra a dignidade de ninguém (pelo contrário). Exatamente. O ser humano não pode/deve ser egoísta a esse ponto. É também a minha opinião. 1 Citar
Televisão 10 Postado 9 de janeiro 2024 Postado 9 de janeiro 2024 há 3 horas, AndreRob disse: Na prespetiva que tu dizes de ser herdeiro não, porque não é perfilhado legalmente pelo 'doador'... ele ao nascer é registado com os pais seja semi biologicos sejam adoptivos. Mas a lei também é omissa nos casos em que a criança fique sem os guardioes legais... e aí pode-se abrir um precedente e exigir a paternidade biologica. Mas julgo que se aplica à atribuição de guarda e não na prespetiva de servir para mais tarde tentar ser herdeiro. Para herdar é preciso provar a paternidade e portanto abdicar dos tutores legais... isso é demasiado novela. um teste de paternidade não dá direito garantido a herança é preciso que um processo em tribunal garanta a paternidade legal e isso é mais complexo nestes casos por haver questões de sigilo. Desculpa contrariar-te de novo, mas penso que a lei não permite o reconhecimento da paternidade biólogica nesses casos, ao abrigo do art. 21.° da Lei da PMA, que refere: "O dador de sémen não pode ser havido como pai da criança que vier a nascer, não lhe cabendo quaisquer poderes ou deveres em relação a ela". Citar
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