Jump to content

Posts Recomendados

Postado (editado)
há 1 hora, bacalhaucomnatas disse:

em subindo o salário mínimo, o médio também sobe; já o inverso nem sempre é verdade.

Não é isso que tem acontecido, e ontem a resposta do Costa a um senhor que perguntava se ainda valeria a pena investir para que a filha entrasse no ensino superior se poder ganhar praticamente o mesmo que alguém com o salário mínimo e muito menos estudos respondeu apenas com um belo "vale sempre a pena apostar na educação..."

Editado por canal5
Postado (editado)

a menos que a filha pretenda ir para canalizadora ou eletricista, continua a valer monetariamente a pena o ensino superior, eu acho, não falando nas paixões românticas pelo conhecimento, que essas não se medem em dinheiro 

Editado por bacalhaucomnatas
  • Gosto 1
Postado
há 27 minutos, bacalhaucomnatas disse:

a menos que a filha pretenda ir para canalizadora ou eletricista, continua a valer monetariamente a pena o ensino superior, eu acho, não falando nas paixões românticas pelo conhecimento, que essas não se medem em dinheiro 

Oi? Técnico de alarmes, técnico de eletrodomésticos, tanta coisa...

Postado
há 52 minutos, canal5 disse:

Não é isso que tem acontecido, e ontem a resposta do Costa a um senhor que perguntava se ainda valeria a pena investir para que a filha entrasse no ensino superior se poder ganhar praticamente o mesmo que alguém com o salário mínimo e muito menos estudos respondeu apenas com um belo "vale sempre a pena apostar na educação..."

Como já foi dito, o salário médio sobe se o salário mínimo sobe, mas o inverso pode não acontecer. O salário mínimo garante a uma grande fatia da população o mínimo de capacidade de sobreviver e ter poder de compra. Duvidar se ele deve subir ou não mete em causa as condições de vida de milhares, senão milhões de portugueses.

Esse exemplo que usas, de um trabalhador sem estudos com salário mínimos receber o mesmo que alguém com estudos: para já, que o ensino superior sempre valerá a pena a longo prazo, sempre. As oportunidades de trabalho nem sempre se medem pelo dinheiro que se ganha. Posso dizer que conheço pessoas que trabalharam uma vida toda em supermercados e já ganharam mais do que ganham agora, mas a sua licenciatura e restante currículo acabou por compensar e estão agora a trabalhar, mesmo que a ganhar um pouco menos, com muito mais condições. E mesmo levando à letra, compreende-se perfeitamente que a prioridade atual seja a subida do salário mínimo, considerando que há 2/3 milhões de portugueses a viver com €800 ou menos, uma boa quota deles em risco de pobreza.

Dito isso, claro que tem que haver investimento no salário médio. Não se tem verificado até agora, mas também compete ao governo incentivar, ou até intervir a favor dos trabalhadores que mais sofrem de desigualdade, em particular os licenciados e/ou integrados há anos numa empresa sem progressão. Sim, 99.9% das empresas são PME's, mas, em pleno 2021, 20% da riqueza estava nas elites - já empresas grandes, como a SONAE, a Galp, a Jerónimo Martins, etc., lucram milhões anualmente, mesmo no pós-pandemia.

Postado
há 1 hora, InesMig disse:

 

Não sei do que estavam à espera, que as pessoas se sentassem com eles a jogar às cartas? Como é que queriam que fosse pacífico se foram fazer isto numa das estradas mais movimentadas da cidade? Querem que as pessoas estejam do lado delas mas primeiro fazem destas.

  • Gosto 1
Postado
há 50 minutos, bacalhaucomnatas disse:

se os salários na função pública subirem, o setor privado - o produtivo, não o parasitário - também aumenta por arrasto 

Isso é mais credível. Agora, não se esqueçam que a função pública não é corrida a salário mínimo.

há 3 horas, canal5 disse:

Não é isso que tem acontecido, e ontem a resposta do Costa a um senhor que perguntava se ainda valeria a pena investir para que a filha entrasse no ensino superior se poder ganhar praticamente o mesmo que alguém com o salário mínimo e muito menos estudos respondeu apenas com um belo "vale sempre a pena apostar na educação..."

O pior é que ele tem razão.

Postado (editado)
há 1 hora, bacalhaucomnatas disse:

na função pública, os assistentes operacionais (cantoneiros, contínuos nas escolas, auxiliares nos hospitais, etc) ganham só uns euritos a mais que o salário mínimo, se este subir muito são abrangidos 

Eu acho que vós não tendes noção de que as pessoas gostam de receber mais, mas não gostam de ter responsabilidades e/ou de receber formações para depois andar a receber o mesmo que outros que não têm a mesma responsabilidade e/ou não tiveram de receber formações. Por incrível que pareça a alguns, já vi na RTP uma cantoneira reclamando que tinha feito qualquer coisa para ganhar mais (infelizmente, não me consigo lembrar o que foi... eu tenho ideia que foi o 9º ano pelas novas oportunidades, mas receio estar enganado), mas depois veio uma subida do salário mínimo que a deixou novamente ganhando o salário mínimo. Ficou a ganhar mais com a subida? Ficou, mas para isso podia ter ficado sem fazer nada, que no fim ganharia à mesma. É preciso ter em atenção que o motivo da sua reclamação não foi a subida do salário mínimo em si. Foi ter perdido tempo para aumentar o seu salário e no fim não ter servido de nada.

No meu local de trabalho, tem-se conhecimento de uma administrativa, responsável pela marcação das consultas da nutricionista, dentista e assistente social, que tinha o mesmo tipo de trabalho que as outras administrativas da parte de enfermagem e médica, e era competente e ganhava salário condizente com as suas funções. Sabe-se lá por que razão, o cargo dela saiu da tutela da saúde para a Câmara Municipal. Como as administrativas de uma Câmara Municipal têm de ter o 12º ano, ela foi despromovida a auxiliar. Ela está a considerar tirar o 12º pelas novas oportunidades. De verdade acreditais que ela se dará ao trabalho de tirar o 12º para ganhar à mesma o salário mínimo?

900 euros é o salário médio de uma administrativa de uma Unidade de Cuidados de Saúde Primários e o mínimo de uma administrativa numa Unidade de Saúde Familiar modelo A. Elas têm formações e responsabilidade que supostamente justificam receberem mais do que o salário mínimo. As diferenças existentes entre uma UCSP, USF modelo A e modelo B se devem justamente a objetivos que cada uma tem obrigatoriamente de cumprir. Com os objetivos cumpridos, o salário aumenta. Haverá certamente um bom incentivo em cumprir esses objetivos com as administrativas ganhando um salário mínimo. :rolleyes:

Quando em Montemor o Novo, uma das unidades do Centro de Saúde passou para modelo B, o aumento que tinham tido numa unidade ponderada foi de apenas 60 euros. Estavam todas irritadas pela quantidade de trabalho ter aumentado consideravelmente, porque a mesma unidade ponderada passou a ter objetivos mais rigorosos para serem cumpridos. (in)Felizmente, houve lá umas chatices e a chefe das administrativas, que teve de fazer formações extra para ser chefe delas, mesmo ganhando um pouco mais pelo cargo, resolveu sair, porque não estava para se chatear. Foi para outra unidade, ganhando menos, mas sem as chatices e as responsabilidades que tinha adquirido recentemente. Com a saída de uma, quem fica ganha mais, pois o aumento agora é a dividir por 4. Não pode sair uma segunda (que foi o aconteceu), porque aí já há trabalho a mais para 3 administrativas e o salário já não aumenta.

Mas, vá, com os objetivos, que a gente tem vindo a conseguir cumprir, elas ganharão mais do que o salário mínimo, porque são de uma modelo B. As de uma UCSP não precisam cumprir nada, porque no fim ficam a ganhar o mesmo. Se conseguirmos cumprir tudo, até podem ficar a 100 euros do que eu ganho, que sou interno de formação específica. E agora? Eu andei a dar cabo da minha cabeça durante 6 anos e continuo a dar cabo com o internato para ficar a ganhar um pouco mais que uma administrativa?

Portanto, acho que, com este testamento, cuja versão em filme chega a nossas casas praticamente todos os dias no noticiário, comecem a ter uma parca noção de como a saúde está, da razão porque vale cada vez menos trabalhar no público. E assim como está a saúde, também estão vários outros serviços, para não dizer todos.

Editado por srcbica
Pensei que ganhava mais 200, mas afinal é 100.
  • Gosto 2
Postado

O sindicato também anda louco. 1600€ para um estagiário lecionar 12 horas?! Eu sei que na prática são 24, mas não faz qualquer sentido. 

Na minha escola, os professores lecionam entre 24 e 35 horas e recebem pouco mais de 1500€. 

  • Gosto 3
Postado
há 43 minutos, D91 disse:

 

Se o presidente da AR sabe que a presença do Chega na manifestação foi uma provocação, com certeza saberia que o pedido do Ventura também era uma provocação. E, tal como os manifestantes, ele caiu na esparrela. Mas, sabendo de antemão que era uma provocação, caiu de propósito. Podemos então tirar uma importante ilação daqui: estão a jogar um jogo um bocadinho perigoso para manter o Chega relevante. Os objetivos para cometerem semelhante insandice podem ser vários, mas assim aquele me salta à vista é pretender mimetizar o que aconteceu sempre nas eleições presidenciais francesas. Para Macron, na falta de um Partido Republicano a fazer oposição, a principal opositora sempre foi Marine le Pen. Isso proporcionou-lhe garantir sempre a vitória, porque nunca houve reais garantias de que a Marine iria conseguir a presidência.

  • Gosto 1
Postado (editado)
há 3 horas, D91 disse:

 

Bela desculpa para não trabalhar, simplesmente foram para o gabinete ver o novo episódio da Linha Aberta :confusa_julia:

Editado por Patiño
  • Haha 4
Postado
há 2 horas, D23 disse:

O Ventura parecia uma criança birrenta: "EU GRITO AQUILO QUE EU QUISER!", "EU FAÇO AQUILO QUE EU QUISER":suspeito:

E o problema nem é o Ventura se comportar como uma criança birrenta. É ver malta que ainda não vota no Ventura gritando "É assim mesmo! Chega-lhe o chibo! Pensam que mandam em tudo!" (por norma, são gajos que ou têm uma esposa igual ou a mulher envergonha-se e fala baixinho "olha lá! não fales tão alto, que está toda a gente a ver")

  • Gosto 1
Postado
há 4 minutos, srcbica disse:

E o problema nem é o Ventura se comportar como uma criança birrenta. É ver malta que ainda não vota no Ventura gritando "É assim mesmo! Chega-lhe o chibo! Pensam que mandam em tudo!" (por norma, são gajos que ou têm uma esposa igual ou a mulher envergonha-se e fala baixinho "olha lá! não fales tão alto, que está toda a gente a ver")

O que o André Ventura não gosta é que lhe façam frente, como faz o Augusto Santos Silva. É aquela pessoa que como não consegue destratar ou humilhar, abandona a sala e vai para o gabinete ver televisão ao invés de estar a trabalhar. E nós  a pagar com os nossos impostos esta gente. (Uma frase que ele usa muito...)

  • Gosto 3
Postado

 

On 03/10/2023 at 15:02, srcbica disse:

Eu acho que vós não tendes noção de que as pessoas gostam de receber mais, mas não gostam de ter responsabilidades e/ou de receber formações para depois andar a receber o mesmo que outros que não têm a mesma responsabilidade e/ou não tiveram de receber formações. Por incrível que pareça a alguns, já vi na RTP uma cantoneira reclamando que tinha feito qualquer coisa para ganhar mais (infelizmente, não me consigo lembrar o que foi... eu tenho ideia que foi o 9º ano pelas novas oportunidades, mas receio estar enganado), mas depois veio uma subida do salário mínimo que a deixou novamente ganhando o salário mínimo. Ficou a ganhar mais com a subida? Ficou, mas para isso podia ter ficado sem fazer nada, que no fim ganharia à mesma. É preciso ter em atenção que o motivo da sua reclamação não foi a subida do salário mínimo em si. Foi ter perdido tempo para aumentar o seu salário e no fim não ter servido de nada.

No meu local de trabalho, tem-se conhecimento de uma administrativa, responsável pela marcação das consultas da nutricionista, dentista e assistente social, que tinha o mesmo tipo de trabalho que as outras administrativas da parte de enfermagem e médica, e era competente e ganhava salário condizente com as suas funções. Sabe-se lá por que razão, o cargo dela saiu da tutela da saúde para a Câmara Municipal. Como as administrativas de uma Câmara Municipal têm de ter o 12º ano, ela foi despromovida a auxiliar. Ela está a considerar tirar o 12º pelas novas oportunidades. De verdade acreditais que ela se dará ao trabalho de tirar o 12º para ganhar à mesma o salário mínimo?

900 euros é o salário médio de uma administrativa de uma Unidade de Cuidados de Saúde Primários e o mínimo de uma administrativa numa Unidade de Saúde Familiar modelo A. Elas têm formações e responsabilidade que supostamente justificam receberem mais do que o salário mínimo. As diferenças existentes entre uma UCSP, USF modelo A e modelo B se devem justamente a objetivos que cada uma tem obrigatoriamente de cumprir. Com os objetivos cumpridos, o salário aumenta. Haverá certamente um bom incentivo em cumprir esses objetivos com as administrativas ganhando um salário mínimo. :rolleyes:

Quando em Montemor o Novo, uma das unidades do Centro de Saúde passou para modelo B, o aumento que tinham tido numa unidade ponderada foi de apenas 60 euros. Estavam todas irritadas pela quantidade de trabalho ter aumentado consideravelmente, porque a mesma unidade ponderada passou a ter objetivos mais rigorosos para serem cumpridos. (in)Felizmente, houve lá umas chatices e a chefe das administrativas, que teve de fazer formações extra para ser chefe delas, mesmo ganhando um pouco mais pelo cargo, resolveu sair, porque não estava para se chatear. Foi para outra unidade, ganhando menos, mas sem as chatices e as responsabilidades que tinha adquirido recentemente. Com a saída de uma, quem fica ganha mais, pois o aumento agora é a dividir por 4. Não pode sair uma segunda (que foi o aconteceu), porque aí já há trabalho a mais para 3 administrativas e o salário já não aumenta.

Mas, vá, com os objetivos, que a gente tem vindo a conseguir cumprir, elas ganharão mais do que o salário mínimo, porque são de uma modelo B. As de uma UCSP não precisam cumprir nada, porque no fim ficam a ganhar o mesmo. Se conseguirmos cumprir tudo, até podem ficar a 100 euros do que eu ganho, que sou interno de formação específica. E agora? Eu andei a dar cabo da minha cabeça durante 6 anos e continuo a dar cabo com o internato para ficar a ganhar um pouco mais que uma administrativa?

Portanto, acho que, com este testamento, cuja versão em filme chega a nossas casas praticamente todos os dias no noticiário, comecem a ter uma parca noção de como a saúde está, da razão porque vale cada vez menos trabalhar no público. E assim como está a saúde, também estão vários outros serviços, para não dizer todos.

Obrigado @srcbica 

Há pessoas aqui que não devem estar no mundo do trabalho, ou se estão nem têm noção de nada.

Eu desde que o ordenado mínimo aumentou, nunca fui aumentado em proporção, daqui a pouco aumenta a um ponto em que eu passo a ganhar o ordenado mínimo. :clap:

As pessoas não entendem que o ponto de se ganhar mais que o ordenado mínimo é justamente ter mais poder de compra no final, que não é possível se o ordenado da pessoa passar a ser o mínimo. O que tem que ser "desbloqueado" é o aumento salarial individual, não o mínimo geral. As pessoas irem ganhando cada vez mais com o acumular de anos de serviço, é uma vergonha muitas pessoas irem para a reforma a ganhar o ordenado mínimo, e outras como a geração que está agora nos 70 que nunca, nunca ganharam na vida delas o valor do ordenado mínimo atual, uma pessoa que trabalhe seja a fazer o que for vai sempre ganhar mais do que esta geração de 70 anos ganharam em 46 anos de trabalho. É uma vergonha uma pessoa estar perto da reforma e apenas ganhar o salário mínimo.

Um jovem a ganhar o ordenado mínimo, compreensivo, está a começar e tal, uma senhora que trabalhou toda a vida numa fábrica, está perto da reforma e ainda ganha o ordenado mínimo é vergonhoso.

Quando o ordenado mínimo aumenta, aumenta o preço de tudo, e o poder de compra de cada pessoa vai pelo ralo.

A classe media em Portugal está a extinguir-se cada vez mais, e isso é muito perigoso, pois ainda é a classe media que faz girar os pequenos negócios como cafés e afins, não é o pobre que está sob pressão, nem o milionário.  

  • Gosto 2
Postado
há 27 minutos, Duarte com D disse:

 

Obrigado @srcbica 

Há pessoas aqui que não devem estar no mundo do trabalho, ou se estão nem têm noção de nada.

Eu desde que o ordenado mínimo aumentou, nunca fui aumentado em proporção, daqui a pouco aumenta a um ponto em que eu passo a ganhar o ordenado mínimo. :clap:

As pessoas não entendem que o ponto de se ganhar mais que o ordenado mínimo é justamente ter mais poder de compra no final, que não é possível se o ordenado da pessoa passar a ser o mínimo. O que tem que ser "desbloqueado" é o aumento salarial individual, não o mínimo geral. As pessoas irem ganhando cada vez mais com o acumular de anos de serviço, é uma vergonha muitas pessoas irem para a reforma a ganhar o ordenado mínimo, e outras como a geração que está agora nos 70 que nunca, nunca ganharam na vida delas o valor do ordenado mínimo atual, uma pessoa que trabalhe seja a fazer o que for vai sempre ganhar mais do que esta geração de 70 anos ganharam em 46 anos de trabalho. É uma vergonha uma pessoa estar perto da reforma e apenas ganhar o salário mínimo.

Um jovem a ganhar o ordenado mínimo, compreensivo, está a começar e tal, uma senhora que trabalhou toda a vida numa fábrica, está perto da reforma e ainda ganha o ordenado mínimo é vergonhoso.

Quando o ordenado mínimo aumenta, aumenta o preço de tudo, e o poder de compra de cada pessoa vai pelo ralo.

A classe media em Portugal está a extinguir-se cada vez mais, e isso é muito perigoso, pois ainda é a classe media que faz girar os pequenos negócios como cafés e afins, não é o pobre que está sob pressão, nem o milionário.  

Bem, quando existir em Portugal que realmente defenda o Marxismo (/Comunismo, mas a sério) e esse mesmo partido consiga ter algum poder de decisão na AR, esse não será um problema. Iremos todos viver, e não sobreviver! 

  • Gosto 1
  • Adoro 1
Postado
há 1 minuto, SecretNavy disse:

Bem, quando existir em Portugal que realmente defenda o Marxismo (/Comunismo, mas a sério) e esse mesmo partido consiga ter algum poder de decisão na AR, esse não será um problema. Iremos todos viver, e não sobreviver! 

Que seja daqui a 200 anos quando eu tiver virado pó.

  • Obrigado 1
Postado
há 2 horas, SecretNavy disse:

Bem, quando existir em Portugal que realmente defenda o Marxismo (/Comunismo, mas a sério) e esse mesmo partido consiga ter algum poder de decisão na AR, esse não será um problema. Iremos todos viver, e não sobreviver! 

Já ninguém ter coragem de dizer que é marxista no Parlamento :rofl:

(infelizmente...)

Postado
há 3 horas, Duarte com D disse:

 

Obrigado @srcbica 

Há pessoas aqui que não devem estar no mundo do trabalho, ou se estão nem têm noção de nada.

Eu desde que o ordenado mínimo aumentou, nunca fui aumentado em proporção, daqui a pouco aumenta a um ponto em que eu passo a ganhar o ordenado mínimo. :clap:

As pessoas não entendem que o ponto de se ganhar mais que o ordenado mínimo é justamente ter mais poder de compra no final, que não é possível se o ordenado da pessoa passar a ser o mínimo. O que tem que ser "desbloqueado" é o aumento salarial individual, não o mínimo geral. As pessoas irem ganhando cada vez mais com o acumular de anos de serviço, é uma vergonha muitas pessoas irem para a reforma a ganhar o ordenado mínimo, e outras como a geração que está agora nos 70 que nunca, nunca ganharam na vida delas o valor do ordenado mínimo atual, uma pessoa que trabalhe seja a fazer o que for vai sempre ganhar mais do que esta geração de 70 anos ganharam em 46 anos de trabalho. É uma vergonha uma pessoa estar perto da reforma e apenas ganhar o salário mínimo.

Um jovem a ganhar o ordenado mínimo, compreensivo, está a começar e tal, uma senhora que trabalhou toda a vida numa fábrica, está perto da reforma e ainda ganha o ordenado mínimo é vergonhoso.

Quando o ordenado mínimo aumenta, aumenta o preço de tudo, e o poder de compra de cada pessoa vai pelo ralo.

A classe media em Portugal está a extinguir-se cada vez mais, e isso é muito perigoso, pois ainda é a classe media que faz girar os pequenos negócios como cafés e afins, não é o pobre que está sob pressão, nem o milionário.  

É tão mas tão mentira assumir que o ordenado mínimo diminui o poder de compra quando esse é literalmente o oposto da realidade das pessoas a quem receber o ordenado mínimo acrescentado é alvejado :manas:

O salário médio está na lona porque não há incentivos para o subir, nem do governo, nem dos privados (que, a lucrar milhões e milhões, também não se esforçam), mas as pessoas que recebem o suficiente para sobreviver têm muito menos que se queixar do que alguém que vive com €800 ou menos. Eu digo isso vivendo eu próprio numa realidade de classe média e bem sei aquilo que eu e a minha família fazemos para ter condições de vida - mas há pessoas que têm que viver com pão e água todos os dias e já é um luxo para eles. Uma pessoa que está a trabalhar há 40 anos num ramo, pois tem de receber e bem; porém, uma pessoa que acabou de tirar um mestrado, doutoramento ou licenciatura, também não tem de ficar a dever a ninguém, por currículo.

A preocupação com os salários estagnados não é só direcionada ao governo, mas sim também à cultura da precariedade que se vive quando grande parte dos portugueses trabalha, por conta de outrém, em grandes empresas e não é compensado com o fruto do seu labor. Mas por favor, antes de virem com populismos, "temos de subir o salário médio" etc., apesar de ser verdade que este estagnou, pensem duas vezes antes de dizerem disparates acerca do SMN lol.

  • Gosto 2

Junta-te a nós!

Podes agora comentar e registar-te depois. Se tens uma conta, Entra para responderes com a tua conta.
Note: Your post will require moderator approval before it will be visible.

Visitante
Responder a este tópico

×   Colaste conteúdo com formatação.   Restore formatting

  Only 75 emoji are allowed.

×   O teu link foi automaticamente incorporado.   Mostrar apenas como link

×   Uau! O teu conteúdo anterior foi recuperado.   Limpar Tudo?

×   You cannot paste images directly. Upload or insert images from URL.

×
×
  • Criar Novo...