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Já há um grupo de trabalho para “aperfeiçoar” o acordo ortográfico

Criado há 35 anos, posto em prática há 14, o novo acordo ortográfico volta ao centro das conversas com a criação de um grupo que quer repensar “falhas” e “omissões” num texto cheio de ambiguidade.

https://www.publico.pt/2025/03/03/culturaipsilon/noticia/ja-ha-grupo-trabalho-aperfeicoar-acordo-ortografico-2124606

Edited by Televisão 10
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há 10 minutos, Televisão 10 disse:

Já há um grupo de trabalho para “aperfeiçoar” o acordo ortográfico

Criado há 35 anos, posto em prática há 14, o novo acordo ortográfico volta ao centro das conversas com a criação de um grupo que quer repensar “falhas” e “omissões” num texto cheio de ambiguidade.

https://www.publico.pt/2025/03/03/culturaipsilon/noticia/ja-ha-grupo-trabalho-aperfeicoar-acordo-ortografico-2124606

Já estão a trabalhar no próximo acordo.:abismado4: Será que estes também vão deixar incongruências para um próximo grupo ter com o que se entreter?:desastre1:

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agora mesmo, Televisão 10 disse:

O curioso é que, em alguns países da América Latina, chamam banana ao fruto.

Sim, parece um bocado aleatório onde se usa um e onde se usa o outro.

Spoiler

800px-Porpa%C3%ADs_banana_pl%C3%A1tano.s

 

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Seria este o sotaque português que mais se aproxima com as variantes brasileiras no que diz respeito à pronúncia? Vejam que eles falam "Meugaço" como seria no Brasil. 

 

Para efeito de comparação, este é o "português uruguaio" ou portuñol:

Em compensação, este com certeza é o sotaque brasileiro mais próximo de Portugal: o "manezinho" de Florianópolis:

 

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há 7 horas, PierreDumont disse:

Seria este o sotaque português que mais se aproxima com as variantes brasileiras no que diz respeito à pronúncia? Vejam que eles falam "Meugaço" como seria no Brasil. 

 

Para efeito de comparação, este é o "português uruguaio" ou portuñol:

Em compensação, este com certeza é o sotaque brasileiro mais próximo de Portugal: o "manezinho" de Florianópolis:

 

Ainda não vi os vídeos, mas tendo em conta onde fica Melgaço, aposto que é o mais próximo, sim, pelo menos do sotaque do sudeste. No Carnaval, mostraram um cortejo qualquer no distrito de Viana do Castelo e, se não fosse a minha mãe, eu não reparava, mas depois ouvi a malta a pronunciar o "r" de um jeito que se assemelhava ao "r" paulista/caipira, o que fez a gente logo indagar que os colonos de S. Paulo dos Campos de Ipiratininga e/ou do interior deveriam ser oriundos dessa zona.

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há 13 horas, srcbica disse:

Ainda não vi os vídeos, mas tendo em conta onde fica Melgaço, aposto que é o mais próximo, sim, pelo menos do sotaque do sudeste. No Carnaval, mostraram um cortejo qualquer no distrito de Viana do Castelo e, se não fosse a minha mãe, eu não reparava, mas depois ouvi a malta a pronunciar o "r" de um jeito que se assemelhava ao "r" paulista/caipira, o que fez a gente logo indagar que os colonos de S. Paulo dos Campos de Ipiratininga e/ou do interior deveriam ser oriundos dessa zona.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a grande maioria dos portugueses que colonizaram o Brasil vieram principalmente do Minho, seguido de Trás-os-Montes, Açores e Madeira, perfazendo quase 90% durante e pós-colonização. Os originários do Centro-Sul de Portugal formaram pouco mais de 10% dos colonos e eram essencialmente da elite administrativa. Até 1700, a quantidade de colonos era escassa e predominavam os mestiços, a ponto de as línguas brasílicas serem francas em boa parte do território brasileiro. As coisas mudariam com a Corrida do Ouro nas Minas Gerais e as políticas de povoamento do Sul do Brasil no século XVIII. Chegavam, por ano, uma média de 10 mil tugas. 

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On 12/03/2025 at 22:53, PierreDumont disse:

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a grande maioria dos portugueses que colonizaram o Brasil vieram principalmente do Minho, seguido de Trás-os-Montes, Açores e Madeira, perfazendo quase 90% durante e pós-colonização. Os originários do Centro-Sul de Portugal formaram pouco mais de 10% dos colonos e eram essencialmente da elite administrativa. Até 1700, a quantidade de colonos era escassa e predominavam os mestiços, a ponto de as línguas brasílicas serem francas em boa parte do território brasileiro. As coisas mudariam com a Corrida do Ouro nas Minas Gerais e as políticas de povoamento do Sul do Brasil no século XVIII. Chegavam, por ano, uma média de 10 mil tugas. 

Deve ser então por causa da malta das ilhas que se acaba por ver similaridades entre o nordeste e o sul de Portugal, porque o arquipélago da Madeira foi colonizado sobretudo por algarvios e minhotos e o dos Açores foi por algarvios, alentejanos e castelhanos da Estremadura.

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há 9 horas, srcbica disse:

Deve ser então por causa da malta das ilhas que se acaba por ver similaridades entre o nordeste e o sul de Portugal, porque o arquipélago da Madeira foi colonizado sobretudo por algarvios e minhotos e o dos Açores foi por algarvios, alentejanos e castelhanos da Estremadura.

Muito do que Portugal fez no Brasil durante a colonização foi experimentado primeiramente nos Açores e na Madeira como o estabelecimento de engenhos de açúcar e as famigeradas capitanias hereditárias. Nos séculos XVII e XVIII, os Açores passavam por um excesso populacional que ocasionava escassez de comida. A solução encontrada pelo rei de Portugal foi mandar vários colonos açorianos para o Sul e o interior do Nordeste do Brasil. Curiosamente, foi no Sul do Brasil que os colonos dos Açores encontraram condições similares às que viviam: clima subtropical úmido. A ideia era dominar a bacia do Rio do Prata e enfrentar os espanhóis que exploravam a prata de Potosí. O território brasileiro ganhou todo esse tamanho porque os espanhóis não queriam os portugueses ocupando Colônia do Sacramento, localizado em frente à Buenos Aires. O Uruguai acabou por ser um intermediário sociocultural, político e econômico entre Brasil e Argentina (vide o português do Uruguai acima). 

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On 04/03/2025 at 23:30, Televisão 10 disse:

O curioso é que, em alguns países da América Latina, chamam banana ao fruto.

Pergunta para as dobragens dos desenhos animados que eles sabem

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Alguém me sabe informar se no italiano se costuma dizer "Vedo" no sentido de "Compreendo" tal como na língua inglesa se diz "I see"?

Estou a ler "O Nome da Rosa" e acabo de deparar-me com uma fala do protagonista em que diz "Vejo" exatamente com esse sentido de "Compreendo". Devo partilhar que a leitura do livro não está a ser propriamente fácil e já por várias vezes me questionei se será da tradução e não da tentativa de mimetizar uma língua na sua versão arcaica. Agora, que me apareceu "Vejo" com um sentido que eu só compreendi por conhecer a expressão inglesa, fiquei mais inclinado a pensar que a tradução tem realmente problemas, mas aguardo uma clarificação.

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É só dos ambientes em que me encontro ou vocês também têm reparado que a língua portuguesa tem vindo a perder "polidez"? O que eu quero dizer é: mesmo em ambientes onde se requereria algum cuidado (por exemplo, ambiente profissional) cada vez mais se usam gírias e calão. Por exemplo, "O gajo disse que me ia enviar esta m**** [um anexo num e-mail] mas ainda não enviou nada." ou "O valor da taxa é 5 paus [euros].". Eu não esperava encontrar este tipo de linguagem num local onde toda a gente tem pelo menos o ensino secundário completo e mais de 20 anos de idade... :ph34r:

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há 21 minutos, Phoenix disse:

É só dos ambientes em que me encontro ou vocês também têm reparado que a língua portuguesa tem vindo a perder "polidez"? O que eu quero dizer é: mesmo em ambientes onde se requereria algum cuidado (por exemplo, ambiente profissional) cada vez mais se usam gírias e calão. Por exemplo, "O gajo disse que me ia enviar esta m**** [um anexo num e-mail] mas ainda não enviou nada." ou "O valor da taxa é 5 paus [euros].". Eu não esperava encontrar este tipo de linguagem num local onde toda a gente tem pelo menos o ensino secundário completo e mais de 20 anos de idade... :ph34r:

É capaz de ser da diferença entre o ambiente em que te encontravas anteriormente e o em que te encontras agora, principalmente se são em regiões diferentes.

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há 1 hora, srcbica disse:

É capaz de ser da diferença entre o ambiente em que te encontravas anteriormente e o em que te encontras agora, principalmente se são em regiões diferentes.

Geograficamente estou na mesma região e tenho as mesmas rotinas. E tanto reparo nisto no ambiente de trabalho (para dar um exemplo de um ambiente que deveria ser mais formal) como numa simples deslocação de transportes públicos. Já agora, também tenho reparado em mais pessoas a dizer coisas como "diz a ele" em vez de "diz-lhe". Causa-me alguma estranheza.

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há 7 minutos, Phoenix disse:

Geograficamente estou na mesma região e tenho as mesmas rotinas. E tanto reparo nisto no ambiente de trabalho (para dar um exemplo de um ambiente que deveria ser mais formal) como numa simples deslocação de transportes públicos. Já agora, também tenho reparado em mais pessoas a dizer coisas como "diz a ele" em vez de "diz-lhe". Causa-me alguma estranheza.

Sim há muitas pessoas que agora falam assim. Eu acho que muitas pessoas mais novas agora falam pior.

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