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Por acaso, vocês fizeram-me lembrar um artigo que li recentemente, em que tudo que aprendemos na escola, 2% a 20% nós vamos aplicar na vida real.

Mas claro, isto deve-se aplicar só no nosso país (lol)

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há 1 minuto, eduu disse:

Por acaso, vocês fizeram-me lembrar um artigo que li recentemente, em que tudo que aprendemos na escola, 2% a 20% nós vamos aplicar na vida real.

Mas claro, isto deve-se aplicar só no nosso país (lol)

Não é só no nosso país … (o “lol” deve indicar isso mesmo) 

É em todo o lado no geral. Já estive noutro país (Suíça) e o sistema/modelo de ensino é exatamente igual. 

Se os 20% que aprendemos na escola forem aplicados na vida real, já é muito. 

há 9 minutos, Dinis F. disse:

A cena é que somos obrigados a decorar para tentar ter melhor nota possível para não reprovar, para depois passados um ano esquecer tudo. :riso:

Exatamente, é isso mesmo. Eu mal me lembro do que dei no 9° ano. Vou agora para o 11°. 

Mas às vezes o melhor não é decorar, mas compreender a matéria, como diz a minha professora de História-A. É difícil, mas quando compreendes é bastante mais fácil. Eu a história não decoro, mas compreendo-a, e é muito mais fácil, tudo faz mais sentido depois. Agora estou com 17 a história, mas espero conseguir subir. 

Isso das notas é uma loucura … para quem quer ir para direito ou psicologia (metade da minha turma no caso) é complicado. 
Eu por acaso quero ir a línguas, mas não deixa de ser exigente. A média que preciso agora é de 16,5 (no caso em Coimbra, que é a universidade mais próxima de onde vivo e é aquela onde quero ir). Tenho agora entre 16,6 a 16,8 … não sei ao certo. 

Vamos ver como tudo corre, mas tenho a certeza que vou dar-me em louco a meio do ano :manas:.

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há 15 horas, Brunooo disse:

Por exemplo em matemática, onde é que tu aplicas a fórmula resolvente na vida real. Pois em lado nenhum. 

Tu podes não precisar, mas eu tenho a certeza que a fórmula resolvente e tudo o que dei em Matemática nos últimos 10 anos vai-me ser útil. 

há 15 horas, Brunooo disse:

Em vez de nos ensinarem como gerimos o nosso dinheiro, perceber como funcionam os impostos, entre outras coisas, ensinam-nos os processos fonológicos, que não nos vai servir de nada. 

Mas também temos de entender que não precisamos de aprender só aquilo que nos interessa para o nosso futuro. :lol: Isso é uma ideia irrealista e que não faz qualquer sentido... Garanto-te que nem na Universidade é assim. Vais ter cadeiras que não vais gostar, certamente.

Os processos fonológicos são importantes. É importante sabermos como a tua língua evoluiu e mais do que isso, é importante sabermos falar e escrever - capacidade que, hoje, muitos já não têm...

Não digo que aprender a gerir o teu dinheiro não seja importante... Até porque é... Mas é irrealista pensarmos que a escola tem que nos transmitir todas as ferramentas para o nosso futuro :rolleyes: Isso é impossível e há muito que tem de vir de casa.

 

há 17 horas, bacalhaucomnatas disse:

esses exames no básico não contam para passagem. eu no lugar dos alunos fazia de propósito para reprovar. só a partir do secundário é que se deve levar as notas a sério, por causa da média de acesso à universidade. 

Contam sim... Os exames têm um peso de 30% na nota. Se faltares sem justificação, chumbas o ano.

E que raio de pensamento é esse? :cryhappy: "Vou fazer de propósito para tirar a pior nota possível e reprovar" :clown: Que coisa mais ridícula.

Claro que, se todos pensassem como tu, tínhamos umas notas incríveis. :clown:

As coisas que se leem. :lol:

On 09/07/2024 at 11:42, Televisão 10 disse:

Pior foi no ano passado, em que 60% dos alunos teve negativa no exame de Matemática, e em 2022, em que 57,7% teve negativa no exame da disciplina.

Importa referir que em 2022 não foi exame e era uma prova de carácter opcional, sem qualquer peso na nota final.

Editado por Diogo O.
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há 36 minutos, Diogo O. disse:


Mas também temos de entender que não precisamos de aprender só aquilo que nos interessa para o nosso futuro. :lol: Isso é uma ideia irrealista e que não faz qualquer sentido... Garanto-te que nem na Universidade é assim. Vais ter cadeiras que não vais gostar, certamente.

Os processos fonológicos são importantes. É importante sabermos como a tua língua evoluiu e mais do que isso, é importante sabermos falar e escrever - capacidade que, hoje, muitos já não têm...

Não digo que aprender a gerir o teu dinheiro não seja importante... Até porque é... Mas é irrealista pensarmos que a escola tem que nos transmitir todas as ferramentas para o nosso futuro :rolleyes: Isso é impossível e há muito que tem de vir de casa.

Claro que tem vir de casa, mas podia-se muito bem fazer com que a escola desse literacia financeira. Nem que se dê o que se dá em MACS. Distinguir os vários impostos e saber calculá-los. E quando falo em literacia financeira seria no secundário. É claro que não se iria pôr miúdos de 8 anos a aprender como funcionam os impostos. Seria, de uma certa forma, uma pequena preparação para a vida adulta. 

Isso dos processos fonológicos foi engano meu :manas:… eu sei que era uma parte da matéria em que a professora dizia que só dava no 11° e não agora no 10° (mesmo sendo do programa deste ano) porque era uma coisa que não tem grande importância, mas já não me lembro que matéria é essa. Eu pensava que era processos fonológicos, mas lembrei-me que tínhamos dado este ano … desculpa o mico :triste_teresa:

Nunca disse que a matemática não é importante. Porque sei bem que é muito importante, sobretudo para quem está agora em Ciências e quer seguir algo em relação com a matemática. A geometria é importante, os cálculos também, entre outras coisas. Mas o que queria dizer é: onde se aplica a fórmula resolvente na vida ?? Até pode ser que sirva para alguma, mas desconheço a utilidade. O que safa é que a fórmula resolvente é algo fácil. :cryhappy:

Mas não vamos ignorar que o modelo atual da escola precisa de uma renovação. Se os jovens estão cada vez mais fartos da escola, por algum motivo será. As aulas deviam ser mais interativas e não tão monótonas como são certas aulas (pelo menos na minha escola). 

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há 3 horas, Diogo O. disse:

Contam sim... Os exames têm um peso de 30% na nota. Se faltares sem justificação, chumbas o ano.

E que raio de pensamento é esse? :cryhappy: "Vou fazer de propósito para tirar a pior nota possível e reprovar" :clown: Que coisa mais ridícula.

Claro que, se todos pensassem como tu, tínhamos umas notas incríveis. :clown:

As coisas que se leem. :lol:

os exames é que são uma coisa ridícula. no meu tempo do básico não havia exames para torturar alunos ansiosos e para alimentar enganadoras estatísticas e aprendi o básico à  mesma... 

bem fazem alguns alunos, com sabedoria infusa, em não levar essa fantochada a sério, fantochada que se agrava depois no secundário com os exames nacionais. 

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há 7 horas, bacalhaucomnatas disse:

os exames é que são uma coisa ridícula. no meu tempo do básico não havia exames para torturar alunos ansiosos e para alimentar enganadoras estatísticas e aprendi o básico à  mesma... 

bem fazem alguns alunos, com sabedoria infusa, em não levar essa fantochada a sério, fantochada que se agrava depois no secundário com os exames nacionais. 

No caso do Ensino Básico, acredito que sirvam para ambientar o aluno ao ambiente do exame. No ano passado, os alunos do 11.° realizaram exames sem terem realizado o do 9.° e tiveram resultados horríveis... 

Quanto ao Secundário, diz-me qual é a alternativa? Quando ainda hoje Expresso publicou uma notícia em que diz que a maioria das notas atribuidos em Educação Física no Secundário é 19 ou 20, em colégios privados. :clown:

https://www.instagram.com/p/C9TNJ5ntzaf/?igsh=MXNvbjV3cTZtNTJ2Zw==

Quando também já sairam notícias de que a maioria das notas atribuídas nas disciplinas anuais de 12.° Ano são 19 ou 20.

É a única maneira que temos de controlar a inflação que se sente no privado e tornarmos mais justo o acesso ao Ensino Superior. 

 

 

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há 27 minutos, Diogo O. disse:

No caso do Ensino Básico, acredito que sirvam para ambientar o aluno ao ambiente do exame. No ano passado, os alunos do 11.° realizaram exames sem terem realizado o do 9.° e tiveram resultados horríveis... 

Quanto ao Secundário, diz-me qual é a alternativa? Quando ainda hoje Expresso publicou uma notícia em que diz que a maioria das notas atribuidos em Educação Física no Secundário é 19 ou 20, em colégios privados. :clown:

https://www.instagram.com/p/C9TNJ5ntzaf/?igsh=MXNvbjV3cTZtNTJ2Zw==

Quando também já sairam notícias de que a maioria das notas atribuídas nas disciplinas anuais de 12.° Ano são 19 ou 20.

É a única maneira que temos de controlar a inflação que se sente no privado e tornarmos mais justo o acesso ao Ensino Superior. 

a alternativa seria cada instituição de ensino superior fazer as suas provas de acesso, como acontece no caso português muito particular da Universidade Aberta ou noutros países. 

e os exames de ensino secundário são ridículos: às vezes abarcam matéria de 2 anos (!), quando nas universidades os exames que fazemos regra geral são só sobre matéria de um semestre. o sistema beneficia quem tem memória XXL ou sabe recorrer a bons auxiliares... :zzz: :pinderica:

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Os exames da universidade, estando em Portugal, a cunha ia funcionar ainda mais, do que aquela que já funciona no nosso país. Não gosto deste modelo de exames nacionais, mas não vejo a melhor alternativa. Numa escola onde moro, os alunos nas pautas tem excelentes notas, vão a exames e a nota desce entre 3-4 valores, quando não é mais, em outra escola, as notas na pauta, não são inflacionadas, são justas, os alunos nos exames tem sempre melhores notas, essa escola é a melhor da sua zona...por isso, sabemos que injustiças vão existir sempre...O ensino devia levar uma grande reforma, mas quando existirem interesses de pessoas a comandar o ensino, não se altera. 

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há 2 minutos, bacalhaucomnatas disse:

isso suspeita de cunhas e favorecimentos nas universidades existirá sempre. o clássico caso da aluna boazona que nunca aparece nas aulas e depois na pauta do exame de frequência aparece com 19 ou 20... :ok: :abismado4:

mesmo que sejam entidades externas, irá sempre existir formas de aliciar as pessoas envolvidas. 

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Já saiu o ranking que nada dignifica o ensino português.  Este ranking está muito mal feito, uma escola com 800 alunos e outros com 200 alunos, é fácil de perceber quem terá a melhor média.  São poucos, os privados que são muito bons de verdade, sem inflancionar as notas, muitos vão para privados para comprar notas. 

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Eu ainda sou do tempo (que dor!) em que os professores do secundário davam as notas que lhes apeteciam. Hoje regem-se pelos chamados critérios de avaliação. Antigamente, não. Não interessavam os testes, a dedicação ou o bom comportamento. O professor fazia o que queria. Lembro-me bem de, em Alemão, no 12.°, ter tido 19 no primeiro trimestre e, no segundo (a senhora deve ter embirrado comigo), desci para 15. Tinha sempre testes bastante bons. A História tirava sempre 19 ou 20. No último teste do trimestre, normalmente, o professor dispensava-me (a mim e a outros) de o fazer. Dizia "já tem a nota dada". Sortuda é esta nova geração! A arbitrariedade, embora ainda exista, não é tão radical, quase anárquica, como dantes.

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Nova crítica aos exames, que subscrevo:

Exames Nacionais 2024: escolhas múltiplas e falta de coerência

É possível obter 91 pontos em 200 na prova de Português ou 88 na de Filosofia respondendo apenas às escolhas múltiplas e não escrevendo uma única palavra.

https://www.publico.pt/2024/07/15/impar/opiniao/exames-nacionais-2024-escolhas-multiplas-falta-coerencia-2097591?fbclid=IwZXh0bgNhZW0CMTEAAR2lqIWRcTQxxORtlh-0XObePlo_xMs1Hexv6EtVevZ7uJBhN9K4YMq5AuQ_aem_BTQ9_S771i_ZSyYpeoDyYA#:~:text=Exames Nacionais 2024,uma única palavra.

 

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há 4 minutos, Televisão 10 disse:

Nova crítica aos exames, que subscrevo:

Exames Nacionais 2024: escolhas múltiplas e falta de coerência

É possível obter 91 pontos em 200 na prova de Português ou 88 na de Filosofia respondendo apenas às escolhas múltiplas e não escrevendo uma única palavra.

https://www.publico.pt/2024/07/15/impar/opiniao/exames-nacionais-2024-escolhas-multiplas-falta-coerencia-2097591?fbclid=IwZXh0bgNhZW0CMTEAAR2lqIWRcTQxxORtlh-0XObePlo_xMs1Hexv6EtVevZ7uJBhN9K4YMq5AuQ_aem_BTQ9_S771i_ZSyYpeoDyYA#:~:text=Exames Nacionais 2024,uma única palavra.

 

Irrita ainda mais a Matemática A... Cada escolha múltipla vale 12 pontos e basta falhar um sinal, num cálculo intermédio que está mal. Perde-se, assim, logo 1,2 valores. :triste_teresa:

É o meu drama nos testes de avaliação, onde a minha professora já usa cotação de exame. 

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há 7 minutos, Televisão 10 disse:

Nova crítica aos exames, que subscrevo:

Exames Nacionais 2024: escolhas múltiplas e falta de coerência

É possível obter 91 pontos em 200 na prova de Português ou 88 na de Filosofia respondendo apenas às escolhas múltiplas e não escrevendo uma única palavra.

https://www.publico.pt/2024/07/15/impar/opiniao/exames-nacionais-2024-escolhas-multiplas-falta-coerencia-2097591?fbclid=IwZXh0bgNhZW0CMTEAAR2lqIWRcTQxxORtlh-0XObePlo_xMs1Hexv6EtVevZ7uJBhN9K4YMq5AuQ_aem_BTQ9_S771i_ZSyYpeoDyYA#:~:text=Exames Nacionais 2024,uma única palavra.

 

Fez-me lembrar os meus testes de história de 2 páginas, se eu errasse uma de escolha múltipla, a minha nota caía 20% :confusa_maria:

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há 1 hora, Televisão 10 disse:

Nova crítica aos exames, que subscrevo:

Exames Nacionais 2024: escolhas múltiplas e falta de coerência

É possível obter 91 pontos em 200 na prova de Português ou 88 na de Filosofia respondendo apenas às escolhas múltiplas e não escrevendo uma única palavra.

https://www.publico.pt/2024/07/15/impar/opiniao/exames-nacionais-2024-escolhas-multiplas-falta-coerencia-2097591?fbclid=IwZXh0bgNhZW0CMTEAAR2lqIWRcTQxxORtlh-0XObePlo_xMs1Hexv6EtVevZ7uJBhN9K4YMq5AuQ_aem_BTQ9_S771i_ZSyYpeoDyYA#:~:text=Exames Nacionais 2024,uma única palavra.

 

A probabilidade de acertar todas à sorte é muito baixa portanto, sinceramente não vejo o problema em provas como Português ou Filosofia, sinceramente.

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há 2 minutos, RPSG disse:

A probabilidade de acertar todas à sorte é muito baixa portanto, sinceramente não vejo o problema em provas como Português ou Filosofia, sinceramente.

Eu acho injusto que uma questão de escolha múltipla valha tanto como uma de desenvolvimento, quando a segunda envolve mais trabalho.

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