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há 32 minutos, ATVTQsV disse:

Ainda por cima, se substituíssem o Domingão por filmes, muitos telespectadores com 80 anos telespectadores assíduos do Domingão não iriam gostar daquilo e achavam que o inglês seria uma língua de extraterrestres, ninguém "entende" nada.

Não sei se seria bem assim... Durante os anos 80, 90 e 2000 (e até nos anos 70) essa faixa etária popularizou grandes séries americanas/inglesas que hoje pertencem ao nosso imaginário. Durante mais de trinta anos, os principais horários familiares da televisão portuguesa foram preenchidos com produtos estrangeiros. É certo que a pimbalhada continuada dos últimos dez anos pode ter desabituado a presença da língua, mas é um hábito que se voltaria a ganhar. 

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há 22 minutos, Guida disse:

Não sei se seria bem assim... Durante os anos 80, 90 e 2000 (e até nos anos 70) essa faixa etária popularizou grandes séries americanas/inglesas que hoje pertencem ao nosso imaginário. Durante mais de trinta anos, os principais horários familiares da televisão portuguesa foram preenchidos com produtos estrangeiros. É certo que a pimbalhada continuada dos últimos dez anos pode ter desabituado a presença da língua, mas é um hábito que se voltaria a ganhar. 

Sim, aliás desde o Domingão tenho tido a ideia de que a televisão nacional tem estado desglobalizada, e julgo que fora motivos económicos ou de ganância das produtoras, acho que deve ter havido outra motivação para acabar com os fins-de-semana "estrangeiros". Tipo as atitudes forretas dos directores de programas e estes facilitismos de "consumir só produtos em português de Portugal".

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há 27 minutos, ATVTQsV disse:

Sim, aliás desde o Domingão tenho tido a ideia de que a televisão nacional tem estado desglobalizada, e julgo que fora motivos económicos ou de ganância das produtoras, acho que deve ter havido outra motivação para acabar com os fins-de-semana "estrangeiros". Tipo as atitudes forretas dos directores de programas e estes facilitismos de "consumir só produtos em português de Portugal".

Acho que é mais essa moda e facilitismo de quase toda a programação ser em português. 

E sim, desde o aparecimento do Domingão, as generalistas no geral, regrediram muitto em qualidade. 

Quanto às atitudes forretas dos diretores de programas e administrações, é o que é, deviam ser repensadas sob pena das audiências baixarem ainda mais.

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O cinema e até as séries tiveram sucesso desde o início da televisão portuguesa e deixaram de o ser com o surgimento de programas como o Somos Portugal, que sugavam toda a faixa etária sénior, e o Portugal em Festa que foi um programa importante na substituição e desabituação do cinema nas generalistas portuguesas. Isso + o streaming e o desenvolvimento de canais como o Hollywood e a Fox (entre outros), o público passou a esperar cinema e séries fora das SICs e TVIs.

Eu acho que se houvesse habituação, o público regressaria - é por isso que no Natal, Ano Novo e Páscoa, ainda funciona. Agora, com a forretice dos diretores atuais, a atitude reacionária dos mesmos (se não faz bons resultados agora, tem de sair) e outros fatores, dificilmente vai surgir a possibilidade de fidelização. Os diretores preferem ter zero despesa e transmitir compactos.

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agora mesmo, Johnman disse:

O cinema e até as séries tiveram sucesso desde o início da televisão portuguesa e deixaram de o ser com o surgimento de programas como o Somos Portugal, que sugavam toda a faixa etária sénior, e o Portugal em Festa que foi um programa importante na substituição e desabituação do cinema nas generalistas portuguesas. Isso + o streaming e o desenvolvimento de canais como o Hollywood e a Fox (entre outros), o público passou a esperar cinema e séries fora das SICs e TVIs.

Eu acho que se houvesse habituação, o público regressaria - é por isso que no Natal, Ano Novo e Páscoa, ainda funciona. Agora, com a forretice dos diretores atuais, a atitude reacionária dos mesmos (se não faz bons resultados agora, tem de sair) e outros fatores, dificilmente vai surgir a possibilidade de fidelização. Os diretores preferem ter zero despesa e transmitir compactos.

Fala-se muito dos diretores dos canais, mas convém dizer que as produtoras dos filmes cada vez mais dificultam a transmissão dos filmes em canal aberto. 

E o próprio público não está disposto a ver filmes com intervalos gigantes e cheios de poluição visual, quando consegue ver noutros locais com melhor qualidade. Quando dizem que o público está disposto a voltar a ver filmes na televisão generalista, sinceramente só me dá vontade de rir :mosking:

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há 13 minutos, msm0 disse:

Fala-se muito dos diretores dos canais, mas convém dizer que as produtoras dos filmes cada vez mais dificultam a transmissão dos filmes em canal aberto. 

E o próprio público não está disposto a ver filmes com intervalos gigantes e cheios de poluição visual, quando consegue ver noutros locais com melhor qualidade. Quando dizem que o público está disposto a voltar a ver filmes na televisão generalista, sinceramente só me dá vontade de rir :mosking:

OBRIGADO! alguém que faça uma análise com sentido e com argumentos factuais.

É que alguém hoje à tarde ia ficar em casa só porque ia dar o filme X na SIC ou na TVI.

E se algum canal tem obrigação de alguma coisa é a RTP! Não culpem os diretores da SIC e da TVI por serem culpados disto ou daquilo, porque esses têm de gerir uma grelha com aquilo que lhes é dado, a RTP é que tem obrigação de fornecer alternativas e não ir atrás dos outros. 

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há 32 minutos, msm0 disse:

Fala-se muito dos diretores dos canais, mas convém dizer que as produtoras dos filmes cada vez mais dificultam a transmissão dos filmes em canal aberto. 

E o próprio público não está disposto a ver filmes com intervalos gigantes e cheios de poluição visual, quando consegue ver noutros locais com melhor qualidade. Quando dizem que o público está disposto a voltar a ver filmes na televisão generalista, sinceramente só me dá vontade de rir :mosking:

A parte da poluição visual pode resolver-se, basta terem apenas o logo do canal no ecrã. Quanto aos intervalos podem dar antes e depois do filme, se este tiver 1h30 de duração. Há público para os filmes em TV basta serem inteligentes. 

há 18 minutos, Dinis01 disse:

OBRIGADO! alguém que faça uma análise com sentido e com argumentos factuais.

É que alguém hoje à tarde ia ficar em casa só porque ia dar o filme X na SIC ou na TVI.

E se algum canal tem obrigação de alguma coisa é a RTP! Não culpem os diretores da SIC e da TVI por serem culpados disto ou daquilo, porque esses têm de gerir uma grelha com aquilo que lhes é dado, a RTP é que tem obrigação de fornecer alternativas e não ir atrás dos outros. 

A RTP já muito faz e podia ser melhor claro. Mas a SIC e TVI também podiam lutar para ter uma grelha melhor e mais apelativa.

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Acho que o Cinema é uma questão de hábito e fidelização. Aos sábados já nos últimos anos os resultados eram fracos, mas se formos a ver, o que é que resulta aos sábados? Praticamente nada.

Aos domingos a SIC tinha bons valores, se calhar em alguns domingos até superiores ao Domingão. O que acontece é que o Domingão lidera, esvaziou o público do SP e estão as duas com resultados baixos. Isso associado claro ao afastamento de público das generalistas que se verificou no último ano.

Também compreendo que com as plataformas de streaming seja cada vez mais difícil arranjarem contratos.

Acho a TVI podia perfeitamente arriscar as tardes de domingo com Cinema das 14-18H, seguido de um programa de entretenimento novo ou do Vai ou Racha. Mas tinha que ser uma aposta consistente com bons filmes, bem promovidos e não desistir à 1ª semana. Digo a TVI porque é quem está a perder neste momento.

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há 40 minutos, Maciel disse:

Acho que o Cinema é uma questão de hábito e fidelização. Aos sábados já nos últimos anos os resultados eram fracos, mas se formos a ver, o que é que resulta aos sábados? Praticamente nada.

Aos domingos a SIC tinha bons valores, se calhar em alguns domingos até superiores ao Domingão. O que acontece é que o Domingão lidera, esvaziou o público do SP e estão as duas com resultados baixos. Isso associado claro ao afastamento de público das generalistas que se verificou no último ano.

Também compreendo que com as plataformas de streaming seja cada vez mais difícil arranjarem contratos.

Acho a TVI podia perfeitamente arriscar as tardes de domingo com Cinema das 14-18H, seguido de um programa de entretenimento novo ou do Vai ou Racha. Mas tinha que ser uma aposta consistente com bons filmes, bem promovidos e não desistir à 1ª semana. Digo a TVI porque é quem está a perder neste momento.

A TVI se corresse esse risco, ia afundar nos 10% ou menos e iria ver o domingao ainda mais distante. Mais uma vez digo, se alguém que pode arriscar é a RTP, não a SIC ou TVI. 

Não que eu seja adepto do domingao ou do Somos Portugal, ou pelo menos não nestes moldes de duração de uma tarde inteira. 

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há 15 minutos, Dinis01 disse:

A TVI se corresse esse risco, ia afundar nos 10% ou menos e iria ver o domingao ainda mais distante. Mais uma vez digo, se alguém que pode arriscar é a RTP, não a SIC ou TVI. 

Não que eu seja adepto do domingao ou do Somos Portugal, ou pelo menos não nestes moldes de duração de uma tarde inteira. 

Na verdade, 10% é o que a TVI já faz.

Iria era cair para os 5% kkkkkkkk

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há 2 horas, D91 disse:

A parte da poluição visual pode resolver-se, basta terem apenas o logo do canal no ecrã. Quanto aos intervalos podem dar antes e depois do filme, se este tiver 1h30 de duração. Há público para os filmes em TV basta serem inteligentes. 

As plataformas de streaming estão disseminadas pela população e as pessoas podem escolher o que querem ver e quando querem ver. Não me parece que as pessoas estejam dispostas a abdicar disso para verem filmes nas generalistas escolhidos por alguém da direção, a uma hora definida pela direção e com os intervalos de 15 minutos pelo meio. 

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há 11 minutos, msm0 disse:

As plataformas de streaming estão disseminadas pela população e as pessoas podem escolher o que querem ver e quando querem ver. Não me parece que as pessoas estejam dispostas a abdicar disso para verem filmes nas generalistas escolhidos por alguém da direção, a uma hora definida pela direção e com os intervalos de 15 minutos pelo meio. 

Aliás, há algumas reflexões inclusivamente entre a correlação da implantação das plataformas de streaming e alguns maus resultados  de bilheteira nas estreias em cinema. O Elemental da Disney/Pixar está ser usado como exemplo desse "canibalismo de público".

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há 3 horas, msm0 disse:

Fala-se muito dos diretores dos canais, mas convém dizer que as produtoras dos filmes cada vez mais dificultam a transmissão dos filmes em canal aberto. 

E o próprio público não está disposto a ver filmes com intervalos gigantes e cheios de poluição visual, quando consegue ver noutros locais com melhor qualidade. Quando dizem que o público está disposto a voltar a ver filmes na televisão generalista, sinceramente só me dá vontade de rir :mosking:

Basta haver mudança das grandes, acabar com o excesso de poluição no ecrã e reduzir a duração dos intervalos.

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Tem muitos canais no cabo a passar filmes com intervalos e isso tudo que dizem e fazem boas audiências ao domingo a tarde, as produtoras já andam a mudar a mentalidade e a começar a voltar a licenciar os conteúdos a serviços externos....

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há 24 minutos, ATVTQsV disse:

Basta haver mudança das grandes, acabar com o excesso de poluição no ecrã e reduzir a duração dos intervalos.

Tornar o dog de emissão transparente, intervalos curtos de 1:30 minutos , evitar rodapés e indicações de filmes ou nome programa que exibe o filme , tornar o ecrã clean e claro uma programação decente de cinema.

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há 42 minutos, Lusitana disse:

Promo com programação de Verão da TF1, canal privado francês líder de audiências: filmes, séries, entretenimento, desporto...

 

 

 

É comparar o incomparável.. Claramente o investimento aí é muito maior. Só o ninja warrior deve derreter o custo total das nossas tvs somadas. Depois, parece-me que essas séries e filmes já são de produção francesa também, mas não tenho a certeza... 

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há 1 minuto, Dinis01 disse:

É comparar o incomparável.. Claramente o investimento aí é muito maior. Só o ninja warrior deve derreter o custo total das nossas tvs somadas. Depois, parece-me que essas séries e filmes já são de produção francesa também, mas não tenho a certeza... 

Os nossos canais podem ter uma programação mais variada. O exemplo desse canal francês é o que devia acontecer em Portugal adaptado à nossa realidade. 

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há 4 minutos, Dinis01 disse:

É comparar o incomparável.. Claramente o investimento aí é muito maior. Só o ninja warrior deve derreter o custo total das nossas tvs somadas. Depois, parece-me que essas séries e filmes já são de produção francesa também, mas não tenho a certeza... 

Mas continuará sempre a ser incomparável enquanto os dois canais estiverem unicamente a lutar pelo mesmo público. As médias vão continuar a baixar e o público vai continuar a fugir para o cabo e para o streaming. Acho até difícil que a longo prazo, uns 10 anos, um dos canais não feche ou reduzam ambos ainda mais a sua oferta, só com repetições. 

Depois de perderem completamente o público, dificilmente o voltam a recuperar e aí já não haverá dinheiro para dar a volta.

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há 55 minutos, Filipe disse:

Mas continuará sempre a ser incomparável enquanto os dois canais estiverem unicamente a lutar pelo mesmo público. As médias vão continuar a baixar e o público vai continuar a fugir para o cabo e para o streaming. Acho até difícil que a longo prazo, uns 10 anos, um dos canais não feche ou reduzam ambos ainda mais a sua oferta, só com repetições. 

Depois de perderem completamente o público, dificilmente o voltam a recuperar e aí já não haverá dinheiro para dar a volta.

Nem dou 10 anos para uma erosão maior do público. Para evitar isso tem que mudar as mentalidades de quem manda ou mudar mesmo quem está nas direcções de programas das privadas.

Editado por D91
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há 18 minutos, Dinis01 disse:

É comparar o incomparável.. Claramente o investimento aí é muito maior. Só o ninja warrior deve derreter o custo total das nossas tvs somadas. Depois, parece-me que essas séries e filmes já são de produção francesa também, mas não tenho a certeza... 

São de produção francesa, sim... os principais canais franceses têm séries e filmes internacionais (dobrados, claro!) mas, acima de tudo, têm muita produção nacional: séries, filmes, telefilmes... em todos os canais, público e privados! Mas assim é que deve ser, prioridade à ficção nacional... a TF1 passa filmes franceses (e estrangeiros também!) às 21h00. Qual é o canal português que faz isso? 

 

Sem dúvida que a programação dos canais franceses, em especial os privados, é muito mais variada... podem ter mais dinheiro, mas também há muita preguiça nos canais privados portugueses! 

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Eu realmente acho que aqui ainda há quem sofra de amnésia seletiva :read:

Dizer que foi por culpa das Direções de Programas que o público se desabituou de cinema nas tardes de fim de semana é de rir. Foi claramente o público que deu esses sinais.

Basta lembrar porque a SIC acabou com o cinema e passou a fazer um programa semelhante ao quase sempre líder crónico Somos Portugal. Primeiro com o Portugal em Festa e depois com o Domingão. Razão: perder para um programa de produção low cost e que ainda faturava quase com efeitos imediatos com os 760 da vida.

E o cinema, sobretudo filmes em estreia/mais recentes, têm normalmente custos absurdos que só são compensados, em média, ao fim da terceira exibição do filme. 

Quantas oportunidades ao cinema foram dadas (fora das épocas festivas) com resultados péssimos? Com os respetivos custos de exibição e quase sem retorno nenhum? No período entre 2016 e 2020 (em que a SIC já não tinha o PEF) havia cinema ao fim de semana com lideranças raríssimas, fora das épocas festivas. Mesmo em 2021, continuaram ao sábado com filmes temáticos no assunto/ano de produção, colados ao Regresso ao Futuro, com quase todos a flopar horrores.

Que mensagem é que isto passa a quem manda nas generalistas? Gasto mais com um produto que perde do que com um que ganha (no caso do Domingão), se paga por si próprio e ainda dá lucro imediato.

E, conforme já foi referido, os tempos são outros. Mesmo que quisessem ter regularmente bons filmes e a preços acessíveis o que iam exibir se praticamente tudo o que é transversal/trending para horários de daytime (animação/ação/thriller) pertence a alguma plataforma de streaming e/ou grandes estúdios, cujos direitos de transmissão são restritos e uma dor de cabeça?! Basta ver as dificuldades que a SIC tem atualmente para apresentar uma grelha de cinema com produtos frescos só para as épocas festivas.

Já ninguém em datas normais tem paciência para cinema requentado do tempo da Maria Cachucha (que é o mais barato), cheio de intervalos (sejam curtos ou longos têm sempre de os exibir), em horários em que querem é estar fora de casa. Quem quer realmente ver cinema recente/blockbuster/etc, sem pausas, no horário que lhe dá jeito sabe bem onde o ver: serviços de streaming e/ou canais especializados do cabo, que normalmente têm parceria direta com os diversos estúdios (Fox com 20th Century / TV Cines com a NOS / etc)

E basta ver que nas nossas salas de cinema em 2022, por exemplo, a quebra de receitas foi de 40% (!!!) face ao período pré-pandemia. Esse é um indicador bastante revelador. Quem quer ver cinema, se cada vez menos vai ao cinema ainda menos o vê massivamente na TV generalista com as condicionantes já referidas. Porque as privadas precisam de filmes que sejam vistos massivamente e não dos valores de audiência que o cinema tem nos canais de cabo (disponíveis a mais de 90% da população) que são razoáveis para o seu universo de público mas são pífios se transpostos para uma generalista.

Dito isto, acho que ainda podemos dar-nos por felizes de, por enquanto, haver a tradição de as famílias optarem de forma massiva pelo cinema nas épocas festivas em sinal aberto. E a SIC ainda é das poucas que investe alguma coisa em manter essa tradição. E sei de fonte segura que, mesmo nessas épocas de alto investimento publicitário/patrocinadores, alguns desses filmes dão prejuízo ao canal.

Editado por Luisão
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há 2 horas, Luisão disse:

Que mensagem é que isto passa a quem manda nas generalistas? Gasto mais com um produto que perde do que com um que ganha (no caso do Domingão), se paga por si próprio e ainda dá lucro imediato.

Para um diretor de programas, obviamente o pensamento é esse, porque quer e precisa de estar constantemente a mostrar resultados. Cabe aos próprios donos dos canais aceitarem ou não essas alterações que a longo prazo afastam ainda mais o público. As nossas grelhas estão feitas essencialmente para um público envelhecido e as novas gerações dificilmente voltam a pegar na televisão, exceto para eventos esporádicos. A tendência dos dois canais vai ser continuar a baixar e a um ritmo muito superior ao do resto da Europa.

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Postado (editado)

Mas quantas vezes tem que se repetir o mesmo: os resultados a curto prazo só importam, como indicam, a curto prazo. Daqui a uns anos, toda a gente terá fugido das generalistas devido a esta erosão total das grelhas de programação. Vocês e o "não faz lucro a curto prazo".

Metem as culpas no público que não quer ver, nos estúdios que não licenciam filmes, nas receitas diminutas no cinema, tudo fatores contribuintes, ok. Mas depois ignoram completamente que as próprias direções de programação optam pelo mais fácil possível e aquilo que foge diretamente aos interesses das faixas etárias mais jovens e que vão estar cá a ver televisão daqui a 10 anos, ao contrário das faixas séniores que hoje vêm assiduamente o Domingão (e mesmo assim, já não tanto como antes) e que fazem dessas pimbalhadas programas lucrativos, mas daqui a uns anos, ninguém terá o mínimo de interesse.

Editado por Johnman
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há 3 minutos, Johnman disse:

Mas quantas vezes tem que se repetir o mesmo: os resultados a curto prazo só importam, como indicam, a curto prazo. Daqui a uns anos, toda a gente terá fugido das generalistas devido a esta erosão total das grelhas de programação. Vocês e o "não faz lucro a curto prazo".

Exatamente. É preciso pensar mais fora da caixa, novas mentalidades, arriscar. Mas os nossos canais não estão para ai virados e o público continua a fugir. 

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