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Postado (editado)
há 1 hora, Afonso disse:

Mas uma coisa não impede a outra, isto é mesma coisa do que as novelas... então para isso não teriam Terra Forte no Amazon Prime. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. É uma questão de chegar às grandes massas, a um nicho que claramente só consome isso por streaming, ou achas mesmo que os putos de 16,17, 18 anos vão abrir a TV para ver o BB em direto. Nunca na vida. 

Não sei, acho que é algo a considerar no futuro... vejo isto a acontecer. 

Talvez ainda não fizeram por questões de custos. Transmissões em direto em serviços de streaming é algo muito complexo e traiçoeiro. Quantas vezes a Netflix não foi abaixo pelo facto de ter tanta gente a ver um direto ao mesmo tempo. E não sei se as plataformas de streaming tem interesse em reforçar servidores só para acomodarem uma transmissão para apenas o mercado português de um reality show. No Brasil fazem pois lá o mercado é extremamente competitivo e é mais fácil tirar do investimento algum lucro. Aqui é mais difícil.

Editado por User3468
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há 21 horas, srcbica disse:

É preciso que os canais tenham dinheiro para os eventos em direto.

Claro que é preciso dinheiro, estamos a ver o que se está a passar em Portugal com o direitos do Mundial de Futebol, que está quase a começar e não temos canal que o transmita, mas o caminho não deixa na mesma de ser um pouco por aqui.

há 17 horas, User3468 disse:

Talvez ainda não fizeram por questões de custos. Transmissões em direto em serviços de streaming é algo muito complexo e traiçoeiro. Quantas vezes a Netflix não foi abaixo pelo facto de ter tanta gente a ver um direto ao mesmo tempo. E não sei se as plataformas de streaming tem interesse em reforçar servidores só para acomodarem uma transmissão para apenas o mercado português de um reality show. No Brasil fazem pois lá o mercado é extremamente competitivo e é mais fácil tirar do investimento algum lucro. Aqui é mais difícil.

Aqui vão continuar as parcerias, para séries, novelas e talvez algum documentário, o mercado é pequeno. Bem é possível que também possa aparecer algo em termos de desporto português, especialmente futebol, fora isso, não creio que as empresas de streaming internacionais, se vão meter em mais aventuras por cá.

  • Gosto 5
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há 20 horas, Afonso disse:

Mas isso muito possivelmente irá acontecer, aliás até pergunto-me como o BB ou SS que é tão apelativo junto dos mais jovens ainda não ter integrado algum serviço de streaming, porque a forma de ver o canal direto ainda é muito datado... é preciso teres o canal ou subscrever o tvi player e mesmo assim, só te dão uma câmara que é a câmara principal, não há a possibilidade de escolher as outras.

Se tivesse nos streamings, o impacto seria obviamente outro, ou então se a TVI aprimorasse o TVI Player, mas isso já nem conto. 

Por acaso até consegues escolher outras. Nas operadores na aplicação da tvi reality podes escolher as habituais “sala”, “jardim”, “cozinha”, “quartos”.

Mas sim poderia ser uma coisa muito mais diversificada, eles próprios também não lhes interessa muito porque querem obrigar as pessoas a ver o que eles querem da narrativa

Editado por Pt1111
  • Gosto 4
  • 3 semanas depois...
Postado

Antes que me julguem, sim, estive a falar com o ChatGPT sobre como pode cada generalista mudar um pouco a sua grelha sem perder a sua identidade e confesso-vos que não resisti em partilhar os resultados que ele me apresentou...

Porque sim, as 3 generalistas estão dependentes de determinados formatos e de certa forma apresentam grelhas com alguns pontos extremamente monótonos e que queriam controvérsia quase todos os dias nos tópicos de audiências. 

 

 

"Sim — e o mais curioso é que Portugal até tem público para formatos diferentes. O problema raramente é “o público português não gosta”. Muitas vezes é medo das estações de arriscar fora do que já sabem que funciona minimamente.

Neste momento, as três generalistas parecem quase presas em zonas de conforto:

  • RTP1 → prestígio, cultura, talent shows familiares;
  • SIC → novelas + entretenimento emocional;
  • TVI → realities e comentário sobre realities. 

E isso cria uma sensação de grelha previsível.

Mas há espaço para mexer bastante sem destruir a identidade de cada canal.

 

 

RTP1 

 

A RTP tem uma vantagem enorme: não precisa de correr atrás da audiência da mesma forma que SIC e TVI. Isso dava-lhe liberdade para experimentar coisas muito mais modernas.

 

1. Reality documental “à Netflix”

 

Algo tipo:

  • acompanhar bombeiros;
  • jovens médicos;
  • bastidores de festivais;
  • estudantes Erasmus;
  • equipas de emergência;
  • criadores digitais portugueses. 

Tudo com realização cinematográfica.

Uma espécie de mistura entre documentário e reality humano.

A RTP faz bons documentários, mas falta-lhes linguagem moderna. Muitas vezes parecem “televisão antiga”.

 

2. Concurso de estratégia/social 

Portugal quase não explora realities de inteligência social.

 

Algo tipo:

  • The Traitors;
  • The Mole;
  • Jogos psicológicos;
  • alianças;
  • dedução.

O público português adora teorias, suspeitas e intriga. Basta ver o fenómeno de comentar “jogo” no Big Brother.

A RTP podia fazer isso de forma mais elegante e menos caótica.

 

3. Late night realmente jovem 

Não apenas entrevistas em sofá.

 

Algo mais próximo de:

  • humor;
  • internet;
  • cultura pop;
  • sketches;
  • debates rápidos;
  • música ao vivo;
  • criadores digitais. 

Portugal praticamente não tem um verdadeiro programa noturno moderno para pessoas abaixo dos 35.

 

 

 

SIC 

 

A SIC vive muito da emoção e das histórias humanas. O problema é que às vezes parece emocionalidade reciclada.

 

1. Reality de convivência intergeracional 

 

Imagino facilmente algo tipo:

  • jovens urbanos a viver em aldeias;
  • avós e netos trocados;
  • famílias de mundos opostos;
  • city people vs vida rural. 

Não como “experiência social pesada”, mas como entretenimento humano genuíno.

A SIC é muito forte a criar ligação emocional.

 

2. Dating show sofisticado 

Portugal nunca teve um dating show verdadeiramente elegante visualmente.

 

Tudo acaba:

  • demasiado brega;
  • demasiado artificial;
  • ou demasiado low budget. 

 

A SIC podia fazer algo mais:

  • cinematográfico;
  • quente sem ser vulgar;
  • emocional sem parecer novela. 

 

Tipo uma mistura de:

  • Love Island;
  • First Dates;
  • e estética mediterrânica.

 

3. Série antológica portuguesa 

 

Uma aposta muito forte em minisséries curtas:

  • 6 episódios;
  • temas portugueses;
  • realização cinematográfica;
  • histórias fechadas. 

A SIC às vezes parece presa ao modelo “novela infinita”.

Mas o público já consome séries de outra forma.

 

 

TVI 

 

A TVI tem o maior potencial para reinventar entretenimento popular porque percebe ritmo televisivo como ninguém.

O problema é depender demasiado do ecossistema: reality → extra → comentário → polémica → gala → novo reality.

 

1. Reality físico grande 

Portugal nunca teve um verdadeiro reality-aventura moderno.

 

Algo entre:

  • Survivor;
  • Mundos Opuestos;
  • The Challenge. 

 

A TVI seria perfeita para isto porque sabe criar:

  • narrativa;
  • heróis;
  • rivalidades;
  • momentos épicos.

 

2. Game show caótico e viral 

Uma coisa completamente absurda e energética.

 

Quase estilo japonês ou coreano:

  • provas inesperadas;
  • humor físico;
  • cenários gigantes;
  • competição rápida. 

Portugal tem muito pouca televisão “divertida visualmente”.

 

3. Reality de criatividade/influência digital 

Não no sentido cringe de “influencers”.

 

Mas algo sobre:

  • criar campanhas;
  • produzir conteúdos;
  • branding;
  • criatividade;
  • edição;
  • comunicação. 

Com ritmo rápido e desafios reais.

O público jovem iria muito mais facilmente para isso do que para mais três meses de pessoas numa cozinha.

 

E há uma coisa importante: as generalistas portuguesas ainda pensam muito em “programas”.

Mas hoje as pessoas seguem:

  • momentos;
  • clips;
  • memes;
  • frases;
  • TikToks. 

Os formatos internacionais mais fortes já são pensados quase como máquinas de conteúdo social.

Portugal ainda faz televisão muito centrada na emissão linear. E é aí que começa a parecer “monótona”."

  • Gosto 6
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há 10 horas, ilovetv.2008 disse:

Antes que me julguem, sim, estive a falar com o ChatGPT sobre como pode cada generalista mudar um pouco a sua grelha sem perder a sua identidade e confesso-vos que não resisti em partilhar os resultados que ele me apresentou...

Porque sim, as 3 generalistas estão dependentes de determinados formatos e de certa forma apresentam grelhas com alguns pontos extremamente monótonos e que queriam controvérsia quase todos os dias nos tópicos de audiências. 

 

 

"Sim — e o mais curioso é que Portugal até tem público para formatos diferentes. O problema raramente é “o público português não gosta”. Muitas vezes é medo das estações de arriscar fora do que já sabem que funciona minimamente.

Neste momento, as três generalistas parecem quase presas em zonas de conforto:

  • RTP1 → prestígio, cultura, talent shows familiares;
  • SIC → novelas + entretenimento emocional;
  • TVI → realities e comentário sobre realities. 

E isso cria uma sensação de grelha previsível.

Mas há espaço para mexer bastante sem destruir a identidade de cada canal.

 

 

RTP1 

 

A RTP tem uma vantagem enorme: não precisa de correr atrás da audiência da mesma forma que SIC e TVI. Isso dava-lhe liberdade para experimentar coisas muito mais modernas.

 

1. Reality documental “à Netflix”

 

Algo tipo:

  • acompanhar bombeiros;
  • jovens médicos;
  • bastidores de festivais;
  • estudantes Erasmus;
  • equipas de emergência;
  • criadores digitais portugueses. 

Tudo com realização cinematográfica.

Uma espécie de mistura entre documentário e reality humano.

A RTP faz bons documentários, mas falta-lhes linguagem moderna. Muitas vezes parecem “televisão antiga”.

 

2. Concurso de estratégia/social 

Portugal quase não explora realities de inteligência social.

 

Algo tipo:

  • The Traitors;
  • The Mole;
  • Jogos psicológicos;
  • alianças;
  • dedução.

O público português adora teorias, suspeitas e intriga. Basta ver o fenómeno de comentar “jogo” no Big Brother.

A RTP podia fazer isso de forma mais elegante e menos caótica.

 

3. Late night realmente jovem 

Não apenas entrevistas em sofá.

 

Algo mais próximo de:

  • humor;
  • internet;
  • cultura pop;
  • sketches;
  • debates rápidos;
  • música ao vivo;
  • criadores digitais. 

Portugal praticamente não tem um verdadeiro programa noturno moderno para pessoas abaixo dos 35.

 

 

os reality docs são um filão que a rtp podia explorar muito melhor, alias se formos a ver bem até explora mas de forma ligeira e com tom mais cultural... é o caso de programas '100% portugues, heroi nacional, tradição x' e lembrando aquele programa do jose pedro vasconcelos 'alguem tem de o fazer' que até teve audiencias bem interessantes na primeira temporada.

Quanto ao late night acho que é uma pena ser altamente mal aproveitado, o horario da meia noite precisava realmente de algo mais fora da caixa como o que é sugerido. O 5 para a meia noite está gasto e devia acabar, acho que aproveitar algo do formato dar-lhe mais dinamica, musica e digital podiam ter ali algo interessante mas com um apresentador também com algum nivel como o pedro fernandes ou o alexandre guimarães.

  • Gosto 7
  • 3 semanas depois...
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há 10 horas, canal5 disse:

Não haverá dinheiro nas generalistas porque não sabem adaptar nem trazer públicos que fugiram outra vez às suas plataformas. Os canais já nem comoram filmes e séries nem orçamento tem para produzir séries nacionais de nível internacional. Qualquer dia haverá uma televisão generalista sem futebol, sem filmes e sem variedade, refém dos milhares de Big Brothers sucessivos todos em fila e com peixeiradas artificiais que a TVI inventa e onde a Endemol fica estupefacta.

  • Gosto 2
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há 3 horas, BillGaitas disse:

Vou sacar do violino mais pequeno para as Sport TVs e privadas da vida, tadinhos :(

Não será assim tão linear. No Brasil, já se fala numa verdadeira guerra pelos direitos totais da edição 2030 entre Globo e LiveMode e que a cobertura e tratamento do produto terá muito peso na decisão final. E, verdade seja dita, e tal como é muito referido por aqueles lados, Copa é Globo. E as audiências voltaram a mostrar isso. O SBT, mesmo com o Galvão Bueno, no máximo, deu um tímido olá. E se a LiveMode perder o Mundial, não sei como eles vão conseguir ter dinheiro extra para continuar a investir num mercado que ainda não se sabe se irá se acimentar, tal como aconteceu por lá, para além do facto de não ter a dimensão económica e participação publicitária da do Brasil.

Editado por User3468
  • Gosto 4
  • 3 semanas depois...
Postado (editado)

A Paramount deverá comprar os 50% da NBCU e substituir a SkyShowtime com a Paramount+. Para além disso, não deverá haver limitações por parte da UE na junção de serviços de streaming e canais/marcas infantis no acordo com a WBD.

Editado por User3468
  • Gosto 1
  • 2 semanas depois...
Postado
há 1 minuto, AndreRob disse:

a aposta no digital... 

Sim. Mas eu estou a falar de estratégias na televisão mesmo.

Não sei o que é que a Globo e os outros andam a fazer.

Postado
há 13 horas, D91 disse:

Sim. Mas eu estou a falar de estratégias na televisão mesmo.

Não sei o que é que a Globo e os outros andam a fazer.

A globo está igual... desinvestiu imenso no pos novelas, onde já tem 3 realitys durante o ano, tirando o BB o resto faz o minimo, a ficção que apresenta sao os produtos da globoplay.

Agora diz que vai apostar nas novelas das 23h mas eu ainda duvido um bocado, a ideia parece ser mais carregar a globoplay com novidades constantes...

É muito complicado ser um canal generalista atualmente porque nao consegues agradar a tudo e todos, ou te focas num tipo de publico ou perdes a corrida...

  • Gosto 5
  • 4 semanas depois...
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Como a TV tradicional tem conseguido enfrentar o avanço do streaming

A disseminação dos serviços de streaming e as mudanças nos hábitos de consumo dos usuários na última década levam a audiência da televisão tradicional a cair a cada ano, no Brasil, nos Estados Unidos ou na Europa. E quando grandes atores do mercado se reposicionam para se adaptar a essa revolução digital, a questão fundamental volta a emergir: a televisão linear está fadada a desaparecer?

No cenário internacional, a última a mexer as peças no tabuleiro foi a Disney, que passa por um grande processo de reformulações desde que anunciou a intenção de ceder canais de peso como a emissora da TV aberta ABC e os canais a cabo National Geographic e FX. O grupo investiu pesado no streaming, em especial a Disney +, apostando na tendência antecipada por muitos analistas especializados.

“Tem Disney+, Star+, a ESPN, o Hulu, que eles acabaram de adquirir o controle. O caso da Disney é bem particular: é muito agressivo o investimento que ela faz no streaming e, pelo que temos de informação, esse investimento ainda não teve o retorno esperado – até porque o mercado de streaming não está crescendo na velocidade que alguns analistas previam. Em cima dessas previsões irreais, muitos investimentos foram feitos e eles precisam tirar o dinheiro de algum lugar para cobrir o buraco”, explica Fernando Morgado, professor de cibercultura e inteligência de mercado na ESPM-Rio.

Ele é um dos que acreditam que, apesar das profundas transformações por que passa o setor de mídia audiovisual, a televisão convencional ainda terá o seu lugar na casa dos telespectadores – mas não da mesma maneira que a consolidou.

TV mais ao vivo

Antes, uma parte importante do conteúdo era gravado ou vinha pronto do exterior – os famosos ‘enlatados’. Agora, as plataformas souberam ocupar esse espaço e sobrou para as televisões investirem nos programas ao vivo e locais, além dos de ‘infotainment’, programas que aliam entretenimento com informação.

“Não vejo esse fim tão cedo. Eu vejo uma complementaridade e parto da ideia da adaptação que os negócios são obrigados a fazer”, avalia. “A TV convencional, como a gente conhecia até uns anos atrás, essa morreu. No lugar dela, surgiu uma nova: mais ao vivo, mais jornalística, e também com mais eventos. Os torneios de futebol estão com os direitos de transmissão nas alturas, com valores que nunca foram alcançados antes – e isso também ajuda a manter um modelo de televisão baseado em horários”, observa.

Neste aspecto, o especialista observa que a programação ao vivo oferecida pelas emissoras encontra eco no fenômeno da segunda tela: ao mesmo tempo em que o telespectador assiste a um programa, usa o celular para comentar e repercutir com outros no mesmo momento, pelas redes sociais.

“Isso tem ocupado espaço no mundo inteiro e é realmente um refúgio para os canais lineares, porque o ao vivo dá o senso de urgência, dá a emoção. Existem inclusive estudos que mostram que quando tem um programa de TV com o selo ao vivo, a audiência cresce, em comparação com conteúdo gravado”, salienta.

YouTube: concorrente ou aliado?

Quanto às redes sociais, não necessariamente elas devem ser vistas como concorrentes, mas sim como aliadas, ressalta Morgado. Emissoras com recursos mais limitados tem usado a plataforma YouTube para continuar a se desenvolver.

No Brasil, o SBT se tornou um caso de sucesso mundial de migração dos telespectadores da telinha para a plataforma, sem necessidade de investimentos colossais em tecnologia, como fez a Globo com o Globoplay. Dados da Kantar Ibope Media, que tem feito a aferição da audiência de streaming, apontam que o YouTube já representa 15% da audiência de TV no Brasil.

“Não precisa pagar e eu diria que é a nova TV aberta, dada a popularidade do conteúdo, a variedade, só que turbinada pela participação do usuário – em que ele também gera conteúdo e não depende apenas de quatro ou cinco redes de TV mais fortes”, complementa Morgado.

Segundo um relatório da consultoria especializada americana Nielsen, a televisão linear hoje representa menos de 50% do consumo audiovisual nos Estados Unidos, enquanto o streaming – incluindo o YouTube – atinge 38,6% do uso de um aparelho de TV por família no país.

https://www.rfi.fr/br/podcasts/radar-econômico/20231011-como-a-tv-tradicional-tem-conseguido-enfrentar-o-avanço-do-streaming

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Postado (editado)

Isso dá um ponto relevante que também começa a ser sinalizado cá... o que dá audiencias... programas ao vivo , informação infoentertainment e desporto... tudo o que é gravado começa a perder cada vez mais força. Novelas e séries não rendem o que deviam em canal aberto.

A tv aberta tem de se focar naquilo que o streaming não consegue, talk shows , infoentertainment com conteudos do momento, informação, desporto... tudo o que tiver um tom de programa ao vivo ou feito para ser visto no momento é o que salvará a tv aberta. Não vale a pena tentar inventar a roda, o que dava audiencias antes já não dá porque o streaming é muito forte em determinados conteudos, sobretudo ficção e reality docs. 

Os reality shows ao vivo ainda são uma mais valia dos canais abertos, algo que os streamings também não conseguem agarrar... só que não podemos estar sempre a comer arroz. É preciso variar procurar outros formatos live... 

 

Editado por AndreRob
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A tvi já devia ter aprendido que bastava dois 'grandes realitys' anuais... essa insistencia em desafios finais e estar sempre a enfiar as mesmas pessoas de volta não podia dar grande resultado... e desconfio que o efeito deste BB de Verão vai se refletir na proxima edição.

 

Um reality de verão devia ser uma coisa mais love on top, uma coisa mais veraneante , um resort ou um vivenda ... o que fizeram foi um BB totalmente banal que não interessa a ninguem nesta altura.

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há 8 horas, AndreRob disse:

A tvi já devia ter aprendido que bastava dois 'grandes realitys' anuais... essa insistencia em desafios finais e estar sempre a enfiar as mesmas pessoas de volta não podia dar grande resultado... e desconfio que o efeito deste BB de Verão vai se refletir na proxima edição.

 

Um reality de verão devia ser uma coisa mais love on top, uma coisa mais veraneante , um resort ou um vivenda ... o que fizeram foi um BB totalmente banal que não interessa a ninguem nesta altura.

Uma Ilha da Tentação podia ser uma boa aposta para o verão. Mas nesta altura até podiam tentar outros tipos de formatos. É que eles conseguiram cansar as pessoas com tanto BB e SS seguidos.

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  • Obrigado 1
Postado (editado)

O problema é que a SIC e a TVI continuam a ter grelhas com estruturas iguais às dos anos 2000, com uma ou outra exceção para pior. Continuam a apostar em jornais de 2 horas, programas da manhã obsoletos, temporadas seguidas de reality shows e dating shows sem dar tempo dos programas descansarem. 

E os dois canais, apesar dos orçamentos apertados, continuam a deitar muito dinheiro fora. Qual o sentido da TVI continuar a fazer 2 novelas para o hn se tem pouca audiência? porque os dois canais não apostam numa novela para as 21h30 e a partir das 22h30 (mais ou menos) não apostam num late night por exemplo, ou outros formatos?

A SIC e a TVI tem que reinventar as suas grelhas se querem sobreviver, pois não vem ai tempos fáceis para os dois canais.

Editado por D91
  • Gosto 4
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há 2 minutos, D91 disse:

E os dois canais, apesar dos orçamentos apertados, continuam a deitar muito dinheiro fora. Qual o sentido da TVI continuar a fazer 2 novelas para o hn se tem pouca audiência? porque os dois canais não apostam numa novela para as 21h30 e a partir das 22h30 (mais ou menos) não apostam num late night por exemplo, ou outros formatos?

Porque ninguém quer ver talk shows às 22h30. Nem no late night, quanto mais.

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há 2 minutos, miguelalex23 disse:

Porque ninguém quer ver talk shows às 22h30. Nem no late night, quanto mais.

Não sabem, nunca tentaram.

Postado
há 10 minutos, miguelalex23 disse:

A RTP1 tenta há séculos.

A RTP1 não tem o peso da SIC e TVI em horário nobre, apesar de o Joker já dar alguma luta.

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há 17 minutos, miguelalex23 disse:

A RTP1 tenta há séculos.

Tenta mas perde a relevância.

Isto das noites passarem a ser um monopólio das novelas tem que ser caso de estudo, os canais deitaram fora tudo o que não era novela nos últimos vinte anos

  • Obrigado 3

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