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Comunicação Social em Portugal

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Acho que ainda não há um tópico que não fale só de televisão mas do estado de toda a comunicação social em Portugal neste momento.
A televisão portuguesa deve estar no seu pior momento de sempre, parece que é so feita para os mais velhos ou para pessoas "que comem tudo o que lhes põem à frente"... Se por exemplo se fizesse um estudo com jovens de uma faculdade, e falo por experiência própria, acho que 80 ou 90% diria que só vê os telejornais por vezes ou praticamente nunca vê televisão portuguesa... O Cabo já foi uma alternativa mas cada vez mais está cheio de repetições e por exemplo, nos canais de séries, transmite temporadas muito desatualizadas...Toda a gente sabe o que grande parte das pessoas gostaria de ver, e toda a gente sabe que se pode encontrar essas coisas facilmente na internet, o que cada vez se faz mais...
Na rádio passa-se a mesma coisa, parece que há uma preguiça geral e uma "fobia" de apostar em coisas novas. Praticamente todas as rádios só funcionam realmente com os programas da manhã até as 10h, depois morrem e transformam-se em mp3 com publicidade, e poucos programas fogem disto... E um locutor de rádio em Portugal em muitos casos só serve para dizer o nome das músicas ou "vomitar" publicidade que lhes impõem.  Assim, deve ser o trabalho menos complicado do mundo...
E os jornais estão cada vez mais sensacionalistas, cada vez menos trazem notícias regionais e só servem para andar á procura da próxima polémica...
Posso ser exagerado, mas acho que neste momento a comunicação social é a pior actividade a seguir à política que temos em Portugal... Parece que está fechada sobre si mesma, impõe em vez de saber o que as pessoas querem realmente...
Isto tudo só é provocado pela crise? Eu acho que não...
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Até podes ter razão e deixo algumas questões que gostaria de ver respondidas.

 

1 - Porque é que o Preço Certo continua a ser um dos programas mais vistos (com uma grande longevidade), apesar dos seus fracos conteúdos?

 

2 - O que pode explicar o sucesso relativo dos talkshows que são transmitidos na RTP1, SIC TVI?

 

3- Porque é que os telespectadores preferem os RShows, ao inverso dos Talent Shows?

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1- O Preço Certo é o único programa bem-disposto das generalistas naquele horário. Sei que há um público muito fiel, e são principalmente os idosos    (caso da minha avó, é uma viciada :haha: ) Mesmo que muita gente não se identifique muito com aquilo, acaba por ver porque é a alternativa para a maratona de novelas.

2- Não defendo que os talk-shows acabem, acho é que é desgastante haver durante grande parte do dia, programas com os mesmos conteúdos. E entre eles falo das "crónicas criminais", só servem pura e simplesmente para assustar as pessoas e criar um clima de insegurança, em que parece que Portugal, um dos países mais pacíficos do mundo, é como uma "favela" gigante...
Alguém dos 3 poderia arriscar e poderia ter sucesso, há muita gente não se identifica com esse tipo de programas. O Há Tarde já é um pouco diferente do que existia antes, até acabo por ver as vezes e não desgosto, mas tem de se fazer mais, está tudo muito igual.

 

3- É uma questão cultural, se bem que a Casa dos Segredos já esteja a perder audiências. Mas tem que haver uma concorrência à altura e de qualidade, e não pode ser sempre com Talent Shows, na minha opinião...

Tem de apostar em programas para pessoas mais jovens... Por exemplo, uma série como os Simpsons ao fim da tarde numa generalista, não teria sucesso? Não poderia ganhar a uma novela repetida? Eu acho que sim...
Se as generalistas já estão com a desculpa de que a população está a envelhecer, nem quero imaginar como será daqui a alguns anos...

Edited by canal5

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Eu prefiro realitys a talents. Os talent shows são programas que não me dizem nada. Acho uma seca. Agora programas tipo Perdidos na Tribo eu adoro.


Para mim o problema dos nossos canais é a acomodação e certos hábitos que deviam acabar. E o 16.9 que nunca mais chega à SIC e à TVI.

Edited by LFTV

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#exagero.

 

Os jovens de hoje em dia só papam séries internacional, não é necessariamente pela qualidade da TV que não a acompanham... 

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#exagero.

Os jovens de hoje em dia só papam séries internacional, não é necessariamente pela qualidade da TV que não a acompanham...

E porque e que achas que veem series internacionais? Nas tvs nacionais so poe o SS e pimba, lol. Ah, e o fantástico 760, que agarra qualquer um ao ecra!
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#exagero.

Os jovens de hoje em dia só papam séries internacional, não é necessariamente pela qualidade da TV que não a acompanham...

Concordo contigo Hugo.

Apesar de atualmente os canais portugueses terem programas que não interessam a ninguém, como os pimba, o 760 e mesmo o SS que é só fofoca e é a casa do v*quedo, temos bons programas. Algumas novelas boas, umas melhores do que outras, programas sobre Portugal e a atualidade (nomeadamente nos canais de informação), debates sobre temas polémicos... Só vêem séries estrangeiras. O que é nacional também tem alguma qualidade...

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A minha opinião é a seguinte. Eu acho que a comunicação social em Portugal vive um período difícil é certo, mas penso que está a começar a recuperar, embora muito lentamente. Penso que o que está a fazer falta é sobretudo programas alternativos e tentar apostar ao máximo na qualidade dos mesmos. Acho que não devem somente dar aquilo que o público pede, mas procurar formar o público. Cultura é essencial. Apostar em séries de ficção nacional em horário nobre pode e deve ser uma alternativa ao formato de novela, que tem vindo a esgotar-se. Fazer mais e melhor informação é essencial. Faz falta mais debates na tv. Reduzir a duração dos telejornais para uma 1 hora nas privadas e 45 minutos na RTP. Apostar na informação meteorológica. Falo no regresso dos boletins meteorológicos. Apostar na inovação tecnológica. 16:9/HD na SIC e TVI e já vem tarde. Quanto aos programas de daytime. Bom a rtp está de parabéns falo do Há Tarde, que é um bom programa com qualidade e é alternativa as privadas. Quanto estas devem procurar deixar as histórias de faca e alguidar de lado. É isto que penso. Haja dinheiro, ideias e vontade de evoluir de fazer e mais e melhor. :)

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A minha opinião é a seguinte. Eu acho que a comunicação social em Portugal vive um período difícil é certo, mas penso que está a começar a recuperar, embora muito lentamente. Penso que o que está a fazer falta é sobretudo programas alternativos e tentar apostar ao máximo na qualidade dos mesmos. Acho que não devem somente dar aquilo que o público pede, mas procurar formar o público. Cultura é essencial. Apostar em séries de ficção nacional em horário nobre pode e deve ser uma alternativa ao formato de novela, que tem vindo a esgotar-se. Fazer mais e melhor informação é essencial. Faz falta mais debates na tv. Reduzir a duração dos telejornais para uma 1 hora nas privadas e 45 minutos na RTP. Apostar na informação meteorológica. Falo no regresso dos boletins meteorológicos. Apostar na inovação tecnológica. 16:9/HD na SIC e TVI e já vem tarde. Quanto aos programas de daytime. Bom a rtp está de parabéns falo do Há Tarde, que é um bom programa com qualidade e é alternativa as privadas. Quanto estas devem procurar deixar as histórias de faca e alguidar de lado. É isto que penso. Haja dinheiro, ideias e vontade de evoluir de fazer e mais e melhor. :)

Essas histórias são reais, e muitas vezes são mais do que se imaginam, e se falam delas na TV; é porque a SS e os serviços/instituições socais não se preocupam grandemente com as pessoas e só ajudam quem não precisa.

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Essas histórias são reais, e muitas vezes são mais do que se imaginam, e se falam delas na TV; é porque a SS e os serviços/instituições socais não se preocupam grandemente com as pessoas e só ajudam quem não precisa.

Ninguém diz o contrário. Penso que a nossa tv precisa de tudo um pouco. Agora acho que exageram um pouco, apesar de achar que já exageraram muito mais. Mas no meu ponto de visto um programa de daytime, por exemplo o "A Tarde é Sua" não pode nem deve apenas oferecer esse tipo de conteúdo. :)

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Essas histórias são reais, e muitas vezes são mais do que se imaginam, e se falam delas na TV; é porque a SS e os serviços/instituições socais não se preocupam grandemente com as pessoas e só ajudam quem não precisa.

 

Mal da Segurança Social se fosse ajudar qualquer um que viesse ao ATES falar de um dos 28948294284309 problemas de vida. Virava uma instituição de caridade com tantos problemas de reumático, dores de cabeça, problemas psicológicos, por aí.

 

Eu discordo com essa opinião de que os jovens só gostam de ver o que é estrangeiro. Aliás, é difícil comprovar isso quando temos praticamente a mesma programação na RTP, SIC e TVI, e toda essa programação está feita à base de talkshows deprimentes na sua generalidade, novelas repetidas ou cujos temas foram abordados um milhão de vezes e 760.

 

Na ficção, as novelas abordam os mesmos temas, não há qualquer diferença entre elas. E depois, é normal que os jovens não tenham pachorra para ver 300 e tal episódios de uma história, história essa que lá para o meio torna-se obsolenta. Já se demonstrou com "Conta-me Como Foi", "Depois do Adeus", "Maternidade", "Equador" e tantas outras que se pode fazer melhor e diferente, mas não, até isso parece estar em vias de extinção, quando pelo resto do mundo é algo que se tem vindo a apostar gradualmente.

 

Na informação, a tendência em vez de ser para diminuir os informativos, é aumentá-los e fazer com que eles durem duas horas. Junta-se ainda o grande sensacionalismo que dão num determinado tema (algo frequente na TVI, principalmente), a desorganização (primeiro vem o desporto, depois vêm as notícias nacionais, depois feiras que não interessam a ninguém e depois o que se passa pelo mundo :huh: ) e até serve para cantarem (ouvir Paulo Gonzo e Anselmo faz, sem dúvida, parte da atualidade mundial). E isto quando em países como na Alemanha, os jornais duram algo como... 15/20 minutos. Claro que o modelo alemão neste campo não é muito adaptável, pois lá as notícias são dadas de hora a hora, dependendo dos canais, mas uma redução de uma hora e já me dava por satisfeito.

 

Há muitos mais problemas, que já foram ditos por aqui e que não vale a pena repetir. No entanto, uma coisa é certa: a nossa TV está demasiado direcionada para os idosos. São a maioria da população, é verdade, mas chegaram a um ponto em que se continuarem assim vão ser um grande rombo no futuro (se é que já não o estão a ter, com a rápida ascensão do Cabo). Os jovens que só vêem o que é estrangeiro não passa de uma desculpa. É o mesmo que levar-se para o campo da emigração: uma pessoa sai do seu país, não porque lhe apetece, mas porque encontra lá melhor. Passa-se exatamente isso na TV portuguesa.

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Até podes ter razão e deixo algumas questões que gostaria de ver respondidas.

 

1 - Porque é que o Preço Certo continua a ser um dos programas mais vistos (com uma grande longevidade), apesar dos seus fracos conteúdos?

 

Tens noção que a população portuguesa está cada vez a ficar mais idosa, não tens? O índice de natalidade portuguesa desce a cada dia que passa, e com mais idosos a ficarem no sofá e a verem televisão, optam pelo Preço Certo do que as novelas, o que faz ser um programa muito visto. Isto é um bocado estereotipado, dizer que só idosos vêm o Preço Certo, mas é uma verdade, pelo menos é a minha noção. E como agora no inverno escurece muito cedo, ainda mais pessoas o vêem.

Quanto na informação em geral, acho que há uma gestão terrível nas notícias. Exageram muito, assustam muito as pessoas. As manchetes do Correio da Manhã, algumas, são completamente medonhas (exemplo da morte do filho da Judite de Sousa), enquanto que na televisão, repetem exaustivamente um assunto. Quando morreu o Eusébio, foi o dia todo acerca dele. Podiam ter morrido milhares de pessoas noutro sítio, mas era tudo para o Eusébio. Agora, mais recentemente, o caso da Legionella. Ok, era grave, mas era preciso tanto? Foi demasiado. Outro aspecto é as reportagens que fazem, aquelas que se baseiam em falar com as pessoas. Qual é a importância de saber o que pessoa X acha das greves de Y? São, igualmente, desnecessárias, só ocupam tempo. Quanto aos jovens verem menos tv, a resposta está na internet. Agora vêm o que quiserem na internet (inclusive eu). Querem eles lá saber da televisão, quando não dá o que eles querem ver. 

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(Ana, a comentar televisão?! O Apocalipse está perto!)

 

Bem, não posso deixar de não comentar o estado da televisão portuguesa, apesar de ver muito pouco dela, por falta de tempo, por preferir outros hobbies e finalmente, por nada me interessar. E este último ponto é essencial. O que eu noto é a gritante falta de originalidade das programações. Ora, então é: jornal da manhã-talk show-telejornal-novela-talk show-novela-telejornal-novela-novela-novela. Muito basicamente é isto, claro que há excepções, mas a base é esta. Os telejornais portugueses são degradantes, sinceramente. Transformam um espaço que por sinal devia de ser informativo, numa espécie de suplemento e "onde ir no fim de semana". Onde já se viu, falar que há uma feira em Vila Real, onde há presunto e queijo, e que o David Carreia vai atuar em Coimbra, isto num telejornal, cuja função principal seria informar sobre a atualidade, não sobre eventos. Acho que, em Portugal, se confundiu o conceito de telejornal, que supostamente deveria de sério, com o conceito acima descrito.

Também de referir as novelas: a SIC e a TVI emitem este produto em excesso. É que se fosse uma ou duas, até se compreendia, mas agora ocupar 8 horas de um dia? Ainda por cima, agora há a moda das novelas repetidas que alguma passaram, há 4 anos... Não há palavras para descrever o quão mau isto é, torna a televisão enjoativa e asfixiante. Os talk-shows portugueses, à excepção de alguns, são um produto que os médicos aconselham para as insónias: fazem adormecer qualquer um! Até o da Júlia Pinheiro, vejam lá. É que são tão chatos, pesados e com conteúdos desinteressantes, que apenas serve para dormir. Em Espanha, dando um exemplo, também há uma grande aposta nos talk-shows, mas daquilo que eu conheço são completamente inovadores, ágeis e leves, além de não durarem 3 horas, tempo excessivo para um tipo de programa como este. 

O cúmulo da má televisão portuguesa é o 760. Considero que as televisões passaram a ser mendigos. É que não outro nome para isso. "Ligue, ligue, ligue", é que em quase todos os programas (até em novelas, já houve!) existe a porcaria do número. A crise é assim tão má? As receitas publicidades não cobrem? Compreendo a existência de 1-2 programas com essa função, mas agora quase todos os programas é um exagero sem precedentes. 

O que noto que falta, são game-shows. Programas destes desaparecem da televisão portuguesa, à excepção do Quem Quer Ser Milionário e repetido Preço Certo. Onde é que estão? Desapareceram? Era algo que faz falta à nossa televisão. Sei que muitos não concordarão comigo, mas considero os reality-shows, um lufada de ar fresco (onde chegamos para eu achar isto!) na televisão portuguesa. Compreendo que não seja o mais lúdico e educativo, no entanto servem para descontrair. Também, certas vezes, é preciso trash tv. Talent shows não ligo, mas nestes últimos tempos tem sido em exagero. É o The Voice, é o Fator X, é o Rising Star... Cansa tanto programa deste tipo.

Este último exemplo dá para ver o quão básica e repetitiva é a nossa televisão. Quando há uma aposta de sucesso, quase todas as televisões vão copiar a fórmula mágica. Em vez de preservarem a sua identidade, não, vão quebrá-la completamente... Temos que ser originais, apostar em novas coisas, arriscar. Em suma, az falta gente nova e novas ideias à televisão portuguesa, que está velha e que é apenas direcionada para um público em geral que, e que curiosamente, está também a deixar de a ver.

 

A rádio é outro meio de comunicação que me irrita profundamente. É que se ouvem as mesmas coisas, em quase todas as rádios. De manhã, são para aí 10 pessoas num estúdio, a fazer graçolas, (que, maneira geral, não tem graça nenhuma) a mostrarem notícias que já são da outra década, enfim. A partir daí, é basicamente e como já vi aqui, uma pessoa a falar e a passar música, apenas. 

 

A imprensa, essa aí, ainda é a mais poupada. Ainda temos jornais bons, com crónicas/entrevistas interessantes. Claro que há maus exemplos, como o Correio da Manhã ou as revistas cor-de-rosa, mas, na globalidade, a imprensa diária e semanal, ainda conseguiu manter a mínima qualidade. 

Edited by Ana Maria Peres
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Ainda bem que o meu tópico fez acender a discussão, era mesmo este o objectivo. E vejo que muita gente concorda comigo. :)

 

#exagero.

 

Os jovens de hoje em dia só papam séries internacional, não é necessariamente pela qualidade da TV que não a acompanham...

 

Concordo contigo Hugo.

Apesar de atualmente os canais portugueses terem programas que não interessam a ninguém, como os pimba, o 760 e mesmo o SS que é só fofoca e é a casa do v*quedo, temos bons programas. Algumas novelas boas, umas melhores do que outras, programas sobre Portugal e a atualidade (nomeadamente nos canais de informação), debates sobre temas polémicos... Só vêem séries estrangeiras. O que é nacional também tem alguma qualidade...

 

Hugo, se vires à tua volta os jovens que não gostam ou não vêm novelas ou a Casa dos Segredos não têm alternativa... João_O, acho que não é com programas de atualidades que vais captar os jovens, há programas bons sim de informação, até acho que há demais para o que é preciso, ainda por cima num país em que ninguém protesta, sabe-se bem que poucos deles por exemplo se interessam pela política, por motivos óbvios.

A televisão portuguesa está deprimente. Por exemplo, não existe neste momento nenhum programa de humor nas generalistas, a não ser que humor agora seja as personagens mais malucas das novelas ou a Luciana Abreu com um sotaque do Porto forçado, como se fosse para mostrar que são todos uns parolos... Se calhar é por causa disto que o Preço Certo tem tanto sucesso, é o programa mais divertido e leve das generalistas, mesmo que só se ache que o Fernando Mendes só faz piadas fáceis, é bom de se ver...

 

Há uns anos, ainda nem praticamente toda a gente tinha internet, mas havia programas de culto para os jovens... Lembro-me de na escola estar sempre a falar com os meus colegas no dia a seguir do que tinha dado no Gato Fedorento, nos Contemporâneos ou mesmo na Liga dos Últimos... Agora, já na faculdade, só se discute quais são as temporadas de séries que já viste ou deixaste de ver na net, e imensa gente a dizer que não vê televisão portuguesa. E é assim em todo o lado? Não, em Espanha por exemplo as séries históricas (Águila Roja p.ex) são lideres de audiências e vistas pelos jovens...

 

Mesmo a SIC Radical, que era o canal que devia mais interessar os jovens, dedica-se mais a um bando de mulheres que parecem galinhas à porrada ou o que se faz ou deixa de fazer nos leilões... E programas portugueses? Só mesmo o CC com 1 hora e "já é muito" e um programita que é um tacho para o director do canal aparecer!

A televisão portuguesa deve ser a com mais novelas em horário nobre no mundo! Até a TV Globo no Brasil só dá uma novela à noite! Tudo bem que dão emprego aos actores, mas não é exagero?! As séries bem feitas também dão trabalho aos actores e resultados...
 

Este tópico só comprova o que penso, grande parte das pessoas está farta do estado das coisas, mas as direcções estão tão fechadas sobre elas mesmas, que não querem minimamente saber do que as pessoas pensam, impõem o que querem e da maneira que querem.
Já há estudos a dizer que a televisão como a conhecemos vai acabar em 2030, em Portugal, a continuar assim, pode acabar muito mais cedo... E a rádio a tornar-se cada vez mais irrelevante...

 

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Ainda bem que o meu tópico fez acender a discussão, era mesmo este o objectivo. E vejo que muita gente concorda comigo. :)

Hugo, se vires à tua volta os jovens que não gostam ou não vêm novelas ou a Casa dos Segredos não têm alternativa... João_O, acho que não é com programas de atualidades que vais captar os jovens, há programas bons sim de informação, até acho que há demais para o que é preciso, ainda por cima num país em que ninguém protesta, sabe-se bem que poucos deles por exemplo se interessam pela política, por motivos óbvios.

A televisão portuguesa está deprimente. Por exemplo, não existe neste momento nenhum programa de humor nas generalistas, a não ser que humor agora seja as personagens mais malucas das novelas ou a Luciana Abreu com um sotaque do Porto forçado, como se fosse para mostrar que são todos uns parolos... Se calhar é por causa disto que o Preço Certo tem tanto sucesso, é o programa mais divertido e leve das generalistas, mesmo que só se ache que o Fernando Mendes só faz piadas fáceis, é bom de se ver...

Há uns anos, ainda nem praticamente toda a gente tinha internet, mas havia programas de culto para os jovens... Lembro-me de na escola estar sempre a falar com os meus colegas no dia a seguir do que tinha dado no Gato Fedorento, nos Contemporâneos ou mesmo na Liga dos Últimos... Agora, já na faculdade, só se discute quais são as temporadas de séries que já viste ou deixaste de ver na net, e imensa gente a dizer que não vê televisão portuguesa. E é assim em todo o lado? Não, em Espanha por exemplo as séries históricas (Águila Roja p.ex) são lideres de audiências e vistas pelos jovens...

Mesmo a SIC Radical, que era o canal que devia mais interessar os jovens, dedica-se mais a um bando de mulheres que parecem galinhas à porrada ou o que se faz ou deixa de fazer nos leilões... E programas portugueses? Só mesmo o CC com 1 hora e "já é muito" e um programita que é um tacho para o director do canal aparecer!

A televisão portuguesa deve ser a com mais novelas em horário nobre no mundo! Até a TV Globo no Brasil só dá uma novela à noite! Tudo bem que dão emprego aos actores, mas não é exagero?! As séries bem feitas também dão trabalho aos actores e resultados...

Este tópico só comprova o que penso, grande parte das pessoas está farta do estado das coisas, mas as direcções estão tão fechadas sobre elas mesmas, que não querem minimamente saber do que as pessoas pensam, impõem o que querem e da maneira que querem.

Já há estudos a dizer que a televisão como a conhecemos vai acabar em 2030, em Portugal, a continuar assim, pode acabar muito mais cedo... E a rádio a tornar-se cada vez mais irrelevante...

A televisão portuguesa precisa de uma lufada de ar fresco, sem dúvida, isso concordo.

É certo que as pessoas cansam-se do formato novela e às vezes até chamam a novelas séries porque as pessoas só de ouvirem a palavra "novela" já repudiam. Há por aí muita gente que tem o estereótipo de que uma novela é uma seca, retrata histórias da treta, não retrata a realidade... Não são todas iguais. Umas podem ser cliché, outras têm clichés mas abordam a história de uma maneira diferente e outras não são nada clichés. Mas concordo que são novelas a mais, e a SIC ainda quer avançar com uma segunda novela portuguesa :rolleyes: em horário nobre havia só duas e depois um programa diferente. É acabavam com as reposições, a não ser que fosse de um bom produto. Podem fazer mini-séries, séries... Há novelas que mais parecem uma série. E a série, no senso comum, é associada a um programa cheio de ritmo e coisas a acontecer na história, muito por causa da sua curta duração que obriga os autores a acelerar o ritmo.

Cada vez mais os jovens vão à Internet quer seja para ver séries, quer seja para ver outras coisas porque põem de parte a televisão. Esses programas da atualidade e reportagens até são interessantes, desde que seja um programa atual e adequado a todas as idades.

Para começar, deviam começar a retirar da grelha o Somos Portugal e afins e transmitir bons filmes. Não há nada como uma boa tarde de cinema ao domingo.

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Concordo completamente... Era o Somos Portugal e o Portugal em Festa, que ainda consegue ser pior...
É fundamental haver uma lufada de ar fresco, vamos ver como vai ser o Toca a Todos na RTP, pelo menos hoje vai dar um concerto dos Clã na RTP2 ás 22, coisa rara mas que devia ser feita mais vezes :)

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Agora, respondo de uma forma mais completa:
A meu ver, os jovens não "bebem" dos canais generalistas porque não se encontram produtos estrangeiros nas grelhas, pelo menos a horários acessíveis. Entende-se por produtos estrangeiros, as séries internacionais de grande qualidade, de facto, como Game of Thrones, Scandal, House, Walking Dead, Once Upon a Time e tantas outras que, até podem dar nas tv generalistas, mas dão em maus horários e, sobretudo nas privadas, com a fantástica tecnologia "4:3" (ironia, obviamente).

Os jovens habituaram-se à internet até para visionar tais séries, porque mesmo no cabo, há um número excessivo de repetições.

Porque não gostam de novelas? Simplesmente, a "ficção" nacional é menosprezadas pela maioria dos jovens, mesmo que tenha qualidade, independentemente disso... Mesmo que as privadas apostem em séries (género aclamado), recusarão a ver tais produtos, porque são portugueses! Tudo o que é estrangeiro é bom: Sabem dizer! Concordo que podiam haver sessões de cinema em pleno prime-time, e cinema do estrangeiro, porque é de facto uma área que os portugueses pouco dominam, e os poucos filmes portugueses que há têm investimentos diminutos.

Certo é que, cada vez mais, especialmente a TVI (Somos Pimba, Para Si!) aposta em produtos cujo público alvo é, única e simplesmente, os idosos, especialmente as mulheres, com a aposta contínua em programas gravados ao vivo, com cerca de 70% de 760 e 30% de momentos degradantes de música pimba, convidando artistas sem qualquer noção de "música". Há muitos e bons cantores, duplas e bandas em Portugal, incluindo os concorrentes dos talent-shows que vão surgindo nas televisões, mas preferem pagar a "Emanuel" ou "Maria Lisboa"...

Confesso que já vi (e por vezes passo pela TVI ou SIC aos domingos) programas deste tipo, e nem sempre os detestei, mas de facto o bom cinema estava bastante bem: Saudades dos tempos em que ligava a televisão e estavam a dar filmes em estreia, com qualidade pouco discutível.

Agora que há bons programas nas nossas generalistas que são totalmente desprezados pelos jovens, como novelas, séries da SIC, TVI, RTP, programas informativos, reportagens, documentários, magazines e outros há, de facto!

Claro que a aposta em talk-shows para as tardes e manhãs de segunda a sexta, não só chateia, como os conteúdos dos programas são desprovidos de qualquer interesse, muitas vezes. É necessário remodelar estes espaços, e os vários conteúdos serem repartidos por vários magazines, com mais interação e emoção.

Não concordo que O Preço Certo seja um programa divertido, o Fernando Mendes limita-se a dizer piadas gastas vezes sem conta, e receber presentes, como chouriços e outros enchidos, vinhos e sei lá mais o quê! Já achei um bom programa, mas atualmente não. Até repetem os programas que dão. Raramente, as emissões são feitas em direto!

Falta um programa de humor nas generalistas, mas a SIC já teve "Sal", ainda este ano, e aposta frequentemente no humor. Vale Tudo baseava-se nessa "premissa": a humorística e foi um flop, portanto será que vale a pena?

Aliás, a SIC para o próximo ano vai estrear pelo menos um programa de humor e Shark Tank, muito apetecível pelo público mais jovem! Se resultará? Veremos, cheira-me que o formato de humor não! Shark Tank talvez sim, pela curiosidade e pela vertente empreendedorismo.

Quanto ao facto de Portugal ter exagero de novelas, que é um género ficcionário, também os EUA tem excesso de séries e ninguém critica. "Ofender" as novelas é como "ofender" as séries repetitivas, que temporada após temporada, só se renovam os atores...

Edited by Hugo3
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Agora, respondo de uma forma mais completa:

A meu ver, os jovens não "bebem" dos canais generalistas porque não se encontram produtos estrangeiros nas grelhas, pelo menos a horários acessíveis. Entende-se por produtos estrangeiros, as séries internacionais de grande qualidade, de facto, como Game of Thrones, Scandal, House, Walking Dead, Once Upon a Time e tantas outras que, até podem dar nas tv generalistas, mas dão em maus horários e, sobretudo nas privadas, com a fantástica tecnologia "4:3" (ironia, obviamente).

Os jovens habituaram-se à internet até para visionar tais séries, porque mesmo no cabo, há um número excessivo de repetições.

Porque não gostam de novelas? Simplesmente, a "ficção" nacional é menosprezadas pela maioria dos jovens, mesmo que tenha qualidade, independentemente disso... Mesmo que as privadas apostem em séries (género aclamado), recusarão a ver tais produtos, porque são portugueses! Tudo o que é estrangeiro é bom: Sabem dizer! Concordo que podiam haver sessões de cinema em pleno prime-time, e cinema do estrangeiro, porque é de facto uma área que os portugueses pouco dominam, e os poucos filmes portugueses que há têm investimentos diminutos.

Certo é que, cada vez mais, especialmente a TVI (Somos Pimba, Para Si!) aposta em produtos cujo público alvo é, única e simplesmente, os idosos, especialmente as mulheres, com a aposta contínua em programas gravados ao vivo, com cerca de 70% de 760 e 30% de momentos degradantes de música pimba, convidando artistas sem qualquer noção de "música". Há muitos e bons cantores, duplas e bandas em Portugal, incluindo os concorrentes dos talent-shows que vão surgindo nas televisões, mas preferem pagar a "Emanuel" ou "Maria Lisboa"...

Confesso que já vi (e por vezes passo pela TVI ou SIC aos domingos) programas deste tipo, e nem sempre os detestei, mas de facto o bom cinema está bastante bem!

Agora que há bons programas nas nossas generalistas que são totalmente desprezados pelos jovens, como novelas, séries da SIC, TVI, RTP, programas informativos, reportagens, documentários, magazines e outros há, de facto!

Claro que a aposta em talk-shows para as tardes e manhãs de segunda a sexta, não só chateia, como os conteúdos dos programas são desprovidos de qualquer interesse, muitas vezes. É necessário remodelar estes espaços, e os vários conteúdos serem repartidos por vários magazines, com mais interação e emoção.

Não concordo que O Preço Certo seja um programa divertido, o Fernando Mendes limita-se a dizer piadas gastas vezes sem conta, e receber presentes, como chouriços e outros enchidos, vinhos e sei lá mais o quê! Já achei um bom programa, mas atualmente não. Até repetem os programas que dão. Raramente, as emissões são feitas em direto!

Falta um programa de humor nas generalistas, mas a SIC já teve "Sal", ainda este ano, e aposta frequentemente no humor. Vale Tudo baseava-se nessa "premissa": a humorística e foi um flop, portanto será que vale a pena?

Aliás, a SIC para o próximo ano vai estrear pelo menos um programa de humor e Shark Tank, muito apetecível pelo público mais jovem! Se resultará? Veremos, cheira-me que o formato de humor não! Shark Tank talvez sim, pela curiosidade e pela vertente empreendedorismo.

Quanto ao facto de Portugal ter exagero de novelas, que é um género ficcionário, também os EUA tem excesso de séries e ninguém critica. "Ofender" as novelas é como "ofender" as séries repetitivas, que temporada após temporada, só se renovam os atores...

Lá está, depende dos conteúdos e dos convidados... por exemplo, no outro dia (final de Outubro) gostei de ver a família do Rui de Carvalho no Há Tarde, tal como gosto de ouvir a blogger "A Pipoca mais Doce" quando vai ao VnTV.

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Lá está, depende dos conteúdos e dos convidados... por exemplo, no outro dia (final de Outubro) gostei de ver a família do Rui de Carvalho no Há Tarde, tal como gosto de ouvir a blogger "A Pipoca mais Doce" quando vai ao VnTV.

Eu gosto bastante do "Queridas Manhãs", exceto da rubrica do Hernâni (embora goste do humor e opiniões dele), mas respeito quem não goste. 

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Concordam com esta afirmação - "Será que não é papel da RTP1  investir em séries de época, ao invés das séries com carácter popular?"

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Concordam com esta afirmação - "Será que não é papel da RTP1  investir em séries de época, ao invés das séries com carácter popular?"

Concordo completamente.

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Concordam com esta afirmação - "Será que não é papel da RTP1  investir em séries de época, ao invés das séries com carácter popular?"

 

Concordo plenamente e assino por abaixo. Aliás sempre fui a favor da ideia de continuarem com o "Conta-me como foi", que ainda hoje sinto saudades dessa magnífica série. :)

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A meu ver, os jovens não "bebem" dos canais generalistas porque não se encontram produtos estrangeiros nas grelhas, pelo menos a horários acessíveis. Entende-se por produtos estrangeiros, as séries internacionais de grande qualidade, de facto, como Game of Thrones, Scandal, House, Walking Dead, Once Upon a Time e tantas outras que, até podem dar nas tv generalistas, mas dão em maus horários e, sobretudo nas privadas, com a fantástica tecnologia "4:3" (ironia, obviamente).

Concordo completamente.

 

 

Porque não gostam de novelas? Simplesmente, a "ficção" nacional é menosprezadas pela maioria dos jovens, mesmo que tenha qualidade, independentemente disso... Mesmo que as privadas apostem em séries (género aclamado), recusarão a ver tais produtos, porque são portugueses! Tudo o que é estrangeiro é bom: Sabem dizer! Concordo que podiam haver sessões de cinema em pleno prime-time, e cinema do estrangeiro, porque é de facto uma área que os portugueses pouco dominam, e os poucos filmes portugueses que há têm investimentos diminutos.

 

Na minha opinião novelas e jovens não combinam. É um tipo de ficção demasiado dramático e muito teatral, e não consegue atrair grande parte dos jovens.

 

Certo é que, cada vez mais, especialmente a TVI (Somos Pimba, Para Si!) aposta em produtos cujo público alvo é, única e simplesmente, os idosos, especialmente as mulheres, com a aposta contínua em programas gravados ao vivo, com cerca de 70% de 760 e 30% de momentos degradantes de música pimba, convidando artistas sem qualquer noção de "música". Há muitos e bons cantores, duplas e bandas em Portugal, incluindo os concorrentes dos talent-shows que vão surgindo nas televisões, mas preferem pagar a "Emanuel" ou "Maria Lisboa"...

Confesso que já vi (e por vezes passo pela TVI ou SIC aos domingos) programas deste tipo, e nem sempre os detestei, mas de facto o bom cinema estava bastante bem: Saudades dos tempos em que ligava a televisão e estavam a dar filmes em estreia, com qualidade pouco discutível.

 

É uma vergonha que não haja um programa dedicado à musica de qualidade (música a sério) em Portugal, enquanto aquelas pseudo-cantores têm direito a 6 horas por dia...

Até gosto da música popular, não posso esconder que gosto de um espírito de um Quim Barreiros ou de um Leonel Nunes, agora o mal é aqueles que vão com letras que chegam a ser porcas mesmo, sem ser subliminares e com piada como estes fazem... É mete mete e tira tira, 180 180 amocha maria... E aquelas kizombadas, house´s e por aí adiante; tudo aquilo que se costuma dizer: "azeite".

Parece que as TVs pensam que Portugal é uma cambada de parolinhos que acha que aquilo é que é musica...  Estes programas são um retrocesso de mentalidades, de tudo... Nem nos anos 90 havia isto, isto não "Somos Portugal", pelo menos muitos portugueses não são assim.

Cinem ainda continuas a ter na RTP1 ao domingo à tarde (já estrearam muitos filmes de qualidade) e na SIC raramente, ainda há pouco tempo estreou o extraordinário Cavalo de Guerra, só foi pena ser na tristeza de 4:3.

 

 

Agora que há bons programas nas nossas generalistas que são totalmente desprezados pelos jovens, como novelas, séries da SIC, TVI, RTP, programas informativos, reportagens, documentários, magazines e outros há, de facto!

 

Diz me que séries (dignas desse nome) que estão a dar neste momento na RTP, SIC ou TVI... E documentários... E magazines para os jovens?

Pode ser estranho, mas começa a reparar numa coisa: quantas vezes que é pessoas com menos de 35/40/50 anos aparecem na TV (não estou a falar de crianças)... Contam-se pelos dedos, os jovens não têm qualquer voz, ninguém quer saber do que pensam ou deixam de pensar, dos problemas ou do que fazem bem.

 

Falta um programa de humor nas generalistas, mas a SIC já teve "Sal", ainda este ano, e aposta frequentemente no humor. Vale Tudo baseava-se nessa "premissa": a humorística e foi um flop, portanto será que vale a pena?

Aliás, a SIC para o próximo ano vai estrear pelo menos um programa de humor e Shark Tank, muito apetecível pelo público mais jovem! Se resultará? Veremos, cheira-me que o formato de humor não! Shark Tank talvez sim, pela curiosidade e pela vertente empreendedorismo.

Quanto ao facto de Portugal ter exagero de novelas, que é um género ficcionário, também os EUA tem excesso de séries e ninguém critica. "Ofender" as novelas é como "ofender" as séries repetitivas, que temporada após temporada, só se renovam os atores...

Como é que querias que o "Sal" fosse um grande sucesso? Sábado a noite no meio do verão, é normal os jovens estarem em casa?

E o Vale Tudo não era um programa de humor, era um concurso divertido como o Preço Certo, claro que com um formato diferente.

Se valem a pena os programas de humor? Quando os teatros e os cinemas enchem com peças e filmes de comédia, tens aí a tua resposta...  Mais do que nunca neste país precisamos deles, e não é só de 1, é de muitos! Devemos os únicos ou mesmo o único país sem programas de humor nos maiores canais....

As séries nos EUA são extremamente variadas, são sobre N temas... Também há muitas séries parecidíssimas, mas tens muita variedade de escolha... As novelas, quer se queira quer não, rodam muito à volta das mesmas histórias, só com alguns promenores pelo meio que as diferenciam.

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Quanto ao facto de Portugal ter exagero de novelas, que é um género ficcionário, também os EUA tem excesso de séries e ninguém critica. "Ofender" as novelas é como "ofender" as séries repetitivas, que temporada após temporada, só se renovam os atores...

 

Não queiras comparar os cerca de 320 milhões de habitantes dos EUA com os 10 milhões de portugueses. Para nem falar que lá um mercado gigantesco, e aqui tens apenas 4 canais. E claro, os jovens também não "papam" todas as séries que lhes aparecem à frente.

 

Mais uma vez, eu não acho que as novelas sejam desprezadas pelos jovens. MCA era uma "série-novela" e funcionou durante largos anos exatamente por ser diferente, de raíz, para a altura. Mas agora olha para as histórias de praticamente todas as novelas:

 

a) Alguém que é pobre e quer ficar rico

b) Vingança da morte/desaparecimento de alguém, ou qualquer coisa que revolte uma vilã, vilã essa que vai fazer 1001 tentativas frustradas de separar um casal ou matar alguém

c) Núcleo cómico cada vez mais evidente e forçado

d) Bonzinhos vencem sempre

e) Um parzinho romântico e enjoativo, que vai ter 1001 discussões, separar-se 100 vezes e que no final acaba sempre junto

 

Safa-se de vez em quando uma ou outra ideia que parece original, mas depois dissipa-se a meio, tal é a exagerada duração do projeto. Agora compara-se uma série polícial, com Game of Thrones ou The Walking Dead, ou até mesmo com outra série policial (se for a comparar NCIS com Person of Interest, eu não consigo ver praticamente nenhuma semelhança entre as duas séries). Há semelhanças em quase tudo nas séries? Não. E é isso que falha nas nossas novelas. É que nas nossas novelas recentes, é basicamente mudar o nome de uma personagem e o ator, e está feito. Consegue-se só pela estreia adivinhar o que se vai passar até ao fim, na sua generalidade. Há 1001 maneiras de contar uma história, de pôr essa história em trailers muito bonitinhos. Mas há inovação? Não há.

 

E claro, à partida saber-se que essa novela vai ter 300 episódios, é normal que exista um enorme afastamento do público jovem a esse género fictício. Se até mesmo em séries com várias temporadas, que só têm 13 episódios por temporada e têm cerca de um ano de pausa, há alturas em que estamos com vontade de ver mais e mais e alturas em que a história parece não andar quase nada, esperam que os jovens na sua maioria tenham pachorra para ver 300 episódios de seguida?

 

E como consegues garantir que vão recusar as séries portuguesas? Séries na RTP obviamente que não se pode esperar um sucesso estrondoso, e as últimas que o canal investiu até tiveram algum sucesso. A TVI lá se lembrou recentemente de colocar as séries engavetadas... quase há 1h. Sem dúvida a altura ideal para os morcegos verem. E a SIC, quando aposta, fá-lo nas alturas erradas. Mas, no dia em que tivermos séries em HN, aí sim é outro assunto e aí sim já se pode discutir se as séries são ou não recusadas.

 

Quanto o humor, vê o caso do "Sensivelmente Idiota", que tem feito cada vez mais sucesso. E quem diz ele, diz outros tantos que atraem jovens em massa aos teatros. Mas claro, há humor e humor, e tal como vê nas novelas atualmente, o humor é cada vez mais feito às três pancadas, mais pobre, apenas para fazer rir o mais comum dos mortais com as piadas mais secas que existem. Como é que queres que isso resulte na TV? Obviamente que é difícil.

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Quanto ao tema novelas, creio que os autores podiam apostar em temáticas mais polémicas/ousadas como a eutanásia, homossexualidade (sem paninhos quentes, nem sem os típicos clichés), ciber crimes, etc..... , de modo a cativar outro tipo de públicos.

Por exemplo, Mac e Belmonte, são duas  novelas que mais pareciam séries.

Edited by joanasantos

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