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1 hour ago, CatarinaC said:

Podemos respirar de alívio por agora. Não acho que ele vá ser um fracasso, mas também não tenho as expectativas altas que os socialistas tinham no Hollande ( que ia mudar a Europa :lol:, blá,blá...). Espero que o centro aguente, que não se abra caminho para a Le Pen Presidente, nem para nenhum presidente da extrema esquerda (entre a extrema esquerda e a extrema direita, venha o diabo e escolha).

O problema é precisamente as expectativas altas de alguns e o facto de ele se ter posicionado como um "revolucionário". A maioria dos franceses não é tão estupida a ponto de acreditar nisto (e vê-se pelas sondagens), mas tem sempre aquele efeito psicológico de fazer o eleitorado exigir coisas que não podem ser cumpridas. Além disso, ele agora é quem vai herdar os problemas graves e complexos que a França enfrenta (terrorismo, desemprego, défice, etc.), logo é bom para ele -- e para todos nós -- que não se mantenha tudo como está. O status quo é perigoso nestes tempos. 

  • Gosto 1
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Para os entendidos no assunto:  Será que o Macron vai, de facto, alterar alguma coisa na França? Ainda bem que ele ganhou, não me interpretem mal, mas pelo que tenho visto há receio que tudo fique igual... Eu pelo menos gosto da visão do homem, mas espero que ele mostre isso.

Viva a Liberté, Égalité, Fraternité  <3 

  • Gosto 2
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há 23 minutos, Ruben Fonseca disse:

Como disseste, e bem, não nos podemos esquecer que a Le Pen obteve um resultado histórico. Sim, são 34%, mas nunca a Frente Nacional obteve 34% numa 2ª volta das eleições presidenciais. Podemos pensar que o perigo da extrema-direita está controlado mas se o Macron não conseguir suceder como presidente e unir a França, a Le Pen vai certamente capitalizar isso e os 34% de hoje poderão ser os 50 ou 60% daqui a 5 anos. Devemos festejar a vitória dos valores de igualdade, fraternidade e liberdade não só da França como da Europa e da UE, mas também devemos ter cuidado porque esses valores continuam a estar em perigo do populismo.

Quanto ao resultado do Macron, é acima do que esperava e muito provavelmente acima do que uma boa parte das pessoas esperava. Eu achei que ele não ia conseguir mais de 64% dos votos mas consegiu e está perto dos 66%, o que é excelente. É um ótimo resultado para ele e que lhe dá força para as legislativas do próximo mês. Se a Le Pen tivesse 40% ou mais, seria uma vitória com um sabor amargo, esta é uma vitória confortável. Agora o foco dele tem de ser cimentar o "En Marche!" para as legislativas, começar a pensar em formar apoios tanto à esquerda, como à direita para o seu governo e começar desde cedo a afirmar aquilo que disse na sua campanha.

É importante também frisar que houveram mais eleitores a votar em branco do que na senhora Le Pen, o que também não abona muito a favor da extrema direita. 

Eu também não esperava uma vantagem tão enorme do Macron face á sua opositora, e tenho fé de que ele consiga alterar radicalmente o atual panorama em França, que continua marcado pelo crescimento do terrorismo e desemprego em massa. 

Ruben tu estás por dentro do programa eleitoral dele?! Vês grandes diferenças entre Macron e Hollande?! 

  • Gosto 2
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há 12 minutos, João A disse:

O problema é precisamente as expectativas altas de alguns e o facto de ele se ter posicionado como um "revolucionário". A maioria dos franceses não é tão estupida a ponto de acreditar nisto (e vê-se pelas sondagens), mas tem sempre aquele efeito psicológico de fazer o eleitorado exigir coisas que não podem ser cumpridas. Além disso, ele agora é quem vai herdar os problemas graves e complexos que a França enfrenta (terrorismo, desemprego, défice, etc.), logo é bom para ele -- e para todos nós -- que não se mantenha tudo como está. O status quo é perigoso nestes tempos. 

 
há 12 minutos, TheSecret disse:

Para os entendidos no assunto:  Será que o Macron vai, de facto, alterar alguma coisa na França? Ainda bem que ele ganhou, não me interpretem mal, mas pelo que tenho visto há receio que tudo fique igual... Eu pelo menos gosto da visão do homem, mas espero que ele mostre isso.

Viva a Liberté, Égalité, Fraternité  <3 

 

Sinceramente não acho que haja muita gente com as expectativas altas em relação a ele, ou que pense que ele seja um revolucionário. É uma cara "nova" sim, com um movimento político novo, mas não é nada que nunca se fez na França e certamente é menos radical que a Le Pen caso esta fosse eleita. Tudo aquilo que ele disse durante a campanha pode ser alcançável. Ele não ofereceu nenhuma revolução, mas ofereceu uma mudança relativa em relação àquilo que existe atualmente e isso passa tanto a nível nacional como europeu. Ele prometeu puxar por mudanças dentro da UE e isso é algo que, sinceramente, e para o bem da própria UE, deve acontecer. E na França, ele vai ter de jogar com a esquerda e com a direita para alterar as políticas orçamentais atuais. Não é preciso dizer que vamos romper com o status quo como fez Trump e Le Pen - e que, pelo menos no caso do Trump, não rompeu com coisa nenhuma mas isso também meio que era óbvio - para se ser bem-sucedido. As eleições legislativas agora serão cruciais para a implementação do seu programa.

há 3 minutos, Maya disse:

É importante também frisar que houveram mais eleitores a votar em branco do que na senhora Le Pen, o que também não abona muito a favor da extrema direita. 

Eu também não esperava uma vantagem tão enorme do Macron face á sua opositora, e tenho fé de que ele consiga alterar radicalmente o atual panorama em França, que continua marcado pelo crescimento do terrorismo e desemprego em massa. 

Ruben tu estás por dentro do programa eleitoral dele?! Vês grandes diferenças entre Macron e Hollande?! 

 

O programa de Hollande é relativamente diferente daquilo que foi aplicado durante a sua presidência, daí ele também ser tão impopular, portanto fazer comparações não são, de todo, corretas de fazer. Além de que o próprio Macron fez do seu movimento algo que apelasse a ambos os lados do panorama político. 

Quanto ao programa eleitoral dele, apela tanto a direita tradicional como à esquerda. Por exemplo, a nível de defesa ele disse que vai apenas reavaliar o estado de emergência em vigor desde dos ataques terroristas de Paris e disse que iria investir na força policial (mais 10 mil polícias), aumentar os gastos na defesa para 2% do PIB e uma maior intervenção local e internacional para combater o terrorismo, sem ter de andar a remover cidadania a terroristas e outras propostas da FN... Já a nível económico, ele vai manter as 35 horas de trabalho, não vai mudar a idade de reforma durante 5 anos (apelo à esquerda) e vai tentar alinhar o regime de pensões da função pública com o privado (apelo à direita), assim como alguns cortes na função pública também. Isto é também acompanhado de turmas com menos alunos, um novo impulso e reformas para revitalizar a UE e a zona euro, etc...

Aquilo que vai acontecer é, embora também dependente dos resultados das eleições legislativas, uma jogada à direita e à esquerda, ou seja, ele vai estar no centro a tentar agradar aos dois lados do panorama político de modo a que haja uma mudança positiva sem que signifique uma mudança radical ao panorama europeu que temos hoje.

  • Gosto 5
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@Ruben Fonseca a base dele acredita, sim, que ele pode mudar o sistema e, aliás, ele foi claramente um dos candidatos anti-sistema. Aliás, esta eleição foi toda ela uma onda anti-sistema, em que os partidos tradicionais estiveram em desvantagem. Em muitas coisas ele deixou claro que não há muito que pode fazer (por exemplo, na questão do terrorismo), mas de resto existe uma certa expectativa em relação ao que ele pode (ou não) mudar. Puxar por mudanças na UE? Não acredito. Ele pode fazer alguns comentários e dar a sua opinião, mas nada vai mudar. Ele é Presidente da França, não é da Comissão Europeia nem de nenhuma outra instituição europeia.  

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há 11 minutos, Ruben Fonseca disse:

Sinceramente não acho que haja muita gente com as expectativas altas em relação a ele, ou que pense que ele seja um revolucionário. É uma cara "nova" sim, com um movimento político novo, mas não é nada que nunca se fez na França e certamente é menos radical que a Le Pen caso esta fosse eleita. Tudo aquilo que ele disse durante a campanha pode ser alcançável. Ele não ofereceu nenhuma revolução, mas ofereceu uma mudança relativa em relação àquilo que existe atualmente e isso passa tanto a nível nacional como europeu. Ele prometeu puxar por mudanças dentro da UE e isso é algo que, sinceramente, e para o bem da própria UE, deve acontecer. E na França, ele vai ter de jogar com a esquerda e com a direita para alterar as políticas orçamentais atuais. Não é preciso dizer que vamos romper com o status quo como fez Trump e Le Pen - e que, pelo menos no caso do Trump, não rompeu com coisa nenhuma mas isso também meio que era óbvio - para se ser bem-sucedido. As eleições legislativas agora serão cruciais para a implementação do seu programa.

O Trump já começou a meter as garras de fora, já acabou com o Obamacare por exemplo...

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há 2 minutos, João A disse:

@Ruben Fonseca a base dele acredita, sim, que ele pode mudar o sistema e, aliás, ele foi claramente um dos candidatos anti-sistema. Aliás, esta eleição foi toda ela uma onda anti-sistema, em que os partidos tradicionais estiveram em desvantagem. Em muitas coisas ele deixou claro que não há muito que pode fazer (por exemplo, na questão do terrorismo), mas de resto existe uma certa expectativa em relação ao que ele pode (ou não) mudar. Puxar por mudanças na UE? Não acredito. Ele pode fazer alguns comentários e dar a sua opinião, mas nada vai mudar. Ele é Presidente da França, não é da Comissão Europeia nem de nenhuma outra instituição europeia.  

Quem manda na Europa de facto é a Merkel/Alemanha... a França tem o seu peso, mas quem dita as ordens é a Merkel.

  • Gosto 2
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há 14 minutos, João A disse:

@Ruben Fonseca a base dele acredita, sim, que ele pode mudar o sistema e, aliás, ele foi claramente um dos candidatos anti-sistema. Aliás, esta eleição foi toda ela uma onda anti-sistema, em que os partidos tradicionais estiveram em desvantagem. Em muitas coisas ele deixou claro que não há muito que pode fazer (por exemplo, na questão do terrorismo), mas de resto existe uma certa expectativa em relação ao que ele pode (ou não) mudar. Puxar por mudanças na UE? Não acredito. Ele pode fazer alguns comentários e dar a sua opinião, mas nada vai mudar. Ele é Presidente da França, não é da Comissão Europeia nem de nenhuma outra instituição europeia.  

 
 

Qualquer pessoa na UE sabe (ou devia saber) que se não houverem mudanças dentro da UE, a UE vai acabar por morrer. Brexit foi um abalo, uma saída da Holanda ou da Itália seria outro golpe, mas um Frexit seria um terramoto do qual a UE poderia nunca recuperar. Portanto é bom que se puxe por mudanças na UE, é bom que saibam ver que essas mudanças são necessárias, cruciais mesmo, para o futuro da UE. 

Quanto ao terrorismo, eu já tinha dito noutro tópico, que isso ninguém pode fazer porque vivemos num mundo que começou com o 11 de setembro e que é demasiado complexo para acabar com medidas simplistas do tipo "vamos expulsar muçulmanos", etc etc... É a nova normalidade e isso não iria mudar com Macrons ou Le Pens. As medidas dele são destinadas à prevenção de novos ataques e, a meu ver, são as mais corretas nesse aspeto.

Quanto às eleições anti-sistema, foi tanto isso como sorte sinceramente. O Fillon estaria na 2ª volta se não fossem os imensos escândalos de corrupção. A Marine Le Pen poderia nem sequer ter ido à 2ª volta talvez se na vez dele tivesse um Juppé. Já o PS, eleições anti-sistema ou não, seria massacrado graças à impopularidade do Hollande. Estas eleições - presidenciais e legislativas - foram/serão para esquecer completamente, isso já se sabia.

há 13 minutos, Forbidden disse:

O Trump já começou a meter as garras de fora, já acabou com o Obamacare por exemplo...

Sim, mas isso são mudanças que têm a ver com as linhas partidárias dos EUA, não é nada que mude radicalmente o status quo. Referia-me ao facto dele querer "limpar o pântano" que é Washington e ter convidado um monte de milionários para o seu governo e ter trazido o pântano todo para o seu governo.

há 1 minuto, srcbica disse:

@Ruben Fonseca, aproveita a folga que a @Maya te dará agora, que, quando chegar a altura das legislativas alemãs, ela volta a pedir-te as tuas maravilhosas análises. :P :mosking:

 

:haha: Temos as eleições legislativas na França primeiro, já no próximo mês. :mosking: As da Alemanha são só em Setembro, e nessas é quase certo ganhar a Merkel, não há muitas incógnitas xD

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há 1 minuto, João A disse:

@Ruben Fonseca Relê o que eu escrevi. Eu não estou a discutir a UE, estou a falar é da capacidade que ele tem para mudar o que quer que seja. Aconselhar a UE a mudar não é a mesma coisa que ter poder para o fazer. 

 

Sim, eu entendo. Mas esta capacidade tem de começar por algum lado e neste momento acho que até a própria Merkel/Alemanha, que é quem efetivamente tem mais poder dentro da UE, já percebeu que esta mudança, se for bem executada juntamente com a França, pode aligeirar um pouco este sentimento anti-UE bem presente em vários países europeus. 

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há 2 horas, Ruben Fonseca disse:

:haha: Temos as eleições legislativas na França primeiro, já no próximo mês. :mosking: As da Alemanha são só em Setembro, e nessas é quase certo ganhar a Merkel, não há muitas incógnitas xD

Eu sei que as próximas são as legislativas francesas, mas o manda-chuva da França é o Presidente, enquanto na Alemanha é a Chanceler e, para mim, também era certo a vitória do Macron, para a @Maya é que não. xD

Postado (editado)

E, agora que a França tem o seu novo Presidente, já saíram as primeiras sondagens para as legislativas.

Citação

Il est désormais président. Mais aura-t-il une majorité pour gouverner ? Depuis que les législatives suivent d’aussi près la présidentielle, le président fraîchement élu a toujours obtenu une majorité parlementaire. Mais cette année, cela n’apparaît pas comme une certitude pour Emmanuel Macron. D'après notre sondage exclusif Kantar-sofres-onepoint pour LCI, les élections législatives des 11 et 18 juin prochains s’annoncent en effet aussi indécises que ne l’était la présidentielle avant le premier tour. 

Fonte: http://www.lci.fr/elections/sondage-lci-legislatives-le-mouvement-d-emmanuel-macron-donne-en-tete-des-intentions-de-vote-mais-49-des-francais-veulent-une-cohabitation-2051184.html

 

Kantar.png

 

E segundo o instituto Harris:

Harris.png

Editado por srcbica
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há 3 horas, CatarinaC disse:

Só falta a Ana Catarina Mendes dizer que a vitória de Macron é uma vitória do PS...

Se o Melenchon tivesse ajudado verdadeiramente o Macron teria apelado ao voto nele, não permitindo sequer á extrema direita ultrapassar os 30%. Que declarações mais anedóticas! 

@srcbica @Ruben Fonseca As legislativas também têm duas voltas?! Em suma, quantos deputados a extrema direita pode eleger para o Parlamento?

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há 1 hora, Maya disse:

@srcbica @Ruben Fonseca As legislativas também têm duas voltas?! Em suma, quantos deputados a extrema direita pode eleger para o Parlamento?

Pelo que eu estive a pesquisar, as legislativas francesas também têm duas voltas, realizadas a 11 e 18 de junho, mas para te ser sincero, não sei como a coisa funciona assim... :S De qualquer da formas, a sondagem da Opinion Way dá estes valores para a assembleia:

En Marche - 249-286 lugares;

UMP - 200-210 lugares;

PS - 28-43 lugares;

Frente Nacional - 15-25 lugares;

França Insubmissa - 6-8 lugares;

 

A assembleia francesa é composta por 577 deputados, sendo precisos 290 para fazer uma maioria absoluta, o que de momento está longe para o En Marche.

  • Gosto 1
Postado (editado)
há 20 horas, Ruben Fonseca disse:

Quanto ao programa eleitoral dele, apela tanto a direita tradicional como à esquerda. Por exemplo, a nível de defesa ele disse que vai apenas reavaliar o estado de emergência em vigor desde dos ataques terroristas de Paris e disse que iria investir na força policial (mais 10 mil polícias), aumentar os gastos na defesa para 2% do PIB e uma maior intervenção local e internacional para combater o terrorismo, sem ter de andar a remover cidadania a terroristas e outras propostas da FN... Já a nível económico, ele vai manter as 35 horas de trabalho, não vai mudar a idade de reforma durante 5 anos (apelo à esquerda) e vai tentar alinhar o regime de pensões da função pública com o privado (apelo à direita), assim como alguns cortes na função pública também. Isto é também acompanhado de turmas com menos alunos, um novo impulso e reformas para revitalizar a UE e a zona euro, etc...

Qual é o mal de remover a nacionalidade francesa a terroristas de origem estrangeira? Ou mesmo reduzir a entrada de imigrantes? Ele devia aproveitar essa proposta da Frente Nacional para frear o crescimento da extrema direita. Basta ver o exemplo britânico com a Teresa May. Ela restringiu ou vai restringir a imigração e nas ultimas eleições o UKIP foi de vela. Está aí a receita para acabar com a extrema direita. Para os terroristas com origem francesa a solução está em enviá-los para uma das ilhas ultramarinas de França desde que tal ilha ou ilhas não tenham imãs nem mesquitas. 

há 20 horas, Forbidden disse:

O Trump já começou a meter as garras de fora, já acabou com o Obamacare por exemplo...

O engraçado é que há 3/4 anos havia vários democratas descontentes com o Obamacare e agora só por estar o Trump no poder são todos a favor do Obamacare. 

há 1 hora, srcbica disse:

Pelo que eu estive a pesquisar, as legislativas francesas também têm duas voltas, realizadas a 11 e 18 de junho, mas para te ser sincero, não sei como a coisa funciona assim... :S De qualquer da formas, a sondagem da Opinion Way dá estes valores para a assembleia:

En Marche - 249-286 lugares;

UMP - 200-210 lugares;

PS - 28-43 lugares;

Frente Nacional - 15-25 lugares;

França Insubmissa - 6-8 lugares;

 

A assembleia francesa é composta por 577 deputados, sendo precisos 290 para fazer uma maioria absoluta, o que de momento está longe para o En Marche.

Que miséria para a Frente Nacional então a mulher ganha mais de 1/3 dos votos nas presidenciais e nas legislativas só fica com isso? No mínimo dos mínimos devia ter uns 100 deputados. 

 

@Ruben Fonseca  Tendo em conta os nºs apresentados pelo @srcbica, tu que és especialista explica-me uma coisa:

1-  Imaginemos que o partido do Macron consegue menos deputados que o UMP e não há interessados em coligação. Como é que ele iria governar o país?

2-  Imaginemos que ontem ganhava a Marine e que nas legislativas o partido dela só ganhava 25 deputados. Como é que ela iria governar o país?

Editado por Manuel Silva
Postado
há 5 minutos, Manuel Silva disse:

Que miséria para a Frente Nacional então a mulher ganha mais de 1/3 dos votos nas presidenciais e nas legislativas só fica com isso? No mínimo dos mínimos devia ter uns 100 deputados. 

Tal como escrevi anteriormente, não sei como se processam as legislativas francesas, no entanto, num artigo de opinião, li isto:

Citação

O sistema eleitoral francês tende a penalizar os extremos. No parlamento que agora vai ser substituído, a FN tinha apenas 2 dos 577 deputados. A análise da geografia eleitoral sugere que nas eleições de junho poderá chegar aos 15.

Fonte: http://24.sapo.pt/opiniao/artigos/ainda-faltam-mais-duas-voltas-e-instalar-confianca

 

Postado
há 28 minutos, srcbica disse:

Tal como escrevi anteriormente, não sei como se processam as legislativas francesas, no entanto, num artigo de opinião, li isto:

 

Eu achava que nas legislativas eles tivessem em conta o voto do povo. Mesmo assim não percebi como é ela só consegue 15 deputados. Acho muito pouco. 

Postado
On 6 de maio de 2017 at 09:31, Ambrósio disse:

http://www.dn.pt/sociedade/interior/sismo-de-magnitude-35-na-escala-de-richter-e-registado-na-regiao-da-figueira-da-foz-7581124.html

Eu senti aqui, mas não liguei muito e nem pensei que fosse um sismo, nunca tinha sentido nenhum. 

@André F. 1906@Carlosss@Televisão 10@srcbica sentiram alguma coisa?

Desculpa Ambrósio mas só vi que me mencionáste agora, por acaso não senti nada, mais uma vez desculpa o atraso na resposta.

  • Gosto 1
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há 7 horas, Maya disse:

Se o Melenchon tivesse ajudado verdadeiramente o Macron teria apelado ao voto nele, não permitindo sequer á extrema direita ultrapassar os 30%. Que declarações mais anedóticas! 

@srcbica @Ruben Fonseca As legislativas também têm duas voltas?! Em suma, quantos deputados a extrema direita pode eleger para o Parlamento?

 
 

Têm. Na 1ª volta, o candidato com maioria absoluta é eleito. Na 2ª, aqueles que obtiveram pelo menos 12.5% dos votos vão novamente às urnas (ou, caso ninguém consiga atingir esse valor, os dois candidatos mais votados), em que basta uma maioria dos votos para se ser eleito deputado.

Como o @srcbica disse, a última sondagem apontava para cerca de 25 lugares, no máximo, para a FN, mas acho que irão ser mais. Existe umas zona, no nordeste da França (perto da fronteira entre a Bélgica e a Alemanha), em que a FN se dá bem e que acredito que consiga um bom número de deputados lá.

Spoiler

1000px-EN_-_2017_French_presidential_ele

Mapa da 2ª volta das eleições presidenciais por município. Estás a ver aquelas zonas perto da fronteira com a Bélgica? É aí que me refiro. :P Aliás, os dois departamentos que a Marine ganhou ao Macron foram nessa zona. 

 

Devemos ter mais novidades acerca disso durante esta e na próxima semana, já que os candidatos têm de registar a candidatura para a semana. Se acontecer como em 2012, deveremos ter um duelo Mélenchon-Le Pen, pois estão ambos na mesma circunscrição eleitoral. :mosking: 

há 5 horas, Manuel Silva disse:

Qual é o mal de remover a nacionalidade francesa a terroristas de origem estrangeira? Ou mesmo reduzir a entrada de imigrantes? Ele devia aproveitar essa proposta da Frente Nacional para frear o crescimento da extrema direita. Basta ver o exemplo britânico com a Teresa May. Ela restringiu ou vai restringir a imigração e nas ultimas eleições o UKIP foi de vela. Está aí a receita para acabar com a extrema direita. Para os terroristas com origem francesa a solução está em enviá-los para uma das ilhas ultramarinas de França desde que tal ilha ou ilhas não tenham imãs nem mesquitas. 

O engraçado é que há 3/4 anos havia vários democratas descontentes com o Obamacare e agora só por estar o Trump no poder são todos a favor do Obamacare. 

Que miséria para a Frente Nacional então a mulher ganha mais de 1/3 dos votos nas presidenciais e nas legislativas só fica com isso? No mínimo dos mínimos devia ter uns 100 deputados. 

 

@Ruben Fonseca  Tendo em conta os nºs apresentados pelo @srcbica, tu que és especialista explica-me uma coisa:

1-  Imaginemos que o partido do Macron consegue menos deputados que o UMP e não há interessados em coligação. Como é que ele iria governar o país?

2-  Imaginemos que ontem ganhava a Marine e que nas legislativas o partido dela só ganhava 25 deputados. Como é que ela iria governar o país?

 

O UKIP ia-se extinguir de uma maneira ou outra. O objetivo principal do partido era fazer o RU sair da UE, algo que aconteceu. O próprio líder não é tão convincente como o Farage (embora o Farage também não passe de um populista tipo Trump) e é normal que, com a popularidade de May em altas, a falta de oposição por parte do Labour e dos Lib Dems, e com o facto de o UKIP ter 0% chances de ter uma maioria do que quer que seja (nem um único deputado têm agora), o que significa num poder de negociação nulo, muitos acabem por votar nos Conservadores nestas eleições. 

Aliás, a própria Theresa May não anda por aí com a retórica anti-imigração que vês numa FN, num UKIP ou noutro partido qualquer de extrema-direita. As palavras "strong and stable Britain" é o que ela mais tem dito, numa alusão de que são os Conservadores e de que uma grande maioria conservadora é precisa para negociar o Brexit. Strong and stable não significa "imigrantes fora" que eu saiba...

Quanto a remover a nacionalidade francesa, já te expliquei noutro tópico que as coisas não são assim tão simples e que quem planeia e desencadeia os atentados em França costumam ser cidadãos franceses e não pessoas que chegam ao país recentemente. Além de que o próprio Macron, se quiser ter apoios à esquerda e à direita não pode ser extremista. Essa ideia da remoção da nacionalidade francesa a quem é, efetivamente, francês, é apoiado pela FN e ninguém quer, ou deve querer, o seu apoio.

1: Depende de quantos lugares tem o En Marche, depende de quantos lugares terão os Republicanos/UMP. A França tem imensos partidos representados. Atualmente, a atual maioria que sustentou o governo de Hollande é composta por 9 partidos, e uns outros quantos, seja dentro dessa coligação, seja fora, têm apenas um ou dois lugares. Há n cenários possíveis e acho que o Macron já deve ter pensado nalguns. Pelo que percebi ontem na France 24, ele - ou o movimento dele - já disse que quem pertence à UMP/PS, pode agora representar o En Marche desde que saía do partido em que está registado. Se é verdade, ou se percebi bem, não garanto porque também não pesquisei nada sobre isso mas como disse em cima, teremos novidades sobre isso para a semana certamente.

2: Muitas das coisas que ela propunha simplesmente não se iam realizar. O presidente da França tem poder, sim, mas sem apoios na Assembleia Nacional, esse poder para reformar o país da maneira que ela quer simplesmente não ia ser tão visível. Ela ainda podia fazer o referendo sobre a UE e ainda podia levar à frente propostas relacionadas com a anti-imigração mas algumas teriam de ficar pelo caminho. Aliás, vou-te dar o exemplo do Trump. Os Republicanos detêm a maioria no Senado e no Congresso mas ainda recentemente, para evitarem um shutdown, o financiamento para o muro que o Trump tanto quer foi praticamente 0. E isto porque os Democratas não arredaram o pé e disseram, em sintonia, que não ajudavam a aprovar o orçamento se estivesse lá aquele financiamento para o muro, o que levaria ao tal shutdown. Muitas áreas que o Trump também pensava cortar acabaram com cortes mais reduzidos ou sem cortes mesmo também. No caso europeu, sem maioria absoluta, as propostas mais radicais acabam por cair por terra.

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Já agora, o Obamacare era bastante impopular ao início, custando o Congresso aos Democratas em 2010 que desde aí nunca mais voltaram a liderar, mas este plano é mais impopular ainda. Além de que retira o acesso a cuidados de saúde a mais de 20 milhões de pessoas. Não foram só os Democratas que votaram contra, Republicanos mais moderados também o fizeram e foi isso que fez quase chumbar esta medida e a fez chumbar (não chumbou porque nem sequer foi a votos, mas se fosse era chumbada, daí ter sido retirada da votação) uma vez. Agora ainda vai passar pelo Senado, que não gosta do plano e que vai modificá-lo, mas a tornar-se lei e a manter-se assim tão impopular ao ponto de deixar milhões sem acesso a cuidados de saúde, aliado à impopularidade de Trump, pode muito bem custar o Senado e o Congresso aos Republicanos já em 2018.

Aliás, o facto de nas últimas eleições locais especiais, os Republicanos terem ganho por uma margem curtíssima em locais que são solidamente Republicanos é um problema. Daqui a pouco mais de um mês vamos ter uma 2ª volta na Geórgia, um estado bastante republicano, onde o GOP está a gastar rios de dinheiro para melhorar as chances contra um Democrata que por pouco não foi eleito à 1ª volta (precisava de 50%, obteve cerca de 48%) e manterem assim o lugar no Congresso.

---

Curiosidade: a vitória de Macron foi o maior erro de há décadas nas sondagens francesas. As sondagens previam que Macron ganhasse com uma margem de 22% quando a margem foi de 32.2%. Esta diferença de mais de 10% entre as sondagens e o resultado real é a maior falha desde 2002, quando as sondagens previam que Chirac vencesse por uma margem de 56% contra Le Pen (pai) e essa margem foi de quase 64.4% (8.4% de diferença). 

Quando o medo era que as sondagens subestimassem os votos de Le Pen, a verdade é que ela subestimaram, e muito, os votos de Macron. :P 

  • Gosto 4
Postado
há 17 horas, Ruben Fonseca disse:

Têm. Na 1ª volta, o candidato com maioria absoluta é eleito. Na 2ª, aqueles que obtiveram pelo menos 12.5% dos votos vão novamente às urnas (ou, caso ninguém consiga atingir esse valor, os dois candidatos mais votados), em que basta uma maioria dos votos para se ser eleito deputado.

Como o @srcbica disse, a última sondagem apontava para cerca de 25 lugares, no máximo, para a FN, mas acho que irão ser mais. Existe umas zona, no nordeste da França (perto da fronteira entre a Bélgica e a Alemanha), em que a FN se dá bem e que acredito que consiga um bom número de deputados lá.

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1000px-EN_-_2017_French_presidential_ele

Mapa da 2ª volta das eleições presidenciais por município. Estás a ver aquelas zonas perto da fronteira com a Bélgica? É aí que me refiro. :P Aliás, os dois departamentos que a Marine ganhou ao Macron foram nessa zona. 

 

Devemos ter mais novidades acerca disso durante esta e na próxima semana, já que os candidatos têm de registar a candidatura para a semana. Se acontecer como em 2012, deveremos ter um duelo Mélenchon-Le Pen, pois estão ambos na mesma circunscrição eleitoral. :mosking: 

O UKIP ia-se extinguir de uma maneira ou outra. O objetivo principal do partido era fazer o RU sair da UE, algo que aconteceu. O próprio líder não é tão convincente como o Farage (embora o Farage também não passe de um populista tipo Trump) e é normal que, com a popularidade de May em altas, a falta de oposição por parte do Labour e dos Lib Dems, e com o facto de o UKIP ter 0% chances de ter uma maioria do que quer que seja (nem um único deputado têm agora), o que significa num poder de negociação nulo, muitos acabem por votar nos Conservadores nestas eleições. 

Aliás, a própria Theresa May não anda por aí com a retórica anti-imigração que vês numa FN, num UKIP ou noutro partido qualquer de extrema-direita. As palavras "strong and stable Britain" é o que ela mais tem dito, numa alusão de que são os Conservadores e de que uma grande maioria conservadora é precisa para negociar o Brexit. Strong and stable não significa "imigrantes fora" que eu saiba...

Quanto a remover a nacionalidade francesa, já te expliquei noutro tópico que as coisas não são assim tão simples e que quem planeia e desencadeia os atentados em França costumam ser cidadãos franceses e não pessoas que chegam ao país recentemente. Além de que o próprio Macron, se quiser ter apoios à esquerda e à direita não pode ser extremista. Essa ideia da remoção da nacionalidade francesa a quem é, efetivamente, francês, é apoiado pela FN e ninguém quer, ou deve querer, o seu apoio.

1: Depende de quantos lugares tem o En Marche, depende de quantos lugares terão os Republicanos/UMP. A França tem imensos partidos representados. Atualmente, a atual maioria que sustentou o governo de Hollande é composta por 9 partidos, e uns outros quantos, seja dentro dessa coligação, seja fora, têm apenas um ou dois lugares. Há n cenários possíveis e acho que o Macron já deve ter pensado nalguns. Pelo que percebi ontem na France 24, ele - ou o movimento dele - já disse que quem pertence à UMP/PS, pode agora representar o En Marche desde que saía do partido em que está registado. Se é verdade, ou se percebi bem, não garanto porque também não pesquisei nada sobre isso mas como disse em cima, teremos novidades sobre isso para a semana certamente.

2: Muitas das coisas que ela propunha simplesmente não se iam realizar. O presidente da França tem poder, sim, mas sem apoios na Assembleia Nacional, esse poder para reformar o país da maneira que ela quer simplesmente não ia ser tão visível. Ela ainda podia fazer o referendo sobre a UE e ainda podia levar à frente propostas relacionadas com a anti-imigração mas algumas teriam de ficar pelo caminho. Aliás, vou-te dar o exemplo do Trump. Os Republicanos detêm a maioria no Senado e no Congresso mas ainda recentemente, para evitarem um shutdown, o financiamento para o muro que o Trump tanto quer foi praticamente 0. E isto porque os Democratas não arredaram o pé e disseram, em sintonia, que não ajudavam a aprovar o orçamento se estivesse lá aquele financiamento para o muro, o que levaria ao tal shutdown. Muitas áreas que o Trump também pensava cortar acabaram com cortes mais reduzidos ou sem cortes mesmo também. No caso europeu, sem maioria absoluta, as propostas mais radicais acabam por cair por terra.

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Já agora, o Obamacare era bastante impopular ao início, custando o Congresso aos Democratas em 2010 que desde aí nunca mais voltaram a liderar, mas este plano é mais impopular ainda. Além de que retira o acesso a cuidados de saúde a mais de 20 milhões de pessoas. Não foram só os Democratas que votaram contra, Republicanos mais moderados também o fizeram e foi isso que fez quase chumbar esta medida e a fez chumbar (não chumbou porque nem sequer foi a votos, mas se fosse era chumbada, daí ter sido retirada da votação) uma vez. Agora ainda vai passar pelo Senado, que não gosta do plano e que vai modificá-lo, mas a tornar-se lei e a manter-se assim tão impopular ao ponto de deixar milhões sem acesso a cuidados de saúde, aliado à impopularidade de Trump, pode muito bem custar o Senado e o Congresso aos Republicanos já em 2018.

Aliás, o facto de nas últimas eleições locais especiais, os Republicanos terem ganho por uma margem curtíssima em locais que são solidamente Republicanos é um problema. Daqui a pouco mais de um mês vamos ter uma 2ª volta na Geórgia, um estado bastante republicano, onde o GOP está a gastar rios de dinheiro para melhorar as chances contra um Democrata que por pouco não foi eleito à 1ª volta (precisava de 50%, obteve cerca de 48%) e manterem assim o lugar no Congresso.

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Curiosidade: a vitória de Macron foi o maior erro de há décadas nas sondagens francesas. As sondagens previam que Macron ganhasse com uma margem de 22% quando a margem foi de 32.2%. Esta diferença de mais de 10% entre as sondagens e o resultado real é a maior falha desde 2002, quando as sondagens previam que Chirac vencesse por uma margem de 56% contra Le Pen (pai) e essa margem foi de quase 64.4% (8.4% de diferença). 

Quando o medo era que as sondagens subestimassem os votos de Le Pen, a verdade é que ela subestimaram, e muito, os votos de Macron. :P 

Este sistema francês baralha-me tanto! Se o Partido Socialista vier a ter (e vai concerteza ter) menos votos que á Frente Nacional, porque é que os analistas prevém que os socialistas terão uma maior representabilidade no Parlamento?!

Outra coisa que me tem intrigado bastante é a incognita relativamente á escolha de Macron para seu Primeiro Ministro, que na minha perspectiva, deveria ser alguém mais próximo á direita francesa que á esquerda...

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há 2 minutos, Maya disse:

Este sistema francês baralha-me tanto! Se o Partido Socialista vier a ter (e vai concerteza ter) menos votos que á Frente Nacional, porque é que os analistas prevém que os socialistas terão uma maior representabilidade no Parlamento?!

 

Porque em duelos em que um candidato da Frente Nacional for à 2ª volta com outros candidatos, estes podem-se unir em torno de um candidato para impedir a eleição de um deputado da FN. Por exemplo, em 2012, nesse duelo entre Marine Le Pen e Mélenchon, Le Pen venceu a 1ª volta mas como não foi com maioria absoluta, 3 candidatos (ela, Mélenchon e um candidato do PS, que ficou em 2º) foram à 2ª volta. Mélenchon retirou-se da corrida na 2ª volta e apoiou o candidato do PS, que ganhou à Le Pen com pouco mais de 50% dos votos.

O mesmo deverá acontecer este ano nalguns casos, daí a FN poder (acho que só daqui a duas semanas, altura em todos os candidatos já registaram a sua candidatura, é que temos um espelho mais completo das intenções de voto e de deputados, agora ainda é tudo muito vago) eleger menos deputados que uma coligação PS+Verdes - a sondagem com os lugares que o @srcbica publicou também contém os Verdes, não é só o PS representado. :P 

Falando nisso, Manuel Valls vai ser, provavelmente, candidato do En Marche nas legislativas. Ele declarou a intenção de participar numa maioria de apoio a Macron hoje: http://expresso.sapo.pt/internacional/2017-05-09-Ex-primeiro-ministro-frances-candidata-se-as-legislativas-pelo-partido-de-Macron

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há 1 minuto, srcbica disse:

Se o Macron quer alguém do PS para primeiro-ministro, acho que devia apostar na Ségolene. O Valls está tão queimado quanto o Hollande.

Também sou da mesma opinião, o Valls é tão tóxico como o Hollande, quanto mais longe o Macron estiver de ambos, melhor. :haha:  A Ségolène se não fosse do governo do PS, que é a grande desvantagem dela, teria excelentes chances de ser PM, já que tem experiência política suficiente para desempenhar o cargo. No entanto, como o Macron já disse que queria uma renovação de caras e de preferência nenhum ex-ministro no governo, duvido que ele aposte nela.

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