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On 06/08/2024 at 10:38, Vieira disse:

No próximo Domingo a novela Desencontros substitui Ricardina e Marta.

Afinal não é este domingo, é o próximo. A programação estava incorreta :s  

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há 6 horas, tuscano disse:

O canal precisa:

1- Mais um programa próprio, por exemplo  um Traz Para a Frente reformulado, que até podia ser com outros comentadores.

2- Alterar a estrutura do horário nobre, não pode ser só composto de séries e novela como é agora, já uma vez aqui escrevi como para mim devia ser

3- Devia de na vez de apenas dois filmes por semana, ter pelo menos mais um, que até podia ser em horário mais nocturno, para abarcar filmes mais violentos, clássicos do Terror e até do erotismo porque não, etc. Uma vez em em cada 15 dias, uma das sessões seria preenchida com cinema português, mas nunca ao Sábado à noite.

4- Aproveitar o monte de concertos musicais antigos dos mais variados estilos, espectáculos, teatro e eventos temáticos dedicados a isto ou à aquilo, circos, homenagens eu sei lá e transmiti-los,

5- Repor programas antigos, se existirem cópias claro, de Programas da Manhã e da Tarde, nesses mesmos horários.

6- Estruturar a escolha de documentários que já possuem e tentar traze também alguns estrangeiros antigos, como por exemplo o Planeta Vivo, etc.

7- Fazer uma coisa que nunca fizeram, que era transmitir desenhos animados clássicos, daqueles que passaram aos Sábados pela manhã, e não apenas os de produção própria, que isso sim já fizeram.

8- Se possível, transmitir emissões antigas de concursos, não só os do Herman, bem sei que muitas vezes é preciso os direitos e isso custa dinheiro.

tuscano a diretor da RTP Memória e com orçamento para implementar as suas ideias :adoro:

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  • 2 semanas depois...
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Gostei bastante do 1ºepisódio de Desencontros. Para já destaco António Rama, Suzana Borges, José Gomes e Margarida Carpinteiro. Mas têm ali muitas personagens com um enorme potencial.

Editado por Vieira
  • Gosto 1
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On 09/08/2024 at 14:11, tuscano disse:

O canal precisa:

1- Mais um programa próprio, por exemplo  um Traz Para a Frente reformulado, que até podia ser com outros comentadores.

2- Alterar a estrutura do horário nobre, não pode ser só composto de séries e novela como é agora, já uma vez aqui escrevi como para mim devia ser

3- Devia de na vez de apenas dois filmes por semana, ter pelo menos mais um, que até podia ser em horário mais nocturno, para abarcar filmes mais violentos, clássicos do Terror e até do erotismo porque não, etc. Uma vez em em cada 15 dias, uma das sessões seria preenchida com cinema português, mas nunca ao Sábado à noite.

4- Aproveitar o monte de concertos musicais antigos dos mais variados estilos, espectáculos, teatro e eventos temáticos dedicados a isto ou à aquilo, circos, homenagens eu sei lá e transmiti-los,

5- Repor programas antigos, se existirem cópias claro, de Programas da Manhã e da Tarde, nesses mesmos horários.

6- Estruturar a escolha de documentários que já possuem e tentar traze também alguns estrangeiros antigos, como por exemplo o Planeta Vivo, etc.

7- Fazer uma coisa que nunca fizeram, que era transmitir desenhos animados clássicos, daqueles que passaram aos Sábados pela manhã, e não apenas os de produção própria, que isso sim já fizeram.

8- Se possível, transmitir emissões antigas de concursos, não só os do Herman, bem sei que muitas vezes é preciso os direitos e isso custa dinheiro.

Também uma coisa que faz falta na RTP MEMÓRIA é a informação, podiam ter, tal como antigamente, uma rubrica em que mostrasse as notícias do dia, mas de anos anteriores. Podiam voltar com programas do estilo do País em Memória ou repetir programas de informação antigos como o Grande Reportagem ou o Primeira Página.

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há 38 minutos, Vascof2001 disse:

Também uma coisa que faz falta na RTP MEMÓRIA é a informação, podiam ter, tal como antigamente, uma rubrica em que mostrasse as notícias do dia, mas de anos anteriores. Podiam voltar com programas do estilo do País em Memória ou repetir programas de informação antigos como o Grande Reportagem ou o Primeira Página.

Correto, até se podia fazer um programa semanal as noticias da semana e durante uns 45m,falava-se de tudo o que tivesse acontecido nesses dias mas em anos anteriores e depois corta-lo em pequenos pedaços e repeti-los nos dias de semana. Este programa podia ser transmitido aos Sábados ao fim da tarde, para não se estar a tarde de Sábado toda só com séries em repetição, é enjoativo. Já foi feito algo parecido, mas está algo desactualizado.

Editado por tuscano
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On 21/07/2024 at 11:33, Vieira disse:

Ontem deu uma curta metragem chamada Ladrão Que Rouba a Anão Tem Cem Anos de Prisão (1992). Achei muito engraçado :rofl: A Cristina Areia estava muito novinha e teve uma boa prestação. Saudades dela :giveheart:

Esse é o segundo de três filmes da série "Á La Minuta" (1994). 

Está na RTP Arquivos: https://arquivos.rtp.pt/conteudos/ladrao-que-rouba-a-anao-tem-cem-anos-de-perdao/

Editado por FraisesSucrées
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@Guida A novela Desencontros tem sido uma boa supresa. Está cheia de ótimas personagens e prestações. Para além de António Rama, Suzana Borges, José Gomes e Margarida Carpinteiro, mencionados anteriormente, acrescento a Ana Zanatti, Filomena Gonçalves, Carlos César, Canto e Castro, os agentes da PJ também são interessantes, todos muito diferentes entre si.

Editado por Vieira
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Em substituição da série Soldados da Fortuna ou A-Team como queiram,  que dia 20 de Agosto terminou, entra a série portuguesa Pai à Força, que já deu tanta vez que a mim já me enjoa.

Editado por tuscano
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A novela Desencontros é uma novela que marca uma era na TV. A qualidade de produção das novelas da NBP era assinalável  desde a primeira novela, Cinzas, e a produtora tinha 4 ou 5 anos, se tanto. Talvez não se pudesse comparar às super produções da Globo, mas para produções digamos "normais", as novelas portuguesas já entregavam qualidade tecnica. Desencontros entra como a 4ª novela da NBP, no horário das 19 do Canal 1. O horário, apesar das reivindicações dos atores, era o melhor horário para este tipo de produção. A triade Cinzas, Banqueira do Povo e Verão Quente, mesmo que com outra realidade, menos agressiva por parte da SIC, cumpriam o papel de expor produçôes nacionais e serem competitivas, na antecâmara de Telejornal, uma das maiores audiencias diárias da TV.  Após VQ, surge Na Paz dos Anjos. Uma interessante comédia, que teria tido um bom percurso na sequencia da inócua VQ, mas a RTP opta por lançar a novela no HN dos fins de semana, retomando uma prática deixada para trás, de exibibir novelas ao fim de semana, desde que Despedida de Solteiro passou a diária, para atacar em peso as tentativas da SIC de impor as suas novelas.  A experiencia da novela portuguesa ao fim de semana durou pouco, sendo a novela atirada para as 18 e pouco, antes do Com a Verdade M`enganas, onde permaneceu até ao final. Na pratica, foi a novela que teve o "pior" horário das 4 exibidas.  Quando estreia Desencontros, o regresso da novela portuguesa as 19 horas não foi estranho. E, como sempre, quando se lançava uma novela, era um evento. Toda a gente a dizer maravilhas, elenco em todas as revistas. Aquela é sempre "a melhor", é "tão boa quanto as da Globo", etc. Foi bem vendida inicialmente e quando estreia sim, dava bom ar. Parecia algo mais arrojado, uma linguagem mais realista, com pano de fundo a metrópole.  Os bons resultados da novela as 19 nao demoraram e a contestação de todos em relaçao ao horário mantinha-se. A RTP tinha acabado de perder o acesso às novelas da Globo e após Fera Ferida a escolha recai em 74.5 Uma Onda No Ar, novela que ocupa o HN quando Desencontros estreia. Assim que termina FF e estreia 74.5, a RTP perde definitivamente a  corrida pelo HN. A fase final de A Viagem arruma de vez a nova aposta da RTP e quando Irmãos Coragem estreia, não deu outra. A SIC pula em definitivo para a liderança regular do horário mais caro da TV.  As novelas andavam tipo IC - 20 pontos rtng, 74.5 - 14, 15 rtng. Desencontros as 19 tinha 12, 13...alguns dias 14 pontos. Com a novela brasileira a não dar conta do recado, com muito poucas opções de mercado  e a pressão publica para se promover a novela portuguesa, quando 74.5 chega ao fim a RTP opta por transferir a novela portuguesa para as 20:45.  A nivel de audiencia, a coisa andou muito proxima dos valores que a novela brasileira anterior conseguia. Contra IC demolidores,  vinda das 19 ( apesar do bom compacto exibido na transferencia), nao se podia pedir mais. Cumpriu o seu papel e acabou por ficar na história como a primeira novela portuguesa do NH desde o inicio dos anos 90.  Incrivelmente, a RTP reexibiu algumas das suas novelas - NPdA repetiu pouco tempo depois, no horario das 16, por ex - e Desencontros nunca voltou a ver a luz do dia. A par de VQ, nunca foram repostas. A RTP teve uma linha de  repetiçoes as 10 da manhã, durante um tempo, onde reexibiu Cinzas ( depois de tentar repor a novela as 18:15, antes do capitulo da reposição de PsP, que a essa altura passou a ser exibida as 19 horas, depois do fim do concurso Golo Golo Golo, que ocupava a faixa das 19:30. Com  o  fracasso da reposição às 18, foi atirada para as 10:15, onde se manteve e foi substituida pela reposiçao de ABdP e, quando se expectáva a vida da resposiçao de VQ, a RTP traz a velha Palavras Cruzadas. Essa reposiçao fechava a faixa e a RTP acabaria por retomar as repoisçoes justamente com NPdA, as 16. No entanto, na sequencia quando se achava que poderiam regressar Desencontros, a RTP opta por uma reposiçao sim, mas de Coração Selvagem, mexicana. Com isto, VQ e Desencontros ficaram por repor e quando à a retoma das reposiçoes já foi com Roseira Brava. 

Mas acho a novela com mais fama que rama. Há bons nucleos, mas outros sofriveis. A história do asssassinato era o "plus" e acabou por ser o melhor da novela, dando algums dinamica, mas a componente "folhetm" é de chorar. O nucleo Serpa é o pior. Três otimos atores com papeis mediocres, puros estereotipos  - Ana Zanatti, com azar nesta segunda fase de novelas, com mais uma "tia",  menos deprimida que em VQ, mas ainda assim... Carlos Daniel desperdiçado e Sofia Alves, já a ver-se que tinhamos ali atriz, tambem com as limitações do seu nucleo. O romance com o policia e a tragédia que os marcará, ajudarão a atriz a mostrar que era uma mina. 

Uma coisa que me incomoda nesta novela, que não se notava nas anteriores, é o facto de, ou não eram para ser cómicos e tornaram-se, ou os nucleos "comicos" são muito mal metidos. Margarida Carpinteiro ou está over, ou se a ideia era aquilo, é estranho. O Braz é um personagem importante e dramatico e o seu ambiente familiar ser aquela chinfrineira e gritaria constante, com Margarida Carpinteiro com aquela mega peruca, é muito incoerente. Não que o facto do homem ter aquela familia não contribuir para o seu fim, mas dar ares de comedia de revista a um nucleo que tem uma importancia enorme na parte dramatica e terá no seu centro o pior aconteciemnto da novela - a violaçao da Marta, outro personagem "comico" - e nós a vermos uma atriz com as valencias  de Margarida Carpinteiro a atuar com a sua peruca e a cena perder metade do efeito.  O mesmo acontece com Florbela Queiroz. Uma atriz exuberante, enfiada debaixo de uma peruca singela, a fazer uma "boazinha e pobrezinha". Talvez trocadas, as atrizes tinham imprimido muito mais naturalidade às personagens. 

O melhor da novela é mesmo Antonio Rama. Faz mexer a trama toda e ninguem dá nada por ele. O nucleo do ANgelino é o melhor, a par da PJ.  A secretaria - cunhada tambem está no ponto, assim como Henriqueta Maia.  Mas o charme à parte vai mesmo para Suzana Borges.  È  o melhor personagem feminino da novela. Movimenta-se facilmente por diversos ambientes e a sua sensualidade discreta é marcante. 

O Núcleo da PJ, talvez por proximidade da realidade abordade pelo autor, é o melhor ponto da novela. Não apenas pela dinamica que imprime a novela ( apesar de a determinada altura a coisa nao ata nem desata), com uma otima perseguição ao assassino de Antunes, como pelas boas histórias que cada elemento daquela brigada tem. Vitor Norte, a fazer de vitor norte XD, a apresentar um personagem cheio de carisma, com uma situação familiar como tantas, ainda nos dias de hoje. A parceria com Filomena Gonçalves funcionava lindamente e era impossivel nao torcer por eles.  Jà Emidio, com o papel mais ingrato, de novato, teve que ser o "heroi romantico" tambem. A morte do personagem tambem foi um momento dramatico alto.  Até Luis Esparteiro, que depois de pequenas ingressoes nas novelas anteriores, ganhava destaque. O bruto Bernardo, apesar do exagero, era aceitável naquela nucleo. O o grande Antonio Montez, que depois de depois vilôes, ganhavam o doce e sofrido ALberto. E coitado, tinha tambem no seu seio, outro dos piores dramas da novela: a morte do sobrinho, criado como filho, vitima de SIDA. 

Quando revejo, nao posso deixar de sentir uma certa identificaçao. A novela tentava mostar a contemporaneidade e utilizava-se de temas fortes, impactantes. Pena que o desenvolvimento narrativo não foi melhor. A inexperiencia dos autores era obvia e normal. Mas o resultado acabou por ser bem menor do que o se dizia. Era uma novela Ok, para a época, mas em nada era muitoooo melhor que as anteriores. 

 

 

Editado por FLP
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há 30 minutos, FLP disse:

A novela Desencontros é uma novela que marca uma era na TV. A qualidade de produção das novelas da NBP era assinalável  desde a primeira novela, Cinzas, e a produtora tinha 4 ou 5 anos, se tanto. Talvez não se pudesse comparar às super produções da Globo, mas para produções digamos "normais", as novelas portuguesas já entregavam qualidade tecnica. Desencontros entra como a 4ª novela da NBP, no horário das 19 do Canal 1. O horário, apesar das reivindicações dos atores, era o melhor horário para este tipo de produção. A triade Cinzas, Banqueira do Povo e Verão Quente, mesmo que com outra realidade, menos agressiva por parte da SIC, cumpriam o papel de expor produçôes nacionais e serem competitivas, na antecâmara de Telejornal, uma das maiores audiencias diárias da TV.  Após VQ, surge Na Paz dos Anjos. Uma interessante comédia, que teria tido um bom percurso na sequencia da inócua VQ, mas a RTP opta por lançar a novela no HN dos fins de semana, retomando uma prática deixada para trás, de exibibir novelas ao fim de semana, desde que Despedida de Solteiro passou a diária, para atacar em peso as tentativas da SIC de impor as suas novelas.  A experiencia da novela portuguesa ao fim de semana durou pouco, sendo a novela atirada para as 18 e pouco, antes do Com a Verdade M`enganas, onde permaneceu até ao final. Na pratica, foi a novela que teve o "pior" horário das 4 exibidas.  Quando estreia Desencontros, o regresso da novela portuguesa as 19 horas não foi estranho. E, como sempre, quando se lançava uma novela, era um evento. Toda a gente a dizer maravilhas, elenco em todas as revistas. Aquela é sempre "a melhor", é "tão boa quanto as da Globo", etc. Foi bem vendida inicialmente e quando estreia sim, dava bom ar. Parecia algo mais arrojado, uma linguagem mais realista, com pano de fundo a metrópole.  Os bons resultados da novela as 19 nao demoraram e a contestação de todos em relaçao ao horário mantinha-se. A RTP tinha acabado de perder o acesso às novelas da Globo e após Fera Ferida a escolha recai em 74.5 Uma Onda No Ar, novela que ocupa o HN quando Desencontros estreia. Assim que termina FF e estreia 74.5, a RTP perde definitivamente a  corrida pelo HN. A fase final de A Viagem arruma de vez a nova aposta da RTP e quando Irmãos Coragem estreia, não deu outra. A SIC pula em definitivo para a liderança regular do horário mais caro da TV.  As novelas andavam tipo IC - 20 pontos rtng, 74.5 - 14, 15 rtng. Desencontros as 19 tinha 12, 13...alguns dias 14 pontos. Com a novela brasileira a não dar conta do recado, com muito poucas opções de mercado  e a pressão publica para se promover a novela portuguesa, quando 74.5 chega ao fim a RTP opta por transferir a novela portuguesa para as 20:45.  A nivel de audiencia, a coisa andou muito proxima dos valores que a novela brasileira anterior conseguia. Contra IC demolidores,  vinda das 19 ( apesar do bom compacto exibido na transferencia), nao se podia pedir mais. Cumpriu o seu papel e acabou por ficar na história como a primeira novela portuguesa do NH desde o inicio dos anos 90.  Incrivelmente, a RTP reexibiu algumas das suas novelas - NPdA repetiu pouco tempo depois, no horario das 16, por ex - e Desencontros nunca voltou a ver a luz do dia. A par de VQ, nunca foram repostas. A RTP teve uma linha de  repetiçoes as 10 da manhã, durante um tempo, onde reexibiu Cinzas ( depois de tentar repor a novela as 18:15, antes do capitulo da reposição de PsP, que a essa altura passou a ser exibida as 19 horas, depois do fim do concurso Golo Golo Golo, que ocupava a faixa das 19:30. Com  o  fracasso da reposição às 18, foi atirada para as 10:15, onde se manteve e foi substituida pela reposiçao de ABdP e, quando se expectáva a vida da resposiçao de VQ, a RTP traz a velha Palavras Cruzadas. Essa reposiçao fechava a faixa e a RTP acabaria por retomar as repoisçoes justamente com NPdA, as 16. No entanto, na sequencia quando se achava que poderiam regressar Desencontros, a RTP opta por uma reposiçao sim, mas de Coração Selvagem, mexicana. Com isto, VQ e Desencontros ficaram por repor e quando à a retoma das reposiçoes já foi com Roseira Brava. 

Mas acho a novela com mais fama que rama. Há bons nucleos, mas outros sofriveis. A história do asssassinato era o "plus" e acabou por ser o melhor da novela, dando algums dinamica, mas a componente "folhetm" é de chorar. O nucleo Serpa é o pior. Três otimos atores com papeis mediocres, puros estereotipos  - Ana Zanatti, com azar nesta segunda fase de novelas, com mais uma "tia",  menos deprimida que em VQ, mas ainda assim... Carlos Daniel desperdiçado e Sofia Alves, já a ver-se que tinhamos ali atriz, tambem com as limitações do seu nucleo. O romance com o policia e a tragédia que os marcará, ajudarão a atriz a mostrar que era uma mina. 

Uma coisa que me incomoda nesta novela, que não se notava nas anteriores, é o facto de, ou não eram para ser cómicos e tornaram-se, ou os nucleos "comicos" são muito mal metidos. Margarida Carpinteiro ou está over, ou se a ideia era aquilo, é estranho. O Braz é um personagem importante e dramatico e o seu ambiente familiar ser aquela chinfrineira e gritaria constante, com Margarida Carpinteiro com aquela mega peruca, é muito incoerente. Não que o facto do homem ter aquela familia não contribuir para o seu fim, mas dar ares de comedia de revista a um nucleo que tem uma importancia enorme na parte dramatica e terá no seu centro o pior aconteciemnto da novela - a violaçao da Marta, outro personagem "comico" - e nós a vermos uma atriz com as valencias  de Margarida Carpinteiro a atuar com a sua peruca e a cena perder metade do efeito.  O mesmo acontece com Florbela Queiroz. Uma atriz exuberante, enfiada debaixo de uma peruca singela, a fazer uma "boazinha e pobrezinha". Talvez trocadas, as atrizes tinham imprimido muito mais naturalidade às personagens. 

O melhor da novela é mesmo Antonio Rama. Faz mexer a trama toda e ninguem dá nada por ele. O nucleo do ANgelino é o melhor, a par da PJ.  A secretaria - cunhada tambem está no ponto, assim como Henriqueta Maia.  Mas o charme à parte vai mesmo para Suzana Borges.  È  o melhor personagem feminino da novela. Movimenta-se facilmente por diversos ambientes e a sua sensualidade discreta é marcante. 

O Núcleo da PJ, talvez por proximidade da realidade abordade pelo autor, é o melhor ponto da novela. Não apenas pela dinamica que imprime a novela ( apesar de a determinada altura a coisa nao ata nem desata), com uma otima perseguição ao assassino de Antunes, como pelas boas histórias que cada elemento daquela brigada tem. Vitor Norte, a fazer de vitor norte XD, a apresentar um personagem cheio de carisma, com uma situação familiar como tantas, ainda nos dias de hoje. A parceria com Filomena Gonçalves funcionava lindamente e era impossivel nao torcer por eles.  Jà Emidio, com o papel mais ingrato, de novato, teve que ser o "heroi romantico" tambem. A morte do personagem tambem foi um momento dramatico alto.  Até Luis Esparteiro, que depois de pequenas ingressoes nas novelas anteriores, ganhava destaque. O bruto Bernardo, apesar do exagero, era aceitável naquela nucleo. O o grande Antonio Montez, que depois de depois vilôes, ganhavam o doce e sofrido ALberto. E coitado, tinha tambem no seu seio, outro dos piores dramas da novela: a morte do sobrinho, criado como filho, vitima de SIDA. 

Quando revejo, nao posso deixar de sentir uma certa identificaçao. A novela tentava mostar a contemporaneidade e utilizava-se de temas fortes, impactantes. Pena que o desenvolvimento narrativo não foi melhor. A inexperiencia dos autores era obvia e normal. Mas o resultado acabou por ser bem menor do que o se dizia. Era uma novela Ok, para a época, mas em nada era muitoooo melhor que as anteriores. 

 

 

Do que vi até agora o António Rama brilhou nestes primeiros episódios. Era mesmo mesmo um excelente ator. E sim, a Suzana Borges é uma atriz fenomenal e tem aqui uma das suas melhores prestações. É uma dupla ótima. Em relação ao casal José Gomes/Margarida Carpinteiro, eu até gosto dela, mas percebo a tua opinião. O Brás é mesmo uma grande personagem e o ator também era muito bom. O José Gomes teve ótimas personagens nas novelas dos anos 90, brilhou nesta, em Na Paz dos Anjos, em Roseira Brava, em Primeiro Amor e na Lenda da Garça (apesar da personagem ser mais secundária). Na Grande Aposta não me lembro da sua personagem.

Editado por Vieira
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Reparei que agora nas promos ao cinema finalmente dizem quais são os filmes que exibem (neste caso, os dois de Domingo) e passam imagens de cada um deles, em vez que uma promoção genérica que era o cúmulo da preguiça. Ainda assim, a voz off do Júlio Isidro é genérica, não refere os filmes em si.

A propósito, os filmes estrangeiros desta semana são A Desaparecida (The Searchers, EUA, 1956) às 15h - uma espécie de mini-ciclo western neste horário, depois de terem dado Rio Bravo no Domingo passado, e a comédia Os Revoltados do Cano (Carry On at Your Convenience, Reino Unido, 1971) às 21h.

Nota também para o telefilme nacional O Viajante (1978), hoje às 19h e 23h43; o filme-documentário de João César Monteiro Que Farei Eu com Esta Espada? (1975) no Domingo às 18h29, e o filme de Manoel de Oliveira Non ou a Vã Glória de Mandar (1990) às 22h27.

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há 1 hora, FLP disse:

A novela Desencontros é uma novela que marca uma era na TV. A qualidade de produção das novelas da NBP era assinalável  desde a primeira novela, Cinzas, e a produtora tinha 4 ou 5 anos, se tanto. Talvez não se pudesse comparar às super produções da Globo, mas para produções digamos "normais", as novelas portuguesas já entregavam qualidade tecnica. Desencontros entra como a 4ª novela da NBP, no horário das 19 do Canal 1. O horário, apesar das reivindicações dos atores, era o melhor horário para este tipo de produção. A triade Cinzas, Banqueira do Povo e Verão Quente, mesmo que com outra realidade, menos agressiva por parte da SIC, cumpriam o papel de expor produçôes nacionais e serem competitivas, na antecâmara de Telejornal, uma das maiores audiencias diárias da TV.  Após VQ, surge Na Paz dos Anjos. Uma interessante comédia, que teria tido um bom percurso na sequencia da inócua VQ, mas a RTP opta por lançar a novela no HN dos fins de semana, retomando uma prática deixada para trás, de exibibir novelas ao fim de semana, desde que Despedida de Solteiro passou a diária, para atacar em peso as tentativas da SIC de impor as suas novelas.  A experiencia da novela portuguesa ao fim de semana durou pouco, sendo a novela atirada para as 18 e pouco, antes do Com a Verdade M`enganas, onde permaneceu até ao final. Na pratica, foi a novela que teve o "pior" horário das 4 exibidas.  Quando estreia Desencontros, o regresso da novela portuguesa as 19 horas não foi estranho. E, como sempre, quando se lançava uma novela, era um evento. Toda a gente a dizer maravilhas, elenco em todas as revistas. Aquela é sempre "a melhor", é "tão boa quanto as da Globo", etc. Foi bem vendida inicialmente e quando estreia sim, dava bom ar. Parecia algo mais arrojado, uma linguagem mais realista, com pano de fundo a metrópole.  Os bons resultados da novela as 19 nao demoraram e a contestação de todos em relaçao ao horário mantinha-se. A RTP tinha acabado de perder o acesso às novelas da Globo e após Fera Ferida a escolha recai em 74.5 Uma Onda No Ar, novela que ocupa o HN quando Desencontros estreia. Assim que termina FF e estreia 74.5, a RTP perde definitivamente a  corrida pelo HN. A fase final de A Viagem arruma de vez a nova aposta da RTP e quando Irmãos Coragem estreia, não deu outra. A SIC pula em definitivo para a liderança regular do horário mais caro da TV.  As novelas andavam tipo IC - 20 pontos rtng, 74.5 - 14, 15 rtng. Desencontros as 19 tinha 12, 13...alguns dias 14 pontos. Com a novela brasileira a não dar conta do recado, com muito poucas opções de mercado  e a pressão publica para se promover a novela portuguesa, quando 74.5 chega ao fim a RTP opta por transferir a novela portuguesa para as 20:45.  A nivel de audiencia, a coisa andou muito proxima dos valores que a novela brasileira anterior conseguia. Contra IC demolidores,  vinda das 19 ( apesar do bom compacto exibido na transferencia), nao se podia pedir mais. Cumpriu o seu papel e acabou por ficar na história como a primeira novela portuguesa do NH desde o inicio dos anos 90.  Incrivelmente, a RTP reexibiu algumas das suas novelas - NPdA repetiu pouco tempo depois, no horario das 16, por ex - e Desencontros nunca voltou a ver a luz do dia. A par de VQ, nunca foram repostas. A RTP teve uma linha de  repetiçoes as 10 da manhã, durante um tempo, onde reexibiu Cinzas ( depois de tentar repor a novela as 18:15, antes do capitulo da reposição de PsP, que a essa altura passou a ser exibida as 19 horas, depois do fim do concurso Golo Golo Golo, que ocupava a faixa das 19:30. Com  o  fracasso da reposição às 18, foi atirada para as 10:15, onde se manteve e foi substituida pela reposiçao de ABdP e, quando se expectáva a vida da resposiçao de VQ, a RTP traz a velha Palavras Cruzadas. Essa reposiçao fechava a faixa e a RTP acabaria por retomar as repoisçoes justamente com NPdA, as 16. No entanto, na sequencia quando se achava que poderiam regressar Desencontros, a RTP opta por uma reposiçao sim, mas de Coração Selvagem, mexicana. Com isto, VQ e Desencontros ficaram por repor e quando à a retoma das reposiçoes já foi com Roseira Brava. 

Mas acho a novela com mais fama que rama. Há bons nucleos, mas outros sofriveis. A história do asssassinato era o "plus" e acabou por ser o melhor da novela, dando algums dinamica, mas a componente "folhetm" é de chorar. O nucleo Serpa é o pior. Três otimos atores com papeis mediocres, puros estereotipos  - Ana Zanatti, com azar nesta segunda fase de novelas, com mais uma "tia",  menos deprimida que em VQ, mas ainda assim... Carlos Daniel desperdiçado e Sofia Alves, já a ver-se que tinhamos ali atriz, tambem com as limitações do seu nucleo. O romance com o policia e a tragédia que os marcará, ajudarão a atriz a mostrar que era uma mina. 

Uma coisa que me incomoda nesta novela, que não se notava nas anteriores, é o facto de, ou não eram para ser cómicos e tornaram-se, ou os nucleos "comicos" são muito mal metidos. Margarida Carpinteiro ou está over, ou se a ideia era aquilo, é estranho. O Braz é um personagem importante e dramatico e o seu ambiente familiar ser aquela chinfrineira e gritaria constante, com Margarida Carpinteiro com aquela mega peruca, é muito incoerente. Não que o facto do homem ter aquela familia não contribuir para o seu fim, mas dar ares de comedia de revista a um nucleo que tem uma importancia enorme na parte dramatica e terá no seu centro o pior aconteciemnto da novela - a violaçao da Marta, outro personagem "comico" - e nós a vermos uma atriz com as valencias  de Margarida Carpinteiro a atuar com a sua peruca e a cena perder metade do efeito.  O mesmo acontece com Florbela Queiroz. Uma atriz exuberante, enfiada debaixo de uma peruca singela, a fazer uma "boazinha e pobrezinha". Talvez trocadas, as atrizes tinham imprimido muito mais naturalidade às personagens. 

O melhor da novela é mesmo Antonio Rama. Faz mexer a trama toda e ninguem dá nada por ele. O nucleo do ANgelino é o melhor, a par da PJ.  A secretaria - cunhada tambem está no ponto, assim como Henriqueta Maia.  Mas o charme à parte vai mesmo para Suzana Borges.  È  o melhor personagem feminino da novela. Movimenta-se facilmente por diversos ambientes e a sua sensualidade discreta é marcante. 

O Núcleo da PJ, talvez por proximidade da realidade abordade pelo autor, é o melhor ponto da novela. Não apenas pela dinamica que imprime a novela ( apesar de a determinada altura a coisa nao ata nem desata), com uma otima perseguição ao assassino de Antunes, como pelas boas histórias que cada elemento daquela brigada tem. Vitor Norte, a fazer de vitor norte XD, a apresentar um personagem cheio de carisma, com uma situação familiar como tantas, ainda nos dias de hoje. A parceria com Filomena Gonçalves funcionava lindamente e era impossivel nao torcer por eles.  Jà Emidio, com o papel mais ingrato, de novato, teve que ser o "heroi romantico" tambem. A morte do personagem tambem foi um momento dramatico alto.  Até Luis Esparteiro, que depois de pequenas ingressoes nas novelas anteriores, ganhava destaque. O bruto Bernardo, apesar do exagero, era aceitável naquela nucleo. O o grande Antonio Montez, que depois de depois vilôes, ganhavam o doce e sofrido ALberto. E coitado, tinha tambem no seu seio, outro dos piores dramas da novela: a morte do sobrinho, criado como filho, vitima de SIDA. 

Quando revejo, nao posso deixar de sentir uma certa identificaçao. A novela tentava mostar a contemporaneidade e utilizava-se de temas fortes, impactantes. Pena que o desenvolvimento narrativo não foi melhor. A inexperiencia dos autores era obvia e normal. Mas o resultado acabou por ser bem menor do que o se dizia. Era uma novela Ok, para a época, mas em nada era muitoooo melhor que as anteriores. 

 

 

Desencontros foi substituída por "A Idade da Loba" que por sua vez foi substituída por a "Roseira Brava" não foi?

Quanto a "Desencontros" eu nunca vi muito dessa novela. A ver se espreito no Arquivos RTP.

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há 17 minutos, D91 disse:

Desencontros foi substituída por "A Idade da Loba" que por sua vez foi substituída por a "Roseira Brava" não foi?

Quanto a "Desencontros" eu nunca vi muito dessa novela. A ver se espreito no Arquivos RTP.

Foi. Após a excitação da chegada ao HN das novelas tugas, a RTP acerta a co-produçao com a produtora de 74.5 e decide exibi-la na sequencia de Desencontros. E foi a machadada final. 95, já nos ultimos tempos de Adriano Cerqueira, a grelha era pavorosa. Emidio Rangel desorientou-se com a  tvi nos anos 00, mas a RTP tambem andou aos papeis. Com joaquim furtado acentaram e estabilizaram. RB retoma ao horario nobre, depois de perceberem que metessem ali o que metessem, dificilmente iam sair dos valores que faziam, se nao piorassem, decidiram estabilizar a exibiçao das novelas tugas as 21. Só Maria ELisa posteriormente acabariam com as novelas em HN, ao fim de décadas. 

há 1 hora, Vieira disse:

Do que vi até agora o António Rama brilhou nestes primeiros episódios. Era mesmo mesmo um excelente ator. E sim, a Suzana Borges é uma atriz fenomenal e tem aqui uma das suas melhores prestações. É uma dupla ótima. Em relação ao casal José Gomes/Margarida Carpinteiro, eu até gosto dela, mas percebo a tua opinião. O Brás é mesmo uma grande personagem e o ator também era muito bom. O José Gomes teve ótimas personagens nas novelas dos anos 90, brilhou nesta, em Na Paz dos Anjos, em Roseira Brava, em Primeiro Amor e na Lenda da Garça (apesar da personagem ser mais secundária). Na Grande Aposta não me lembro da sua personagem.

Maitê Proença estava cogitada para o papel, ao estilo de Betty Faria, que havia perticipado em VQ. Suzana ganha o papel à ultima hora. Era uma praticamente desconhecida antes de lhe sair a loteria de ir parar a Pedra Sobre Pedra. O papel na novela zuca foi tão chinfrim que nem dava para perceber o potencial da atriz. Foi Valter Avancini que a destacou, ao dar-lhe a misteriosa Maria do Carmo, em ABdP, também uma vilã charmosa.  Mas Manuela Branco tinha mais profundidade. Na impossibilidade de ter Maitê, Suzana aproveitou bem. Nota de pesar por ter sido muito pouco utilizada de lá para cá. Só voltaria a ter outro personagem de destaque em NCT e mais pela novela em si que pela discreta Beatriz. 

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há 1 hora, D91 disse:

Desencontros foi substituída por "A Idade da Loba" que por sua vez foi substituída por a "Roseira Brava" não foi?

Quanto a "Desencontros" eu nunca vi muito dessa novela. A ver se espreito no Arquivos RTP.

o mais parvo de tudo isto é que Desencontros foi usada para re lançar a ficção portuguesa, a rtp fez um enorme aparato com isso... até publicidade um bocado xenofobica... e quando acabou desencontros que não mostrou os resultados que eles esperavam foram colocar a idade da loba, que fez ainda pior. Roseira Brava estava com a produção atrasada e só veio a estrear uns meses depois. mas foi uma total hipocrisia da direção.

tenho memoria de uma cena do Goucha a entrevistar pessoas num programa de rua em que perguntava o que achava das novelas portuguesas e ao a senhora dizer 'prefiro as brasileiras' ele responde 'espero que amanha não tenha uma brasileira no seu lugar la no seu trabalho' algo similar a isto... a rtp tinha perdido a noção.

Mas a rtp já estaria completamente à toa e a ver os problemas financeiros a aumentarem... não havia novelas que a salvassem.

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há 4 horas, miguelalex23 disse:

Penso que também foi exibido em 16:9 na TV (pela primeira vez) nessa última exibição de manhã - provavelmente conseguiram essas cópias junto da SP. Não se percebe porque volta agora a passar em 4:3.

Pelo menos não andam a passar esticado como um certo canalzeco de realities e novelas.

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há 5 horas, FLP disse:

Foi. Após a excitação da chegada ao HN das novelas tugas, a RTP acerta a co-produçao com a produtora de 74.5 e decide exibi-la na sequencia de Desencontros. E foi a machadada final. 95, já nos ultimos tempos de Adriano Cerqueira, a grelha era pavorosa. Emidio Rangel desorientou-se com a  tvi nos anos 00, mas a RTP tambem andou aos papeis. Com joaquim furtado acentaram e estabilizaram. RB retoma ao horario nobre, depois de perceberem que metessem ali o que metessem, dificilmente iam sair dos valores que faziam, se nao piorassem, decidiram estabilizar a exibiçao das novelas tugas as 21. Só Maria ELisa posteriormente acabariam com as novelas em HN, ao fim de décadas. 

O tempo veio a demonstrar que Joaquim Furtado foi um óptimo diretor da RTP (com Joaquim Vieira).

A RTP melhorou muito depois da gestão em derrocada do Adriano Cerqueira, figura que tenho em consideração mas que como director da RTP foi bastante mau. Entrou em desespero devido à perda da liderança para a SIC a meio de 1995 e no final do sua direcção a grelha era um susto.

Com Furtado, a informação tronou-se mais credível e com mais presença em antena; na programação apostaram em produtores diferenciados, como a Herman Enciclopédia, ou Anúncios de Graça, por exemplo. Também a ficção em português teve um bom incremento, e em bons horários.

Inclusive a nível de audiências, 1997 acaba por ser um ano positivo, a RTP1 nesse ano estancou a queda e até sobe um pouco comparado com 1996. Mas era dificílimo combater a hegemonia da SIC, e depois com Sócrates com a pasta da televisão em vez de Jorge Coelho a partir de 98 voltam as asneiras, com mudanças constantes de directores: Maria Elisa/João Grego Esteves/Jaime Fernandes. Claro que as grelhas de programas e a par disso as audiências foram descendo cada vez mais, até bater no fundo em 2001 com 20% anuais. Também passaram a ter de contar com a TVI que até aí não incomodou, mas era coisa que mais tarde ou mais cedo iria acontecer, a RTP devia estar preparada para isso.

A situação só melhora um pouco quando em desespero vão buscar Emídio Rangel à SIC (com os seus defeitos, ainda assim) mas só definitivamente a partir do governo do Durão Barroso em 2002 que faz uma revolução na empresa.

Editado por AG.
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há 14 horas, FLP disse:

 Quando estreia Desencontros, o regresso da novela portuguesa as 19 horas não foi estranho. E, como sempre, quando se lançava uma novela, era um evento. Toda a gente a dizer maravilhas, elenco em todas as revistas. Aquela é sempre "a melhor", é "tão boa quanto as da Globo", etc. Foi bem vendida inicialmente e quando estreia sim, dava bom ar. Parecia algo mais arrojado, uma linguagem mais realista, com pano de fundo a metrópole. 

Eu já tinha lido aqui (no link abaixo) muitos elogios, que era melhor do que a antecessora. Esta novela (reposição) ainda está muito no inicio, mas não posso concordar. Na Paz dos Anjos foi uma ótima novela cómica (e ainda teve algum mistério). Nem tudo foi perfeito, mas achei o texto bem aceitável, um humor bem natural e agradável. Muitos atores tiveram prestações fabulosas. A personagem do João Perry (mais séria) também foi muito boa, com um ótimo plot. Desencontros não me cativa tanto e tem uma trama mais arrastada e falta algum humor.

https://brincabrincando.com/desencontros/#curiosidades

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On 20/08/2024 at 16:47, Vascof2001 disse:

Também uma coisa que faz falta na RTP MEMÓRIA é a informação, podiam ter, tal como antigamente, uma rubrica em que mostrasse as notícias do dia, mas de anos anteriores. Podiam voltar com programas do estilo do País em Memória ou repetir programas de informação antigos como o Grande Reportagem ou o Primeira Página.

Ou um novo Álbum de Notícias mas sem genéricos de época (?). É um formato que deviam ter aproveitado nos 60 anos do Telejornal (quando o canal fez 15 anos) e esqueceram.

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