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Portugal tinha tudo para ter uma televisão nacional top mas gastou tudo porque "a culpa toda é do cabo".

Falamos do mesmo país que rejeitou das alvarás às televisões locais independentes porque não tinham lugar pada existir. Do mesmo país que tinha o Balsemão a conspirar contra a publicidade no sector público, afim de a reduzir na RTP (e eu achava que a publicidade em quatro canais estava equilibrada). Do mesmo país que prometeu mundos e fundos para a TDT (até canais regionais a sério) e que se limita a sete canais com a variedade de dois. Do mesmo país onde muita gente achava que a Televisão Independente (precisamente o único canal terrestre que questiona o governo) era a Televisão da Igreja. Do mesmo país que tinha uma alta taxa de alfabetização por causa das legendagens mas que sempre desenvolveu uma cultura do "não sei ler" que só se agravou nos últimos quinze anos, ao criar programas pimba. Do mesmo país onde a programação infantil hoje só serve para fazer gazeta, vá que hoje as crianças andam a ver criadores de conteúdo brasileiro num ambiente onde os canais lineares estão vedados. Do mesmo país que quase teve a televisão galega a trabalhar junto da Renascença para uma concorrência à RTP, mas no fundo só houve SIC e TVI. Do mesmo país onde as novelas não sabem tratar de temas tão conplexos que para tal só basta ir à Turquia e ao Brasil. Do mesmo país onde há tantos canais de notícias juntos que nem a Argentina e onde o formato de televisão generalista já não está definido. Do mesmo país onde qualquer canal com grelha alternativa (canal a sério com anúncios) está condenado ao fracasso e tem que imitar algum canal existente.

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O que me impressiona é que na televisão portuguesa nem se tenta fazer melhor. Mas estamos num pais em que uma CMTV é o canal mais visto do cabo. E onde as generalistas SIC e TVI colocam os programas em divisões para mascarar audiências e tem grelhas completamente caóticas, sem um rumo definido e qualquer critério, em que nem se respeita os episódios de produção das novelas nem horários. 

A televisão está a cair de podre, arrisco mesmo a dizer que está a morrer, e eu tenho pena porque foi um meio que sempre me fascinou. Mas não vejo ninguém no meio preocupado com isto.

Edited by D91
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há 3 horas, D91 disse:

O que me impressiona é que na televisão portuguesa nem se tenta fazer melhor. Mas estamos num pais em que uma CMTV é o canal mais visto do cabo. E onde as generalistas SIC e TVI colocam os programas em divisões para mascarar audiências e tem grelhas completamente caóticas, sem um rumo definido e qualquer critério, em que nem se respeita os episódios de produção das novelas nem horários. 

A televisão está a cair de podre, arrisco mesmo a dizer que está a morrer, e eu tenho pena porque foi um meio que sempre me fascinou. Mas não vejo ninguém no meio preocupado com isto.

Efeito de vários governos que quiseram destruir de certa forma a RTP e também acabar com a variedade de programas e de escolhas que havia no espectro televisivo em geral.

Entendo que a televisão privada não começou em 1992, e sim nos anos 80, isto porque havia muita gente insatisfeita com o estado da RTP, começaram a fazer canais por carolice, aguentaram uns tempos e depois fecharam. Por um tempo chegaram a haver cidades com cerca de três canais ilegais, bem como retransmissores de canais estrangeiros - tudo ilegal. Infelizmente ninguém quis legalizar as televisões locais porque "ah e tal só vamos lançar canais nacionais com sede em Lisboa" bem como "vamos rejeitar acordos de retransmissão de canais estrangeiros". Vale lembrar que, quando a televisão privada foi aprovada em 1992, apenas 15% do capital tinha que ser estrangeiro (este era o limite dado) porque se ultrapassasse esse valor, iria ser contra a constituição.

Quando a SIC entrou no ar, ainda antes da entrada do Ediberto Lima, a SIC era totalmente o oposto do que é hoje. Era um canal para a classe A+++ (o Canal 1 da altura já tinha alguns ares brejeiros) e a TV2 era a grande ameaça da RTP às televisões privadas, o que não se veio a concretizar. No entanto, segundo dizem os enciclopedistas, a televisão privada veio arruinar a RTP 2 como um todo, os da SIC principalmente o Balsemão começaram a ameaçar cortar o financiamento comercial da RTP, o que na volta se limitou ao fim da publicidade na RTP 2 em 1997 e a redução da publicidade na RTP 1, o que acabou por estragar um mercado que já tinha quatro canais por escolher e a RTP 2 aos poucos perdeu alguns "luxos" para depois perder a sua audiência. Foi por causa do Balsemão que a RTP 2 passou de generalista complementar a generalista "isolado".

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há 10 horas, D91 disse:

As pessoas não percebem que estão a matar a TV. Não vêm TV só porque não está na moda ver.:triste:

Dito dessa forma até parece que a culpa é das pessoas :perdida:

A televisão a nível global está em decadência. No caso português, o público simplesmente tem migrado para outras plataformas de entretenimento, não há aqui uma questão de moda. Não sei a vossa idade, mas as jovens e muitos adultos não querem saber da televisão e não vão voltar a querer. Estamos numa era em que tudo é cada vez mais imediato e personalizado. Ninguém desta idade quer ter que se sentar no sofá das 21h45 às 22h e tal (ou mais tarde) para ver um episódio da novela. Mais os intervalos. E que interesse é que os programas têm?

- Daytime e talkshows em geral: conversas da treta, conteúdo superficial, música pimba, fofocas

- Novelas: centenas de episódios, intervalos, horários mudam, recortes

- Realitys: ou são de encontrar o amor ou então é a casa do costume, que já não causa impacto nenhum.

 

A informação lá vai mantendo a sua relevância, e o desporto atrai público. Mas de resto, há ofertas muito melhores no streaming ou no Youtube. Se quero passar tempo, estar entretido, não vou ver o Dois às 10 ou a Júlia, vê-se um podcast, uma série, tiktok.

A televisão está a matar-se a si mesma. 

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há 3 horas, cristovaoga disse:

Dito dessa forma até parece que a culpa é das pessoas :perdida:

A televisão a nível global está em decadência. No caso português, o público simplesmente tem migrado para outras plataformas de entretenimento, não há aqui uma questão de moda. Não sei a vossa idade, mas as jovens e muitos adultos não querem saber da televisão e não vão voltar a querer. Estamos numa era em que tudo é cada vez mais imediato e personalizado. Ninguém desta idade quer ter que se sentar no sofá das 21h45 às 22h e tal (ou mais tarde) para ver um episódio da novela. Mais os intervalos. E que interesse é que os programas têm?

- Daytime e talkshows em geral: conversas da treta, conteúdo superficial, música pimba, fofocas

- Novelas: centenas de episódios, intervalos, horários mudam, recortes

- Realitys: ou são de encontrar o amor ou então é a casa do costume, que já não causa impacto nenhum.

 

A informação lá vai mantendo a sua relevância, e o desporto atrai público. Mas de resto, há ofertas muito melhores no streaming ou no Youtube. Se quero passar tempo, estar entretido, não vou ver o Dois às 10 ou a Júlia, vê-se um podcast, uma série, tiktok.

A televisão está a matar-se a si mesma. 

basta ver conteúdo excelente e que fica relativamente barato, como o "conteúdo do batáguas" (programa de youtube que substituiu o "Relatório do mês") e que entretém de facto. Entre outros conteúdos igualmente bons e que suplantam em muito a qualidade rasca da nossa tv.

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há 11 horas, cristovaoga disse:

Dito dessa forma até parece que a culpa é das pessoas :perdida:

A televisão a nível global está em decadência. No caso português, o público simplesmente tem migrado para outras plataformas de entretenimento, não há aqui uma questão de moda. Não sei a vossa idade, mas as jovens e muitos adultos não querem saber da televisão e não vão voltar a querer. Estamos numa era em que tudo é cada vez mais imediato e personalizado. Ninguém desta idade quer ter que se sentar no sofá das 21h45 às 22h e tal (ou mais tarde) para ver um episódio da novela. Mais os intervalos. E que interesse é que os programas têm?

- Daytime e talkshows em geral: conversas da treta, conteúdo superficial, música pimba, fofocas

- Novelas: centenas de episódios, intervalos, horários mudam, recortes

- Realitys: ou são de encontrar o amor ou então é a casa do costume, que já não causa impacto nenhum.

 

A informação lá vai mantendo a sua relevância, e o desporto atrai público. Mas de resto, há ofertas muito melhores no streaming ou no Youtube. Se quero passar tempo, estar entretido, não vou ver o Dois às 10 ou a Júlia, vê-se um podcast, uma série, tiktok.

A televisão está a matar-se a si mesma. 

Tirando o desporto e as noticias, ainda há algum público para as séries nacionais da RTP, que é o único que as faz com regularidade, só que muitos não assistem é na hora em que a RTP quer que o façam, mas no geral tens razão a TV portuguesa está a matar-se a si própria por culpa própria.

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há 39 minutos, tuscano disse:

Tirando o desporto e as noticias, ainda há algum público para as séries nacionais da RTP, que é o único que as faz com regularidade, só que muitos não assistem é na hora em que a RTP quer que o façam, mas no geral tens razão a TV portuguesa está a matar-se a si própria por culpa própria.

A televisão linear está se a matar a si propria, não é a exclusivo à TV portuguesa. Simplesmente quem é que tem pachorra para estar a ver TV nos moldes que os canais querem quando existem plataformas OTT em que podemos ver o que quisermos da maneira que quisermos, para nem falar também das gravações automáticas. Estamos em 2025.

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há 52 minutos, AndreRob disse:

Com a chegada da AI os custos vao diminuir... provavelmente daqui a poucos anos já teremos apresentadores totalmente gerados artificialmente a apresentar programas. 

Que horror.:perdida:

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9 hours ago, D23 said:

basta ver conteúdo excelente e que fica relativamente barato, como o "conteúdo do batáguas" (programa de youtube que substituiu o "Relatório do mês") e que entretém de facto. Entre outros conteúdos igualmente bons e que suplantam em muito a qualidade rasca da nossa tv.

Acho que vocês iam ter uma surpresa amarga quando vissem as audiências desse tipo de formato a contactar com um público mais ampla. Não ponho em causa a qualidade do Conteúdo Batáguas, porque a tem, mas isso é claramente um formato de nicho e que em nada se assemelha ao que é lançado em TV. É puramente um formato de internet e tem qualidade porque está no local certo.

A melhor comparação entre a TV e o streaming deve ser feita através de produções similares, isto é, séries, realitys, talk-shows. As pessoas continuam a ter interesse no mesmo tipo de formatos, se calhar, não gostam é da forma tão rígida de emissão - ter de estar sentado em frente à TV a uma determinada hora (o sucesso do VOSDAL dá força a esta tese). No entanto, também acho que vaticinam muito a morte da TV, basta ver que no Brasil (talvez o modelo televisivo mais próximo ao nosso pelo tipo de formatos que tem), mesmo com as novelas mais fracas, no caso da Globo, continuam a ser mais comentadas do que qualquer série de sucesso, o que é bastante assinalável e põe em causa visões simplista sobre a morte da TV. E mesmo em Portugal, com as novelas mais fracas, tens A Herança a hitar no tik tok e tiveste Cacau a ter algum repercurssão junto de pessoas mais jovens. A TV vai alterar-se, não morrer. 

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há 37 minutos, Fernando disse:

Acho que vocês iam ter uma surpresa amarga quando vissem as audiências desse tipo de formato a contactar com um público mais ampla. Não ponho em causa a qualidade do Conteúdo Batáguas, porque a tem, mas isso é claramente um formato de nicho e que em nada se assemelha ao que é lançado em TV. É puramente um formato de internet e tem qualidade porque está no local certo.

A melhor comparação entre a TV e o streaming deve ser feita através de produções similares, isto é, séries, realitys, talk-shows. As pessoas continuam a ter interesse no mesmo tipo de formatos, se calhar, não gostam é da forma tão rígida de emissão - ter de estar sentado em frente à TV a uma determinada hora (o sucesso do VOSDAL dá força a esta tese). No entanto, também acho que vaticinam muito a morte da TV, basta ver que no Brasil (talvez o modelo televisivo mais próximo ao nosso pelo tipo de formatos que tem), mesmo com as novelas mais fracas, no caso da Globo, continuam a ser mais comentadas do que qualquer série de sucesso, o que é bastante assinalável e põe em causa visões simplista sobre a morte da TV. E mesmo em Portugal, com as novelas mais fracas, tens A Herança a hitar no tik tok e tiveste Cacau a ter algum repercurssão junto de pessoas mais jovens. A TV vai alterar-se, não morrer. 

O Brasil não é o melhor dos exemplos, é preciso ter em conta que muitos brasileiros não podem ter plataformas como a Netflix, não tem dinheiro, nem tempo, e outros vivem em sítios em que isso mal chega, ou mal sabem o que é(nem bom médico por vez têm), é mais fácil ligarem a TV e comerem a novela, ou o que a Globo lá puser e depois ir para o Tik Tok, Instagram ou Facebook, comentar.

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3 minutes ago, tuscano said:

O Brasil não é o melhor dos exemplos, é preciso ter em conta que muitos brasileiros não podem ter plataformas como a Netflix, não tem dinheiro, nem tempo, e outros vivem em sítios em que isso mal chega, ou mal sabem o que é(nem bom médico por vez têm), é mais fácil ligarem a TV e comerem a novela, ou o que a Globo lá puser e depois ir para o Tik Tok, Instagram ou Facebook, comentar.

O Brasil é um país com 100 milhões de habitantes, com imensas desigualdades sociais, porém, é um mercado fortíssimo em termos de audiovisual, incluindo no streaming. Essa visão é muito redutora, aliás, os dados não corroboram bem com essa visão. O mesmo poderias aplicar cá, a maioria da população é idosa, população essa que mal sabe mexer num telemóvel quanto mais numa app de streaming, o que não invalida que também tenhamos pessoas a aceder ao streaming. Also, as pessoas esquecem-se dos consumos não contabilizados, a pirataria, que é também uma forma de consumir os produtos do streaming.

Edited by Fernando
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agora mesmo, Fernando disse:

O Brasil é um país com 100 milhões de habitantes, com imensas desigualdades sociais, porém, é um mercado fortíssimo em termos de audiovisual, incluindo no streaming. Essa visão é muito redutora, aliás, os dados não corroboram bem com essa visão. O mesmo poderias aplicar cá, a maioria da população é idosa, população essa que mal sabe mexer num telemóvel quanto mais numa app de streaming, o que não invalida que também tenhamos pessoas a aceder ao streaming.

Sim, o Brasil é mais uma mistura entre o que dizes e o que eu disse, porque é um país enorme, dai as enormes diferenças de região para região.

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há 49 minutos, Fernando disse:

Acho que vocês iam ter uma surpresa amarga quando vissem as audiências desse tipo de formato a contactar com um público mais ampla. Não ponho em causa a qualidade do Conteúdo Batáguas, porque a tem, mas isso é claramente um formato de nicho e que em nada se assemelha ao que é lançado em TV. É puramente um formato de internet e tem qualidade porque está no local certo.

A melhor comparação entre a TV e o streaming deve ser feita através de produções similares, isto é, séries, realitys, talk-shows. As pessoas continuam a ter interesse no mesmo tipo de formatos, se calhar, não gostam é da forma tão rígida de emissão - ter de estar sentado em frente à TV a uma determinada hora (o sucesso do VOSDAL dá força a esta tese). No entanto, também acho que vaticinam muito a morte da TV, basta ver que no Brasil (talvez o modelo televisivo mais próximo ao nosso pelo tipo de formatos que tem), mesmo com as novelas mais fracas, no caso da Globo, continuam a ser mais comentadas do que qualquer série de sucesso, o que é bastante assinalável e põe em causa visões simplista sobre a morte da TV. E mesmo em Portugal, com as novelas mais fracas, tens A Herança a hitar no tik tok e tiveste Cacau a ter algum repercurssão junto de pessoas mais jovens. A TV vai alterar-se, não morrer. 

Exatamente. Acho que a televisão se vai alterar - as pessoas vão cada vez mais ver o que querem quando querem - mas não vai morrer. 

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há 2 minutos, D91 disse:

Exatamente. Acho que a televisão se vai alterar - as pessoas vão cada vez mais ver o que querem quando querem - mas não vai morrer. 

Morrer não porque é preciso ter conteúdos, mesmo que seja para em parte serem depois vistos em plataforma, alguém tem de os fazer.

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há 20 minutos, tuscano disse:

Morrer não porque é preciso ter conteúdos, mesmo que seja para em parte serem depois vistos em plataforma, alguém tem de os fazer.

Acho que ninguém aqui fala da morte da TV, e sim da forma convencional de ver TV. 

Eu acredito que em menos de 10 anos, os canais generalistas vão fundir-se os 2, um absorver o outro. 

Mas se ainda existir fórum (e mundo, principalmente), vamos ver quem tinha razão.

Edited by D23
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8 minutes ago, D23 said:

Acho que ninguém aqui fala da morte da TV, e sim da forma convencional de ver TV. 

Eu acredito que em menos de 10 anos, os canais generalistas vão fundir-se os 2, um absorver o outro. 

Mas se ainda existir fórum (e mundo, principalmente), vamos ver quem tinha razão.

Da mesma forma que alguns streamings vão deixar de existir. Duvido imenso que, a continuar com este modelo de negócio, alguns deles continuem a existir. Also, o streaming está a ir pelo caminho do cabo. Prometeram ser uma grande alternativa à forma tradicional e, no fundo, já começam a enfiar publicidade pela goela abaixo :haha: Vai ser engraçado o que vai acontecer, mas eu acho que a forma de consumir televisão vai mudar, mas o modelo, ou este modelo, de streaming não vai sair vencedor, pelo contrário. Acho que as formas de consumo tradicionais, como a TV e o cinema, se souberem aproveitar as fragilidades do streaming, podem sair menos prejudicadas do que vão sair.

Edited by Fernando
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há 43 minutos, tuscano disse:

O Brasil não é o melhor dos exemplos, é preciso ter em conta que muitos brasileiros não podem ter plataformas como a Netflix, não tem dinheiro, nem tempo, e outros vivem em sítios em que isso mal chega, ou mal sabem o que é(nem bom médico por vez têm), é mais fácil ligarem a TV e comerem a novela, ou o que a Globo lá puser e depois ir para o Tik Tok, Instagram ou Facebook, comentar.

as audiencias no brasil usam como modelo de analise a cidade e a região de são paulo que são 20 milhoes de pessoas... é a area urbana mais densamento povoada e a mais rica do brasil... tal como em portugal grande parte do que se tende como audiencia vem de onde há mais gente, os centros urbanos... portanto não é por um pais ser desigual que o brasil é diferente em termos de analise. Tanto assim é que a globo tem como principal concorrente exatamente as plataformas online como youtube, e streamings... são essas que tem gerado a grande perda de publico do linear.... tal como em portugal, nos eua, etc... 

há 18 minutos, D23 disse:

Acho que ninguém aqui fala da morte da TV, e sim da forma convencional de ver TV. 

Eu acredito que em menos de 10 anos, os canais generalistas vão fundir-se os 2, um absorver o outro. 

Mas se ainda existir fórum (e mundo, principalmente), vamos ver quem tinha razão.

A tv vai continuar a existir mas sim o modelo linear é que passará a ser obsoleto, as tv terão de criar cada vez mais conteudo on demand para sobreviverem... assim como as radios desataram a fazer podcasts para chegarem ao publico que já nem tem radio em casa mas que pode ir a uma plataforma e ouvir quando quiser... 

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há 1 hora, AndreRob disse:

A tv vai continuar a existir mas sim o modelo linear é que passará a ser obsoleto, as tv terão de criar cada vez mais conteudo on demand para sobreviverem... assim como as radios desataram a fazer podcasts para chegarem ao publico que já nem tem radio em casa mas que pode ir a uma plataforma e ouvir quando quiser... 

Acho que quem tem rádio em casa são as pessoas mais velhas que gostam de ouvir os discos pedidos e as rádios locais. 

Mas a maioria das pessoas só ouve rádio quando está no carro. 

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há 1 minuto, D91 disse:

Acho que quem tem rádio em casa são as pessoas mais velhas que gostam de ouvir os discos pedidos e as rádios locais. 

Mas a maioria das pessoas só ouve rádio quando está no carro. 

por isso as plataformas viraram-se muito para podcasts que podem colocar nos spotifys da vida, é onde monetizam muito conteudo que a radio tradicional ja n consegue... a tv também tem de se focar no online mais que no linear... é uma questao de tempo de se tornar mais rentavel comercialmente.

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Eu ainda tenho um rádio pequeno a pilhas na casa de banho e no meu trabalho, uso um outro rádio a pilhas, também tenho um rádio despertador, mas não deixa de ser também verdade, que também ouço rádio pela net, seja ela portuguesa ou estrangeira.

Muita gente usou durante o apagão, ou foi a correr comprar, portanto o radio a pilhas ainda não morreu.

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há 5 horas, D23 disse:

Eu acredito que em menos de 10 anos, os canais generalistas vão fundir-se os 2, um absorver o outro. 

Nem em menos de 10 anos haveria fusão. A televisão privada terrestre, se é que ainda existiria, passaria a ser um monopólio.

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Talvez os canais que irão mais facilmente sobreviver serão os canais de notícias. As generalistas para conseguirem sobreviver terão que se reinventar. 

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