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Aqui fica esta noite uma continuidade durante o filme “O Sexto Sentido”, exibido a 24 de março de 2002 na RTP1. Creio que alguém a tinha publicado há muito tempo, mas já não encontro os links. Em todo o caso, desta vez está em qualidade HQ e a 50 fps, como é habitual ;)

 

Em paralelo, disponibilizei no site francófono +2télé alguns elementos de grafismo que consegui captar por minha conta. Deixo-vos consultar o link abaixo :
https://plus2tele.com/archives?channel=565

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Eu julgava que o grafismo do sumário e oráculos do Telejornal só tinha mudado durante Novembro, no mesmo dia que a RTP N (quando arrancaram os grafismos de Natal na RTP 1)

Seja como for, o sumário de 1 de Abril de 2004 a algum ponto de Dezembro de 2005 já está no YouTube

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há 6 horas, ATVTQsV disse:

Eu julgava que o grafismo do sumário e oráculos do Telejornal só tinha mudado durante Novembro, no mesmo dia que a RTP N (quando arrancaram os grafismos de Natal na RTP 1)

Seja como for, o sumário de 1 de Abril de 2004 a algum ponto de Dezembro de 2005 já está no YouTube

Penso que o grafismo do Telejornal - excepto o genérico - foi alterado a 5 de dezembro de 2005. Tenho memória que no dia do Benfica-Man. United para a LC, 7 de dezembro, o grafismo já era o novo.

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há 10 minutos, AG. disse:

Penso que o grafismo do Telejornal - excepto o genérico - foi alterado a 5 de dezembro de 2005. Tenho memória que no dia do Benfica-Man. United para a LC, 7 de dezembro, o grafismo já era o novo.

Acho que já sei de onde é que tirei o efeito Mandela: no dia 18 de Novembro (uma sexta) falaram sobre o novo grafismo da RTP N no fim do Telejornal (como já disse, a RTP 1 já tinha o grafismo de Natal no ar) e acho que a primeira coisa que vi foi o Jornal das 21 onde já apareciam os novos grafismos do sumário.

E depois disto continuaram as assimetrias dos grafismos entre a RTP 1 e o canal de notícias

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On 19/01/2026 at 20:50, FraisesSucrées disse:

Episódio da telenovela "74.5 Uma Onda No Ar"

https://archive.org/details/74.5-uma-onda-no-ar-telenovela

Com a golpada da SIC, que lhe retirou, em definitivo, as novelas da Globo, a RTP desnorteou-se. Se o novo player já condicionava o espaço do canal estatal, que se viu obrigado a recorrer a novelas mais antigas, o futuro pós-Fera Ferida mostrava-se complicado. Se para outros horários as novelas latinas serviam perfeitamente, para o HN a coisa ficava complicada. Mulheres de Areia e a Viagem já haviam feito o caminho da liderança e a RTP tinha noção de que a ausência da Globo no seu horário nobre ia ser um problema difícil de resolver. A parceria negocial com a Manchete sempre foi boa. Era essencial mantê-la e, talvez não tivesse sido má ideia reforça-la em vez de se baterem contra um contrato SIC-Globo que se percebia que era legitimo. Se garantissem um exclusivo das novelas da Manchete, tinham garantido uma sequencia de novelas fortes no HN como não tiveram depois. Talvez por não contarem que a TVI entrasse na roda e comprasse Xica da Silva nem que a SIC se antecipasse e adquirisse Tocaia Grande. Quando a RTP tentou comprar esta última, era tarde demais. Mas antes disto, a RTP observou o mercado brasileiro e escolheu 74.5 para exibir na sequência de Fera Ferida. A novela tinha um elenco Global, tinha boa estética e até não fez feio. O elenco competente e carismático e uma trama fácil de acompanhar permitiu que a novela fosse uma boa aposta. A questão foi a continuidade. O mercado brasileiro não disponibilizava opções de qualidade e a sucessora "natural" - Tocaia Grande - era muito badalada na imprensa portuguesa e o facto de se tratar de uma obra de Jorge Amado sinalizava a novela como com "potencial" e a SIC não quis arriscar deixa-la solta e adquire-a, retirando de circulação a novela que poderia dar luta, se exibida às 20:45, na RTP1. Restou à RTP virar-se para a produtora externa TVPLUS, que havia produzido 74.5. As produções resultantes dessa parceria resultaram como fracassos absolutos na RTP.

74.5 foi, dentro das poucas opções,  a melhor disponível.  Levou com a novela que mudou definitivamente o paradigma do HN da Tv portuguesa - Irmão Coragem, na SIC, a primeira que foi líder do principio ao fim e inicia um período de domínio absoluto da SIC, que se prolongaria até Laços de Família e ao sucesso crescente do BB na TVI.  74.5 perdia, mas mantinha uma audiência média na casa dos 14-15 pontos contra os 20 e poucos de IC. Seria essa a realidade na segunda metade da década de 90, nos casos das novelas de maior sucesso da RTP, nomeadamente as portuguesas que ganhariam espaço em Hn. 

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há 11 horas, FLP disse:

Com a golpada da SIC, que lhe retirou, em definitivo, as novelas da Globo, a RTP desnorteou-se. Se o novo player já condicionava o espaço do canal estatal, que se viu obrigado a recorrer a novelas mais antigas, o futuro pós-Fera Ferida mostrava-se complicado. Se para outros horários as novelas latinas serviam perfeitamente, para o HN a coisa ficava complicada. Mulheres de Areia e a Viagem já haviam feito o caminho da liderança e a RTP tinha noção de que a ausência da Globo no seu horário nobre ia ser um problema difícil de resolver. A parceria negocial com a Manchete sempre foi boa. Era essencial mantê-la e, talvez não tivesse sido má ideia reforça-la em vez de se baterem contra um contrato SIC-Globo que se percebia que era legitimo. Se garantissem um exclusivo das novelas da Manchete, tinham garantido uma sequencia de novelas fortes no HN como não tiveram depois. Talvez por não contarem que a TVI entrasse na roda e comprasse Xica da Silva nem que a SIC se antecipasse e adquirisse Tocaia Grande. Quando a RTP tentou comprar esta última, era tarde demais. Mas antes disto, a RTP observou o mercado brasileiro e escolheu 74.5 para exibir na sequência de Fera Ferida. A novela tinha um elenco Global, tinha boa estética e até não fez feio. O elenco competente e carismático e uma trama fácil de acompanhar permitiu que a novela fosse uma boa aposta. A questão foi a continuidade. O mercado brasileiro não disponibilizava opções de qualidade e a sucessora "natural" - Tocaia Grande - era muito badalada na imprensa portuguesa e o facto de se tratar de uma obra de Jorge Amado sinalizava a novela como com "potencial" e a SIC não quis arriscar deixa-la solta e adquire-a, retirando de circulação a novela que poderia dar luta, se exibida às 20:45, na RTP1. Restou à RTP virar-se para a produtora externa TVPLUS, que havia produzido 74.5. As produções resultantes dessa parceria resultaram como fracassos absolutos na RTP.

74.5 foi, dentro das poucas opções,  a melhor disponível.  Levou com a novela que mudou definitivamente o paradigma do HN da Tv portuguesa - Irmão Coragem, na SIC, a primeira que foi líder do principio ao fim e inicia um período de domínio absoluto da SIC, que se prolongaria até Laços de Família e ao sucesso crescente do BB na TVI.  74.5 perdia, mas mantinha uma audiência média na casa dos 14-15 pontos contra os 20 e poucos de IC. Seria essa a realidade na segunda metade da década de 90, nos casos das novelas de maior sucesso da RTP, nomeadamente as portuguesas que ganhariam espaço em Hn. 

de facto o grande problema foi a rtp não ter garantido exclusivos com a manchete, mas também havia sinais evidentes que a manchete estava com problema financeiros, seria sol de pouca dura. Além disso a tvi também adquiria novelas brasileiras e portanto ia deixando muito pouco espaço para a rtp, que se limitou a novelas mexicanas reprises e um acordo sem pés nem cabeça de co produções banais como o campeão com o band  , alias recorrer ao sbt foi a unica forma de manter novelas mas claro as novelas eram fracas e não serviam para o horario nobre sequer...

o tira e volta a meter das novelas portuguesas no horario nobre também não foi benéfico...

Editado por AndreRob
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há 1 hora, AndreRob disse:

de facto o grande problema foi a rtp não ter garantido exclusivos com a manchete, mas também havia sinais evidentes que a manchete estava com problema financeiros, seria sol de pouca dura. Além disso a tvi também adquiria novelas brasileiras e portanto ia deixando muito pouco espaço para a rtp, que se limitou a novelas mexicanas reprises e um acordo sem pés nem cabeça de co produções banais como o campeão com o band  , alias recorrer ao sbt foi a unica forma de manter novelas mas claro as novelas eram fracas e não serviam para o horario nobre sequer...

o tira e volta a meter das novelas portuguesas no horario nobre também não foi benéfico...

Sim, há anos que a  Manchete tinha uma situação periclitante, mas se Adriano Cerqueira tivesse imediatamente feito um bom acordo com a estação brasileira assim que o acordo SIC-Globo foi conhecido, tinha garantido anos de maior estabilidade. A RTP exibiu a grande maioria das novelas da Manchete, desde a sua fundação. Dona Beija, Novo Amor, Viver a Vida, Tudo ou Nada, Tudo em Cima, Helena, Marquesa de Santos, Kananga do Japão, Pantanal, Ana Raio e Zé Trovão, Amazõnia, todas elas tiveram espaço na RTP mesmo quando esta não tinha necessidade devido ao extenso arquivo Globo a disposição. O reconhecimento da qualidade das novelas e a boa estratégia da diversidade de fontes tinha sido suficiente para a RTP não vacilar. Tanto que, quando se dá o famigerado acordo entre a SIC e a Globo  alguns destes títulos voltaram ao ar na RTP. E Novelas e séries inéditas nesta época, inclusive, foram repescadas, como Corpo Santo e Carmen. Estranhamente, Dona Beija nunca foi reposta. O cariz mais "potente" da novela poderá ter sido um entrave, mas convenhamos que se tratava apenas de "fama". A novela não era muito mais ousada que Pantanal, Tocaia ou Xica. Mas o "mito" da nudez de Maitê talvez tenha fixado um tabú.  Mas voltando à vaca fria, se a RTP tivesse garantido as novelas na segunda metade dos anos 90 é verdade que teria pouca dura, mas teria tido uma certa estabilidade de, pelo menos, uns 4 anos. Tocaia, Xica e Mandacaru tinham garantido uma sequencia até 97/98 que teria dado outra luta à SIC.  No entanto, com isso as novelas portuguesas não teriam tido o espaço que tiveram e, talvez, o resultado nem fosse assim tão significativo. O problema da aposta em novelas portuguesas foi a inconsistência. A promoção de Desencontros para o HN foi uma solução de recurso. Tanto que a estrearam em meados do primeiro semestre as 19, já com 74,5 adiantada. Se fosse, sequer, uma hipótese, tinham reservado a novela portuguesa para exibir à noite. Ou Tocaia já estava reservada pela SIC, e sem ela não havia outro título possivel no mercado brasileiro, ou a RTP desistiu e cedeu à pressão por parte dos atores e da produtora. A novela era razoável, tinha bons resultados às 19 horas, mas dai a ser a opção para o HN com IC no auge era pedir para correr mal. Quem via a novela as 19 também veria a da noite, na SIC e, obrigados a optar...era obvio. Ainda assim, a novela fez valores semelhantes aos  que fazia às 19 e aguentou as 20:45 sem envergonhar. Desceu os valores da antecessora, mas não comprometeu. E se já havia sido dado o passo decisivo, a RTP devia ter mantido a opção. Roseira Brava devia ter entrado imediatamente na sequência. Mas a tentação de exibir uma novela brasileira estrelada por Betty Faria foi maior. A RTP não hesitou. E com A Idade da Loba a RTP teve o primeiro golpe certeiro na sua audiência novelistica. Aquelas 12-14 pontos que as novelas iam aguentando desapareceram. A novela esteve praticamente sempre arredada dos tops 20 de programas durante a sua exibição. Chegava a ser exibida às 23 horas, depois dos programas de entretenimento. Só retomou um horário estável nos ultimos capítulos, colados à estreia de Roseira Brava. Mas ai já não havia nada a fazer. A Proxima Vitima já havia absorvido o publico noveleiro todo, colocando a SIC na casa dos 25-28 pontos.  E a guerra depois seria desigual. A RTP, já sob a direção de Joaquim Furtado, acaba por garantir a estabilidade das novelas portuguesas no HN, sem interrupção. Mas a consistência das novelas sofria com vários fatores. Novelas fechadas, relativamente curtas, muitas delas até interessantes, mas confrontadas com os novelões da Globo da década de 90 era uma luta desigual. Roseira Brava, por exemplo, terminou em junho. Esteve durante os 6 meses a concorrer com Explode Coração ( e aguentou relativamente bem o impacto, mantendo resultados consistentes) para acabar quando a novela da SIC estava no auge, a iniciar a sua fase final. A sucessora, Primeiro Amor, estreia em junho, com esse camião cisterna em cima. Para não falar que também recebeu outro colosso, História de Amor, que tinham com os seus 2 milhoes e meio de espetadores dos fins de semana. Muitos deles, que poderiam acompanhar a novela da RTP durante a semana. Obrigados a optar, sabemos como foi. Foi completamente esmagada. Acabou por ser usada em doses cavalares, talvez para ser "despachada" e em Setembro arrancarem com a nova, Vidas de Sal. Verdade que a nova novela tinham outra força. Mesmo batendo-se com O Rei do Gado, conseguiu estabilizar os resultados na ordem do que RB havia feito e já se percebia que o publico da novela portuguesa fixava-se, no maximo, ali nos 12-14 pontos. Fez um percurso regular, tendo tido o ultimo episódio mais visto dos anos 90. RB ficou ligeiramente abaixo. Depois disso, as novelas ganham estabilidade, havendo uma sequência regular - Filhos do Vento, A Grande Aposta e Terra Mãe. Apesar de nunca terem "explodido", criou-se ali um hábito. E quando tinham uma novela que poderia ser um dos maiores sucessos da faixa, Maria Elisa resolve instaurar um sistema de programação onde retira as novelas da noite, deixando a Terra Mãe o titulo da última novela exibida em HN na RTP (do principio ao fim). Remanejada para as 19, Os Lobos foram um relativo sucesso, marcando o inicio da morte das novelas na RTP. Ajuste de Contas, A Lenda da Garça e Senhora das Águas foram perdendo qualidade de uma para outra e perdendo relevância nas grelhas. 

Editado por FLP
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Intervalo da RTP Canal 1 na Sexta, 21 de Abril de 1990 - antes da rúbrica "Cinema da meia noite" (onde seria exibido nesse dia o filme "Nas teias da máfia" (1986):

Isto inclui a apresentação do filme pela locutora de continuidade nesse dia - ou seja, a Valentina Torres

Editado por LAboy 456
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há 4 horas, FLP disse:

Sim, há anos que a  Manchete tinha uma situação periclitante, mas se Adriano Cerqueira tivesse imediatamente feito um bom acordo com a estação brasileira assim que o acordo SIC-Globo foi conhecido, tinha garantido anos de maior estabilidade. A RTP exibiu a grande maioria das novelas da Manchete, desde a sua fundação. Dona Beija, Novo Amor, Viver a Vida, Tudo ou Nada, Tudo em Cima, Helena, Marquesa de Santos, Kananga do Japão, Pantanal, Ana Raio e Zé Trovão, Amazõnia, todas elas tiveram espaço na RTP mesmo quando esta não tinha necessidade devido ao extenso arquivo Globo a disposição. O reconhecimento da qualidade das novelas e a boa estratégia da diversidade de fontes tinha sido suficiente para a RTP não vacilar. Tanto que, quando se dá o famigerado acordo entre a SIC e a Globo  alguns destes títulos voltaram ao ar na RTP. E Novelas e séries inéditas nesta época, inclusive, foram repescadas, como Corpo Santo e Carmen. Estranhamente, Dona Beija nunca foi reposta. O cariz mais "potente" da novela poderá ter sido um entrave, mas convenhamos que se tratava apenas de "fama". A novela não era muito mais ousada que Pantanal, Tocaia ou Xica. Mas o "mito" da nudez de Maitê talvez tenha fixado um tabú.  Mas voltando à vaca fria, se a RTP tivesse garantido as novelas na segunda metade dos anos 90 é verdade que teria pouca dura, mas teria tido uma certa estabilidade de, pelo menos, uns 4 anos. Tocaia, Xica e Mandacaru tinham garantido uma sequencia até 97/98 que teria dado outra luta à SIC.  No entanto, com isso as novelas portuguesas não teriam tido o espaço que tiveram e, talvez, o resultado nem fosse assim tão significativo. O problema da aposta em novelas portuguesas foi a inconsistência. A promoção de Desencontros para o HN foi uma solução de recurso. Tanto que a estrearam em meados do primeiro semestre as 19, já com 74,5 adiantada. Se fosse, sequer, uma hipótese, tinham reservado a novela portuguesa para exibir à noite. Ou Tocaia já estava reservada pela SIC, e sem ela não havia outro título possivel no mercado brasileiro, ou a RTP desistiu e cedeu à pressão por parte dos atores e da produtora. A novela era razoável, tinha bons resultados às 19 horas, mas dai a ser a opção para o HN com IC no auge era pedir para correr mal. Quem via a novela as 19 também veria a da noite, na SIC e, obrigados a optar...era obvio. Ainda assim, a novela fez valores semelhantes aos  que fazia às 19 e aguentou as 20:45 sem envergonhar. Desceu os valores da antecessora, mas não comprometeu. E se já havia sido dado o passo decisivo, a RTP devia ter mantido a opção. Roseira Brava devia ter entrado imediatamente na sequência. Mas a tentação de exibir uma novela brasileira estrelada por Betty Faria foi maior. A RTP não hesitou. E com A Idade da Loba a RTP teve o primeiro golpe certeiro na sua audiência novelistica. Aquelas 12-14 pontos que as novelas iam aguentando desapareceram. A novela esteve praticamente sempre arredada dos tops 20 de programas durante a sua exibição. Chegava a ser exibida às 23 horas, depois dos programas de entretenimento. Só retomou um horário estável nos ultimos capítulos, colados à estreia de Roseira Brava. Mas ai já não havia nada a fazer. A Proxima Vitima já havia absorvido o publico noveleiro todo, colocando a SIC na casa dos 25-28 pontos.  E a guerra depois seria desigual. A RTP, já sob a direção de Joaquim Furtado, acaba por garantir a estabilidade das novelas portuguesas no HN, sem interrupção. Mas a consistência das novelas sofria com vários fatores. Novelas fechadas, relativamente curtas, muitas delas até interessantes, mas confrontadas com os novelões da Globo da década de 90 era uma luta desigual. Roseira Brava, por exemplo, terminou em junho. Esteve durante os 6 meses a concorrer com Explode Coração ( e aguentou relativamente bem o impacto, mantendo resultados consistentes) para acabar quando a novela da SIC estava no auge, a iniciar a sua fase final. A sucessora, Primeiro Amor, estreia em junho, com esse camião cisterna em cima. Para não falar que também recebeu outro colosso, História de Amor, que tinham com os seus 2 milhoes e meio de espetadores dos fins de semana. Muitos deles, que poderiam acompanhar a novela da RTP durante a semana. Obrigados a optar, sabemos como foi. Foi completamente esmagada. Acabou por ser usada em doses cavalares, talvez para ser "despachada" e em Setembro arrancarem com a nova, Vidas de Sal. Verdade que a nova novela tinham outra força. Mesmo batendo-se com O Rei do Gado, conseguiu estabilizar os resultados na ordem do que RB havia feito e já se percebia que o publico da novela portuguesa fixava-se, no maximo, ali nos 12-14 pontos. Fez um percurso regular, tendo tido o ultimo episódio mais visto dos anos 90. RB ficou ligeiramente abaixo. Depois disso, as novelas ganham estabilidade, havendo uma sequência regular - Filhos do Vento, A Grande Aposta e Terra Mãe. Apesar de nunca terem "explodido", criou-se ali um hábito. E quando tinham uma novela que poderia ser um dos maiores sucessos da faixa, Maria Elisa resolve instaurar um sistema de programação onde retira as novelas da noite, deixando a Terra Mãe o titulo da última novela exibida em HN na RTP (do principio ao fim). Remanejada para as 19, Os Lobos foram um relativo sucesso, marcando o inicio da morte das novelas na RTP. Ajuste de Contas, A Lenda da Garça e Senhora das Águas foram perdendo qualidade de uma para outra e perdendo relevância nas grelhas. 

Espaços! Parágrafos!

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Pelo que me lembro de ver, 74.5 não era nada má. Até foi surpreendente terem conseguido tantos atores conhecidos da Globo, nomeadamente os protagonistas Letícia Sabatella e Ângelo António, que repetiram o par romântico de "O Dono Do Mundo", mas também Cecil Thiré, Raúl Gazzolla, Daniel Dantas, António Calloni, Marcelo Picchi, Guilherme Leme, Ísis de Oliveira e Paula Balarmaqui. A trama era escorreita, a fotografia com as paisagens de praia impressionava e a banda sonora tinha uma mão-cheia de êxitos internacionais (Tina Turner, Enigma, Lenny Kravitz, Blind Melon). 

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há 4 minutos, FraisesSucrées disse:

Pelo que me lembro de ver, 74.5 não era nada má. Até foi surpreendente terem conseguido tantos atores conhecidos da Globo, nomeadamente os protagonistas Letícia Sabatella e Ângelo António, que repetiram o par romântico de "O Dono Do Mundo", mas também Cecil Thiré, Raúl Gazzolla, Daniel Dantas, António Calloni, Marcelo Picchi, Guilherme Leme, Ísis de Oliveira e Paula Balarmaqui. A trama era escorreita, a fotografia com as paisagens de praia impressionava e a banda sonora tinha uma mão-cheia de êxitos internacionais (Tina Turner, Enigma, Lenny Kravitz, Blind Melon). 

Isso tudo. Eu vi e gostei. Mas a história em si não era nada demais. Não me lembro de nada, a não ser a vilã meio erótica de Isis de Oliveira. Tinha cenas bem quentes com o Raúl Gazolla, que estava no auge. 

Editado por FLP
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Quase todas as novelas da Manchete passaram em Portugal. A maioria delas não ficavam nada atrás das da Globo em qualidade. Sobretudo Xica da Silva, Pantanal e Ana Raio e Zé Trovão. E as audiências das três, do que se sabe, não foram nada más.

A SIC transmitiu Tocaia Grande e a TVI transmitiu Xica da Silva. A RTP emitiu Dona Beija, Novo Amor, Tudo ou Nada, Corpo Santo, Carmem, Kananga do Japão, Pantanal, A História de Ana Raio e Zé Trovão, Amazónia e 74.5: Uma Onda no Ar.

Ficaram de fora António Maria, Mania de Querer, Helena, Olho por Olho, Guerra sem Fim, Mandacaru e Brida.

Pelo menos Mandacaru podia ter sido aproveitada pela RTP ou TVI.

Editado por D91
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há 23 minutos, D91 disse:

Quase todas as novelas da Manchete passaram em Portugal. A maioria delas não ficavam nada atrás das da Globo em qualidade. Sobretudo Xica da Silva, Pantanal e Ana Raio e Zé Trovão. E as audiências das três, do que se sabe, não foram nada más.

A SIC transmitiu Tocaia Grande e a TVI transmitiu Xica da Silva. A RTP emitiu Dona Beija, Novo Amor, Tudo ou Nada, Corpo Santo, Carmem, Kananga do Japão, Pantanal, A História de Ana Raio e Zé Trovão, Amazónia e 74.5: Uma Onda no Ar.

Ficaram de fora António Maria, Mania de Querer, Helena, Olho por Olho, Guerra sem Fim, Mandacaru e Brida.

Pelo menos Mandacaru podia ter sido aproveitada pela RTP ou TVI.

Helena foi exibida na RTP. Na Tv2. Para além das series e minisseries.

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há 1 hora, D91 disse:

Quase todas as novelas da Manchete passaram em Portugal. A maioria delas não ficavam nada atrás das da Globo em qualidade. Sobretudo Xica da Silva, Pantanal e Ana Raio e Zé Trovão. E as audiências das três, do que se sabe, não foram nada más.

A SIC transmitiu Tocaia Grande e a TVI transmitiu Xica da Silva. A RTP emitiu Dona Beija, Novo Amor, Tudo ou Nada, Corpo Santo, Carmem, Kananga do Japão, Pantanal, A História de Ana Raio e Zé Trovão, Amazónia e 74.5: Uma Onda no Ar.

Ficaram de fora António Maria, Mania de Querer, Helena, Olho por Olho, Guerra sem Fim, Mandacaru e Brida.

Pelo menos Mandacaru podia ter sido aproveitada pela RTP ou TVI.

Gostava que a globo fizesse um remake de Kananga do Japão a novela é belissima, a historia é muito boa e atravessa um periodo muito interessante do Brasil em 3 fases... Acho que das novelas da manchete que poderiam ser refeitas era esta e Xica da Silva... 

A manchete sofria de um problema de soberba, queria à força ter novelas de grande impacto para pisar a globo e meteu-se a fazer novelas de epoca muito pesadas com elencos enormes e produções muito caras... não deu resultado... com os problemas financeiros a acumularem-se o investimento apenas para as novelas descurando toda a restante grelha... quando xica da silva veio apesar de nao ser nenhum enorme sucesso conseguiu meter a manchete em destaque foram fazer outra novela ainda mais cara Mandacaru e claro rebentou de vez... Brida já foi feita em low cost e nem foi acabada...

De notar que a  globo de 1990 até 1999 não produziu nenhuma novela de época (entre salomé e a força de um desejo) pelo menos nos horarios principais... a manchete achou que indo por aí conseguia pisar na globo porque se deslumbraram com pantanal, a unica a pisar os calos da globo... amazónia era horrivel a novela não tinha pes nem cabeça... ana rio e ze trovão era uma novela demasiado rural que nao convenceu o publico urbano... mas mesmo assim a manchete quis continua a investir o que nao tinha... e fez o trio que arruinou de vez o canal : tocaia grande, xica da silva e mandacaru... nenhuma delas fez audiencias que sequer fizesse a globo tremer... e assim garantiu o seu fim.

Basicamente o que a manchete fez foi o que a record fez... quando viu que uma novela conseguiu fazer tremer a globo deslumbrou-se e desatou a fazer sequelas e prequelas da bliblia cada uma pior que a outra e agora já nem novelas querem fazer... só não faliu porque tem a mão da igreja a segurar o rabinho.

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há 2 horas, AndreRob disse:

Gostava que a globo fizesse um remake de Kananga do Japão a novela é belissima, a historia é muito boa e atravessa um periodo muito interessante do Brasil em 3 fases... Acho que das novelas da manchete que poderiam ser refeitas era esta e Xica da Silva... 

A manchete sofria de um problema de soberba, queria à força ter novelas de grande impacto para pisar a globo e meteu-se a fazer novelas de epoca muito pesadas com elencos enormes e produções muito caras... não deu resultado... com os problemas financeiros a acumularem-se o investimento apenas para as novelas descurando toda a restante grelha... quando xica da silva veio apesar de nao ser nenhum enorme sucesso conseguiu meter a manchete em destaque foram fazer outra novela ainda mais cara Mandacaru e claro rebentou de vez... Brida já foi feita em low cost e nem foi acabada...

De notar que a  globo de 1990 até 1999 não produziu nenhuma novela de época (entre salomé e a força de um desejo) pelo menos nos horarios principais... a manchete achou que indo por aí conseguia pisar na globo porque se deslumbraram com pantanal, a unica a pisar os calos da globo... amazónia era horrivel a novela não tinha pes nem cabeça... ana rio e ze trovão era uma novela demasiado rural que nao convenceu o publico urbano... mas mesmo assim a manchete quis continua a investir o que nao tinha... e fez o trio que arruinou de vez o canal : tocaia grande, xica da silva e mandacaru... nenhuma delas fez audiencias que sequer fizesse a globo tremer... e assim garantiu o seu fim.

Basicamente o que a manchete fez foi o que a record fez... quando viu que uma novela conseguiu fazer tremer a globo deslumbrou-se e desatou a fazer sequelas e prequelas da bliblia cada uma pior que a outra e agora já nem novelas querem fazer... só não faliu porque tem a mão da igreja a segurar o rabinho.

Era uma questão de padrão de qualidade. E o que é um facto é que, à luz dos tempos, acertou parcialmente.  A estação produziu pouco mais que uma dúzia de novelas e até hoje falamos das mais épicas: precisamente as novelas de época ( a par de Pantanal, obvio). Se a estação produzisse novelas idênticas às da Globo, na época, não teria deixado nenhuma marca. Esse público já estava na Globo e satisfeito.

Houve novelas que "chuparam" o tutano à estação, mas também outras houve que a salvaram em determinados momentos, sendo dos poucos produtos que geravam dinheiro, numa empresa que sempre teve muitos altos e baixo. Tocaia Grande, apesar de não ter sido um sucesso de fazer tremer a Globo, contribuiu para o restabelecimento das finanças da empresa, após fatal Amazônia.  

Um remake de Kananga do Japão poderia ser interessante. Apesar da novela não ter uma história arrebatadora, a ambientação podia dar uma novela agradável. Já sobre Xica da Silva, acho que não. A novela é demasiado icónica para ser reproduzida nos dias de hoje. Uma série baseada na novela,  numa plataforma, ok. A história da novela é boa, mas o que deu o plus à obra foi o texto sem nenhum tipo de medo nem pudor e uma direção ousada. Hoje em dia a novela teria que ser tão podada que resultaria em outra novela. E não falo apenas das cenas de sexo. Toda aquela abordagem levantaria tanto barulho que não sei se seria possivel. E mesmo não se tratando de um remake e sim de uma nova adaptação, como fizeram com Escrava Isaura, resultaria em outra novela. Ao contrário de Escrava que, apesar das alterações, manteve a base do romance, Xica da Silva é muito mais Walcyr que Agripina Vasconcelos. 

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há 6 minutos, FLP disse:

Era uma questão de padrão de qualidade. E o que é um facto é que, à luz dos tempos, acertou parcialmente.  A estação produziu pouco mais que uma dúzia de novelas e até hoje falamos das mais épicas: precisamente as novelas de época ( a par de Pantanal, obvio). Se a estação produzisse novelas idênticas às da Globo, na época, não teria deixado nenhuma marca. Esse público já estava na Globo e satisfeito.

Houve novelas que "chuparam" o tutano à estação, mas também outras houve que a salvaram em determinados momentos, sendo dos poucos produtos que geravam dinheiro, numa empresa que sempre teve muitos altos e baixo. Tocaia Grande, apesar de não ter sido um sucesso de fazer tremer a Globo, contribuiu para o restabelecimento das finanças da empresa, após fatal Amazônia.  

Um remake de Kananga do Japão poderia ser interessante. Apesar da novela não ter uma história arrebatadora, a ambientação podia dar uma novela agradável. Já sobre Xica da Silva, acho que não. A novela é demasiado icónica para ser reproduzida nos dias de hoje. Uma série baseada na novela,  numa plataforma, ok. A história da novela é boa, mas o que deu o plus à obra foi o texto sem nenhum tipo de medo nem pudor e uma direção ousada. Hoje em dia a novela teria que ser tão podada que resultaria em outra novela. E não falo apenas das cenas de sexo. Toda aquela abordagem levantaria tanto barulho que não sei se seria possivel. E mesmo não se tratando de um remake e sim de uma nova adaptação, como fizeram com Escrava Isaura, resultaria em outra novela. Ao contrário de Escrava que, apesar das alterações, manteve a base do romance, Xica da Silva é muito mais Walcyr que Agripina Vasconcelos. 

DE que serve terem novelas que ficaram na memória se o canal morreu? ou seja andamos nos a idolatrar os icones de uma estação que morreu e nunca mais irá voltar... é inglório o esforço desmesurado que o canal fez sem entender as consequencias... 

Tocaia Grande até teve uns indices mais ou menos aceitaveis e deu lucro mas não chegou a ter o efeito que teve Pantanal, nenhuma teve depois dessa... talvez se tivessem equilibrado o investimento como fez a band e o sbt talvez o canal hoje ainda existisse... 

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Ana Raio e Zé Trovão também é boa. Passou na RTP1 em 1994. Não teve o sucesso de Pantanal. Mas as audiências devem ter sido boas na mesma.

 

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há 7 horas, D91 disse:

Ana Raio e Zé Trovão também é boa. Passou na RTP1 em 1994. Não teve o sucesso de Pantanal. Mas as audiências devem ter sido boas na mesma.

 

Uma novela quase toda feita em exteriores... um investimento quase tão grande como Pantanal. Jayme Monjardim sempre muito inspirado mas estas novelas pecavam por quererem ser mais do que a estação conseguia ir, acabava sempre por não fazer grande mossa à globo.

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Intervalos do dia 1 de Dezembro de 1993

Inclui a publicidade institucional "Divulgação" e a vinheta da 1.ª Matinée com o filme "Fim-de-Semana Com O Morto"
 

 

 

 

 

Agora Escolha (Acção Em Miami vs. Kung Fu)

 

Editado por FraisesSucrées
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há 6 horas, FraisesSucrées disse:

Intervalos do dia 1 de Dezembro de 1993

Inclui a publicidade institucional "Divulgação" e a vinheta da 1.ª Matinée com o filme "Fim-de-Semana Com O Morto"
 

 

 

 

 

Agora Escolha (Acção Em Miami vs. Kung Fu)

 

Fita icónica do espólio do LUSITANIATV

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Lembro-me ter visto isto em 2018, e foi ou o Vasco ou as Organizações Máquina do Tempo que encontraram o relógio. Se a minha vista não trair, seria a locução para o encerramento, e era quase meia-noite e um quarto

E à direita do relógio estava a Meditação, vale lembrar que o tal Garcia Salve juntou-se a movimentos obreiros em 1967 e foi condenado em 1971-1972 por participar em suspeitas de comunismo.

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há 41 minutos, ATVTQsV disse:

Lembro-me ter visto isto em 2018, e foi ou o Vasco ou as Organizações Máquina do Tempo que encontraram o relógio. Se a minha vista não trair, seria a locução para o encerramento, e era quase meia-noite e um quarto

E à direita do relógio estava a Meditação, vale lembrar que o tal Garcia Salve juntou-se a movimentos obreiros em 1967 e foi condenado em 1971-1972 por participar em suspeitas de comunismo.

Foi descoberta do @Vascof2001 😌

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