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há 3 minutos, joanna disse:

que exagero também.

Um partido que lesa os trabalhadores do privado para mim tem pouco de esquerda. Mas isso já depende da perspectiva, mas não se pode negar que o BE é mais à esquerda que o PS.

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Os partidos políticos é aquela coisa que nem toda a gente concorda, eu não concordo com certas políticas do BE no entanto é dos partidos com quem mais me identifico mas, por exemplo, prefiro ver um António Costa como PM do que a Catarina Martins

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há 7 minutos, Forbidden disse:

Um partido que lesa os trabalhadores do privado para mim tem pouco de esquerda. Mas isso já depende da perspectiva, mas não se pode negar que o BE é mais à esquerda que o PS.

óbvio que o be é mais à esquerda.
tens razão nisso dos trabalhadores, se bem que não sei até que ponto o governo pode intervir/interferir completamente nisso.
de resto, não se pode ver as coisas só por esse prisma , o ps já teve várias medidas/políticas mais à esquerda. agora claro que também tem coisas a puxar mais para a direita/capitalismo às vezes.

Editado por joanna
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Agora mesmo, joanna disse:

óbvio que o be é mais à esquerda.
tens razão nisso dos trabalhadores, se bem que não sei até que ponto o governo pode intervir/interferir completamente nisso.
de resto, não se pode ver as coisas só por esse prisma , o ps já teve várias medidas/políticas mais à esquerda. agora claro que também coisas a puxar mais para a direita/capitalismo às vezes.

O PS chumbou a lei das 35 horas, foi por culpa do PS que a lei não passou. Isso diz tudo.

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Agora mesmo, Forbidden disse:

O PS chumbou a lei das 35 horas, foi por culpa do PS que a lei não passou. Isso diz tudo.

não sei os motivos, mas sem dúvida que seria mais justo igual para todos.
no entanto isso é só um "aspecto" por assim dizer, o ps não se transforma subitamente no psd por isso.

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Agora mesmo, joanna disse:

não sei os motivos, mas sem dúvida que seria mais justo igual para todos.
no entanto isso é só um "aspecto" por assim dizer, o ps não se transforma subitamente no psd por isso.

Para mim não é apenas um aspecto, era algo fulcral mesmo, uma injustiça que tem décadas e que podia finalmente ter sido colmatada e não foi, por culpa do PS (nem falo da direita, porque esses nunca defenderam os trabalhadores). Nem sei quando vamos ter outra oportunidade para dar as 35 horas ao privado.

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há 10 horas, Forbidden disse:

Mas o que tem de mal a Catarina ter um negócio? Mas vocês acham o quê, que as pessoas de esquerda não podem ter negócios ou casas? :|

Há aqui alguma confusão, porque o BE não defende o fim do capitalismo e a implantação de um regime comunista como devem pensar alguns.

O mal é que ela fala mal dos capitalistas em público, e em privado tem os mesmos vícios que são: a acumulação de capital e o recurso a subsídios. A parte mais engraçada é que ela passa a vida a cuspir no prato que lhe deu de comer (União Europeia). Para além disso ela não é séria pois cobra 120€/ dia como se fosse uma empresária qualquer. Uma empresária de esquerda deveria cobrar no máximo 30€/ dia de forma a que o turismo pudesse ser praticado também pelas pessoas com menos rendimentos. 

Outra coisa: que eu saiba o BE é anti-capitalista. Pesquisa aí na net e vês isso.

há 4 horas, Forbidden disse:

Um partido que lesa os trabalhadores do privado para mim tem pouco de esquerda. Mas isso já depende da perspectiva, mas não se pode negar que o BE é mais à esquerda que o PS.

Não te esqueças que os partidos de esquerda também votaram contra o fim do imposto adicional aos combustíveis apesar de gritarem que a austeridade acabou.

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para mim,  a pior coisa seria ter a líder do CDS como primeira ministra. Há coisas que ela defende com as quais não concordo - fim do sns, da escola pública (https://www.dn.pt/portugal/interior/cds-pp-defende-que-escola-publica-tambem-possa-ser-sacrificada-5198705.html), entre outras. Que confiança se pode ter em quem diz isto - https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/cristas-aprovou-projecto-de-resolucao-do-bes-sem-o-ler ? Quanto aos idosos (que merecem ser protegidos), o cds está a ser hipócrita, já que lhes chamou peste grisalha, cortou nas prestações sociais (reformas, complemento solidário para idosos), para não falar da lei das rendas.

 

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Eu não sou contra o aumento dos combustíveis, em primeiro lugar porque é uma coisa supérflua há transportes públicos e em segundo porque os combustíveis tem de começar a serem uma energia alternativa e não a principal. A lei dá dinheiro mas também pensa a longo prazo, o estado deveria era de diminuir os custos dos carros elétricos e das energias renováveis 

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há 12 horas, Fernandovisão disse:

Eu não sou contra o aumento dos combustíveis, em primeiro lugar porque é uma coisa supérflua há transportes públicos e em segundo porque os combustíveis tem de começar a serem uma energia alternativa e não a principal. A lei dá dinheiro mas também pensa a longo prazo, o estado deveria era de diminuir os custos dos carros elétricos e das energias renováveis 

Há transportes públicos é o típico argumento de alguém que vive numa grande cidade e que desconhece completamente a realidade dos transportes públicos em Portugal. Nas aldeias, principalmente do interior, não tens transportes públicos a toda a hora que te permitem andar de ponto A a ponto B como faria se estivesse em Lisboa ou no Porto. Por exemplo, o meu primeiro autocarro é às 7:50h e chegaria à paragem do sítio mais próximo do hospital onde trabalhei às 8:30h. Entretanto ainda teria de andar um bom bocado e chegaria lá por volta das 8:50h, mais minuto, menos minuto. Entretanto, o turno começa às 8h, ou seja, se não tivesse a carta, ou tinha de arranjar uma boleia, ou chegaria sempre atrasado.

Por isso, não ser-se contra o aumento dos combustíveis que, por sinal, também vai influenciar o preço dos transportes públicos, é uma opinião de alguém que não faz a mínima ideia das necessidade de se ter um carro ou de alguém que, pelos vistos, pensa que toda a gente pode andar de transportes públicos porque não lhes iria afetar o dia-a-dia. Isto para nem falar em atrasos, greves e toda uma panóplia de coisas que é perfeitamente aceitável em Portugal, tal é a qualidade de muitos dos transportes públicos aqui. E não adianta, em nada, diminuir os custos dos carros elétricos, quando não grande parte das cidades não estão preparadas, nem de perto, nem de longe, para ter suporte para eles.

há 15 horas, jgsantos disse:

para mim,  a pior coisa seria ter a líder do CDS como primeira ministra. Há coisas que ela defende com as quais não concordo - fim do sns, da escola pública (https://www.dn.pt/portugal/interior/cds-pp-defende-que-escola-publica-tambem-possa-ser-sacrificada-5198705.html), entre outras. Que confiança se pode ter em quem diz isto - https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/cristas-aprovou-projecto-de-resolucao-do-bes-sem-o-ler ? Quanto aos idosos (que merecem ser protegidos), o cds está a ser hipócrita, já que lhes chamou peste grisalha, cortou nas prestações sociais (reformas, complemento solidário para idosos), para não falar da lei das rendas.

 

 

Coitadinho do país, que ficaria tão mau com mais investimentimento privado. Logo Portugal, que é sempre tão bem servido pelo serviço público. :rolleyes:  Nem sei o que faria sem os atrasos de 30 minutos ou mais na CP, sem um SNS público com maior desinvestimento em quase duas décadas com este governo ao ponto de estar a colapsar, sem a escola pública que tem professores que só se preocupam no tempo que lhes foi descontado e não no bem dos alunos que ensinam, sem as greves para isto e aquilo exigidas pelos sindicatos, enfim, tão bem que estamos neste Portugal que prefere ter serviços públicos que serviços decentes. 

A mesma lei das rendas que o pessoal do BE e do PS beneficia? Joana, se queres argumentar aí, a maior hipocrisia parte dos que defendes.

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Defendo o ensino público, porque este não exclui ninguém, nem manipula as notas como muitos privados (há notícias sobre isso). Segundo alguns estudos, os alunos com mais sucesso no ensino superior são os provenientes das escolas públicas.

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há 3 horas, Ruben Fonseca disse:

atrasos de 30 minutos ou mais na CP

Falando na CP, aproveito para contar aqui a experiência que tive ontem com essa empresa, pois acredito que haja muita gente que não tem bem a noção de como estão os comboios neste país... Não sei se este tópico é o mais adequado, mas pronto.

Ora bem, ontem fiz uma viagem de comboio, de Faro até Coimbra. Para começar, a estação de Faro estava um caos por causa dos comboios regionais suprimidos na linha do Algarve (https://www.dinheirovivo.pt/economia/26-comboios-suprimidos-na-linha-do-algarve-nos-ultimos-dois-dias/), havia imensa gente indignada, e com razão. Depois, o comboio onde fui saiu com 15 minutos de atraso porque faltavam passageiros que vinham num autocarro (substituto dos comboios regionais) de outra localidade algarvia e decidiram esperar por eles. Até aqui tudo bem, o pior foi o comboio não ter o ar condicionado a funcionar, o que fez com que, ao atravessar o Alentejo, estivessem 30ºC (ou mais) lá dentro (e na rua estavam 47ºC!). Muita gente sentiu-se mal, para não falar na quantidade de crianças e idosos que viajavam no comboio nestas condições... o ambiente lá dentro era insuportável. E por falar em idosos, um casal que viajava à minha frente gastou mais de 50€ num táxi para chegar à estação de Faro porque ninguém na estação do local de onde vinham os informou que havia um autocarro a substituir o comboio regional suprimido. Além disso, os atrasos começaram a acumular-se perto de Setúbal (Pinhal Novo) e em Lisboa, o que fez com que eu chegasse a Coimbra mais de 1 hora depois do previsto, e como é óbvio, muito mal-disposto depois desta viagem horrível. Uma viagem que era para ser de 4 horas e meia e acabou por ser quase de 6 horas. Ah, e o comboio (um alfa pendular dos antigos) estava em péssimas condições: assentos com o pano todo estragado, estores das janelas que nem funcionavam, enfim. E assim vão os comboios em Portugal.

Entretanto, encontrei esta notícia, que me diz que tenho direito a 25% do preço do bilhete, se o comboio se atrasar entre 1 a 2 horas, o que foi o caso. Tenho de me informar.
http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/comboio-atrasado-ou-cancelado-conheca-os-seus-direitos-340859

Editado por Ambrósio
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há 4 horas, Ruben Fonseca disse:

Há transportes públicos é o típico argumento de alguém que vive numa grande cidade e que desconhece completamente a realidade dos transportes públicos em Portugal. Nas aldeias, principalmente do interior, não tens transportes públicos a toda a hora que te permitem andar de ponto A a ponto B como faria se estivesse em Lisboa ou no Porto. Por exemplo, o meu primeiro autocarro é às 7:50h e chegaria à paragem do sítio mais próximo do hospital onde trabalhei às 8:30h. Entretanto ainda teria de andar um bom bocado e chegaria lá por volta das 8:50h, mais minuto, menos minuto. Entretanto, o turno começa às 8h, ou seja, se não tivesse a carta, ou tinha de arranjar uma boleia, ou chegaria sempre atrasado.

Por isso, não ser-se contra o aumento dos combustíveis que, por sinal, também vai influenciar o preço dos transportes públicos, é uma opinião de alguém que não faz a mínima ideia das necessidade de se ter um carro ou de alguém que, pelos vistos, pensa que toda a gente pode andar de transportes públicos porque não lhes iria afetar o dia-a-dia. Isto para nem falar em atrasos, greves e toda uma panóplia de coisas que é perfeitamente aceitável em Portugal, tal é a qualidade de muitos dos transportes públicos aqui. E não adianta, em nada, diminuir os custos dos carros elétricos, quando não grande parte das cidades não estão preparadas, nem de perto, nem de longe, para ter suporte para eles.

 

Queres que te arranje contra argumento para isso? Investe-se nos comboios e autocarros no interior e em aldeias, mas isso não é possível por interesses políticos . Eu vivo em Braga e em Vila Verde queria implementar a TUB e a câmara que era PSD não quis, e quis continuar com os transportes de 8h em 8h. É totalmente viável haver uma rede de transportes públicos em Portugal mas isso não acontece porque as câmaras não querem.
E aliás, nós vivemos numa altura em que toda a maior parte das pessoas tem dois carros e é aí que está a queixa porque muitas vezes só necessitavam de um.

Quanto às greves em Portugal, eu digo que são a coisa mais mal feita do mundo. Se prejudicassem o estado invés do consumidor obtinham os resultados. Por exemplo, faziam como no Japão não cobravam bilhete ao passageiro e ias ver se os Estado não se mexia

Quanto aos carros elétricos, precisam de começar a baixarem os preços e a partir daí o poder de comprar aumentar, ao aumentar o número de carros elétricos vai haver mais pontos para carregar o carro.

há 3 horas, jgsantos disse:

Defendo o ensino público, porque este não exclui ninguém, nem manipula as notas como muitos privados (há notícias sobre isso). Segundo alguns estudos, os alunos com mais sucesso no ensino superior são os provenientes das escolas públicas.

Mas é melhor ir-se para o privado, assim fica-se com médias boas( passar de um 10 para um 14 ou 15) mas depois chega-se a exame e vê-se as desgraças. Antes prefiro estar no público e fazer um esforço redobrado e ser recompensado no fim do que ir para um privado e levar com notas inflacionadas. 

Editado por EFernando
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há 46 minutos, Fernandovisão disse:

Queres que te arranje contra argumento para isso? Investe-se nos comboios e autocarros no interior e em aldeias, mas isso não é possível por interesses políticos . Eu vivo em Braga e em Vila Verde queria implementar a TUB e a câmara que era PSD não quis, e quis continuar com os transportes de 8h em 8h. É totalmente viável haver uma rede de transportes públicos em Portugal mas isso não acontece porque as câmaras não querem.
E aliás, nós vivemos numa altura em que toda a maior parte das pessoas tem dois carros e é aí que está a queixa porque muitas vezes só necessitavam de um.

Quanto às greves em Portugal, eu digo que são a coisa mais mal feita do mundo. Se prejudicassem o estado invés do consumidor obtinham os resultados. Por exemplo, faziam como no Japão não cobravam bilhete ao passageiro e ias ver se os Estado não se mexia

Quanto aos carros elétricos, precisam de começar a baixarem os preços e a partir daí o poder de comprar aumentar, ao aumentar o número de carros elétricos vai haver mais pontos para carregar o carro.

Mas é melhor ir-se para o privado, assim fica-se com médias boas( passar de um 10 para um 14 ou 15) mas depois chega-se a exame e vê-se as desgraças. Antes prefiro estar no público e fazer um esforço redobrado e ser recompensado no fim do que ir para um privado e levar com notas inflacionadas. 

 

Interesses políticos? Tu tens a mínima noção do que é investir em autocarros para aldeias do interior em que até de carro demoras uns 30 minutos, no mínimo, para lá chegares? Estamos a falar de aldeias rodeadas por vales e montanhas, nalguns casos praticamente isoladas e com habitantes que não chegam a mil e estás à espera que venham investir em transportes públicos com horários bem mais regulares (de meia em meia hora, por exemplo, ou de uma em uma hora) que aqueles que existem atualmente, que nalguns casos chega a ser uns dois ou três autocarros por dia? Os preços teriam de ser bem mais altos do que já são e podes ter a certeza que, mesmo com a fraca oferta que existe aqui no interior, já tens preços que são suficientemente altos. Eu pagava cerca de 60€ (ou 70€, já nem me lembro) por mês para recarregar o passe mensal do autocarro, e eram apenas uns 5 por dia. Se, por algum motivo, tivesse que ficar a fazer alguma coisa até às 14h, o que me impedia de apanhar o autocarro das 13h, tinha que esperar até às 17h. 

Sugiro-te a dares uma visitinha ao interior. Nota-se perfeitamente que desconheces por completo a realidade aqui. Não se trata de investimento. Podia haver mais até, não ia mudar as coisas. Não compensa, quer com entidade pública, quer como entidade privada, teres uma oferta enorme para aldeias que são maioritariamente habitadas por idosos que não se precisam de deslocar com tanta frequência. É a lei básica da oferta/procura, ninguém gasta combustíveis (porque também precisas deles para os transportes públicos) em autocarros que iriam estar maioritariamente vazios ou até mesmo vazios grande parte do tempo. O problema é que a oferta/procura dos idosos não corresponde à minha oferta/procura ou a de muita gente que precisa de se deslocar para o trabalho porque não tem horários fixos. Ou mesmo sem trabalho nenhum, a liberdade de se ter um carro no interior é valiosa, para não dizer até a única solução.

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há 19 minutos, Ruben Fonseca disse:

Interesses políticos? Tu tens a mínima noção do que é investir em autocarros para aldeias do interior em que até de carro demoras uns 30 minutos, no mínimo, para lá chegares? Estamos a falar de aldeias rodeadas por vales e montanhas, nalguns casos praticamente isoladas e com habitantes que não chegam a mil e estás à espera que venham investir em transportes públicos com horários bem mais regulares (de meia em meia hora, por exemplo, ou de uma em uma hora) que aqueles que existem atualmente, que nalguns casos chega a ser uns dois ou três autocarros por dia? Os preços teriam de ser bem mais altos do que já são e podes ter a certeza que, mesmo com a fraca oferta que existe aqui no interior, já tens preços que são suficientemente altos. Eu pagava cerca de 60€ (ou 70€, já nem me lembro) por mês para recarregar o passe mensal do autocarro, e eram apenas uns 5 por dia. Se, por algum motivo, tivesse que ficar a fazer alguma coisa até às 14h, o que me impedia de apanhar o autocarro das 13h, tinha que esperar até às 17h. 

Sugiro-te a dares uma visitinha ao interior. Nota-se perfeitamente que desconheces por completo a realidade aqui. Não se trata de investimento. Podia haver mais até, não ia mudar as coisas. Não compensa, quer com entidade pública, quer como entidade privada, teres uma oferta enorme para aldeias que são maioritariamente habitadas por idosos que não se precisam de deslocar com tanta frequência. É a lei básica da oferta/procura, ninguém gasta combustíveis (porque também precisas deles para os transportes públicos) em autocarros que iriam estar maioritariamente vazios ou até mesmo vazios grande parte do tempo. O problema é que a oferta/procura dos idosos não corresponde à minha oferta/procura ou a de muita gente que precisa de se deslocar para o trabalho porque não tem horários fixos. Ou mesmo sem trabalho nenhum, a liberdade de se ter um carro no interior é valiosa, para não dizer até a única solução.

Eu falei mais das zonas do interior litoral em que há interesses para não arranjarem autocarros para as aldeia, falei isso no exemplo, no interior é um zona idosa e claro que a procura não é viável. Mas eu continuo a manter a minha posição, o carro é uma coisa supérflua para muita gente. A maior parte, usa o carro para ir de casa para o trabalho que fica a 10 minutos a pé, poluindo desnecessariamente e gastando o combustível  . Nas aldeias do interior a história é outra, mas tens de entender que o interior é um problema que precisa de ser resolvido com incentivos demográficos e atrair empresas. Obvio que nessas localidades compensa ter um carro e os combustíveis estão altos mas não chegaram ao ponto de roubar meio salário, e para mais que o salário mínimo tem aumentado gradualmente!

Editado por EFernando
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há 1 hora, Fernandovisão disse:

Eu falei mais das zonas do interior litoral em que há interesses para não arranjarem autocarros para as aldeia, falei isso no exemplo, no interior é um zona idosa e claro que a procura não é viável. Mas eu continuo a manter a minha posição, o carro é uma coisa supérflua para muita gente. A maior parte, usa o carro para ir de casa para o trabalho que fica a 10 minutos a pé, poluindo desnecessariamente e gastando o combustível  . Nas aldeias do interior a história é outra, mas tens de entender que o interior é um problema que precisa de ser resolvido com incentivos demográficos e atrair empresas. Obvio que nessas localidades compensa ter um carro e os combustíveis estão altos mas não chegaram ao ponto de roubar meio salário, e para mais que o salário mínimo tem aumentado gradualmente!

 

Tendo em conta que estás a assumir que essas pessoas só utilizam o carro para trabalhar, quando tal não acontece, é normal que aches supérfluo.

Tu é que tens de entender que o interior está de tal modo pouco desenvolvido que é extremamente difícil combater a desertificação. E também tens de entender que as pessoas não têm só os combustíveis do carro para pagar. O salário mínimo tem aumentado gradualmente, mas também tens a maior carga fiscal dos últimos 22 anos.

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Agora mesmo, Ruben Fonseca disse:

Tendo em conta que estás a assumir que essas pessoas só utilizam o carro para trabalhar, quando tal não acontece, é normal que aches supérfluo.

Tu é que tens de entender que o interior está de tal modo pouco desenvolvido que é extremamente difícil combater a desertificação. E também tens de entender que as pessoas não têm só os combustíveis do carro para pagar. O salário mínimo tem aumentado gradualmente, mas também tens a maior carga de impostos dos últimos 22 anos.

Tudo bem que um carro ajuda, mas há gente que utiliza o carro de uma forma desnecessária e não falo só do trabalho. Às vezes podiam deixar o carro em casa e ir a pé a algum sitio se fosse perto ou ir às compras ( desde que fosse pouca coisa) a pé. Mas não, eu sinto que os meus pais usam o carro desnecessáriamente quando podíamos ter outras alternativas e às vezes a culpa também é minha. O carro é importante sim, mas não é um bem de primeira necessidade para quem vive numa cidade.

Aos poucos o interior vai se desenvolvendo se houvesse com um pouco de investimento estrangeiro e até português podíamos atraiar novos habitantes e o desenvolvimento seria acelerado. Os impostos tem sido mais elevados, mas a população tem mais qualidade de vida e mais autoestima e isso também motiva as pessoas a outras coisas. Nem tudo o que este governo fez foi mau, aliás, fez melhor do que o último. Mas isso já são opiniões 

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há 23 minutos, Fernandovisão disse:

Tudo bem que um carro ajuda, mas há gente que utiliza o carro de uma forma desnecessária e não falo só do trabalho. Às vezes podiam deixar o carro em casa e ir a pé a algum sitio se fosse perto ou ir às compras ( desde que fosse pouca coisa) a pé. Mas não, eu sinto que os meus pais usam o carro desnecessáriamente quando podíamos ter outras alternativas e às vezes a culpa também é minha. O carro é importante sim, mas não é um bem de primeira necessidade para quem vive numa cidade.

Aos poucos o interior vai se desenvolvendo se houvesse com um pouco de investimento estrangeiro e até português podíamos atraiar novos habitantes e o desenvolvimento seria acelerado. Os impostos tem sido mais elevados, mas a população tem mais qualidade de vida e mais autoestima e isso também motiva as pessoas a outras coisas. Nem tudo o que este governo fez foi mau, aliás, fez melhor do que o último. Mas isso já são opiniões 

 

De facto, se há coisa que eu adoro é carregar sacos de compras com 40ºC lá fora durante 20 minutos, isto para nem falar nos 20 minutos que demoraria a chegar lá e no tempo de fazer compras. Portanto, perdia uma hora para compras simples, quando podia perder uns 25 minutos, sem ter de levar com este calor sufocante. E isto é só um exemplo, também há o exemplo de quando chove ou o facto das pessoas saírem do trabalho e, como é óbvio, não vão deixar o carro em casa para depois ir a pé fazer compras, entre toda uma panóplia de exemplos que são óbvios exceto para ti, que provavelmente nunca utilizaste um carro e pensas que se trata tudo de poupar uma simples viagem de carro e nada mais.

Aos poucos o interior vai-se desenvolvendo? Com o quê? Com mais vagas nas universidades para depois essas pessoas irem para o litoral devido à falta de meios aqui porque não há infraestruturas e essas infraestruturas demorariam décadas a construir, o que não compensa devido a esse mesmo problema demográfico? Estamos a falar de desenvolvimento, algo que demora décadas, não estamos a falar de medida X e Y que só servem para remediar um problema quase sem solução - e que ocorre em todo o mundo - com remendos. Não podes investir numa coisa com medidas básicas e ficar à espera que, de repente, tudo fique resolvido.

Gostei da piada de comparar qualidade de vida e autoestima com a carga fiscal. São coisas extremamente intrínsecas.

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há 2 horas, Ruben Fonseca disse:

De facto, se há coisa que eu adoro é carregar sacos de compras com 40ºC lá fora durante 20 minutos, isto para nem falar nos 20 minutos que demoraria a chegar lá e no tempo de fazer compras. Portanto, perdia uma hora para compras simples, quando podia perder uns 25 minutos, sem ter de levar com este calor sufocante. E isto é só um exemplo, também há o exemplo de quando chove ou o facto das pessoas saírem do trabalho e, como é óbvio, não vão deixar o carro em casa para depois ir a pé fazer compras, entre toda uma panóplia de exemplos que são óbvios exceto para ti, que provavelmente nunca utilizaste um carro e pensas que se trata tudo de poupar uma simples viagem de carro e nada mais.

Aos poucos o interior vai-se desenvolvendo? Com o quê? Com mais vagas nas universidades para depois essas pessoas irem para o litoral devido à falta de meios aqui porque não há infraestruturas e essas infraestruturas demorariam décadas a construir, o que não compensa devido a esse mesmo problema demográfico? Estamos a falar de desenvolvimento, algo que demora décadas, não estamos a falar de medida X e Y que só servem para remediar um problema quase sem solução - e que ocorre em todo o mundo - com remendos. Não podes investir numa coisa com medidas básicas e ficar à espera que, de repente, tudo fique resolvido.

Gostei da piada de comparar qualidade de vida e autoestima com a carga fiscal. São coisas extremamente intrínsecas.

Eu disse compras pequenas numa mercearia ou num pequeno supermercado não compras para o mês inteiro :|. Eu também uso o carro dos meus pais mas para grandes compras, às vezes há quem use o carro para ir buscar maçãs e duas cervejas. E além, disso há outras maneiras de se deslocar, tens bicicletas. Portanto, o carro é sim necessário mas não um bem de primeira necessidade como tu fazes querer. 

Eu falei em investimento, sabes o que é? Empresas, indústria, entre outras coisas. Primeiro valoriza-se os produtos locais e tratar-se de chamar empresas. Há várias medidas que poderás aplicar, como isenção fiscal durante um certo periodo.Mas as universidades também ajudam apesar de não ser uma grande medida. E já agora, o que tu sugerias? 

Não eu referi isso, porque tu só criticas o governo. Parece que andou três anos a destruir a vida das pessoas :lol:
 

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há 21 horas, Fernandovisão disse:

Eu não sou contra o aumento dos combustíveis, em primeiro lugar porque é uma coisa supérflua há transportes públicos e em segundo porque os combustíveis tem de começar a serem uma energia alternativa e não a principal. A lei dá dinheiro mas também pensa a longo prazo, o estado deveria era de diminuir os custos dos carros elétricos e das energias renováveis 

Onde eu moro só há transportes de hora a hora e no fim de semana só existem 1 de manhã e outro de tarde para ir à vila. Se tivesse um trabalho que começasse por exemplo às 10h lixava-me pois teria de ir no autocarro das 8h15. Se tivesse o azar de sair depois das 19h tinha de voltar a pé para casa. Continuas a achar o transporte individual supérfluo?

há 9 horas, jgsantos disse:

Defendo o ensino público, porque este não exclui ninguém, nem manipula as notas como muitos privados (há notícias sobre isso). Segundo alguns estudos, os alunos com mais sucesso no ensino superior são os provenientes das escolas públicas.

A escola pública até pode estar a cair de podre mas como é do Estado, é sempre melhor que uma escola privada nova e cheia de recursos. 

há 5 horas, Fernandovisão disse:

Queres que te arranje contra argumento para isso? Investe-se nos comboios e autocarros no interior e em aldeias, mas isso não é possível por interesses políticos . Eu vivo em Braga e em Vila Verde queria implementar a TUB e a câmara que era PSD não quis, e quis continuar com os transportes de 8h em 8h. É totalmente viável haver uma rede de transportes públicos em Portugal mas isso não acontece porque as câmaras não querem.
 

Quando eu não tinha carro exceptuando o autocarro das 8h15 os restantes só vinham com meia dúzia de gatos pingados. Será que compensa investir nisso?

há 5 horas, Fernandovisão disse:

E aliás, nós vivemos numa altura em que toda a maior parte das pessoas tem dois carros e é aí que está a queixa porque muitas vezes só necessitavam de um.

Então as pessoas já não podem ter os carros que querem ou que precisam? Espero que só tenhas um carro em casa então. Imagina um cenário em que um pai pega ao trabalho às 7h da manhã, a mãe pega ao trabalho às 9h e o filho pega às 14h. Vivem todos numa aldeia do interior. Achas que um único carro serviria para a família toda?

 

Postado (editado)
há 22 minutos, Manuel Silva disse:

 

Então as pessoas já não podem ter os carros que querem ou que precisam? Espero que só tenhas um carro em casa então. Imagina um cenário em que um pai pega ao trabalho às 7h da manhã, a mãe pega ao trabalho às 9h e o filho pega às 14h. Vivem todos numa aldeia do interior. Achas que um único carro serviria para a família toda?

 

Por isso é que eu referi o que vinha a seguir, se lesses tudo

há 22 minutos, Manuel Silva disse:

Onde eu moro só há transportes de hora a hora e no fim de semana só existem 1 de manhã e outro de tarde para ir à vila. Se tivesse um trabalho que começasse por exemplo às 10h lixava-me pois teria de ir no autocarro das 8h15. Se tivesse o azar de sair depois das 19h tinha de voltar a pé para casa. Continuas a achar o transporte individual supérfluo?

A escola pública até pode estar a cair de podre mas como é do Estado, é sempre melhor que uma escola privada nova e cheia de recursos. 

 

 

Disse supérfluo em certo casos, aliás eu mais tarde referi que o carro é necessário mas há coisas que usamos desnecessariamente. É verdade, aposto que vocês no vosso dia-a-dia criticam isso, portanto, gente menos hipocrisia...

Nos últimos anos, a parque escolar tem tido investimento. Embora algumas necessitam de obras e as escolas privadas tem mais recursos e isso não nego, mas a questão é que as notas são influenciadas e é esse o problema. Basta ver por estudos, a maior parte até diz que vai para as privadas para aumentar notas. O ensino público é desfavorecido em relação ao privado.Vocês até podem defender os privados, que eu próprio não sou contra eles, mas a escola pública é um caso fraturante no nosso país por causa de certas coisas.

Editado por EFernando
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há 1 hora, Fernandovisão disse:

Eu disse compras pequenas numa mercearia ou num pequeno supermercado não compras para o mês inteiro :|. Eu também uso o carro dos meus pais mas para grandes compras, às vezes há quem use o carro para ir buscar maçãs e duas cervejas. E além, disso há outras maneiras de se deslocar, tens bicicletas. Portanto, o carro é sim necessário mas não um bem de primeira necessidade como tu fazes querer. 

Eu falei em investimento, sabes o que é? Empresas, indústria, entre outras coisas. Primeiro valoriza-se os produtos locais e tratar-se de chamar empresas. Há várias medidas que poderás aplicar, como isenção fiscal durante um certo periodo.Mas as universidades também ajudam apesar de não ser uma grande medida. E já agora, o que tu sugerias? 

Não eu referi isso, porque tu só criticas o governo. Parece que andou três anos a destruir a vida das pessoas :lol:
 

Mas mesmo compras pequenas num pequeno supermercado. Mais um exemplo: eu tinha dois Pingo Doces a uns 15/25 minutos, respetivamente, da casa onde estava a estudar. Multiplicando esses minutos por ida e volta, são 30 e 50 minutos, fora o tempo de fazer compras, por muito pequenas que elas fossem. Podia só ser comprar fruta, condutos, o que quer que seja, até porque raramente excediam os 20€, seriam sempre 10/15 minutos a fazer compras. Achas mesmo que ia perder uma hora quando a viagem de carro são uns 5 minutos, e ainda levar com chuva ou os sufocantes 42ºC que estavam hoje à tarde? Eu não tenho por gosto apanhar golpes de calor e ir parar ao hospital. Sim, há aquelas mercearias em vários casos, mas essas é para coisas de última hora, por causa dos preços. Ninguém compra grades de cerveja numa mercearia, se até já nas grandes superficies são caras o suficiente. Quem diz grades de cerveja, diz outras coisas. Há coisas que não compensam ir a supermercados. E não, eu não vou levar a bicicleta na mala do carro de onde moro até onde estudo só para fazer compras. Dizer que o carro não é um bem de primeira necessidade é para rir. Sim, não morres se tiveres um carro, mas ignorar as limitações de quem não tem e assumir que as grandes cidades e as localidades periféricas que estão a uns minutos de carro das cidades é exatamente igual a morar a 10/15km de uma cidade, ou mais, e às vezes em sítios isolados onde mal há rede e nem tens sequer mercearias (caso da aldeia onde os meus avós vivem, por exemplo) é mesmo de quem não faz a mínima ideia do que está a falar.

Sim, e vais atrair empresas e indústria onde? Empresas de quê, já agora? Indústrias de quê? De fruta? Pois, lamento, mas isso não satisfaz a necessidade de nem 1/10 dos cursos disponíveis na UBI, no IPCB, no IPG, etc... E sim, tu podes praticar a isenção fiscal, podes baixar o IRC, podes baixar até o IVA, um monte de coisas que podes fazer. Serão sempre temporárias. Serão sempre remendos, porque entre investires e criares uma empresa no litoral e investires e criares uma empresa no interior, mesmo com preços mais acessíves nunca compensa a oferta que poderás vir a ter no litoral. Isto para nem falar em potenciais clientes. As infraestruturas estão no litoral, não estão no interior. Achas que existe algum tipo de evolução entre estar no Centro Hospitalar Cova da Beira, na Covilhã, ou estar no Hospital da Luz, em Lisboa? Ou até mesmo clínicas privadas, onde é que achas que a evolução é maior? Onde há mais procura, devido ao facto de haver mais população, no litoral, ou nas aldeias isoladas do interior onde não há sequer infraestruturas para começares sequer a pensar nisso? Fala-se muito em "vamos atrair empresas" mas isso é extremamente redutor. Podes atrair empresas disto ou daquilo, é verdade, mas o défice continua lá. Estás a falar em atrair uns 10 ou 20, enquanto os restantes 1000 vão embora. Não há solução ou fórmula mágica, a não ser que de repente apareça uma indústria super lucrativa aqui no interior, estás apenas a adiar o inevitável.

Passou três anos a fazer imensa porcaria, isso sem dúvida.

Postado
há 15 minutos, Ruben Fonseca disse:

Mas mesmo compras pequenas num pequeno supermercado. Mais um exemplo: eu tinha dois Pingo Doces a uns 15/25 minutos, respetivamente, da casa onde estava a estudar. Multiplicando esses minutos por ida e volta, são 30 e 50 minutos, fora o tempo de fazer compras, por muito pequenas que elas fossem. Podia só ser comprar fruta, condutos, o que quer que seja, até porque raramente excediam os 20€, seriam sempre 10/15 minutos a fazer compras. Achas mesmo que ia perder uma hora quando a viagem de carro são uns 5 minutos, e ainda levar com chuva ou os sufocantes 42ºC que estavam hoje à tarde? Eu não tenho por gosto apanhar golpes de calor e ir parar ao hospital. Sim, há aquelas mercearias em vários casos, mas essas é para coisas de última hora, por causa dos preços. Ninguém compra grades de cerveja numa mercearia, se até já nas grandes superficies são caras o suficiente. Quem diz grades de cerveja, diz outras coisas. Há coisas que não compensam ir a supermercados. E não, eu não vou levar a bicicleta na mala do carro de onde moro até onde estudo só para fazer compras. Dizer que o carro não é um bem de primeira necessidade é para rir. Sim, não morres se tiveres um carro, mas ignorar as limitações de quem não tem e assumir que as grandes cidades e as localidades periféricas que estão a uns minutos de carro das cidades é exatamente igual a morar a 10/15km de uma cidade, ou mais, e às vezes em sítios isolados onde mal há rede e nem tens sequer mercearias (caso da aldeia onde os meus avós vivem, por exemplo) é mesmo de quem não faz a mínima ideia do que está a falar.

Sim, e vais atrair empresas e indústria onde? Empresas de quê, já agora? Indústrias de quê? De fruta? Pois, lamento, mas isso não satisfaz a necessidade de nem 1/10 dos cursos disponíveis na UBI, no IPCB, no IPG, etc... E sim, tu podes praticar a isenção fiscal, podes baixar o IRC, podes baixar até o IVA, um monte de coisas que podes fazer. Serão sempre temporárias. Serão sempre remendos, porque entre investires e criares uma empresa no litoral e investires e criares uma empresa no interior, mesmo com preços mais acessíves nunca compensa a oferta que poderás vir a ter no litoral. Isto para nem falar em potenciais clientes. As infraestruturas estão no litoral, não estão no interior. Achas que existe algum tipo de evolução entre estar no Centro Hospitalar Cova da Beira, na Covilhã, ou estar no Hospital da Luz, em Lisboa? Ou até mesmo clínicas privadas, onde é que achas que a evolução é maior? Onde há mais procura, devido ao facto de haver mais população, no litoral, ou nas aldeias isoladas do interior onde não há sequer infraestruturas para começares sequer a pensar nisso? Fala-se muito em "vamos atrair empresas" mas isso é extremamente redutor. Podes atrair empresas disto ou daquilo, é verdade, mas o défice continua lá. Estás a falar em atrair uns 10 ou 20, enquanto os restantes 1000 vão embora. Não há solução ou fórmula mágica, a não ser que de repente apareça uma indústria super lucrativa aqui no interior, estás apenas a adiar o inevitável.

Passou três anos a fazer imensa porcaria, isso sem dúvida.

E a seguir vais dizer que o ultimo governo fez um ótimo trabalho kkkk

Não desfazendo o pequeno bom trabalho que fez em algumas áreas, isso reconheço que fez isso mas a maior parte o antigo governo foi só cortar e cortar para amealhar

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há 19 minutos, Ruben Fonseca disse:

Ninguém compra grades de cerveja numa mercearia, se até já nas grandes superficies são caras o suficiente. Quem diz grades de cerveja, diz outras coisas.

*outras bebidas :yes: 

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Postado
há 8 minutos, Fernandovisão disse:

E a seguir vais dizer que o ultimo governo fez um ótimo trabalho kkkk

Não desfazendo o pequeno bom trabalho que fez em algumas áreas, isso reconheço que fez isso mas a maior parte o antigo governo foi só cortar e cortar para amealhar

É o que acontece quando tens um país à beira da bancarrota e obrigado a ter de pedir um novo resgate para evitar isso mesmo.

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