Ruben Postado 28 de julho 2018 Postado 28 de julho 2018 há 3 minutos, Forbidden disse: Mas esse preço elevado também se deve às obras que ele fez lá (do que li penso que foram 650 mil euros, se não estou em erro). E ele não expulsou nenhum inquilino da habitação. Mas admito que seja hipocrisia, se ele fez campanha contra a especulação imobiliária. Agora, não se pode generalizar a esquerda dessa forma como se fosse algo uniforme. Não deixa de ser um potencial lucro de 4M€ e, segundo o Observador, tem ainda mais outro apartamento onde pede 1300€ de renda por mês. E neste aspeto, sim, é mesmo preciso generalizar a esquerda porque tanto o PS, como o PCP, como o BE, têm feito legislação e campanha para tentar acabar com a especulação imobiliária que certos membros desses mesmos partidos usufruem. Aquilo que Ricardo Robles fez e faz foi/é perfeitamente legal. Aquilo que António Costa em 2016 fez foi perfeitamente legal. Aliás, o escândalo nunca existiria se Ricardo Robles fosse de direita e fosse vereador do CDS ou até mesmo do PSD. E porquê? Porque não é a direita que anda a minar o mercado livre sob a bandeira política de que Lisboa tem de ser para todos e que as rendas e os preços das casas tem de baixar, custe o que custar. E é por isso que vimos ontem um Ricardo Robles, totalmente sozinho, a dar explicações sobre a sua vida pessoal, sobre algo que é totalmente legal; e é por isso que vemos uma Catarina Martins a dizer que o Bloco de Esquerda está a ser alvo de perseguição, que se tratam de "notícias mal contadas" e até a estranhar o timing da notícia - uma reação que deixaria Donald Trump orgulhoso, ele que passa a vida a falar em fake news e caça às bruxas. Ontem, o Adolfo Mesquita Nunes, do CDS, teve uma excelente intervenção na SIC Notícias sobre isso mesmo: 3 Citar
joanna Postado 28 de julho 2018 Postado 28 de julho 2018 lembrem-me de vir cá atacar toda a direita e todos os simpatizantes sempre que algum politíco de direita tenha um comportamento menos póprio/duvidoso digamos. há 15 horas, Ruben Fonseca disse: Este tweet diz tudo: já agora ainda estou para perceber o que é que um deputado do pcp ir a um hospital privado (e nem sequer se sabe porque foi ou deixou de ir) tem de hipócrita ou signifique sequer que os prefere aos públicos. 1 Citar
Forbidden Postado 28 de julho 2018 Postado 28 de julho 2018 há 3 minutos, Ruben Fonseca disse: Não deixa de ser um potencial lucro de 4M€ e, segundo o Observador, tem ainda mais outro apartamento onde pede 1300€ de renda por mês. E neste aspeto, sim, é mesmo preciso generalizar a esquerda porque tanto o PS, como o PCP, como o BE, têm feito legislação e campanha para tentar acabar com a especulação imobiliária que certos membros desses mesmos partidos usufruem. Aquilo que Ricardo Robles fez e faz foi/é perfeitamente legal. Aquilo que António Costa em 2016 fez foi perfeitamente legal. Aliás, o escândalo nunca existiria se Ricardo Robles fosse de direita e fosse vereador do CDS ou até mesmo do PSD. E porquê? Porque não é a direita que anda a minar o mercado livre sob a bandeira política de que Lisboa tem de ser para todos e que as rendas e os preços das casas tem de baixar, custe o que custar. E é por isso que vimos ontem um Ricardo Robles, totalmente sozinho, a dar explicações sobre a sua vida pessoal, sobre algo que é totalmente legal; e é por isso que vemos uma Catarina Martins a dizer que o Bloco de Esquerda está a ser alvo de perseguição, que se tratam de "notícias mal contadas" e até a estranhar o timing da notícia - uma reação que deixaria Donald Trump orgulhoso, ele que passa a vida a falar em fake news e caça às bruxas. Ontem, o Adolfo Mesquita Nunes, do CDS, teve uma excelente intervenção na SIC Notícias sobre isso mesmo: Acho que tens razão sim, mas infelizmente na política é comum dizerem uma coisa durante a campanha e depois fazerem outra, isso sendo de direita ou esquerda. As pessoas lá tem os seus interesses próprios, e sabemos que existe muita corrupção e as pessoas aproveitam-se da sua posição para ter mais dinheiro. É um problema que afeta a política no geral infelizmente, e que faz com que quase metade da população nem vote sequer, porque "os políticos são todos iguais" (e se dantes essa expressão me irritava bastante, hoje em dia cada vez tenho menos argumentos para ir contra esse pensamento). 1 Citar
srcbica Postado 28 de julho 2018 Postado 28 de julho 2018 há 5 horas, joanna disse: lembrem-me de vir cá atacar toda a direita e todos os simpatizantes sempre que algum politíco de direita tenha um comportamento menos póprio/duvidoso digamos. já agora ainda estou para perceber o que é que um deputado do pcp ir a um hospital privado (e nem sequer se sabe porque foi ou deixou de ir) tem de hipócrita ou signifique sequer que os prefere aos públicos. Bem, essa espantou-me. Se o PCP é contra qualquer empresa privada, por que raio um deputado do partido haveria de ir a uma empresa privada? 3 1 Citar
joanna Postado 28 de julho 2018 Postado 28 de julho 2018 (editado) há 13 minutos, srcbica disse: Bem, essa espantou-me. Se o PCP é contra qualquer empresa privada, por que raio um deputado do partido haveria de ir a uma empresa privada? desculpa, mas tu achas que em 2018, ninguém do pcp recorre nunca a serviços privados? isso nem sequer deve ser prático. ou seja não podem ir a cafés, a lojas, ou sequer casa própria etc. eu não sou do pcp, mas acho que essa visão que são contra qualquer empresa privada um pouco "demodé". Editado 28 de julho 2018 por joanna Citar
srcbica Postado 28 de julho 2018 Postado 28 de julho 2018 (editado) há 5 minutos, joanna disse: desculpa, mas tu achas que em 2018, ninguém do pcp recorre nunca a serviços privados? isso nem sequer deve ser práticos. ou seja não podem ir a cafés, a lojas, etc. Claro que não acho. Porque felizmente não vivemos numa sociedade comunista, nem sequer socialista. E por isso é permitido ter lojas, cafés e os exemplos que quiseres dar de forma privada e capitalizar com os mesmos. Não existem lojas nem cafés, que eu tenha conhecimento, que pertençam ao Estado, logo um deputado comunista não tem outro remédio senão usar nesse caso empresas privadas, pois, se existissem, para mim seria tão hipócrita quanto o uso de um hospital privado, quando existe um SNS. Editado 28 de julho 2018 por srcbica 2 Citar
joanna Postado 28 de julho 2018 Postado 28 de julho 2018 há 8 minutos, srcbica disse: Claro que não acho. Porque felizmente não vivemos numa sociedade comunista. nem o tal deputado comunista, que nem sequer se sabe porque recorreu a um hospital privado. e acho um exagero pensares que todas as empresas privadas e mais até se calhar (propriedade privada? )iam acabar caso o pcp fosse o partido do governo. Citar
srcbica Postado 28 de julho 2018 Postado 28 de julho 2018 há 1 minuto, joanna disse: nem o tal deputado comunista, que nem sequer se sabe porque recorreu a um hospital privado. e acho um exagero pensares que todas as empresas privadas e mais até se calhar (propriedade privada? )iam acabar caso o pcp fosse o partido do governo. Tu achas um exagero. Eu acho que é a realidade defendida pela obra Capital, que pela qual se rege o comunismo. Numa perspetiva prática, sobrariam, sim, as barracas das feiras e semelhantes e a propriedade privada primária manter-se-ia, que as secundárias pertencentes a quem não faria parte do partido eu já não me atrevo a especular. Isto, claro, num cenário em que o PCP seria partido governante durante 2 mandatos, para ter tempo de fazer o que bem lhe apetecer e sem, sob hipótese alguma, a existência de qualquer revolta popular/militar que tirasse o partido do poder ou declarasse independência do Portugal do Norte. 2 Citar
Ruben Postado 28 de julho 2018 Postado 28 de julho 2018 há 16 minutos, joanna disse: nem o tal deputado comunista, que nem sequer se sabe porque recorreu a um hospital privado. e acho um exagero pensares que todas as empresas privadas e mais até se calhar (propriedade privada? )iam acabar caso o pcp fosse o partido do governo. A questão não é o que aconteceria a Portugal se o PCP fosse o partido no governo. Provavelmente aconteceria-lhe como aconteceu ao SYRIZA, que também era esquerda radical e domesticou-se, porque ser partido da oposição e estar no governo são duas coisas completamente distintas. Acho, no entanto, que não é preciso nenhuma sondagem ou um caso de estudo, para averiguar que o PCP é da opinião que o investimento privado e capitalista é terrível, opressor e até quase catastrófico "para os trabalhores e o povo" (a mítica frase que o Jerónimo faz questão de dizer em cada discurso no mínimo 5 vezes). Acho que também não é preciso nenhum caso de estudo para perceber que esse mesmo deputado partilha da opinião do partido (esperemos, não é?) e que, como bom comunista, ir a privados por prestar melhores serviços e mais rápidos (mesmo que isso signifique pagar mais) é, no mínimo, uma incogruência, para quem defende a sua limitação ao máximo em favor de um SNS financiado, idealmente, na sua totalidade pelo estado - para que este seja, idealmente, o único meio a prestar cuidados de saúde no país. A questão também não é que, como comunista, não possa usufruir de qualquer grande serviço privado. Se ele quiser viajar na Ryanair em vez da TAP ou ir de Uber em vez de ir num taxi, por mim é me indiferente. Se tiver meios para recorrer a um privado em vez do SNS, também não vejo nenhum problema nisso. Mas a questão é que para eles há um problema. Eles preferem viver numa sociedade com serviços totalmente públicos, mas deficientes, que viver numa sociedade com serviços privados e mais (e muitas das vezes melhor) investimento privado - caso da TAP, por exemplo, que só começou a dar lucro com uma direção privada, mesmo com aquele pseudo-acordo do governo para a suposta nacionalização - ou até mesmo numa sociedade que permita contratos privados em serviços públicos como acontece na saúde, mesmo que isso não só represente menos dinheiro que o estado tenha que pagar, como um serviço que o estado não conseguia assegurar de outra forma. É exatamente isso que se passou agora com esta polémica com o Ricardo Robles. Mas diga-se, é fácil ser-se comunista e apoiar o comunismo num país capitalista, sem qualquer tipo de escassez de alimentos generalizado, hiperinflação ou pobreza que atinge níveis catastróficos, para nem falar na violação de vários direitos humanos. 1 2 Citar
srcbica Postado 28 de julho 2018 Postado 28 de julho 2018 há 23 minutos, Ruben Fonseca disse: A questão não é o que aconteceria a Portugal se o PCP fosse o partido no governo. Provavelmente aconteceria-lhe como aconteceu ao SYRIZA, que também era esquerda radical e domesticou-se, porque ser partido da oposição e estar no governo são duas coisas completamente distintas. Acho, no entanto, que não é preciso nenhuma sondagem ou um caso de estudo, para averiguar que o PCP é da opinião que o investimento privado e capitalista é terrível, opressor e até quase catastrófico "para os trabalhores e o povo" (a mítica frase que o Jerónimo faz questão de dizer em cada discurso no mínimo 5 vezes). Acho que também não é preciso nenhum caso de estudo para perceber que esse mesmo deputado partilha da opinião do partido (esperemos, não é?) e que, como bom comunista, ir a privados por prestar melhores serviços e mais rápidos (mesmo que isso signifique pagar mais) é, no mínimo, uma incogruência, para quem defende a sua limitação ao máximo em favor de um SNS financiado, idealmente, na sua totalidade pelo estado - para que este seja, idealmente, o único meio a prestar cuidados de saúde no país. Esse seria outro cenário possível, mas a "domesticação" do Syriza também foi interna, desde logo com o Aléxis Tsípras a fazer mais vontades à UE do que deveria (pessoalmente, não sei por que, o Aléxis também nunca me pareceu radical, daí isso não me ter admirado). A ter de aceitar novas medidas de austeridade para a Grécia ter dinheiro, viu-se forçado a convocar eleições passado... 9 meses apenas de governo, não foi? Foi um golpe de mestre para se manter no governo. Viu-se livre da ala do partido que não concordava com essa postura e o mantinha dependente da oposição e transformou o Syriza num partido tão socialista quanto o PS. 1 Citar
Ana Maria Peres Postado 29 de julho 2018 Postado 29 de julho 2018 (editado) Esta polémica do Bloco de Esquerda pôs à tona a sua essência. Não estou a falar dos votantes - porque esses são muitos e vêm de estratos sociais completamente diferentes -, mas sim da generalidade das elites que constroem o partido, que o moldam e que lhe dão uma determinada configuração, vital para que alguém vote no mesmo. A meu ver, o BE é um partido que se move não por uma ideologia - que politicamente se define como de esquerda -, mas sim por causas, que escolhem com muita sapiência e com muita astúcia - principalmente, aquelas que estão na ordem do dia. Com isto quero dizer que o partido não tem um ideário concreto, aliás, basta ver o que se passa/passou com a gestão da relação Bloco de Esquerda-União Europeia. Durante a governação PSD/CDS, fomos apresentados com uma retórica agressiva, que defendia a saída do Euro (https://www.esquerda.net/dossier/e-benefico-para-portugal-sair-do-euro/33984), que seria bom para Portugal, que era a causa da crise, que seria agora que o país ia se livrar das garras do capitalismo alemão. Agora - em que suportam o governo socialista -, a retórica abrandou e quase nem tocam no tema, esqueceram-se. Não houve qualquer modificação nas instâncias superiores - a UE continua igual -, mas agora não há qualquer problema, porque tudo está a correr bem e não convém dar uma no cravo e outra na ferradura, ainda para mais com o Centeno no Eurogrupo. Este exemplo aplica-se a muitos outros e este da especulação vem mesmo mostrar o problema do BE: é que são um barco à deriva em termos ideológicos. Concordo que em termos sociais há uma maior coerência, mas em termos económicos/políticos, o Bloco move-se pelo aproveitamento das causas fraturantes, cuja opinião num dia é x, noutra é y, conforme as circunstâncias: não há, de facto, um discurso uniforme. É uma estratégia como todas as outras e todos os partidos a usam (mas o Bloco muito mais que os outros) - e dá mais votos, porque há uma flexibilidade que a ideologia tolda -, porém, também tem mais inconvenientes, como este que vimos com o Ricardo Robles: é que quando defendemos algo só por razões externas e não porque verdadeiramente acreditamos nelas resulta em incoerência, fatal para qualquer político. Com isto não quero dizer que não possa haver uma mudança de opinião. Claro que sim - faz parte do processo político. Agora, um partido mudar tantas vezes de sentido, havendo tantas incoerências, faz com que não tenha credibilidade. E num partido tão recente como o BE isso não é nada benéfico, ainda para mais quando defendem os seus "ideais" com tanta superioridade moral, onde não há qualquer dúvida que o rumo defendido pelo partido é o correto. Bem-intencionados, mas efémeros - é um bom slogan para os dirigentes do BE. Editado 29 de julho 2018 por Ana Maria Peres 6 1 Citar
Forbidden Postado 29 de julho 2018 Postado 29 de julho 2018 há 4 horas, Ana Maria Peres disse: Este exemplo aplica-se a muitos outros e este da especulação vem mesmo mostrar o problema do BE: é que são um barco à deriva em termos ideológicos. Concordo que em termos sociais há uma maior coerência, mas em termos económicos/políticos, o Bloco move-se pelo aproveitamento das causas fraturantes, cuja opinião num dia é x, noutra é y, conforme as circunstâncias: não há, de facto, um discurso uniforme. É uma estratégia como todas as outras e todos os partidos a usam (mas o Bloco muito mais que os outros) - e dá mais votos, porque há uma flexibilidade que a ideologia tolda -, porém, também tem mais inconvenientes, como este que vimos com o Ricardo Robles: é que quando defendemos algo só por razões externas e não porque verdadeiramente acreditamos nelas resulta em incoerência, fatal para qualquer político. Mas não achas que isso é geral na política? É que eu vejo isso em todos os partidos, os políticos mudam de opinião quando lhes convém, incluindo os do governo (quando estão no poder dizem uma coisa, na oposição dizem outra), isso é igual em todos os partidos do parlamento, eu não vejo diferença nenhuma. A direita também é incoerente, diz uma coisa quando governa e outra na oposição. Claro que é péssimo, mas é por isso que os portugueses cada vez ligam menos à politica e cada vez votam menos... chega a um ponto que fica dificil confiar nos politicos. 3 Citar
srcbica Postado 29 de julho 2018 Postado 29 de julho 2018 Não penso que o BE não tenha um ideário concreto. Quando o eleitorado de um partido não é uniforme, os deputados também não o serão. Por isto, penso que representa bem o seu eleitorado e em certas matérias fá-lo melhor do que os partidos da direita. A única coisa que pode assemelhar-se a uma crise de identidade por parte do BE foram aqueles tempos pós-início deste governo, em que conseguiram aprovar uma série de projetos que o BE costumava ter nas suas bandeiras e, uma vez aprovados, deixou de ser assunto para os seus discursos. Viram-se assim meio perdidos (eu achei) até encontrar novas causas para defender em substituição de outras. Agora a questão do euro no BE é uma questão tratada exatamente da mesma maneira como é tratada pelos seus congéneres europeus: uma hora é a ala mais radical a falar que se devia sair, noutra hora é a ala mais moderada a dizer que é mau, mas vai-se aguentando. 1 Citar
Forbidden Postado 30 de julho 2018 Postado 30 de julho 2018 há 13 horas, srcbica disse: Não penso que o BE não tenha um ideário concreto. Quando o eleitorado de um partido não é uniforme, os deputados também não o serão. Por isto, penso que representa bem o seu eleitorado e em certas matérias fá-lo melhor do que os partidos da direita. A única coisa que pode assemelhar-se a uma crise de identidade por parte do BE foram aqueles tempos pós-início deste governo, em que conseguiram aprovar uma série de projetos que o BE costumava ter nas suas bandeiras e, uma vez aprovados, deixou de ser assunto para os seus discursos. Viram-se assim meio perdidos (eu achei) até encontrar novas causas para defender em substituição de outras. Agora a questão do euro no BE é uma questão tratada exatamente da mesma maneira como é tratada pelos seus congéneres europeus: uma hora é a ala mais radical a falar que se devia sair, noutra hora é a ala mais moderada a dizer que é mau, mas vai-se aguentando. Sinceramente, a coisa que mais me irritou neste governo foi o PS ter chumbado as 35 horas para o privado. Se existe uma coisa que une a esquerda é a defesa dos trabalhadores, e o PS recusou isso! Não fiquei surpreendido, mas como é que um partido de esquerda prejudica desta forma os trabalhadores?! Depois desse chumbo eu já nem espero nada deste governo. Para ser justo, a esquerda também nem sempre faz as coisas direito, nomeadamente quando chumbou as medidas da direita (do CDS) para criminalizar os abusos contra as pessoas idosas (que sim, precisam de leis mais especificas para serem protegidos). Então pra mim é simples: há coisas que PRECISAM de passar, e não passam, independentemente de ser esquerda ou direita. Os trabalhadores do privado são sempre discriminados, tanto em governos de direita como de esquerda. Este chumbo da lei para proteger os idosos é algo que me ultrapassa completamente... e são coisas destas que me fazem desligar da política, é frustrante. Depois temos casos de milhões de euros que foram dados pra ajudar as pessoas vítimas dos incendios que nunca chegaram às pessoas e estão sei lá aonde... ninguém faz nada, está tudo bem, deixam andar... é o país que temos. As pessoas querem ajudar, e o dinheiro não chega lá. 2 Citar
srcbica Postado 30 de julho 2018 Postado 30 de julho 2018 há 2 minutos, Forbidden disse: Sinceramente, a coisa que mais me irritou neste governo foi o PS ter chumbado as 35 horas para o privado. Se existe uma coisa que une a esquerda é a defesa dos trabalhadores, e o PS recusou isso! Não fiquei surpreendido, mas como é que um partido de esquerda prejudica desta forma os trabalhadores?! Depois desse chumbo eu já nem espero nada deste governo. Para ser justo, a esquerda também nem sempre faz as coisas direito, nomeadamente quando chumbou as medidas da direita (do CDS) para criminalizar os abusos contra as pessoas idosas (que sim, precisam de leis mais especificas para serem protegidos). Então pra mim é simples: há coisas que PRECISAM de passar, e não passam, independentemente de ser esquerda ou direita. Os trabalhadores do privado são sempre discriminados, tanto em governos de direita como de esquerda. Este chumbo da lei para proteger os idosos é algo que me ultrapassa completamente... e são coisas destas que me fazem desligar da política, é frustrante. Depois temos casos de milhões de euros que foram dados pra ajudar as pessoas vítimas dos incendios que nunca chegaram às pessoas e estão sei lá aonde... ninguém faz nada, está tudo bem, deixam andar... é o país que temos. As pessoas querem ajudar, e o dinheiro não chega lá. Forb, a mim não me admirava nada que, caso o Costa e o Rio se entendam em 2019, as 40h voltassem para o público, por conta de uma única questão: SNS. Citar
Forbidden Postado 30 de julho 2018 Postado 30 de julho 2018 (editado) há 4 minutos, srcbica disse: Forb, a mim não me admirava nada que, caso o Costa e o Rio se entendam em 2019, as 40h voltassem para o público, por conta de uma única questão: SNS. Portugal é tão atrasado, nos outros países europeus trabalham 35 horas, tanto no privado como no público e ganham bem mais que nós. E aqui continuamos com as 40 horas (que na prática até são mais, mas enfim...) e a receber os salários mais baixos. E a esquerda que devia defender os trabalhadores não faz nada (para o privado, mas para o público já faz). Eu simplesmente não entendo porque é que uns são filhos e outros enteados. Editado 30 de julho 2018 por Forbidden 1 Citar
Ruben Postado 30 de julho 2018 Postado 30 de julho 2018 há 1 hora, srcbica disse: Forb, a mim não me admirava nada que, caso o Costa e o Rio se entendam em 2019, as 40h voltassem para o público, por conta de uma única questão: SNS. Costa vai ter de se entender com Rui Rio por mais motivos que apenas o SNS. A ideia de que podia dar tudo em 2015 e que tudo podia ser revertido é a principal razão pelo qual temos professores em greve a exigir a totalidade do congelamento das carreiras, como se eles fossem a única preocupação do país, levando Costa a dizer aquilo que Vitor Gaspar dizia nos tempos da tal austeridade que foi revertida: não há dinheiro. E não só não há dinheiro para eles, como não há dinheiro para o SNS, como não há dinheiro para renovar a frota da CP, que só tem metade dos comboios a funcionar, ao ponto de se falar em possível privatização porque a empresa é, de facto, um autêntico buraco negro, entre vários outros aspetos que o governo só está em risco de se contradizer exatamente porque pensou (e ainda pensa) e continua nos seus discursos a dizer que tudo está melhor, que a austeridade foi revertida e que parece que agora tudo é possível. No entanto, Rui Rio também não vai ter grande liberdade para muitas negociações com o PS. A sua sobrevivência política depende principalmente do resultado que terá o PSD nas próximas eleições. Se Rui Rio continuar a virar-se para a esquerda e os resultados não aparecerem, corre sérios riscos de haver um cisão no partido tornando a sua liderança inviável. 1 Citar
Manuel Silva Postado 3 de agosto 2018 Postado 3 de agosto 2018 https://eco.pt/2018/07/31/catarina-martins-tem-posicao-em-empresa-de-alojamento-local-mas-e-no-interior-do-pais/ "Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), é sócia minoritária de uma empresa que se dedica ao alojamento local no interior do país. A coordenadora do BE fundou a Logradouro Lda. com o marido há quase dez anos e foi sócia-gerente da empresa até final de 2009, altura em que assumiu funções como deputada em regime de exclusividade. Actualmente, a empresa explora quatro empreendimentos turísticos e uma unidade de alojamento local no concelho do Sabugal, distrito da Guarda. A visão de Catarina Martins é a de que esta actividade representa “turismo em espaço rural” e pode ajudar a fixar habitantes e a combater a desertificação em regiões do interior do país, ao contrário do alojamento local massificado e desequilibrado nas grandes cidades, que acentua o fenómeno da gentrificação, explicou ao ECO fonte oficial do partido. (...) Ao que o ECO apurou, a empresa conseguiu aprovar, no final de setembro de 2009, um projecto de “recuperação e reconversão de antigos palheiros para turismo rural” no âmbito do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) e recebeu um incentivo comunitário de 137,3 mil euros. Com esta noticia ficamos a saber que o alojamento local só é bom se os seus donos forem do Bloco de Esquerda. A Catarina Martins que é contra a União Europeia devia de ter vergonha na cara de ter recebido 1375000€ para o seu negócio. Tendo em conta que muita gente no Bloco é empresária (Robles, Catarina, gémeas Mortágua) eles deviam aproveitar e mudar o nome do partido para Burgueses Especuladores. Citar
Forbidden Postado 3 de agosto 2018 Postado 3 de agosto 2018 Mas o que tem de mal a Catarina ter um negócio? Mas vocês acham o quê, que as pessoas de esquerda não podem ter negócios ou casas? Há aqui alguma confusão, porque o BE não defende o fim do capitalismo e a implantação de um regime comunista como devem pensar alguns. 1 Citar
srcbica Postado 3 de agosto 2018 Postado 3 de agosto 2018 há 2 horas, Forbidden disse: Mas o que tem de mal a Catarina ter um negócio? Mas vocês acham o quê, que as pessoas de esquerda não podem ter negócios ou casas? Há aqui alguma confusão, porque o BE não defende o fim do capitalismo e a implantação de um regime comunista como devem pensar alguns. Forb, ou és tu quem não conhece o partido no qual votas ou somos nós. 1 Citar
Forbidden Postado 3 de agosto 2018 Postado 3 de agosto 2018 há 24 minutos, srcbica disse: Forb, ou és tu quem não conhece o partido no qual votas ou somos nós. O BE não é comunista, existe grande uma diferença entre querer diminuir os estragos do capitalismo e querer destrui-lo de todo. Citar
srcbica Postado 3 de agosto 2018 Postado 3 de agosto 2018 (editado) há 40 minutos, Forbidden disse: O BE não é comunista, existe grande uma diferença entre querer diminuir os estragos do capitalismo e querer destrui-lo de todo. Pois não, não é comunista, apesar de ter origens e algum eleitorado comunista, mas uma ala mais radical não faz o partido todo. Depois tem deputados eurocéticos, socialistas e, dentro destes, ecossocialistas. Que eu saiba, os únicos assim mais a favor de manter o capitalismo saíram para fazer o Livre. Editado 3 de agosto 2018 por srcbica Citar
Forbidden Postado 3 de agosto 2018 Postado 3 de agosto 2018 (editado) há 2 horas, srcbica disse: Pois não, não é comunista, apesar de ter origens e algum eleitorado comunista, mas uma ala mais radical não faz o partido todo. Depois tem deputados eurocéticos, socialistas e, dentro destes, ecossocialistas. Que eu saiba, os únicos assim mais a favor de manter o capitalismo saíram para fazer o Livre. Pois, mas se quiseres votar num partido de esquerda de peso (com representação no parlamento), só existem 3 escolhas: o PS (que pouco ou nada tem de esquerda), o PCP que é comunista e o BE. Não há muitas escolhas... aliás, eu já aqui disse que não há um partido com o qual eu vá concordar a 100%, acho isso impossível até, então eu voto no partido que no geral vai de encontro aos meus valores e ao que eu defendo. Editado 3 de agosto 2018 por Forbidden Citar
joanna Postado 3 de agosto 2018 Postado 3 de agosto 2018 há 8 minutos, Forbidden disse: o PS (que pouco ou nada tem de esquerda) que exagero também. Citar
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