tuscano Postado 31 de maio 2025 Postado 31 de maio 2025 há 3 minutos, AndreRob disse: O lider do partido não tem de estar no parlamento, e segundo ele disse ele manterá o lugar na AR. Além disso há sempre a questao de quem for eleito nem ser deputado, ou seja não pode assumir o lugar em substitução, têm de seguir a ordem das candidaturas das legislativas. Sim, ter não tem, mas perde um palco importante para divulgar a mensagem se lá não estiver. 3 Citar
Fernando Postado 31 de maio 2025 Postado 31 de maio 2025 Acho que a sucessora natural é a Mariana Leitão. Ainda por cima vai ser candidata às presidenciais, está num bom momento para se lançar. Citar
D23 Postado 31 de maio 2025 Postado 31 de maio 2025 Acho que o PSD ainda não percebeu o que é ter o CHEGA como principal partido da oposição; ainda estão muito embriagados com a suposta "vitória" que tiveram. Mas cedo vão ter saudades de ter o PS como partido da oposição. 1 Citar
Phoenix Postado 31 de maio 2025 Postado 31 de maio 2025 Acho que hoje vou ter pesadelos por causa da reportagem da SIC sobre os bebés reborn. Que bizarro! 6 Citar
George Postado 31 de maio 2025 Postado 31 de maio 2025 há 12 minutos, Phoenix disse: Acho que hoje vou ter pesadelos por causa da reportagem da SIC sobre os bebés reborn. Que bizarro! Não vi, mas 90% do que tem sido noticiado sobre bebés reborn é fake news e meme. São só bonecos que algumas pessoas gostam de colecionar, not a big deal Citar
radartv Postado 31 de maio 2025 Postado 31 de maio 2025 Ao menos esses bonecos dão menos trabalhos do que alguns bonecos que tem vida e andam a passear por aí. 2 Citar
D91 Postado 31 de maio 2025 Postado 31 de maio 2025 há 22 minutos, Phoenix disse: Acho que hoje vou ter pesadelos por causa da reportagem da SIC sobre os bebés reborn. Que bizarro! O Now está agora a passar uma reportagem sobre isso. Citar
rvben Postado 31 de maio 2025 Postado 31 de maio 2025 Ainda em relação ao Chega, há duas coisas que retiro destas semanas e que nunca vou conseguir entender: 1) Gays que votam Chega 2) Emigrantes brasileiros que votam Chega, e gozam e têm preconceito contra Emigrantes Asiáticos/Africanos. Mesmo para um gay mais de “direita” que não frequenta um pride e que não liga nenhuma aos Trans (para quem o Chega tem medidas mais diretas), não me cabe que votem no partido mais provável de lhe limitar direitos e liberdade, e que tem deputados com posições nojentas espelhadas nas redes sociais. O Filipe Melo, por exemplo, fez há uns dias partilha e criticou a notícia de que o Carlos Moedas iria financiar o Europride, e a posição dele foi logo “ai com pessoas a morrer à fome…”, “vamos organizar o Orgulho Hétero”, etc. Depois, na caixa de comentários, fez Gosto ou reagiu com Riso a comentários como “Promoção de Enrabadelas”, “Era irem para o Martim Moniz”, “Ele (Carlos Moedas) tem os tiques todos”… um autêntico grunho. Depois conheço brasileiros que criticam os emigrantes asiáticos e africanos, não sei com que critério… todos os brasileiros estão cá legais, nenhum veio da favela, não trouxeram nada da sua cultura? Não entendo a legitimidade. 4 4 Citar
Ruben Postado 1 de junho 2025 Postado 1 de junho 2025 há 14 horas, jt9 disse: Última hora: Rui Rocha abandona liderança da Iniciativa Liberal. SIC NOTÍCIAS Dos três líderes do partido, sempre foi o mais fraco; nestas eleições pareceu estar mais focado em aliar-se à AD, que propriamente a trazer a atitude reformista que caracteriza a IL. O resultado destas eleições foi fraco e o partido estagnou numa altura em que o país virou claramente à direita. Fez o correto, saiu na altura certa e não esperou por um mau resultado (o BE poderia tirar as mesmas ilações). Que venha um líder como o JCF ou o CGP. Este último bem que poderia recandidatar-se, embora entenda que não queira. 5 Citar
George Postado 1 de junho 2025 Postado 1 de junho 2025 há 54 minutos, Ruben disse: Dos três líderes do partido, sempre foi o mais fraco; nestas eleições pareceu estar mais focado em aliar-se à AD, que propriamente a trazer a atitude reformista que caracteriza a IL. O resultado destas eleições foi fraco e o partido estagnou numa altura em que o país virou claramente à direita. Fez o correto, saiu na altura certa e não esperou por um mau resultado (o BE poderia tirar as mesmas ilações). Que venha um líder como o JCF ou o CGP. Este último bem que poderia recandidatar-se, embora entenda que não queira. O BE não está em grande condição de fazer o mesmo, porque a Mariana tornou-se deputada única. há 10 horas, rvben disse: Ainda em relação ao Chega, há duas coisas que retiro destas semanas e que nunca vou conseguir entender: 1) Gays que votam Chega 2) Emigrantes brasileiros que votam Chega, e gozam e têm preconceito contra Emigrantes Asiáticos/Africanos. Mesmo para um gay mais de “direita” que não frequenta um pride e que não liga nenhuma aos Trans (para quem o Chega tem medidas mais diretas), não me cabe que votem no partido mais provável de lhe limitar direitos e liberdade, e que tem deputados com posições nojentas espelhadas nas redes sociais. O Filipe Melo, por exemplo, fez há uns dias partilha e criticou a notícia de que o Carlos Moedas iria financiar o Europride, e a posição dele foi logo “ai com pessoas a morrer à fome…”, “vamos organizar o Orgulho Hétero”, etc. Depois, na caixa de comentários, fez Gosto ou reagiu com Riso a comentários como “Promoção de Enrabadelas”, “Era irem para o Martim Moniz”, “Ele (Carlos Moedas) tem os tiques todos”… um autêntico grunho. Depois conheço brasileiros que criticam os emigrantes asiáticos e africanos, não sei com que critério… todos os brasileiros estão cá legais, nenhum veio da favela, não trouxeram nada da sua cultura? Não entendo a legitimidade. Isso é super comum. É o oprimido a querer ser aceite, assimilado pelo opressor. Citar
Ruben Postado 1 de junho 2025 Postado 1 de junho 2025 há 21 minutos, George disse: O BE não está em grande condição de fazer o mesmo, porque a Mariana tornou-se deputada única. Nesse aspeto, sim, é verdade. No entanto, a IL pelo menos começa a nova legislatura com novo líder e, espera-se, uma mudança na atitude do partido para a nova realidade política. O BE poderia seguir o caminho do Livre após a saída da Joacine ou, então, voltar a uma liderança dupla. A alternativa é perderem representação parlamentar e continuarem a ser absorvidos pelo Livre. Citar
Foid Postado 1 de junho 2025 Postado 1 de junho 2025 há 35 minutos, Ruben disse: Nesse aspeto, sim, é verdade. No entanto, a IL pelo menos começa a nova legislatura com novo líder e, espera-se, uma mudança na atitude do partido para a nova realidade política. O BE poderia seguir o caminho do Livre após a saída da Joacine ou, então, voltar a uma liderança dupla. A alternativa é perderem representação parlamentar e continuarem a ser absorvidos pelo Livre. A Mortagua já disse que continuava, a oposição dela já saiu toda do Bloco. Citar
Duarte com D Postado 1 de junho 2025 Postado 1 de junho 2025 há 10 horas, rvben disse: Ainda em relação ao Chega, há duas coisas que retiro destas semanas e que nunca vou conseguir entender: 1) Gays que votam Chega 2) Emigrantes brasileiros que votam Chega, e gozam e têm preconceito contra Emigrantes Asiáticos/Africanos. Mesmo para um gay mais de “direita” que não frequenta um pride e que não liga nenhuma aos Trans (para quem o Chega tem medidas mais diretas), não me cabe que votem no partido mais provável de lhe limitar direitos e liberdade, e que tem deputados com posições nojentas espelhadas nas redes sociais. O Filipe Melo, por exemplo, fez há uns dias partilha e criticou a notícia de que o Carlos Moedas iria financiar o Europride, e a posição dele foi logo “ai com pessoas a morrer à fome…”, “vamos organizar o Orgulho Hétero”, etc. Depois, na caixa de comentários, fez Gosto ou reagiu com Riso a comentários como “Promoção de Enrabadelas”, “Era irem para o Martim Moniz”, “Ele (Carlos Moedas) tem os tiques todos”… um autêntico grunho. Depois conheço brasileiros que criticam os emigrantes asiáticos e africanos, não sei com que critério… todos os brasileiros estão cá legais, nenhum veio da favela, não trouxeram nada da sua cultura? Não entendo a legitimidade. Gays, o problema são os muçulmanos. Eles não têm problemas com imigrantes em geral, têm problemas com um certo tipo de imigrantes, vindos de países com culturas anti-homossexuais, que eles não querem ver aqui em Portugal. Há gays que não suportam pessoas trans, que não suportam homens mais femininos. Basta entrar numa app gay para perceber quem é valorizado e quem é negligenciado pela própria comunidade. E, ultimamente, as políticas da esquerda têm-se alinhado mais a essa parte da comunidade com essa visão. Tendemos a achar que as pessoas LGBTIQIAP+ são unidas, mas a verdade é que muitos das letras LGB não se identificam nem apoiam as visões que surgem a partir do T. Quanto aos brasileiros, vieram para Portugal, um país europeu, branco e português, e acabam por encontrar contextos muito semelhantes às favelas, precisamente o que muitos queriam deixar para trás ao sair do Brasil. Eu sei que o Brasil não é só favelas, ok, mas muitos brasileiros queixam-se da insegurança que estas trazem a cidades como o Rio de Janeiro, e fogem de lá por isso. Chegam a Portugal e começam a ver esses contextos replicados aqui. Aliás, ainda há pouco tempo um jovem brasileiro foi queimado numa praia portuguesa, e atribuíram essa ação ao Comando Vermelho, uma das facções mais perigosas do Brasil, que já está a começar a espalhar os seus tentáculos por cá. Muitos brasileiros têm preconceito contra os chamados "pé de chinelo", não os suportam. Os do Sul do Brasil, por exemplo, têm um preconceito enorme contra o povo do Nordeste. Mudam-se para a Europa, mas o Brasil "vem com eles", e, obviamente, eles não querem isso. Querem estar na Europa, longe de gente pobre. Tu não vês preconceito contra ucranianos, pessoas do Leste, alemães, ingleses no Algarve ou americanos. Vês, sim, preconceito contra pessoas de origem mais humilde, com hábitos diferentes no que toca à higiene, arrumação e outros aspetos. Não quero ser cruel, mas há pouco tempo um rapaz português queixava-se do cheiro de um motorista de Uber indiano, dizia que o carro cheirava mal e fez uma série de comentários preconceituosos. Nos comentários online, ninguém discordava do conteúdo; apenas condenavam a agressividade dele. Comentários como “Já sabemos que eles não são limpos, mas não é preciso tratar mal” eram comuns. Não é por uma pessoa ser gay ou brasileira que deixa de poder ser preconceituosa. O português comum também é. Aceita um ou outro negro, e esse é o "amigo preto", mas fica por aí. Vai a um centro comercial, começa a ver grupos de negros ou brasileiros, e, ao perceber que é minoria no seu próprio país, sente-se desconfortável. Muitos pensam: “Aceito imigrantes, mas calma, primeiro eu e os portugueses, depois os outros.” Existe quase uma hierarquia invisível, onde os portugueses são “mais” e merecem mais direitos do que os imigrantes. Primeiro os portugueses, depois os outros. E sim, sei que há muito racismo e xenofobia neste texto, mas é assim que muita gente pensa. Não há grande ciência social aqui, é isto, ponto final. No fundo, as pessoas querem de volta aquele Portugal europeu, mais homogéneo e sem grande diversidade. E agora, afastando-nos do racismo e da maldade de algumas pessoas, é preciso, sim, impor algum controlo à imigração, sobretudo no que toca a refugiados e a quem procura asilo. Andamos todos a sustentar essas pessoas com os nossos impostos, sejamos gays, brasileiros ou o que for. No fundo, muitos vêem no Chega a salvação para esses problemas que querem ver resolvidos. 2 Citar
D91 Postado 1 de junho 2025 Postado 1 de junho 2025 há 33 minutos, Foid disse: A Mortagua já disse que continuava, a oposição dela já saiu toda do Bloco. Ela vai ser o fim desse partido. Mas ela é que sabe. Citar
Diogo O. Postado 1 de junho 2025 Postado 1 de junho 2025 há 25 minutos, Duarte com D disse: Gays, o problema são os muçulmanos. Eles não têm problemas com imigrantes em geral, têm problemas com um certo tipo de imigrantes, vindos de países com culturas anti-homossexuais, que eles não querem ver aqui em Portugal. A sério, que vens com esse argumento? A primeira coisa que os imigrantes muçulmanos vão querer é uma vida melhor, um trabalho, comida, uma casa. Não é propriamente andarem atrás de homossexuais 3 Citar
Duarte com D Postado 1 de junho 2025 Postado 1 de junho 2025 (editado) há 27 minutos, Diogo O. disse: A sério, que vens com esse argumento? A primeira coisa que os imigrantes muçulmanos vão querer é uma vida melhor, um trabalho, comida, uma casa. Não é propriamente andarem atrás de homossexuais Por que é que gays votam no Chega?' Foi a partir daí que o post foi escrito. O tema não era 'imigração vs sei lá o quê' Editado 1 de junho 2025 por Duarte com D Citar
radartv Postado 1 de junho 2025 Postado 1 de junho 2025 há 13 horas, rvben disse: Ainda em relação ao Chega, há duas coisas que retiro destas semanas e que nunca vou conseguir entender: 1) Gays que votam Chega 2) Emigrantes brasileiros que votam Chega, e gozam e têm preconceito contra Emigrantes Asiáticos/Africanos. Mesmo para um gay mais de “direita” que não frequenta um pride e que não liga nenhuma aos Trans (para quem o Chega tem medidas mais diretas), não me cabe que votem no partido mais provável de lhe limitar direitos e liberdade, e que tem deputados com posições nojentas espelhadas nas redes sociais. O Filipe Melo, por exemplo, fez há uns dias partilha e criticou a notícia de que o Carlos Moedas iria financiar o Europride, e a posição dele foi logo “ai com pessoas a morrer à fome…”, “vamos organizar o Orgulho Hétero”, etc. Depois, na caixa de comentários, fez Gosto ou reagiu com Riso a comentários como “Promoção de Enrabadelas”, “Era irem para o Martim Moniz”, “Ele (Carlos Moedas) tem os tiques todos”… um autêntico grunho. Depois conheço brasileiros que criticam os emigrantes asiáticos e africanos, não sei com que critério… todos os brasileiros estão cá legais, nenhum veio da favela, não trouxeram nada da sua cultura? Não entendo a legitimidade. também não consigo compreender essa posição dos brasileiros, muitos estão cá ilegais, mas o povo brasileiro assim como os britânicos são os mais racistas e xenófobos do mundo. Assim como não consigo compreender os tugas que estão lá foram, votam no chega....Falta senso político a muita gente, que votam, por estar na moda ou porque o André Ventura tem um discurso de tasca, que é isso, que eles querem ouvir, mas propostas, são zero, mas depois como é benfiquista, tem muito apoio dos benfiquistas, isto parece uma anedota mas é realidade. há 1 hora, D91 disse: Ela vai ser o fim desse partido. Mas ela é que sabe. Mariana Mortágua destruiu o bloco, ela podia ser boa nas comissões de inquérito, mas como líder de um partido é péssimo, agora está só com a seita do Bloco, ela devia-se demitir e podia continuar como deputada. 1 Citar
Ruben Postado 1 de junho 2025 Postado 1 de junho 2025 há 2 horas, Duarte com D disse: Gays, o problema são os muçulmanos. Eles não têm problemas com imigrantes em geral, têm problemas com um certo tipo de imigrantes, vindos de países com culturas anti-homossexuais, que eles não querem ver aqui em Portugal. Há gays que não suportam pessoas trans, que não suportam homens mais femininos. Basta entrar numa app gay para perceber quem é valorizado e quem é negligenciado pela própria comunidade. E, ultimamente, as políticas da esquerda têm-se alinhado mais a essa parte da comunidade com essa visão. Tendemos a achar que as pessoas LGBTIQIAP+ são unidas, mas a verdade é que muitos das letras LGB não se identificam nem apoiam as visões que surgem a partir do T. Quanto aos brasileiros, vieram para Portugal, um país europeu, branco e português, e acabam por encontrar contextos muito semelhantes às favelas, precisamente o que muitos queriam deixar para trás ao sair do Brasil. Eu sei que o Brasil não é só favelas, ok, mas muitos brasileiros queixam-se da insegurança que estas trazem a cidades como o Rio de Janeiro, e fogem de lá por isso. Chegam a Portugal e começam a ver esses contextos replicados aqui. Aliás, ainda há pouco tempo um jovem brasileiro foi queimado numa praia portuguesa, e atribuíram essa ação ao Comando Vermelho, uma das facções mais perigosas do Brasil, que já está a começar a espalhar os seus tentáculos por cá. Muitos brasileiros têm preconceito contra os chamados "pé de chinelo", não os suportam. Os do Sul do Brasil, por exemplo, têm um preconceito enorme contra o povo do Nordeste. Mudam-se para a Europa, mas o Brasil "vem com eles", e, obviamente, eles não querem isso. Querem estar na Europa, longe de gente pobre. Tu não vês preconceito contra ucranianos, pessoas do Leste, alemães, ingleses no Algarve ou americanos. Vês, sim, preconceito contra pessoas de origem mais humilde, com hábitos diferentes no que toca à higiene, arrumação e outros aspetos. Não quero ser cruel, mas há pouco tempo um rapaz português queixava-se do cheiro de um motorista de Uber indiano, dizia que o carro cheirava mal e fez uma série de comentários preconceituosos. Nos comentários online, ninguém discordava do conteúdo; apenas condenavam a agressividade dele. Comentários como “Já sabemos que eles não são limpos, mas não é preciso tratar mal” eram comuns. Não é por uma pessoa ser gay ou brasileira que deixa de poder ser preconceituosa. O português comum também é. Aceita um ou outro negro, e esse é o "amigo preto", mas fica por aí. Vai a um centro comercial, começa a ver grupos de negros ou brasileiros, e, ao perceber que é minoria no seu próprio país, sente-se desconfortável. Muitos pensam: “Aceito imigrantes, mas calma, primeiro eu e os portugueses, depois os outros.” Existe quase uma hierarquia invisível, onde os portugueses são “mais” e merecem mais direitos do que os imigrantes. Primeiro os portugueses, depois os outros. E sim, sei que há muito racismo e xenofobia neste texto, mas é assim que muita gente pensa. Não há grande ciência social aqui, é isto, ponto final. No fundo, as pessoas querem de volta aquele Portugal europeu, mais homogéneo e sem grande diversidade. E agora, afastando-nos do racismo e da maldade de algumas pessoas, é preciso, sim, impor algum controlo à imigração, sobretudo no que toca a refugiados e a quem procura asilo. Andamos todos a sustentar essas pessoas com os nossos impostos, sejamos gays, brasileiros ou o que for. No fundo, muitos vêem no Chega a salvação para esses problemas que querem ver resolvidos. Antes de tocar no tema da imigração, acho que é importante referir que o pessoal que anda nessa campanha de “LGB sem T” basicamente está a cair num caminho perigoso em que acha que os seus direitos, por serem pessoas cisgénero, estão assegurados. Esquecem-se, no entanto, que esta técnica de dividir a comunidade serve apenas como ponto de partida para restringirem outros direitos. Não é incomum veres figuras públicas de direita virem em “defesa dos gays” em certos temas: seja imigração, seja a guerra em Gaza (porque ai de quem seja gay e não defenda incondicionalmente a limpeza étnica que Israel está a fazer por lá), seja por outro assunto qualquer. Ainda há uns dias, Ayuso veio falar exatamente desse ponto aquando a Eurovisão e a participação de Israel; que apoiar a causa palestiniana é apoiar as ações do Hamas (inclusive a pessoas gays). Ironicamente, dias depois surgem noticias de que as bandeiras LGBT nem sequer seriam colocadas em várias instituições públicas em Madrid para o Pride Month. O mesmo encontras nos EUA, em que já passa do ponto do aceitável e de temas como pessoas trans no desporto, e já tens conservadores em que basicamente passam dias a gozar com o suicídio de uma menor só porque era uma pessoa trans. Aliás, depois de uma tendência crescente, menos Republicanos têm agora uma visão positiva do casamento gay do que tinham há uns anos: Quando o discurso passa por “eles querem transformar os nossos filhos”, “drag queens” e outros mimimi, podes até pensar que se referem aos “outros”, mas essa hostilidade passa para toda a comunidade. Votar em partido X só porque “imigração” e achar que esta tendência mais hostil vai ficar-se apenas pelas pessoas trans é uma atitude bastante perigosa e que pode reverter vários direitos que existem há mais de uma década. Em relação à imigração em si, já o disse anteriormente, mas muitas das coisas que o Ventura promete não são exequíveis do ponto de vista europeu e não são tão simplistas quanto aquilo que ele quer fazer. Claro que isso não impede outros partidos, neste caso a AD, de melhorar a sua comunicação e a sua política migratória. 7 Citar
Diogo O. Postado 1 de junho 2025 Postado 1 de junho 2025 O problema do BE não começou na Mariana Mortágua. Lá, em 2021, quando decidiram deixar de apoiar o PS e levar o país para umas eleições antecipadas, juntamente com o PCP, mataram o potencial do partido. Estavam com 19 deputados, ficaram reduzidos a 5. Nessa altura, a líder ainda era a Catarina Martins. A Mariana Mortágua tem vários problemas para enfrentar no Bloco e o principal tem que ver com o esquecimento quase total dos trabalhadores - porque sim, foram esses que permitiram que o Bloco tivesse 19 deputados. O apoio à comunidade LGBTQIAP+, às mulheres e à Palestina é muito importante, mas não devia ter sido quase a única coisa que o Bloco se interessou nos últimos 3 anos. É preciso falar com os trabalhadores, é preciso que a Mortágua lhes dirija o discurso, e não que grite apenas "Bichas Unidas Jamais Serão Vencidas". Parece que é isso que faz o Bloco - na minha turma, alguns só replicam essa fala e acham que "o BE só quer saber disso". Aliás, a partir do momento em que os cartazes do Bloco são "Palestina Viva" e não focam nos principais assuntos dos trabalhadores portugueses, alguma coisa está muito mal na comunicação interna do partido. Eu apoio e defendo a causa palestiniana, mas não deve em tempo algum ser o principal foco de um partido. Deviam olhar (com olhos de ver) para um partido semelhante ao BE na Alemanha e perceber como é que ganharam em Berlim. 6 Citar
Duarte com D Postado 1 de junho 2025 Postado 1 de junho 2025 há 11 minutos, Ruben disse: Antes de tocar no tema da imigração, acho que é importante referir que o pessoal que anda nessa campanha de “LGB sem T” basicamente está a cair num caminho perigoso em que acha que os seus direitos, por serem pessoas cisgénero, estão assegurados. Esquecem-se, no entanto, que esta técnica de dividir a comunidade serve apenas como ponto de partida para restringirem outros direitos. Não é incomum veres figuras públicas de direita virem em “defesa dos gays” em certos temas: seja imigração, seja a guerra em Gaza (porque ai de quem seja gay e não defenda incondicionalmente a limpeza étnica que Israel está a fazer por lá), seja por outro assunto qualquer. Ainda há uns dias, Ayuso veio falar exatamente desse ponto aquando a Eurovisão e a participação de Israel; que apoiar a causa palestiniana é apoiar as ações do Hamas (inclusive a pessoas gays). Ironicamente, dias depois surgem noticias de que as bandeiras LGBT nem sequer seriam colocadas em várias instituições públicas em Madrid para o Pride Month. O mesmo encontras nos EUA, em que já passa do ponto do aceitável e de temas como pessoas trans no desporto, e já tens conservadores em que basicamente passam dias a gozar com o suicídio de uma menor só porque era uma pessoa trans. Aliás, depois de uma tendência crescente, menos Republicanos têm agora uma visão positiva do casamento gay do que tinham há uns anos: Quando o discurso passa por “eles querem transformar os nossos filhos”, “drag queens” e outros mimimi, podes até pensar que se referem aos “outros”, mas essa hostilidade passa para toda a comunidade. Votar em partido X só porque “imigração” e achar que esta tendência mais hostil vai ficar-se apenas pelas pessoas trans é uma atitude bastante perigosa e que pode reverter vários direitos que existem há mais de uma década. Em relação à imigração em si, já o disse anteriormente, mas muitas das coisas que o Ventura promete não são exequíveis do ponto de vista europeu e não são tão simplistas quanto aquilo que ele quer fazer. Claro que isso não impede outros partidos, neste caso a AD, de melhorar a sua comunicação e a sua política migratória. "podes até pensar que se referem aos “outros” Eu não penso nada, quem pensa é quem votou no Chega o que não foi o meu caso que sei o meu lugar no mundo. Quanto ao resto que dizes, é sobre isso, é um dividir para reinar que está a ser sim muito sedutor para certas minorias, e que a esquerda não está a conseguir reverter. 2 Citar
rvben Postado 1 de junho 2025 Postado 1 de junho 2025 Tocaram aqui num ponto interessante, o facto de alguns homossexuais se distanciarem da “comunidade” LGBT e não se interessarem pelos direitos trans. Eu acho que esta foi das maiores ilusões criadas nos últimos anos: que todos os que sejam “cis não hetero” cabem dentro do mesmo saco, que têm todos a mesma linha de pensamento e que todos agem em grupo, defendendo-se em prol dos mesmos ideais. Pergunto-me o que é ser parte da comunidade… são só números? Qualquer gay, lésbica, bi, não binário, independentemente da sua visão, pertence à comunidade? Ou é preciso fazer algum tipo de ativismo? Eu falo por mim: sou gay, namoro, aceito-me, tento ser o mais livre possível embora ainda existam condicionantes enraizadas na sociedade (como ter vergonha de dar um beijo ao meu namorado em público, ou ser mais difícil apresentar um namorado à família), sou capaz de ir a um Trumps, tenho amigos gay… mas a outra metade dos meus amigos e toda a minha família é hetero, nunca fui a uma parada gay, o Pride e outras festas exclusivas gay não me dizem nada, e não tenho na minha vida uma lésbica, um trans nem um não binário. Olho para o que se noticia muitas vezes da comunidade, e não me sinto representado. A própria comunicação social com alguns títulos e notícias contribui para esse preconceito, acabando por reforçar em machistas sem conhecimento da realidade, toda essa agregação e clichés. Sinto que o “agrupamento” LGBT, que teria uma lógica de abraço e acolhimento, acaba muitas vezes por ser um bocado prejudicial e desfasado da realidade. Não é um lugar seguro onde “vamos ser todos amigos”, até porque se já sofri de bullying por parte de heteros e poderia ser mais se mostrasse a minha relação em público, também já lidei com alta toxicidade gay seja numa app de encontros, seja em relações que tive (guess what? Somos todos humanos, uns bons, outros m****). Obviamente que existe um grande trabalho de alguns ativistas no passado e que é graças a eles que em Portugal conseguimos viver com alguma liberdade, no entanto parece que ás vezes não interessa mostrar que existe “democracia” no modo de vida dentro de cada uma das letras da sigla. Tenho sensibilidade para que toda a gente seja livre (e qualquer gay acho que teve pelo menos uma dificuldade na vida por causa da sua orientação, por isso devia ter essa empatia), no entanto existe mais diversidade do que a que é representada. 6 Citar
Dimitri Postado 1 de junho 2025 Postado 1 de junho 2025 Entretanto o novo papa disse hoje que o casamento é entre homem e mulher, e criticou quem se acha no direito de 'tirar a vida' 1 Citar
Ruben Postado 1 de junho 2025 Postado 1 de junho 2025 há 1 hora, Diogo O. disse: O problema do BE não começou na Mariana Mortágua. Lá, em 2021, quando decidiram deixar de apoiar o PS e levar o país para umas eleições antecipadas, juntamente com o PCP, mataram o potencial do partido. Estavam com 19 deputados, ficaram reduzidos a 5. Nessa altura, a líder ainda era a Catarina Martins. A Mariana Mortágua tem vários problemas para enfrentar no Bloco e o principal tem que ver com o esquecimento quase total dos trabalhadores - porque sim, foram esses que permitiram que o Bloco tivesse 19 deputados. O apoio à comunidade LGBTQIAP+, às mulheres e à Palestina é muito importante, mas não devia ter sido quase a única coisa que o Bloco se interessou nos últimos 3 anos. É preciso falar com os trabalhadores, é preciso que a Mortágua lhes dirija o discurso, e não que grite apenas "Bichas Unidas Jamais Serão Vencidas". Parece que é isso que faz o Bloco - na minha turma, alguns só replicam essa fala e acham que "o BE só quer saber disso". Aliás, a partir do momento em que os cartazes do Bloco são "Palestina Viva" e não focam nos principais assuntos dos trabalhadores portugueses, alguma coisa está muito mal na comunicação interna do partido. Eu apoio e defendo a causa palestiniana, mas não deve em tempo algum ser o principal foco de um partido. Deviam olhar (com olhos de ver) para um partido semelhante ao BE na Alemanha e perceber como é que ganharam em Berlim. Tbh, o BE ainda tentou replicar o que o Linke fez com o regresso de Francisco Louçã e afins. No entanto, e diferenças no sistema eleitoral aparte, aquilo que realmente fez destacar o Linke foram as caras novas e a sensação de algo novo, aliada a uma campanha bem focada e uma presença nas redes sociais ao nível daquilo que se vê quase na extrema-direita (quer se goste ou não, e com muitos bots pelo meio, temos que admitir que são os partidos com maior presença nas redes sociais). O BE, como bem referes, ainda conseguiu isso, sobretudo na governação do PPC (que lhes permitiu esses quase 20 deputados). No entanto, deixaram escapar esse espaço da esquerda todo para o Livre e os escândalos dos últimos anos não ajudaram. Acho que, acima de tudo, é preciso renovar a liderança e a mensagem do partido. Difícil quando se é partido sem grupo parlamentar, verdade, mas é a altura certa para o fazer. Esta legislatura pode até nem durar 4 anos, mas deverá durar mais tempo que a anterior - independentemente dos escândalos que saírem. 3 Citar
João_O Postado 1 de junho 2025 Postado 1 de junho 2025 há 5 horas, Duarte com D disse: Gays, o problema são os muçulmanos. Eles não têm problemas com imigrantes em geral, têm problemas com um certo tipo de imigrantes, vindos de países com culturas anti-homossexuais, que eles não querem ver aqui em Portugal. Há gays que não suportam pessoas trans, que não suportam homens mais femininos. Basta entrar numa app gay para perceber quem é valorizado e quem é negligenciado pela própria comunidade. E, ultimamente, as políticas da esquerda têm-se alinhado mais a essa parte da comunidade com essa visão. Tendemos a achar que as pessoas LGBTIQIAP+ são unidas, mas a verdade é que muitos das letras LGB não se identificam nem apoiam as visões que surgem a partir do T. Quanto aos brasileiros, vieram para Portugal, um país europeu, branco e português, e acabam por encontrar contextos muito semelhantes às favelas, precisamente o que muitos queriam deixar para trás ao sair do Brasil. Eu sei que o Brasil não é só favelas, ok, mas muitos brasileiros queixam-se da insegurança que estas trazem a cidades como o Rio de Janeiro, e fogem de lá por isso. Chegam a Portugal e começam a ver esses contextos replicados aqui. Aliás, ainda há pouco tempo um jovem brasileiro foi queimado numa praia portuguesa, e atribuíram essa ação ao Comando Vermelho, uma das facções mais perigosas do Brasil, que já está a começar a espalhar os seus tentáculos por cá. Muitos brasileiros têm preconceito contra os chamados "pé de chinelo", não os suportam. Os do Sul do Brasil, por exemplo, têm um preconceito enorme contra o povo do Nordeste. Mudam-se para a Europa, mas o Brasil "vem com eles", e, obviamente, eles não querem isso. Querem estar na Europa, longe de gente pobre. Tu não vês preconceito contra ucranianos, pessoas do Leste, alemães, ingleses no Algarve ou americanos. Vês, sim, preconceito contra pessoas de origem mais humilde, com hábitos diferentes no que toca à higiene, arrumação e outros aspetos. Não quero ser cruel, mas há pouco tempo um rapaz português queixava-se do cheiro de um motorista de Uber indiano, dizia que o carro cheirava mal e fez uma série de comentários preconceituosos. Nos comentários online, ninguém discordava do conteúdo; apenas condenavam a agressividade dele. Comentários como “Já sabemos que eles não são limpos, mas não é preciso tratar mal” eram comuns. Não é por uma pessoa ser gay ou brasileira que deixa de poder ser preconceituosa. O português comum também é. Aceita um ou outro negro, e esse é o "amigo preto", mas fica por aí. Vai a um centro comercial, começa a ver grupos de negros ou brasileiros, e, ao perceber que é minoria no seu próprio país, sente-se desconfortável. Muitos pensam: “Aceito imigrantes, mas calma, primeiro eu e os portugueses, depois os outros.” Existe quase uma hierarquia invisível, onde os portugueses são “mais” e merecem mais direitos do que os imigrantes. Primeiro os portugueses, depois os outros. E sim, sei que há muito racismo e xenofobia neste texto, mas é assim que muita gente pensa. Não há grande ciência social aqui, é isto, ponto final. No fundo, as pessoas querem de volta aquele Portugal europeu, mais homogéneo e sem grande diversidade. E agora, afastando-nos do racismo e da maldade de algumas pessoas, é preciso, sim, impor algum controlo à imigração, sobretudo no que toca a refugiados e a quem procura asilo. Andamos todos a sustentar essas pessoas com os nossos impostos, sejamos gays, brasileiros ou o que for. No fundo, muitos vêem no Chega a salvação para esses problemas que querem ver resolvidos. Percebo o que dizes, as pessoas veem no Chega a salvação para os seus problemas, incluindo pessoas que são marginalizadas pelo próprio partido (desde gays, imigrantes e mesmo mulheres). Acabam por colocar as balelas que o Chega apregoa que diz que faz e acontece à frente dos seus próprios direitos, e é isso que eles precisamente querem. Muita gente que vota Chega e desses exemplos que falaste nem sequer tem conhecimento das propostas deles, votam com base no que ouvem na televisão. O Ventura diz o que as pessoas querem ouvir, gerando ainda mais revolta interna, mas o tal "voto de protesto" sai caro... Há ali um ódio misturado, uma certa agressividade nas palavras dele que as pessoas não têm a mínima noção e isso é que é grave. E claro, há gays e imigrantes que são preconceitos com outras pessoas dentro da sua própria comunidade e o Chega vem alimentar mais esse preconceito, generalizando e pondo tudo no mesmo saco quando não é assim que funciona. E atenção, eu concordo que a imigração devia ser mais controlada, mas não é o Chega que vai resolver isso, muito pelo contrário. Há imigrantes que vêm para cá realmente ter melhores condições de vida e trabalho, não andam a malandrar, assim como os ciganos que não são todos iguais. Simplesmente não consigo conceber o facto de votarem num partido que é contra os seus próprios direitos. Não me entra na cabeça, mas lá está, são endrominados pela lavagem cerebral que esse partido faz, com a colaboração da comunicação social. 3 Citar
Loverboy Postado 1 de junho 2025 Postado 1 de junho 2025 há 1 hora, Dimitri disse: Entretanto o novo papa disse hoje que o casamento é entre homem e mulher, e criticou quem se acha no direito de 'tirar a vida' Sim e quem se acha no direito de prolongar o sofrimento e o estado moribundo de alguém? nunca tive ilusões sobre este papa, não vai evoluir em nada a Igreja Católica 3 Citar
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