Manu Tenry Postado 7 de agosto 2016 Postado 7 de agosto 2016 (editado) Eu também desejo ser pai um dia, pretendo ser melhor pai do que o meu progenitor foi comigo. O que não é difícil, visto que nunca iria usar o meu filho para guerras familiares, fingir interesses e despreza-lo! Quero educa-lo para que seja uma pessoa com valores e princípios, que saiba o que é amar e ser amado. Quero isso tudo quando já tiver maturidade e estabilidade o suficiente para isso, visto que agora nem paciência tenho para tomar conta de mim próprio quanto mais dum pirralho. Compreendo os que dizem que não querem constituir família e seguir os padrões normais da sociedade, cada um sabe o que é melhor para sua vida mas nunca digam nunca, hoje podem dizer isso, amanhã podem mudar de ideias. São fases. Nem todos somos felizes da mesma maneira. Podem dizer que conseguem ser felizes, sozinhos mas será que mais tarde não se vão arrepender disso? Editado 7 de agosto 2016 por Manú Silva Citar
Forbidden Postado 7 de agosto 2016 Postado 7 de agosto 2016 Queres casar comigo? [emoji14] Penso exactamente o mesmo! Eu também desejo ser pai um dia, pretendo ser melhor pai do que o meu progenitor foi comigo. O que não é difícil, visto que nunca iria usar o meu filho para guerras familiares, fingir interesses e despreza-lo! Quero educa-lo para que seja uma pessoa com valores e princípios, que saiba o que é amar e ser amado. Quero isso tudo quando já tiver maturidade e estabilidade o suficiente para isso, visto que agora nem paciência tenho para tomar conta de mim próprio quanto mais dum pirralho. Compreendo os que dizem que não querem constituir família e seguir os padrões normais da sociedade, cada um sabe o que é melhor para sua vida mas nunca digam nunca, hoje podem dizer isso, amanhã podem mudar de ideias. São fases. Nem todos somos felizes da mesma maneira. Podem dizer que conseguem ser felizes, sozinhos mas será que mais tarde não se vão arrepender disso?E será que não te vais arrepender de ter filhos?! Ninguém está livre de arrependimentos e ninguém é vidente, a diferença é que podes sempre ter filhos se mudares de ideias mas o contrario já não é possível, depois de os teres não podes voltar atras. Citar
Manu Tenry Postado 7 de agosto 2016 Postado 7 de agosto 2016 há 20 minutos, Forbidden disse: E será que não te vais arrepender de ter filhos?! Ninguém está livre de arrependimentos e ninguém é vidente, a diferença é que podes sempre ter filhos se mudares de ideias mas o contrario já não é possível, depois de os teres não podes voltar atras. Uma pessoa minimamente decente jamais se iria arrepender de ter um filho na minha opinião! Iria arrepender-me de ter uma pessoa que amasse? Poderá ser difícil, com diversos obstáculos, com altos e baixos mas alguma coisa neste mundo é fácil sem trabalho e afinco? 1 Citar
Forbidden Postado 7 de agosto 2016 Postado 7 de agosto 2016 Uma pessoa minimamente decente jamais se iria arrepender de ter um filho na minha opinião! Iria arrepender-me de ter uma pessoa que amasse? Poderá ser difícil, com diversos obstáculos, com altos e baixos mas alguma coisa neste mundo é fácil sem trabalho e afinco? Acredita que há pessoas que se arrependeram sim de ter filhos, por variados motivos. Há pais e mães que não amam os filhos, e descarregam o seu ressentimento e frustração neles. É o que dá ter filhos só porque sim, porque é suposto terem. Citar
Visky de Santa Cruz Postado 7 de agosto 2016 Postado 7 de agosto 2016 Cada pessoa deve escolher para si aquilo que acha que é o melhor. Casar ou não casar. Ter filhos ou não ter filhos. Todos somos diferentes e nem todos pensamos da mesma forma. Para além disso nem toda a gente tem aptidão para ser pai ou mãe. E claro está que existem pessoas que privilegiam outros aspectos da sua vida que não os filhos e o casamento. Eu, pessoalmente, ainda não estou completamente decido sobre o assunto. E também não é algo que me preocupe muito pois ainda nem a maioridade tenho. Agora digo-vos, uma coisa é certa, a nossa geração vai atravessar um grave problema porque as taxas de natalidade são mínimas, não existirá um índice de renovação de gerações positivo, não existirá um crescimento natural positivo e vamos ter uma pirâmide etária muito desequilibrada. E isto é muito grave e importante. Pois, não vão haver pessoas jovens suficientes a descontar para a segurança social e como tal não haverá forma de assegurar reformas, subsídios e até o bom funcionamento do estado pois o valor total dos impostos será muito baixo. Isto é uma situação extremamente preocupante, obviamente que não estou a dizer que agora todos tem que ter filhos para que não se assista a isto, mas realmente deve ser algo que temos que levar em consideração e pensar. A população mundial está a crescer demasiado graças aos países em desenvolvimento e lá é que se está a tentar esbater esses elevados índices de natalidade. Nos países desenvolvidos (onde estamos incluídos) é o oposto. Precisamos que nasçam crianças pois estamos com uma estrutura demográfica muito envelhecida, o que origina problemas de ordem sócio-económica. Que soluções acham que deve haver para se atenuar este envelhecimento e para garantirmos a renovação de gerações, numa altura em que a maioria dos jovens "veta" a possibilidade de ter filhos? 5 Citar
srcbica Postado 7 de agosto 2016 Postado 7 de agosto 2016 há 21 minutos, Visky disse: Cada pessoa deve escolher para si aquilo que acha que é o melhor. Casar ou não casar. Ter filhos ou não ter filhos. Todos somos diferentes e nem todos pensamos da mesma forma. Para além disso nem toda a gente tem aptidão para ser pai ou mãe. E claro está que existem pessoas que privilegiam outros aspectos da sua vida que não os filhos e o casamento. Eu, pessoalmente, ainda não estou completamente decido sobre o assunto. E também não é algo que me preocupe muito pois ainda nem a maioridade tenho. Agora digo-vos, uma coisa é certa, a nossa geração vai atravessar um grave problema porque as taxas de natalidade são mínimas, não existirá um índice de renovação de gerações positivo, não existirá um crescimento natural positivo e vamos ter uma pirâmide etária muito desequilibrada. E isto é muito grave e importante. Pois, não vão haver pessoas jovens suficientes a descontar para a segurança social e como tal não haverá forma de assegurar reformas, subsídios e até o bom funcionamento do estado pois o valor total dos impostos será muito baixo. Isto é uma situação extremamente preocupante, obviamente que não estou a dizer que agora todos tem que ter filhos para que não se assista a isto, mas realmente deve ser algo que temos que levar em consideração e pensar. A população mundial está a crescer demasiado graças aos países em desenvolvimento e lá é que se está a tentar esbater esses elevados índices de natalidade. Nos países desenvolvidos (onde estamos incluídos) é o oposto. Precisamos que nasçam crianças pois estamos com uma estrutura demográfica muito envelhecida, o que origina problemas de ordem sócio-económica. Que soluções acham que deve haver para se atenuar este envelhecimento e para garantirmos a renovação de gerações, numa altura em que a maioria dos jovens "veta" a possibilidade de ter filhos? Dito (ou escrito) da forma mais simples: receber a malta que sai dos países onde há gente a mais. 1 Citar
Visky de Santa Cruz Postado 7 de agosto 2016 Postado 7 de agosto 2016 há 10 minutos, srcbica disse: Dito (ou escrito) da forma mais simples: receber a malta que sai dos países onde há gente a mais. Os fluxos duradouros de imigrantes durante os próximos anos podem ajudar a cobrir as necessidades actuais e futuras dos mercados de trabalho europeus, mas recorrer à imigração para compensar totalmente os efeitos do envelhecimento demográfico não é uma solução realista. Com efeito, a população imigrante também envelhece, o que culminará numa situação semelhante à que conhecemos actualmente. Por outro lado, na perspectiva da coesão social, qualquer aumento maciço da imigração tornaria consideravelmente mais grave o problema da integração. Para além disso, não me parece que o melhor seja "enchermos" o nosso país de pessoas de outras nacionalidades que eventualmente a dada altura até se poderiam sobressair à nacionalidade portuguesa. E também não devemos ver as coisas do género: Os países em desenvolvimento tem muita população. Os desenvolvidos tem pouca. Então, vamos buscar de uns para por nos outros. Isso não é solução nenhuma e é algo sem sentido. Citar
srcbica Postado 7 de agosto 2016 Postado 7 de agosto 2016 (editado) há 31 minutos, Visky disse: Os fluxos duradouros de imigrantes durante os próximos anos podem ajudar a cobrir as necessidades actuais e futuras dos mercados de trabalho europeus, mas recorrer à imigração para compensar totalmente os efeitos do envelhecimento demográfico não é uma solução realista. Com efeito, a população imigrante também envelhece, o que culminará numa situação semelhante à que conhecemos actualmente. Por outro lado, na perspectiva da coesão social, qualquer aumento maciço da imigração tornaria consideravelmente mais grave o problema da integração. Para além disso, não me parece que o melhor seja "enchermos" o nosso país de pessoas de outras nacionalidades que eventualmente a dada altura até se poderiam sobressair à nacionalidade portuguesa. E também não devemos ver as coisas do género: Os países em desenvolvimento tem muita população. Os desenvolvidos tem pouca. Então, vamos buscar de uns para por nos outros. Isso não é solução nenhuma e é algo sem sentido. Eu não acho que seja sem sentido. O problema mesmo está no momento em que começa a ser implementada. Nos anos 70, os países nórdicos previram logo o inverno demográfico que poderiam estar a atravessar atualmente, então resolveram abrir as fronteiras. Pode não ser a melhor solução, mas não deixa de ser algo que possa ajudar a colmatar o problema. Eu escrevi aquilo da forma mais simples possível, justamente para não ter em conta os problemas de integração e crescimento dos extremos, em particular da direita, porque se tanto a malta que vem como a malta que recebe ajudasse na integração (sim, é preciso que ambos os lados se dêem ao trabalho; não é só quem recebe), isso não seria um problema. Se ambos os lados realmente se dessem ao trabalho de se aceitarem, não haveria depois os preconceitos do tipo "Ah foi um cigano que atirou" "Ah foi um negro da Cova da Moura que roubou" "Ah foi um brasileiro favelado que sequestrou" "Ah foi um árabe que se explodiu" colmatando tudo no "Ah esta gente só vem para os países dos outros fazer mal". Quando os males acontecessem, se toda a gente estivesse integrada, todos veriam esses estúpidos como aquilo que são. Mas como não estão integrados, vêem como "o cigano; o negro; o brasileiro; o árabe". A questão da nacionalidade, para mim, é absurda. Eu não ligo à nacionalidade. E aliás, num país como Portugal, isso não devia ser problema. As pessoas esquecem-se das aulas de História e devem pensar que só o Brasil é "Negro, Branco, Índio, Oriental/ Uma mistura de raças que nenhum país tem igual". Mas a gente vai ver a História de Portugal, e muito antes de D. Afonso Henriquez, por aqui passaram fenícios, cartagineses,celtas, romanos, suevos, vândalos, alanos, visigodos e árabes. Não é à toa que a gente olha para turcos e iranianos e aquela gente parece portuguesa. Para mim, isso é apenas um rótulo que indica a tua proveniência e quanto muito, no mundo de hoje ainda pode ajudar a indicar pela cara que és proveniente de este ou aquele sítio. Somos todos homo sapiens, apesar de haver muita gente que deve ser homo troglodytes, mas isso é outro assunto. Editado 7 de agosto 2016 por srcbica 2 Citar
Visky de Santa Cruz Postado 7 de agosto 2016 Postado 7 de agosto 2016 (editado) há 38 minutos, srcbica disse: As coisas não são assim tão simples. A imigração tem as suas vantagens e as suas desvantagens. A integração é um processo complicado. Bem como a garantia da inserção dessas pessoas no mercado de trabalho. Editado 7 de agosto 2016 por Visky 1 Citar
srcbica Postado 7 de agosto 2016 Postado 7 de agosto 2016 há 4 horas, Visky disse: As coisas não são assim tão simples. A imigração tem as suas vantagens e as suas desvantagens. A integração é um processo complicado. Bem como a garantia da inserção dessas pessoas no mercado de trabalho. Eu sei que não são simples. Simples foi a primeira resposta que te dei. xD A parte a negrito foi o que deu azo a esta discussão que a moderação pode colocar no tópico "Sociedade", porque não parece adequar-se a este. Citar
Duarte Postado 7 de agosto 2016 Postado 7 de agosto 2016 Eu leio com cada disparate por aqui ... Citar
João_O Postado 7 de agosto 2016 Postado 7 de agosto 2016 Verão aka tópico da sexualidade em alta 2 Citar
Jão Postado 7 de agosto 2016 Postado 7 de agosto 2016 há 20 horas, João F. disse: Portanto, achas que toda a gente que pensa que o planeta não tem recursos para tanta gente, se deve suicidar? LOL O objetivo é as pessoas pararem de ter filhos e irem morrendo, não é matar-se uma quantidade enorme de gente. É suposto ser um processo gradual. E eu não acho que vou ser rico por não ter filhos. LOL Eu fiz o teste de personalidades e tenho a personalidade do Einstein, do Bill Gates e da Kristen Stweart (INTP - A Lógica), ou seja, sou mais lógico que emocional, daí não sentir falta de ter alguém para me completar, posso mt bem viver sozinho, e ter relações rápidas. Não me interessa encargos, como fihos, quero gastar o dinheiro em outras coisas, quero ter uma vida diferente. E não gosto que digam que estou errado, eu tb não digo que as pessoas que optam pelo caminho mais tradicional estão erradas (se bem que as pessoas cada vez aturam menos as merdas do casamento e os números dos divórcios estão a disparar), apenas que escolheram aquilo para elas, se querem ter filhos, que tenham, se querem ter uma equipa de futebol e viver sempre a contar o dinheiro, estão no seu direito, não peçam é aos outros para deixarem de viver a vida deles, só porque sim. Há pessoas que têm filhos sem qualquer tipo de vocação para tal e depois acontece cenas do tipo: http://jogos.uol.com.br/ultimas-noticias/2016/08/04/nos-eua-casal-e-preso-por-abandonar-filho-para-jogar-pokemon-go.htm Como às vezes vejo, ela com um cigarro na mão a jogar pokémon Go, ele com o samrtphone na mão a jogar pokémon tb, e sem dar atenção nenhuma ao filho. Isto sim, é deprimente, querem ser pais e ter responsabilidades de educar, que as assumam! Antes de mais, só a 1ª parte do meu comentário anterior era dirigida a pessoas com o teu pensamento, o resto do ser rico ou não e ter filhos era apenas o MEU testemunho sobre o que sinto que preciso para ser feliz. Cada um que seja feliz da maneira que bem entender, não sou ninguém para criticar ou apontar o dedo, só apresentei o meu caso. Quanto ao que está a negrito,é um bocado o que eu penso sim, se estão tão preocupados com haver gente a mais, não se esqueçam que vocês também são "mais um" a ocupar um lugar aqui, não é só dirigir o ensinamento aos outros. Citar
D23 Postado 7 de agosto 2016 Postado 7 de agosto 2016 há 45 minutos, João 94 disse: Antes de mais, só a 1ª parte do meu comentário anterior era dirigida a pessoas com o teu pensamento, o resto do ser rico ou não e ter filhos era apenas o MEU testemunho sobre o que sinto que preciso para ser feliz. Cada um que seja feliz da maneira que bem entender, não sou ninguém para criticar ou apontar o dedo, só apresentei o meu caso. Quanto ao que está a negrito,é um bocado o que eu penso sim, se estão tão preocupados com haver gente a mais, não se esqueçam que vocês também são "mais um" a ocupar um lugar aqui, não é só dirigir o ensinamento aos outros. Qual é a parte de que é um processo gradual que não entendes? È verdade que há pessoas a mais, e que os países onde há mais crianças estão a receber aulas de sexualidade para diminuir a natalidade e poderem ter mais condições. Portugal é um país "desenvolvido" segundo a CEE (se é ou não, isso já fica ao critério de cada um), mas eu sou apologista do Movimento da Extinção Voluntária da Humanidade, não com suícidios em massa, mas com um consciencialização ambiental, de forma a o planeta poder voltar a entrar no seu equilíbrio natural, não é por eu e outros nos matarmos que o problema fica resolvido, era necessário os velhos morrerem, a população jovem envelhecer sem se reproduzir, até deixar de haver Humanos. Um ideia utópica, mas que me agrada. Citar
LFTV Postado 7 de agosto 2016 Postado 7 de agosto 2016 há 24 minutos, João F. disse: Qual é a parte de que é um processo gradual que não entendes? È verdade que há pessoas a mais, e que os países onde há mais crianças estão a receber aulas de sexualidade para diminuir a natalidade e poderem ter mais condições. Portugal é um país "desenvolvido" segundo a CEE (se é ou não, isso já fica ao critério de cada um), mas eu sou apologista do Movimento da Extinção Voluntária da Humanidade, não com suícidios em massa, mas com um consciencialização ambiental, de forma a o planeta poder voltar a entrar no seu equilíbrio natural, não é por eu e outros nos matarmos que o problema fica resolvido, era necessário os velhos morrerem, a população jovem envelhecer sem se reproduzir, até deixar de haver Humanos. Um ideia utópica, mas que me agrada. O que é isso? Achas que a humanidade deve acabar? 2 Citar
Duarte com D Postado 7 de agosto 2016 Postado 7 de agosto 2016 (editado) APAGADO Editado 7 de agosto 2016 por JDuarte 2 Citar
D23 Postado 7 de agosto 2016 Postado 7 de agosto 2016 há 55 minutos, LFTV disse: O que é isso? Achas que a humanidade deve acabar? Sim. A Humanidade é uma espécie homo sapiens, como todas as espécies vai extinguir-se, o problema desta espécie, é achar que vai ser eterna. Citar
Visky de Santa Cruz Postado 7 de agosto 2016 Postado 7 de agosto 2016 há 2 minutos, João F. disse: Sim. A Humanidade é uma espécie homo sapiens, como todas as espécies vai extinguir-se, o problema desta espécie, é achar que vai ser eterna. Somos uma espécie racional. Existe uma diferença. 1 Citar
Ana Maria Peres Postado 7 de agosto 2016 Postado 7 de agosto 2016 (editado) há 10 horas, Visky disse: Que soluções acham que deve haver para se atenuar este envelhecimento e para garantirmos a renovação de gerações, numa altura em que a maioria dos jovens "veta" a possibilidade de ter filhos? Como formada em geografia, eu não consigo ficar indiferente a este tema. É mais forte do que eu e tenho que deitar cá para fora. Sem dúvida, que esta questão não é de fácil resolução. O mesmo envolve inúmeros pontos fulcrais da nossa sociedade, sendo difícil precisar quantos. Em primeiro lugar, e mais importante que nunca, temos que estimular a economia. Urge que se aplique medidas que façam diminuir o desemprego jovem, que é dos mais altos da Europa. Este tipo de desemprego tem - para a natalidade - efeitos catastróficos. Por um lado, muitos não conseguem ter a capacidade financeira para criar uma criança e não conseguem ter uma vida estabilizada; por outro, muitos decidem emigrar para outros territórios, que é prejudicial não só para a natalidade, mas também para a economia, pois provavelmente aquele que saiu do país vai descontar para outra Segurança Social. Daí que seja primordial tornar Portugal mais competitivo no mercado global, atrair investidores, estes que por sinal criar empregos. O problema é que muitas das vezes estes são precários, mas mais vale ter algum do que nenhum. Em segundo lugar, Portugal tem de ter medidas específicas para ajudar e incentivar as pessoas a terem filhos. Um caso paradigmático é o dos Países Nórdicos; estes conseguiram elevar a taxa de natalidade, fruto do seu empenho e esforço. Para tal, algumas medidas que se podem apontar é aumentar a rede de creches (estas que em Portugal são insuficientes), menos impostos para as famílias numerosas, partilha da licença parental, diminuição da jornada laboral para as mães com filhos pequenos... Deixem-me só sublinhar uma medida que acho extremamente vital: ajudar as empresas (através dos seus impostos) a contratar grávidas. Cada vez mais as mulheres querem escalar profissionalmente, precisando de estabilidade e segurança no trabalho. Contudo, muitos empregadores chegam a despedir mulheres ou a convencê-las a adiar a decisão de ser mães, o que é um autêntico atentado à sua liberdade e não ajuda decerto a natalidade. Prosseguindo, existem inúmeras regalias que se podem dar a quem quer filhos, é um entendimento que se tem de fazer com as empresas. Porém - e como qualquer medida -, penso que isto pode ajudar, mas poderá não ter grandes efeitos práticos. Em terceiro lugar, tocaram num ponto interessante - a imigração. Abrir as portas pode parecer uma solução viável e lógica e concordo parcialmente. Certamente, existe gente que quer melhorar as suas condições de vida e que em Portugal o podia fazer. Assim, ajudaria o estado social e fortalecia-o. Tem certamente um lado positivo. Não podemos é pensar que tudo são rosas, porque não serão. Haverá gente (e de todas as nacionalidades, como é óbvio, não vou particularizar) que entrará com intenções duvidosas, cujo único objetivo é parasitar o nosso estado social, o que o vai tornar mais débil. Gente que se vai marimbar para nós e que não quererá fazer nada. Há que pensar nestas condicionantes e ter em atenção isto. Mas é sem dúvida algo a tomar em consideração, teria é de ser devidamente controlado. Deixo, por fim, uma reflexão, mais sobre o estado social. Precisaremos mesmo dele para vivermos uma vida digna? Em países como a Suíça ou a Alemanha, a tendência é para cada vez mais ignorá-lo e preferir outros meios para garantir, por exemplo, a reforma. Falando num exemplo que conheço, no país germânico, cada um escolhe que se quer descontar ou para a Segurança Social ou para uma conta poupança para a reforma, completamente privado e sem interferência do Estado. Cada um sabe o que desconta e o seu futuro está nas suas mãos. Creio que o futuro passará por isto e é melhor que nos habituemos a estas ideias, pois isto continuar assim... Será a única solução viável. (Peço desculpa pelo testamento, mas entusiasmo-me! ) Editado 7 de agosto 2016 por Ana Maria Peres 7 Citar
D23 Postado 7 de agosto 2016 Postado 7 de agosto 2016 (editado) há 8 minutos, Visky disse: Somos uma espécie racional. Existe uma diferença. Somos uma espécie, se por exemplo um supervulcão entrar em erupção, provocar um maciço sismo e subsequente tsunami, e o céu ficar coberto de nuvens ardentes (como já aconteceu em outas extinções) durante anos e anos, sem se ver a luz do sol, onde é que te vale a racionalidade? Se continuarmos a exterminar espécies, remover árvores, pegar fogo à floresta para a agricultura, e levarmos a biosfera a colapsar, de que te vale a racionalidade? Se o sol enviar um massiva EMC para o planeta Terra, "fritar" as instalações elétricas durante 20 anos (como os cientistas estimam), onde fica a racionalidade? Voltaríamos rapidamente a ser selvagens, a lutar pela sobrevivência, a lei do mais forte iria prevalecer. A comida ia escassear em pouco tempo. A espécie poderia extinguir-se. O meu professor de conservação diz que um dos principais problemas da humanidade é isso tipo de arrogância, nós somos super inteligentes e vamos ficar para sempre no Planeta, mesmo que estejamos a fazer a merda que fazemos todos os dias. Editado 7 de agosto 2016 por Faded 2 Citar
Visky de Santa Cruz Postado 7 de agosto 2016 Postado 7 de agosto 2016 @Ana Maria Peres Gostei muito do teu testamento. Adoro Geografia. É a minha disciplina favorita na escola. Tive Geografia A e agora vou ter a C, no 12º ano. Estas questões fascinam-me e adoro discuti-las. Acho que nós temos que nos preocupar mais com a evolução (e também com a distribuição) da nossa população, é algo que nos diz respeito pois, também nós, estamos dependentes das camadas e gerações futuras que hão de vir. O problema Ana é que essas soluções que referiste por vezes não resultam na prática, por exemplo, conheço casos em que as autarquias atribuem subsídios a famílias numerosas, baixam o valor dos impostos, dão abonos às crianças e inúmeras outras regalias....porém e mesmo assim as pessoas continuam a não preferir ter filhos. Sei que há muita gente que se depara com o problema da estabilidade financeira e com a questão económica mas há muitas pessoas que simplesmente não querem porque não querem, não lhes apetece, querem viver uma vida de adolescentes para toda a vida. Depois também há quem prefira dedicar-se ao trabalho e opte pelo celibato. Não estou a dizer que as pessoas estão a fazer uma escolha errada. O que estou a dizer é que cada vez existe menos interesse por parte dos jovens em quererem ter filhos, que são vistos, regra geral, como uma preocupação, algo que os empata, que lhes ocupa tempo e gera muitas despesas. 1 Citar
D23 Postado 7 de agosto 2016 Postado 7 de agosto 2016 há 3 minutos, Visky disse: @Ana Maria Peres Gostei muito do teu testamento. Adoro Geografia. É a minha disciplina favorita na escola. Tive Geografia A e agora vou ter a C, no 12º ano. Estas questões fascinam-me e adoro discuti-las. Acho que nós temos que nos preocupar mais com a evolução (e também com a distribuição) da nossa população, é algo que nos diz respeito pois, também nós, estamos dependentes das camadas e gerações futuras que hão de vir. O problema Ana é que essas soluções que referiste por vezes não resultam na prática, por exemplo, conheço casos em que as autarquias atribuem subsídios a famílias numerosas, baixam o valor dos impostos, dão abonos às crianças e inúmeras outras regalias....porém e mesmo assim as pessoas continuam a não preferir ter filhos. Sei que há muita gente que se depara com o problema da estabilidade financeira e com a questão económica mas há muitas pessoas que simplesmente não querem porque não querem, não lhes apetece, querem viver uma vida de adolescentes para toda a vida. Depois também há quem prefira dedicar-se ao trabalho e opte pelo celibato. Não estou a dizer que as pessoas estão a fazer uma escolha errada. O que estou a dizer é que cada vez existe menos interesse por parte dos jovens em quererem ter filhos, que são vistos, regra geral, como uma preocupação, algo que os empata, que lhes ocupa tempo e gera muitas despesas. Mas é isso mesmo. Espero ter 50 anos e ainda gostar de jogar PS (X) ou o que houver, navegar na net, ver séries, ir ao cinema, à disco, sem me chatear com filhos e netos. #egoísmoextremo #nãoestouaserirónico 2 Citar
srcbica Postado 7 de agosto 2016 Postado 7 de agosto 2016 há 20 minutos, Ana Maria Peres disse: Como formada em geografia, eu não consigo ficar indiferente a este tema. É mais forte do que eu e tenho que deitar cá para fora. Sem dúvida, que esta questão não é de fácil resolução. O mesmo envolve inúmeros pontos fulcrais da nossa sociedade, sendo difícil precisar quantos. Em primeiro lugar, e mais importante que nunca, temos que estimular a economia. Urge que se aplique medidas que façam diminuir o desemprego jovem, que é dos mais altos da Europa. Este tipo de desemprego tem - para a natalidade - efeitos catastróficos. Por um lado, muitos não conseguem ter a capacidade financeira para criar uma criança e não conseguem ter uma vida estabilizada; por outro, muitos decidem emigrar para outros territórios, que é prejudicial não só para a natalidade, mas também para a economia, pois provavelmente aquele que saiu do país vai descontar para outra Segurança Social. Daí que seja primordial tornar Portugal mais competitivo no mercado global, atrair investidores, estes que por sinal criar empregos. O problema é que muitas das vezes estes são precários, mas mais vale ter algum do que nenhum. Eu acho que devia haver uma Segurança Social Europeia para pelo menos parcialmente ajudar a solucionar o problema. há 19 minutos, João F. disse: Somos uma espécie, se por exemplo um supervulcão entrar em erupção, provocar um maciço sismo e subsequente tsunami, e o céu ficar coberto de nuvens ardentes (como já aconteceu em outas extinções) durante anos e anos, sem se ver a luz do sol, onde é que te vale a racionalidade? Se continuarmos a exterminar espécies, remover árvores, pegar fogo à floresta para a agricultura, e levarmos a biosfera a colapsar, de que te vale a racionalidade? Se o sol enviar um massiva EMC para o planeta Terra, "fritar" as instalações elétricas durante 20 anos (como os cientistas estimam), onde fica a racionalidade? Voltaríamos rapidamente a ser selvagens, a lutar pela sobrevivência, a lei do mais forte iria prevalecer. A comida ia escassear em pouco tempo. A espécie poderia extinguir-se. O meu professor de conservação diz que um dos principais problemas da humanidade é isso tipo de arrogância, nós somos super inteligentes e vamos ficar para sempre no Planeta, mesmo que estejamos a fazer a merda que fazemos todos os dias. Que a população iria diminuir, iria, mas daí a extinguir-se... A nossa principal vantagem neste momento até é justamente um dos problemas: o sobrepovoamento do planeta. 7 mil milhões de indivíduos espalhados por 5 continentes é de facto uma vantagem em cenário apocalíptico, porque aumenta as probabilidades de restar sobreviventes (nos cenários que mencionaste, claro). 2 Citar
Ana Maria Peres Postado 7 de agosto 2016 Postado 7 de agosto 2016 (editado) há 18 minutos, Visky disse: @Ana Maria Peres Gostei muito do teu testamento. Adoro Geografia. É a minha disciplina favorita na escola. Tive Geografia A e agora vou ter a C, no 12º ano. Estas questões fascinam-me e adoro discuti-las. Acho que nós temos que nos preocupar mais com a evolução (e também com a distribuição) da nossa população, é algo que nos diz respeito pois, também nós, estamos dependentes das camadas e gerações futuras que hão de vir. O problema Ana é que essas soluções que referiste por vezes não resultam na prática, por exemplo, conheço casos em que as autarquias atribuem subsídios a famílias numerosas, baixam o valor dos impostos, dão abonos às crianças e inúmeras outras regalias....porém e mesmo assim as pessoas continuam a não preferir ter filhos. Sei que há muita gente que se depara com o problema da estabilidade financeira e com a questão económica mas há muitas pessoas que simplesmente não querem porque não querem, não lhes apetece, querem viver uma vida de adolescentes para toda a vida. Depois também há quem prefira dedicar-se ao trabalho e opte pelo celibato. Não estou a dizer que as pessoas estão a fazer uma escolha errada. O que estou a dizer é que cada vez existe menos interesse por parte dos jovens em quererem ter filhos, que são vistos, regra geral, como uma preocupação, algo que os empata, que lhes ocupa tempo e gera muitas despesas. Aproveita Geografia C. Pessoalmente, gosto mais dessa vertente, pois toca em assuntos como as relações internacionais e consegue-se abrir mais os horizontes. Claro que a A é importante, mas creio que a C tem algo de especial, isto tendo em conta a minha opinião. Efetivamente, tens razão: é urgente preocupar-nos com a distribuição, com o crescimento e com a sustentabilidade da nossa população. No fundo, como dizia uma professora minha, os geógrafos são o garante do bem estar numa sociedade, sendo um pilar importante da mesma. Infelizmente são subvalorizados, mas isso é com qualquer ciência social e são outros quinhentos. Além disso, concordo inteiramente contigo sobre as soluções e sobre a sua efetiva prática. Eu disse-o mesmo: são medidas. Como qualquer outra, não há qualquer garantia que elas se cumpram. Há a perfeita noção disso, mas convém sempre frisar que há margem de manobra e que é possível tomar a dianteira. Sobre a questão das mentalidades, essa é muito difícil de contornar e há pouco que possamos fazer. Como bem referiste, existem outras ocupações que consomem o nosso tempo nestes dias e há opção de muitos não se querem comprometer com encargos relacionados com filhos. Podemos sempre consciencializar, alertar, dar dicas, mas ficamos por aí; equipara-se muito ao problema da obesidade, se me permitem a comparação: os médicos bem alertam a sociedade para este flagelo, mas muitos ignoram completamente a mensagem. Por fim, por muito que nos incomode, passo a mensagem que também não podemos impingir nada a ninguém - cada um deve ser livre de tomar as escolhas, sejam elas egoístas ou não. É o principio basilar de uma sociedade livre e de qualquer ciência. Editado 7 de agosto 2016 por Ana Maria Peres 3 Citar
Forbidden Postado 7 de agosto 2016 Postado 7 de agosto 2016 Agora vamos ter filhos pra Segurança Social não falir? Mas estão a gozar comigo? Isso é razão pra ter filhos? Citar
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