Angel-O Postado 11 de junho Postado 11 de junho há 36 minutos, zeferovic14 disse: Vai ser um GRANDE VERÃO! Quente vai ser! Citar
zeferovic14 Postado 16 de junho Autor Postado 16 de junho (editado) Então caros leitores? Já estão a par de tudo antes da estreia da 2a Temporada amanhã?! Até vamos ter lead-in do jogo de Portugal, vai ser HIT! Spoiler @Pinto @ilovetv.2008 @InesMig @Angel-O @Amorim @brunooo @Diogo O. @AndreRob @Throne Editado 16 de junho por zeferovic14 3 Citar
InesMig Postado 16 de junho Postado 16 de junho há 52 minutos, zeferovic14 disse: Então caros leitores? Já estão a par de tudo antes da estreia da 2a Temporada amanhã?! Até vamos ter lead-in do jogo de Portugal, vai ser HIT! Spoiler - mostrar conteúdo oculto @Pinto @ilovetv.2008 @InesMig @Angel-O @Amorim @brunooo @Diogo O. @AndreRob @Throne Tenho de fazer um recap da 1ªT Citar
zeferovic14 Postado 17 de junho Autor Postado 17 de junho STORMERE Temporada 2, Episódio 1 - "Cair da Noite" EXT. DESERTO DE CRISTAL– CAMPO DE BATALHA – AMANHECER Silêncio. A tempestade desapareceu. Resta apenas o que ficou depois. O silêncio não é vazio mas sim pesado. A tempestade passou e deixou para trás um cemitério de vidro e metal. O Deserto de Cristal reflete a luz pálida do amanhecer como um espelho partido. SOREN está estático. O punho de uma espada – a espada de Hunter – é a única coisa que o ancora à realidade. A sua mão, coberta de poeira e sangue seco, aperta o metal com tanta força que os nós dos dedos estão brancos. Ele não pisca. Atrás dele, LYRA está de joelhos. Não a rezar… está a organizar as pedras do túmulo de Hunter com uma precisão maníaca, quase cirúrgica. As suas mãos tremem, mas ela força-as a parar, pressionando-as contra o solo cortante até que a pele ceda. ARIADNE, mais afastada, observa o horizonte. O ar à volta dela distorce-se, uma vibração subtil, como se a própria magia estivesse a tentar sair pelos seus poros. Ela não está a olhar para o deserto; está a ouvir as fendas que se abrem no éter. Ninguém fala e o vento é o único som. CORTE BRUSCO PARA O TÍTULO: STORMERE ATO QUATRO – “O MUNDO QUE ELE CRIOU” EXT. DESERTO DE CRISTAL – CUME – MAIS TARDE O grupo prepara-se para partir. Sem discussão. Sem plano. Apenas movimento. Lyra coloca a última pedra com uma precisão cirúrgica como se o equilíbrio daquela pilha fosse a única coisa que a impedia de colapsar. Ela não chora; a dor já não se manifesta por lágrimas mas sim pela forma como os seus dedos se enterram na areia lutando para manter o contacto com o que resta de Hunter, recusando-se a aceitar o vazio que os seus dedos tocam. Soren é o primeiro a virar costas. Começa a andar. Não olha para trás. Ariadne hesita… depois segue-o. Lyra fica mais um segundo. Depois… Levanta-se. E deixa-o para trás. EXT. ESTRADA NO DESERTO – DIA Areia infinita. O calor sobe do chão. Os três caminham em linha reta. Soren à frente. Sempre à frente. Lyra e Ariadne atrás. Distância entre eles. Não física. Algo mais pesado. Horas passam. Ninguém fala. EXT. POSTO ABANDONADO – TARDE Um pequeno ponto de controlo ao longo da estrada. Reconstruído. Novas bandeiras pendem das paredes. Carmesim. O símbolo de Nox gravado com precisão na pedra. Um grupo de VIAJANTES está em fila. À espera. Soren não abranda. Lyra agarra-lhe o braço. LYRA: Devíamos ver o que se passa. Soren afasta-se. SOREN: Não é problema nosso. Ariadne observa o posto com atenção. ARIADNE: Tens razão… mas não custa nada dar uma olhadela. Aproximam-se. Um GUARDA dá um passo em frente. Calmo. Educado. GUARDA: Indiquem o vosso destino. Soren encara-o. SOREN: Estamos só de passagem. O guarda sorri. GUARDA: Claro. Faz um gesto para um livro de registos. GUARDA (CONT.): Só precisamos da vossa identificação. Pela ordem, claro. Lyra olha para o livro. Páginas cheias de escrita organizada. Nomes. Milhares e milhares de nomes. LYRA: Desde quando? GUARDA: Desde que a paz foi estabelecida. Um momento. Soren aproxima-se. SOREN: E se não vos dermos a identificação? O guarda não reage. Não ameaça. Não levanta a voz. GUARDA: Então teremos de assumir que têm algo a esconder. Silêncio. Ariadne sente-o. O peso do sistema. Soren pega na pena e escreve: SOREN THORNE Empurra o livro de volta. SOREN: Pronto. O guarda acena com a cabeça. GUARDA: Bem-vindos ao novo mundo. A frase fica no ar. Passam por ele. Lyra olha para trás. O próximo viajante avança e repete o mesmo gesto. Como um ritual. EXT. ESTRADA – MAIS TARDE Voltam a caminhar. Agora mais depressa. Como se quisessem afastar-se daquele lugar. Lyra quebra o silêncio primeiro. LYRA: Isto não é paz. O Nox criou algo… sombrio. Sem resposta. LYRA (CONT.): Isto é controlo. Ainda nada. Ela olha para Soren. LYRA (CONT.): Diz alguma coisa. Soren continua a andar. SOREN: O que queres que eu diga? LYRA: Qualquer coisa. Soren para e vira-se. Os seus olhos estão vazios. SOREN: Ele venceu. A voz quase falha. Mas ele força-se a controlá-la. Um momento. SOREN (CONT.): É isso. É toda a história. Vira-se de novo e continua a andar. Lyra aperta o maxilar. Ariadne olha entre os dois. EXT. ACAMPAMENTO NA ENCOSTA – NOITE Uma pequena fogueira. Mal acesa. Estão sentados à volta. Afastados uns dos outros. Sem comida. Sem conversa. Apenas silêncio. Lyra fixa o olhar no fogo. Ariadne observa o céu. Soren não se senta. Anda de um lado para o outro. Para trás e para a frente. Como se não conseguisse parar. Finalmente… ARIADNE: As estrelas… estão sobrecarregadas. Algo não está certo. Soren para. Lyra levanta o olhar. LYRA: O que queres dizer? Ariadne abana a cabeça. ARIADNE: Elas estão lá… mas parecem distantes. Como se algo as estivesse… a sobrecarregar. Olha novamente para o céu. ARIADNE (CONT.): É como se a magia tivesse mudado… e elas estivessem a carregar mais do que deviam. Soren ri-se. Curto. Amargo. SOREN: Isso não faz sentido nenhum. Eles olham para ele. SOREN (CONT.): Mas pronto… não é problema nosso. Silêncio. SOREN (CONT.): Eu sei para onde vamos… vamos para casa. Preciso de ver se ainda lá está. Eles olham para ele. Um momento. Lyra acena primeiro. Ariadne segue-a. FIM DO EPISÓDIO Spoiler @Lee @Amorim @ilovetv.2008 @Pinto @InesMig @AndreRob @Patiño @brunooo @Romy @João_O @Luisão @Throne @Angel-O @Diogo O. @Froholdt @D91 @Fernando 2 3 Citar
zeferovic14 Postado 17 de junho Autor Postado 17 de junho STORMERE Temporada 2, Episódio 2 - "Cair da Noite" EXT. ACAMPAMENTO NA ENCOSTA – AMANHECER Luz fria da manhã. A fogueira está apagada. Cinza espalhada pelo vento. SOREN já está acordado. Sentado. Imóvel. A espada de Hunter sobre o colo. LYRA e ARIADNE mexem-se atrás dele. Ninguém diz bom dia. Ninguém diz nada. Soren levanta-se. SOREN: Vamos. Começa a andar. Sem hesitação. Lyra e Ariadne trocam um olhar. Depois seguem-no. EXT. LIMITE DA FLORESTA – MANHÃ O deserto dá lugar a uma floresta seca. Árvores retorcidas. Sombras longas. O mundo parece mais silencioso aqui. Demasiado silencioso. Os três caminham. Mais próximos do que ontem. Mas ainda não juntos. Um triângulo quebrado. EXT. TRILHO NA FLORESTA – MAIS TARDE Ramos estalam sob os pés. Um corvo observa de cima. Ariadne abranda ligeiramente. Algo está errado. ARIADNE: Espera. Soren continua a andar. SOREN: Não temos tempo para esperar. ARIADNE: Soren… Ele para e vira-se. Irritado. SOREN: O quê? Ariadne olha em volta. Inquieta. ARIADNE: Há demasiada magia aqui. Não acho seguro seguirmos por este caminho. Lyra franze o sobrolho. LYRA: Demasiada? ARIADNE: Não como antes. Não é natural. Parece… instável. Soren solta um suspiro brusco. SOREN: Não temos tempo para isto. Vira-se novamente. SOREN (CONT.): Continuamos. Ariadne abre a boca, mas… cala-se. EXT. CLAREIRA – TARDE Chegam a uma clareira. Um pequeno grupo de VIAJANTES está reunido junto a uma carroça. Uma roda partida. Mantimentos espalhados. Ninguém discute. Ninguém entra em pânico. Apenas… silêncio. Um guarda passa. Um homem, por puro reflexo de medo, para de respirar, escondendo a ferramenta. A sua submissão não é apenas um gesto (ajoelhar), é um instinto de sobrevivência enraizado que ele já não mais controla… Uma MULHER está por perto, segurando uma criança. A observar. À espera. Soren abranda. Lyra repara. LYRA: Devíamos ajudá-los. Soren não responde. Apenas observa. O homem falha outra vez. Larga a ferramenta. A mulher não se mexe. A criança não chora. Lyra dá um passo em frente. LYRA (CONT.): Vamos ajudá-los. Soren agarra-lhe o braço. SOREN: Não. Lyra afasta-se. LYRA: O que se passa contigo? SOREN: Não é problema nosso. Lyra encara-o. A raiva cresce. LYRA: É sempre isso que dizes agora. É esse o teu novo lema? Uma pausa. LYRA (CONT.): Não és assim. A expressão de Soren endurece. SOREN: Tu não sabes quem eu sou. Silêncio. SOREN (para si): Nem eu sei quem sou. Pesado. Ariadne coloca-se entre eles. ARIADNE: Parem. Olha para Soren. ARIADNE (CONT.): Não temos de salvar toda a gente. Depois para Lyra… ARIADNE (CONT.): Mas também não temos de ignorá-los. Lyra olha para os viajantes e depois para Soren. Uma escolha. Soren larga-a e dá um passo atrás. Não ajuda. Lyra ajuda. Ajoelha-se ao lado do homem. LYRA: Sai. O homem obedece imediatamente. Demasiado depressa. Lyra arranja a roda com eficiência. Sem agradecimentos. Sem conversa. Apenas um aceno silencioso. Ela levanta-se. Olha para eles. Nada. Sem alívio. Sem gratidão. Apenas… submissão. Lyra recua. Inquieta. Eles vão embora. EXT. TRAVESSIA DO RIO – FIM DE TARDE Um rio raso corta o caminho. Água lenta. Quase imóvel. Eles atravessam. O som da água ecoa de forma estranha. Demasiado alto. Demasiado nítido. A meio… Uma ondulação. Não natural. Ariadne congela. ARIADNE: Parem. A água treme. Depois… Um pulso de luz fraca sob a superfície. Desaparece num instante. Lyra recua. LYRA: O que foi aquilo? Ariadne fixa a água. Abalada. ARIADNE: Magia. Algo não está certo. Vou precisar de investigar isto melhor quando chegarmos a Willowford. Soren atravessa na mesma. Não para. Não quer saber. Lyra segue com mais cuidado. Ariadne por último. Ainda a observar. Ainda a pensar. EXT. MIRADOURO NA CRISTA – PÔR DO SOL Chegam a uma crista elevada. A terra estende-se ao longe. Campos. Estradas. Pequenas vilas. Tudo ordenado. Tudo silencioso. Tudo errado. Soren está à beira. A olhar. A procurar. Lyra aproxima-se. LYRA: Não estás bem. Soren não responde. LYRA (CONT.): E fingir que estás não ajuda ninguém. Nem a ti. Soren expira. Cansado. SOREN: Eu não estou a fingir. Olha finalmente para ela. SOREN (CONT.): Eu simplesmente não quero saber. Aquilo atinge forte. Lyra abana a cabeça. LYRA: Isso é mentira. Soren quase reage. Quase. Mas reprime. SOREN: Acredita no que quiseres. Passa por ela. Lyra fica ali. Furiosa. Magoada. Ariadne observa ambos. A fissura entre eles a aumentar. EXT. ACAMPAMENTO – NOITE Outra fogueira. Ainda mais pequena. Lyra senta-se à parte. Ariadne ao lado. Soren sozinho. Outra vez. Um longo silêncio. Depois… Passos. Uma figura aproxima-se entre as árvores. Calma. Familiar. RONIN. Para à margem da luz da fogueira. RONIN: Estava a pensar quanto tempo iam demorar a voltar. Vocês saíram daqui em busca de Stormfall à meses. Soren levanta o olhar. Sem surpresa. Só reconhecimento. SOREN: Demasiado tempo. O que estás a fazer aqui? Ronin avança. Observa-os. A distância. O dano. RONIN: Fui à capital tratar de uns assuntos da forja. Estou a voltar agora. E vocês? Parecem pior do que da última vez que vos vi. Lyra quase se ri. Quase. Ariadne observa-o com atenção. ARIADNE: Sabias que íamos passar por aqui? Ronin encolhe os ombros. RONIN: Claro que não. (ri-se) Estava a voltar para casa quando achei que ouvi a voz do Soren. Olha para o Soren. RONIN (CONT.): Onde está o Hunter? Soren para. Ninguém consegue olhar Ronin nos olhos. Ronin aproxima-se. RONIN (CONT.): Soren…? Soren não responde. SOREN: Ele morreu. Ronin pousa a mão no ombro de Soren. RONIN: Lamento muito, Soren. Não vou perguntar o que aconteceu. Vais contar quando estiveres pronto. Vamos descansar. Partimos para casa de manhã. Soren olha para Ronin com um olhar que todos achavam que tinha desaparecido de Soren. SOREN: Obrigado. Eles preparam-se e vão dormir. Com Hunter na cabeça. EXT. ESTRADA PARA WILLOWFORD – AMANHECER Agora são quatro a caminhar. Não unidos. Mas também não completamente quebrados. Ronin ao lado de Soren. Lyra e Ariadne atrás. A estrada sobe. Uma colina à frente. Ronin olha para Soren. RONIN: Estás pronto para voltares a casa? Soren aperta a espada de Hunter. SOREN: Não. Uma pausa. SOREN (CONT.): Mas tenho de o fazer. Chegam ao topo. E param. EXT. COLINA COM VISTA PARA WILLOWFORD – CONTÍNUO Lá em baixo… WILLOWFORD. Mudada. Mais limpa. Controlada. E no centro… uma estátua. NOX. A observar tudo. Silêncio. Lyra solta o ar lentamente. LYRA: Pois… isto é mau. Ariadne não fala. Apenas observa. Soren dá um passo mas o seu pé trava como se o chão estivesse a ceder. A garganta aperta-se, transformando a pergunta num som rouco que mal corta o silêncio da forja. Olhos fixos na vila. Na estátua e na sua casa. SOREN: Vamos. Uma pausa. SOREN (CONT.): Isto acaba aqui. Descem. Em direção a Willowford. Ao que quer que se tenha tornado. FIM DO EPISÓDIO Spoiler @Lee @Amorim @ilovetv.2008 @Pinto @InesMig @AndreRob @Patiño @brunooo @Romy @João_O @Luisão @Throne @Angel-O @Diogo O. @Froholdt @D91 @Fernando 2 3 Citar
Amorim Postado 18 de junho Postado 18 de junho Estou a gostar muito desta temporada, amei o episódio 5 2 1 Citar
zeferovic14 Postado 18 de junho Autor Postado 18 de junho Então, caros fãs número 1 da série ( @InesMig e @ilovetv.2008)? Zero opiniões sobre os primeiros capítulos da 2a Temporada? Citar
zeferovic14 Postado 24 de junho Autor Postado 24 de junho Como hoje é São João, lançarei os episódios amanhã! 1 Citar
InesMig Postado 24 de junho Postado 24 de junho On 18/06/2026 at 19:17, zeferovic14 disse: Então, caros fãs número 1 da série ( @InesMig e @ilovetv.2008)? Zero opiniões sobre os primeiros capítulos da 2a Temporada? Desculpem ainda não consegui ler nenhum Nem os do spin off Prometo arranjar tempo 1 1 Citar
ilovetv.2008 Postado 24 de junho Postado 24 de junho há 27 minutos, InesMig disse: Desculpem ainda não consegui ler nenhum Nem os do spin off Prometo arranjar tempo Somos dois... agora o meu foco é filosofia... Citar
InesMig Postado 24 de junho Postado 24 de junho há 4 minutos, ilovetv.2008 disse: Somos dois... agora o meu foco é filosofia... O exame vai correr bem O meu é conseguir por o meu trabalho em dia, mas quando estamos o tempo todo em reuniões é complicado 1 Citar
zeferovic14 Postado 26 de junho Autor Postado 26 de junho (editado) E eu que me esqueci ontem Editado 26 de junho por zeferovic14 2 1 Citar
zeferovic14 Postado 26 de junho Autor Postado 26 de junho COMUNICADO Depois da intensidade que vivemos com "Coroa Vermelha" e do impacto da estreia dos episódios 1 e 2 da Segunda Temporada de "Stormere", eu e o @Angel-O sentamo-nos a analisar esta história de reinos antigos que exigem imersão. É uma série que carrega uma alma e uma vibe mais outonal, densa e misteriosa: o tipo de narrativa que pede noites mais longas, mantas e atenção total a cada detalhe. Com a chegada do calor, das férias e do ritmo natural de verão (onde o fórum entra em modo mais off e a cabeça de todos nós está noutro lado), percebemos que lançar os episódios agora seria desperdiçar o potencial desta grande saga. Vocês merecem a melhor experiência possível e a história merece a vossa total atenção. Por isso, decidimos fazer uma Pausa de Verão. Mas calma! Esta Mid-Season Break não é um adeus. A verdadeira tormenta está guardada para a época perfeita. Stormere regressa em pleno outono, na última quarta-feira de setembro, dia 30! É a partir dessa data que a temporada volta com tudo, com o ambiente lá fora a condizer finalmente com a atmosfera escura e épica do nosso reino. O que fazer até dia 30 de setembro? Para que ninguém fique com o "bichinho" a arrefecer, deixamos-vos três missões para estes meses de calor: Pôr a leitura em dia: Se chegaste agora ou se o verão te der mais tempo livre, aproveita para ler (ou reler!) os episódios 1 e 2 desta nova temporada. Explorar o Passado: Se ainda não o fizeste, devora todo o spin-off "Coroa Vermelha" e a 1a Temporada completa. Há detalhes e ramificações lá que vão ser cruciais para o que aí vem. Prepara as tuas perguntas: Em setembro, antes da grande estreia do episódio 3, vamos ter mais um Q&A (Perguntas & Respostas) aqui no fórum! Podem questionar-nos sobre tudo. Boas férias, boas leituras e encontramo-nos em setembro 😉 1 4 Citar
Angel-O Postado 26 de junho Postado 26 de junho há 31 minutos, zeferovic14 disse: COMUNICADO Depois da intensidade que vivemos com "Coroa Vermelha" e do impacto da estreia dos episódios 1 e 2 da Segunda Temporada de "Stormere", eu e o @Angel-O sentamo-nos a analisar esta história de reinos antigos que exigem imersão. É uma série que carrega uma alma e uma vibe mais outonal, densa e misteriosa: o tipo de narrativa que pede noites mais longas, mantas e atenção total a cada detalhe. Com a chegada do calor, das férias e do ritmo natural de verão (onde o fórum entra em modo mais off e a cabeça de todos nós está noutro lado), percebemos que lançar os episódios agora seria desperdiçar o potencial desta grande saga. Vocês merecem a melhor experiência possível e a história merece a vossa total atenção. Por isso, decidimos fazer uma Pausa de Verão. Mas calma! Esta Mid-Season Break não é um adeus. A verdadeira tormenta está guardada para a época perfeita. Stormere regressa em pleno outono, na última quarta-feira de setembro, dia 30! É a partir dessa data que a temporada volta com tudo, com o ambiente lá fora a condizer finalmente com a atmosfera escura e épica do nosso reino. O que fazer até dia 30 de setembro? Para que ninguém fique com o "bichinho" a arrefecer, deixamos-vos três missões para estes meses de calor: Pôr a leitura em dia: Se chegaste agora ou se o verão te der mais tempo livre, aproveita para ler (ou reler!) os episódios 1 e 2 desta nova temporada. Explorar o Passado: Se ainda não o fizeste, devora todo o spin-off "Coroa Vermelha" e a 1a Temporada completa. Há detalhes e ramificações lá que vão ser cruciais para o que aí vem. Prepara as tuas perguntas: Em setembro, antes da grande estreia do episódio 3, vamos ter mais um Q&A (Perguntas & Respostas) aqui no fórum! Podem questionar-nos sobre tudo. Boas férias, boas leituras e encontramo-nos em setembro 😉 Citar
InesMig Postado 26 de junho Postado 26 de junho @zeferovic14 e @Angel-O vocês precisam de descanso Em Setembro cá esperaremos 3 Citar
ilovetv.2008 Postado 26 de junho Postado 26 de junho há 1 hora, InesMig disse: @zeferovic14 e @Angel-O vocês precisam de descanso Em Setembro cá esperaremos Ora nem mais. há 1 hora, zeferovic14 disse: COMUNICADO Depois da intensidade que vivemos com "Coroa Vermelha" e do impacto da estreia dos episódios 1 e 2 da Segunda Temporada de "Stormere", eu e o @Angel-O sentamo-nos a analisar esta história de reinos antigos que exigem imersão. É uma série que carrega uma alma e uma vibe mais outonal, densa e misteriosa: o tipo de narrativa que pede noites mais longas, mantas e atenção total a cada detalhe. Com a chegada do calor, das férias e do ritmo natural de verão (onde o fórum entra em modo mais off e a cabeça de todos nós está noutro lado), percebemos que lançar os episódios agora seria desperdiçar o potencial desta grande saga. Vocês merecem a melhor experiência possível e a história merece a vossa total atenção. Por isso, decidimos fazer uma Pausa de Verão. Mas calma! Esta Mid-Season Break não é um adeus. A verdadeira tormenta está guardada para a época perfeita. Stormere regressa em pleno outono, na última quarta-feira de setembro, dia 30! É a partir dessa data que a temporada volta com tudo, com o ambiente lá fora a condizer finalmente com a atmosfera escura e épica do nosso reino. O que fazer até dia 30 de setembro? Para que ninguém fique com o "bichinho" a arrefecer, deixamos-vos três missões para estes meses de calor: Pôr a leitura em dia: Se chegaste agora ou se o verão te der mais tempo livre, aproveita para ler (ou reler!) os episódios 1 e 2 desta nova temporada. Explorar o Passado: Se ainda não o fizeste, devora todo o spin-off "Coroa Vermelha" e a 1a Temporada completa. Há detalhes e ramificações lá que vão ser cruciais para o que aí vem. Prepara as tuas perguntas: Em setembro, antes da grande estreia do episódio 3, vamos ter mais um Q&A (Perguntas & Respostas) aqui no fórum! Podem questionar-nos sobre tudo. Boas férias, boas leituras e encontramo-nos em setembro 😉 Combinado, obrigado pela vossa compreensão e desculpem alguma coisa da minha parte. Setembro é já amanhã e promete ser arrasador! 2 Citar
Lee Postado 12 de julho Postado 12 de julho Não é o género de ficção que faça o meu estilo, mas reconheço que tem bastante qualidade. Muitos parabéns pelo trabalho, @zeferovic14 e @Angel-O! 2 Citar
zeferovic14 Postado 3 de setembro Autor Postado 3 de setembro ESTAMOS DE VOLTA (QUASE)! Finalmente, estamos de volta. É já dia 23 de Setembro que regressamos com a segunda temporada de Stormere. Em baixo, enviamos o cronograma da temporada. É bom que estejam prontos para o que aí vêm! Episódios 3 e 4 - Dia 23 de Setembro Episódios 5 e 6 - Dia 30 de Setembro Episódios 7 e 8 - Dia 7 de Outubro Episódios 9 e 10 - Dia 14 de Outubro Episódios 11, 12 e 13 - Dia 19 de Outubro Episódios 14, 15 e 16 - Dia 23 de Outubro. Vai ser um mês imperdível! Spoiler @Angel-O @InesMig @ilovetv.2008 @Lee @Afonso @Amorim @brunooo @Rodrigo Soares @Johnman @VTL 3 1 Citar
Rodrigo Soares Postado 3 de setembro Postado 3 de setembro há 1 hora, zeferovic14 disse: ESTAMOS DE VOLTA (QUASE)! Finalmente, estamos de volta. É já dia 23 de Setembro que regressamos com a segunda temporada de Stormere. Em baixo, enviamos o cronograma da temporada. É bom que estejam prontos para o que aí vêm! Episódios 3 e 4 - Dia 23 de Setembro Episódios 5 e 6 - Dia 30 de Setembro Episódios 7 e 8 - Dia 7 de Outubro Episódios 9 e 10 - Dia 14 de Outubro Episódios 11, 12 e 13 - Dia 19 de Outubro Episódios 14, 15 e 16 - Dia 23 de Outubro. Vai ser um mês imperdível! Spoiler - mostrar conteúdo oculto @Angel-O @InesMig @ilovetv.2008 @Lee @Afonso @Amorim @brunooo @Rodrigo Soares @Johnman @VTL Alguém me explica?🫣 1 Citar
zeferovic14 Postado 3 de setembro Autor Postado 3 de setembro há 2 minutos, Rodrigo Soares disse: Alguém me explica?🫣 É uma série que eu e o @Angel-O temos. Está tudo neste tópico. 1 Citar
Angel-O Postado 24 de setembro Postado 24 de setembro (editado) Por motivos de atvboard (aproveitem e votem na derradeira sondagem da edição), só hoje retomamos do hiatus de Temporada 2, Episódio 3 - "Intermissão I: A Era de Nox"EXT. VERITA – UM NOVO AMANHECER A capital brilha sob um nascer do sol pálido, sem vida. As suas torres de mármore são imaculadas. As ruas estão cheias. As bandeiras, todas carmesim, todas com o símbolo de NOX, ondulam em perfeita simetria. Nenhum fumo onde não devia. Nenhum mercador a gritar por cima de outro. Nenhuma discussão. Nenhum tumulto. Apenas ordem e silêncio. Silêncio a mais. No centro da cidade ergue-se um enorme palácio negro de pedra polida e vidro. O novo coração do mundo. INT. SALA DO TRONO – MANHÃ Uma vasta sala de pedra escura e luz branca. Altas janelas inundam o espaço com a luz da manhã. Bandeiras carmesim pendem dos pilares como sangue a escorrer. Ao fundo, num trono esculpido em cristal negro: NOX. Imóvel. Régio. Intocável. Abaixo dele, filas de ministros, generais, escribas e guardiões ajoelham em silêncio absoluto. À sua direita está SCARLETT, a Rainha de Sangue, em armadura vermelho-escura. À esquerda, alguns passos abaixo, está ALERIC. Um conselheiro lê de um pergaminho. CONSELHEIRO: A produção de cereais nas províncias do sul excedeu todas as expectativas. O comércio entre os portos do oeste e os assentamentos montanhosos permanece ininterrupto. Não foram registados sinais de rebelião este mês. Nox não reage. O conselheiro engole em seco e continua. CONSELHEIRO: O crime em Verita desapareceu praticamente. Os conflitos fronteiriços cessaram e um novo sistema de identificação está a funcionar sem problemas. Um longo silêncio. NOX: E, no entanto falam todos como se a paz fosse um número que pode ser medido. Ninguém ousa responder. Nox levanta-se. A sua capa cai atrás dele como uma sombra sólida. Desce lentamente os degraus. NOX (CONT.): As estradas estão limpas. Os mercados estão calmos. Os reis ajoelharam-se. E, no entanto… o mundo continua a parecer… errado. A sala permanece congelada. Scarlett observa-o com atenção. Aleric baixa o olhar. CONSELHEIRO: Meu senhor… talvez o que sente seja apenas o peso do que alcançou. Nox pára diante dele. Uma pausa. NOX: Não. Vira-se. NOX (CONT.): É outra coisa. EXT. VERITA – PRAÇA CENTRAL – MAIS TARDE Uma grande praça de pedra polida. Crianças sentam-se junto a uma fonte, lendo livros de capa carmesim. Guardas estão em cada esquina, calmos e imóveis. Nox atravessa a praça sozinho. Sem escolta. Sem medo. As pessoas ajoelham à sua passagem. Algumas por vontade própria. Outras porque sabem que devem. Uma menina deixa cair o livro. O som ecoa alto demais. A mãe fica tensa imediatamente. A criança baixa-se para o apanhar, a tremer. Nox para. Olha para a menina. Para a mãe. Para a praça. Todos observam. Ninguém respira. Nox ajoelha-se e apanha o livro. Entrega-lho. NOX: Não precisas de ter medo, menina. A menina pega no livro com mãos trémulas. MENINA: Obrigada… meu senhor. Nox levanta-se. A mãe inclina-se tanto que quase toca no chão com a testa. Ele continua a andar. O seu rosto não revela nada. Mas algo nos seus olhos muda. INT. CORREDOR DO PALÁCIO – DIA Longos corredores de mármore polido. Scarlett caminha ao lado de Nox. O corredor está vazio. SCARLETT: A praça ficou em silêncio depois de saíres. Nox continua a andar. NOX: Já estava em silêncio. SCARLETT: Sabes o que quero dizer. Uma pausa. SCARLETT (CONT.): Têm medo de te desapontar. A expressão de Nox endurece ligeiramente. NOX: Ainda bem. O medo impede que tudo se desfaça. Scarlett observa-o. SCARLETT: Era isso que querias? Medo? Nox para. Vira-se para ela. NOX: Eu queria ordem. SCARLETT: Há diferença. Um longo silêncio. NOX: Há? Scarlett não responde. Ele vira-se e continua. INT. SALA DE GUERRA – TARDE Um enorme mapa do mundo cobre o chão, gravado em prata e obsidiana. Reinos. Estradas. Rotas comerciais. Províncias. Tudo sob o seu símbolo. Nox está no centro. Aleric entra silenciosamente. ALERIC: Chamaste-me? Nox não se vira. NOX: Chamei? Aleric espera. Nox olha finalmente para ele. NOX (CONT.): Diz-me uma coisa, Aleric. Agora que acabou… agora que o mundo finalmente está em silêncio… estás feliz? A pergunta apanha-o desprevenido. ALERIC: Não tenho a certeza de que a felicidade tenha alguma coisa a ver com isto. Nox quase sorri. NOX: Uma resposta útil. Vazia. Mas útil. Aleric aproxima-se do mapa. ALERIC: Construíste o que disseste que ias construir. Não há guerras. Nenhum rei a lutar por território. Nenhuma aldeia queimada por causa de outra pessoa. Nox vira-se completamente. NOX: E, no entanto… Aleric sustenta o olhar. ALERIC: E, mesmo assim… é o mundo notável que sempre imaginaste. Silêncio. NOX: O poder não desaparece, Aleric. Move-se. Encontra outro lugar para existir. Agora… quero que me digas tudo o que sabes sobre Ariadne. EXT. VERITAS – DISTRITO INFERIOR – FIM DE TARDE O distrito inferior está mais limpo. Sem sujidade. Sem crime. Sem fome. Uma fila de trabalhadores recebe pão num posto público. Sem empurrões. Sem barulho. Uma idosa chega à frente. Recebe a ração com ambas as mãos e afasta-se imediatamente. Nox observa sob um arco de pedra. Scarlett ao lado. Aleric alguns passos atrás. SCARLETT: Não era isto que querias provar? Nox observa a fila. NOX: Ninguém passa fome. SCARLETT: Ninguém fala também. Criaste uma ditadura. Nox não responde. Um homem na fila olha para ele por demasiado tempo. Um guardião aproxima-se. Não agressivo. Pior. Controlado. GUARDIÃO: Olhos no chão. O homem obedece imediatamente. Nox observa. O maxilar aperta-se. NOX: Isto não foi o que eu construí. SCARLETT: Eu sei. O significado paira no ar. INT. APOSENTOS DE SCARLETT – NOITE Luz da lua atravessa cortinas vermelhas. Scarlett retira uma peça da armadura. Aleric está à janela. SCARLETT: Mal falaste hoje. ALERIC: Não tinha nada que valesse a pena dizer. Ela aproxima-se. ALERIC: Começo a achar que quase nada do que éramos antes ainda existe. Silêncio. SCARLETT: Então deixa morrer. Está no passado. ALERIC: Foi isso que fizeste? Ela fica imóvel. SCARLETT: Fiz o que tinha de fazer. ALERIC: Eu também. Silêncio pesado. SCARLETT: Arrependes-te? ALERIC: A cada minuto. Scarlett não responde. Porque entende. INT. SALA DO TRONO – MAIS TARDE Quase vazia. Nox está de pé. Um servo entra. SERVO: Meu senhor… houve outro incidente nas terras do sul. NOX: Que tipo de incidente? SERVO: Luzes estranhas sob a terra. Animais a recusar atravessar campos. Água a aquecer sem razão. Nox vira-se lentamente. NOX: Quente? SERVO: Sim. NOX: Sai. O servo sai apressado e um relâmpago negro percorre o chão sob o trono. Nox ajoelha-se. Toca na pedra. Ela vibra. O seu rosto escurece. INT. SALA DE REGISTOS – NOITE Filas de livros antigos. Nox move-se com propósito. Abre um armário antigo. Dentro: textos antigos. Stormfall. Lê. Para numa linha. MANUSCRITO: “Quando o recipiente se quebra, o fardo permanece. O que a tempestade carregava procurará nova saída.” NOX (baixo): Não… Outra linha: MANUSCRITO: “Se o excesso for impedido de se libertar, os antigos criadores responderão. E os responsáveis responderão no Purgatório.” Nox fecha o livro. Respira mais rápido. Pela primeira vez… medo. INT. OBSERVATÓRIO – NOITE Uma sala aberta ao céu. As estrelas… mais fracas. Aleric espera. ALERIC: O que aconteceu? NOX: Eu terminei o Stormfall. ALERIC: Eu sei. NOX: Mas… cometi um erro. Silêncio. NOX: Posso ter começado algo pior. ALERIC: Então resolve. NOX: Se soubesse como… já o tinha feito. Pausa. NOX: Confio em ti. ALERIC: Mais do que em ti próprio? NOX: Neste momento… sim. EXT. TELHADO DO PALÁCIO – PRÉ-AMANHECER A cidade dorme inquieta. Nox observa o horizonte. Scarlett e Aleric juntam-se. NOX: Cometi um erro. Parti algo. Silêncio. ALERIC: Então é culpa tua. NOX: É. Scarlett dá um passo. SCARLETT: Então vamos resolver. Juntos. Nox observa o céu rasgado ao longe. NOX: Vamos. Um trovão estranho ecoa sem tempestade e, pela primeira vez, Nox parece pequeno. Temporada 2, Episódio 4 - "Regresso a Casa"EXT. WILLOWFORD – MANHÃ A vila desperta. Há uma cadência meticulosa que domina cada recanto. As ruas, de calçada impecavelmente lavada, refletem a claridade do dia, enquanto as fachadas das casas exibem portadas de madeira com tinta fresca, cujas cores vibrantes denunciam um cuidado quase obsessivo com a aparência exterior. No centro da praça principal a estátua de NOX impõe-se. A sua presença é o ponto de convergência de todos os olhares, uma figura que, pela sua escala e sobriedade, parece observar a rotina da vila com uma indiferença imutável. SOREN, LYRA, ARIADNE e RONIN caminham pela rua principal. Ninguém os impede mas toda a gente repara. As pessoas olham. Depois desviam o olhar depressa demais. Soren absorve tudo sem dizer uma palavra. Ronin lança um olhar para a rua da ferraria. RONIN: Lar, doce lar. Lyra continua a olhar para a estátua. LYRA: Este lugar dá-me arrepios. Ariadne observa os habitantes da vila. ARIADNE: Então… esta é a tua terra, Soren? Soren fala finalmente. SOREN: Não. Isto não é casa. Já não. EXT. PRAÇA DE WILLOWFORD – CONTÍNUO Alguns habitantes tratam em silêncio das bancas do mercado. Fruta arrumada com precisão excessiva. Pão empilhado de forma demasiado perfeita. Um ESCRIVÃO DA VILA está sentado a uma mesa com livros de registo e papéis carimbados. Uma fila de pessoas espera pacientemente para receber pequenos pergaminhos. Ronin abranda. RONIN: Antes não estava aqui nada disto. Um HOMEM à frente deles recebe um pergaminho, acena e segue caminho sem protestar. Lyra observa. LYRA: O que é isto? O escrivão levanta os olhos. Reconhece-os imediatamente. A expressão muda: surpresa, medo, depois uma cortesia forçada. ESCRIVÃO: Registos de deslocação. Atribuições de trabalho. Certificações de ração. Uma pausa. ESCRIVÃO (CONT.): Bem-vindos de volta a Willowford. Soren aproxima-se. SOREN: Quem pediu isto? O escrivão lança um olhar nervoso à estátua. ESCRIVÃO: Ninguém pediu. Foi decretado. Soren fixa-o. SOREN: Por quem? O escrivão não responde. Nem precisa. Ronin pousa uma mão levemente no ombro de Soren. RONIN: Não aqui. Esse é um problema para outro dia. Soren recua. Continuam. EXT. RUA DA FERRARIA – MAIS TARDE Ronin guia-os até uma forja perto da extremidade da vila. A tabuleta ainda diz: THORNE & IRONWORKS Soren fica imóvel. A forja está mais limpa que antes. Ampliada. Mais organizada. Novas prateleiras de armazenamento. Uma carroça de entregas junto à entrada com selos carmesim estampados em todas as caixas. Ronin repara no olhar de Soren. RONIN: Tenho-a mantido a funcionar. Espero que não te importes. Soren não diz nada. Limita-se a fitar o nome da família por cima da porta. A espada de Hunter pende-lhe ao lado. Pesada. Ronin abre a porta. RONIN (CONT.): Anda. Entra antes que meia vila continue a fingir que não está a olhar para ti. INT. FORJA THORNE & IRONWORKS – DIA Luz quente. O cheiro familiar a carvão e ferro. Pela primeira vez em muito tempo, isto parece casa. Ferramentas penduradas nas paredes. Ferraduras a meio fazer. Uma forja ainda acesa. Uma bancada coberta de limalhas de metal. Lyra expira. LYRA: Está bem. Isto… tem mesmo a tua cara, Soren. E também a dele. Ronin quase sorri. RONIN: Porque tem. Passámos a maior parte da nossa infância dentro desta forja. Ariadne aproxima-se da janela, lançando um olhar para a estrada. Soren caminha mais para dentro da forja. Passa a mão pela bancada. Sem pó. Cuidada. Viva. SOREN: Mantiveste isto assim? RONIN: Alguém tinha de o fazer. Uma pausa. RONIN (CONT.): O teu irmão matava-me se eu deixasse este lugar apodrecer. A expressão de Soren muda por um segundo fugaz. Depois fecha-se de novo. LYRA: Onde vamos dormir? RONIN: Há espaço no andar de cima. Não é bonito, mas serve. Ariadne afasta-se da janela. ARIADNE: E a vila? Tem sido sempre assim desde…? O tom de Ronin escurece ligeiramente. RONIN: Desde que o mundo mudou? Sim. Ao princípio, as pessoas sentiram alívio. Sem lutas. Sem fome. Sem ataques. Depois vieram os registos, os horários, os guardiões… e toda a gente aprendeu a ficar calada. Lyra cruza os braços. LYRA: Isso parece miserável. Ronin encolhe os ombros. RONIN: Miserável é uma palavra simpática para descrever isto. Soren olha para a porta da forja. SOREN: Vou a casa. Ronin acena devagar. RONIN: Queres companhia? SOREN: Não. Obrigado mas não. Lyra dá um passo em frente. LYRA: Soren… SOREN: Eu disse que não. Sai. A porta da forja bate atrás dele. Silêncio. Ariadne olha para Lyra. ARIADNE: Ele não devia estar sozinho. Ronin solta o ar. RONIN: Neste momento, é o máximo que podemos fazer. Dar-lhe espaço. EXT. ESTRADA DO POMAR – TARDE Filas de macieiras ondulam ao vento. A estrada está silenciosa. Soren caminha sozinho em direção à sua casa. Cada passo mais lento do que o anterior. Chega ao portão. Para. A casa está onde sempre esteve. Inalterada. INT. CASA DOS THORNE – CONTÍNUO Imobilidade. A mesma mesa. As mesmas cadeiras. A mesma lareira fria. Soren entra como se estivesse a entrar numa sepultura. Vai até à cornija da lareira. O olhar percorre a divisão. Depois pousa na prateleira da cozinha. Uma caneca. A caneca de Hunter. Ainda ali. Soren pega nela. Roda-a nas mãos. Uma fenda na lateral. Uma de que se lembra de ter sido ele a causar há anos. Quase sorri. Depois pousa-a com demasiada força. Parte-se. O som corta o silêncio. Soren fixa os pedaços partidos. A respirar mais fundo agora. Ajoelha-se para os apanhar. Corta a mão. Não reage. Continua apenas a juntar os pedaços. EXT. PRAÇA DE WILLOWFORD – AO MESMO TEMPO Lyra e Ariadne atravessam a praça enquanto Ronin fala com um mercador ali perto. A vila move-se em redor delas num ritmo cuidadosamente medido. Um sino toca uma vez. Imediatamente, metade da praça muda de direção. Trabalhadores a deslocarem-se para novos postos. Crianças reunidas pelos professores. Bancas de mercado a fecharem em uníssono. Lyra observa, inquieta. LYRA: Eles agora fazem tudo por ordem? Uma MULHER que passa ouve-a. Baixa a cabeça. MULHER: Isso é melhor do que a alternativa. Continua a andar. Ariadne observa-a afastar-se. ARIADNE: Isto está tão errado. O olhar de Lyra pousa num pequeno quadro de avisos junto à praça. Horários afixados. Zonas de trabalho aprovadas. Recolheres obrigatórios. Horas de apresentação. E um título perturbador: DIRETIVAS DE HARMONIA PÚBLICA Lyra arranca uma. Ariadne segura-lhe o pulso. ARIADNE: Não. Não queremos meter estas pessoas em problemas. Lyra olha em volta. Vários habitantes da vila viram. Nenhum reage. Ela larga lentamente o papel. INT. FORJA THORNE & IRONWORKS – MAIS TARDE Ronin martela metal na bigorna. Faíscas sobem. Lyra está sentada à bancada, inquieta. Ariadne está por perto, a folhear um velho caderno que encontrou numa das prateleiras. LYRA: Odeio este lugar. RONIN: Não, não odeias. Lyra levanta os olhos. RONIN (CONT.): Odeias que este lugar te faça pensar nele. Uma pausa. Lyra recosta-se. LYRA: Qual é a diferença? Ronin pousa o martelo. RONIN: Uma grande diferença. Ariadne levanta os olhos do caderno. ARIADNE: Também houve perturbações mágicas fora da vila. Na estrada. No rio. Ronin franze o sobrolho. RONIN: Já ouvi coisas. Lyra vira-se. LYRA: Que coisas? Ronin limpa as mãos a um pano. RONIN: Gado a comportar-se de forma estranha. Poços a aquecerem de um dia para o outro. Luzes debaixo dos campos. Pessoas a dizer que o chão vibra se se ficar quieto tempo suficiente. Ariadne absorve cada palavra. ARIADNE: Está a espalhar-se. Lyra olha para a porta. Para onde Soren foi. LYRA: Ótimo. Portanto o mundo está prestes a implodir e o Soren está a perder o controlo. Ronin não responde. Porque ela tem razão. EXT. CASA DOS THORNE – PÔR DO SOL O céu arde em dourado e vermelho. Soren está sentado nos degraus da varanda. Os pedaços da caneca partida ao lado dele. Uma ligadura mal atada em volta da mão. Ronin aproxima-se pela estrada, com duas garrafas. Senta-se ao lado dele sem pedir licença. Oferece-lhe uma. Soren aceita. Um longo silêncio. Depois… RONIN: Sabes, da primeira vez que passei por aqui, o teu irmão quase me expulsou por eu tentar “melhorar” a organização da forja. Soren solta um pequeno som pelo nariz. Não é um riso. Mas quase. RONIN (CONT.): Disse que, se eu mudasse mais uma ferramenta sem autorização, me partia a mão. Soren olha em frente. SOREN: Soa mesmo a ele. Uma pausa. RONIN: Queres falar sobre isso? SOREN: Não. Ronin acena. Bebe. RONIN: Justo. Mais silêncio. SOREN: Parti a caneca dele. Ronin olha para os pedaços espalhados. O maxilar de Soren aperta-se. SOREN: Voltei aqui a pensar que talvez… não sei. Talvez alguma coisa fosse parecer igual. Agarra a garrafa com mais força. SOREN (CONT.): Mas não parece. Ronin observa a estrada em frente. RONIN: Porque não é. Soren olha para ele. A voz de Ronin mantém-se calma. RONIN (CONT.): Tu já sabias que voltar a casa não o ia trazer de volta. SOREN: Ele não merecia isto. Soren desvia o olhar. SOREN: Eu quero o meu irmão de volta. Aquilo fica entre eles. Cru. Ronin não suaviza. Nem tenta. RONIN: Eu também, Soren. Eu também. Silêncio outra vez. O sol desce. EXT. PRAÇA DE WILLOWFORD – NOITE Lanternas brilham suavemente em redor da praça. A estátua de Nox impõe-se na escuridão. Um pequeno grupo de habitantes da vila está diante dela. Em silêncio. Imóveis. Não é adoração. Não exatamente. É apenas presença obrigatória. Um FUNCIONÁRIO local lê de um pergaminho e afirma: O recolher obrigatório começa ao segundo toque. A produção atribuída recomeça ao amanhecer. As inspeções de harmonia continuarão durante a semana. A multidão ouve sem expressão. Soren, Lyra, Ariadne e Ronin estão na margem da praça, a observar. LYRA: Diz-me, por favor, que isto não é normal. RONIN: Agora é. Eu nem sequer apanhei muito disto. Estive fora, lembras-te? O funcionário continua. FUNCIONÁRIO: Qualquer deslocação não autorizada para além das estradas designadas deve ser comunicada. Qualquer fenómeno mágico invulgar deve ser imediatamente comunicado ao gabinete distrital. Isso chama a atenção de Ariadne. ARIADNE: Eles sabem. Ronin acena ligeiramente. O funcionário enrola o pergaminho. FUNCIONÁRIO: A ordem protege-nos. A obediência preserva-nos. A multidão repete. Sem emoção. Como uma oração sem fé. MULTIDÃO: A ordem protege-nos. A obediência preserva-nos. O rosto de Soren endurece. Olha para a estátua. Para as pessoas. Para a vila onde cresceu. Alguma coisa começa finalmente a estalar por baixo da dormência. Não de forma ruidosa. Mas o suficiente. Lyra repara. LYRA: Soren… Ele não responde. O segundo sino toca. A praça esvazia-se imediatamente. As pessoas dispersam em todas as direções sem dizer uma palavra. Em poucos segundos, a praça está quase vazia. Só a estátua permanece. A observar. Ariadne vira-se para Ronin. ARIADNE: Estas pessoas estão presas. Ronin mantém os olhos nas ruas. RONIN: Acho que estamos todos presos. Soren dá um passo em frente para a praça vazia. Para na base da estátua. Olha para cima. A espada de Hunter na mão. Lyra fica tensa. LYRA: Soren, não… Ele não a ergue. Não grita. Limita-se a olhar. Uma longa pausa. SOREN: Amanhã começamos a consertar esta vila. Lyra e Ariadne trocam um olhar. Ronin observa-o com atenção. Há propósito em Soren agora. Mas não há paz. Ainda não. Por cima deles, nuvens passam devagar sobre a lua. A estátua projeta uma longa sombra sobre a praça vazia. E Soren está mesmo no meio dela. Coberto de escuridão. FIM DO DUPLO EPISÓDIO Spoiler quem não quiser ser mencionado que nos diga @Lee @ilovetv.2008 @InesMig @Patiño @Diogo O. @Luisão @Fernando @Throne @Romy Editado 24 de setembro por Angel-O 3 Citar
Angel-O Postado 8 de outubro Postado 8 de outubro Por motivos de força maior (fruto do nosso @zeferovic14 estar com uns problemas de saúde), e visto que a série foi toda ela escrita por ele e apenas revista por mim, não faz sentido continuar a publicação da restante temporada até que ele esteja recuperado. Assim, e já que a série carrega uma vibe meio dark, decidimos adiar (provisoriamente) os capítulos em falta para a altura do Halloween. Está difícil mas isto vai lá STORMEREBREVEMENTE NOVOS EPISÓDIOS 1 Citar
ilovetv.2008 Postado 8 de outubro Postado 8 de outubro há 1 hora, Angel-O disse: Por motivos de força maior (fruto do nosso @zeferovic14 estar com uns problemas de saúde), e visto que a série foi toda ela escrita por ele e apenas revista por mim, não faz sentido continuar a publicação da restante temporada até que ele esteja recuperado. Assim, e já que a série carrega uma vibe meio dark, decidimos adiar (provisoriamente) os capítulos em falta para a altura do Halloween. Está difícil mas isto vai lá STORMEREBREVEMENTE NOVOS EPISÓDIOS As melhoras para ele. Citar
Posts Recomendados
Junta-te a nós!
Podes agora comentar e registar-te depois. Se tens uma conta, Entra para responderes com a tua conta.
Note: Your post will require moderator approval before it will be visible.