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Posted (edited)
há 6 minutos, InesMig disse:
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Tive de ler hoje (spoilrentos)

Muito inteligente. :riso:
Descobriste 1 das 3 maiores twists desta temporada. :adoro:

Edited by zeferovic14
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há 9 minutos, zeferovic14 disse:

Muito inteligente. :riso:
Descobriste 1 das 3 maiores twists desta temporada. :adoro:

Será que as outras 2 são as minhas outras, para já, duas teorias?!?

  • Shock 1
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há 11 minutos, InesMig disse:

Será que as outras 2 são as minhas outras, para já, duas teorias?!?

Veremos. :obrigado:
A próxima semana será mais tranquila com dois episódios mais de rescaldo.

E depois as últimas duas semanas vai ser sempre a bombar.

Amanhã revelo os nomes dos episódios 11 e 12!

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há 6 horas, zeferovic14 disse:

Revelação dos títulos dos episódios 11 e 12! :clink:

Episódio 11 - "O Que Resta de Nóse  Episódio 12 - "Nox"

Já percebi o porquê do sigilo do nome destes episódios... e adorei o trocadilho do primeiro nome! :adoro:

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há 17 minutos, ilovetv.2008 disse:

Já percebi o porquê do sigilo do nome destes episódios... e adorei o trocadilho do primeiro nome! :adoro:

Vêm aí, no episódio 12, mais um episódio daqueles que adoras. Lá vêm o último episódio de flashback da temporada. :mico:

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Uma pergunta talvez nada inocente...

O que preferiam receber depois do final da 1a Temporada de Stormere (vão receber as duas mas é só para saber o que preferem primeiro): a 2a Temporada de Stormere (16 episódios) ou uma história isolada / prequela de uma das personagens da série principal (8 episódios).

Deixem as vossas opiniões. Revelarei mais sobre a prequela após o final da 1a temporada de Stormere.

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Eu voto na opção "uma história isolada / prequela de uma das personagens da série principal (8 episódios)", para haver um break entre as 2 Temporadas

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há 45 minutos, InesMig disse:

Eu voto na opção "uma história isolada / prequela de uma das personagens da série principal (8 episódios)", para haver um break entre as 2 Temporadas

As duas já estão escritas e prontas ahah

É mesmo só uma questão de calendário. :adoro:

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há 4 horas, InesMig disse:

Eu voto na opção "uma história isolada / prequela de uma das personagens da série principal (8 episódios)", para haver um break entre as 2 Temporadas

De qualquer das formas entre as duas temporadas vai haver pausa já que vamos ter, no atv direct, o "Secret Story:yes:

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STORMERE

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Temporada 1, Episódio 11 - "O Que Resta de Nós"

 

ATO DOIS – “AS CONSEQUÊNCIAS”

EXT. FALÉSIA – AMANHECER

Uma luz cinzenta cobre as falésias, pesada, quase sólida, como se o próprio ar tivesse ficado mais denso depois da tempestade. O vento sopra em rajadas intermitentes, trazendo o cheiro acre de ozono misturado com terra chamuscada e algo mais indefinível: um resquício metálico, talvez químico, talvez outra coisa que ninguém quer nomear.

A tempestade passou mas os estragos ficaram. Árvores partidas ao meio jazem de través no caminho, algumas ainda fumegando em silêncio. Rochas negras, rachadas pelo calor súbito, soltam pequenos estalidos ao arrefecerem. O chão continua queimado onde NOX desapareceu: um círculo irregular de terra vitrificada, negra e brilhante em alguns pontos, opaca e pulverulenta noutros. No centro exato dessa cicatriz, o símbolo dele, aquele traço angular, quase runa, quase ferida, ainda se distingue, mas está a desaparecer. As linhas que antes pareciam cortadas a laser na pedra agora desfazem-se lentamente, como se o próprio chão estivesse a absorvê-las, a apagá-las, a reclamar o que restava dele.

O grupo está espalhado, distante uns dos outros, cada um preso no seu próprio silêncio. Ninguém fala. O vazio entre eles é mais ruidoso do que qualquer grito poderia ser.

Hunter permanece de pé à beira da marca, as botas plantadas mesmo na borda do círculo negro. Não se mexe há minutos. Os olhos fixos no chão, mas não parece realmente ver; é como se estivesse a olhar através da terra, para algum lugar muito mais fundo. O maxilar está tão tenso que os músculos do pescoço se destacam em cordas. As mãos, fechadas em punhos ao lado do corpo, tremem de leve, não de frio, mas de algo que ele ainda não conseguiu nomear. Raiva? Culpa? Perda? Talvez tudo ao mesmo tempo.

Lyra observa-o de alguns metros de distância, o capuz caído para trás, o cabelo colado à testa pela humidade que sobrou da chuva. Tem os braços cruzados com força sobre o peito, como se estivesse a segurar-se a si própria para não avançar. Os olhos dela não desgrudam de Hunter; há preocupação ali, sim, mas também uma espécie de medo contido, o medo de quem já viu alguém quebrar e sabe que o estilhaçar pode ser silencioso. Ela abre a boca uma vez, como se fosse dizer qualquer coisa, mas as palavras morrem antes de saírem. Engole em seco. Volta a cruzar os braços ainda mais apertado.

Soren anda de um lado para o outro como um animal enjaulado, passos curtos e rápidos, quase mecânicos. As botas esmagam cinza e pedaços de pedra solta a cada volta. A mão direita não para quieta: abre e fecha, abre e fecha, os nós dos dedos brancos de tanto apertar. De vez em quando solta um sopro curto e irritado pelo nariz, quase um rosnado. Não olha para ninguém. Os olhos varrem o horizonte, as falésias, o mar lá em baixo que ainda se agita com restos da tempestade, mas não há foco real neles. É como se precisasse de se manter em movimento para não explodir.

Ariadne mantém o manto apertado contra o corpo com as duas mãos, os dedos crispados na lã grossa e molhada. O capuz está puxado para a frente, escondendo metade do rosto, mas os olhos brilham lá de dentro, inquietos, saltando de um lado para o outro. Primeiro para o círculo queimado, depois para Hunter, depois para o céu cinzento que não promete nada de bom. Respira depressa, superficial, como se o ar doesse ao entrar. De vez em quando os lábios mexem-se em silêncio, formando palavras que ninguém ouve — talvez uma prece, talvez um palavrão, talvez só o nome dele.

Aleric é o único que está no chão. Ajoelhou-se mesmo na borda da marca. O silêncio estica-se, cortado apenas pelo vento, pelo mar distante e pelos pequenos estalos da terra que ainda arrefece.

E o símbolo, no centro de tudo, continua a apagar-se, linha a linha, como se o próprio mundo estivesse a tentar esquecer.

     ALERIC (baixo, vazio): Treinei com homens que eram peritos em esconder monstros por detrás de vidas normais… e mesmo assim não o vi…

Nenhuma resposta.

Hunter vira-se.

     HUNTER: Vamos!

Soren para.

     SOREN: É só isso? O Kael revela-se como o psicopata do fim do mundo que andávamos a tentar evitar e nós… seguimos caminho?

     HUNTER: O que queres, Soren? Que eu comece aos gritos? Que ataque o vento? Que me revolte aqui?

     SOREN: Sim! É claro que sim! Quero que estejas furioso! Quero que queiras vingança! ELE FEZ-NOS DE PARVOS. Vai destruir tudo se nós não… sabes o que quero? Quero sangue!

Hunter aproxima-se, olhar duro.

     HUNTER: Eu também quero vingança. Mas não vou deixar que o ódio me cegue… porque se o fizermos, o que nos distingue dele?

Silêncio. Soren desvia o olhar.

     LYRA: O Deserto de Cristal fica a um dia de caminho se não pararmos muito. Ainda conseguimos.

     ARIADNE: Mas… se ele já lá estiver… é inútil.

A frase fica no ar.

Começam a caminhar.

EXT. ESTRADA COSTEIRA – DIA

A estrada é longa. Silenciosa. O vento traz sal e inquietação.

Hunter vai à frente. Depressa demais.

Lyra alcança-o.

     LYRA: Tens andado sozinho. Não precisas de te culpar por isto.

     HUNTER: Preciso. Isto é culpa minha.

Ela agarra-lhe o braço.

     LYRA: Tu não sabias. Nenhum de nós sabia.

     HUNTER: Esse é o problema. Eu devia ter sabido. Fui eu que confiei nele.

     LYRA: Isso não faz disto culpa tua. Nenhum de nós viu isto a chegar. Precisamos de nos manter unidos se quisermos ter alguma hipótese.

Ele olha para ela, quase a ceder… depois afasta-se com cuidado.

     HUNTER: Preciso de ficar sozinho um bocado.

Ela deixa-o ir.

EXT. POSTO ABANDONADO – FIM DE TARDE

Param num abrigo de pedra em ruínas. Meio teto. Nenhum conforto.

Soren afia a lâmina com agressividade.

     ARIADNE (distante): Porque é que eu não vi?

Aleric levanta o olhar.

     ALERIC: O quê?

     ARIADNE: As estrelas… não me mostraram a verdade.

Pressiona as têmporas.

     ARIADNE: Assusta-me… e se… as estrelas me abandonaram?

Soren solta um riso seco.

     SOREN: Parabéns. Ele enganou-nos a todos. Somos todos uns idiotas.

     ARIADNE: Curioso… o único idiota que vejo está sentado ao meu lado.

Aleric levanta-se.

     ALERIC: Chega. Virarmo-nos uns contra os outros é exatamente o que ele quer.

     SOREN: Poupa-me. Se queres essa conversa de união, vai incomodar outra pessoa.

Hunter explode.

     HUNTER: CHEGA!

Todos ficam imóveis.

     HUNTER (CONT’D): Se continuarmos a destruir-nos agora, não chegamos sequer à costa. É simples. Por isso parem de agir como crianças e concentrem-se no que temos de fazer.

Num pesado silêncio prosseguem.

EXT. FOGUEIRA – NOITE

Uma fogueira fraca luta contra o vento.

Comem em silêncio.

Lyra senta-se ao lado de Hunter. Desta vez, ele não se afasta.

     LYRA (baixo): Quando isto acabar… seja lá o que “acabar” signifique… não desapareças. Por favor.

Ele suspira.

     HUNTER: Não posso prometer isso… nem sei quem vou ser depois disto.

Ela aproxima-se.

     LYRA: Então decide lutar por nós.

     HUNTER: Vou tentar. Tens a minha palavra.

Do outro lado do fogo, Ariadne observa, inveja misturada com medo. Aleric encara as chamas, assombrado.

EXT. DESERTO DE CRISTAL – AMANHECER

O sol nasce.

A cidade do Deserto de Cristal estende-se diante deles: torres de vidro, pedra pálida, calor ondulante.

Bela. Implacável.

Ninguém reage de imediato.

     SOREN: Então é aqui que tudo corre mal.

Hunter acena.

     HUNTER: Ou onde o paramos. De vez.

     ARIADNE: É aqui. Onde Stormfall vai acontecer.

Lyra aperta a mão de Hunter.

     ALERIC: Seja o que vier a seguir… enfrentamo-lo juntos. Foi um prazer fazer isto convosco.

Ficam ali, pequenos perante o que se aproxima. O vento uiva na areia.

FIM DO EPISÓDIO

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Alô @Angel-O e @zeferovic14,

Confesso que ainda não tive grande tempo para ler isto :triste_teresa:.

Tenho estado focado nas aulas e a minha própria vida pessoal está bem ocupada, até agora nas férias escolares. :nervouser2:

Mas entretanto, espero conseguir arranjar tempo (de qualidade) para ler isto a eito e dar um feedback. :yes:

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há 4 minutos, brunooo disse:

Alô @Angel-O e @zeferovic14,

Confesso que ainda não tive grande tempo para ler isto :triste_teresa:.

Tenho estado focado nas aulas e a minha própria vida pessoal está bem ocupada, até agora nas férias escolares. :nervouser2:

Mas entretanto, espero conseguir arranjar tempo (de qualidade) para ler isto a eito e dar um feedback. :yes:

Não te preocupes. A série estará sempre aqui para quando tiveres tempo :adoro:

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Hoje é 1 de abril… Dia das Mentiras mas esta edição do Secret Story aTV é tudo MENOS uma brincadeira. Amanhã abrimos oficialmente as inscrições e atenção: os concorrentes desta temporada vão ser submetidos a um casting bastante exigente. Só aqueles capazes de viver com o destino cruzado a outro desde o primeiro minuto, onde cada aliança, cada traição e cada segredo já vem entrelaçado, vão ser aceites.

Aqui nada é por acaso ;)

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há 1 hora, zeferovic14 disse:

STORMERE

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Temporada 1, Episódio 11 - "O Que Resta de Nós"

 

ATO DOIS – “AS CONSEQUÊNCIAS”

EXT. FALÉSIA – AMANHECER

Uma luz cinzenta cobre as falésias, pesada, quase sólida, como se o próprio ar tivesse ficado mais denso depois da tempestade. O vento sopra em rajadas intermitentes, trazendo o cheiro acre de ozono misturado com terra chamuscada e algo mais indefinível: um resquício metálico, talvez químico, talvez outra coisa que ninguém quer nomear.

A tempestade passou mas os estragos ficaram. Árvores partidas ao meio jazem de través no caminho, algumas ainda fumegando em silêncio. Rochas negras, rachadas pelo calor súbito, soltam pequenos estalidos ao arrefecerem. O chão continua queimado onde NOX desapareceu: um círculo irregular de terra vitrificada, negra e brilhante em alguns pontos, opaca e pulverulenta noutros. No centro exato dessa cicatriz, o símbolo dele, aquele traço angular, quase runa, quase ferida, ainda se distingue, mas está a desaparecer. As linhas que antes pareciam cortadas a laser na pedra agora desfazem-se lentamente, como se o próprio chão estivesse a absorvê-las, a apagá-las, a reclamar o que restava dele.

O grupo está espalhado, distante uns dos outros, cada um preso no seu próprio silêncio. Ninguém fala. O vazio entre eles é mais ruidoso do que qualquer grito poderia ser.

Hunter permanece de pé à beira da marca, as botas plantadas mesmo na borda do círculo negro. Não se mexe há minutos. Os olhos fixos no chão, mas não parece realmente ver; é como se estivesse a olhar através da terra, para algum lugar muito mais fundo. O maxilar está tão tenso que os músculos do pescoço se destacam em cordas. As mãos, fechadas em punhos ao lado do corpo, tremem de leve, não de frio, mas de algo que ele ainda não conseguiu nomear. Raiva? Culpa? Perda? Talvez tudo ao mesmo tempo.

Lyra observa-o de alguns metros de distância, o capuz caído para trás, o cabelo colado à testa pela humidade que sobrou da chuva. Tem os braços cruzados com força sobre o peito, como se estivesse a segurar-se a si própria para não avançar. Os olhos dela não desgrudam de Hunter; há preocupação ali, sim, mas também uma espécie de medo contido, o medo de quem já viu alguém quebrar e sabe que o estilhaçar pode ser silencioso. Ela abre a boca uma vez, como se fosse dizer qualquer coisa, mas as palavras morrem antes de saírem. Engole em seco. Volta a cruzar os braços ainda mais apertado.

Soren anda de um lado para o outro como um animal enjaulado, passos curtos e rápidos, quase mecânicos. As botas esmagam cinza e pedaços de pedra solta a cada volta. A mão direita não para quieta: abre e fecha, abre e fecha, os nós dos dedos brancos de tanto apertar. De vez em quando solta um sopro curto e irritado pelo nariz, quase um rosnado. Não olha para ninguém. Os olhos varrem o horizonte, as falésias, o mar lá em baixo que ainda se agita com restos da tempestade, mas não há foco real neles. É como se precisasse de se manter em movimento para não explodir.

Ariadne mantém o manto apertado contra o corpo com as duas mãos, os dedos crispados na lã grossa e molhada. O capuz está puxado para a frente, escondendo metade do rosto, mas os olhos brilham lá de dentro, inquietos, saltando de um lado para o outro. Primeiro para o círculo queimado, depois para Hunter, depois para o céu cinzento que não promete nada de bom. Respira depressa, superficial, como se o ar doesse ao entrar. De vez em quando os lábios mexem-se em silêncio, formando palavras que ninguém ouve — talvez uma prece, talvez um palavrão, talvez só o nome dele.

Aleric é o único que está no chão. Ajoelhou-se mesmo na borda da marca. O silêncio estica-se, cortado apenas pelo vento, pelo mar distante e pelos pequenos estalos da terra que ainda arrefece.

E o símbolo, no centro de tudo, continua a apagar-se, linha a linha, como se o próprio mundo estivesse a tentar esquecer.

     ALERIC (baixo, vazio): Treinei com homens que eram peritos em esconder monstros por detrás de vidas normais… e mesmo assim não o vi…

Nenhuma resposta.

Hunter vira-se.

     HUNTER: Vamos!

Soren para.

     SOREN: É só isso? O Kael revela-se como o psicopata do fim do mundo que andávamos a tentar evitar e nós… seguimos caminho?

     HUNTER: O que queres, Soren? Que eu comece aos gritos? Que ataque o vento? Que me revolte aqui?

     SOREN: Sim! É claro que sim! Quero que estejas furioso! Quero que queiras vingança! ELE FEZ-NOS DE PARVOS. Vai destruir tudo se nós não… sabes o que quero? Quero sangue!

Hunter aproxima-se, olhar duro.

     HUNTER: Eu também quero vingança. Mas não vou deixar que o ódio me cegue… porque se o fizermos, o que nos distingue dele?

Silêncio. Soren desvia o olhar.

     LYRA: O Deserto de Cristal fica a um dia de caminho se não pararmos muito. Ainda conseguimos.

     ARIADNE: Mas… se ele já lá estiver… é inútil.

A frase fica no ar.

Começam a caminhar.

 

EXT. ESTRADA COSTEIRA – DIA

A estrada é longa. Silenciosa. O vento traz sal e inquietação.

Hunter vai à frente. Depressa demais.

Lyra alcança-o.

     LYRA: Tens andado sozinho. Não precisas de te culpar por isto.

     HUNTER: Preciso. Isto é culpa minha.

Ela agarra-lhe o braço.

     LYRA: Tu não sabias. Nenhum de nós sabia.

     HUNTER: Esse é o problema. Eu devia ter sabido. Fui eu que confiei nele.

     LYRA: Isso não faz disto culpa tua. Nenhum de nós viu isto a chegar. Precisamos de nos manter unidos se quisermos ter alguma hipótese.

Ele olha para ela, quase a ceder… depois afasta-se com cuidado.

     HUNTER: Preciso de ficar sozinho um bocado.

Ela deixa-o ir.

 

EXT. POSTO ABANDONADO – FIM DE TARDE

Param num abrigo de pedra em ruínas. Meio teto. Nenhum conforto.

Soren afia a lâmina com agressividade.

     ARIADNE (distante): Porque é que eu não vi?

Aleric levanta o olhar.

     ALERIC: O quê?

     ARIADNE: As estrelas… não me mostraram a verdade.

Pressiona as têmporas.

     ARIADNE: Assusta-me… e se… as estrelas me abandonaram?

Soren solta um riso seco.

     SOREN: Parabéns. Ele enganou-nos a todos. Somos todos uns idiotas.

     ARIADNE: Curioso… o único idiota que vejo está sentado ao meu lado.

Aleric levanta-se.

     ALERIC: Chega. Virarmo-nos uns contra os outros é exatamente o que ele quer.

     SOREN: Poupa-me. Se queres essa conversa de união, vai incomodar outra pessoa.

Hunter explode.

     HUNTER: CHEGA!

Todos ficam imóveis.

     HUNTER (CONT’D): Se continuarmos a destruir-nos agora, não chegamos sequer à costa. É simples. Por isso parem de agir como crianças e concentrem-se no que temos de fazer.

Num pesado silêncio prosseguem.

 

EXT. FOGUEIRA – NOITE

Uma fogueira fraca luta contra o vento.

Comem em silêncio.

Lyra senta-se ao lado de Hunter. Desta vez, ele não se afasta.

     LYRA (baixo): Quando isto acabar… seja lá o que “acabar” signifique… não desapareças. Por favor.

Ele suspira.

     HUNTER: Não posso prometer isso… nem sei quem vou ser depois disto.

Ela aproxima-se.

     LYRA: Então decide lutar por nós.

     HUNTER: Vou tentar. Tens a minha palavra.

Do outro lado do fogo, Ariadne observa, inveja misturada com medo. Aleric encara as chamas, assombrado.

 

EXT. DESERTO DE CRISTAL – AMANHECER

O sol nasce.

A cidade do Deserto de Cristal estende-se diante deles: torres de vidro, pedra pálida, calor ondulante.

Bela. Implacável.

Ninguém reage de imediato.

     SOREN: Então é aqui que tudo corre mal.

Hunter acena.

     HUNTER: Ou onde o paramos. De vez.

     ARIADNE: É aqui. Onde Stormfall vai acontecer.

Lyra aperta a mão de Hunter.

     ALERIC: Seja o que vier a seguir… enfrentamo-lo juntos. Foi um prazer fazer isto convosco.

Ficam ali, pequenos perante o que se aproxima. O vento uiva na areia.

FIM DO EPISÓDIO

Excelente episódio e com uma bela lição: juntos somos mais fortes. Resta agora saber até quando... suspeito que está para breve a rutura da união, mas veremos...

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há 1 minuto, ilovetv.2008 disse:

Excelente episódio e com uma bela lição: juntos somos mais fortes. Resta agora saber até quando... suspeito que está para breve a rutura da união, mas veremos...

O episódio desta noite será o último episódio de flashbacks da temporada... e na próxima semana, mais vale nem dizer nada porque nada será o mesmo. :susto:

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há 1 minuto, zeferovic14 disse:

O episódio desta noite será o último episódio de flashbacks da temporada... e na próxima semana, mais vale nem dizer nada porque nada será o mesmo. :susto:

Ui ui... promete... será um episódio temático com a Ressurreição de alguém ou dos seus respectivos flashbacks?

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há 23 minutos, ilovetv.2008 disse:

Ui ui... promete... será um episódio temático com a Ressurreição de alguém ou dos seus respectivos flashbacks?

Eu vou revelar o nome dos episódios da próxima semana (apesar de já se saber o nome do Ep13)...

A ressurreição? Mas morreu alguém? :riso:

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há 8 minutos, zeferovic14 disse:

Eu vou revelar o nome dos episódios da próxima semana (apesar de já se saber o nome do Ep13)...

A ressurreição? Mas morreu alguém? :riso:

Até agora, não, mas nunca se sabe... pode morrer e ao terceiro dia ressuscitar :abismado4:

  • LOL 2
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STORMERE

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Temporada 1, Episódio 12 - "Nox"

INT. FORTALEZA DO NOX – SALA DE GUERRA – NOITE (PRESENTE)

Um salão gigante coberto de obsidiana, escavada na própria montanha. Runas brilham suavemente nas paredes, pulsando como um batimento cardíaco.

No centro: NOX. Sem armadura. Sem coroa. Apenas o rosto de Kael, mais calmo do que alguma vez o vimos.

Um enorme mapa do mundo flutua diante dele, fragmentos de luz a moverem-se como se estivessem vivos. Uma região pulsa: O DESERTO DE CRISTAL.

Nox observa. Em silêncio.

     NOX: Uma nova era aproxima-se… O mundo vai pagar pelo que me fez.

Os seus dedos percorrem o mapa. Devagar, quase com reverência, como se a pele pudesse sentir as montanhas, os rios, as estradas que já não existem ou que talvez nunca tenham existido da forma como estão desenhadas. O papel é antigo, amarelado nas bordas, com vincos profundos.

EXT. VERITA – BAIXA DA CIDADE – DIA (ANOS ANTES)

Chuva torrencial.

Um JOVEM KAEL (12) corre por ruas estreitas, segurando uma pequena bolsa. Magro. Exausto.

Gritos ecoam atrás dele.

     MERCADOR (O.S.): LADRÃO! PAREM-NO!

Kael vira uma esquina, BAM, choca contra um guarda. Cai com força. A bolsa abre-se.

Dentro: pão. Apenas pão.

O guarda agarra-o com brutalidade.

     GUARDA: Ora, ora… a roubar outra vez?

Kael não responde. O guarda dá-lhe uma bofetada. Kael cai na pedra.

     NOX (Voice Over): É isto a que chamam justiça neste mundo. Preferem ver uma criança morrer de fome do que ajudá-la.

INT. TRIBUNAL DE VERITA – DIA

Um salão enorme. Mármore. Ouro. Imaculado.

Kael está sozinho diante de uma plataforma elevada. Nobres cochicham. Um JUIZ mal olha para ele.

     JUIZ: Ordem! Kael, esta é a tua terceira infração. Não me deixas escolha senão condenar-te a seis anos de trabalhos forçados nas pedreiras nos arredores da cidade.

Os olhos de Kael arregalam-se.

     KAEL: Eu tinha fome! O que é que eu devia fazer? Peço ajuda vezes sem conta e ninguém me ajuda. O sistema está partido… e vocês fingem que não veem.

Silêncio.

O martelo bate.

EXT. PEDREIRAS – NOITE

Kael, agora MAIS VELHO (16), carrega pedra com dezenas de outros. Mãos ensanguentadas. Corpos destruídos.

Um rapaz cai ao lado dele. Não se mexe.

Ninguém ajuda e o guarda não tarda em passar por cima do corpo.

     GUARDA: Parece que alguém não servia para isto. E vocês sabem o que acontece quando caem… MAIS TEMPO NAS PEDREIRAS!

Kael observa enquanto algo endurece o seu olhar.

     NOX (V.O.): Este é o mundo em que vivemos. Onde os pobres e fracos são destruídos, pedaço a pedaço… até não restar nada.

INT. DORMITÓRIO DAS PEDREIRAS – NOITE

Kael está sozinho, a gravar símbolos numa pedra: runas rudimentares.

Um PRISIONEIRO MAIS VELHO observa.

     PRISIONEIRO: Não devias fazer isso.

     KAEL: Porquê?

     PRISIONEIRO: Mexer com runas sem treino é perigoso. Vais destruir-te… e a todos à tua volta.

Kael hesita por um segundo.

Continua a gravar.

EXT. PEDREIRA – DIA

Desabamento. Caos. Gritos.

Kael fica preso sob os escombros. Não consegue respirar. A escuridão fecha-se.

Algo responde.

As runas que ele gravou acendem-se, instáveis.

A pedra move-se.

Kael rasteja para fora enquanto o terreno se molda à sua volta.

Todos olham, aterrorizados.

O capataz puxa da espada.

     GUARDA (com medo): Matem-no. Antes que nos mate a todos.

Kael foge.

EXT. ARREDORES DE VERITA – NOITE

Kael cambaleia pela floresta. Cai.

Uma sombra aproxima-se.

Nem cruel. Nem gentil. Apenas… curiosa.

O ARQUIVISTA (50s), de túnica, ajoelha-se ao lado dele.

     ARQUIVISTA: Foste tu que usaste runas para mover a terra, não foste? Consigo sentir a energia primordial a emanar de ti.

Kael não responde.

     ARQUIVISTA: Há algo… incrivelmente poderoso em ti.

Pausa.

     ARQUIVISTA: Vem comigo. Posso ajudar-te a fugir desses lunáticos… e a transformar esse poder em algo extraordinário.

Kael vai com ele.

INT. SANTUÁRIO DO ARQUIVO – ANOS DEPOIS

Kael, agora nos seus 20 e poucos anos, estuda textos antigos. Runas flutuam no ar, obedecendo-lhe.

O Arquivista observa, impressionado.

     ARQUIVISTA: É notável o quanto cresceste nestes últimos anos. Um poder como o teu atravessa gerações. Estás destinado a fazer grandes coisas… de uma forma ou de outra.

     KAEL: O que quer dizer com isso?

     ARQUIVISTA: Tu, e só tu, tens o poder e a vontade para transformar este mundo numa utopia gloriosa… ou num inferno de morte e guerra.

Kael observa um mapa de reinos fragmentados.

     KAEL: E se o mundo em que vivemos já for um mundo em guerra?

Silêncio.

INT. ARQUIVO – NOITE

Kael lê textos proibidos.

Uma palavra repete-se: STORMFALL

Lê cada vez mais rápido. Obcecado.

     NOX (V.O.): Nunca quis usar Stormfall como uma arma. Era uma ferramenta… para remodelar este mundo em algo… extraordinário.

Visões: um mundo refeito, guerras apagadas, fronteiras inexistentes. E Kael acima de tudo.

     NOX (V.O.): Um desejo. Um novo amanhecer.

EXT. PÁTIO DO ARQUIVO – NOITE

Kael confronta o Arquivista.

     KAEL: Porque escondeste de mim os documentos sobre o Stormfall?

     ARQUIVISTA: Porque já vi o que a lenda de Stormfall faz às pessoas. E alguém com o teu poder… pode ser corrompido.

     KAEL: Mas o Stormfall é exatamente o que precisamos para criar a utopia de que falaste! Eu quero fazer isto… EU PRECISO de fazer isto.

     ARQUIVISTA: Não, rapaz. Isso não vai criar essa utopia. Vais trazer morte e destruição. Foi por isso que o escondi.

O rosto de Kael endurece.

     KAEL: Então até tu… a pessoa que devia proteger-me… mentiu-me? Nunca pensaste em ser honesto? Porque, para ser sincero… um inferno na Terra parece-me cada vez mais apelativo.

O chão treme.

INT. ARQUIVO – MOMENTOS DEPOIS

Fogo. Pedra a ruir.

Kael está no meio da destruição, ofegante.

O Arquivista está a morrer.

     ARQUIVISTA (fraco): Não faças isto… Vais queimar o mundo ao tentar salvá-lo.

Kael ajoelha-se.

     KAEL: Não.

Pausa.

     KAEL: Vou reconstruir este mundo. E fazer todos arrependerem-se de duvidar de mim.

O Arquivista morre.

Kael levanta-se.

Este é o momento.

Runas envolvem-no como armadura.

O NOX NASCEU.

MONTAGEM – ANOS A PASSAR

  • Vemos Kael a manipular eventos nas sombras;
  • Guerras a começarem exatamente como ele previu;
  • Reinos a colapsarem sem nunca o verem;
  • Kael a conhecer o grupo pela primeira vez, a sorrir;
  • A vê-los criar laços;
  • A calcular cada passo.

     NOX (V.O.): Heróis são úteis. Inspiram esperança. E a esperança torna as pessoas previsíveis. Mas… acho que está na hora de torcer pelo vilão.

INT. FORTALEZA DE NOX – SALA DE GUERRA – NOITE (PRESENTE)

De volta a Nox. Ele fecha o mapa.

     NOX: Está quase na hora… de uma nova era em Stormere.

Ele vira-se, e, por um instante, vemos Kael por baixo da máscara.

Arrependimento… talvez.

Desaparece.

Nox entra nas sombras. Devagar. Tão devagar como se o próprio escuro o reconhecesse e se abrisse para ele, envolvendo-o.

FIM DO EPISÓDIO

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há 3 minutos, zeferovic14 disse:

STORMERE

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Temporada 1, Episódio 12 - "Nox"

INT. FORTALEZA DO NOX – SALA DE GUERRA – NOITE (PRESENTE)

Um salão gigante coberto de obsidiana, escavada na própria montanha. Runas brilham suavemente nas paredes, pulsando como um batimento cardíaco.

No centro: NOX. Sem armadura. Sem coroa. Apenas o rosto de Kael, mais calmo do que alguma vez o vimos.

Um enorme mapa do mundo flutua diante dele, fragmentos de luz a moverem-se como se estivessem vivos. Uma região pulsa: O DESERTO DE CRISTAL.

Nox observa. Em silêncio.

     NOX: Uma nova era aproxima-se… O mundo vai pagar pelo que me fez.

Os seus dedos percorrem o mapa. Devagar, quase com reverência, como se a pele pudesse sentir as montanhas, os rios, as estradas que já não existem ou que talvez nunca tenham existido da forma como estão desenhadas. O papel é antigo, amarelado nas bordas, com vincos profundos.

 

EXT. VERITA – BAIXA DA CIDADE – DIA (ANOS ANTES)

Chuva torrencial.

Um JOVEM KAEL (12) corre por ruas estreitas, segurando uma pequena bolsa. Magro. Exausto.

Gritos ecoam atrás dele.

     MERCADOR (O.S.): LADRÃO! PAREM-NO!

Kael vira uma esquina, BAM, choca contra um guarda. Cai com força. A bolsa abre-se.

Dentro: pão. Apenas pão.

O guarda agarra-o com brutalidade.

     GUARDA: Ora, ora… a roubar outra vez?

Kael não responde. O guarda dá-lhe uma bofetada. Kael cai na pedra.

     NOX (Voice Over): É isto a que chamam justiça neste mundo. Preferem ver uma criança morrer de fome do que ajudá-la.

 

INT. TRIBUNAL DE VERITA – DIA

Um salão enorme. Mármore. Ouro. Imaculado.

Kael está sozinho diante de uma plataforma elevada. Nobres cochicham. Um JUIZ mal olha para ele.

     JUIZ: Ordem! Kael, esta é a tua terceira infração. Não me deixas escolha senão condenar-te a seis anos de trabalhos forçados nas pedreiras nos arredores da cidade.

Os olhos de Kael arregalam-se.

     KAEL: Eu tinha fome! O que é que eu devia fazer? Peço ajuda vezes sem conta e ninguém me ajuda. O sistema está partido… e vocês fingem que não veem.

Silêncio.

O martelo bate.

 

EXT. PEDREIRAS – NOITE

Kael, agora MAIS VELHO (16), carrega pedra com dezenas de outros. Mãos ensanguentadas. Corpos destruídos.

Um rapaz cai ao lado dele. Não se mexe.

Ninguém ajuda e o guarda não tarda em passar por cima do corpo.

     GUARDA: Parece que alguém não servia para isto. E vocês sabem o que acontece quando caem… MAIS TEMPO NAS PEDREIRAS!

Kael observa enquanto algo endurece o seu olhar.

     NOX (V.O.): Este é o mundo em que vivemos. Onde os pobres e fracos são destruídos, pedaço a pedaço… até não restar nada.

 

INT. DORMITÓRIO DAS PEDREIRAS – NOITE

Kael está sozinho, a gravar símbolos numa pedra: runas rudimentares.

Um PRISIONEIRO MAIS VELHO observa.

     PRISIONEIRO: Não devias fazer isso.

     KAEL: Porquê?

     PRISIONEIRO: Mexer com runas sem treino é perigoso. Vais destruir-te… e a todos à tua volta.

Kael hesita por um segundo.

Continua a gravar.

 

EXT. PEDREIRA – DIA

Desabamento. Caos. Gritos.

Kael fica preso sob os escombros. Não consegue respirar. A escuridão fecha-se.

Algo responde.

As runas que ele gravou acendem-se, instáveis.

A pedra move-se.

Kael rasteja para fora enquanto o terreno se molda à sua volta.

Todos olham, aterrorizados.

O capataz puxa da espada.

     GUARDA (com medo): Matem-no. Antes que nos mate a todos.

Kael foge.

 

EXT. ARREDORES DE VERITA – NOITE

Kael cambaleia pela floresta. Cai.

Uma sombra aproxima-se.

Nem cruel. Nem gentil. Apenas… curiosa.

O ARQUIVISTA (50s), de túnica, ajoelha-se ao lado dele.

     ARQUIVISTA: Foste tu que usaste runas para mover a terra, não foste? Consigo sentir a energia primordial a emanar de ti.

Kael não responde.

     ARQUIVISTA: Há algo… incrivelmente poderoso em ti.

Pausa.

     ARQUIVISTA: Vem comigo. Posso ajudar-te a fugir desses lunáticos… e a transformar esse poder em algo extraordinário.

Kael vai com ele.

 

INT. SANTUÁRIO DO ARQUIVO – ANOS DEPOIS

Kael, agora nos seus 20 e poucos anos, estuda textos antigos. Runas flutuam no ar, obedecendo-lhe.

O Arquivista observa, impressionado.

     ARQUIVISTA: É notável o quanto cresceste nestes últimos anos. Um poder como o teu atravessa gerações. Estás destinado a fazer grandes coisas… de uma forma ou de outra.

     KAEL: O que quer dizer com isso?

     ARQUIVISTA: Tu, e só tu, tens o poder e a vontade para transformar este mundo numa utopia gloriosa… ou num inferno de morte e guerra.

Kael observa um mapa de reinos fragmentados.

     KAEL: E se o mundo em que vivemos já for um mundo em guerra?

Silêncio.

 

INT. ARQUIVO – NOITE

Kael lê textos proibidos.

Uma palavra repete-se: STORMFALL

Lê cada vez mais rápido. Obcecado.

     NOX (V.O.): Nunca quis usar Stormfall como uma arma. Era uma ferramenta… para remodelar este mundo em algo… extraordinário.

Visões: um mundo refeito, guerras apagadas, fronteiras inexistentes. E Kael acima de tudo.

     NOX (V.O.): Um desejo. Um novo amanhecer.

 

EXT. PÁTIO DO ARQUIVO – NOITE

Kael confronta o Arquivista.

     KAEL: Porque escondeste de mim os documentos sobre o Stormfall?

     ARQUIVISTA: Porque já vi o que a lenda de Stormfall faz às pessoas. E alguém com o teu poder… pode ser corrompido.

     KAEL: Mas o Stormfall é exatamente o que precisamos para criar a utopia de que falaste! Eu quero fazer isto… EU PRECISO de fazer isto.

     ARQUIVISTA: Não, rapaz. Isso não vai criar essa utopia. Vais trazer morte e destruição. Foi por isso que o escondi.

O rosto de Kael endurece.

     KAEL: Então até tu… a pessoa que devia proteger-me… mentiu-me? Nunca pensaste em ser honesto? Porque, para ser sincero… um inferno na Terra parece-me cada vez mais apelativo.

O chão treme.

 

INT. ARQUIVO – MOMENTOS DEPOIS

Fogo. Pedra a ruir.

Kael está no meio da destruição, ofegante.

O Arquivista está a morrer.

     ARQUIVISTA (fraco): Não faças isto… Vais queimar o mundo ao tentar salvá-lo.

Kael ajoelha-se.

     KAEL: Não.

Pausa.

     KAEL: Vou reconstruir este mundo. E fazer todos arrependerem-se de duvidar de mim.

O Arquivista morre.

Kael levanta-se.

Este é o momento.

Runas envolvem-no como armadura.

O NOX NASCEU.

 

MONTAGEM – ANOS A PASSAR

  • Vemos Kael a manipular eventos nas sombras;
  • Guerras a começarem exatamente como ele previu;
  • Reinos a colapsarem sem nunca o verem;
  • Kael a conhecer o grupo pela primeira vez, a sorrir;
  • A vê-los criar laços;
  • A calcular cada passo.

     NOX (V.O.): Heróis são úteis. Inspiram esperança. E a esperança torna as pessoas previsíveis. Mas… acho que está na hora de torcer pelo vilão.

 

INT. FORTALEZA DE NOX – SALA DE GUERRA – NOITE (PRESENTE)

De volta a Nox. Ele fecha o mapa.

     NOX: Está quase na hora… de uma nova era em Stormere.

Ele vira-se, e, por um instante, vemos Kael por baixo da máscara.

Arrependimento… talvez.

Desaparece.

Nox entra nas sombras. Devagar. Tão devagar como se o próprio escuro o reconhecesse e se abrisse para ele, envolvendo-o.

FIM DO EPISÓDIO

Flashbacks mais que adequados.

@Daniel @Oliveira, aprende!

Posted
há 1 minuto, ilovetv.2008 disse:

Flashbacks mais que adequados.

@Daniel @Oliveira, aprende!

Meu deus... tu lês isto em modo turbo :riso:

Quero uma bela opinião tua (e longaaaa :mico::riso:) sobre os 12 episódios já disponíveis antes das duas últimas semanas desta 1a Temporada.

  • LOL 1

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