zeferovic14 Postado 19 de outubro Autor Postado 19 de outubro REGRESSAMOS ESTA QUARTA-FEIRA COM A PROGRAMAÇÃO HABITUAL! 1 Citar
zeferovic14 Postado 30 de outubro Autor Postado 30 de outubro STORMERE Temporada 2, Episódio 5 - "Pesadelos" EXT. PRAÇA DE WILLOWFORD – NOITE A praça está agora vazia. As lanternas tremeluzem sob a imponente estátua de NOX. A longa sombra continua a cortar a pedra. SOREN está na base da estátua, com a espada de Hunter na mão. Atrás dele, LYRA, ARIADNE e RONIN observam em silêncio. Ninguém se mexe. Ninguém fala. Um vento frio atravessa a praça. As bandeiras ondulam. Por um breve segundo, a estátua parece mais alta. Mais vigilante. Soren é o primeiro a desviar o olhar. SOREN: Amanhã. Passa por eles. Ronin observa-o. RONIN: Sim. Amanhã. O grupo segue-o. CORTE BRUSCO PARA O TÍTULO: STORMFALL INT. THORNE & IRONWORKS – QUARTO NO ANDAR DE CIMA – ALTA NOITE Um sótão apertado por cima da forja. Luz da lua através de cortinas finas. Lyra está deitada, acordada, numa cama estreita, a olhar para o teto. Ariadne está sentada de pernas cruzadas junto à janela, com um diário aberto no colo, sem escrever. Do outro lado da divisão, Soren está deitado numa enxerga, virado para a parede. Ainda vestido. A espada de Hunter ao seu lado. Ninguém fala. Lá em baixo, ao longe, a forja acomoda-se na escuridão. Um longo silêncio. Depois… LYRA: Estás acordada. Ariadne não levanta os olhos. ARIADNE: Tu também. Lyra olha para Soren. Ele não se mexeu. LYRA: Ele está a dormir? Ariadne segue-lhe o olhar. ARIADNE: Não sei. LYRA: Devíamos descansar um pouco. Sem resposta. O quarto volta a mergulhar no silêncio. INT. SONHO DE SOREN – DESCONHECIDO Escuridão. Depois… Uma forja. Mais quente. Mais brilhante. Mais ruidosa. O som de marteladas ecoa de todo o lado e de lado nenhum. Soren está no meio. Sozinho. Vira-se. A bancada está coberta de coisas partidas: • uma caneca estilhaçada • um pano manchado de sangue • a carta dobrada de Hunter • uma lâmina rachada As marteladas tornam-se mais altas. Depois param. Uma voz atrás dele… HUNTER (O.S.): Estás atrasado. Soren fica imóvel. Vira-se devagar. Hunter está junto à forja. Vivo. Inteiro. Calmo. Exatamente como era. A respiração de Soren prende-se. SOREN: Hunter…? Hunter limpa as mãos a um pano. Olha para ele como se nada estivesse errado. HUNTER: O quê? Soren dá um passo na direção dele. Devagar. Com medo de que desapareça. SOREN: Tu morreste. Hunter inclina a cabeça. HUNTER: É uma maneira de o dizer. Soren para. A forja atrás de Hunter brilha mais intensamente. O calor torna-se opressivo. SOREN: Eu não queria que… HUNTER: Eu sei… mas deixaste na mesma que acontecesse. A divisão escurece ligeiramente. A caneca partida sobre a mesa cai e estilhaça-se outra vez. Soren estremece. SOREN: Eu tentei… HUNTER: Tentaste mesmo? O fogo da forja torna-se negro. O rosto de Hunter não muda. É isso que torna tudo pior. HUNTER (CONT.): Querias um mundo maior do que casa. Maior do que eu. Maior do que tudo isto. As paredes da forja começam a rachar. Areia escura entra por elas. O Deserto de Cristal. O campo de batalha. HUNTER (CONT.): E olha onde isso nos trouxe. Soren recua. SOREN: Para. Hunter dá um passo em frente. HUNTER: Foste tu que me fizeste seguir-te. Outro passo. HUNTER (CONT.): E eu morri por tua causa. Soren acorda com um sobressalto. INT. THORNE & IRONWORKS – QUARTO NO ANDAR DE CIMA – NOITE Senta-se de repente. A suar. A respirar com dificuldade. Lyra e Ariadne despertam imediatamente. LYRA: Soren… SOREN: Estou bem. Demasiado depressa. Demasiado brusco. Atira as pernas para fora da enxerga e levanta-se. Ariadne ergue-se devagar. ARIADNE: Estavas a sonhar. SOREN: Não, estava a dormir. Pega na espada de Hunter. Vai em direção às escadas. Lyra levanta-se. LYRA: Onde vais? SOREN: Lá para fora. Sai antes que o consigam impedir. Ariadne e Lyra trocam um olhar. Depois seguem-no. EXT. RUAS DE WILLOWFORD – NOITE A vila está quase em silêncio sob o recolher obrigatório. As ruas vazias. A estátua visível de quase todos os ângulos. Soren anda depressa pela escuridão. Lyra alcança-o primeiro. LYRA: Não podes continuar a fazer isto. Ele não abranda. SOREN: Fazer o quê? LYRA: A afastar-nos. Soren para. Vira-se. O rosto está pálido à luz da lua. SOREN: Eu não estou a afastar ninguém. Só preciso de espaço! Lyra suaviza. Mas só por um segundo. LYRA: Não. Ariadne alcança-os por trás. Ronin não vem longe dela. ARIADNE: Com o que sonhaste? Soren ri-se uma vez. Seco. Oco. SOREN: O que achas que vi? Ninguém responde. Porque sabem. Ele desvia o olhar deles. Na direção da estrada vazia. SOREN (CONT.): Vi-o. Uma pausa. LYRA: O Hunter? Soren acena uma vez. Mal se nota. SOREN: Disse exatamente aquilo que eu já sabia. Que a culpa de ele estar morto é minha. Ronin aproxima-se. RONIN: Soren… Soren olha para ele. SOREN: PAREM! Preciso de estar sozinho, por favor. Isso cala toda a gente. Um sino toca algures na vila. Um toque grave. Os quatro olham instintivamente para a praça. Começam a voltar para casa. EXT. CASA DOS THORNE – MAIS TARDE A varanda outra vez. Soren está sentado nos degraus. Desta vez, Lyra ao lado dele. Ariadne encostada à vedação. Ronin junto ao portão. Nenhum deles quer deixá-lo sozinho agora. A noite aprofunda-se. LYRA: O que é que ele disse? Soren não responde logo. Depois… SOREN: Que fui eu que o fiz seguir-me. Uma pausa. SOREN (CONT.): Que ele morreu por causa disso. Lyra baixa o olhar. Também há dor nos seus olhos. LYRA: Isso não foi culpa tua. SOREN: Para de dizer isso. Ela vira-se para ele. LYRA: Porquê? SOREN: Porque foi culpa minha. Silêncio. Ariadne observa-o com atenção. ARIADNE: A culpa que estás a sentir é normal, Soren. SOREN: Nada nisto é normal e estou farto de toda a gente fingir que eu não sou a razão de ele ter desaparecido… Lyra levanta-se. Agora zangada. LYRA: Ninguém está a fingir! Soren também se levanta. SOREN: Então diz-me! Uma pausa. SOREN (CONT.): Diz-me que a culpa é minha. Lyra encara-o. Magoada. Furiosa. Devastada. LYRA: Queres tanto que eu te culpe porque isso é mais fácil do que culpar o homem que realmente fez isto. Todos nós perdemos alguém naquele dia, Soren. A expressão de Soren vacila. Lyra aproxima-se. LYRA (CONT.): Se te fizeres de vilão, então pelo menos podes castigar alguém. Pelo menos a dor tem para onde ir. A voz falha-lhe. LYRA (CONT.): Mas essa não é a verdade. E, lá no fundo, tu sabes disso. Soren desvia o olhar. Não consegue aguentar o dela. Ronin não diz nada. Porque ela tem razão. EXT. ARREDORES DE WILLOWFORD – ANTES DO AMANHECER O grupo caminha até à margem dos campos. Ninguém quis voltar a dormir, por isso saíram para andar. Névoa baixa sobre a erva. Ariadne para de repente. Sente alguma coisa. ARIADNE: Esperem. Outra vez. Desta vez, Soren para mesmo. Um pulso sob a terra. Fraco. Depois outro. Como um batimento cardíaco debaixo das raízes. Ronin recua um passo. RONIN: Vocês também sentiram isso? Ariadne ajoelha-se. Pousa a palma da mão na terra. Os seus olhos brilham de azul muito ténue. ARIADNE: Há magia debaixo da vila. Lyra olha para Willowford. Para as casas silenciosas. Para a estátua. LYRA: Quanta? Ariadne levanta-se devagar. Abalada. ARIADNE: Demasiada. O vento muda. Por um segundo, ténues fios de luz pálida movem-se sob o solo como veias. Depois desaparecem. Soren também os vê. O luto dele suspende-se. Só por um segundo. Substituído por outra coisa. Medo. INT. THORNE & IRONWORKS – FORJA – MANHÃ A forja está acesa outra vez. Ronin trabalha em silêncio. Lyra está sentada à bancada, a afiar uma lâmina que não precisa de ser afiada. Ariadne escreve notas no diário, páginas cheias de símbolos e observações. Soren está junto à janela. A ver a vila acordar. Outra vez como se nada estivesse errado. ARIADNE: Há uma corrente de magia instável debaixo de Willowford. Talvez debaixo de toda a Stormere. Ronin levanta os olhos da bigorna. RONIN: Dá para travar isso? Ariadne hesita. ARIADNE: Não sei. Lyra solta uma risada sem humor. LYRA: Isso está a tornar-se um padrão. Temos um problema e não fazemos ideia de como o resolver. Ariadne fecha o diário. ARIADNE: Seja o que for que o Nox fez ao mundo… não mudou só as pessoas. Mudou a forma como a magia se move. Soren afasta-se finalmente da janela. Ainda pálido. Ainda cansado. Mas mais presente do que antes. SOREN: Então começamos aqui. Lyra observa-o. LYRA: Queres dizer a vila? Soren acena. SOREN: Se há magia aqui, descobrimos porquê. Ronin pousa o martelo. RONIN: E se os guardas não gostarem disso? Soren olha para a espada de Hunter encostada à parede. Depois volta-se para eles. SOREN: Então que tentem impedir-me. Uma pausa. Lyra quase sorri. Quase. Ariadne não. Continua a pensar. ARIADNE: O sonho que tiveste… Os três olham para ela. ARIADNE (CONT.): Se a magia está instável, pode estar a alimentar-se do medo. Do luto. Do arrependimento. Pode estar a piorar o que já está dentro de nós. A expressão de Soren endurece. SOREN: Bom saber que o mundo também me quer morto. LYRA: Não quer. Uma pausa. LYRA (CONT.): Mas pode querer partir-nos. EXT. PRAÇA DE WILLOWFORD – MAIS TARDE A atividade da manhã outra vez. Os mesmos sinos. Os mesmos registos. O mesmo silêncio oco. Mas agora o grupo vê tudo de outra forma. Soren vai à frente. Já não entorpecido. Tenso. Atento. A ordem da praça parece uma máscara por cima de algo podre lá por baixo. Uma criança ri-se alto demais. A mãe cala-a imediatamente. Um padeiro entrega pão sem olhar nos olhos. Um guardião marca nomes num livro de registo. Tudo limpo. Tudo errado. Soren pára no meio da praça. Olha para a estátua de Nox. Desta vez, não parece pequeno debaixo dela. Não exatamente. Mas também não parece impotente. Lyra, Ariadne e Ronin colocam-se ao lado dele. Um longo silêncio. Depois… SOREN: Chega de esperar. Ronin cruza os braços. RONIN: Então, qual é o plano? Soren continua a olhar para a estátua. SOREN: Não dormi. Vi o meu irmão. E, tenha sido um sonho, a magia, ou a minha própria culpa a tentar rasgar-me por dentro… já não vou deixar isto ficar cá dentro. Lyra observa-o com cuidado. Isto não é paz. Mas é outra coisa. SOREN (CONT.): Esta noite, vou voltar para lá. Ariadne franze o sobrolho. ARIADNE: Para onde? Soren vira-se. Pela primeira vez em muito tempo, há fogo verdadeiro nele outra vez. Fogo negro. Fogo instável. SOREN: Vou tomar o controlo desta vila. Ronin e Lyra trocam um olhar. Ambos sabem o que isto significa. Ele não está a curar. Ainda não. Está a caçar. O sino toca sobre eles. Toda a praça muda em volta deles numa obediência treinada. E Soren fica imóvel no meio de tudo aquilo. Vemos algo nos seus olhos… pura raiva. FIM DO EPISÓDIO 5 Temporada 2, Episódio 6 – “Raiva” EXT. PRAÇA DE WILLOWFORD – NOITE O sino toca. Uma vez. Duas vezes. Recolher obrigatório. A praça esvazia-se em segundos. Portas fecham-se. Janelas encerram-se. Luzes apagam-se. Só uma figura permanece. SOREN. De pé sob a estátua de NOX. A espada de Hunter na mão. Imóvel. Sem se mexer. O vento uiva levemente pelas ruas vazias. Atrás dele… LYRA, ARIADNE e RONIN estão a alguma distância. A observar. À espera. Soren não se vira. SOREN: Isto acaba esta noite. CORTE BRUSCO PARA O TÍTULO: STORMFALL EXT. RUAS DE WILLOWFORD – NOITE A vila dorme. Ou finge que dorme. Soren atravessa-a como uma tempestade prestes a acontecer. Lyra alcança-o e fica ao seu lado. LYRA: Não achas que estás um bocadinho… zangado demais para fazer isto hoje? Ele continua a andar. SOREN: Oh, estou muito zangado. É exatamente isso que eu quero. Ariadne e Ronin seguem atrás. ARIADNE: Soren, seja o que for que estejas a planear… SOREN (interrompendo-a): Eu não estou a planear nada. Estou a fazê-lo. Para na extremidade da praça. Olha para um grupo de GUARDAS em patrulha. Calmos. Controlados. Desarmados… mas perigosos. Soren aperta a espada. RONIN: Isto é uma má ideia. SOREN: Pois. É. Dá um passo em frente. EXT. PRAÇA DE WILLOWFORD – CONTÍNUO Os guardiões reparam nele imediatamente. Não puxam armas. Não entram em pânico. Limitam-se a formar posição. Um deles, o GUARDIÃO PRINCIPAL, avança. GUARDIÃO: O recolher obrigatório está em vigor. Volte para a residência que lhe foi atribuída. Soren não abranda. SOREN: Não. Uma pausa. Os guardiões ajustam-se. Ainda calmos. Ainda controlados. GUARDIÃO: O incumprimento será registado. Soren para a centímetros dele. Olhos em chamas. SOREN: Ótimo. Uma pausa. Depois… Soren ataca. Rápido. Violento. O guardião é atirado para trás sobre a pedra. A formação quebra-se de imediato. Avançam sobre ele. Lyra corre para a frente. LYRA: Soren, PÁRA! Tarde demais. Soren luta como um homem que já não tem nada a perder. Brutal. Imprudente. Descontrolado. Não se defende. Não hesita. Só destrói. Ronin junta-se à luta, com mais controlo, tentando impedir Soren de ir longe demais. Ariadne levanta as mãos. A magia irrompe. Mas instável. Oscila erradamente. Uma rajada atinge o chão. A pedra estala. Com violência excessiva. ARIADNE: Eu não consigo… Outro pulso. Mais forte. O chão debaixo da praça brilha de forma ténue. Os guardiões hesitam. Pela primeira vez… algo quebra o ritmo deles. Soren não repara. Agarra um guardião… Esmaga-o contra a base da estátua de Nox. Outra vez. Outra vez. LYRA (a gritar): SOREN! Ele não para. EXT. PRAÇA DE WILLOWFORD – CONTÍNUO O chão pulsa outra vez. Mais forte agora. O brilho sob a pedra espalha-se como veias. Um zumbido grave enche o ar. Os olhos de Ariadne abrem-se mais. ARIADNE: Soren, PARA! Ele não para. Levanta a espada. Prestes a atacar outra vez. Lyra mete-se entre ele e o guardião caído. LYRA: CHEGA! A espada para a centímetros dela. Uma longa pausa. Soren respira com força. A tremer. Aperta mais a empunhadura. Por um segundo. Parece que vai atacar na mesma. O silêncio cai sobre tudo. Depois. O chão IRROMPE. Uma vaga de magia bruta explode debaixo da praça. Atirando todos para trás. Soren embate com força no chão. A estátua de Nox racha ligeiramente. Uma fratura a percorrer a base. O brilho sob a vila pulsa descontroladamente. Instável. Ariadne põe-se de pé à pressa. ARIADNE: A magia está a reagir! Ronin ajuda Lyra a levantar-se. RONIN: A quê?! Ariadne olha para Soren. Depois para o chão. Depois de volta para ele. Percebe. ARIADNE: A ele. À raiva dele. Soren levanta-se. Atordoado. Ainda zangado. Mas agora… Com medo. EXT. PRAÇA DE WILLOWFORD – CONTÍNUO Os guardiões reorganizam-se. Não atacam. Observam. Registam. Mesmo agora. O guardião principal ergue-se lentamente. Sangue no canto da boca. Mas calmo. Ainda calmo. GUARDIÃO: Incidente… registado. Soren fica a olhar para ele. Incrédulo. SOREN: É só isso? O guardião sustenta-lhe o olhar. GUARDIÃO: A ordem será restaurada. Soren dá outro passo em frente. Mas Lyra agarra-o. Com força. LYRA: Olha à tua volta! Olha para o que estás a fazer à tua terra. E ele olha. A praça rachada. O chão a brilhar. As pessoas aterrorizadas a observar das sombras. O sistema quebrado. Por causa dele. EXT. MARGEM DA PRAÇA – NOITE O grupo está junto. A respirar com dificuldade. Silêncio. Depois. LYRA: Que raio foi aquilo? Ninguém responde. Ariadne parece abalada. Mais do que antes. ARIADNE: A magia… está instável. É como se… não tivesse outro lugar para onde ir. Uma pausa. ARIADNE (CONT.): E reagiu a ti. Soren olha para ela. SOREN: O que é que isso significa? Ariadne hesita. ARIADNE: Significa… que as tuas emoções podem estar a afetá-la. Aquilo cai com força. Ronin expira. RONIN: Portanto, quanto mais zangado ficas… ARIADNE: Pior fica. Silêncio. Lyra olha para Soren. Olha mesmo. LYRA: Não podes continuar assim. Isto não és tu, Soren. Soren não responde. Porque, pela primeira vez… Não tem nada para dizer. EXT. CASA DOS THORNE – ALTA NOITE Soren está outra vez sentado na varanda. No mesmo sítio. A espada de Hunter ao lado dele. Intocada. Lyra aproxima-se devagar. Senta-se ao lado dele. Um longo silêncio. SOREN: Eu quase te atingi. Lyra acena. LYRA: Sim. Quase atingiste. Uma pausa. SOREN: Nem sequer hesitei. É isso que o assusta. Lyra olha em frente. LYRA: Tu não estás bem. SOREN: Eu sei. Uma longa pausa. SOREN (CONT.): Não sei como consertar isto. Lyra não lhe dá uma resposta. Porque não a tem. Mas fica ali. Por agora, isso basta. EXT. PRAÇA DE WILLOWFORD – MESMA NOITE A estátua de Nox ergue-se na escuridão. Uma racha visível agora atravessa a base. O vento sopra com mais força. As bandeiras ondulam violentamente. E debaixo da terra… Um pulso ténue. Ainda ali. Ainda à espera. EXT. CASA DOS THORNE – NOITE De volta a Soren. Sentado. Em silêncio. Mas já não vazio. Há outra coisa ali agora. Levanta-se e começa a sair da vila. Para algures. Sozinho. Para se encontrar. FIM DO EPISÓDIO 6 Spoiler @ilovetv.2008 @InesMig 1 1 Citar
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