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Postado
há 7 horas, HugoMiguel disse:

Pode ter sido mesmo da atriz, os atores normalmente não repetem palavra por palavra o que está no guião e duvido que a MJC cometa erros desses.

Também pensei nisso, mas não deixa de ser um pontapé na gramática na minha opinião xD

há 6 horas, joanna disse:

Embora seja utilizado com frequência no quotidiano não acho que esteja, o mais correto seria: "só coisas boas virão para esta casa". @BBFF migue desaparecido e corretor, que tens a dizer sobre isto? :haha:

Postado

Acabei de ver os últimos dois episódios e, pura e simplesmente, finalmente senti um efeito WOW ao ver isto, especialmente no ep. de ontem :O Tudo cheio de mistérios, tudo cheio de intrigas, bons núcleos por todo o lado, aquela cena da Teresa Tavares e da Susana Arrais arrasou completamente, o núcleo das libanesas é uma grande surpresa para mim também, o da Carolina já está a melhorar e até gosto da ideia de contar a história dela paralelamente à do Artur...... e, epá, todas as cenas da chegada do Artur a Guimarães foram fora deste mundo.

Me rendo a si, Maria João Costa, esta novela é brutal. Eu sei que é muito cedo louvar já tudo, sabendo que esta está só no seu quarto episódio e a outra no seu 15º, mas Valor da Vida + Alma e Coração é, até agora, a melhor dupla de novelas em primeiro horário talvez de sempre. (Também, depois da PIOR dupla - Caixão e A Mexicaneira - só podia haver uma subida, mas isto é uma subida em grande.)

  • Gosto 1
Postado
há 15 minutos, Johnman disse:

Acabei de ver os últimos dois episódios e, pura e simplesmente, finalmente senti um efeito WOW ao ver isto, especialmente no ep. de ontem :O Tudo cheio de mistérios, tudo cheio de intrigas, bons núcleos por todo o lado, aquela cena da Teresa Tavares e da Susana Arrais arrasou completamente, o núcleo das libanesas é uma grande surpresa para mim também, o da Carolina já está a melhorar e até gosto da ideia de contar a história dela paralelamente à do Artur...... e, epá, todas as cenas da chegada do Artur a Guimarães foram fora deste mundo.

Me rendo a si, Maria João Costa, esta novela é brutal. Eu sei que é muito cedo louvar já tudo, sabendo que esta está só no seu quarto episódio e a outra no seu 15º, mas Valor da Vida + Alma e Coração é, até agora, a melhor dupla de novelas em primeiro horário talvez de sempre. (Também, depois da PIOR dupla - Caixão e A Mexicaneira - só podia haver uma subida, mas isto é uma subida em grande.)

Esta atriz é ótima. De momento estão em exibição quatro produtos onde ela entra (Circo Paraíso, Elisa, Valor da Vida e Idiotas, ponto.) Em três deles (ainda não vi nada de Circo Paraíso) ela está a arrasar e a mostrar ser versátil, tem um registo diferente em cada produto e está muito bem em todas. É ótima. A Susana Arrais já se sabe que é uma boa atriz :p

Postado (editado)

Já coloquei a novela em dia e continuo a achar o que afirmei no primeiro episódio: a história está bem construída, desenvolve de forma fluída, mas, em minha opinião, há problemas.

O principal é que para mim não dá vontade para torcer por um protagonista homem que se sabe que já traía a mulher com uma brasileira, montou-lhe casa em Portugal, vivia vida dupla antes de desaparecer. Quando reaparece, mesmo depois de saber que é casado, apesar de não se lembrar, continua a enredar-se pela libanesa. Uma pessoa que trai, que diz uma coisa, mas faz outra, não dá vontade de torcer a favor. E nem mesmo  o problema da amnésia e de não ter envelhecido alivia a forma como ele foi apresentado. E está claro que ele foi sujeito a alguma experiência científica, relacionada com criogenia e manipulação de ADN. Ou então a autora acaba por assumir um tom rocambulesco e como em 'A Outra' descobre-se que ele é mesmo um impostor. Não descarto nada.

Tenho pena que mais uma vez uma novela fale de moda e, aliado a isso, se fale em consumo de droga e prostituição.

E o núcleo da Ana Sofia é claramente o mais chato da novela. Desde quando se sai por aí a pedir às pessoas (a qualquer uma, como tem sido feito até aqui) que se dê um rim? Isto é um absurdo. Nem no maior estado de desespero as pessoas saem por aí a pedir a amigos e conhecidos um rim. 'Tá viajando na maionese, literalmente'. E a personagem Sara, da Joana de Verona, é irritante e mimada. Enerva-me. Não sei se é da interpretação, se do texto, se dos dois combinados. É das mais chatas e mimadas da novela.

Achei interessante apresentar uma relação lésbica (mais uma?) na novela, mas com o diferencial de uma parte agredir psicológica e fisicamente a outra. É um diferencial face a tudo o que já fo apresentado até aqui. Mas, sinceramente, mais uma novela a falar de homossexualidade já cansa.

Outro problema, como já foi referido neste fórum, é a forma abrupta como as cenas transitam de umas para as outras, havendo por vezes dificuldade em se perceber se é de noite, se é de dia. Por exemplo, na chegada do Artur a casa nem sequer se percebeu que a ação já estava no dia seguinte, tendo já passado a noite na qual ele fez a viagem. Salva de palmas para a Dalila Carmo que esteve muito bem na cena da chegada do Artur, cuja interpretação pelo Ruben Gomes continua a fazer-me torcer o nariz. É um personagem demasiado complexo para ser entregue a um ator destes. É um dos muitos erros de produção da novela.

Depois, não sei se é de propósito ou não, mas a maioria dos papéis interpretados pelos atores brasileiros ou são chatos ou têm ares de vilania, de carácter duvidoso. De entre eles, destaco a Carolina Kasting, soberba no papel. Não há nenhum brasileiro que se aproveite, a não ser o Jacques e o do núcleo cómico da Piedade. Aliás, acho o núcleo cómico engraçado e consegue fazer rir.

O cenário dos libaneses é péssimo. Não houve um esforço sequer para aproximar aquilo das casas árabes. A fotografia da novela na globalidade é toda ela péssima. Acastanhada, cheia de filtros.. As cenas exteriores geralmente têm problemas a nível do áudio sobrepondo-se os intrumentais às vozes dos atores muitas mais vezes do que o recomendado... Enfim, tecnicamente a novela deixa e muito a desejar. É uma produção preguiçosa que não acompanha a história nem aproveita tudo o que de bom o guião oferece.

Por fim, as músicas que embalam a novela são horrorosas. Em vez de darem identidade à novela, foram buscar apenas sucessos comerciais que já passavam na rádio há muito tempo. Não há uma única música árabe e/ou libanesa a embalar a novela. Há música brasileira tirada de 'Avenida Brasil' (quanta falta de criatividade) e a música do genérico faz-me colocar temporariamente a novela em mute. O genérico, volto a dizer, é um plágio muito mal feito daquilo que tão bem foi conseguido em 'A Herdeira'.

Editado por Ficção Nacional
  • Gosto 3
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Agora mesmo, Ficção Nacional disse:

Mas, sinceramente, mais uma novela a falar de homossexualidade já cansa.

Todas as novelas abordam relacionamentos héteros, não sei por que razão é a homossexualidade em meia dúzia de novelas que cansa.

  • Gosto 14
Postado
há 1 minuto, AGUI disse:

Todas as novelas abordam relacionamentos héteros, não sei por que razão é a homossexualidade em meia dúzia de novelas que cansa.

Sobretudo as lésbicas, antes nem existiam na nossa ficção, só nos últimos 6 anos é que se tem falado mais, felizmente.

  • Gosto 3
Postado (editado)
há 3 minutos, AGUI disse:

Todas as novelas abordam relacionamentos héteros, não sei por que razão é a homossexualidade em meia dúzia de novelas que cansa.

Cansa porque se faz campanha em cima disso. Constrói-se porque se sabe que vai criar polémica, vende capas de revista, põe pessoas a falar. E essa necessidade de pôr sempre as pessoas a falar do mesmo já cansa. Neste caso da novela é particularmente pior porque a outra novela da estação, 'Jogo Duplo', tem exatamente outro casal lésbico que já criou polémica há pouco tempo. Há tantos outros temas fraturantes da nossa sociedade que poderiam, de vez em quando, substituir esse. O Rui Vilhena explorou alguns deles como por exemplo swing. A bissexualidade por exemplo é um diferencial, ou assexualidade são temas que são menos escancarados na ficção. Então porque não enveredar mais por esses em vez de ser sempre o homossexualismo? Nada contra, mas cansa.

Editado por Ficção Nacional
Postado
há 7 minutos, Ficção Nacional disse:

Já coloquei a novela em dia e continuo a achar o que afirmei no primeiro episódio: a história está bem construída, desenvolve de forma fluída, mas, em minha opinião, há problemas.

O principal é que para mim não dá vontade para torcer por um protagonista homem que se sabe que já traía a mulher com uma brasileira, montou-lhe casa em Portugal, vivia vida dupla antes de desaparecer. Quando reaparece, mesmo depois de saber que é casado, apesar de não se lembrar, continua a enredar-se pela libanesa. Uma pessoa que trai, que diz uma coisa, mas faz outra, não dá vontade de torcer a favor. E nem mesmo  o problema da amnésia e de não ter envelhecido alivia a forma como ele foi apresentado. E está claro que ele foi sujeito a alguma experiência científica, relacionada com criogenia e manipulação de ADN. Ou então a autora acaba por assumir um tom rocambulesco e como em 'A Outra' descobre-se que ele é mesmo um impostor. Não descarto nada.

Tenho pena que mais uma vez uma novela fale de moda e, aliado a isso, se fale em consumo de droga e prostituição.

E o núcleo da Ana Sofia é claramente o mais chato da novela. Desde quando se sai por aí a pedir às pessoas (a qualquer uma, como tem sido feito até aqui) que se dê um rim? Isto é um absurdo. Nem no maior estado de desespero as pessoas saem por aí a pedir a amigos e conhecidos um rim. 'Tá viajando na maionese, literalmente'. E a personagem Sara, da Joana de Verona, é irritante e mimada. Enerva-me. Não sei se é da interpretação, se do texto, se dos dois combinados. É das mais chatas e mimadas da novela.

Achei interessante apresentar uma relação lésbica (mais uma?) na novela, mas com o diferencial de uma parte agredir psicológica e fisicamente a outra. É um diferencial face a tudo o que já fo apresentado até aqui. Mas, sinceramente, mais uma novela a falar de homossexualidade já cansa.

Outro problema, como já foi referido neste fórum, é a forma abrupta como as cenas transitam de umas para as outras, havendo por vezes dificuldade em se perceber se é de noite, se é de dia. Por exemplo, na chegada do Artur a casa nem sequer se percebeu que a ação já estava no dia seguinte, tendo já passado a noite na qual ele fez a viagem. Salva de palmas para a Dalila Carmo que esteve muito bem na cena da chegada do Artur, cuja interpretação pelo Ruben Gomes continua a fazer-me torcer o nariz. É um personagem demasiado complexo para ser entregue a um ator destes. É um dos muitos erros de produção da novela.

Depois, não sei se é de propósito ou não, mas a maioria dos papéis interpretados pelos atores brasileiros ou são chatos ou têm ares de vilania, de carácter duvidoso. De entre eles, destaco a Carolina Kasting, soberba no papel. Não há nenhum brasileiro que se aproveite, a não ser o Jacques e o do núcleo cómico da Piedade. Aliás, acho o núcleo cómico engraçado e consegue fazer rir.

O cenário dos libaneses é péssimo. Não houve um esforço sequer para aproximar aquilo das casas árabes. A fotografia da novela na globalidade é toda ela péssima. Acastanhada, cheia de filtros.. As cenas exteriores geralmente têm problemas a nível do áudio sobrepondo-se os intrumentais às vozes dos atores muitas mais vezes do que o recomendado... Enfim, tecnicamente a novela deixa e muito a desejar. É uma produção preguiçosa que não acompanha a história nem aproveita tudo o que de bom o guião oferece.

Por fim, as músicas que embalam a novela são horrorosas. Em vez de darem identidade à novela, foram buscar apenas sucessos comerciais que já passavam na rádio há muito tempo. Não há uma única música árabe e/ou libanesa a embalar a novela. Há música brasileira tirada de 'Avenida Brasil' (quanta falta de criatividade) e a música do genérico faz-me colocar temporariamente a novela em mute. O genérico, volto a dizer, é um plágio muito mal feito daquilo que tão bem foi conseguido em 'A Herdeira'.

Eu também não percebo se o problema é da atriz ou da personagem. Mas irrita-me muito. Eu gosto muito da atriz, mas parece-me que ela não está no seu melhor aqui, é muito chata e irritante.

Postado (editado)
há 13 minutos, Ivo disse:

Sobretudo as lésbicas, antes nem existiam na nossa ficção, só nos últimos 6 anos é que se tem falado mais, felizmente.

e no fundo acabou por ser coincidência haver 3 casais lésbicos na ficção ao mesmo tempo. 2 são do mesmo autor, mas foram gravados em anos diferentes, o outro é da mjc que tem todo o direito a fazê-lo também.

além disso tirando o facto de serem todos casais de mulheres, não tem mais nada em comum. tudo histórias bem diferentes.

Editado por joanna
  • Gosto 5
Postado (editado)
há 21 minutos, Ficção Nacional disse:

Já coloquei a novela em dia e continuo a achar o que afirmei no primeiro episódio: a história está bem construída, desenvolve de forma fluída, mas, em minha opinião, há problemas.

O principal é que para mim não dá vontade para torcer por um protagonista homem que se sabe que já traía a mulher com uma brasileira, montou-lhe casa em Portugal, vivia vida dupla antes de desaparecer. Quando reaparece, mesmo depois de saber que é casado, apesar de não se lembrar, continua a enredar-se pela libanesa. Uma pessoa que trai, que diz uma coisa, mas faz outra, não dá vontade de torcer a favor. E nem mesmo  o problema da amnésia e de não ter envelhecido alivia a forma como ele foi apresentado. E está claro que ele foi sujeito a alguma experiência científica, relacionada com criogenia e manipulação de ADN. Ou então a autora acaba por assumir um tom rocambulesco e como em 'A Outra' descobre-se que ele é mesmo um impostor. Não descarto nada.

Tenho pena que mais uma vez uma novela fale de moda e, aliado a isso, se fale em consumo de droga e prostituição.

E o núcleo da Ana Sofia é claramente o mais chato da novela. Desde quando se sai por aí a pedir às pessoas (a qualquer uma, como tem sido feito até aqui) que se dê um rim? Isto é um absurdo. Nem no maior estado de desespero as pessoas saem por aí a pedir a amigos e conhecidos um rim. 'Tá viajando na maionese, literalmente'. E a personagem Sara, da Joana de Verona, é irritante e mimada. Enerva-me. Não sei se é da interpretação, se do texto, se dos dois combinados. É das mais chatas e mimadas da novela.

Achei interessante apresentar uma relação lésbica (mais uma?) na novela, mas com o diferencial de uma parte agredir psicológica e fisicamente a outra. É um diferencial face a tudo o que já fo apresentado até aqui. Mas, sinceramente, mais uma novela a falar de homossexualidade já cansa.

Outro problema, como já foi referido neste fórum, é a forma abrupta como as cenas transitam de umas para as outras, havendo por vezes dificuldade em se perceber se é de noite, se é de dia. Por exemplo, na chegada do Artur a casa nem sequer se percebeu que a ação já estava no dia seguinte, tendo já passado a noite na qual ele fez a viagem. Salva de palmas para a Dalila Carmo que esteve muito bem na cena da chegada do Artur, cuja interpretação pelo Ruben Gomes continua a fazer-me torcer o nariz. É um personagem demasiado complexo para ser entregue a um ator destes. É um dos muitos erros de produção da novela.

Depois, não sei se é de propósito ou não, mas a maioria dos papéis interpretados pelos atores brasileiros ou são chatos ou têm ares de vilania, de carácter duvidoso. De entre eles, destaco a Carolina Kasting, soberba no papel. Não há nenhum brasileiro que se aproveite, a não ser o Jacques e o do núcleo cómico da Piedade. Aliás, acho o núcleo cómico engraçado e consegue fazer rir.

O cenário dos libaneses é péssimo. Não houve um esforço sequer para aproximar aquilo das casas árabes. A fotografia da novela na globalidade é toda ela péssima. Acastanhada, cheia de filtros.. As cenas exteriores geralmente têm problemas a nível do áudio sobrepondo-se os intrumentais às vozes dos atores muitas mais vezes do que o recomendado... Enfim, tecnicamente a novela deixa e muito a desejar. É uma produção preguiçosa que não acompanha a história nem aproveita tudo o que de bom o guião oferece.

Por fim, as músicas que embalam a novela são horrorosas. Em vez de darem identidade à novela, foram buscar apenas sucessos comerciais que já passavam na rádio há muito tempo. Não há uma única música árabe e/ou libanesa a embalar a novela. Há música brasileira tirada de 'Avenida Brasil' (quanta falta de criatividade) e a música do genérico faz-me colocar temporariamente a novela em mute. O genérico, volto a dizer, é um plágio muito mal feito daquilo que tão bem foi conseguido em 'A Herdeira'.

Eu li mesmo isto?! 

Entao e não cansa haver sempre casais hetrossexuais?

Isto é de rir sinceramente...

Falas aí do rim. E até agora o Vasco ainda nao pediu um rim a nao ser pessoas da familia. Ele está deseaperado. Posso garantir-te que quando vemos os nossos a morrer e nós podemos fazer com que isso não aconteça até à vizinha pedimos ajuda. Isso te garanto. 

Respeito toda a tua critica, obvio! Há coisas que concordo, mas em 90% dela nao estou nada de acordo contigo.

 

Editado por Fabien S.
  • Gosto 1
Postado
há 20 minutos, Ficção Nacional disse:

Cansa porque se faz campanha em cima disso. Constrói-se porque se sabe que vai criar polémica, vende capas de revista, põe pessoas a falar. E essa necessidade de pôr sempre as pessoas a falar do mesmo já cansa. Neste caso da novela é particularmente pior porque a outra novela da estação, 'Jogo Duplo', tem exatamente outro casal lésbico que já criou polémica há pouco tempo. Há tantos outros temas fraturantes da nossa sociedade que poderiam, de vez em quando, substituir esse. O Rui Vilhena explorou alguns deles como por exemplo swing. A bissexualidade por exemplo é um diferencial, ou assexualidade são temas que são menos escancarados na ficção. Então porque não enveredar mais por esses em vez de ser sempre o homossexualismo? Nada contra, mas cansa.

Que campanha? No meio de dezenas de casais heteros faz-te confusão um gay?! E não é um "tema", são relações que existem na vida real, e as novelas retratam isso, simples.

  • Gosto 3
Postado

A novela é feita para todos, mas a maioria é heterossexual. Certo? Então quando se cria um produto numa televsão generalista esse tipo de questões, do número de casais hetero já cansar, não se coloca.  Portanto eu é que não percebo essa indignação toda sobre o cansaço de haver casais heterossexuais. Por acaso a novela é para um nicho de mercado, tipo tv a cabo, onde só mostrem casais homossexuais e um ou outro casal hétero? Não, pois não? Então como podem esse tipo de casais cansar? Estranho seria o que referes, portanto sim, não concordo nada contigo. E ainda bem.

Não estou contra a existência de casais homossexuais, pelo contrário. Apenas acho que a sua proliferação cansa, atendendo a que a sociedade tem outras questões de sexualidade para explorar como transexualidade, assexualidade, bissexualidade e por aí fora. E muito pouco disso foi explorado na nossa ficção nacional. Só isso. Que bom que concordamos em discordar por isto.

 

há 4 minutos, Forbidden disse:

Que campanha? No meio de dezenas de casais heteros faz-te confusão um gay?! E não é um "tema", são relações que existem na vida real, e as novelas retratam isso, simples.

O que eu estou a dizer, e é a ultima vez que falo do tema, é que as novelas podiam e deviam retrar outras questões que não apenas a homossexualidade. Just that. Nem contra, nem a favor, mas já cansa. Só isso. É a minha opinião e cada um, obviamente, tem a sua.

Postado
há 18 minutos, Ficção Nacional disse:

Cansa porque se faz campanha em cima disso. Constrói-se porque se sabe que vai criar polémica, vende capas de revista, põe pessoas a falar. E essa necessidade de pôr sempre as pessoas a falar do mesmo já cansa. Neste caso da novela é particularmente pior porque a outra novela da estação, 'Jogo Duplo', tem exatamente outro casal lésbico que já criou polémica há pouco tempo. Há tantos outros temas fraturantes da nossa sociedade que poderiam, de vez em quando, substituir esse. O Rui Vilhena explorou alguns deles como por exemplo swing. A bissexualidade por exemplo é um diferencial, ou assexualidade são temas que são menos escancarados na ficção. Então porque não enveredar mais por esses em vez de ser sempre o homossexualismo? Nada contra, mas cansa.

Por um lado, tudo o que é feito numa novela é para chamar a atenção e para por as pessoas a falar. Por essa ordem de ideias, nunca se podia fazer nada para normalizar uma dada situação porque ia ser sempre tida como uma questão de agenda por quem está de fora. Dá para perceber muito bem quando a intenção é haver personagens que estão num produto só para vender por causa da sua sexualidade, e não me parece, de todo, que seja o caso do casal desta novela.

Concordo contigo quando dizes que ainda há muitos temas para explorar. Mas não acho que seja uma questão de escolher lados, não é como se tivéssemos de abdicar de um casal homossexual, que ainda é 1 em dezenas, para ter uma personagem trans ou assexual, podem todos coincidir em simultâneo e pessoalmente acho que isso seria o ideal. Uns são mais representados que outros, é certo, mas isto não é uma competição. Não é por uns grupos estarem ainda a perder que não podemos celebrar as conquistas dos outros, qualquer passo já é bom para a comunidade.

E quanto à bissexualidade, tens atualmente em exibição Onde Está Elisa?, que tem duas personagens que pelo menos já se envolveram tanto com homens como com mulheres.

  • Gosto 3
Postado

Mas francisca volto a esclarecer que a mim cansa-me não é por existirem em novelas casais homossexuais. Cansa-me é porque comparativamente a outros,  que são igualmente minoritários na nossa sociedade, só se fala em homossexualidade. Bissexuais, Assexuais, Transexuais, Transgéneros, desses ninguém fala massivamente como os homossexuais. Daí a minha crítica. Ainda assim volto a dizer que apesar de cansar, o casal lésbico desta novela tem o diferencial de uma parte agredir física e psicologicamente a outra. E por aqui me fico neste assunto. É uma crítica que fiz e não retiro. Cada um tem direito à sua opinião. Concordamos em discordar e isso é que é de salutar. :)

Postado (editado)
há 5 minutos, Francisca disse:

Por um lado, tudo o que é feito numa novela é para chamar a atenção e para por as pessoas a falar. Por essa ordem de ideias, nunca se podia fazer nada para normalizar uma dada situação porque ia ser sempre tida como uma questão de agenda por quem está de fora. Dá para perceber muito bem quando a intenção é haver personagens que estão num produto só para vender por causa da sua sexualidade, e não me parece, de todo, que seja o caso do casal desta novela.

Concordo contigo quando dizes que ainda há muitos temas para explorar. Mas não acho que seja uma questão de escolher lados, não é como se tivéssemos de abdicar de um casal homossexual, que ainda é 1 em dezenas, para ter uma personagem trans ou assexual, podem todos coincidir em simultâneo e pessoalmente acho que isso seria o ideal. Uns são mais representados que outros, é certo, mas isto não é uma competição. Não é por uns grupos estarem ainda a perder que não podemos celebrar as conquistas dos outros, qualquer passo já é bom para a comunidade.

E quanto à bissexualidade, tens atualmente em exibição Onde Está Elisa?, que tem duas personagens que pelo menos já se envolveram tanto com homens como com mulheres.

Em Jogo Duplo a personagem da Jani Zhao também se envolveu com ambos os sexos, a Laura (Diana Costa e Silva) igualmente.

Editado por Ivo
  • Gosto 4
Postado
Agora mesmo, Ivo disse:

Em Jogo Duplo a personagem da Jani Zhao também se envolveu com ambos os sexos, a Laura (Diana Costa e Silva) igualmente.

(se calhar isto devia estar no outro tópico, mas já que se tocou neste assunto, deixo só isto aqui:)

Acho a Susana um caso interessante! Não sei se a chamaria de bissexual porque parece-me que ela só se envolveu com homens quando pretendia alguma coisa deles (mas também, sem acompanhando totalmente a novela, acho que ela fez o mesmo com a Laura), não me dá a sensação que ela tem uma atração genuína por eles como desenvolveu, por exemplo, pela Cátia.

Postado
há 18 minutos, Ficção Nacional disse:

O que eu estou a dizer, e é a ultima vez que falo do tema, é que as novelas podiam e deviam retrar outras questões que não apenas a homossexualidade. Just that. Nem contra, nem a favor, mas já cansa. Só isso. É a minha opinião e cada um, obviamente, tem a sua.

Isso tem tanto sentido como dizer que as novelas deviam deixar de ter negros, ou seja, zero. Não é uma questão, é um casal como os outros.

  • Gosto 3
Postado (editado)

Claro que não é uma questão. É uma opinião. Mas estamos num fórum certo, não serve o mesmo para... opinar?

Questão seria por exemplo debater o que se passou com o Artur, mas aqui neste fórum ninguém parece ter muita curiosidade..

Quanto à questão dos negros, essa é outra velha questão. A sua representatividade está neste momento em voga em Alma e Coração. Mas esse tópico não é aqui.

Editado por Ficção Nacional
Postado (editado)

Eu compreendo que há quem ache que a homossexualidade é um tema batido nas nossas novelas, mas para ser sincero, eu acho bastante bem que se aborde isso várias vezes, até porque é uma coisa que devia ser completamente natural na nossa cultura e sociedade... só que pronto, mentes fechadas e tal. Aliás, esta história do casal de lésbicas com a vertente da violência doméstica é um lado que acho que nunca foi explorado na nossa ficção. Portanto, por mim, isso não me incomoda de todo.

Editado por Johnman
  • Gosto 2
Postado (editado)

Mas porque raio a homossexualidade tem que ser um tema, eu ainda não entendi isso?! Não pode ser um casal como os outros, que tem os seus problemas, tem a sua história para além do preconceito e opressão e tudo o resto. A sério que não podem escrever um casal como os outros que tenha história, sem ser relacionado com o sexo das personagens?

Editado por Forbidden
  • Gosto 3
  • Obrigado 1
Postado

Mas a mim não me incomoda de todo. Pelo contrário. Por não me incomodar é que queria ver essa abordagem também para outros temas fraturantes na nossa sociedade. O que me incomoda e cansa é que se opte sempre por falar do mesmo quando há tantas outras coisas de sexualidade para se falar também e com as quais a sociedade precisa, urgentemente, lidar até que se 'ache o tema batido'.

Postado
há 1 minuto, Forbidden disse:

Mas porque raio a homossexualidade tem que ser um tema, eu ainda não entendi isso?! Não pode ser um casal como os outros, que tem os seus problemas, tem a sua história para além do preconceito e opressão e tudo o resto. A sério que não podem escrever um casal como os outros que tenha história, sem ser relacionado com o sexo das personagens?

Nem vale a pena continuares. So te estás a cansar, sinceramente. 

E, mais. Neste novela a homossexualidade nem é tema. Elas sao um casal como outro qualquer. Por isso nao vejo onde esta o "ja cansa ver". 

 

  • Gosto 2
Postado (editado)
há 9 minutos, Forbidden disse:

Mas porque raio a homossexualidade tem que ser um tema, eu ainda não entendi isso?! Não pode ser um casal como os outros, que tem os seus problemas, tem a sua história para além do preconceito e opressão e tudo o resto. A sério que não podem escrever um casal como os outros que tenha história, sem ser relacionado com o sexo das personagens?

Talvez porque ainda é uma coisa muito taboo na nossa sociedade? Há muitos que têm dificuldade em falar sobre isso abertamente (e isso inclui vários dos próprios homossexuais), e que ainda não aceitam a sua existência ou que tinham filhos/amigos/conhecidos/etc. que sejam gays/lésbicas/bis. Lá porque não devia ser um tema mas sim uma naturalidade normal e sem estranhezas, não significa que não seja um tema, quer concordemos com isso ou não. E é minimamente correto que as novelas, que têm muito público de uma demografia mais envelhecida e possivelmente conservadora, queiram destruir esse taboo e educar que não há nada de errado na homossexualidade. Se é batido e clichê que se bata sempre na mesma tecla? Talvez, mas não quer dizer que não continue a ser um tópico quente mesmo em 2018.

E nesta novela, as lésbicas são tratadas como qualquer outro casal, aparte de um único diálogo curto em que o Hossi acusou a Sílvia Rizzo de não aceitar que a filha dela (a Teresa Tavares) fosse lésbica, o que ela negou. Tirando isso, não houve nada que as tratasse como um casal diferente de qualquer par hetero.

Editado por Johnman
  • Gosto 2
Postado
há 1 minuto, Johnman disse:

 

E nesta novela, as lésbicas são tratadas como qualquer outro casal, aparte de um único diálogo curto em que o Hossi acusou a Sílvia Rizzo de não aceitar que a filha dela (a Teresa Tavares) fosse lésbica, o que ela negou. Tirando isso, não houve nada que as tratasse como um casal diferente de qualquer par hetero.

Pronto, então estás a concordar comigo. De resto, eu já não vejo a novela, simplesmente achei bizarro aqueles comentários.

Postado
há 1 minuto, Forbidden disse:

Pronto, então estás a concordar comigo. De resto, eu já não vejo a novela, simplesmente achei bizarro aqueles comentários.

....ok, então. Eu pretendi responder à tua questão no seu sentido literal sobre o porquê da homossexualidade ser um "tema", mas se era só isso que estavas a falar, então sim, concordo, e até gosto muito da naturalidade com que as personagens são escritas e recebidas pelos outros à sua volta. Se bem que eu também não discordo que hajam novelas que abordem o preconceito contra os LGBT's (já discutimos isto no que toca à personagem do Renato Godinho em AeC, que, apesar de ser um arco que já se viu 1000 vezes, não deixa de ser outra interpretação muito bem feita de um tópico atual).

E se já não vês a novela, estás a perder, porque todos os episódios até agora têm sido melhores que a estreia :haha:

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