JDaman Postado 30 de outubro 2018 Postado 30 de outubro 2018 há 11 minutos, Forbidden disse: Felizmente essa aberração não tem palco no Parlamento, nem 1 deputado sequer, então nem me lembro que existe. Acho que os portugueses não dão credibilidade alguma a esse partido. Cuidado com este tipo de afirmações... Trump e Bolsonaro também eram vistos como piadas e agora estamos como estamos. Vê-los como piadas só reforçam a sua notoriedade no meio do seu compadrio e os ajudam a passar a imagem de vítimas (quando são exactamente o contrário) para fora. Citar
Forbidden Postado 30 de outubro 2018 Postado 30 de outubro 2018 há 13 minutos, JDaman disse: Cuidado com este tipo de afirmações... Trump e Bolsonaro também eram vistos como piadas e agora estamos como estamos. Vê-los como piadas só reforçam a sua notoriedade no meio do seu compadrio e os ajudam a passar a imagem de vítimas (quando são exactamente o contrário) para fora. Não vejo como piada, não escrevi isso. Só disse que não tem credibilidade, o que é verdade. Claro que pode mudar no futuro, mas isso nem eu nem ninguém pode prever. Citar
JDaman Postado 30 de outubro 2018 Postado 30 de outubro 2018 há 1 minuto, Forbidden disse: Não vejo como piada, não escrevi isso. Só disse que não tem credibilidade, o que é verdade. Claro que pode mudar no futuro, mas isso nem eu nem ninguém pode prever. O partido pode não ter credibilidade, mas o que não falta por este país fora são pessoas que podiam-se encaixar no molde do eleitor-tipo do PNR. Não aconteceu ainda porque estamos num cenário político que estanca partidos como o PNR de serem relevantes a nível da tomada de decisões (PCP com o discurso de defender a soberania nacional em relação à UE e NATO, Marcelo ímane de popularidade, etc.). Também ninguém pensava que os Democratas Suecos ou a AfD iam chegar aos centros de decisão (fico mais surpreendido com a AfD, especialmente em Bundesländer/estados ocidentais) e cá estamos. Citar
Forbidden Postado 30 de outubro 2018 Postado 30 de outubro 2018 Agora mesmo, JDaman disse: O partido pode não ter credibilidade, mas o que não falta por este país fora são pessoas que podiam-se encaixar no molde do eleitor-tipo do PNR. Não aconteceu ainda porque estamos num cenário político que estanca partidos como o PNR de serem relevantes a nível da tomada de decisões (PCP com o discurso de defender a soberania nacional em relação à UE e NATO, Marcelo ímane de popularidade, etc.). Também ninguém pensava que os Democratas Suecos ou a AfD iam chegar aos centros de decisão (fico mais surpreendido com a AfD, especialmente em Bundesländer/estados ocidentais) e cá estamos. Por isso mesmo é que falei que é necessário manter a memória da ditadura viva, para não repetirmos o mesmo erro que o Brasil está a cometer. Citar
JDaman Postado 30 de outubro 2018 Postado 30 de outubro 2018 há 7 minutos, Forbidden disse: Por isso mesmo é que falei que é necessário manter a memória da ditadura viva, para não repetirmos o mesmo erro que o Brasil está a cometer. Odeio ter que dizer isto: manter a memória sobre o que se passou de mal neste país é uma coisa boa, mas infelizmente a emoção tende-se a sobrepôr à razão. Não é por nada que tiveste em 2007 o Salazar a ganhar um concurso de popularidade e ainda vês pessoas que apresentam uma autêntica dissonância cognitiva ao falarem da miséria de vida que tinham durante o Estado Novo, mas depois prezarem o Salazar como grande estadista e que na altura é que se vivia bem e não havia crime e havia respeito. 1 1 Citar
Forbidden Postado 30 de outubro 2018 Postado 30 de outubro 2018 há 43 minutos, JDaman disse: Odeio ter que dizer isto: manter a memória sobre o que se passou de mal neste país é uma coisa boa, mas infelizmente a emoção tende-se a sobrepôr à razão. Não é por nada que tiveste em 2007 o Salazar a ganhar um concurso de popularidade e ainda vês pessoas que apresentam uma autêntica dissonância cognitiva ao falarem da miséria de vida que tinham durante o Estado Novo, mas depois prezarem o Salazar como grande estadista e que na altura é que se vivia bem e não havia crime e havia respeito. Então que podemos fazer mais? Eu não sei sinceramente, estamos mesmo destinados a cometer os mesmos erros? Cada vez entendo menos o ser humano, a verdade é essa. 1 Citar
JDaman Postado 30 de outubro 2018 Postado 30 de outubro 2018 há 8 minutos, Forbidden disse: Então que podemos fazer mais? Eu não sei sinceramente, estamos mesmo destinados a cometer os mesmos erros? Cada vez entendo menos o ser humano, a verdade é essa. Acima de tudo, esperar que o centrão político acorde para a vida e veja que não pode ter políticas que beneficiem sempre uma minoria específica que tem a conta bancária recheada e um controlo quase total da economia. Porque é tudo muito giro dizer que são forças políticas moderadas, mas depois a factura ser paga sempre pelos mesmos. Esses mesmos que depois acabam por se tornar um alvo fácil de forças populistas. 2 1 Citar
Forbidden Postado 30 de outubro 2018 Postado 30 de outubro 2018 há 1 minuto, JDaman disse: Acima de tudo, esperar que o centrão político acorde para a vida e veja que não pode ter políticas que beneficiem sempre uma minoria específica que tem a conta bancária recheada e um controlo quase total da economia. Porque é tudo muito giro dizer que são forças políticas moderadas, mas depois a factura ser paga sempre pelos mesmos. Esses mesmos que depois acabam por se tornar um alvo fácil de forças populistas. Era bom, mas sinceramente depois do PS ter chumbado as 35 horas para o privado morreu pra mim. O PSD eu nem falo, porque não me vejo a votar nesse partido, mas se mudar para melhor, isso beneficiaria a todos sim. Mas o que eu vejo no centro é o que referes: beneficiam as classes mais altas, os pobres lixam-se sempre, a carga tributária está altíssima (o fim da austeridade é uma farsa), nem sequer mexem uma palha para reformar o sistema judicial (que é PODRE, eu não me canso de repetir porque para mim é importantíssimo ter um sistema judicial pelo qual eu me sentisse protegido e eu não sinto isso de forma alguma) e tantas outras coisas... eu até evito ver o telejornal porque da-me nojo. Falam tanto de certos escândalos (como este de Tancos por exemplo) e já se sabe que os culpados não vão ser punidos, então é só bla bla bla. O Presidente serve para dar beijinhos e abraços, como se isso ajudasse a vida de alguém. É muita coisa junta, cada vez a política portuguesa me interessa menos porque não fazem nada daquilo que eu acho que era importante fazer. Citar
canal5 Postado 30 de outubro 2018 Postado 30 de outubro 2018 há 1 hora, JDaman disse: Odeio ter que dizer isto: manter a memória sobre o que se passou de mal neste país é uma coisa boa, mas infelizmente a emoção tende-se a sobrepôr à razão. Não é por nada que tiveste em 2007 o Salazar a ganhar um concurso de popularidade e ainda vês pessoas que apresentam uma autêntica dissonância cognitiva ao falarem da miséria de vida que tinham durante o Estado Novo, mas depois prezarem o Salazar como grande estadista e que na altura é que se vivia bem e não havia crime e havia respeito. "Isto só ia lá com um Salazar em cada esquina"... 2 Citar
Forbidden Postado 30 de outubro 2018 Postado 30 de outubro 2018 há 6 minutos, canal5 disse: "Isto só ia lá com um Salazar em cada esquina"... Eu nem sei lidar com esse tipo de frases, repugna todo o meu ser. "Devia vir um novo Salazar" e coisas do género, é cuspir em cima de todo o sofrimento que a geração dos meus avós passou. 1 Citar
ATVTQsV Postado 30 de outubro 2018 Postado 30 de outubro 2018 há 1 hora, JDaman disse: Odeio ter que dizer isto: manter a memória sobre o que se passou de mal neste país é uma coisa boa, mas infelizmente a emoção tende-se a sobrepôr à razão. Não é por nada que tiveste em 2007 o Salazar a ganhar um concurso de popularidade e ainda vês pessoas que apresentam uma autêntica dissonância cognitiva ao falarem da miséria de vida que tinham durante o Estado Novo, mas depois prezarem o Salazar como grande estadista e que na altura é que se vivia bem e não havia crime e havia respeito. Nem com cinco Salazares este país ia ao sítio. Citar
canal5 Postado 30 de outubro 2018 Postado 30 de outubro 2018 há 14 minutos, Forbidden disse: Eu nem sei lidar com esse tipo de frases, repugna todo o meu ser. "Devia vir um novo Salazar" e coisas do género, é cuspir em cima de todo o sofrimento que a geração dos meus avós passou. A Polónia por exemplo está a entrar na extrema-direita... parece que isso não é mesmo um problema. Citar
Ruben Postado 30 de outubro 2018 Postado 30 de outubro 2018 há 17 minutos, JDaman disse: Acima de tudo, esperar que o centrão político acorde para a vida e veja que não pode ter políticas que beneficiem sempre uma minoria específica que tem a conta bancária recheada e um controlo quase total da economia. Porque é tudo muito giro dizer que são forças políticas moderadas, mas depois a factura ser paga sempre pelos mesmos. Esses mesmos que depois acabam por se tornar um alvo fácil de forças populistas. Não é bem assim. O problema tem várias variáveis. Trump e Bolsonaro defendem menos impostos para essa minoria específica e ganharam, por exemplo. Insinuar que se trata apenas disso quando os derrotados defendiam mais impostos para essa minoria específica é bastante redutor. A base de uma democracia é a economia e segurança. Podes ter uma tonelada de direitos para minorias étnicas, LGBT, entre tantas outras coisas (que são igualmente importantes), mas se a economia falha e a segurança também, que foi o caso do Brasil e de tantos outros casos ao longo do último século (um bom exemplo disso sendo a República de Weimar ou até mesmo a 1a República), nenhum candidato que não se apresente como uma mudança radical, seja ele de esquerda ou direita, nessas componentes irá conseguir fazer frente a candidatos de partidos tradicionais. Não podemos considerar Le Pen sem considerar Melénchon, por exemplo, cujo discurso é bastante semelhante (assim como muitos partidos da tal extrema-direita adota medidas que podiam muito bem ser da extrema-esquerda). Mais, o problema é que a extrema-direita só é desconstruída quando conseguem apontar as falhas das suas propostas, não quando tapam os ouvidos e chamam-lhes de fascistas. Haddad poderia muito bem ter pegado no histórico de Bolsonaro ao longo de quase 3 décadas no Congresso. Em vez disso, pegou nas declarações mais que repetidas e conhecidas e que não iam mudar a tendência de vitória do Bolsonaro. Isto e a estratégia de minar ao máximo Ciro Gomes na 1a volta, colando-se à figura de Lula, para poderem ter uma ida à 2a volta. Tivesse ganho Ciro Gomes, um candidato que, apesar dos seus problemas com a justiça, não estava num partido que literalmente significa corrupção para grande parte dos brasileiros, e as eleições poderiam ter ido de outra forma (mas isso também já é outro assunto). Outro grande problema é o completo lodo transversal aos partidos tradicionais. Temos uma Isabel Moreira a pintar as unhas na AR, casos de subsídios completamente mal utilizados, temos imensos partidos tradicionais por toda a Europa que literalmente se sentaram no poder por pensarem que este iria durar sempre e depois achamos estranho que discursos como "Drain the Swamp" (independentemente de virem de quem vem) tenham ressonância na população. Não é espanto nenhum: quando a economia não cresce ao ponto de beneficiar significativamente grande parte da população (e, mais uma vez, isso não depende de teres minoria com muito ou pouco dinheiro - o Brasil é exemplo disso mesmo), ou não existe segurança (caso da Europa com a vaga migratória que os partidos tradicionais teimam em ignorar os problemas que esta causou e levou à subida da AfD, FN, Democratas Suecos e outros tantos) e os partidos tradicionais teimam em insistir nas mesmas fórmulas que têm insistido ao longo de décadas e ainda apelidam aqueles que não pensam da mesma forma de fascistas só porque são mais radicais e focam-se unicamente nesse ponto, continuaremos a ver Bolsonaros, Trumps e outros tantos - e mais serão eleitos. Citar
Forbidden Postado 30 de outubro 2018 Postado 30 de outubro 2018 há 11 minutos, canal5 disse: A Polónia por exemplo está a entrar na extrema-direita... parece que isso não é mesmo um problema. Não estava por dentro do caso da Polónia, que triste isso... ainda para mais saíram de uma ditadura mais recente que a nossa, em 1990! Citar
JDaman Postado 30 de outubro 2018 Postado 30 de outubro 2018 há 1 hora, Ruben Fonseca disse: Não é bem assim. O problema tem várias variáveis. Trump e Bolsonaro defendem menos impostos para essa minoria específica e ganharam, por exemplo. Insinuar que se trata apenas disso quando os derrotados defendiam mais impostos para essa minoria específica é bastante redutor. A base de uma democracia é a economia e segurança. Podes ter uma tonelada de direitos para minorias étnicas, LGBT, entre tantas outras coisas (que são igualmente importantes), mas se a economia falha e a segurança também, que foi o caso do Brasil e de tantos outros casos ao longo do último século (um bom exemplo disso sendo a República de Weimar ou até mesmo a 1a República), nenhum candidato que não se apresente como uma mudança radical, seja ele de esquerda ou direita, nessas componentes irá conseguir fazer frente a candidatos de partidos tradicionais. Não podemos considerar Le Pen sem considerar Melénchon, por exemplo, cujo discurso é bastante semelhante (assim como muitos partidos da tal extrema-direita adota medidas que podiam muito bem ser da extrema-esquerda). Mais, o problema é que a extrema-direita só é desconstruída quando conseguem apontar as falhas das suas propostas, não quando tapam os ouvidos e chamam-lhes de fascistas. Haddad poderia muito bem ter pegado no histórico de Bolsonaro ao longo de quase 3 décadas no Congresso. Em vez disso, pegou nas declarações mais que repetidas e conhecidas e que não iam mudar a tendência de vitória do Bolsonaro. Isto e a estratégia de minar ao máximo Ciro Gomes na 1a volta, colando-se à figura de Lula, para poderem ter uma ida à 2a volta. Tivesse ganho Ciro Gomes, um candidato que, apesar dos seus problemas com a justiça, não estava num partido que literalmente significa corrupção para grande parte dos brasileiros, e as eleições poderiam ter ido de outra forma (mas isso também já é outro assunto). Outro grande problema é o completo lodo transversal aos partidos tradicionais. Temos uma Isabel Moreira a pintar as unhas na AR, casos de subsídios completamente mal utilizados, temos imensos partidos tradicionais por toda a Europa que literalmente se sentaram no poder por pensarem que este iria durar sempre e depois achamos estranho que discursos como "Drain the Swamp" (independentemente de virem de quem vem) tenham ressonância na população. Não é espanto nenhum: quando a economia não cresce ao ponto de beneficiar significativamente grande parte da população (e, mais uma vez, isso não depende de teres minoria com muito ou pouco dinheiro - o Brasil é exemplo disso mesmo), ou não existe segurança (caso da Europa com a vaga migratória que os partidos tradicionais teimam em ignorar os problemas que esta causou e levou à subida da AfD, FN, Democratas Suecos e outros tantos) e os partidos tradicionais teimam em insistir nas mesmas fórmulas que têm insistido ao longo de décadas e ainda apelidam aqueles que não pensam da mesma forma de fascistas só porque são mais radicais e focam-se unicamente nesse ponto, continuaremos a ver Bolsonaros, Trumps e outros tantos - e mais serão eleitos. Não digo que Trump e Bolsonaro não tenham o mesmo tipo de políticas económicas e financeiras que as que temos assistido (especialmente no que toca a questão da regulação [ou falta dela] financeira). Mas é aqui que entra o campo da emoção vs razão: ninguém votou Trump ou Bolsonaro porque "maior desregulação dos mercados financeiros". Votaram porque ou tinham um discurso que tocava num conjunto de pessoas que se sentiram afectadas com a terceirização e quarterização da economia ocidental (zonas rurais dos EUA, onde a manufactura e a exploração de recursos minerais eram as principais fontes de rendimento) ou por terem um discurso anti-corrupção (caso do Bolsonaro). Isto, claro está, para além do discurso xenófobo, racista, misógino e homofóbico. Agora, é mais do que óbvio que Trump está-se perfeitamente a borrifar para quem realmente vive em zonas rurais e vai continuar a beneficiar o corporatismo e os lóbis e é mais do que óbvio que um Bolsonaro que enriqueceu (e cuja a família enriqueceu também) à custa da actividade política, está-se perfeitamente a borrifar para a corrupção. A questão aqui essencial é: ou os partidos tradicionais arranjam forma de se reinventar ou de voltar às bases (é um pouco ridículo termos partidos "sociais democratas" com figuras como Jeroen Dijsselbloem, que defendem o oposto do que deviam defender), ou vamos continuar a ver a pressão por parte de novas forças políticas, especialmente daquelas que conseguirem fazer um "boa" utilização de um discurso populista e moralista. Isto, para além do discurso de abafamento de opinião e de rótulos que tu referes no último parágrafo. 1 Citar
Ruben Postado 30 de outubro 2018 Postado 30 de outubro 2018 há 7 horas, JDaman disse: Não digo que Trump e Bolsonaro não tenham o mesmo tipo de políticas económicas e financeiras que as que temos assistido (especialmente no que toca a questão da regulação [ou falta dela] financeira). Mas é aqui que entra o campo da emoção vs razão: ninguém votou Trump ou Bolsonaro porque "maior desregulação dos mercados financeiros". Votaram porque ou tinham um discurso que tocava num conjunto de pessoas que se sentiram afectadas com a terceirização e quarterização da economia ocidental (zonas rurais dos EUA, onde a manufactura e a exploração de recursos minerais eram as principais fontes de rendimento) ou por terem um discurso anti-corrupção (caso do Bolsonaro). Isto, claro está, para além do discurso xenófobo, racista, misógino e homofóbico. Agora, é mais do que óbvio que Trump está-se perfeitamente a borrifar para quem realmente vive em zonas rurais e vai continuar a beneficiar o corporatismo e os lóbis e é mais do que óbvio que um Bolsonaro que enriqueceu (e cuja a família enriqueceu também) à custa da actividade política, está-se perfeitamente a borrifar para a corrupção. A questão aqui essencial é: ou os partidos tradicionais arranjam forma de se reinventar ou de voltar às bases (é um pouco ridículo termos partidos "sociais democratas" com figuras como Jeroen Dijsselbloem, que defendem o oposto do que deviam defender), ou vamos continuar a ver a pressão por parte de novas forças políticas, especialmente daquelas que conseguirem fazer um "boa" utilização de um discurso populista e moralista. Isto, para além do discurso de abafamento de opinião e de rótulos que tu referes no último parágrafo. Obviamente que Bolsonaro e Trump se estão a borrifar, mas conseguiram ser eleitos. Mais uma vez, Haddad podia ter pegado no seu histórico como político e pegou naquilo que ele disse, criando um "nós contra eles" que era exatamente aquilo que Bolsonaro pretendia. No caso de Trump, Hillary esteve-se literalmente a borrifar para os estados do Rust Belt e foi isso que lhe custou a vitória. No entanto, tanto na eleição de um, como de outro, os seus adversários eram extremamente fracos, um sendo de um PT completamente arrasado por escândalos, outra com um discurso quase robótico; ambos apelando à razão quando a política, para o bem e para o mal, precisa de emoção para cativar pessoas. Os partidos tradicionais simplesmente precisam de compreender que estar a assentar o seu discurso com base às preocupações de há uma década atrás e excluir outras, como o sentimento anti-imigração que é transcendente à maior parte dos europeus, por serem "fascistas" e não terem lugar na política (juntamente com as outras coisas, igualmente importantes, que mencionei em cima) só vai resultar no sentimento de apoio a estes partidos, que tanto pode tender para a extrema-direita como tender para a extrema-esquerda (a 1ª eleição do SYRIZA, por exemplo). Claro que não se pede para os partidos serem populistas a troco de votos, mas basta serem realistas face às necessidades atuais. Um caso de sucesso disso mesmo é o ÖVP austríaco, que sob Sebastian Kurz conseguiu uma grande vitória quando, cerca de um ano antes, estava num distante 3º lugar nas sondagens. Voltar às bases tem que se lhe diga: à esquerda, pode-se dizer que resultou com o Labour, mas ainda assim de forma limitada porque, não só continua atrás dos Conservadores, como gostam ainda menos de Corbyn que de May (que é das líderes mais fracas que já tiveram). A esquerda tem tentado regressar às bases ultimamente, uns de uma forma mais limitada, outros de forma mais abrangente, e continuam a perder votos e a sofrer derrotas pesadas por toda a Europa. Acho que o caminho deveria ser lideranças jovens e carismáticas (caso do Ciudadanos e até mesmo do ÖVP, por exemplo), que propriamente um regresso às origens. Citar
Hugo Postado 30 de outubro 2018 Postado 30 de outubro 2018 Eu espero é que o Bolsonaro cale todos os que se opõem a ele. Citar
DanielNunes Postado 31 de outubro 2018 Postado 31 de outubro 2018 há 2 horas, HugoMiguel disse: Eu espero é que o Bolsonaro cale todos os que se opõem a ele. Assim espero, e posso estar enganado contra ele. Mas, continuo e ainda me oponho a ele. Não era o meu candidato e nunca foi. Respeito tua opinião e torço de coração que você esteja certo meu caro amigo. Pelo bem do povo brasileiro e da democracia. 1 Citar
Hugo Postado 31 de outubro 2018 Postado 31 de outubro 2018 há 2 minutos, DanielNunes disse: Assim espero, e posso estar enganado contra ele. Mas, continuo e ainda me oponho a ele. Não era o meu candidato e nunca foi. Respeito tua opinião e torço de coração que você esteja certo meu caro amigo. Pelo bem do povo brasileiro e da democracia. Eu também não queria que fosse ele a vencer as eleições, mas para o bem do Brasil (e até do mundo) espero que ele consiga fazer algo de bom. 5 Citar
Forbidden Postado 31 de outubro 2018 Postado 31 de outubro 2018 https://www.dn.pt/mundo/interior/operadora-de-camara-acusada-de-agredir-refugiados-a-pontape-foi-absolvida-10113113.html Enfim... Citar
Forbidden Postado 31 de outubro 2018 Postado 31 de outubro 2018 há 14 horas, HugoMiguel disse: Eu também não queria que fosse ele a vencer as eleições, mas para o bem do Brasil (e até do mundo) espero que ele consiga fazer algo de bom. Sim, eu estou preocupado especialmente com o que ele vai fazer com a floresta amazónica, que é importante pro mundo todo. 2 Citar
Hugo Postado 31 de outubro 2018 Postado 31 de outubro 2018 há 1 hora, Forbidden disse: Sim, eu estou preocupado especialmente com o que ele vai fazer com a floresta amazónica, que é importante pro mundo todo. Espero que, tal como o Trump, algumas das promessas que lhe saíram da boca para fora não se concretizem. 1 Citar
Fernando Postado 31 de outubro 2018 Postado 31 de outubro 2018 Eu odeio a pessoa que o Bolsonaro mostra ser, mas espero que seja uma mudança para o Brasil e que consiga mudar alguns parâmetros. Veremos como serão estes 4 anos e que o congresso também ajude a mediar algumas decisões! 1 Citar
Forbidden Postado 31 de outubro 2018 Postado 31 de outubro 2018 há 12 minutos, HugoMiguel disse: Espero que, tal como o Trump, algumas das promessas que lhe saíram da boca para fora não se concretizem. Esperemos que sim, até porque nem o Presidente pode fazer tudo, o congresso pode barra muitas coisas... mas claro, ele tendo um vice como militar dá sempre algum receio. Mas esta coisa que ele quer fazer de juntar o ministério da agricultura com o do meio ambiente é uma péssima ideia, na minha opinião, e um perigo para a amazónia (que não é um bem só brasileiro, não é a toa que é apelidada de pulmão do mundo). 1 Citar
agui Postado 31 de outubro 2018 Postado 31 de outubro 2018 (editado) há 17 horas, HugoMiguel disse: Eu também não queria que fosse ele a vencer as eleições, mas para o bem do Brasil (e até do mundo) espero que ele consiga fazer algo de bom. Já conseguiu queimar-se em 3 dias. Agora vai ser só rir com o número de votantes desse senhor a se arrependerem. Como eles dizem, o "choro é livre", mas, para infelicidade dele, é livre para todas as partes. O que interessa é acabar com o homossexualismo. A destruição da floresta amazónica não afeta os valores da família tradicional brasileira. Editado 31 de outubro 2018 por AGUI Citar
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