D007 Postado 22 de abril 2018 Postado 22 de abril 2018 há 6 minutos, Forbidden disse: Eu esse não li... não entendo porque não escolhem as obras mais simples dos autores, a ideia não é introduzir o autor? Porque começam pelas obras mais difíceis? Ainda pra mais pessoas que não estão habituadas a ler... só afastam as pessoas da leitura, infelizmente. Parece-me que a ideia é mais dificultar a vida aos alunos. Citar
Duarte Postado 22 de abril 2018 Postado 22 de abril 2018 há 8 horas, Forbidden disse: Eu esse não li... não entendo porque não escolhem as obras mais simples dos autores, a ideia não é introduzir o autor? Porque começam pelas obras mais difíceis? Ainda pra mais pessoas que não estão habituadas a ler... só afastam as pessoas da leitura, infelizmente. O Memorial por acaso é um livro excelente, carregado de simbolismo que, na minha opinião, justifica imenso a leitura no 12º ano. O mesmo para os Maias - a crítica social é muito válida, só que acontece numa época já datada que acaba por perder o sentido. Mas gostei de ler ambos (embora confesse que só os tenha lido porque os ia dar na escola, se bem que nunca foi obrigatório ler para conseguir boas notas). 1 1 Citar
RPSG Postado 22 de abril 2018 Postado 22 de abril 2018 há 13 minutos, Duarte disse: O Memorial por acaso é um livro excelente, carregado de simbolismo que, na minha opinião, justifica imenso a leitura no 12º ano. O mesmo para os Maias - a crítica social é muito válida, só que acontece numa época já datada que acaba por perder o sentido. Mas gostei de ler ambos (embora confesse que só os tenha lido porque os ia dar na escola, se bem que nunca foi obrigatório ler para conseguir boas notas). Se eu tivesse tido uma forma de abordagem dos Maias como tive do Memorial (cada aluno apresentava um capítulo tendo de respeitar certas normas) talvez tivesse gostado mais dos Maias. Andar a ler páginas de descrições de locais não é a coisa mais agradável do mundo. Citar
Duarte Postado 22 de abril 2018 Postado 22 de abril 2018 há 1 minuto, RPSG disse: Se eu tivesse tido uma forma de abordagem dos Maias como tive do Memorial (cada aluno apresentava um capítulo tendo de respeitar certas normas) talvez tivesse gostado mais dos Maias. Andar a ler páginas de descrições de locais não é a coisa mais agradável do mundo. Eu compreendo o porquê de se lecionar os Maias. Mas acho que deviam optar por outro livro. Se querem manter o Eça, ele tem uma obra vasta o suficiente para isso. Se não, procurem por outro autor com um livro mais atual Citar
RPSG Postado 22 de abril 2018 Postado 22 de abril 2018 há 1 minuto, Duarte disse: Eu compreendo o porquê de se lecionar os Maias. Mas acho que deviam optar por outro livro. Se querem manter o Eça, ele tem uma obra vasta o suficiente para isso. Se não, procurem por outro autor com um livro mais atual Se eu contasse como foi a minha avaliação dos Maias, vocês iam-se rir. Citar
Duarte Postado 22 de abril 2018 Postado 22 de abril 2018 há 1 minuto, RPSG disse: Se eu contasse como foi a minha avaliação dos Maias, vocês iam-se rir. vá, conta lá Citar
RPSG Postado 22 de abril 2018 Postado 22 de abril 2018 há 1 minuto, Duarte disse: vá, conta lá Primeiro cada aluno escreveu o seu número de turma num papel (e eu feito cromo fiz num papel enorme e por isso fui o primeiro) e foram colocados num saco. Noutro saco havia palavras random. O professor tirava o papel dos números e quem saísse ia ao outro saco tirar a palavra. Depois voltava ao lugar e tinha um tempo (mas pouco) para escrever tópicos que relacionavam a palavra à obra. No fim, quem saia sentava-se ao lado do professor e tinha 1 minuto (medido de ampulheta e não podia ser nem a mais, nem a menos porque havia penalizações) para fazer um discurso com princípio, meio e fim sobre a obra e a palavra. Resultado: Não li os Maias e tive 17. Citar
Duarte Postado 22 de abril 2018 Postado 22 de abril 2018 há 2 minutos, RPSG disse: Primeiro cada aluno escreveu o seu número de turma num papel (e eu feito cromo fiz num papel enorme e por isso fui o primeiro) e foram colocados num saco. Noutro saco havia palavras random. O professor tirava o papel dos números e quem saísse ia ao outro saco tirar a palavra. Depois voltava ao lugar e tinha um tempo (mas pouco) para escrever tópicos que relacionavam a palavra à obra. No fim, quem saia sentava-se ao lado do professor e tinha 1 minuto (medido de ampulheta e não podia ser nem a mais, nem a menos porque havia penalizações) para fazer um discurso com princípio, meio e fim sobre a obra e a palavra. Resultado: Não li os Maias e tive 17. Que palhaçada. Eu tive um prezi muito giro e útil que analisava os tópicos importantes da obra, os episódios da vida romântica, as críticas à sociedade, as dicotomias na educação do Carlos da Maia vs pai dele, etc... Citar
Forbidden Postado 23 de abril 2018 Postado 23 de abril 2018 há 12 horas, Duarte disse: O Memorial por acaso é um livro excelente, carregado de simbolismo que, na minha opinião, justifica imenso a leitura no 12º ano. O mesmo para os Maias - a crítica social é muito válida, só que acontece numa época já datada que acaba por perder o sentido. Mas gostei de ler ambos (embora confesse que só os tenha lido porque os ia dar na escola, se bem que nunca foi obrigatório ler para conseguir boas notas). São ambos livros excelentes sim, nem disse o contrário, só não acho que sejam boas introduções à obra desses dois autores, nem estimulam a leitura. E sim, não é "obrigatório" ler, tanto que eu não cheguei sequer a meio do livro (Os Maias, o Memorial eu li) na altura e tive boas notas. Aliás, na minha turma acho que só houve 1 pessoa a chegar ao fim dos Maias, mesmo pessoas que até gostavam de ler desistiram da leitura. Eles guiaram-se pelos resumos do livro e tiveram quase todos boas notas que me recorde. Citar
BBFF Postado 24 de abril 2018 Postado 24 de abril 2018 há 17 horas, Forbidden disse: São ambos livros excelentes sim, nem disse o contrário, só não acho que sejam boas introduções à obra desses dois autores, nem estimulam a leitura. E sim, não é "obrigatório" ler, tanto que eu não cheguei sequer a meio do livro (Os Maias, o Memorial eu li) na altura e tive boas notas. Aliás, na minha turma acho que só houve 1 pessoa a chegar ao fim dos Maias, mesmo pessoas que até gostavam de ler desistiram da leitura. Eles guiaram-se pelos resumos do livro e tiveram quase todos boas notas que me recorde. Ah, no meu colégio, não. Mais de metade da turma leu. Quem não leu... se ferrou! Eu até gostei d'Os Maias, quando li, mas, aquando da análise da obra, tornou-se no meu livro preferido Eça, Eça, Eça!... On 22/04/2018 at 12:07, Tiago João disse: A minha setôra de Inglês diz exatamente o mesmo e diz que devíamos dar "A Cidade e as Serras" de Eça, que é muito mais curto, mais divertido, mas com uma crítica social e retrato da sociedade da altura ainda mais vincadas do que nos Maias. Nos Maias eu já comecei a bocejar à terceira página e tem mais de 600 Ah! Que bom! Esse é o próximo livro que vou ler. E quero ganhar coragem para ler os do Júlio Dinis, que devem ter uma oitocentas páginas Eu, por acaso, amei OM e adorei MDC. Do Saramago, também, li Ensaio sobre a Cegueira, que me parece de mais fácil compreensão. Citar
Forbidden Postado 24 de abril 2018 Postado 24 de abril 2018 há 6 horas, BBFF disse: Ah, no meu colégio, não. Mais de metade da turma leu. Quem não leu... se ferrou! Eu até gostei d'Os Maias, quando li, mas, aquando da análise da obra, tornou-se no meu livro preferido Eça, Eça, Eça!... Ah! Que bom! Esse é o próximo livro que vou ler. E quero ganhar coragem para ler os do Júlio Dinis, que devem ter uma oitocentas páginas Eu, por acaso, amei OM e adorei MDC. Do Saramago, também, li Ensaio sobre a Cegueira, que me parece de mais fácil compreensão. Do Saramago eu recomendo muito, para além do "Ensaio" que já leste, o "Evangelho Segundo Jesus Cristo". É um livro tão bom... também adorei o "Caim". 1 Citar
msm0 Postado 24 de abril 2018 Postado 24 de abril 2018 No que diz respeito às obras obrigatórias de leitura no ensino secundário, as minhas preferidas foram Frei Luís de Sousa e Felizmente, Há Luar. Além de serem curtas, tiveram um final surpreendente. Também gostei do sermão, mas menos que as anteriores. Citar
BBFF Postado 24 de abril 2018 Postado 24 de abril 2018 há 8 horas, msm0 disse: No que diz respeito às obras obrigatórias de leitura no ensino secundário, as minhas preferidas foram Frei Luís de Sousa e Felizmente, Há Luar. Além de serem curtas, tiveram um final surpreendente. Também gostei do sermão, mas menos que as anteriores. E têm a vantagem de serem de texto dramático. A leitura é muito mais fluida. Pelo menos, para mim. Eu estive uma semana a ler Os Maias. O Frei Luís de Sousa li numa tarde. Claro que a dimensão dos livros também conta, mas acho que é mais «rápido» ler texto dramático. Citar
D007 Postado 24 de abril 2018 Postado 24 de abril 2018 há 8 minutos, BBFF disse: E têm a vantagem de serem de texto dramático. A leitura é muito mais fluida. Pelo menos, para mim. Eu estive uma semana a ler Os Maias. O Frei Luís de Sousa li numa tarde. Claro que a dimensão dos livros também conta, mas acho que é mais «rápido» ler texto dramático. Além da própria linguagem ser mais corrente, tudo isso faz a diferença. Mas por algum motivo em exames não costuma sair muito texto dramático. 1 Citar
BBFF Postado 24 de abril 2018 Postado 24 de abril 2018 há 5 minutos, D007 disse: Além da própria linguagem ser mais corrente, tudo isso faz a diferença. Mas por algum motivo em exames não costuma sair muito texto dramático. Pois não. Eu queria mesmo muito que, no do meu ano, saísse Os Maias, mas não aconteceu Nem Memorial Citar
Yggdrasil Postado 24 de abril 2018 Postado 24 de abril 2018 Nunca precisei de ler nenhuma obra na íntegra para ter excelentes notas a Português. Felizmente, nunca soube o que é ter menos de 18 à disciplina. Confesso que até já tenho alguma saudade das aulas, muito graças às ótimas professoras que tive no secundário. Devo ser dos casos raros de Ciências que nunca disse mal de Português. Citar
Forbidden Postado 24 de abril 2018 Postado 24 de abril 2018 Mas para além dessas obras, tínhamos que ler 1 livro por trimestre e fazer uma apresentação oral acerca do livro. Isso eu acho que era algo que incentivava a leitura, pois cada um escolhia um livro que gostasse, e aí lia-o de facto, porque os outros "obrigatórios" quase ninguém lia (até podiam começar, mas acabar nem por isso). Citar
D23 Postado 9 de junho 2018 Postado 9 de junho 2018 http://www.universohq.com/noticias/abril-confirma-em-comunicado-a-assinantes-fim-dos-quadrinhos-disney-na-editora/ Após 68 anos, a Editora Abril rescindiu contrato com a Disney! 1 Citar
Forbidden Postado 16 de junho 2018 Postado 16 de junho 2018 De volta a Lispector, com "Perto do Coração Selvagem" Citar
TaniaM Postado 19 de junho 2018 Postado 19 de junho 2018 Um Amante sem Igual" de Julie Anne Long Citar
Forbidden Postado 8 de julho 2018 Postado 8 de julho 2018 A ler "As Velas Ardem Até ao Fim", de Sándor Márai Citar
Forbidden Postado 17 de julho 2018 Postado 17 de julho 2018 Outro da Agatha Christie, "O Enigma das Cartas Anónimas" Citar
Televisão 10 Postado 23 de julho 2018 Postado 23 de julho 2018 (editado) Acabei de ler, em três tardes, A Amiga Genial - Infância e Adolescência, de Elena Ferrante. Confesso que escolhi ler o livro, pois achei interessante a história de não se saber quem é a escritora na realidade. Se fosse escritor, penso que também me manteria no anonimato. Uma sinopse que não prometia muito, mas, de facto, a escrita envolve-nos de tal maneira que não queremos parar de ler o livro. Muito interessante. Só reparei no final que a obra continua noutros livros, que vou comprar para continuar a desfrutar da história leve, mas tão completa, retratando num olhar vários focos diferentes próprios desta idade, assim como da sociedade italiana da altura. Nos outros livros, a história continua à medida que os anos passam... Editado 23 de julho 2018 por Televisão 10 Citar
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