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há 6 minutos, Forbidden disse:

Eu esse não li... não entendo porque não escolhem as obras mais simples dos autores, a ideia não é introduzir o autor? Porque começam pelas obras mais difíceis? Ainda pra mais pessoas que não estão habituadas a ler... só afastam as pessoas da leitura, infelizmente.

Parece-me que a ideia é mais dificultar a vida aos alunos. :rolleyes:

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há 8 horas, Forbidden disse:

Eu esse não li... não entendo porque não escolhem as obras mais simples dos autores, a ideia não é introduzir o autor? Porque começam pelas obras mais difíceis? Ainda pra mais pessoas que não estão habituadas a ler... só afastam as pessoas da leitura, infelizmente.

O Memorial por acaso é um livro excelente, carregado de simbolismo que, na minha opinião, justifica imenso a leitura no 12º ano. O mesmo para os Maias - a crítica social é muito válida, só que acontece numa época já datada que acaba por perder o sentido. Mas gostei de ler ambos (embora confesse que só os tenha lido porque os ia dar na escola, se bem que nunca foi obrigatório ler para conseguir boas notas). 

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há 13 minutos, Duarte disse:

O Memorial por acaso é um livro excelente, carregado de simbolismo que, na minha opinião, justifica imenso a leitura no 12º ano. O mesmo para os Maias - a crítica social é muito válida, só que acontece numa época já datada que acaba por perder o sentido. Mas gostei de ler ambos (embora confesse que só os tenha lido porque os ia dar na escola, se bem que nunca foi obrigatório ler para conseguir boas notas). 

Se eu tivesse tido uma forma de abordagem dos Maias como tive do Memorial (cada aluno apresentava um capítulo tendo de respeitar certas normas) talvez tivesse gostado mais dos Maias. Andar a ler páginas de descrições de locais não é a coisa mais agradável do mundo.

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há 1 minuto, RPSG disse:

Se eu tivesse tido uma forma de abordagem dos Maias como tive do Memorial (cada aluno apresentava um capítulo tendo de respeitar certas normas) talvez tivesse gostado mais dos Maias. Andar a ler páginas de descrições de locais não é a coisa mais agradável do mundo.

Eu compreendo o porquê de se lecionar os Maias. Mas acho que deviam optar por outro livro. Se querem manter o Eça, ele tem uma obra vasta o suficiente para isso. Se não, procurem por outro autor com um livro mais atual 

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há 1 minuto, Duarte disse:

Eu compreendo o porquê de se lecionar os Maias. Mas acho que deviam optar por outro livro. Se querem manter o Eça, ele tem uma obra vasta o suficiente para isso. Se não, procurem por outro autor com um livro mais atual 

Se eu contasse como foi a minha avaliação dos Maias, vocês iam-se rir.

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há 1 minuto, Duarte disse:

vá, conta lá :haha: 

Primeiro cada aluno escreveu o seu número de turma num papel (e eu feito cromo fiz num papel enorme e por isso fui o primeiro) e foram colocados num saco. Noutro saco havia palavras random. O professor tirava o papel dos números e quem saísse ia ao outro saco tirar a palavra. Depois voltava ao lugar e tinha um tempo (mas pouco) para escrever tópicos que relacionavam a palavra à obra. No fim, quem saia sentava-se ao lado do professor e tinha 1 minuto (medido de ampulheta e não podia ser nem a mais, nem a menos porque havia penalizações) para fazer um discurso com princípio, meio e fim sobre a obra e a palavra. Resultado: Não li os Maias e tive 17.

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há 2 minutos, RPSG disse:

Primeiro cada aluno escreveu o seu número de turma num papel (e eu feito cromo fiz num papel enorme e por isso fui o primeiro) e foram colocados num saco. Noutro saco havia palavras random. O professor tirava o papel dos números e quem saísse ia ao outro saco tirar a palavra. Depois voltava ao lugar e tinha um tempo (mas pouco) para escrever tópicos que relacionavam a palavra à obra. No fim, quem saia sentava-se ao lado do professor e tinha 1 minuto (medido de ampulheta e não podia ser nem a mais, nem a menos porque havia penalizações) para fazer um discurso com princípio, meio e fim sobre a obra e a palavra. Resultado: Não li os Maias e tive 17.

Que palhaçada.

Eu tive um prezi muito giro e útil que analisava os tópicos importantes da obra, os episódios da vida romântica, as críticas à sociedade, as dicotomias na educação do Carlos da Maia vs pai dele, etc... 

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há 12 horas, Duarte disse:

O Memorial por acaso é um livro excelente, carregado de simbolismo que, na minha opinião, justifica imenso a leitura no 12º ano. O mesmo para os Maias - a crítica social é muito válida, só que acontece numa época já datada que acaba por perder o sentido. Mas gostei de ler ambos (embora confesse que só os tenha lido porque os ia dar na escola, se bem que nunca foi obrigatório ler para conseguir boas notas). 

São ambos livros excelentes sim, nem disse o contrário, só não acho que sejam boas introduções à obra desses dois autores, nem estimulam a leitura. E sim, não é "obrigatório" ler, tanto que eu não cheguei sequer a meio do livro (Os Maias, o Memorial eu li) na altura e tive boas notas. Aliás, na minha turma acho que só houve 1 pessoa a chegar ao fim dos Maias, mesmo pessoas que até gostavam de ler desistiram da leitura. Eles guiaram-se pelos resumos do livro e tiveram quase todos boas notas que me recorde.

 

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há 17 horas, Forbidden disse:

São ambos livros excelentes sim, nem disse o contrário, só não acho que sejam boas introduções à obra desses dois autores, nem estimulam a leitura. E sim, não é "obrigatório" ler, tanto que eu não cheguei sequer a meio do livro (Os Maias, o Memorial eu li) na altura e tive boas notas. Aliás, na minha turma acho que só houve 1 pessoa a chegar ao fim dos Maias, mesmo pessoas que até gostavam de ler desistiram da leitura. Eles guiaram-se pelos resumos do livro e tiveram quase todos boas notas que me recorde.

Ah, no meu colégio, não. Mais de metade da turma leu. Quem não leu... se ferrou! :mosking: Eu até gostei d'Os Maias, quando li, mas, aquando da análise da obra, tornou-se no meu livro preferido :heart: Eça, Eça, Eça!...

On ‎22‎/‎04‎/‎2018 at 12:07, Tiago João disse:

A minha setôra de Inglês diz exatamente o mesmo e diz que devíamos dar "A Cidade e as Serras" de Eça, que é muito mais curto, mais divertido, mas com uma crítica social e retrato da sociedade da altura ainda mais vincadas do que nos Maias. Nos Maias eu já comecei a bocejar à terceira página e tem mais de 600 :S:suicide: 

Ah! Que bom! Esse é o próximo livro que vou ler. E quero ganhar coragem para ler os do Júlio Dinis, que devem ter uma oitocentas páginas :haha: 

Eu, por acaso, amei OM e adorei MDC. Do Saramago, também, li Ensaio sobre a Cegueira, que me parece de mais fácil compreensão.

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há 6 horas, BBFF disse:

Ah, no meu colégio, não. Mais de metade da turma leu. Quem não leu... se ferrou! :mosking: Eu até gostei d'Os Maias, quando li, mas, aquando da análise da obra, tornou-se no meu livro preferido :heart: Eça, Eça, Eça!...

Ah! Que bom! Esse é o próximo livro que vou ler. E quero ganhar coragem para ler os do Júlio Dinis, que devem ter uma oitocentas páginas :haha: 

Eu, por acaso, amei OM e adorei MDC. Do Saramago, também, li Ensaio sobre a Cegueira, que me parece de mais fácil compreensão.

Do Saramago eu recomendo muito, para além do "Ensaio" que já leste, o "Evangelho Segundo Jesus Cristo". É um livro tão bom... também adorei o "Caim".

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No que diz respeito às obras obrigatórias de leitura no ensino secundário, as minhas preferidas foram Frei Luís de Sousa e Felizmente, Há Luar. Além de serem curtas, tiveram um final surpreendente. Também gostei do sermão, mas menos que as anteriores. 

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há 8 horas, msm0 disse:

No que diz respeito às obras obrigatórias de leitura no ensino secundário, as minhas preferidas foram Frei Luís de Sousa e Felizmente, Há Luar. Além de serem curtas, tiveram um final surpreendente. Também gostei do sermão, mas menos que as anteriores. 

E têm a vantagem de serem de texto dramático. A leitura é muito mais fluida. Pelo menos, para mim. Eu estive uma semana a ler Os Maias. O Frei Luís de Sousa li numa tarde. Claro que a dimensão dos livros também conta, mas acho que é mais «rápido» ler texto dramático.

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há 8 minutos, BBFF disse:

E têm a vantagem de serem de texto dramático. A leitura é muito mais fluida. Pelo menos, para mim. Eu estive uma semana a ler Os Maias. O Frei Luís de Sousa li numa tarde. Claro que a dimensão dos livros também conta, mas acho que é mais «rápido» ler texto dramático.

Além da própria linguagem ser mais corrente, tudo isso faz a diferença. Mas por algum motivo em exames não costuma sair muito texto dramático. :haha:

  • Gosto 1
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há 5 minutos, D007 disse:

Além da própria linguagem ser mais corrente, tudo isso faz a diferença. Mas por algum motivo em exames não costuma sair muito texto dramático. :haha:

Pois não. Eu queria mesmo muito que, no do meu ano, saísse Os Maias, mas não aconteceu :( Nem Memorial :( 

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Nunca precisei de ler nenhuma obra na íntegra para ter excelentes notas a Português. Felizmente, nunca soube o que é ter menos de 18 à disciplina. :beach: Confesso que até já tenho alguma saudade das aulas, muito graças às ótimas professoras que tive no secundário. Devo ser dos casos raros de Ciências que nunca disse mal de Português. :mosking:

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Mas para além dessas obras, tínhamos que ler 1 livro por trimestre e fazer uma apresentação oral acerca do livro. Isso eu acho que era algo que incentivava a leitura, pois cada um escolhia um livro que gostasse, e aí lia-o de facto, porque os outros "obrigatórios" quase ninguém lia (até podiam começar, mas acabar nem por isso).

  • 1 mês depois...
  • 3 semanas depois...
  • 2 semanas depois...
Postado (editado)

Acabei de ler, em três tardes, A Amiga Genial - Infância e Adolescência, de Elena Ferrante. Confesso que escolhi ler o livro, pois achei interessante a história de não se saber quem é a escritora na realidade. Se fosse escritor, penso que também me manteria no anonimato. Uma sinopse que não prometia muito, mas, de facto, a escrita envolve-nos de tal maneira que não queremos parar de ler o livro. Muito interessante. Só reparei no final que a obra continua noutros livros, que vou comprar para continuar a desfrutar da história leve, mas tão completa, retratando num olhar vários focos diferentes próprios desta idade, assim como da sociedade italiana da altura. Nos outros livros, a história continua à medida que os anos passam...

Editado por Televisão 10

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