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há 1 hora, Manuel Silva disse:

Nem sei para que é que vão gastar dinheiro nisso. O Maduro não é o único candidato?

Tendo em conta que vi sondagens em que ele sai vencedor com 55% dos votos, tem de haver gente que fique com os restantes 45%. xD

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há 14 minutos, Ambrósio disse:

Este ano não há Serenata Monumental em Coimbra

Secção de Fado alega que não recebeu financiamento nos últimos dois anos e que, por isso, o momento alto da Queima das Fitas não vai acontecer

https://www.dn.pt/portugal/interior/seccao-de-fado-recusa-participar-na-queima-das-fitas-de-coimbra-9154295.html

 

Mais uma tradição da cidade que se perde...

Vinha colocar isso aqui. Apesar de só ter ido no máximo 4 vezes, em que numa fui e voltei logo, em duas "ouvi" numa das ruelas de acesso à Sé e só numa é que consegui estar perto para ver e jurei nunca mais, é chato não haver. É chato para quem gosta de ir e sobretudo para os caloiros, por terem a expectativa de "ah é a primeira, temos de ir" e mais ainda para os finalistas, que possivelmente tiveram a sua última serenata no ano passado e não choraram a baba e ranho que a ocasião tanto provoca. Agora, para os bombeiros e INEM é menos serviço. Eu sei que é tradição fazer sempre na Sé Velha, mas, gente, uma coisa era fazer na Sé Velha desde o séc. XIII até o início do séc. XX. Hoje em dia, aquilo é claustrofóbico. A meu ver, já se devia ter mudado o local há muito.

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há 2 minutos, srcbica disse:

Vinha colocar isso aqui. Apesar de só ter ido no máximo 4 vezes, em que numa fui e voltei logo, em duas "ouvi" numa das ruelas de acesso à Sé e só numa é que consegui estar perto para ver e jurei nunca mais, é chato não haver. É chato para quem gosta de ir e sobretudo para os caloiros, por terem a expectativa de "ah é a primeira, temos de ir" e mais ainda para os finalistas, que possivelmente tiveram a sua última serenata no ano passado e não choraram a baba e ranho que a ocasião tanto provoca. Agora, para os bombeiros e INEM é menos serviço. Eu sei que é tradição fazer sempre na Sé Velha, mas, gente, uma coisa era fazer na Sé Velha desde o séc. XIII até o início do séc. XX. Hoje em dia, aquilo é claustrofóbico. A meu ver, já se devia ter mudado o local há muito.

Não estava a par disso, sinceramente. Mas se há esses problemas, podiam muito bem mudar o local, faziam num sítio mais espaçoso.

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Agora mesmo, Ambrósio disse:

Não estava a par disso, sinceramente. Mas se há esses problemas, podiam muito bem mudar o local, faziam num sítio mais espaçoso.

Na ruela de acesso a partir do Arco de Almedina, estão lá sempre os bombeiros. Também é costume haver INEM e polícia espalhados. Tem de ser assim, porque todos os anos há gente a desmaiar e não é por ter bebido mais do que aquilo que devia (também há desses); é mesmo porque não aguentam o calor ou até mesmo a falta de ar, apesar de aquilo ser ao ar livre, no meio de tanta gente. E depois o problema que é para sair para levar a pessoa desmaiada para os bombeiros ou INEM? As pessoas não saem do sítio, até porque não têm como.:haha: Os amigos da desmaiada gritam para que as alas sejam abertas, mas logo de seguida vêm os gritos de "CALUDA! CALEM-SE CRL! DEIXEM OUVIR!" e tanto faz gritar para abrir a passagem ou não. É que uma coisa são aqueles grupos que formam uma fila indiana, dão as mãos e lá vão saindo como podem, enquanto outros fazem o mesmo, mas para entrar.:rolleyes: Outra é ter uma pessoa que não pode andar, porque, prontos, está desmaiada. Ou é carregada por um amigo ou é carregada por todos em cima da fila. Eu sei que este último caso é uma situação caricata, mas acontece. E sinceramente até é o melhor, que apanha mais ar fresco do que quem está em baixo.

Agora, uma história engraçada que aconteceu comigo. Na primeira vez que fui à serenata, que foi no meu 2º ano - no 1º ninguém me disse onde era, o meu padrinho de praxe, apesar de finalista, não queria ir, dizia que nunca tinha ido a uma, porque não valia a pena, fui para o recinto, porque o recinto é que tinha espaço para toda a gente, jamais pensaria que seria num lugar tão apertado - fiquei numa das ruelas de acesso à Sé Velha a "ouvir", que ouvir a sério ouve-se pouco, mas dá para o gasto, quando não há gritos que vêm desestabilizar a ordem e gritos para a restabelecer novamente. Ora, estava eu na minha vida com as minhas amigas daquele tempo e, a certa altura, começa-se a formar uma fila no meu lado direito de gente a vir-se embora. Nisto, eu resolvo ficar de frente para a fila, para ser mais fácil para as pessoas passarem sem tocar no meu ombro direito. Acho que isto é algo que todos nós fazemos até instintivamente. No entanto, sem saber, para além da fila que estava à minha frente, uma outra começou a passar atrás de mim. Ora, estando no meio de duas filas, de repente os meus pés deixam de estar em contacto com o planeta Terra para todo o meu corpo ser levitado e tomar o mesmo rumo dessas duas filas. De repente, vem-me a aflição de querer colocar os pés no chão e não conseguir. Eu estava mesmo a ser transportado por duas filas contra o meu livre-arbítrio. Então, eu fiz aquilo que toda a pessoa calma faz num momento como esse: gritei "Socorro!". Nesse momento, em que consegui chamar a atenção das minhas amigas e das duas filas, eu finalmente volto para o chão, volto para ao pé das amigas e "ouvi" o resto da Serenata do jeito que era possível.

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Resultados das eleições italianas para o Senado:

Movimento 5 Stelle: 32,22%

Partito Democratico: 19,13%

Lega: 17,64%

Forza Italia: 14,44%

Fratelli D'Italia Con Giorgia Meloni: 4,26%

Liberi e Uguali: 3,27%

+Europa: 2,36%

Noi Con L'Italia - UDC: 1,20%

Italia Europa Insieme: 0,54%

Civica Popolare Lorenzin: 0,52%

SVP-PATT: 0,42%

 

Coalizione Centrodestra: 37,49% o que corresponde a 55 lugares

Movimento 5 Stelle: 32,22% o que corresponde a 41 lugares

Coalizione Centrosinistra: 22,99% o que corresponde a 12 lugares

Liberi e Uguali: 3,27% o que corresponde a 0 lugares

 

Resultados das eleições italianas para a Câmara dos Deputados:

Movimento 5 Stelle: 32,68%

Partito Democratico: 18,72%

Lega: 17,37%

Forza Italia: 14,01%

Fratelli D'Italia Con Giorgia Meloni: 4,35%

Liberi e Uguali: 3,39%

+Europa: 2,55%

Noi Con L'Italia - UDC: 1,30%

Italia Europa Insieme: 0,60%

Civica Popolare Lorenzin: 0,54%

SVP-PATT: 0,41%

 

Coalizione Centrodestra: 37,00% o que corresponde a 108 lugares

Movimento 5 Stelle: 32,68% o que corresponde a 87 lugares

Coalizione Centrosinistra: 22,85% o que corresponde a 24 lugares

Liberi e Uguali: 3,39% o que corresponde a 0 lugares

 

Não sei até que ponto as coligações são viáveis ou não. Não sei se é como aqui, em que vão todos separados e depois é que se lembram de virar para onde bem lhes apetece ou se vão separados, mas com juras de se juntarem depois. De qualquer modo, chamar àquela coligação azul de "centrodestra" para mim é um insulto ao centro e ao próprio centro-direita. A coligação de centro-esquerda tem toda a mais centro-direita lá metida do que a de "centro-direita".

Outra coisa que a gente vê aqui bem patente é o euroceticismo com muita força na Itália. Juntando os votos da coalizione centrodestra com os do Movimento 5 Stelle dá 60%. É certo que ainda há os da abstenção, mas, mesmo assim, parece-me que, se a Itália fizer um referendo, sai da União bem convencida daquilo que quer.

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há 14 minutos, srcbica disse:

Não sei até que ponto as coligações são viáveis ou não. Não sei se é como aqui, em que vão todos separados e depois é que se lembram de virar para onde bem lhes apetece ou se vão separados, mas com juras de se juntarem depois. De qualquer modo, chamar àquela coligação azul de "centrodestra" para mim é um insulto ao centro e ao próprio centro-direita. A coligação de centro-esquerda tem toda a mais centro-direita lá metida do que a de "centro-direita".

Outra coisa que a gente vê aqui bem patente é o euroceticismo com muita força na Itália. Juntando os votos da coalizione centrodestra com os do Movimento 5 Stelle dá 60%. É certo que ainda há os da abstenção, mas, mesmo assim, parece-me que, se a Itália fizer um referendo, sai da União bem convencida daquilo que quer.

 

É semelhante ao que acontece nos países nórdicos: tens um bloco de esquerda, composto por partidos de centro-esquerda/esquerda, e um bloco de direita, composto por partidos de centro-direita/direita. No boletim de votos aparecem separados, mas partes do princípio que, por exemplo, o PD está aliado com outros partidos de esquerda ou a Liga Norte ou o Forza Italia estão aliados com outros partidos de direita. Os únicos grandes partidos que não estão dentro de um desses blocos é o M5S e os Liberais e Iguais (de esquerda).

A coligação de centro-direita não é toda ela eurocéptica. Aliás, caso o partido Forza Italia tivesse tido mais votos dentro da coligação, teríamos Tajani, que é presidente do Parlamento Europeu, a tentar formar uma coligação de alguma forma. E mesmo o M5S tem mudado de opinião várias vezes, tanto sobre o Euro, como sobre a UE - uma razão pela qual a Liga Norte se mostra reticente a negociar um governo com o M5S.

Quanto ao resultado: a esquerda a ser esmagada em mais um país europeu. O PD e a coligação de centro-esquerda sofreu uma pesada derrota ontem. No entanto, também o Forza Italia, principal partido tradicional à direita, sofreu uma derrota inesperada, ficando atrás da Liga Norte - o grande vencedor da noite, juntamente com o M5S. Aliás, o mapa dos resultados na Itália mostra uma Itália dividida: a norte, a Liga Norte arrasou; a sul, o M5S não deu hipóteses. A questão agora é saber quem forma governo: Salvini da Liga Norte ou Di Maio do M5S. Independentemente disso, teremos um governo com políticas anti-imigratórias bem mais pesadas (ou não fosse a Itália dos países com um problema maior em mãos no que toca a isso) e será, sem dúvida, mais uma dor de cabeça para a UE - isto depois do AfD ter tido um resultado excelente na Alemanha, resultado esse que não dá sinais de abrandar e já é, em algumas sondagens, o 2º partido mais votado, à frente do SPD e apenas atrás da CDU/CSU de Merkel.

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há 2 minutos, Ruben Fonseca disse:

A coligação de centro-direita não é toda ela eurocéptica. Aliás, caso o partido Forza Italia tivesse tido mais votos dentro da coligação, teríamos Tajani, que é presidente do Parlamento Europeu, a tentar formar uma coligação de alguma forma. E mesmo o M5S tem mudado de opinião várias vezes, tanto sobre o Euro, como sobre a UE - uma razão pela qual a Liga Norte se mostra reticente a negociar um governo com o M5S.

Eu sei, mas os partidos mais, digamos, à esquerda nessa coligação são, de facto, o Forza Italia e o Noi con Italia, que são conservadores liberais. Isso, para mim, é direita tradicional, não é centro-direita. O +Europa e o Civica Popolare são (parecem-me) liberais moderados e isso é que é centro-direita.

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há 1 minuto, srcbica disse:

Eu sei, mas os partidos mais, digamos, à esquerda nessa coligação são, de facto, o Forza Italia e o Noi con Italia, que são conservadores liberais. Isso, para mim, é direita tradicional, não é centro-direita. O +Europa e o Civica Popolare são (parecem-me) liberais moderados e isso é que é centro-direita.

Tem a ver com o contexto histórico dos partidos principais em ambas as coligações: o Forza Italia dominou a direita e o PD dominou (e ainda domina) a esquerda. Para isso, há propostas que têm de ser de centro, como acontece nos países cujos partidos tradicionais ainda têm uma grande fatia dos votos. Isso nota-se, por exemplo, na política que têm para com a UE e também sobre a imigração, que é bem mais soft que a da Liga Norte.

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On 22/02/2018 at 18:59, Ruben Fonseca disse:

Sim, mais desregulação. A Walmart, com as politicas económicas de Trump, aumentou o salário dos seus funcionários para $11 por hora e pode dar bónus aos seus funcionários que podem chegar a $1000. O mesmo se passa com a Starbucks e vai gastar mais de 250 milhões em benefícios para os seus empregados. Como este há, muitos mais casos, aplicáveis tanto a grandes como a médias empresas, que estão a gastar mais nos seus funcionários em bónus ou melhores salários, ou simplesmente a crescerem mais depressa e a empregar mais pessoas. Isto para nem falar nem a economia que continua a crescer a um excelente ritmo, ao emprego que continua a crescer e ao facto da Dow Jones estar a ter uma excelente performance. Resumidamente, mais dinheiro a circular na economia americana. Que crime, não é?

Eu sei que isto é cair a pique na discussão (e confesso que nem li tudo o que veio a seguir), mas esta resposta chamou-me a atenção pela inacreditável ingenuidade de comparar a nossa economia com a americana (e, consequentemente, advogar a mimetização de políticas)!

Mas o que queria ver esclarecido é: quando se está a falar de "desregulação", quer-se dizer desregulamentação financeira; flexibilização laboral; ambas...? (Sorry, estou mesmo a cair a pique na discussão.)

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há 5 minutos, Kandinsky disse:

Eu sei que isto é cair a pique na discussão (e confesso que nem li tudo o que veio a seguir), mas esta resposta chamou-me a atenção pela inacreditável ingenuidade de comparar a nossa economia com a americana (e, consequentemente, advogar a mimetização de políticas)!

Mas o que queria ver esclarecido é: quando se está a falar de "desregulação", quer-se dizer desregulamentação financeira; flexibilização laboral; ambas...? (Sorry, estou mesmo a cair a pique na discussão.)

Podes perfeitamente comparar políticas praticadas nos EUA e aplicá-las na realidade portuguesa. Dizer o contrário é o mesmo que dizer que é ingénuo pegar-se em inspiração e ideias feitas no estrangeiro porque o mercado português é diferente do americano, do francês ou alemão. Uma coisa não implica a outra. 

Ambos. Portugal precisa de ser mais competitivo em comparação a outros países europeus, e isso aplica-se tanto em medidas de desregulamentação financeira, como no que toca a flexibilização laboral. 

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há 33 minutos, Ruben Fonseca disse:

Podes perfeitamente comparar políticas praticadas nos EUA e aplicá-las na realidade portuguesa. Dizer o contrário é o mesmo que dizer que é ingénuo pegar-se em inspiração e ideias feitas no estrangeiro porque o mercado português é diferente do americano, do francês ou alemão. Uma coisa não implica a outra. 

Ambos. Portugal precisa de ser mais competitivo em comparação a outros países europeus, e isso aplica-se tanto em medidas de desregulamentação financeira, como no que toca a flexibilização laboral. 

Discordo em absoluto da última frase. E os recentes anos provam-no. A inversão das políticas do Coelho (a roçar um neoliberalismo nunca antes visto em Portugal) praticadas pelo atual governo - e falo, principalmente, da devolução de rendimentos - teve efeitos notoriamente benéficos, já que a nossa economia é essencialmente uma de consumo (em detrimento de uma de produção). Claro que uma série de outras conjunturas ajudaram (como o aumento das receitas do turismo e as taxas de juro do BCE continuarem em mínimos históricos), mas o consumo é e sempre será um dos motores da nossa economia.

Razão pela qual uma "desregulamentação financeira" estrangula economias como a nossa: aumentam-se os lucros dos patrões (que dificilmente criarão mais emprego, come on...) e retira-se poder financeiro às famílias. Resultado: consome-se menos e a economia ressente-se.

Óbvio que o consumo não é tudo e um equilíbrio tem de ser encontrado com o aumento da competitividade do nosso tecido empresarial e produtivo, mas advogar que se apliquem aqui, a papel químico, as políticas praticadas pela maior economia do mundo, que nem Estado Social tem, é muito simplista.

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há 5 minutos, Kandinsky disse:

Discordo em absoluto da última frase. E os recentes anos provam-no. A inversão das políticas do Coelho (a roçar um neoliberalismo nunca antes visto em Portugal) praticadas pelo atual governo - e falo, principalmente, da devolução de rendimentos - teve efeitos notoriamente benéficos, já que a nossa economia é essencialmente uma de consumo (em detrimento de uma de produção). Claro que uma série de outras conjunturas ajudaram (como o aumento das receitas do turismo e as taxas de juro do BCE continuarem em mínimos históricos), mas o consumo é e sempre será um dos motores da nossa economia.

Razão pela qual uma "desregulamentação financeira" estrangula economias como a nossa: aumentam-se os lucros dos patrões (que dificilmente criarão mais emprego, come on...) e retira-se poder financeiro às famílias. Resultado: consome-se menos e a economia ressente-se.

Óbvio que o consumo não é tudo e um equilíbrio tem de ser encontrado com o aumento da competitividade do nosso tecido empresarial e produtivo, mas advogar que se apliquem aqui, a papel químico, as políticas praticadas pela maior economia do mundo, que nem Estado Social tem, é muito simplista.

 

E quando o consumo começa a cair, Portugal pede ajuda externa e acontece exatamente como aconteceu em 2011, em que essa economia de consumo caiu bastante. Esse é o grande problema deste governo e desta ideia de que é o consumo tem de ser o grande motor da economia: quando o consumo cai, a economia e o défice vão atrás e depois lá voltamos nós às políticas de austeridade. O consumo já está a abrandar e vai continuar a abrandar. Mas claro, vamos apostar ainda mais no consumo, tal como fizemos sempre, porque isso resultou imenso na era Sócrates.

Engraçado, a economia começou a crescer exatamente com as políticas do Coelho. O défice diminuiu, o desemprego diminuiu, a economia começou finalmente a crescer. O mesmo se passa nos EUA atualmente: a economia está a comportar-se de forma excelente na presidência Trump. Essa ideia de que a desregulamentação financeira retira poder financeiro às famílias, quando elas também beneficiam, direta e indiretamente, dessas políticas, é completamente distorcida da realidade.

Ninguém falou em aplicar ideias a papel químico. Repito: dizer que é ingénuo ou simplista pegar-se em inspiração e ideias feitas no estrangeiro porque a economia portuguesa é diferente da americana, alemã ou francesa (ou outra qualquer) não tem sentido e é perfeitamente possível.

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há 1 hora, Ruben Fonseca disse:

E quando o consumo começa a cair, Portugal pede ajuda externa e acontece exatamente como aconteceu em 2011, em que essa economia de consumo caiu bastante. Esse é o grande problema deste governo e desta ideia de que é o consumo tem de ser o grande motor da economia: quando o consumo cai, a economia e o défice vão atrás e depois lá voltamos nós às políticas de austeridade. O consumo já está a abrandar e vai continuar a abrandar. Mas claro, vamos apostar ainda mais no consumo, tal como fizemos sempre, porque isso resultou imenso na era Sócrates.

Engraçado, a economia começou a crescer exatamente com as políticas do Coelho. O défice diminuiu, o desemprego diminuiu, a economia começou finalmente a crescer. O mesmo se passa nos EUA atualmente: a economia está a comportar-se de forma excelente na presidência Trump. Essa ideia de que a desregulamentação financeira retira poder financeiro às famílias, quando elas também beneficiam, direta e indiretamente, dessas políticas, é completamente distorcida da realidade.

Ninguém falou em aplicar ideias a papel químico. Repito: dizer que é ingénuo ou simplista pegar-se em inspiração e ideias feitas no estrangeiro porque a economia portuguesa é diferente da americana, alemã ou francesa (ou outra qualquer) não tem sentido e é perfeitamente possível.

A quase-queda no precipício de 2011 não teve só a ver com o decréscimo do consumo. As diferenças de gestão do dinheiro público de Sócrates e Costa (simplifiquemos assim) são abismais por isso essa relação de causalidade que propões não me parece assim tão linear. E é até um pouco desonesto (intelectualmente desonesto) ler o desempenho de Costa à luz do seu antecessor socialista. 

Quanto à apologia do Governo do Coelho, não vou comentar (paz à sua alma e que não volte tão cedo). E não falo do cumprimento das medidas impostas pela Troika, falo do (seu) pensamento político (noliberalista) que defende justamente o ir para além das medidas de austeridade impostas, enquanto solução governativa, e das quais a "desregulamentação financeira" é um dos panfletos. Não o foi, não o é e nunca o será.

Vamos dar poder e liberdade aos mercados (à alta finança e às suas instâncias de propaganda - as agências de rating), vamos ficar reféns dos desígnios de 1% da população mundial através da inexistência de regulamentação financeira. É esse o caminho... not. Não sou de todo a favor de um Estado totalitário (aliás, a História encarregou-se de os fazer cair), mas a silenciosa ditadura da alta finança, justamente por ser subreptícia e apelativa, é substancialmente mais perigosa.

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há 1 minuto, Kandinsky disse:

A quase-queda no precipício de 2011 não teve só a ver com o decréscimo do consumo. As diferenças de gestão do dinheiro público de Sócrates e Costa (simplifiquemos assim) são abismais por isso essa relação de causalidade que propões não me parece assim tão linear. E é até um pouco desonesto (intelectualmente desonesto) ler o desempenho de Costa à luz do seu antecessor socialista. 

Quanto à apologia do Governo do Coelho, não vou comentar (paz à sua alma e que não volte tão cedo). E não falo do cumprimento das medidas impostas pela Troika, falo do (seu) pensamento político (noliberalista) que defende justamente o ir para além das medidas de austeridade impostas, enquanto solução governativa, e das quais a "desregulamentação financeira" é um dos panfletos. Não o foi, não o é e nunca o será.

Vamos dar poder e liberdade aos mercados (à alta finança e às suas instâncias de propaganda - as agências de rating), vamos ficar reféns dos desígnios de 1% da população mundial através da inexistência de regulamentação financeira. É esse o caminho... not. Não sou de todo a favor de um Estado totalitário (aliás, a História encarregou-se de os fazer cair), mas a silenciosa ditadura da alta finança, justamente por ser subreptícia e apelativa, é substancialmente mais perigosa.

 

Não teve só com o decréscimo do consumo, isso é verdade. No entanto, pode-se dizer que se não tivéssemos um modelo que se assenta tanto no consumo, a queda tinha sido mais suave. A gestão do dinheiro público de Sócrates e de Costa só não é mais homogénea porque não tem a mesma liberdade que Sócrates tinha na altura. Não me refiro a parceiros de governo, porque por eles teríamos o estado a investir em todo o lado, mas sim a projetos megalómanos como o TGV e tudo mais, no qual foram gastos milhões de euros e que nunca passaram do papel ou cuja utilidade foi mínima a longo prazo. Costa já deu sinais que por ele estaríamos a seguir o mesmo caminho, mas sabe que pode dar um passo maior do que aquele que consegue neste momento.

Acho engraçado a enorme aversão que a esquerda tem ao 1%, ou melhor dizendo, a todos aqueles que têm mais zeros nas contas bancárias. Como disse Thatcher, numa frase que ainda hoje se mantém bastante atual, para a esquerda é preferível que todos sejam pobres para dizerem que não existe nenhum 1% (tal como já acontece, aliás, na Venezuela, Cuba, Coreia do Norte e noutros países comunistas/socialistas claramente bem sucedidos) do que existir um 1%. A realidade é que, goste-se ou não, muitos desses que pertencem aos 1% criaram milhões de postos de trabalho a nível mundial. Enquanto que as políticas neoliberais dão lugar a que a pessoas com pequenos, médios e grandes negócios tenham mais espaço para crescer e produzir mais, dá lugar a uma economia mais competitiva e atrativa e estimula o crescimento por outras formas que não só o consumo, o caminho que defendes dá lugar àquilo que podemos ver na Venezuela, que já vimos no Brasil, na Argentina e noutros países europeus, inclusive Portugal - aquele Portugal que chegou quase a ficar na bancarrota com esse tipo de ideais. Mas claro, o 1% é que é um perigo, uma economia de estado, que só resultou em miséria generalizada ao longo da história, já não.

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Nem 8 nem 80. Nem neoliberalismo nem comunismo, não sei porque tem sempre que ir a extremos. O nosso modelo é de um Estado social, que na minha opinião foi enfraquecido com o governo do Coelho (e foi um grande erro). E vivemos num modelo capitalista, portanto comparações com países de regime comunista não tem sentido, é pura demagogia.

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há 46 minutos, Ruben Fonseca disse:

Não teve só com o decréscimo do consumo, isso é verdade. No entanto, pode-se dizer que se não tivéssemos um modelo que se assenta tanto no consumo, a queda tinha sido mais suave. A gestão do dinheiro público de Sócrates e de Costa só não é mais homogénea porque não tem a mesma liberdade que Sócrates tinha na altura. Não me refiro a parceiros de governo, porque por eles teríamos o estado a investir em todo o lado, mas sim a projetos megalómanos como o TGV e tudo mais, no qual foram gastos milhões de euros e que nunca passaram do papel ou cuja utilidade foi mínima a longo prazo. Costa já deu sinais que por ele estaríamos a seguir o mesmo caminho, mas sabe que pode dar um passo maior do que aquele que consegue neste momento.

Acho engraçado a enorme aversão que a esquerda tem ao 1%, ou melhor dizendo, a todos aqueles que têm mais zeros nas contas bancárias. Como disse Thatcher, numa frase que ainda hoje se mantém bastante atual, para a esquerda é preferível que todos sejam pobres para dizerem que não existe nenhum 1% (tal como já acontece, aliás, na Venezuela, Cuba, Coreia do Norte e noutros países comunistas/socialistas claramente bem sucedidos) do que existir um 1%. A realidade é que, goste-se ou não, muitos desses que pertencem aos 1% criaram milhões de postos de trabalho a nível mundial. Enquanto que as políticas neoliberais dão lugar a que a pessoas com pequenos, médios e grandes negócios tenham mais espaço para crescer e produzir mais, dá lugar a uma economia mais competitiva e atrativa e estimula o crescimento por outras formas que não só o consumo, o caminho que defendes dá lugar àquilo que podemos ver na Venezuela, que já vimos no Brasil, na Argentina e noutros países europeus, inclusive Portugal - aquele Portugal que chegou quase a ficar na bancarrota com esse tipo de ideais. Mas claro, o 1% é que é um perigo, uma economia de estado, que só resultou em miséria generalizada ao longo da história, já não.

Wow, calma com os cavalos! O caminho que eu defendo? Qual é o caminho que eu defendo? Para me responderes a essa pergunta, teríamos de ter estado a falar há umas boas horas... "Venezuela!?!". Só estou a rebater a defesa do argumento da desregulamentação financeira e o de que numa economia como a portuguesa deveriam ser aplicados os mesmos princípios que os aplicados à maior economia do mundo.

Aliás, até disse que o ideal é o equilíbrio entre o "consumo" (via aumento do rendimento das famílias) e um incremento da "competitividade do nosso tecido empresarial e produtivo". Que, lamento, numa economia débil como a nossa não o é conseguido via neoliberalismo tea-partyano (e em nenhuma outra, em abono da verdade, mas isso já é a minha opinião).

Estou a ver que gostas de pensar em extremos: Thatcher, Venezuela... 

Editado por Kandinsky
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On 06/03/2018 at 18:51, Kandinsky disse:

Wow, calma com os cavalos! O caminho que eu defendo? Qual é o caminho que eu defendo? Para me responderes a essa pergunta, teríamos de ter estado a falar há umas boas horas... "Venezuela!?!". Só estou a rebater a defesa do argumento da desregulamentação financeira e o de que numa economia como a portuguesa deveriam ser aplicados os mesmos princípios que os aplicados à maior economia do mundo.

Aliás, até disse que o ideal é o equilíbrio entre o "consumo" (via aumento do rendimento das famílias) e um incremento da "competitividade do nosso tecido empresarial e produtivo". Que, lamento, numa economia débil como a nossa não o é conseguido via neoliberalismo tea-partyano (e em nenhuma outra, em abono da verdade, mas isso já é a minha opinião).

Estou a ver que gostas de pensar em extremos: Thatcher, Venezuela... 

 

O neo-liberalismo praticado pelo atual governo republicano de Trump está longe, bastante até, de ser um neo-liberalismo praticado por alguém como, por exemplo, Ted Cruz ou outro membro do Tea Party. Afirmar isso é desconhecer a realidade política americana. Além disso, tendo em conta que Portugal sempre seguiu, após o 25 de abril, um modelo assente no consumo e que, mais do que uma vez, não resultou, dizer que não é conseguido através do neo-liberalismo quando este mal foi tentado em Portugal, mesmo na altura de Passos, é desprovido de sentido. Relembro, a economia que Costa herdou foi a economia das políticas neo-liberais de Passos. O percurso que fizemos em 4 anos no governo PSD/CDS foi notável e isso até Costa já admitiu quando disse, em 2015, que o país estava melhor do que estava em 2011. E mesmo noutros lugares (Reino Unido ou Alemanha, por exemplo), que nos últimos anos mantiveram ou criaram as suas políticas neo-liberais, baseadas no seu próprio modelo económico (aquilo que defendo para Portugal), os resultados foram mais que bons. Mesmo após o Brexit, a economia britânica pouco sofreu com isso. Por isso, não é só olhar para o Estados Unidos, é olhar ao redor e ver o que resulta e o que não resulta.

E mais uma vez, o aumento do rendimento das famílias acontece sob o neo-liberalismo. Isso é provado tanto no presente, como historicamente. Aumentar o rendimento das famílias apenas com o intuito de aumentar o consumo e assim haver mais dinheiro não resulta porque o consumo baseia-se em mais fatores que apenas o rendimento das famílias. Foi o que aconteceu na Venezuela, no Brasil, na Argentina, na Grécia e em Portugal antes de 2011. Temos uma economia tão focada no estado a dar subsídios e rendimentos para isto e para aquilo, tão fortemente acentuada no estado a dar isto e aquilo com o intuito disso aumentar o consumo, que quando o consumo decresce de uma maneira ou outra (como já está a acontecer e vai acentuar-se ainda mais no futuro), as receitas começam a decrescer e depois vais ter de cortar nalgum lado (ou andar com cativações, como este governo adora fazer, só para manter os números do défice estáveis). Isso sim, é extremo.

On 06/03/2018 at 18:09, Forbidden disse:

Nem 8 nem 80. Nem neoliberalismo nem comunismo, não sei porque tem sempre que ir a extremos. O nosso modelo é de um Estado social, que na minha opinião foi enfraquecido com o governo do Coelho (e foi um grande erro). E vivemos num modelo capitalista, portanto comparações com países de regime comunista não tem sentido, é pura demagogia.

A Venezuela não é um estado comunista. Apenas aplicou o modelo económico que BE e PCP querem para Portugal.

On 07/03/2018 at 09:36, jgsantos disse:

Mas o aumento do consumo não ajuda as PME's (dos têxteis ao comércio, em geral)?:dontknow:

A questão não é essa. A questão é que quando o consumo decresce, essas são as primeiras a sofrer e muito com isso, o que faz ressentir ainda mais a economia.

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Agora mesmo, Ruben Fonseca disse:

O neo-liberalismo praticado pelo atual governo republicano de Trump está longe, bastante até, de ser um neo-liberalismo praticado por alguém como, por exemplo, Ted Cruz ou outro membro do Tea Party. Afirmar isso é desconhecer a realidade política americana. Além disso, tendo em conta que Portugal sempre seguiu, após o 25 de abril, um modelo assente no consumo e que, mais do que uma vez, não resultou, dizer que não é conseguido através do neo-liberalismo quando este mal foi tentado em Portugal, mesmo na altura de Passos, é desprovido de sentido. Relembro, a economia que Coelho herdou foi a economia das políticas neo-liberais de Passos. O percurso que fizemos em 4 anos no governo PSD/CDS foi notável e isso até Costa já admitiu quando disse, em 2015, que o país estava melhor do que estava em 2011. E mesmo noutros lugares (Reino Unido ou Alemanha, por exemplo), que nos últimos anos mantiveram ou criaram as suas políticas neo-liberais, baseadas no seu próprio modelo económico (aquilo que defendo para Portugal), os resultados foram mais que bons. Por isso, não é só olhar para o Estados Unidos, é olhar ao redor e ver o que resulta e o que não resulta.

E mais uma vez, o aumento do rendimento das famílias acontece sob o neo-liberalismo. Isso é provado tanto no presente, como historicamente. Aumentar o rendimento das famílias apenas com o intuito de aumentar o consumo e assim haver mais dinheiro não resulta porque o consumo baseia-se em mais fatores que apenas o rendimento das famílias. Foi o que aconteceu na Venezuela, no Brasil, na Argentina, na Grécia e em Portugal antes de 2011. Temos uma economia tão focada no estado a dar subsídios e rendimentos para isto e para aquilo, tão fortemente acentuada no estado a dar isto e aquilo com o intuito disso aumentar o consumo, que quando o consumo decresce de uma maneira ou outra (como já está a acontecer e vai acentuar-se ainda mais no futuro), as receitas começam a decrescer e depois vais ter de cortar nalgum lado (ou andar com cativações, como este governo adora fazer, só para manter os números do défice estáveis). Isso sim, é extremo.

A Venezuela não é um estado comunista. Apenas aplicou o modelo económico que BE e PCP querem para Portugal.

A questão não é essa. A questão é que quando o consumo decresce, essas são as primeiras a sofrer e muito com isso, o que faz ressentir ainda mais a economia.

A Venezuela é uma ditadura, Portugal é uma democracia. Comparas alhos com bugalhos.

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