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há 4 minutos, srcbica disse:

Quando eu vim para o sul, eu dei-me conta de algo que não estava à espera, mas que rapidamente entendi. É verdade que aqui há realmente um pool genético que predispõe as pessoas a ter problemas mentais, mas o mercado/cultura política que aqui reina não abona a favor disso. Não faço ideia de quantas pessoas vi na minha lista e na consulta aberta com burn out, porque trabalham feitas escravas e dizem que não querem baixa, porque depois quando voltam ao trabalho é pior, seja porque ninguém o faz e acumula, seja porque depois são ostracizados, seja pelas duas coisas. Tenho um caso que a sorte dela é ter alguma genética que a torna resiliente, porque muitos no lugar dela já estavam à vontade com 3-5 comprimidos. Uma mulher que não tira férias já há uns bons anos, faz horas extra a trambolhão e tanto esses dias como essas horas não são pagas! Parece que estou no Brasil para ver semelhante cultura escravagista. Ora, a ver estes casos, eu perguntei-lhes mesmo "Porque não procura outro serviço? Porque não denuncia as condições de trabalho?" e as respostas são "Porque não há, não posso perder o meu emprego". Naquele momento, eu entendi a falta de patrões que o sul tem, para competirem entre eles e com o público também, que um dos casos, que teve de passar a ser acompanhada na psiquiatria, trabalhava numa repartição das finanças.

Mas a realidade do Norte é igual, em Braga é a mesma coisa. Isso que escreveste aplica-se a Braga também.

  • Surpresa 2
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há 38 minutos, Guida disse:

Eu não entendo, genuinamente, como é que ainda há gente (e jovem) que vota no PS e no PSD. A sério que não. Vocês olham para este país estagnado, com problemas estruturais por resolver há três séculos, embora com um potencial enormíssimo, e pensam: "eh pá, assim é que eu gosto"? É isso? Só pode ser!

Temos jovens qualificados que não conseguem comprar uma casa, que não conseguem abrir um negócio, que são explorados e destratados, sem receber sequer um salário digno. Tratamos os professores, médicos, polícias e bombeiros como lixo. Tratamos as crianças, os doentes, os deficientes, os idosos como lixo. Temos um sistema de saúde disfuncional, um sistema de educação precário, um sistema de segurança social construído à moda Ponzi, que qualquer dia colapsa. Temos uma dívida externa aberrante. Não temos soberania. É isto, pelos vistos, que vocês gostam!

"Ah, vou votar no PS porque é de esquerda e é a única alternativa ao PSD, que é fascista!" Bullshit! Acreditam mesmo nisto? É essa a vossa real preocupação? Votem no Bloco, no PCP, no Livre! Querem melhores condições de vida e votam no partido que não as proporcionou? Querem revitalizar a economia e votam no partido que mais contribuiu para a manutenção dos monopólios? O mesmo para o PSD. Tudo a mesma corja: a diferença é que um é cor-de-rosa e outro é cor-de-laranja. 

Eu quero lá saber se é de esquerda ou de direita ou o diabo a sete! Eu quero uma vida digna para os meus compatriotas, quero um Estado digno e desburocratizado, quero uma justiça que funcione, instituições que funcionem, transportes, saúde e educação para todos. Porra! Estamos há cinquenta anos à espera que cumpram estas promessas.

Também gostava de perceber esta forma de votar em Portugal. Parece que andamos nisto há 50 anos, sempre na mesma roda. As pessoas votam PS, e de vez em quando lá trocam o disco para o PSD… mas no fundo, é a mesma trampa. Nada muda realmente.

Falo por mim: já votei à direita, já votei à esquerda, e nem tenho assim tantos anos de voto. Ainda estou a tentar perceber onde é que me encaixo, politicamente falando. Mas olho à volta e o que vejo é um povo que insiste, eleição após eleição, em dar oportunidade sempre aos mesmos. E o resultado está à vista.

Este país, sinceramente… é difícil encontrar o que tem de bom. Tirando a segurança (e mesmo essa já conheceu melhores dias) o que é que sobra? O clima? Talvez… mas só se for no Sul. Aqui em Braga, passo a vida debaixo de chuva com humidade constante, … um gajo tem de pensar seriamente em fazer um retiro de dez anos no deserto do Saara só para equilibrar o sistema.

Custa-me dizer isto, mas eu tenho dificuldade em ver o lado positivo de Portugal. Gosto do país porque nasci aqui, porque conheço as ruas, a língua, os cheiros, a comida, a minha família está cá, há uma ligação emocional, claro. Mas bom, bom não é.

Não há inovação a sério. A agricultura está esquecida, a indústria anda às aranhas, os salários são miseráveis, o poder de compra encolhe de mês para mês, e a habitação é o terror.

Portugal está empurrado para o canto por políticas velhas e lideranças gastas. E o povo, por hábito, medo ou desilusão, continua a bater palmas aos mesmos.

  • Gosto 5
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há 50 minutos, Duarte com D disse:

Mas a realidade do Norte é igual, em Braga é a mesma coisa. Isso que escreveste aplica-se a Braga também.

Jamais pensaria que em Braga fosse a mesma coisa, porque em Mira há emprego com os serviços e indústria que a vila tem. Ora Braga, sendo a cidade que é, com muita mais indústria e serviços, pensei que fosse melhor. E basta ver para onde os imigrantes vão/são recebidos. Outro dia, estavam a falar da quantidade de brasileiros que Braga tem. Dá para ver que tem realmente muitos, naturalmente mais do que Mira. Eles vão para onde há falta de gente para trabalhar. Vejo bem mais brasileiros em Mira do que em cidades como Montemor ou Évora.

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há 4 minutos, srcbica disse:

Jamais pensaria que em Braga fosse a mesma coisa, porque em Mira há emprego com os serviços e indústria que a vila tem. Ora Braga, sendo a cidade que é, com muita mais indústria e serviços, pensei que fosse melhor. E basta ver para onde os imigrantes vão/são recebidos. Outro dia, estavam a falar da quantidade de brasileiros que Braga tem. Dá para ver que tem realmente muitos, naturalmente mais do que Mira. Eles vão para onde há falta de gente para trabalhar. Vejo bem mais brasileiros em Mira do que em cidades como Montemor ou Évora.

Mas estavas a falar a nivel de condições e exploração certo? Burnouts e afins...

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agora mesmo, Duarte com D disse:

Mas estavas a falar a nivel de condições e exploração certo? Burnouts e afins...

Sim. Por haver maior oferta de emprego, e tendo o exemplo da minha vila, eu pensava que num lugar como Braga, com mais empregos, a exploração não fosse igual à do sul, porque em Mira, que eu tenha conhecimento, pelo menos, não é. Então, eu simplesmente deduzi "mais patrões = mais empregos = melhores condições", porque têm de competir pelo recurso que é o proletariado. Uma pessoa tendo melhores condições de trabalho, não vai continuar no mesmo lugar, a menos que seja masoquista. É o princípio base por que as pessoas também emigram. Dessa maneira, ou bem que o patrão muda, ou fica sem empregados. Mas consigo compreender que Braga possa estar semelhante ao sul, porque tu referiste também outro facto: andaram a chegar imigrantes que se sujeitam às condições laborais que para nós não são aceitáveis. E nisto tudo, fico a pensar se nós emigramos por conta das condições aqui existentes, as condições dos que imigram deviam ser mesmo ruins.

Dá para fazer um paralelismo entre o Portugal e os imigrantes que se sujeitam a essas condições e o Brasil pós-abolição e os imigrantes que foram substituir os escravos. 

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há 51 minutos, srcbica disse:

Sim. Por haver maior oferta de emprego, e tendo o exemplo da minha vila, eu pensava que num lugar como Braga, com mais empregos, a exploração não fosse igual à do sul, porque em Mira, que eu tenha conhecimento, pelo menos, não é. Então, eu simplesmente deduzi "mais patrões = mais empregos = melhores condições", porque têm de competir pelo recurso que é o proletariado. Uma pessoa tendo melhores condições de trabalho, não vai continuar no mesmo lugar, a menos que seja masoquista. É o princípio base por que as pessoas também emigram. Dessa maneira, ou bem que o patrão muda, ou fica sem empregados. Mas consigo compreender que Braga possa estar semelhante ao sul, porque tu referiste também outro facto: andaram a chegar imigrantes que se sujeitam às condições laborais que para nós não são aceitáveis. E nisto tudo, fico a pensar se nós emigramos por conta das condições aqui existentes, as condições dos que imigram deviam ser mesmo ruins.

Dá para fazer um paralelismo entre o Portugal e os imigrantes que se sujeitam a essas condições e o Brasil pós-abolição e os imigrantes que foram substituir os escravos. 

Sinceramente, acho que isto vai muito além da simples lógica da oferta e da procura. As condições de trabalho também contam, e muito.

Por exemplo, na Bosch só estão a fazer contratos de um ano. Estão a mandar muita gente embora. Quem quiser confirmar, basta dar uma vista de olhos no jornal O Minho há várias notícias que mostram isso bem. https://ominho.pt/bosch-despede-trabalhadores-em-braga-devido-a-producao-mais-automatizada/

Depois, de forma geral, muitas empresas continuam a abusar dos estágios. Usam os estagiários durante uns meses, tiram o máximo que podem, e no fim mandam-nos embora sem qualquer remorso.

O tipo de chefias é inacreditável. Eu próprio tive um chefe que, quando eu ainda estava a trabahar e a estudar, me respondeu de forma nojenta quando lhe pedi uma explicação num trabalho que não percebia. Disse-me: “Se eu te puser uma mulher nua à tua frente, também precisas que te explique o que tens de fazer com ela? Nem tudo precisa de ser explicado.” É este o nível.

Braga está cheia de cunhas e lobbies. Há muitas empresas familiares onde os bons cargos, os empregos estáveis, vão sempre parar aos filhos, aos sobrinhos, aos amigos. O mérito fica para segundo plano. O que conta é quem conheces e depois ainda falam em meritocracia…

A tal "oferta e procura" também não resolve nada, porque as condições são, na maioria dos casos, igualmente más. E com os imigrantes, a situação complica-se ainda mais porque há empresas que se aproveitam da vulnerabilidade destas pessoas. Eles aceitam piores condições porque muitas vezes não têm outra hipótese. E tu, se reclamas, és facilmente substituído. Ou aceitas, ou ficas no desemprego.

Depois, tudo depende do tipo de trabalho que procuras. Se for para uma função mais exigente fisicamente, como pedreiro, serralheiro ou operário de linha de montagem, arranja-se emprego rápido. Mas se procuras algo como administrativo, é uma guerra. Cem pessoas para uma vaga. E tu acabas por te sujeitar a tudo é aceitar o que há, ou então tens sempre a opção das obras.

Na minha opinião, esta realidade não se vive só em Braga. Isto é o retrato de grande parte do país. E enquanto as regras do jogo forem estas, vai continuar tudo na mesma.

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há 4 minutos, Duarte com D disse:

O tipo de chefias é inacreditável. Eu próprio tive um chefe que, quando eu ainda estava a trabahar e a estudar, me respondeu de forma nojenta quando lhe pedi uma explicação num trabalho que não percebia. Disse-me: “Se eu te puser uma mulher nua à tua frente, também precisas que te explique o que tens de fazer com ela? Nem tudo precisa de ser explicado.” É este o nível.

Eu li isto e só pensei que devias dar os parabéns ao homem. Jamais ter precisado de ouvir de uma mulher nua o que ela precisa para ficar satisfeita não é para qualquer um.

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há 17 horas, D23 disse:

Sim, claramente que a maioria dos restaurantes ia sobreviver a pagar 23% de IVA na restauração. Nem sei porque é que isso ainda não está em vigor hoje. Se 90% dos restaurantes fosse à falência e só ficasse os "JNCQuoi" da vida, não importava para nada para ti, não é?

O mesmo para as floristas. 

Uma flor que custa 1,50 euros e que é taxada a 6% e se repente passa para 23%. Achas que foi algo financeiramente responsável? Achas que o comerciante consegue ganhar a mesma percentagem? Se pensas que sim, claramente que estás enganado, porque passar de 13 para 23% ou de 6 para 23%, foi um choque fiscal gigantesco, até porque para além de aumentar as taxas de IVA, o Governo também aumentou os outros impostos e as contribuições para a segurança social, quando o próprio Passos Coelho, mais tarde, admitiu que se esqueceu que tinha de pagar Segurança Social, o que foi uma chapada para as pessoas e empresas que viram a sua carga fiscal a alimentar duramente nesses anos. 

Mas quando o IVA aumenta, aumenta para todas as floristas e restaurantes, quem paga é o consumidor qual o medo afinal!? Mas se queremos o estado com dinheiro para investir nas infra-estruturas públicas, o estado teve como “obrigação” o aumento do IVA, a dita esquerda baixou? Não pois não pois. 

Editado por Hilarion
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Zero ideias para Portugal este partido de 5 letras.

André Mentiras continua a surpreender pela negativa. Nível tasqueiro e sempre a insistir no mesmo tema.

Quem votar nesta pessoa tem um QI muito baixo ou é racista, xenófobo ou homofóbico.

Editado por Ficcão Total
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há 11 horas, Diogo O. disse:

Pedro Nuno Santos jantando o André Ventura fatimalopes-fatimatvi.gif 

Exato. O PNS esteve muito bem no debate. E então quando falou aquela frase sobre ter MATURIDADE, foi mesmo KO: "A mim também me irrita muita coisa que o André Ventura diz, mas tenho de ter a maturidade suficiente para o ouvir". 

O Pedro Nuno conseguiu evitar todas as armdilhas que o AV foi tentando deixar durante o debate. 

o Rui Calafate até falou que Pedro Nuno Santos esteve "impenetrável" durante o debate. 

Editado por D23
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há 1 hora, D23 disse:

Exato. O PNS esteve muito bem no debate. E então quando falou aquela frase sobre ter MATURIDADE, foi mesmo KO: "A mim também me irrita muita coisa que o André Ventura diz, mas tenho de ter a maturidade suficiente para o ouvir". 

O Pedro Nuno conseguiu evitar todas as armdilhas que o AV foi tentando deixar durante o debate. 

o Rui Calafate até falou que Pedro Nuno Santos esteve "impenetrável" durante o debate. 

O André Ventura não devia estar à espera que lhe corresse tão mal :suspeito:

O melhor foi o argumento do calçado que vem da China aumentou as vendas e o calçado português diminuiu KKKK Até parece que o pai do PNS não tem uma empresa de calçado e sabe que aquilo é uma mentira absurda :mico:

Editado por Diogo O.
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há 20 horas, Hilarion disse:

Mas quando o IVA aumenta, aumenta para todas as floristas e restaurantes, quem paga é o consumidor qual o medo afinal!? Mas se queremos o estado com dinheiro para investir nas infra-estruturas públicas, o estado teve como “obrigação” o aumento do IVA, a dita esquerda baixou? Não pois não pois. 

Sim, o IVA sobe para todos (floristas, restaurantes, cafés, o que quiseres); mas dizer que “quem paga é o consumidor, qual é o medo?” é fazer de conta que isso é uma coisa leve ou justa: Spoiler alert...não é!, porque uma florista pequena ou um restaurante de bairro que trabalha com diárias (com margens apertadas), sente muito mais esse aumento do que um negócio grande numa zona turística; e quem leva com os preços no fim é o consumidor — principalmente os que já têm pouco! E essa do “o Estado teve a obrigação de subir o IVA”… por favor. Como se não houvesse outras formas de arrecadar dinheiro: combater a evasão fiscal, cortar nas isenções absurdas, taxar os lucros supramilionários das grandes empresas, etc; subir as taxas de IVA foi só o caminho mais fácil e mais injusto...quanto à esquerda, o que devia ter feito era avaliar primeiro se havia condições financeiras reais para baixar a taxa máxima de IVA, que é muito diferente de prometer por prometer, mas também é importante lembrar que o problema não é a taxa máxima em si ser “má” por natureza; o problema é onde ela é aplicada, porque há setores da economia que não são tão castigados com essa carga fiscal, e outros que ficam sufocados com ela; tratar tudo por igual é errado e ignorar essas diferenças, condenando muitos negócios pequenos ao rumo da falência.

E agora podes vir com o clássico “ah, se não conseguem pagar o IVA, então que fechem”; no entanto, isso é um pensamento perigoso e redutor e aplicado assim, de forma cega, só leva a uma coisa: falências em massa, precisamente nos setores mais frágeis e essenciais para o tecido empresarial do país, muitos deles compostos por pequenos negócios que dão emprego local e fazem a economia funcionar diariamente, pelo que não é só uma questão de impostos, é uma questão de bom senso e equilíbrio.

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Isto vai tão acabar numa maioria absoluta da AD com a IL... 

As pessoas estão já a cheirar a crise e o tombo económico que aí vem. Vão querer estabilidade e agarrar-se a quem tem mais possibilidade de dar isso. 

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há 8 minutos, Ficcão Total disse:

O timing disto é fabuloso.

Começo a achar que vai haver um voto util absurdo no PS e o BE vai ficar reduzido à Mariana Mortágua na AR. 

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