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Já sofreste/sofres de Bullying?  

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  1. 1. Já sofreste/sofres de Bullying?

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Reativando o tópico :dog:

Nos últimos cinco anos, sofri bullying, tanto psicológico quanto físico. Os agressores eram o rapaz e a rapariga mais populares da turma, e por isso, contavam com o apoio da maioria dos meus colegas.Criticavam a minha aparência, ridicularizavam os meus pais e proferiam comentários homofóbicos, chegando a agredir-me fisicamente.

Quando contei aos meus pais sobre o bullying, eles optaram por minimizar a situação. Durante esses anos não tive apoio de quase ninguém.

O impacto do bullying foi tão avassalador que, em desespero, cheguei a tentar suicídio. Felizmente, tal não se concretizou.

Por sorte, aproximei-me de uma rapariga que se tornou uma grande amiga, que me ajudou a enfrentar o bullying e, várias vezes, defendeu-me.

A agressora, por sua vez, assumiu-se lésbica e deixou de praticar bullying comigo. O rapaz, distanciando-se dela, tentou aproximar-se de mim para melhorar as suas notas, mas acabou por reprovar no ano, afastando-se de mim e da minha turma.

No início deste ano letivo, ao entrar no Secundário, mudei de escola e consegui fazer novas amizades, verdadeiras e de confiança. Embora ainda sinta muita insegurança, ansiedade e receio em relação à opinião das outras pessoas, essas novas amizades têm sido fundamentais e ajudado muito na forma como lido comigo, com o meu corpo e a minha vida.

O bullying deixou muitas marcas e de certa forma, acho que perdi parte da minha essência e que já não sei viver sem máscara.

Editado por Lee
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11 minutes ago, Lee said:

Reativando o tópico :dog:

Nos últimos cinco anos, sofri bullying, tanto psicológico quanto físico. Os agressores eram o rapaz e a rapariga mais populares da turma, e por isso, contavam com o apoio da maioria dos meus colegas.

Criticavam a minha aparência, ridicularizavam os meus pais e proferiam comentários homofóbicos, chegando a agredir-me fisicamente.

Quando contei aos meus pais sobre o bullying, eles optaram por minimizar a situação. Durante esses anos não tive apoio de quase ninguém.

O impacto do bullying foi tão avassalador que, em desespero, cheguei a tentar suicídio. Felizmente, tal não se concretizou.

Por sorte, aproximei-me de uma rapariga que se tornou uma grande amiga, que me ajudou a enfrentar o bullying e, várias vezes, defendeu-me.

A agressora, por sua vez, assumiu-se lésbica e deixou de praticar bullying comigo.

O rapaz, distanciando-se dela, tentou aproximar-se de mim para melhorar as suas notas, mas acabou por reprovar no ano, afastando-se de mim e da minha turma.

No início deste ano letivo, ao entrar no Secundário, mudei de escola e consegui fazer novas amizades, verdadeiras e de confiança.

Embora ainda sinta muita insegurança, ansiedade e receio em relação à opinião das outras pessoas, essas novas amizades têm sido fundamentais e ajudado muito na forma como lido comigo, com o meu corpo e a minha vida.

O bullying deixou muitas marcas e de certa forma, acho que perdi parte da minha essência e que já não sei viver sem máscara.

Obrigado pela tua partilha. 

Que encontres sempre luz dentro de ti e força para continuar. A tua existência importa e tu és válido.

Fico contente que as coisas estejam a melhorar e acredito que assim vai continuar.

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há 1 minuto, VTL disse:

Obrigado pela tua partilha. 

Que encontres sempre luz dentro de ti e força para continuar. A tua existência importa e tu és válido.

Fico contente que as coisas estejam a melhorar e acredito que assim vai continuar.

Muito obrigado pelas palavras. :giveheart:

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há 8 minutos, Lee disse:

Reativando o tópico :dog:

Nos últimos cinco anos, sofri bullying, tanto psicológico quanto físico. Os agressores eram o rapaz e a rapariga mais populares da turma, e por isso, contavam com o apoio da maioria dos meus colegas.

Criticavam a minha aparência, ridicularizavam os meus pais e proferiam comentários homofóbicos, chegando a agredir-me fisicamente.

Quando contei aos meus pais sobre o bullying, eles optaram por minimizar a situação. Durante esses anos não tive apoio de quase ninguém.

O impacto do bullying foi tão avassalador que, em desespero, cheguei a tentar suicídio. Felizmente, tal não se concretizou.

Por sorte, aproximei-me de uma rapariga que se tornou uma grande amiga, que me ajudou a enfrentar o bullying e, várias vezes, defendeu-me.

A agressora, por sua vez, assumiu-se lésbica e deixou de praticar bullying comigo.

O rapaz, distanciando-se dela, tentou aproximar-se de mim para melhorar as suas notas, mas acabou por reprovar no ano, afastando-se de mim e da minha turma.

No início deste ano letivo, ao entrar no Secundário, mudei de escola e consegui fazer novas amizades, verdadeiras e de confiança.

Embora ainda sinta muita insegurança, ansiedade e receio em relação à opinião das outras pessoas, essas novas amizades têm sido fundamentais e ajudado muito na forma como lido comigo, com o meu corpo e a minha vida.

O bullying deixou muitas marcas e de certa forma, acho que perdi parte da minha essência e que já não sei viver sem máscara.

Acredita que a maioria das pessoas que fazem bullying às outras são pessoas tristes e que estão mal com elas próprias e que tratam mal os outros para se sentirem melhor com elas próprias e superiores.

Acho que ninguém que esteja bem e feliz perde tempo a maltratar os outros.

Dito isto acho que deves ser uma pessoa com muita força para teres aguentado isso tudo. Ainda bem que agora no secundário fizeste novos amigos e que essas pessoas te fazem bem. E também acho que fizeste bem em teres contado aos teus pais o que se passava.

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há 1 minuto, D91 disse:

Acredita que a maioria das pessoas que fazem bullying às outras são pessoas tristes e que estão mal com elas próprias e que tratam mal os outros para se sentirem melhor com elas próprias e superiores.

Acho que ninguém que esteja bem e feliz perde tempo a maltratar os outros.

Dito isto acho que deves ser uma pessoa com muita força para teres aguentado isso tudo. Ainda bem que agora no secundário fizeste novos amigos e que essas pessoas te fazem bem. E também acho que fizeste bem em teres contado aos teus pais o que se passava.

Também noto que na maioria dos casos, incluindo o meu, os agressores são sempre pessoas com problemas pessoais. 

Fico também grato pelas tuas palavras. :giveheart:

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há 36 minutos, Lee disse:

Reativando o tópico :dog:

Nos últimos cinco anos, sofri bullying, tanto psicológico quanto físico. Os agressores eram o rapaz e a rapariga mais populares da turma, e por isso, contavam com o apoio da maioria dos meus colegas.

Criticavam a minha aparência, ridicularizavam os meus pais e proferiam comentários homofóbicos, chegando a agredir-me fisicamente.

Quando contei aos meus pais sobre o bullying, eles optaram por minimizar a situação. Durante esses anos não tive apoio de quase ninguém.

O impacto do bullying foi tão avassalador que, em desespero, cheguei a tentar suicídio. Felizmente, tal não se concretizou.

Por sorte, aproximei-me de uma rapariga que se tornou uma grande amiga, que me ajudou a enfrentar o bullying e, várias vezes, defendeu-me.

A agressora, por sua vez, assumiu-se lésbica e deixou de praticar bullying comigo.

O rapaz, distanciando-se dela, tentou aproximar-se de mim para melhorar as suas notas, mas acabou por reprovar no ano, afastando-se de mim e da minha turma.

No início deste ano letivo, ao entrar no Secundário, mudei de escola e consegui fazer novas amizades, verdadeiras e de confiança.

Embora ainda sinta muita insegurança, ansiedade e receio em relação à opinião das outras pessoas, essas novas amizades têm sido fundamentais e ajudado muito na forma como lido comigo, com o meu corpo e a minha vida.

O bullying deixou muitas marcas e de certa forma, acho que perdi parte da minha essência e que já não sei viver sem máscara.

Lamento pelo que passaste!

Infelizmente, sei o que é passar por isso, e não é nada fácil... O facto dos teus pais minizarem a situação agravou a situação. :crying:

Ainda bem que fizeste novos amigos no Secundário! E parabéns pela partilha.

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há 7 minutos, Diogo O. disse:

Lamento pelo que passaste!

Infelizmente, sei o que é passar por isso, e não é nada fácil... O facto dos teus pais minizarem a situação agravou a situação. :crying:

Ainda bem que fizeste novos amigos no Secundário! E parabéns pela partilha.

Por acaso, li as páginas anteriores deste tópico e toda o teu relato. Fiquei bastante sensibilizado. :(

Espero que tenhas conseguido afastar-te do bully e que a situação tenha melhorado.

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On 18/12/2023 at 23:56, Lee disse:

Reativando o tópico :dog:

Nos últimos cinco anos, sofri bullying, tanto psicológico quanto físico. Os agressores eram o rapaz e a rapariga mais populares da turma, e por isso, contavam com o apoio da maioria dos meus colegas.Criticavam a minha aparência, ridicularizavam os meus pais e proferiam comentários homofóbicos, chegando a agredir-me fisicamente.

Quando contei aos meus pais sobre o bullying, eles optaram por minimizar a situação. Durante esses anos não tive apoio de quase ninguém.

O impacto do bullying foi tão avassalador que, em desespero, cheguei a tentar suicídio. Felizmente, tal não se concretizou.

Por sorte, aproximei-me de uma rapariga que se tornou uma grande amiga, que me ajudou a enfrentar o bullying e, várias vezes, defendeu-me.

A agressora, por sua vez, assumiu-se lésbica e deixou de praticar bullying comigo. O rapaz, distanciando-se dela, tentou aproximar-se de mim para melhorar as suas notas, mas acabou por reprovar no ano, afastando-se de mim e da minha turma.

No início deste ano letivo, ao entrar no Secundário, mudei de escola e consegui fazer novas amizades, verdadeiras e de confiança. Embora ainda sinta muita insegurança, ansiedade e receio em relação à opinião das outras pessoas, essas novas amizades têm sido fundamentais e ajudado muito na forma como lido comigo, com o meu corpo e a minha vida.

O bullying deixou muitas marcas e de certa forma, acho que perdi parte da minha essência e que já não sei viver sem máscara.

Obrigado pela partilha, @Lee. Os miúdos, muitas vezes, conseguem ser horríveis, detestáveis... custa-me imenso ler este tipo de confissões, porque, embora nunca tenha sofrido bullying, dói-me pensar como reagiria nessa situação. Lamento o que te aconteceu e espero sinceramente que voltes a encontrar a serenidade plena. <3

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agora mesmo, Guida disse:

Obrigado pela partilha, @Lee. Os miúdos, muitas vezes, conseguem ser horríveis, detestáveis... custa-me imenso ler este tipo de confissões, porque, embora nunca tenha sofrido bullying, dói-me pensar como reagiria nessa situação. Lamento o que te aconteceu e espero sinceramente que voltes a encontrar a serenidade plena. <3

Muito obrigado pelas palavras. <3

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@Lee Obrigado pela tua partilha, é como um murro na barriga saber que passaste por isso e que ninguém te defendeu e não deu um murro na mesa para que isto parasse mal tivesse começado. Vivemos numa sociedade em que continua a pôr estes problemas debaixo do tapete. A saúde mental e o temperamento dos adultos depende também de como a sua infância e adolescência correu, ninguém põe os olhos nisto.

De certa forma, o teu testemunho tão cru até me emociona porque eu também sofri bullying, nomeadamente violência psicológica, durante toda a minha infância e adolescência.

Há uma frase que li que é: Uma pessoa homossexual primeiro aprende a mentir, só depois aprende a amar. Primeiro aprendemos a pôr máscaras, aprendemos a fingir para não mostrar quem verdadeiramente somos, depois é que aprendemos a amar alguém... e a nós próprios. Porque é que tem de ser assim, quando a nossa orientação sexual não foi uma escolha? Porque é que não podemos simplesmente expressar quem somos e de quem gostamos, sem ter julgamento, sem ter violência, ou bocas, ou humilhações como resposta? Porque é que vivemos com medo da crítica alheia, se não fizemos rigorosamente mal a ninguém?

Apesar do tema estar mais ventilado do que há dez ou quinze anos atrás (nem falo para trás), a verdade é que o bullying continua a ser um problema devastador para tantos miúdos novos, que ficam com sequelas psicológicas muitas vezes para toda a vida, nomeadamente na maneira como se vêem a si próprios e muitas das vezes com problemas crónicos a nível relacional, nomeadamente quando começam a ter relações românticas.

Uma comunicação social que só fala dos salários dos professores e dos seus tempos de carreira, como se isso fosse o único problema das escolas, e que se esquece tanta vez o bullying e cyberbullying que existe, em que rapazes e raparigas são humilhados constantemente por colegas e às vezes por professores pela sua orientação sexual, cor de pele, pelo peso que têm (excesso de peso ou por serem muito magros) (outra coisa que não se fala!). Só se fala quando é viral na internet ou quando morre algum jovem, e depois vêem os ministros/pedo-psiquiatras aflitos a falar do tema, e a encomendar estudos que não dão em nada.

Muita força. Embora isto seja um fórum de televisão, sente o meu abraço apertado e sentido, e estás à vontade para desabafar. :(<3 

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  • 2 semanas depois...
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Eu estou neste fórum há 10 anos, e @Patiño esta frase: "Uma pessoa homossexual primeiro aprende a mentir, só depois aprende a amar" é capaz de ser a frase mais marcante que li até hoje aqui, sem exagero estou há cinco minutos a olhar para ela e a fazer uma retrospectiva do que foi a minha vida, principalmente a adolescência e juventude, e que tristeza, que facada que é esta frase de tão real. :( 

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@Lee É lamentável que tenhas passado por isso e infelizmente é verdade, por vezes a família é a primeira a desconsiderar tudo e quando um agressor percebe que a família não está para se ralar é pior ainda, ganham mais confiança. Mas socorro-te das pessoas que dão força como o caso da tua amiga. Essas pessoas são muito importantes para te manteres forte. 

A partir dos meus dez anos sofri bullying a torto e a direto, no sexto ano uma colega veio-me dizer que um dos funcionários da escola gozava comigo porque eu era feminino. E também tive nessa altura uma professora homofóbica. Os miúdos nem se fala, muitos deles também o que faziam era reproduzir o comportamento dos pais. 

Uma coisa com isto tudo aprendi: não ficar calado. Falar, denunciar, expor e lutar. Não podemos permitir que isto se perpetue, pelo menos nesta comunidade virtual vais ter sempre o nosso apoio. És muito mais livre e boa pessoa que essa gentalha. 

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On 02/01/2024 at 21:41, Duarte com D disse:

Eu estou neste fórum há 10 anos, e @Patiño esta frase: "Uma pessoa homossexual primeiro aprende a mentir, só depois aprende a amar" é capaz de ser a frase mais marcante que li até hoje aqui, sem exagero estou há cinco minutos a olhar para ela e a fazer uma retrospectiva do que foi a minha vida, principalmente a adolescência e juventude, e que tristeza, que facada que é esta frase de tão real. :( 

Também li agora e concordo. Na verdade acho que ainda nem aprendi a amar, só a mentir.

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  • 2 semanas depois...
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Tenho 28 anos e sofri bullying do 1º ao 8º ano, mais coisa, menos coisa.

Fui criada com a minha avó, numa atmosfera de amor, carinho e proteção. Só tinha mais duas amigas na rua (uma delas, minha mlehor amiga até hoje) e a vida até entrar na escola era assim, muito tranquila, cheia de brincadeiras e muita alegria.

Entrei na escola com 5 anos e foi a coisa mais dura que me podia acontecer. Entrei numa escola em que já todas as crianças se conheciam da creche, mas houve uma miúda que me fez a vida negra durante todo o 1º ciclo -ainda hoje sei o nome completo dela.

Não consigo entrar em grandes pormenores sobre tudo o que passei às mãos tanto de colegas como também da professora, sem me desfazer em lágrimas. Deixo apenas aqui duas: muitas vezes ficava sem intervalo por "dá cá aquela palha". Houve um dia em que fiquei na sala com mais dois miúdos. Quando o intervalo terminou, um deles inventou que eu tinha roubado uma caneta à tipa que me fazia a vida negra e esta deu-me uma chapadona. Quando a professora voltou, eu fiz queixa e a senhora do alto do seu pedestal: "E o que é eu que eu tenho a ver com isso??"...

Noutra vez - e esta dói bastante - tínhamos por hábito escrever mini histórias e colocávamos na parede da sala de aula. Escrevi uma história sobre como passava o meu aniversário no zoo, a ver o show dos golfinhos e focas e como depois toda a gente me cantava os parabéns. Numa bela manhã, entro na sala e tenho toda a gente a cantar-me os parabéns... só que não era o meu aniversário. Passaram os minutos seguintes a ridicularizar todo o meu texto. Nunca me tinha sentdo tão miserável.

Como é óbvio, isto moldou toda a minha personalidade e auto-confiança, até entrar no secundário e ter um professor que teve uma conversa muito séria comigo e me fez ver o meu verdadeiro potencial. Daí em diante tive a sorte de encontrar as pessoas certas e descobrir-me enquanto pessoa e transformar-me na jovem divertida, extrovertida e confiante (tem dias) que sou hoje.

Há uns tempos, a minha psicóloga disse-me que com os acontecimentos do passado e com a personalidade e mentalidade que tenho, posso considerar-me uma sobrevivente. Nunca tinha pensado nisso dessa forma.

Se estão a sofrer de bullying, por favor façam queixa, não baixem os braços até serem ouvidos, não tenham medo das represálias, vocês sabem que estão do lado certo da história! Não deixem que os nomes que vos chamam vos definam, vocês são muito mais do que isso. Não deixem que vos toquem, ninguém tem esse direito.

Para terminar, costumam perguntar-me se perdoaria as pessoas que me fizeram mal. Sim, perdoo. Mas jamais irei esquecer.

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  • 2 meses depois...
  • 1 mês depois...
Postado (editado)

Descobri o tópico recentemente e decidi hoje então de contar um pouco (até bastante) do que aconteceu comigo. Isto vai parecer a história da minha vida, mas enfim. 
 

Eu sempre dei problemas aos meus pais quando era criança visto que era bastante irrequieto e não conseguia controlar as minhas emoções, ficava com raiva rapidamente. Na altura vivia na Suíça, e logo no 1° ano tive que ir para uma escola específica (porque lá existia isso)  para ver se controlava os meus problemas. Andei até ao final do 2° ano nesse tipo de escola (agora hoje, com a experiência que tive até agora, foram um dos melhores anos de escolaridade). 
No ano letivo seguinte tive que refazer o 2° ano visto que finalmente entrei para digamos o que é uma escola dita “normal” e mudei de escola assim sendo, o que não me apercebi é que os piores anos da minha vida se avizinhavam. Então na nova escola, não conseguia formar amizade com ninguém, eu até tentava dar-me com alguns dos meus colegas, mas ninguém queria brincar comigo … passava os intervalos todos sozinhos … O que salvou o ano é que tive boas notas! 
Os 3° e 4° anos foram provavelmente os piores anos da minha vida. Foi a partir do 3° ano que sofri bullying, eu era insultado, gozavam da minha aparência e por vezes era agredido … dava aquela sensação que estava toda gente contra mim. Isso tudo começou a 6 de outubro de 2016 (foi uma data tão marcante que até me lembro ainda). Ainda por cima, os meus professores na altura sabiam que algo se passava mas nada faziam, aliás pior, ficavam sempre do lado de quem praticava o ato. 
O autor disto enervava-me tanto que por vezes já cheguei a virar cadeiras e por vezes ia à porrada… e aí descobri que não tinha resolvido de todo os problemas que tinha a nível de emoções. Enervava-me rápido e simplesmente não conseguia controlar … 

Tive uma psicóloga que também agradeço por tudo o que fez, porque eu notava que ela tentava de fazer de tudo para me ajudar para conseguir ultrapassar estes problemas, mas não conseguia. Nessa altura já me dava ligeiramente melhor com os meus pais, eles bem tentaram ajudar-me, aliás eu agradeço por tudo o que fizeram comigo, porque pelo menos não minimizaram o problema.

O 4° ano melhorou um pouco porque um daqueles que era cúmplice do autor do Bullying, tomou conta que estava a fazer algo de muito mal e parou de fazer isso. Aliás até parece irónico mas tornamo-nos amigos. Apesar disso, o Bullying que eu sofria continuava e continuava. Os professores eram os mesmos, então nada mudou. 
 

O 5° ano chegou, eu e o autor do bullying já não estávamos mais na mesma turma, o que foi um alívio enorme. E finalmente mudei de professores, e não podia ter ficado mais feliz !!! Porque foi a professora que ajudou me a ultrapassar isto tudo que estava a acontecer comigo, eu continua com saudades dela até hoje. Mas mais detalhadamente, o início do 5° ano foi um pouco complicado, ainda sofria de bullying, mas os autores eram outros, também insultavam-me e agrediam-me, e pior que isso é que eles viviam no mesmo prédio de onde eu vivia, então era um tormento enorme. Chegou uma altura que a professora veio falar comigo para saber um pouco do que estava a acontecer, e ela foi uma querida, ela também já tinha passado por algo do género na infância, então entendia-me perfeitamente. E aos poucos fui conseguindo ultrapassar tudo isto. Comecei a ter mais amigos em que realmente confiava, e um deles que vou guardar para toda a minha vida ! Em questão de notas, a professora deu-me assim mais motivação para ir à escola e estudar e as minhas notas subiram substancialmente, a nota mais baixa que tinha no 5°, era a nota mais alta que tinha no 4° ano. 
O 6° ano, foi também bastante bom, foi o ano diria mais tranquilo da minha vida.

O 7° ano chegou e mudei de escola outra vez, desta vez para uma escola maior. Mas foi um ano relativamente tranquilo, houve pessoas que tentaram destabilizar-me mas não conseguiram. 8° ano igual, subi também as notas em relação ao 7°. 
Final do 8° ano, era 2022, e eu e os meus pais decidimos vir viver cá em Portugal, e digo adeus à Suíça e a todas as amizades que eu tinha lá, algumas delas vão ficar no meu coração. Decidi vir cá para ter uma ideia de comparação entre os dois países, também queria experimentar viver no meu país de origem.

Agora no 9° ano já aqui em Portugal, começou tudo de forma maravilhosa, fui super bem acolhido, ninguém me conhecia bem, então era complicado gozaram comigo, isso era o que eu pensava, mas … nem tudo é um mar de rosas. As pessoas aos poucos foram descobrindo como era fácil irritar-me e voltei a ser gozado sobretudo a nível de aparência em que gozavam da roupa que eu usava, e levou-me a uma transformação completa no que toca à roupa que vestia, e também ao cabelo, porque até o meu cabelo era alvo de gozo. Além disso, chamavam-me de “gay” porque as minhas amizades eram com meninas, isso porque não conseguia fazer amizades com rapazes, é impossível … enfim senti que tudo estava a voltar. Cheguei muitas vezes a casa, e fechava-me no quarto e chorava. Com o tempo, ia começando a mostrar uma outra faceta, uma pessoa mais séria, não passar muita vergonha, basicamente transformei-me numa pessoa completamente diferente e já não ligava muito ao que eles diziam-me. O mais importante é que sempre tive o apoio das minhas amigas, que sempre estiveram cá para me ajudar.

Agora no 10°, que é o ano onde estou agora, as pessoas já deixaram de gozar tanto comigo, às vezes até tentam, como foi o caso hoje, mas não conseguem mais derrubar-me, são bastante anos de experiência. 

Quero deixar uma nota, em que o rapaz que fazia bullying comigo no básico, ele tinha os pais separados, e simplesmente penso que descarregou a raiva toda em cima de mim por ser o alvo mais fácil, mas não o desculpo por tudo o que ele fez. 

O Bullying deixou inúmeras marcas na minha vida e fez mudar completamente a minha essência, sou um “eu” completamente diferente do que era, por outro lado, agora já consigo controlar as minhas emoções, sem ter aqueles ataques de raiva quando alguém me chateava. Hoje não preciso de esconder quem sou, porque penso que quase toda gente me conhece, aliás o que eu digo é que não conheço praticamente ninguém mas toda gente me conhece. Continuarei com haters na vida, mas é como tudo, nem tudo é um mar de rosas, é só lidar com o assunto e seguir em frente na vida. 

Editado por Brunooo
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On 07/05/2024 at 17:58, Brunooo disse:

Descobri o tópico recentemente e decidi hoje então de contar um pouco (até bastante) do que aconteceu comigo. Isto vai parecer a história da minha vida, mas enfim. 
 

Eu sempre dei problemas aos meus pais quando era criança visto que era bastante irrequieto e não conseguia controlar as minhas emoções, ficava com raiva rapidamente. Na altura vivia na Suíça, e logo no 1° ano tive que ir para uma escola específica (porque lá existia isso)  para ver se controlava os meus problemas. Andei até ao final do 2° ano nesse tipo de escola (agora hoje, com a experiência que tive até agora, foram um dos melhores anos de escolaridade). 
No ano letivo seguinte tive que refazer o 2° ano visto que finalmente entrei para digamos o que é uma escola dita “normal” e mudei de escola assim sendo, o que não me apercebi é que os piores anos da minha se avizinhavam. Então na nova escola, não conseguia formar amizade com ninguém, eu até tentava dar-me com alguns dos meus colegas, mas ninguém queria brincar comigo … passava os intervalos todos sozinhos … O que salvou o ano é que tive boas notas! 
Os 3° e 4° anos foram provavelmente os piores anos da minha vida. Foi a partir do 3° ano que sofri bullying, eu era insultado, gozavam da minha aparência e por vezes era agredido … dava aquela sensação que estava toda gente contra mim. Isso tudo começou a 6 de outubro de 2016 (foi uma data tão marcante que até me lembro ainda). Ainda por cima, os meus professores na altura sabiam que algo se passava mas nada faziam, aliás pior, ficavam sempre do lado de quem praticava o ato. 
O autor disto enervava-me tanto que por vezes já cheguei a virar cadeiras e por vezes ia à porrada… e aí descobri que não tinha resolvido de todo os problemas que tinha a nível de emoções. Enervava-me rápido e simplesmente não conseguia controlar … 

Tive uma psicóloga que também agradeço por tudo o que fez, porque eu notava que ela tentava de fazer de tudo para me ajudar para conseguir ultrapassar estes problemas, mas não conseguia. Nessa altura já me dava ligeiramente melhor com os meus pais, eles bem tentaram ajudar-me, aliás eu agradeço por tudo o que fizeram comigo, porque pelo menos não minimizaram o problema.

O 4° ano melhorou um pouco porque um daqueles que era cúmplice do autor do Bullying, tomou conta que estava a fazer algo de muito mal e parou de fazer isso. Aliás até parece irónico mas tornamo-nos amigos. Apesar disso, o Bullying que eu sofria continuava e continuava. Os professores eram os mesmos, então nada mudou. 
 

O 5° ano chegou, eu e o autor do bullying já não estávamos mais na mesma turma, o que foi um alívio enorme. E finalmente mudei de professores, e não podia ter ficado mais feliz !!! Porque foi a professora que ajudou me a ultrapassar isto tudo que estava a acontecer comigo, eu continua com saudades dela até hoje. Mas mais detalhadamente, o início do 5° ano foi um pouco complicado, ainda sofria de bullying, mas os autores eram outros, também insultavam-me e agrediam-me, e pior que isso é que eles viviam no mesmo prédio de onde eu vivia, então era um tormento enorme. Chegou uma altura que a professora veio falar comigo para saber um pouco do que estava a acontecer, e ela foi uma querida, ela também já tinha passado por algo do género na infância, então entendia-me perfeitamente. E aos poucos fui conseguindo ultrapassar tudo isto. Comecei a ter mais amigos em que realmente confiava, e um deles que vou guardar para toda a minha vida ! Em questão de notas, a professora deu-me assim mais motivação para ir à escola e estudar e as minhas notas subiram substancialmente, a nota mais baixa que tinha no 5°, era a nota mais alta que tinha no 4° ano. 
O 6° ano, foi também bastante bom, foi o ano diria mais tranquilo da minha vida.

O 7° ano chegou e mudei de escola outra vez, desta vez para uma escola maior. Mas foi um ano relativamente tranquilo, houve pessoas que tentaram destabilizar-me mas não conseguiram. 8° ano igual, subi também as notas em relação ao 7°. 
Final do 8° ano, era 2022, e eu e os meus pais decidimos vir viver cá em Portugal, e digo adeus à Suíça e a todas as amizades que eu tinha lá, algumas delas vão ficar no meu coração. Decidi vir cá para ter uma ideia de comparação entre os dois países, também queria experimentar viver no meu país de origem.

Agora no 9° ano já aqui em Portugal, começou tudo de forma maravilhosa, fui super bem acolhido, ninguém me conhecia bem, então era complicado gozaram comigo, isso era o que eu pensava, mas … nem tudo é um mar de rosas. As pessoas aos poucos foram descobrindo como era fácil irritar-me e voltei a ser gozado sobretudo a nível de aparência em que gozavam da roupa que eu usava, e levou-me a uma transformação completa no que toca à roupa que vestia, e também ao cabelo, porque até o meu cabelo era alvo de gozo. Além disso, chamavam-me de “gay” porque as minhas amizades eram com meninas, isso porque não conseguia fazer amizades com rapazes, é impossível … enfim senti que tudo estava a voltar. Cheguei muitas vezes a casa, e fechava-me no quarto e chorava. Com o tempo, ia começando a mostrar uma outra faceta, uma pessoa mais séria, não passar muita vergonha, basicamente transformei-me numa pessoa completamente diferente e já não ligava muito ao que eles diziam-me. O mais importante é que sempre tive o apoio das minhas amigas, que sempre estiveram cá para me ajudar.

Agora no 10°, que é o ano onde estou agora, as pessoas já deixaram de gozar tanto comigo, às vezes até tentam, como foi o caso hoje, mas não conseguem mais derrubar-me, são bastante anos de experiência. 

Quero deixar uma nota, em que o rapaz que fazia bullying comigo no básico, ele tinha os pais separados, e simplesmente penso que descarregou a raiva toda em cima de mim por ser o alvo mais fácil, mas não o desculpo por tudo o que ele fez. 

O Bullying deixou inúmeras marcas na minha vida e fez mudar completamente a minha essência, sou um “eu” completamente diferente do que era, por outro lado, agora já consigo controlar as minhas emoções, sem ter aqueles ataques de raiva quando alguém me chateava. Hoje não preciso de esconder quem sou, porque penso que quase toda gente me conhece, aliás o que eu digo é que não conheço praticamente ninguém mas toda gente me conhece. Continuarei com haters na vida, mas é como tudo, nem tudo é um mar de rosas, é só lidar com o assunto e seguir em frente na vida. 

Um enorme abraço

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On 07/05/2024 at 17:58, Brunooo disse:

Descobri o tópico recentemente e decidi hoje então de contar um pouco (até bastante) do que aconteceu comigo. Isto vai parecer a história da minha vida, mas enfim. 
 

Eu sempre dei problemas aos meus pais quando era criança visto que era bastante irrequieto e não conseguia controlar as minhas emoções, ficava com raiva rapidamente. Na altura vivia na Suíça, e logo no 1° ano tive que ir para uma escola específica (porque lá existia isso)  para ver se controlava os meus problemas. Andei até ao final do 2° ano nesse tipo de escola (agora hoje, com a experiência que tive até agora, foram um dos melhores anos de escolaridade). 
No ano letivo seguinte tive que refazer o 2° ano visto que finalmente entrei para digamos o que é uma escola dita “normal” e mudei de escola assim sendo, o que não me apercebi é que os piores anos da minha se avizinhavam. Então na nova escola, não conseguia formar amizade com ninguém, eu até tentava dar-me com alguns dos meus colegas, mas ninguém queria brincar comigo … passava os intervalos todos sozinhos … O que salvou o ano é que tive boas notas! 
Os 3° e 4° anos foram provavelmente os piores anos da minha vida. Foi a partir do 3° ano que sofri bullying, eu era insultado, gozavam da minha aparência e por vezes era agredido … dava aquela sensação que estava toda gente contra mim. Isso tudo começou a 6 de outubro de 2016 (foi uma data tão marcante que até me lembro ainda). Ainda por cima, os meus professores na altura sabiam que algo se passava mas nada faziam, aliás pior, ficavam sempre do lado de quem praticava o ato. 
O autor disto enervava-me tanto que por vezes já cheguei a virar cadeiras e por vezes ia à porrada… e aí descobri que não tinha resolvido de todo os problemas que tinha a nível de emoções. Enervava-me rápido e simplesmente não conseguia controlar … 

Tive uma psicóloga que também agradeço por tudo o que fez, porque eu notava que ela tentava de fazer de tudo para me ajudar para conseguir ultrapassar estes problemas, mas não conseguia. Nessa altura já me dava ligeiramente melhor com os meus pais, eles bem tentaram ajudar-me, aliás eu agradeço por tudo o que fizeram comigo, porque pelo menos não minimizaram o problema.

O 4° ano melhorou um pouco porque um daqueles que era cúmplice do autor do Bullying, tomou conta que estava a fazer algo de muito mal e parou de fazer isso. Aliás até parece irónico mas tornamo-nos amigos. Apesar disso, o Bullying que eu sofria continuava e continuava. Os professores eram os mesmos, então nada mudou. 
 

O 5° ano chegou, eu e o autor do bullying já não estávamos mais na mesma turma, o que foi um alívio enorme. E finalmente mudei de professores, e não podia ter ficado mais feliz !!! Porque foi a professora que ajudou me a ultrapassar isto tudo que estava a acontecer comigo, eu continua com saudades dela até hoje. Mas mais detalhadamente, o início do 5° ano foi um pouco complicado, ainda sofria de bullying, mas os autores eram outros, também insultavam-me e agrediam-me, e pior que isso é que eles viviam no mesmo prédio de onde eu vivia, então era um tormento enorme. Chegou uma altura que a professora veio falar comigo para saber um pouco do que estava a acontecer, e ela foi uma querida, ela também já tinha passado por algo do género na infância, então entendia-me perfeitamente. E aos poucos fui conseguindo ultrapassar tudo isto. Comecei a ter mais amigos em que realmente confiava, e um deles que vou guardar para toda a minha vida ! Em questão de notas, a professora deu-me assim mais motivação para ir à escola e estudar e as minhas notas subiram substancialmente, a nota mais baixa que tinha no 5°, era a nota mais alta que tinha no 4° ano. 
O 6° ano, foi também bastante bom, foi o ano diria mais tranquilo da minha vida.

O 7° ano chegou e mudei de escola outra vez, desta vez para uma escola maior. Mas foi um ano relativamente tranquilo, houve pessoas que tentaram destabilizar-me mas não conseguiram. 8° ano igual, subi também as notas em relação ao 7°. 
Final do 8° ano, era 2022, e eu e os meus pais decidimos vir viver cá em Portugal, e digo adeus à Suíça e a todas as amizades que eu tinha lá, algumas delas vão ficar no meu coração. Decidi vir cá para ter uma ideia de comparação entre os dois países, também queria experimentar viver no meu país de origem.

Agora no 9° ano já aqui em Portugal, começou tudo de forma maravilhosa, fui super bem acolhido, ninguém me conhecia bem, então era complicado gozaram comigo, isso era o que eu pensava, mas … nem tudo é um mar de rosas. As pessoas aos poucos foram descobrindo como era fácil irritar-me e voltei a ser gozado sobretudo a nível de aparência em que gozavam da roupa que eu usava, e levou-me a uma transformação completa no que toca à roupa que vestia, e também ao cabelo, porque até o meu cabelo era alvo de gozo. Além disso, chamavam-me de “gay” porque as minhas amizades eram com meninas, isso porque não conseguia fazer amizades com rapazes, é impossível … enfim senti que tudo estava a voltar. Cheguei muitas vezes a casa, e fechava-me no quarto e chorava. Com o tempo, ia começando a mostrar uma outra faceta, uma pessoa mais séria, não passar muita vergonha, basicamente transformei-me numa pessoa completamente diferente e já não ligava muito ao que eles diziam-me. O mais importante é que sempre tive o apoio das minhas amigas, que sempre estiveram cá para me ajudar.

Agora no 10°, que é o ano onde estou agora, as pessoas já deixaram de gozar tanto comigo, às vezes até tentam, como foi o caso hoje, mas não conseguem mais derrubar-me, são bastante anos de experiência. 

Quero deixar uma nota, em que o rapaz que fazia bullying comigo no básico, ele tinha os pais separados, e simplesmente penso que descarregou a raiva toda em cima de mim por ser o alvo mais fácil, mas não o desculpo por tudo o que ele fez. 

O Bullying deixou inúmeras marcas na minha vida e fez mudar completamente a minha essência, sou um “eu” completamente diferente do que era, por outro lado, agora já consigo controlar as minhas emoções, sem ter aqueles ataques de raiva quando alguém me chateava. Hoje não preciso de esconder quem sou, porque penso que quase toda gente me conhece, aliás o que eu digo é que não conheço praticamente ninguém mas toda gente me conhece. Continuarei com haters na vida, mas é como tudo, nem tudo é um mar de rosas, é só lidar com o assunto e seguir em frente na vida. 

Lamento que tenhas passado por tudo isso, mas fico feliz que a experiência te tenha feito uma pessoa mais firme e que tenhas aprendido a controlar as emoções. É um feito que muitos não conseguem!

Quanto aos autores do bullying só tenho a dizer que nunca serão melhores do que tu, e mais: ha crianças maldosas sim, e não e por serem crianças que vamos dourar a pílula. Infelizmente serão as pessoas ruins do futuro, mas é saber lidar lá está 

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Muito obrigado @InesMig e @Rui Melo pelas vossas palavras 🫶🏻! 
Infelizmente, sim é verdade, muita gente não consegue ultrapassar os traumas vividos na infância, por isso estou mesmo muito orgulhoso na pessoa em que me tornei hoje ! Mas sei que ainda tenho muito a percorrer! 
Acerca dos autores do bullying, não irei perdoar nenhum deles, visto que magoaram-me bastante ! Nunca irei esquecer o que eles fizeram-me, aliás eu penso que a maioria deles (os autores) já nem sequer vou ver mais na vida ! 

Editado por Brunooo
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