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Já sofreste/sofres de Bullying?  

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  1. 1. Já sofreste/sofres de Bullying?

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Postado

 

On 15/05/2024 at 22:13, Brunooo disse:

Muito obrigado @InesMig e @Rui Melo pelas vossas palavras 🫶🏻! 
Infelizmente, sim é verdade, muita gente não consegue ultrapassar os traumas vividos na infância, por isso estou mesmo muito orgulhoso na pessoa em que me tornei hoje ! Mas sei que ainda tenho muito a percorrer! 
Acerca dos autores do bullying, não irei perdoar nenhum deles, visto que magoaram-me bastante ! Nunca irei esquecer o que eles fizeram-me, aliás eu penso que a maioria deles (os autores) já nem sequer vou ver mais na vida ! 

Verdade e muitas vezes camuflamos e acabamos por achar que está resolvido, mas depois acontece algo na nossa vida que volta a activar os gatilhos.

Ir a um psicólogo ajuda muito, mas infelizmente os do SNS são poucos e nem todos conseguem pagar um privado

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  • Gosto 3
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há 2 horas, Duarte com D disse:

O comentário de gente adulta a incentivar o bullying, ok... :nervouser:

 

há 1 hora, Mar-Vell disse:

Os comentários de miúdos, repito miúdos, que são completamente ignorantes e preconceituosos.

Isso tem muito que ver com a educação que os pais dão aos filhos, e isso pode influenciar e muito como estes vão agir e ser na sociedade. A orientação sexual de uma pessoa é algo que só diz respeito ao próprio e a mais ninguém, mas custa muito à sociedade perceber isso e depois nas escolas já se sabe como é, são muito influenciáveis e não tem maturidade.

  • Gosto 2
  • 1 ano depois...
Postado

Pessoal, gostava de pedir a vossa opinião sobre uma situação que me anda a deixar um bocado dividido. @D91 @D23 @Fernando @Rui Melo @Lee @brunooo @srcbica

Ao longo dos últimos anos já comentei aqui, por alto, a questão daqueles meus antigos colegas com quem estive do 7.º ao 10.º ano. Tínhamos imensas confusões, tretas constantes, e eles acabaram por criar uma opinião péssima e completamente distorcida sobre mim. Falavam mal, inventavam, e eu na altura muito ingénuo não sabia lidar com a injustiça. Acabava por chorar, extravasar, perder a compostura… e isso só piorava tudo porque, basicamente, eu já não tinha credibilidade nenhuma aos olhos deles. Foi algo mesmo violento, até hoje várias vezes ao mês sonho ainda que estou lá na escola com eles a ser acusado de tanta coisa, de falar mal, de manipular, de ouvir e criar fics.

Daquela turma inteira, hoje só falo com uma única pessoa. É mesmo a única com quem mantive algum contacto. E agora essa amiga vai fazer uma festa de anos em casa dela no dia 9 de dezembro. O “problema”? Ela convidou-me… e eles vão estar todos lá. Por um lado, sinto isto como um avanço. Desde há uns anos que ela faz outros convívios, principalmente de verão em casa dela e nunca me convidou, precisamente porque eles iam estar presentes e ela própria queria evitar confusões, geralmente tomava cafés ou passeava comigo a sós noutra ocasião. Portanto, fico feliz por ela agora ter pensado em mim. Mas ao mesmo tempo não sei bem o que fazer.

Uma parte de mim pensa: “Isso já ficou lá atrás, sou uma pessoa diferente, já não estou naquela fase frágil e, mesmo que eles não falem comigo, não queria dar parte fraca e simplesmente não ir.” Conseguem perceber a lógica? E lembro-me sempre do que a minha mãe me dizia desde pequeno: “Nunca deixes de estar num lugar só porque lá está o X ou o Y. Se não fores, estás a dar poder aos outros. Afirma sempre o teu lugar.” E isto fica-me a ecoar na cabeça.

Também tenho a opção de ir, dizer-lhe logo que tenho outros compromissos e que não posso ficar muito tempo. Passava lá meia hora, conversava um bocadinho com ela, mostrava presença, e pronto. Até porque hoje em dia estou muito melhor tive mesmo um glow up nestes seis anos em que não os vejo... portanto não nego que dar-me-ia um certo gozo ir para mostrar como estou bem, e meter um pouquinho de nojo.

O que me trava é imaginar o desconforto: ela vai estar a circular, a falar com toda a gente, não vai estar ali colada a mim (também não tem de estar, claro), e eu fico a pensar se não vai ser uma seca enorme estar ali meio deslocado, a olhar para o telemóvel ou para o vazio enquanto eles estão a interagir, porque tenho a certeza que a maioria nem olá me vai dizer.

Portanto… não sei mesmo. Acham que devo ir um bocadinho só para marcar presença? Ou estou a forçar algo desnecessário e devia simplesmente deixar passar? Como lidariam vocês com isto?

  • Gosto 5
Postado
há 16 minutos, Dimitri disse:

Pessoal, gostava de pedir a vossa opinião sobre uma situação que me anda a deixar um bocado dividido. @D91 @D23 @Fernando @Rui Melo @Lee @brunooo @srcbica

Ao longo dos últimos anos já comentei aqui, por alto, a questão daqueles meus antigos colegas com quem estive do 7.º ao 10.º ano. Tínhamos imensas confusões, tretas constantes, e eles acabaram por criar uma opinião péssima e completamente distorcida sobre mim. Falavam mal, inventavam, e eu na altura muito ingénuo não sabia lidar com a injustiça. Acabava por chorar, extravasar, perder a compostura… e isso só piorava tudo porque, basicamente, eu já não tinha credibilidade nenhuma aos olhos deles. Foi algo mesmo violento, até hoje várias vezes ao mês sonho ainda que estou lá na escola com eles a ser acusado de tanta coisa, de falar mal, de manipular, de ouvir e criar fics.

Daquela turma inteira, hoje só falo com uma única pessoa. É mesmo a única com quem mantive algum contacto. E agora essa amiga vai fazer uma festa de anos em casa dela no dia 9 de dezembro. O “problema”? Ela convidou-me… e eles vão estar todos lá. Por um lado, sinto isto como um avanço. Desde há uns anos que ela faz outros convívios, principalmente de verão em casa dela e nunca me convidou, precisamente porque eles iam estar presentes e ela própria queria evitar confusões, geralmente tomava cafés ou passeava comigo a sós noutra ocasião. Portanto, fico feliz por ela agora ter pensado em mim. Mas ao mesmo tempo não sei bem o que fazer.

Uma parte de mim pensa: “Isso já ficou lá atrás, sou uma pessoa diferente, já não estou naquela fase frágil e, mesmo que eles não falem comigo, não queria dar parte fraca e simplesmente não ir.” Conseguem perceber a lógica? E lembro-me sempre do que a minha mãe me dizia desde pequeno: “Nunca deixes de estar num lugar só porque lá está o X ou o Y. Se não fores, estás a dar poder aos outros. Afirma sempre o teu lugar.” E isto fica-me a ecoar na cabeça.

Também tenho a opção de ir, dizer-lhe logo que tenho outros compromissos e que não posso ficar muito tempo. Passava lá meia hora, conversava um bocadinho com ela, mostrava presença, e pronto. Até porque hoje em dia estou muito melhor tive mesmo um glow up nestes seis anos em que não os vejo... portanto não nego que dar-me-ia um certo gozo ir para mostrar como estou bem, e meter um pouquinho de nojo.

O que me trava é imaginar o desconforto: ela vai estar a circular, a falar com toda a gente, não vai estar ali colada a mim (também não tem de estar, claro), e eu fico a pensar se não vai ser uma seca enorme estar ali meio deslocado, a olhar para o telemóvel ou para o vazio enquanto eles estão a interagir, porque tenho a certeza que a maioria nem olá me vai dizer.

Portanto… não sei mesmo. Acham que devo ir um bocadinho só para marcar presença? Ou estou a forçar algo desnecessário e devia simplesmente deixar passar? Como lidariam vocês com isto?

Ui! Quando eu cheguei ao terceiro parágrafo, já estava a ver quais seriam as perguntas finais!

Bom, Dimitri, eu estava a pensar, enquanto ia lendo, para me inteirar dos pormenores e... Antes de responder, como pessoa que já viu muita novela (como a grande maioria do fórum, presumo), passou-me uma coisa pela cabeça a ler o penúltimo parágrafo, que preciso de perguntar:

Existe alguma hipótese, por mais remota que seja, de ser uma daquelas coisas que se vê na ficção em que alguém se faz de amigo da vítima de bullying só para no final toda a gente gozar ainda mais com a pessoa?

  • Haha 6
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há 6 minutos, srcbica disse:

Ui! Quando eu cheguei ao terceiro parágrafo, já estava a ver quais seriam as perguntas finais!

Bom, Dimitri, eu estava a pensar, enquanto ia lendo, para me inteirar dos pormenores e... Antes de responder, como pessoa que já viu muita novela (como a grande maioria do fórum, presumo), passou-me uma coisa pela cabeça a ler o penúltimo parágrafo, que preciso de perguntar:

Existe alguma hipótese, por mais remota que seja, de ser uma daquelas coisas que se vê na ficção em que alguém se faz de amigo da vítima de bullying só para no final toda a gente gozar ainda mais com a pessoa?

Não me parece ahahaha, vão mais amigos dela sem ser os da minha antiga turma. Mas sim, um grande grosso das pessoas serão da nossa ex-turma/ escola.

  • Gosto 4
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há 1 minuto, Dimitri disse:

Não me parece ahahaha, vão mais amigos dela sem ser os da minha antiga turma. Mas sim, um grande grosso das pessoas serão da nossa ex-turma/ escola.

´Ótimo! Então, é assim... Tendo em conta o que foi escrito nesta parte:

Citação

Até porque hoje em dia estou muito melhor tive mesmo um glow up nestes seis anos em que não os vejo... portanto não nego que dar-me-ia um certo gozo ir para mostrar como estou bem, e meter um pouquinho de nojo.

eu ia! Eu podia escrever toda aquela pataquada politicamente correta de "Ah já se passaram imensos anos! São todos adultos agora! Se te deixarem de lado, só revela imaturidade deles e não tua! Etecetera, Etecetera ", mas vou antes escrever para ires para esfregares na cara de quem um dia foi estúpido para ti que tu estás ótimo! És lindo e maravilhoso! Tu és mais tu e não precisas da aprovação de ninguém!

Vai e arrasa, Dimitri!

Spoiler

Tua vibe nesse convívio:

juntos.png

 

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  • Adoro 3
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há 40 minutos, Dimitri disse:

Pessoal, gostava de pedir a vossa opinião sobre uma situação que me anda a deixar um bocado dividido. @D91 @D23 @Fernando @Rui Melo @Lee @brunooo @srcbica

Ao longo dos últimos anos já comentei aqui, por alto, a questão daqueles meus antigos colegas com quem estive do 7.º ao 10.º ano. Tínhamos imensas confusões, tretas constantes, e eles acabaram por criar uma opinião péssima e completamente distorcida sobre mim. Falavam mal, inventavam, e eu na altura muito ingénuo não sabia lidar com a injustiça. Acabava por chorar, extravasar, perder a compostura… e isso só piorava tudo porque, basicamente, eu já não tinha credibilidade nenhuma aos olhos deles. Foi algo mesmo violento, até hoje várias vezes ao mês sonho ainda que estou lá na escola com eles a ser acusado de tanta coisa, de falar mal, de manipular, de ouvir e criar fics.

Daquela turma inteira, hoje só falo com uma única pessoa. É mesmo a única com quem mantive algum contacto. E agora essa amiga vai fazer uma festa de anos em casa dela no dia 9 de dezembro. O “problema”? Ela convidou-me… e eles vão estar todos lá. Por um lado, sinto isto como um avanço. Desde há uns anos que ela faz outros convívios, principalmente de verão em casa dela e nunca me convidou, precisamente porque eles iam estar presentes e ela própria queria evitar confusões, geralmente tomava cafés ou passeava comigo a sós noutra ocasião. Portanto, fico feliz por ela agora ter pensado em mim. Mas ao mesmo tempo não sei bem o que fazer.

Uma parte de mim pensa: “Isso já ficou lá atrás, sou uma pessoa diferente, já não estou naquela fase frágil e, mesmo que eles não falem comigo, não queria dar parte fraca e simplesmente não ir.” Conseguem perceber a lógica? E lembro-me sempre do que a minha mãe me dizia desde pequeno: “Nunca deixes de estar num lugar só porque lá está o X ou o Y. Se não fores, estás a dar poder aos outros. Afirma sempre o teu lugar.” E isto fica-me a ecoar na cabeça.

Também tenho a opção de ir, dizer-lhe logo que tenho outros compromissos e que não posso ficar muito tempo. Passava lá meia hora, conversava um bocadinho com ela, mostrava presença, e pronto. Até porque hoje em dia estou muito melhor tive mesmo um glow up nestes seis anos em que não os vejo... portanto não nego que dar-me-ia um certo gozo ir para mostrar como estou bem, e meter um pouquinho de nojo.

O que me trava é imaginar o desconforto: ela vai estar a circular, a falar com toda a gente, não vai estar ali colada a mim (também não tem de estar, claro), e eu fico a pensar se não vai ser uma seca enorme estar ali meio deslocado, a olhar para o telemóvel ou para o vazio enquanto eles estão a interagir, porque tenho a certeza que a maioria nem olá me vai dizer.

Portanto… não sei mesmo. Acham que devo ir um bocadinho só para marcar presença? Ou estou a forçar algo desnecessário e devia simplesmente deixar passar? Como lidariam vocês com isto?

Uma parte de mim concorda quando afirmas que estás a forçar algo desnecessário e que devias simplesmente deixar passar. Todavia, tendo em conta que dizes estar resolvido e mais seguro, penso que devias ir. É uma oportunidade para veres se eles mudaram e, caso essa mudança tiver realmente acontecido, criar uma relação mais cordial com eles. Se, a determinado ponto, realmente não te sentires confortável na festa, fala com a tua amiga e abandona a festa. Não vale a pena estares te a sujeitar a um ambiente tóxico. Inventa uma desculpa, um imprevisto, um compromisso de que te tinhas esquecido, etc. Se ela for realmente tua amiga, compreenderá o teu lado.

  • Gosto 6
Postado
52 minutes ago, Dimitri said:

MPessoal, gostava de pedir a vossa opinião sobre uma situação que me anda a deixar um bocado dividido. @D91 @D23 @Fernando @Rui Melo @Lee @brunooo @srcbica

Ao longo dos últimos anos já comentei aqui, por alto, a questão daqueles meus antigos colegas com quem estive do 7.º ao 10.º ano. Tínhamos imensas confusões, tretas constantes, e eles acabaram por criar uma opinião péssima e completamente distorcida sobre mim. Falavam mal, inventavam, e eu na altura muito ingénuo não sabia lidar com a injustiça. Acabava por chorar, extravasar, perder a compostura… e isso só piorava tudo porque, basicamente, eu já não tinha credibilidade nenhuma aos olhos deles. Foi algo mesmo violento, até hoje várias vezes ao mês sonho ainda que estou lá na escola com eles a ser acusado de tanta coisa, de falar mal, de manipular, de ouvir e criar fics.

Daquela turma inteira, hoje só falo com uma única pessoa. É mesmo a única com quem mantive algum contacto. E agora essa amiga vai fazer uma festa de anos em casa dela no dia 9 de dezembro. O “problema”? Ela convidou-me… e eles vão estar todos lá. Por um lado, sinto isto como um avanço. Desde há uns anos que ela faz outros convívios, principalmente de verão em casa dela e nunca me convidou, precisamente porque eles iam estar presentes e ela própria queria evitar confusões, geralmente tomava cafés ou passeava comigo a sós noutra ocasião. Portanto, fico feliz por ela agora ter pensado em mim. Mas ao mesmo tempo não sei bem o que fazer.

Uma parte de mim pensa: “Isso já ficou lá atrás, sou uma pessoa diferente, já não estou naquela fase frágil e, mesmo que eles não falem comigo, não queria dar parte fraca e simplesmente não ir.” Conseguem perceber a lógica? E lembro-me sempre do que a minha mãe me dizia desde pequeno: “Nunca deixes de estar num lugar só porque lá está o X ou o Y. Se não fores, estás a dar poder aos outros. Afirma sempre o teu lugar.” E isto fica-me a ecoar na cabeça.

Também tenho a opção de ir, dizer-lhe logo que tenho outros compromissos e que não posso ficar muito tempo. Passava lá meia hora, conversava um bocadinho com ela, mostrava presença, e pronto. Até porque hoje em dia estou muito melhor tive mesmo um glow up nestes seis anos em que não os vejo... portanto não nego que dar-me-ia um certo gozo ir para mostrar como estou bem, e meter um pouquinho de nojo.

O que me trava é imaginar o desconforto: ela vai estar a circular, a falar com toda a gente, não vai estar ali colada a mim (também não tem de estar, claro), e eu fico a pensar se não vai ser uma seca enorme estar ali meio deslocado, a olhar para o telemóvel ou para o vazio enquanto eles estão a interagir, porque tenho a certeza que a maioria nem olá me vai dizer.

Portanto… não sei mesmo. Acham que devo ir um bocadinho só para marcar presença? Ou estou a forçar algo desnecessário e devia simplesmente deixar passar? Como lidariam vocês com isto?

Well, assunto nada fácil e percebo claramente as tuas dúvidas. 

Eu percebo bem a situação. Eu próprio, quando andava na Suíça, não foi fácil e saí de lá numa excelente altura. Porque, apesar de nos últimos anos lá terem sido globalmente melhores, o último foi horrível. Foi tão horrível que muitas pessoas já começavam a saber dos meus podres e eu tinha medo que me expusessem… por isso, saí no melhor momento. E aí está, se me perguntassem agora: “queres voltar à Suíça?” … neste momento, hesitaria bastante. 

Mas, pensando bem, eu, no teu caso, iria na mesma. Essa atitude vai mostrar força da tua parte em enfrentares o que te atormenta. Eu costumo pensar assim: se nunca combatermos os nossos medos, teremos sempre medo na vida e acabamos por não aproveitá-la ao máximo por medo disto e daquilo. É uma boa oportunidade de mostrares o quão já evoluíste já te fortaleceste enquanto pessoa. Outra coisa, tu não podes pensar que és menos que eles. Aliás, se fores a ver, tu és mais do que eles. Estes rapazes foram simplesmente pessoas estupidas que só te quiseram mal sabe-se lá porquê. Tens de confiar em ti!! Vais a ver e ainda vão ficar com inveja da tua beleza :mosking:. Por isso, confia em ti e arrasa com tudo! <3

Agora, claro, se chegar a uma altura que te incomodar e não conseguires aguentar mais, não vais ficar o tempo todo na festa. Quando sentires que chegar ao limite, fala com a tua amiga! De certeza que ela irá perceber os teus motivos! Se é amiga, perceberá! <3

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há 7 horas, Dimitri disse:

Desde há uns anos que ela faz outros convívios, principalmente de verão em casa dela e nunca me convidou, precisamente porque eles iam estar presentes e ela própria queria evitar confusões, geralmente tomava cafés ou passeava comigo a sós noutra ocasião. Portanto, fico feliz por ela agora ter pensado em mim. Mas ao mesmo tempo não sei bem o que fazer.

 

A minha opinião não foi pedida, mas o que é que mudou? Se antes ela agia desta forma e não te convidava para convívios alegadamente pelos outros lá estarem e querer evitar confusões, porque é que o faz agora? 

Pessoalmente, acho que se alguém que não te convidava para coisas e começa a convidar sem se ter alterado a condicionante devido à qual ela não te convidava, isso é estranho. 

De qualquer forma, eu não iria só pela premissa deste parágrafo (independentemente de quem lá esteja). Se não sou "convidável" para convívios alargados durante outras épocas do ano (e aparentemente têm uma dinâmica de convívio a sós, como tomar café ou passear só os dois), não sei porque deverei ser "convidável" no aniversário. 

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Postado (editado)
há 8 horas, Dimitri disse:

Pessoal, gostava de pedir a vossa opinião sobre uma situação que me anda a deixar um bocado dividido. @D91 @D23 @Fernando @Rui Melo @Lee @brunooo @srcbica

Ao longo dos últimos anos já comentei aqui, por alto, a questão daqueles meus antigos colegas com quem estive do 7.º ao 10.º ano. Tínhamos imensas confusões, tretas constantes, e eles acabaram por criar uma opinião péssima e completamente distorcida sobre mim. Falavam mal, inventavam, e eu na altura muito ingénuo não sabia lidar com a injustiça. Acabava por chorar, extravasar, perder a compostura… e isso só piorava tudo porque, basicamente, eu já não tinha credibilidade nenhuma aos olhos deles. Foi algo mesmo violento, até hoje várias vezes ao mês sonho ainda que estou lá na escola com eles a ser acusado de tanta coisa, de falar mal, de manipular, de ouvir e criar fics.

Daquela turma inteira, hoje só falo com uma única pessoa. É mesmo a única com quem mantive algum contacto. E agora essa amiga vai fazer uma festa de anos em casa dela no dia 9 de dezembro. O “problema”? Ela convidou-me… e eles vão estar todos lá. Por um lado, sinto isto como um avanço. Desde há uns anos que ela faz outros convívios, principalmente de verão em casa dela e nunca me convidou, precisamente porque eles iam estar presentes e ela própria queria evitar confusões, geralmente tomava cafés ou passeava comigo a sós noutra ocasião. Portanto, fico feliz por ela agora ter pensado em mim. Mas ao mesmo tempo não sei bem o que fazer.

Uma parte de mim pensa: “Isso já ficou lá atrás, sou uma pessoa diferente, já não estou naquela fase frágil e, mesmo que eles não falem comigo, não queria dar parte fraca e simplesmente não ir.” Conseguem perceber a lógica? E lembro-me sempre do que a minha mãe me dizia desde pequeno: “Nunca deixes de estar num lugar só porque lá está o X ou o Y. Se não fores, estás a dar poder aos outros. Afirma sempre o teu lugar.” E isto fica-me a ecoar na cabeça.

Também tenho a opção de ir, dizer-lhe logo que tenho outros compromissos e que não posso ficar muito tempo. Passava lá meia hora, conversava um bocadinho com ela, mostrava presença, e pronto. Até porque hoje em dia estou muito melhor tive mesmo um glow up nestes seis anos em que não os vejo... portanto não nego que dar-me-ia um certo gozo ir para mostrar como estou bem, e meter um pouquinho de nojo.

O que me trava é imaginar o desconforto: ela vai estar a circular, a falar com toda a gente, não vai estar ali colada a mim (também não tem de estar, claro), e eu fico a pensar se não vai ser uma seca enorme estar ali meio deslocado, a olhar para o telemóvel ou para o vazio enquanto eles estão a interagir, porque tenho a certeza que a maioria nem olá me vai dizer.

Portanto… não sei mesmo. Acham que devo ir um bocadinho só para marcar presença? Ou estou a forçar algo desnecessário e devia simplesmente deixar passar? Como lidariam vocês com isto?

Percebo perfeitamente o que sentes. Mas tal como disseste, tu hoje és uma pessoa completamente diferente. Orgulha te disso. E no passado também não eras tu quem estava mal. Eras uma criança. Não tem que haver pressa para crescer, embora muitos bullies acreditem que sim.

Por outro lado, se tu não és a mesma pessoa, eles também não. Certamente mudaram de visões de vida, ou pelo menos quero acreditar que a maioria sim. E mesmo que não, deves ir sim para mostrar o quão bem estas. Depois de tantos anos deves isso a ti mesmo.

O bullying é um tema sensível e que deixa marcas. Mas já me aconteceu reencontrar pessoas que eu achava que me odiavam, e no final, falaram me bem, como se nada tivesse acontecido. Não vais ter as respostas todas agora, mas sinceramente acho que devias ir, e se não te sentires bem, vens embora dizendo que tens outro compromisso. Sendo um convivio grande pelo que percebi, não tens como levar um +1 ou uma amiga/prima que “estás a receber em casa”?

Editado por Rui Melo
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há 29 minutos, Rui Melo disse:

Sendo um convivio grande pelo que percebi, não tens como levar um +1 ou uma amiga/prima que “estás a receber em casa”?

Isso seria uma excelente alternativa, de facto. @Dimitri podias tentar falar com a tua amiga! Tenho a certeza que te irias sentir bem melhor na festa.

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Postado (editado)

Eu por acaso tenho um jantar de Natal nesse dia, já lhe avisei de antemão que não posso ficar muito tempo, vai começar às 16h e estender-se pela noite, mas não vou poder ficar para la das 19h ou menos até para depois ir a esse jantar. Portanto a ir, só vou mesmo marcar a vez, falar um pouco com ela e com os pais. 
 

Não acredito que seja para me sabotar o convite, nós em 2019 fomos aos Estados Unidos juntos com a mãe dela, na escola ela sempre me ouvia e tentava aconselhar. Acredito mesmo que não me convidava para esses convívios de verão para me poupar, e evitar confusões. Eu mesmo se fosse convidado não iria aceitar, mas desta vez é diferente. Porque é o aniversário dela, ela nunca esteve cá nos últimos 6 anos para aniversários porque estava a estudar fora, é a primeira vez que está cá durante o aniversário dela desde que acabámos o secundário. 

Entretanto falei com ela, vão de facto pessoas dessa altura, mas também vão amigos dela do estágio que ela está a fazer no hospital, amigos de outra escola que ela andou, portanto apesar de eles serem uma parte da festa, não serão as únicas pessoas.
 

De facto um dos elementos que vai estar, é um colega com quem tive uma das relações mais turbulentas que tive com uma pessoa na vida, começámos como bons amigos, com gostos parecidos, por editar e fazer vídeos engraçados em turma e em conjunto, tirar fotos até que uma certa pessoa da turma disse que eu queria copia-lo e ser uma cópia dele, só porque eu entrei na turma depois portanto eu por ter chegado depois é que era a cópia, ele o original. Chegou a um ponto que ele próprio começou a acreditar nisso, e ele era a pessoa mais influente da turma e acabou tudo por ficar do lado dele e ele próprio acreditou naquilo e começou uma rivalidade entre nós que se arrastou durante 4 anos. Foi por causa disso que tudo começou, aí começaram a distorcer tudo o que eu fazia, se eu estava sentado em X sítio é porque queria ouvir o que eles diziam porque era falso, se dava um olá/bom dia a alguém que não gostava de mim era por falsidade. Começaram a pintar uma imagem totalmente distorcida e negativa sobre mim, e eu ficava de tal forma incrédulo com aquelas coisas que não sabia argumentar, eu chorava, ficava aos gritos, o que ainda os fazia ter mais razão no que diziam. Os outros que vão também falavam mal de mim, e eu nunca gostei muito deles mas também nunca tive problema de maior. 
 

Entretanto alguns eu tinha relação cordial mas a machadada final foi no último ano de escola eu fui com uma “amiga” a um concerto, a Lisboa, e ela estava sem dinheiro e eu paguei-lhe a viagem de avião. E na Madeira só pagamos 87€, se a viagem for mais cara, ao regressar pedimos o reembolso, se tiverem sido 200 euros eles dão a diferença, 113€. Hoje em dia é preciso uma declaração, o bilhete da reserva com NIF, os bilhetes de embarque, cartão de cidadão. Em 2019 só era preciso o bilhete de embarque e o cartão de cidadão, e essa falsa mal chegamos, no dia seguinte foi levantar o reembolso para ela, que nem pagou a viagens. A minha mãe ficou louca, e brigou com ela, ela para se vingar, eu nessa altura estava a estudar no Funchal, fora do meu concelho, ela que continuava na antiga escola com esse pessoal inventou cobras e lagartos que eu tinha dito coisas graves de meio mundo, de vingança… certo dia essa gente começou toda a me bloquear. E nunca pude me justificar. Aliás essa minha amiga que me convidou para a festa na altura que isto aconteceu andava na mesma escola que eu no Funchal, tínhamos ambos saído daquela escola no secundário portanto apesar de continuar amiga deles na altura, e até hoje, não  emprenhou tanto pelos ouvidos porque não estava la. 

Editado por Dimitri
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Postado
10 hours ago, Dimitri said:

Pessoal, gostava de pedir a vossa opinião sobre uma situação que me anda a deixar um bocado dividido. @D91 @D23 @Fernando @Rui Melo @Lee @brunooo @srcbica

Ao longo dos últimos anos já comentei aqui, por alto, a questão daqueles meus antigos colegas com quem estive do 7.º ao 10.º ano. Tínhamos imensas confusões, tretas constantes, e eles acabaram por criar uma opinião péssima e completamente distorcida sobre mim. Falavam mal, inventavam, e eu na altura muito ingénuo não sabia lidar com a injustiça. Acabava por chorar, extravasar, perder a compostura… e isso só piorava tudo porque, basicamente, eu já não tinha credibilidade nenhuma aos olhos deles. Foi algo mesmo violento, até hoje várias vezes ao mês sonho ainda que estou lá na escola com eles a ser acusado de tanta coisa, de falar mal, de manipular, de ouvir e criar fics.

Daquela turma inteira, hoje só falo com uma única pessoa. É mesmo a única com quem mantive algum contacto. E agora essa amiga vai fazer uma festa de anos em casa dela no dia 9 de dezembro. O “problema”? Ela convidou-me… e eles vão estar todos lá. Por um lado, sinto isto como um avanço. Desde há uns anos que ela faz outros convívios, principalmente de verão em casa dela e nunca me convidou, precisamente porque eles iam estar presentes e ela própria queria evitar confusões, geralmente tomava cafés ou passeava comigo a sós noutra ocasião. Portanto, fico feliz por ela agora ter pensado em mim. Mas ao mesmo tempo não sei bem o que fazer.

Uma parte de mim pensa: “Isso já ficou lá atrás, sou uma pessoa diferente, já não estou naquela fase frágil e, mesmo que eles não falem comigo, não queria dar parte fraca e simplesmente não ir.” Conseguem perceber a lógica? E lembro-me sempre do que a minha mãe me dizia desde pequeno: “Nunca deixes de estar num lugar só porque lá está o X ou o Y. Se não fores, estás a dar poder aos outros. Afirma sempre o teu lugar.” E isto fica-me a ecoar na cabeça.

Também tenho a opção de ir, dizer-lhe logo que tenho outros compromissos e que não posso ficar muito tempo. Passava lá meia hora, conversava um bocadinho com ela, mostrava presença, e pronto. Até porque hoje em dia estou muito melhor tive mesmo um glow up nestes seis anos em que não os vejo... portanto não nego que dar-me-ia um certo gozo ir para mostrar como estou bem, e meter um pouquinho de nojo.

O que me trava é imaginar o desconforto: ela vai estar a circular, a falar com toda a gente, não vai estar ali colada a mim (também não tem de estar, claro), e eu fico a pensar se não vai ser uma seca enorme estar ali meio deslocado, a olhar para o telemóvel ou para o vazio enquanto eles estão a interagir, porque tenho a certeza que a maioria nem olá me vai dizer.

Portanto… não sei mesmo. Acham que devo ir um bocadinho só para marcar presença? Ou estou a forçar algo desnecessário e devia simplesmente deixar passar? Como lidariam vocês com isto?

Acho que tens de ver qual o cenário em que te sentes mais confortável. Se a presença te for relembrar de coisas que não te queres relembrar, acho melhor não ires. É que depois nem é só no momento que te sentes desconfortável, vai ser uma situação que vai ficar a moer na tua cabeça. 

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