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há 4 horas, Poa11 disse:

Para combater a Quinta, da Sic, proponho um BB Famosos apresentado pelo Cláudio Ramos

Elenco: Cláudia Nayara, Noélia, Lia (Onde é que eu menti, Andreia?!), Ricardo de Sá, Nelson Évora, Bruna Magalhães, Kiko is Hot, entre outros 

Não é que eu seja particularmente fã deste género de formatos, e não me interpretem mal pelo que vou dizer agora, mas não acham que a comunicação social em Portugal a esta altura do campeonato já está completamente saturada de LGBTs estereótipados? 

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BB Famosos 2024 - 7 De Janeiro - 3 De Março.  

  • Joana Amaral Dias
  • Cláudia Nayara
  • Maria Leal
  • Vanessa Fernandes
  • uma Moranguita (T1-T9) 
  • uma Ex-BBB (Qualquer)
  • José Castelo Branco
  • Zé Cabra
  • Paulo Ribeiro (BandaLusa)
  • Pedro Rodil 
  • Wuant
  • Santiago Lagoá.

Dança com as Estrelas 2024 - 10 de Março - 12 de Maio

  • Bruna Gomes
  • Matilde Raymao
  • Madalena Aragão 
  • Kika Cerqueira Gomes 
  • Ana Sofia Cardoso
  • João Póvoa Marinheiro
  • Fernando Daniel
  • Pedro Sousa
  • Lucas Dutra
  • Novo Morangito.

Peso Pesado Com Isabel Silva ("blocos de imagens em forma de Diário as 18h) - 19 de Maio -  28 de Julho.

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há 30 minutos, Foid disse:

BB Famosos 2024 - 7 De Janeiro - 3 De Março.  

  • Joana Amaral Dias
  • Cláudia Nayara
  • Maria Leal
  • Vanessa Fernandes
  • uma Moranguita (T1-T9) 
  • uma Ex-BBB (Qualquer)
  • José Castelo Branco
  • Zé Cabra
  • Paulo Ribeiro (BandaLusa)
  • Pedro Rodil 
  • Wuant
  • Santiago Lagoá.

Dança com as Estrelas 2024 - 10 de Março - 12 de Maio

  • Bruna Gomes
  • Matilde Raymao
  • Madalena Aragão 
  • Kika Cerqueira Gomes 
  • Ana Sofia Cardoso
  • João Póvoa Marinheiro
  • Fernando Daniel
  • Pedro Sousa
  • Lucas Dutra
  • Novo Morangito.

Peso Pesado Com Isabel Silva ("blocos de imagens em forma de Diário as 18h) - 19 de Maio -  28 de Julho.

Gosto das escolhas. Aqui segue a minha BB famosos:

  •  Cláudia Nayara
  • Ruth Marlene
  • Lia
  • Ex BBB // Fazenda
  • Uma ex MCA
  • Cláudia Jacques 
  • Bruna Magalhães
  • Carla Vasconcelos
  • Ricardo Sá
  • Pedro Rodil
  • Nélson Évora 
  • Kiko is Hot
  • Marante
  • Rui Santos 
  • Ex futebolista
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há 1 hora, Luís Dias disse:

Não é que eu seja particularmente fã deste género de formatos, e não me interpretem mal pelo que vou dizer agora, mas não acham que a comunicação social em Portugal a esta altura do campeonato já está completamente saturada de LGBTs estereótipados? 

O Kikoishot é uma pessoa não binária. Até diria que bem fora de padrões e esteriotipos.

Como é que a sociedade pode estar farta de um perfil que praticamente não tem representação nos media nacionais?

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Não estou a ver a TVI adiar o dança para fazer o BB Famosos, e também por causa do facto de que estes dois muito provavelmente seriam apresentados pela Cristina…
 

Mas gosto das ideias do @Poa11 e do @Foid.

Sugiro algo que a TVI poderia fazer em 2024:

Sábado:

Dança com as Estrelas T6 (Janeiro a Março) ➝ The Circle Portugal (Abril e Junho) ➝ A Tua Cara não me é Estranha: Anónimos (Junho a Setembro) ➝ Pesadelo na Cozinha T4 (Setembro a Dezembro)

Domingo:

Claim to fame Portugal (Janeiro a Março) ➝ Operação Triunfo (Abril a Junho) ➝ Perdidos na Tribo T2 (Junho a Agosto) ➝ Big Brother 2024 (Setembro a Dezembro)

Spoiler

ou

Caso o DCAE fosse mesmo para os domingos:

Sábado:

Toda a Gente me Diz Isso T3 (Janeiro a Março) ➝ The Circle Portugal (Abril e Junho) ➝ A Tua Cara não me é Estranha: Anónimos (Junho a Setembro) ➝ Pesadelo na Cozinha T4 (Setembro a Dezembro)

Domingo:

Dança com as Estrelas (Janeiro a Março) ➝ Claim to fame Portugal (Abril a Junho) ➝ Perdidos na Tribo T2 (Junho a Agosto) ➝ Big Brother 2024 (Setembro a Dezembro)

em último recurso:

Sábado:

Dança com as Estrelas T6 (Janeiro a Março) ➝ The Circle Portugal (Abril e Junho) ➝ A Tua Cara não me é Estranha: Anónimos (Junho a Setembro) ➝ Pesadelo na Cozinha T4 (Setembro a Dezembro)

Domingo:

Big Brother VIP (Janeiro a Março) ➝ Operação Triunfo (Abril a Junho) ➝ Perdidos na Tribo T2 (Junho a Agosto) ➝ Big Brother 2024 (Setembro a Dezembro)

 

Postado
há 1 hora, George disse:

O Kikoishot é uma pessoa não binária. Até diria que bem fora de padrões e esteriotipos.

Como é que a sociedade pode estar farta de um perfil que praticamente não tem representação nos media nacionais?

Quem praticamente não tem representação nos media nacionais são homossexuais não estereotipados. 

Kiko is Hot para a generalidade da população portuguesa seria "só mais um gay efeminado que no fundo gostava era de ser mulher aka Castelo Branco wannabe". 

Entendam de uma vez por todas que, antes de chegarmos à questão da representatividade não binária, nós somos o único país da Europa ocidental onde a maioria dos homens gays ainda estão no armário! Precisamente por não haverem homossexuais padronizados com os quais se possam identificar na nossa grande media! 

Portugal ainda não está educado relativamente a estas questões quanto os EUA, Brasil ou restante Europa, infelizmente.

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12 minutes ago, Luís Dias said:

Quem praticamente não tem representação nos media nacionais são homossexuais não estereotipados. 

Kiko is Hot para a generalidade da população portuguesa seria "só mais um gay efeminado que no fundo gostava era de ser mulher aka Castelo Branco wannabe". 

Entendam de uma vez por todas que, antes de chegarmos à questão da representatividade não binária, nós somos o único país da Europa ocidental onde a maioria dos homens gays ainda estão no armário! Precisamente por não haverem homossexuais padronizados com os quais se possam identificar na nossa grande media! 

Portugal ainda não está educado relativamente a estas questões quanto os EUA, Brasil ou restante Europa, infelizmente.

Se as coisas forem faladas como deve de ser, as pessoas deixam de ter esse preconceito ou começam a deixar de ter. A formação e informação é a melhor arma para combater preconceitos. Por isso, é importante a representatividade, dar voz às pessoas par elas se explicarem e não virem com um "acho que..."

Não, não são precisos gays padronizados, é preciso gays apenas a que se junta contextualização, tratar as coisas como elas são sem medo, sem ridiculizar - que é algo bem pior do que trazer pessoas mais excêntricas -  e sem sensacionalismos. Aliás, a ideia de que tem de se dar apenas voz aos gays padronizados é em si extremamente homofóbica, porque pressupõe que só se deve aceitar quem é visto como normal. Só os gays recatados é que devem ter voz, os outros que se definhem. Deve dar-se uma voz a uma comunidade que em si é plural e não aquilo que quem não faz parte dela acha que deve se dar. Além de que é mentira que a TV só dá voz a gays não padrão, basta ver o SS7 em que tiveste um Tiago, que era super discreto, ou neste último BB, onde tens um Hugo que tem uma história de coming out bastante curiosa.

Gostava de saber de onde vem essa afirmação "nós somos o único país da Europa ocidental onde a maioria dos homens gays ainda estão no armário!".

Editado por Fernando
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há 1 hora, Fernando disse:

Se as coisas forem faladas como deve de ser, as pessoas deixam de ter esse preconceito ou começam a deixar de ter. A formação e informação é a melhor arma para combater preconceitos. Por isso, é importante a representatividade, dar voz às pessoas par elas se explicarem e não virem com um "acho que..."

Não, não são precisos gays padronizados, é preciso gays apenas a que se junta contextualização, tratar as coisas como elas são sem medo, sem ridiculizar - que é algo bem pior do que trazer pessoas mais excêntricas -  e sem sensacionalismos. Aliás, a ideia de que tem de se dar apenas voz aos gays padronizados é em si extremamente homofóbica, porque pressupõe que só se deve aceitar quem é visto como normal. Só os gays recatados é que devem ter voz, os outros que se definhem. Deve dar-se uma voz a uma comunidade que em si é plural e não aquilo que quem não faz parte dela acha que deve se dar. Além de que é mentira que a TV só dá voz a gays não padrão, basta ver o SS7 em que tiveste um Tiago, que era super discreto, ou neste último BB, onde tens um Hugo que tem uma história de coming out bastante curiosa.

Gostava de saber de onde vem essa afirmação "nós somos o único país da Europa ocidental onde a maioria dos homens gays ainda estão no armário!".

Volto a perguntar: quantos gays (assumidos) não estereotipados é que tu vês na media nacional sem ser o Diogo Infante?

Num país como Portugal, o único da Europa ocidental em que a maioria dos homens gays continuam dentro do armário em pleno ano 2023 é mais do que nunca urgente e extremamente necessário dar voz a homossexuais padronizados, que para a esmagadora da população portuguesa, sobretudo para esses homossexuais não assumidos, nem sequer existem! 

O ênfase sistémico que damos aos gays efeminados praticamente desde sempre é que está na origem da disseminação desta campanha de desinformação que, para além de ser pouco elucidativa e só reforçar estereótipos, perpétua a homofobia internalizada que a maior parte dos gays portugueses ainda hoje conservam dentro deles, já que lhes é dito culturalmente desde muito cedo que homossexuais com determinadas características pura e simplesmente "não podem ser gays". Não se trata de apelar à exclusão e ao ostracismo de pessoas estereotipadas do nosso star system, trata-se única e exclusivamente de equilibrar mais uma balança que desde sempre pauta por pesar somente a favor de uma fração da comunidade LGBT.

E não me leves a mal Fernando, mas acho que estás a partir de uma perspectiva muito americanizada que pouco ou nada tem a ver com a nossa realidade. Nos EUA não faltam exemplos de figuras públicas assumidamente gays, machões ou efeminados, com os quais todos os integrantes da comunidade LGBT se podem identificar consoante o perfil e as características pessoais de cada um. Por cá homossexuais ditos "recatados" não têm quaisquer referências. Resultado? Continuam, na sua grande maioria, dentro do armário.

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há 1 minuto, Luís Dias disse:

Volto a perguntar: quantos gays (assumidos) não estereotipados é que tu vês na media nacional sem ser o Diogo Infante?

A maioria ainda estão no armário apesar de todos sabermos quem são :mico:. 

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19 minutes ago, Luís Dias said:

Volto a perguntar: quantos gays (assumidos) não estereotipados é que tu vês na media nacional sem ser o Diogo Infante?

Num país como Portugal, o único da Europa ocidental em que a maioria dos homens gays continuam dentro do armário em pleno ano 2023 é mais do que nunca urgente e extremamente necessário dar voz a homossexuais padronizados, que para a esmagadora da população portuguesa, sobretudo para esses homossexuais não assumidos, nem sequer existem! 

O ênfase sistémico que damos aos gays efeminados praticamente desde sempre é que está na origem da disseminação desta campanha de desinformação que, para além de ser pouco elucidativa e só reforçar estereótipos, perpétua a homofobia internalizada que a maior parte dos gays portugueses ainda hoje conservam dentro deles, já que lhes é dito culturalmente desde muito cedo que homossexuais com determinadas características pura e simplesmente "não podem ser gays". Não se trata de apelar à exclusão e ao ostracismo de pessoas estereotipadas do nosso star system, trata-se única e exclusivamente de equilibrar mais uma balança que desde sempre pauta por pesar somente a favor de uma fração da comunidade LGBT.

E não me leves a mal Fernando, mas acho que estás a partir de uma perspectiva muito americanizada que pouco ou nada tem a ver com a nossa realidade. Nos EUA não faltam exemplos de figuras públicas assumidamente gays, machões ou efeminados, com os quais todos os integrantes da comunidade LGBT se podem identificar consoante o perfil e as características pessoais de cada um. Por cá homossexuais ditos "recatados" não têm quaisquer referências. Resultado? Continuam, na sua grande maioria, dentro do armário.

Tens o Nuno Eiró e o Moleira, que a par do Goucha e do Cláudio devem ser as personalidades televisivas mais relevantes. Assim como tens o Emanuel Monteiro e o André Carvalho, dois jornalista da CNN que têm tido bastante relevo. Essa ideia de que não há gays padrões na televisão portuguesa é uma falácia autêntica. Podem não ser tão mediáticos como um Cláudio Ramos ou um Goucha, mas existem.

Essa ideia de que com gays padrões vai mudar imensa coisa é errada porque o problema não é quem está a ser representado, é um problema estrutural da sociedade. Também existem gays efeminados no armário, que tentam contrariar os gestos mais femininos por puro medo. Não é o facto de estarem representados que vai mudar da noite para o dia da posição da sociedade, pode ajudar em alguma coisa mas o receio vai continuar lá. Pergunta a muitos gays efeminados se nao tiveram medo, mesmo quedesde pequenos estejam habituados a ver figuras efeminadas. O mundo está diferente mas ainda há muito caminho por caminhar, diria que um homem padrão tem muito mais facilidade porque, lá está, é recatado e ao ser recatado não incomoda quem gosta de policiar a moralidade do outro porque há uma perspetiva homofóbica e machista por detrás dos gays efeminados e que afeta os próprios homens padrões que são aceites mas sofrem diariamente micro agressões.  Não é medir graus de dor, mas há aqui um desequilíbrio de forças. 

Editado por Fernando
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há 12 minutos, Luís Dias disse:

Volto a perguntar: quantos gays (assumidos) não estereotipados é que tu vês na media nacional sem ser o Diogo Infante?

Num país como Portugal, o único da Europa ocidental em que a maioria dos homens gays continuam dentro do armário em pleno ano 2023 é mais do que nunca urgente e extremamente necessário dar voz a homossexuais padronizados, que para a esmagadora da população portuguesa, sobretudo para esses homossexuais não assumidos, nem sequer existem! 

O ênfase sistémico que damos aos gays efeminados praticamente desde sempre é que está na origem da disseminação desta campanha de desinformação que, para além de ser pouco elucidativa e só reforçar estereótipos, perpétua a homofobia internalizada que a maior parte dos gays portugueses ainda hoje conservam dentro deles, já que lhes é dito culturalmente desde muito cedo que homossexuais com determinadas características pura e simplesmente "não podem ser gays". Não se trata de apelar à exclusão e ao ostracismo de pessoas estereotipadas do nosso star system, trata-se única e exclusivamente de equilibrar mais uma balança que desde sempre pauta por pesar somente a favor de uma fração da comunidade LGBT.

E não me leves a mal Fernando, mas acho que estás a partir de uma perspectiva muito americanizada que pouco ou nada tem a ver com a nossa realidade. Nos EUA não faltam exemplos de figuras públicas assumidamente gays, machões ou efeminados, com os quais todos os integrantes da comunidade LGBT se podem identificar consoante o perfil e as características pessoais de cada um. Por cá homossexuais ditos "recatados" não têm quaisquer referências. Resultado? Continuam, na sua grande maioria, dentro do armário.

kkk Sabes por que é que os gays efeminados não ficam no armário? Porque os tiram de lá à força antes mesmo de se perceberem como gays. Não é como se tivessem escolha. 

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1 minute ago, Buwayh said:

kkk Sabes por que é que os gays efeminados não ficam no armário? Porque os tiram de lá à força antes mesmo de se perceberem como gays. Não é como se tivessem escolha. 

Ou tentam ficar, escondendo a sua identidade, o que é super traumático. 

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há 18 minutos, Luís Dias disse:

Volto a perguntar: quantos gays (assumidos) não estereotipados é que tu vês na media nacional sem ser o Diogo Infante?

Num país como Portugal, o único da Europa ocidental em que a maioria dos homens gays continuam dentro do armário em pleno ano 2023 é mais do que nunca urgente e extremamente necessário dar voz a homossexuais padronizados, que para a esmagadora da população portuguesa, sobretudo para esses homossexuais não assumidos, nem sequer existem! 

O ênfase sistémico que damos aos gays efeminados praticamente desde sempre é que está na origem da disseminação desta campanha de desinformação que, para além de ser pouco elucidativa e só reforçar estereótipos, perpétua a homofobia internalizada que a maior parte dos gays portugueses ainda hoje conservam dentro deles, já que lhes é dito culturalmente desde muito cedo que homossexuais com determinadas características pura e simplesmente "não podem ser gays". Não se trata de apelar à exclusão e ao ostracismo de pessoas estereotipadas do nosso star system, trata-se única e exclusivamente de equilibrar mais uma balança que desde sempre pauta por pesar somente a favor de uma fração da comunidade LGBT.

E não me leves a mal Fernando, mas acho que estás a partir de uma perspectiva muito americanizada que pouco ou nada tem a ver com a nossa realidade. Nos EUA não faltam exemplos de figuras públicas assumidamente gays, machões ou efeminados, com os quais todos os integrantes da comunidade LGBT se podem identificar consoante o perfil e as características pessoais de cada um. Por cá homossexuais ditos "recatados" não têm quaisquer referências. Resultado? Continuam, na sua grande maioria, dentro do armário.

Há muitos gays padronizados /like comportam-se como heteros por tantas razões, e acho que nem devemos julgar se olharmos para o contexto da nossa sociedade, que ainda é muito conservadora, embora com alguns avanços significativos nos últimos 15 anos. Eles estão no armário porque levaram 'pancada' a vida toda, alguém lgbt que se assuma na infância/adolescência ou que se perceba é algo que ainda é muito duro a vários níveis.

A ideia que somos evoluídos porque permitimos há 13 anos que duas pessoas do mesmo sexo se casassem e há 7/8 que exista a adoção por casais do mesmo sexo, não significa que sejamos um país que mudou radicalmente a sua opinião e a sua perceção sobre a comunidade LGBT.

Ah, e ser figura pública e LGBT em Portugal é algo muito recente, os famosos não se assumem porque maioria não se sente à vontade em falar disso, porque ainda há muito preconceito associado, também há medo de rejeição, há vergonha, há também o facto de não serem assumidos perante a família e não contam por isso (a família é sempre um peso neste tipo de coisas, não se esqueçam), e outras razões, como simplesmente acharem que não é o momento, ou porque não acham que é importante contar a sua preferência sexual, porque acham que isso não acrescenta nada. 

A verdade é que os gays figuras públicas que se assumiram em Portugal, para mim, são corajosos, mas os que não se assumem não são cobardes, eles têm as suas razões e não têm que se assumir. Há uns dias li não sei onde que um gay primeiro aprende a reprimir e só depois aprende a amar. Passamos (Nós, lgbt) anos a reprimir o que somos e o que sentimos porque sabemos que podemos ser rejeitados e criticados, e isso é horrível e castrador. Maioria da população lgbt tem traumas por ter sido reprimida e por ter sido tirada a espontaneidade na sua descoberta de orientação sexual e nas primeiras atrações físicas/sexuais, pensar nisto deixa-me só nervoso.

Editado por Patiño
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há 10 minutos, Fernando disse:

Tens o Nuno Eiró e o Moleira, que a par do Goucha e do Cláudio devem ser as personalidades televisivas mais relevantes. Assim como tens o Emanuel Monteiro e o André Carvalho, dois jornalista da CNN que com bastante relevo. Essa ideia de que não há gays padrões na televisão portuguesa é uma falácia autêntica. Podem não ser tão mediáticos como um Cláudio Ramos ou um Goucha, mas existem.

O João Moleira não é assumido :ph34r:

O Eiró nunca falou abertamente e por iniciativa própria a respeito da sua sexualidade, isto se excluirmos a vez em que foi confrontando com essa questão de forma mais ou menos explícita pela Maria Cerqueira Gomes no final de uma entrevista na qual se notou a léguas o desconforto por estar a ser questionado sobre isso.

O André Carvalho Ramos é outro que nunca falou publicamente a respeito da sua orientação sexual. 

Goucha e Cláudio "padronizados" deve ser a piada do ano... :cryhappy:

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agora mesmo, Fernando disse:

Ou tentam ficar, escondendo a sua identidade, o que é super traumático. 

Mesmo tentando esconder os seus desejos e maneirar os seus comportamentos, não se livram do preconceito por serem como são. Muitas vezes nem são gays, mas são tidos como tal e sofrem homofobia por causa da sua expressão de género. O Cláudio Alegre, por exemplo, nunca se declarou gay, mas é como se estivesse fora do armário desde o primeiro dia em que apareceu na tv, independentemente de ter namorado com a Cristiana até há pouco tempo. E o que é que ele pode fazer contra isso?

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há 3 minutos, Luís Dias disse:

a vez em que foi confrontando com essa questão de forma mais ou menos explícita pela Maria Cerqueira Gomes no final de uma entrevista

Ela já absorveu o ADN da TVI a esse ponto? Linda menina. 

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18 minutes ago, Luís Dias said:

O João Moleira não é assumido :ph34r:

O Eiró nunca falou abertamente e por iniciativa própria a respeito da sua sexualidade, isto se excluirmos a vez em que foi confrontando com essa questão de forma mais ou menos explícita pela Maria Cerqueira Gomes no final de uma entrevista na qual se notou a léguas o desconforto por estar a ser questionado sobre isso.

O André Carvalho Ramos é outro que nunca falou publicamente a respeito da sua orientação sexual. 

Goucha e Cláudio "padronizados" deve ser a piada do ano... :cryhappy:

Sim, o André Carvalho Ramos namorou com o Emanuel Monteiro, existem registos fotográficos, houve um caso de violência doméstica à mistura, mas ninguém sabe a sua orientação :lol: Não é preciso assumir para se saber e ainda bem, os coming outs são momentos importantes mas só existem porque ainda se faz alarido à volta de uma situação normal. 

Eu não disse que o Goucha e o Cláudio eram padronizados, isso foi uma má interpretação tua. Estava a contrapor com dois homens padronizados. 

Editado por Fernando
Postado
agora mesmo, Fernando disse:

Sim, o André Carvalho Ramos namorou com o Emanuel Monteiro, existem registos fotográficos, houve um caso de violência doméstica à mistura, mas ninguém sabe a sua orientação :lol: Não é preciso assumir para se saber e ainda bem, os coming outs são momentos importantes mas só existem porque ainda se faz alarido à volta de uma situação normal. 

Eu não disse que o Goucha e o Cláudio era padronizados, isso foi uma má interpretação tua. Estava a contrapor com dois homens padronizados. 

Eu sei que eles namoraram e tiveram um final de relacionamento bastante conturbado. Mas nunca ouvi nenhum dos dois a falarem abertamente das suas respectivas vivências enquanto homens gays. 

É disso que mais de metade dos homossexuais em Portugal precisam, de ouvir testemunhos na primeira pessoa de gays que ocupam lugares de destaque na nossa sociedade e com os quais se possam identificar! 

Postado
há 4 minutos, Luís Dias disse:

Ou seja, no vosso entender, tudo pode continuar como está. 

Desisto.

Ainda não entendi o teu ponto. Estás a dizer que os gays masculinizados que são figuras públicas devem "assumir" a sua sexualidade para o país para darem visibilidade aos gays padrão, mesmo não se sentindo confortáveis com essa exposição?

Postado
1 minute ago, Luís Dias said:

Ou seja, no vosso entender, tudo pode continuar como está. 

Desisto.

Ninguém está a dizer isso, a tua narrativa é roça a situações que misturam ingenuidade com ignorância. Claro que homens gays padronizados devem ter representação, mas a ideia de que não a têm é falsa, eu não vou entrar em questão se já assumiram publicamente ou não, não é preciso dizer "Eu Sou" para se saber, nisto excluo palpites ou rumores. Mas tu estás a colocar o peso numa narrativa que é perigosa e dá asos a outras coisas, a ideia de que a homofobia da sociedade e de que os homens padronizados não saem do armário é falta de uma suposta representatividade em prol de uma suposta representatividade excessiva de homens efeminados é errada, é colocar o peso em pessoas que sofrem tanto como outros homens padrões no armário. Além de que a sociedade mudar de opinião relativamente à homossexualidade por causa de homens recatados é continuar a violência contínua a pessoas efeminadas, como já vem sendo habitual As pessoas aceitam mais facilmente homens padrões, quase que parecem héteros, mas a posição já é diferente para um homem efeminado porque, como disse, são recatados, não incomodam e, acima de tudo, na perspetiva dessas pessoas, não envergonham. 

Ainda esta semana, o Goucha entrevistou um homem que foi casado e assumiu-se gay anos depois. Mais uma vez, há representatividade de pessoas padrões, mas o problema é muito maior do que um suposta falta de representatividade e eu até acho que Portugal, apesar dos bons passos que tem dado, ainda está muito aquém na representação de pessoas LGBT.

3 minutes ago, Luís Dias said:

Eu sei que eles namoraram e tiveram um final de relacionamento bastante conturbado. Mas nunca ouvi nenhum dos dois a falarem abertamente das suas respectivas vivências enquanto homens gays. 

É disso que mais de metade dos homossexuais em Portugal precisam, de ouvir testemunhos na primeira pessoa de gays que ocupam lugares de destaque na nossa sociedade e com os quais se possam identificar! 

As pessoas falam se quiserem, aliás, um dos primeiros passos para se mudar de mentalidade é acabar com essa exigência de que as pessoas têm de falar da sua sexualidade só porque é "desviante" - desculpem-me este termo horrível. Há quem não se sinta confortável e use outras formas de expressar-se. 

Mais de metade dos homossexuais em Portugal precisam, acima de tudo, de respeito e de haver uma lei que os projeta. Os testemunhos podem ser uma ajuda, e são, mas não é isso que vai mudar imensa muita coisa. 

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Postado
há 19 minutos, Luís Dias disse:

O João Moleira não é assumido :ph34r:

O Eiró nunca falou abertamente e por iniciativa própria a respeito da sua sexualidade, isto se excluirmos a vez em que foi confrontando com essa questão de forma mais ou menos explícita pela Maria Cerqueira Gomes no final de uma entrevista na qual se notou a léguas o desconforto por estar a ser questionado sobre isso.

O André Carvalho Ramos é outro que nunca falou publicamente a respeito da sua orientação sexual. 

Goucha e Cláudio "padronizados" deve ser a piada do ano... :cryhappy:

Do André Carvalho Ramos ficámos a saber por causa da polémica em que esteve envolvido. 

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