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Glória Perez não esta disposta a fazer alterações a trama = relação cada vez mais degradada com a Globo…

Mas ainda bem, deixem-na escrever livremente. Ela tem de limpar o flop Travessia, não pode acabar a carreira assim

  • Gosto 1
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há 2 horas, Rui Melo disse:

Glória Perez não esta disposta a fazer alterações a trama = relação cada vez mais degradada com a Globo…

Mas ainda bem, deixem-na escrever livremente. Ela tem de limpar o flop Travessia, não pode acabar a carreira assim

É a unica que parece não ceder à globo na questão das alterações... a globo deixou de ter respeito pelos autores. Quero ver como é que o Aguinaldo lida quando a globo começar a mandar recados da cupula para alterações absurdas.

  • Obrigado 1
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Pronto já começam com as alterações...

Se aprovaram a sinopse é deixar a autora trabalhar. Assim não dá! Querem tirar a identidade das novelas para cortar custos e depois flopam todas. 

  • Gosto 1
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há 52 minutos, Duarte com D disse:

Há muito tempo que perdemos a batalha contra o politicamente correto.

@FLP Qual a tua opinião sobre este assunto? Gosto sempre de a ler.

Hum... Perdemos mesmo. E perdida, não vale muito a pena argumentar, porque nao vai mudar nada. As sociedades funcionam por fases, e estamos a passar por uma, como já tivemos outras, em que as pautas sociais/politicas  se sobrepoem à arte.  A arte é explosiva, natural, real. A ideia é retratar as coisas. Mas esta fase não permite. Na ansia de não gerar nenhuma polémica temática, as novelas hoje em dia são construidas de fora para dentro. E os medalhões não sabem fazer novelas assim. Os medalhões da Globo acabaram todos as carreiras ajoelhados aos pés de fracassos absurdos, em parte pelo normal desgaste que a idade tráz, mas muito também devido às alteraçoes sociais que "mandam" nas novelas, nomeadamente. E os novos autores são fruto desta nova mecanização de se fazer novelas em que primeiro escolhe-se a causa social mais em voga e depois parte-se para a cosntruçao da novela. Há dias estava a ouvir um youtuber brasileiro a comentar as sinopses atuais das novelas da Globo. Que aquilo era do mais opaco possivel. Por curiosidade fui pesquisar e percebi o que ele queria dizer. Há anos viamos as sinopses das novelas e logo ali se percebia a vibração. Hoje é tudo a volta de "fulana, que vive situaçao X, vai lutar e batalhar por Y e sofrer muito por causa da sua condiçao Z" . É o tema que gera a novela. São as "pautas", como dizem os brasileiros, que definem a premissa da novela e depois, claro, aquilo nao tem sustentaçao dramaturgica para ir para lado nenhum e acabam por ser novelas atras de novelas, muito identicas e sem qualquer "nervo". As das 18 e 19 entao.. Até se podem "ver bem" mas por favor.  Pensar que passamos por épocas em que vibravamos ao saber que a substituir uma novela de X vinha uma de Y e iriamos mergulhar noutro universo, cheio de nuances.  E depois, quando se arroja, que já vem a tornar raro e não funciona, toda a gente interfere no processo criativo e aquilo torna-se um desastre ainda maior do que se a novela tivesse ficado quieta, com as normais correções que sempre se fizeram, mas não ao ponto de mutilar produtos. E depois há outra. Elencos. Podem dar as voltas que quiserem, podem ter a maior equipa de coachs do mundo, elencos fracos geram novelas fracas. E também aqui os autores medalhões sofrem. Quem teve elencos como Gloria, Aguinaldo, Silvio, Maneco, etc, etc, tiveram, hoje entregar um texto que já tem que ser relido 15 vezes e "suavizado" 10 para que quando chegue à direçao nao seja todo esquartejado a um elenco medio-fraco, é de chorar. Não basta hoje já terem que escrever quase para crianças de 5 anos, com tudo explicadinho, dito  letrinha por letrinha, como se tivessemos tds um déficite cerebral grave, ainda há uma agora uma moda - talvez mesmo devido ao nivel raso dos textos -que só pode ser fruto deste trabalho de apoio que hoje se faz com os actores, em que está tudo a representar da mesma forma. A malta nova entao, com exceçao dos que sao de facto talentosos, está toda mandatada a gesticular o minimo e a dizer o texto sem grandes expressoes faciais, para minimizar a vergonha aleia.  A questão do politicamente correto nao se coaduna com os autores da velha guarda e os tres que restam vão ter cada vez mais dificuldade. Dantes, por exemplo, a questao do Alcoolismo. Havia uma novela montada, onde um personagem, no meio daquilo, no normal desenvolvimento das tramas  era abordada a questão como ela é: o bêbedo bebe, passa vergonha, há quem se ria daquilo, há quem se preocupe, etc. Retrava-se a realidade. Hoje, pega-se no tema e escreve se um personagem que vai andar meses naquilo e dasse uma abordagem pedagógica, panfletária, não chamando a atençao de ninguem. Pergunto: qual das abordagens tem mais impacto social? Qual das abordagem chama verdadeiramente a atenção para o tema? A propaganda ou a dramaturgia ? 

 

  • Gosto 4
  • Adoro 2
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há 11 horas, FLP disse:

Hum... Perdemos mesmo. E perdida, não vale muito a pena argumentar, porque nao vai mudar nada. As sociedades funcionam por fases, e estamos a passar por uma, como já tivemos outras, em que as pautas sociais/politicas  se sobrepoem à arte.  A arte é explosiva, natural, real. A ideia é retratar as coisas. Mas esta fase não permite. Na ansia de não gerar nenhuma polémica temática, as novelas hoje em dia são construidas de fora para dentro. E os medalhões não sabem fazer novelas assim. Os medalhões da Globo acabaram todos as carreiras ajoelhados aos pés de fracassos absurdos, em parte pelo normal desgaste que a idade tráz, mas muito também devido às alteraçoes sociais que "mandam" nas novelas, nomeadamente. E os novos autores são fruto desta nova mecanização de se fazer novelas em que primeiro escolhe-se a causa social mais em voga e depois parte-se para a cosntruçao da novela. Há dias estava a ouvir um youtuber brasileiro a comentar as sinopses atuais das novelas da Globo. Que aquilo era do mais opaco possivel. Por curiosidade fui pesquisar e percebi o que ele queria dizer. Há anos viamos as sinopses das novelas e logo ali se percebia a vibração. Hoje é tudo a volta de "fulana, que vive situaçao X, vai lutar e batalhar por Y e sofrer muito por causa da sua condiçao Z" . É o tema que gera a novela. São as "pautas", como dizem os brasileiros, que definem a premissa da novela e depois, claro, aquilo nao tem sustentaçao dramaturgica para ir para lado nenhum e acabam por ser novelas atras de novelas, muito identicas e sem qualquer "nervo". As das 18 e 19 entao.. Até se podem "ver bem" mas por favor.  Pensar que passamos por épocas em que vibravamos ao saber que a substituir uma novela de X vinha uma de Y e iriamos mergulhar noutro universo, cheio de nuances.  E depois, quando se arroja, que já vem a tornar raro e não funciona, toda a gente interfere no processo criativo e aquilo torna-se um desastre ainda maior do que se a novela tivesse ficado quieta, com as normais correções que sempre se fizeram, mas não ao ponto de mutilar produtos. E depois há outra. Elencos. Podem dar as voltas que quiserem, podem ter a maior equipa de coachs do mundo, elencos fracos geram novelas fracas. E também aqui os autores medalhões sofrem. Quem teve elencos como Gloria, Aguinaldo, Silvio, Maneco, etc, etc, tiveram, hoje entregar um texto que já tem que ser relido 15 vezes e "suavizado" 10 para que quando chegue à direçao nao seja todo esquartejado a um elenco medio-fraco, é de chorar. Não basta hoje já terem que escrever quase para crianças de 5 anos, com tudo explicadinho, dito  letrinha por letrinha, como se tivessemos tds um déficite cerebral grave, ainda há uma agora uma moda - talvez mesmo devido ao nivel raso dos textos -que só pode ser fruto deste trabalho de apoio que hoje se faz com os actores, em que está tudo a representar da mesma forma. A malta nova entao, com exceçao dos que sao de facto talentosos, está toda mandatada a gesticular o minimo e a dizer o texto sem grandes expressoes faciais, para minimizar a vergonha aleia.  A questão do politicamente correto nao se coaduna com os autores da velha guarda e os tres que restam vão ter cada vez mais dificuldade. Dantes, por exemplo, a questao do Alcoolismo. Havia uma novela montada, onde um personagem, no meio daquilo, no normal desenvolvimento das tramas  era abordada a questão como ela é: o bêbedo bebe, passa vergonha, há quem se ria daquilo, há quem se preocupe, etc. Retrava-se a realidade. Hoje, pega-se no tema e escreve se um personagem que vai andar meses naquilo e dasse uma abordagem pedagógica, panfletária, não chamando a atençao de ninguem. Pergunto: qual das abordagens tem mais impacto social? Qual das abordagem chama verdadeiramente a atenção para o tema? A propaganda ou a dramaturgia ? 

 

Subscrevo tudo o que dizes!

A fórmula pela qual a trama é criada e guiada é sempre a mesma. É um spoiler atrás do outro! Quem conhece minimamente as dinâmicas sociais já consegue prever o desenrolar da história sem grandes dificuldades.

Por exemplo, as vilãs femininas. Quase todas seguem o mesmo percurso: no fim, acabam redimidas, porque afinal são mulheres numa sociedade dominada por homens e foram apenas manipuladas pelo “homem mau”. Não interessa as maldades que fizeram pelo caminho, no final têm sempre um momento de arrependimento e redenção. E, claro, terminam lindas e maravilhosas, com um copo de champanhe na mão, a viver no maior luxo.

Comecei a ver a novela Garota do Momento, e em poucos episódios já consigo prever o destino de cada personagem, tudo baseado na caixinha social a que pertencem.

A personagem da Lilia Cabral vai, sem dúvida, passar a novela toda a acobertar e a ajudar nos golpes do filho, interpretado pelo Fábio Assunção. Mas no final, previsivelmente, vai-se arrepender, fazer um discurso sobre mulheres e o mundo machista, explicando que tudo o que fez de errado foi culpa da sociedade patriarcal. Depois, vai ajudar o filho a ser apanhado e ainda fazer as pazes com toda a gente.

Já a vilã da Letícia Colin é a típica que, depois de muito aprontar, vai dar um golpe qualquer e fugir para o exterior, com a cena final a mostrá-la rica e rodeada de luxo. A vilã da Maísa, que faz parte do triângulo amoroso, provavelmente passará metade da novela a chamar “cafona” e afins à protagonista, até que a coloquem num relacionamento do tipo “gato e rato”. Primeiro, ela não vai querer porque ele é pobre e blá blá blá, mas depois acaba por se render ao amor e ser redimida.

No meio de todos estes vilões, quem não terá final feliz será o personagem do Fábio Assunção. Esse ou acaba preso, ou morto, ou algo do gênero. Já as vilãs femininas? Essas vão acabar todas arrependidas e felizes.

Quanto aos atores, é como dizes: os medalhões fazem o que têm a fazer, e os mais novos cumprem ou então estão péssimos, como a Maísa, por exemplo.

A forma como tratam os temas sociais, saindo da novela que dei como exemplo e olhando para um panorama mais geral, é extremamente superficial. Muitas vezes, abordam questões importantes apenas de forma rasa, sem se aprofundarem nas causas reais ou nas consequências mais complexas. Há sempre uma tentativa de encaixar debates sociais na narrativa, como tu bem referiste, mas quase sempre de maneira previsível.

No caso das novelas e de muitas series americanas também, temas como machismo, desigualdade, racismo ou homofobia são frequentemente utilizados como pano de fundo para a trama, mas acabam por ser tratados de forma redutora. Criam-se personagens que representam esses problemas de maneira quase caricatural, sem um verdadeiro aprofundamento. No final, tudo se resolve com um discurso emocional, sem que haja uma verdadeira exploração das complexidades da questão.

Ainda há poucas semanas "O atacante Luighi, do Palmeiras, chorou ao sair de campo, depois de receber ofensas racistas de torcedores do Cerro Porteño", e nas novelas fica tudo resumido com cafona, e mais cafona e redenção no final para as vilãs femininas, ridículo.

Além disso, a forma como esses temas são tratados parece muitas vezes obedecer a uma "cartilha social" pré-definida (como também referiste), em que já se sabe de antemão quem será perdoado, quem será punido e quem terá um final feliz, independentemente do que aconteceu ao longo da história. 

  • Gosto 1
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Sem estar a discorrer sobre Garota do Momento acho que a autora fugiu um bocado dos clichés e os vilões não vão ter assim tanto por onde se redimir... mas a personagem da Leticia Colin é das mais interessantes porque quando se revela os motivos pela sua ligação aos viloes principais ela fica ali no limbo se é ou não uma vilã...

Por acaso acho que a novela nem é tão previsivel, embora obviamente ela viva de muitos clichés que todas as novelas precisam... mas a construção da protagonista está muito bem feita porque ela não é uma coitadinha.

  • Gosto 1
Postado (editado)

Bom acho que há uma mudança de comportamento da sociedade atual. É inegável que houve e que está havendo hábitos que antes não haviam em uma telenovela. Não é o politicamente correto a barreira das novelas hoje em dia, é o quem assiste. Hoje em dia há uma divisão abismal, muito por culpa de ideologias políticas, de ser de esquerda ou de direita, ou também ou se é progressista ou se é conservadora. 

No Brasil infelizmente, tardiamente, em 2020 não houve o censo demográfico, e o governo Bolsonaro postergou este censo somente em 2022. Então, ainda estas estáticas para entender o processo de uma evolução humana do brasileiro ainda não foram divulgadas todas de uma vez. Acho que todas as emissoras e a Globo esperam destas estáticas para saber como está o comportamento do brasileiro.

O comportamento do brasileiro mudou de uns anos pra cá. E a TV linear não é mais algo atrativo para um jovem de 15-24 e adultos de 25-38. É meio arriscado fazer uma novela com parcela de pessoas acima de 50 anos, sem este público presente. Sabemos que hoje o jovem está se tornando mais conservador do que progressista de anos atrás. Então, o autor de novelas não sabe em que pautas fazer. Mania de Você por exemplo mirava no jovem, que assiste séries, e o lema em "que o jogo vira", era para trazer este público para o horário das nove. E infelizmente, os autores como disseram são na casa dos 50, 60 anos. Não sabem dialogar com este público, acaba que nenhum público aprova a novela, por conta da temática e seu entendimento de lógica que a novela trás.

Hoje é difícil decifrar o que o público quer, vide o último sucesso que foi "Vai na Fé". Uma novela ao meu ver mais progressista e panfletária do que conservadora, dialogou com estes dois vieis, e tornou-se sucesso. Pois, a Rosane Svartman consegue transpor todos os tipos de gostos para a novela que ela quer contar. Conseguiu dialogar com o jovem, adulto e idoso. Trazendo pautas como assédio sexual, intolerância religiosa, racismo. E conseguiu quebrar a bolha. 

Acredito ainda que Glória Pérez não quer tirar a história política de sua história, em ano eleitoral é bem difícil escrever uma novela que bate de frente com os políticos. É uma censura , é, mas que a Globo tenta se preservar para não cair em uma retaliação com os políticos isso está na cara e explícito de entendimento. 

 

Editado por DanielNunes
Postado
há 2 horas, AndreRob disse:

Sem estar a discorrer sobre Garota do Momento acho que a autora fugiu um bocado dos clichés e os vilões não vão ter assim tanto por onde se redimir... mas a personagem da Leticia Colin é das mais interessantes porque quando se revela os motivos pela sua ligação aos viloes principais ela fica ali no limbo se é ou não uma vilã...

Por acaso acho que a novela nem é tão previsivel, embora obviamente ela viva de muitos clichés que todas as novelas precisam... mas a construção da protagonista está muito bem feita porque ela não é uma coitadinha.

E a Maísa está muito bem no papel. Surpreendeu toda a gente, até quem não dava nada por ela. 

  • 3 semanas depois...
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Após adiamento, novela de Glória Perez corre risco de ser engavetada na Globo

 

O clima entre Glória Perez e a direção da Globo já não é dos melhores. Depois de já ter adiado a estreia da próxima novela da autora, a emissora agora considera nem colocar a trama no ar. Internamente, circula a informação de que o projeto pode ser engavetado, mesmo após “Três Graças”, de Aguinaldo Silva — que foi antecipada na fila e estreia em outubro, após o fim do remake de “Vale Tudo”.

Inicialmente, a Globo havia solicitado alterações na sinopse da novela de Glória, que trazia elementos considerados sensíveis, como uma protagonista com carreira no Senado e outra personagem envolvida em um drama com aborto. O teor político da história gerou desconforto na alta cúpula do canal, especialmente em um cenário de polarização. A ordem foi clara: reavaliar a abordagem desses temas com mais cautela.

Mesmo com o adiamento oficial, as exigências de mudanças e o desgaste nas negociações colocaram o futuro da novela em xeque. Glória não estaria disposta a ceder em tantos pontos e demonstrou insatisfação com a interferência criativa. Nos bastidores, a possibilidade de que a trama simplesmente não saia do papel já é discutida abertamente.

A tensão remete ao fracasso recente de “Mania de Você”, que também enfrentou interferência editorial e acabou comprometida em audiência e repercussão. A Globo, por ora, reorganiza sua fila e concentra forças na produção de “Três Graças”, que está mais adiantada e promete uma retomada mais segura no horário nobre.

O destino da próxima novela de Glória Perez, por enquanto, segue indefinido — e cada vez mais distante das telas.

  • Triste 1
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Vai mesmo acabar engavetada.

Eu neste caso até percebo o lado da Globo, sinceramente. Realmente não é o ano ideal para andar a brincar a novelas políticas, entendo a resistência da direção em seguir com a novela.

Mas estas interferências criativas não podem acabar bem, só resulta em novelas cada vez mais genéricas em que se perde a marca do autor.

Sou fã do Walcyr, mas preciso de uma novela dele a seguir à do Aguinaldo e três meses depois de Eta Mundo Melhor? Obviamente que não, só vai desgastar. Enfim.

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Apesar de tudo acho que a Glória é das autores com sinopses mais interessantes. Por um lado tenho pena mas por outro recusava-me a escrever a novela. Se já agora, estão a tentar pôr a mão em tudo, imagino depois se flopar.

Entendo que seja uma época sensível para politiquices mas é preferível a novela vir depois das eleições ou então não vir de todo. Ninguém precisa de ter outra novela totalmente descaracterizada. 

Postado

Eu continuo sem entender esse medo de tramas mais politicas, até parece que as novelas dela não tiveram sempre esse tom politico e de justiça... ate Travessia teve.

Se a globo não quer novelas mais densas e com temáticas mais fortes então comece a convidar os autores das 6 para fazer novelas das 9... façam novelas agua com açucar e pronto caminho fácil. Bem faz ela em não ceder... novelas das 9 têm de mexer com o publico e com a sociedade mas preferem farofas sem pés nem cabeça do walcyr... siga.

  • Gosto 5
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Bem, a Glória tem opiniões muito polémicas e com as quais não concordo minimamente, mas teve sempre sensibilidade para abordar os temas mais complexos.

Deve ser frustrante ter décadas de experiência e agora não poder falar de aborto ou de um membro do senado.

 

  • Gosto 2
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Impressionante como as coisas regrediram. E o medo que a outrora toda-poderosa Globo tem dos setores mais conservadores. É patético.

A "Barriga de Aluguer" JAMAIS seria feita hoje em dia.

Postado
há 46 minutos, Huggaboo disse:

Impressionante como as coisas regrediram. E o medo que a outrora toda-poderosa Globo tem dos setores mais conservadores. É patético.

A "Barriga de Aluguer" JAMAIS seria feita hoje em dia.

ao ver novelas antigas tenho a certeza que as sinopses da maioria delas não avançava.

sonho meu jamais seria feita, anjo mau desconfio que iria ser toda descaracterizada, o cravo e a rosa em que basicamente tens um plot que em boa parte é assédio e comportamentos toxicos de um homem com a esposa e vice versa... isto so passou porque foi feito 2 mil... hoje o plot nem saia do papel.

Nao é porque a mentalidade está mais fechada mas porque a globo vive numa demanda de agradar a tudo e todos... e acaba a nao agradar a ninguém, porque as historias deixam de ter realismo e passam a ser apenas contos de fadas... um dos exemplos é agora jamais um homem pode dar uma chapada numa mulher isso é só conotado como violencia, mesmo que a cena tenha o seu contexto que justifique. Falar de aborto? não pode. Falar de politicos corruptos não pode... e então usar religião jamais.

  • Gosto 1
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há 3 minutos, AndreRob disse:

ao ver novelas antigas tenho a certeza que as sinopses da maioria delas não avançava.

sonho meu jamais seria feita, anjo mau desconfio que iria ser toda descaracterizada, o cravo e a rosa em que basicamente tens um plot que em boa parte é assédio e comportamentos toxicos de um homem com a esposa e vice versa... isto so passou porque foi feito 2 mil... hoje o plot nem saia do papel.

Nao é porque a mentalidade está mais fechada mas porque a globo vive numa demanda de agradar a tudo e todos... e acaba a nao agradar a ninguém, porque as historias deixam de ter realismo e passam a ser apenas contos de fadas... um dos exemplos é agora jamais um homem pode dar uma chapada numa mulher isso é só conotado como violencia, mesmo que a cena tenha o seu contexto que justifique. Falar de aborto? não pode. Falar de politicos corruptos não pode... e então usar religião jamais.

Essa parte da religião não é bem assim porque em Vai na Fé e Renascer falaram de várias religiões 

Postado (editado)
há 8 minutos, Vitória disse:

Essa parte da religião não é bem assim porque em Vai na Fé e Renascer falaram de várias religiões 

E renascer foi altamente criticada por fazer alusão a determinadas praticas tanto que isso foi sorrateiramente retirado da novela. Vai na fé foi uma novela para agradar aos evangélicos por isso funcionou porque pegou no publico que tinha debandado da globo... mas tudo sempre ali no limiar da referencia sem muito circo senao vem logo a censura digital.

Editado por AndreRob
Postado

Gente vocês tem que entender a realidade brasileira não é igual a da portuguesa. O país tem um viés muito religioso, tanto as igrejas evangélicas quanto as católicas de extrema direita são bem conservadoras. O Brasil é um país polarizado. Quando se está num ano eleitoral este tema sempre volta para as pautas políticas. A Globo hoje vive um estigma da ultra direita de ser uma emissora de esquerda e progressista. Se a emissora está a perder público é mirando no público conservador. Porém, a Globo vira refém de apenas uma parte deste grupo, que nem assiste a emissora. 

Já houveram novelas que foram canceladas por conta de ano eleitoral como foi o caso de "Dança da Vida" ou remanejadas e alteradas caso de "A Lei do Amor" que iria entrar depois de "A Regra do Jogo", mas foi realocada depois de "Velho Chico". A Lei do Amor teve que ser alterada para ser menos política. Contudo, a sua antecessora tinha a política ligada ao enredo da novela. 

Agora a questão do abordo, é algo sensível de discussão por conta das igrejas cristãs. Como já disse, 90% da população dentro do país segue alguma denominação cristã. E este tema não é bem visto para este público, é mexer num vespeiro que talvez a Globo nem quer mexer. Se já quando tem eleição é motivo de brigas por ideologias partidárias, já imaginou na televisão discutindo este assunto. 

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Postado
há 42 minutos, DanielNunes disse:

Gente vocês tem que entender a realidade brasileira não é igual a da portuguesa. O país tem um viés muito religioso, tanto as igrejas evangélicas quanto as católicas de extrema direita são bem conservadoras. O Brasil é um país polarizado. Quando se está num ano eleitoral este tema sempre volta para as pautas políticas. A Globo hoje vive um estigma da ultra direita de ser uma emissora de esquerda e progressista. Se a emissora está a perder público é mirando no público conservador. Porém, a Globo vira refém de apenas uma parte deste grupo, que nem assiste a emissora. 

Já houveram novelas que foram canceladas por conta de ano eleitoral como foi o caso de "Dança da Vida" ou remanejadas e alteradas caso de "A Lei do Amor" que iria entrar depois de "A Regra do Jogo", mas foi realocada depois de "Velho Chico". A Lei do Amor teve que ser alterada para ser menos política. Contudo, a sua antecessora tinha a política ligada ao enredo da novela. 

Agora a questão do abordo, é algo sensível de discussão por conta das igrejas cristãs. Como já disse, 90% da população dentro do país segue alguma denominação cristã. E este tema não é bem visto para este público, é mexer num vespeiro que talvez a Globo nem quer mexer. Se já quando tem eleição é motivo de brigas por ideologias partidárias, já imaginou na televisão discutindo este assunto. 

A novela não tem de discutir nada... os temas têm sempre dois lados, é uma questão de os saber enquadrar na novela... a novela sempre foi o bem e o mal, os bons e os vilões... os bons recompensados e os maus castigados... se pelo meio há tematicas mais sensiveis e sociais não confiar num autor para os abordar de forma séria e sem ofender ninguém é também considerar o autor incompetente. No fim quem paga o mico é o produto final que vem uma coisa amorfa e sem sentido como foi a Lei do Amor e Mania de Você... porque continuam a achar que autores experientes não sabem lidar com estes assuntos.

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Postado (editado)
há 4 horas, AndreRob disse:

A novela não tem de discutir nada... os temas têm sempre dois lados, é uma questão de os saber enquadrar na novela... a novela sempre foi o bem e o mal, os bons e os vilões... os bons recompensados e os maus castigados... se pelo meio há tematicas mais sensiveis e sociais não confiar num autor para os abordar de forma séria e sem ofender ninguém é também considerar o autor incompetente. No fim quem paga o mico é o produto final que vem uma coisa amorfa e sem sentido como foi a Lei do Amor e Mania de Você... porque continuam a achar que autores experientes não sabem lidar com estes assuntos.

Sim, e concordo. Mas, principalmente tudo a Globo é uma empresa. Se um tema não agradar uma certa ala da emissora, tem que acatar a vontade. 

Não vejo mal neste tema, porém, é um tema que em toda a eleição tem, e é sempre controvérsia. Até hoje o governo Lula ou o partido do PT, a oposição sempre colocam ideias de que são a favor do aborto. E até hoje na gestão Lula nunca teve a intenção de colocar esta pauta em vigente. Anos passados teve uma menina de 13 anos que foi duramente abusada pelo próprio pai, que tentou fazer um aborto assistido, a justiça não permitiu. Muitos ficaram a favor da justiça para que a criança não abortasse. Alguns membros da igreja católica foram a que mais tentou barrar o aborto. 

É muito importante vir estes temas, mas, cabe o autor e emissora ter a responsabilidade de saber que terão que arcar com críticas e boicotes.

Editado por DanielNunes
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