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Ficaremos Juntos


_zapping_
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Está muito bom, gosto particularmente da qualidade dos diálogos.

Espero surpreender-me nos próximos episódios.

Só um aparte: Cuidado com os nomes próprio completos! :laugh_mini: LOL. Estou a brincar, mas tive um problemas desses no meu blog, em que incluí um nome próprio completo de uma personagem fictícia e surgiu-me uma pessoa a ofender-me por ter usado o nome dela, e que não tinha esse direito, a criticar a forma como escrevia e o que escrevia, e não me largou até eu ter apagado todos os comentários começado a moderá-los.

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Só um aparte: Cuidado com os nomes próprio completos! :laugh_mini: LOL. Estou a brincar, mas tive um problemas desses no meu blog, em que incluí um nome próprio completo de uma personagem fictícia e surgiu-me uma pessoa a ofender-me por ter usado o nome dela, e que não tinha esse direito, a criticar a forma como escrevia e o que escrevia, e não me largou até eu ter apagado todos os comentários começado a moderá-los.

Acho que os nomes próprios completos só aparecerão lá mais para a frente, quando a mãe do Rodrigo "entrar em cena". Devo usar o nome dela completo uma ou outra vez, para dar ênfase e ajudar a perceber qual o estatuto que tem.

Mas, obviamente, este é um produto de ficção e, como tal, as personagens não são reais! Devia ter escrito aquela frase que agora se usa na ficção, como "Este é um produto de ficção. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência."!!! :rofl_mini:

Essa história faz-me lembrar o filme português "O Mistério da Estrada de Sintra", onde o Eça e mais não-sei-quem escreviam uma história e ela cruzava-se com a realidade; eles foram ameaçados e espancados (etc.) a mando de quem se revia na história, pois pensavam que eles estavam a escrever a história da vida deles. E não!

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Ficaremos Juntos é uma belíssima história da TVU Produções.

Queres ver a tua história aqui? Então fala com TVU Produções e podes ver aqui a tua história escrita, onde uma comunidade dá te opinião, e a tua veia de escritor(a) vai melhorar.

Quem sabe se não vais ser uma guionista da casa da criação, SP Televisão ou da Globo.

Se não arriscares, podes ser sempre um talento perdido.

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Está muito bom, gosto particularmente da qualidade dos diálogos.

Espero surpreender-me nos próximos episódios.

Só um aparte: Cuidado com os nomes próprio completos! :laugh_mini: LOL. Estou a brincar, mas tive um problemas desses no meu blog, em que incluí um nome próprio completo de uma personagem fictícia e surgiu-me uma pessoa a ofender-me por ter usado o nome dela, e que não tinha esse direito, a criticar a forma como escrevia e o que escrevia, e não me largou até eu ter apagado todos os comentários começado a moderá-los.

LOOOOOL, a sério? Não posso crer :rofl_mini:

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Já tenho esta história há imenso tempo na cabeça. :biggrin_mini2: Só para terem uma ideia, idealizei-a em 2008 (antes do verão e, no verão, esquematizei-a e dividi-a por episódios), comecei a escrevê-la em Fevereiro de 2009 (5 episódios) e terminei de a escrever no fim de 2009 (entre o final de Outubro e Dezembro escrevi os outros 7 episódios). E pronto, dei-a a conhecer em 2010! :rofl_mini:

Espero que a continuem a acompanhar e que, acima de tudo, se divirtam. B)

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Já tenho esta história há imenso tempo na cabeça. :biggrin_mini2: Só para terem uma ideia, idealizei-a em 2008 (antes do verão e, no verão, esquematizei-a e dividi-a por episódios), comecei a escrevê-la em Fevereiro de 2009 (5 episódios) e terminei de a escrever no fim de 2009 (entre o final de Outubro e Dezembro escrevi os outros 7 episódios). E pronto, dei-a a conhecer em 2010! :rofl_mini:

Espero que a continuem a acompanhar e que, acima de tudo, se divirtam. B)

Ahhh, então tu é que és o André Costa. Desculpem, mas eu nunca ligo nada a nomes. Desculpa lá não te ter tratado pelo teu nome, mas sim por "_zapping_" xD

Vou ver se não me esqueço! "_zapping_" = André Costa; André costa = "_zapping".

xD

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Sónia entrou no apartamento onde vive com a mãe e bateu com a porta. Foi a correr para o seu quarto a chorar e trancou-se lá dentro. Eram seis e meia da tarde e Celeste, a mãe de Sónia, já estava em casa. Era secretária há já alguns anos numa empresa de advogados e saía, todos os dias, às cinco e meia.

Celeste estava na cozinha quando ouviu a filha a entrar em casa. Assim que as duas portas bateram, estridentemente, Celeste percebeu que a filha não estava bem e foi a correr até ao seu quarto. Bateu à porta e tentou abri-la, mas sem sucesso, visto que a mesma estava trancada.

- Filha… está tudo bem? Abre a porta. Deixa a mãe entrar. – Sónia não respondeu – Por favor, Sónia, fala comigo. O que é que se passa?

Sónia continuava a não responder à sua mãe. Estava do lado de dentro, deitada em cima da cama, agarrada a uma almofada a chorar. Soluçava. Queria estar sozinha, a pensar no que se passava. Sabia que o seu problema iria trazer consequências e teria que ser, apesar de tudo, racional. Aos poucos foi-se acalmando. Começou a ter consciência da sua relação e lembrou-se do casamento que iria ser dali a uns meses. Começou, quase que instantaneamente, a traçar um plano.

A porta do quarto de Sónia abriu-se. Celeste estava sentada no sofá da sala e esperou que a filha saísse. Como a filha não abandonou o quarto, Celeste levantou-se do sofá e foi até lá, ficando à porta.

- Sónia, posso entrar?

- Claro, mãe. Entra.

Celeste entrou e sentou-se ao fundo da cama, de frente para a sua filha que estava sentada em cima da mesma, mas à cabeceira.

- Foste à médica, não foste? Ela viu os exames? São benignos? – perguntou Celeste.

- Sim, ela viu os exames, mas infelizmente não foram positivos para mim… – disse Sónia, de cabeça baixa.

- Filha, tens que ser forte. – Celeste abraçou a filha, com os olhos cheios de lágrimas – Tudo se vai resolver, acredita. – separaram-se – O que te disse a Dr.ª Joana? O que vais ter que fazer?

- Vou ter que ser operada.

- Quando? O que decidiram? E como vai ser o tratamento? O que vão operar, concretamente?

- Calma com as perguntas, mãe.

- Desculpa, filha. É melhor contares logo tudo.

- Como os quistos que eu tenho no útero são malignos, a médica achou que o melhor para a minha saúde seria remover o útero na sua totalidade. Talvez assim não haja danos acentuados para a minha saúde com possíveis sequelas, já que foram detectados a tempo e, possivelmente, estão numa fase inicial.

- Estás a ver? Tudo vai correr bem, acredita. E talvez o melhor seja mesmo tirares o útero.

- Mas mãe, eu tenho 24 anos. Se eu tirar agora o útero nunca mais poderei ter filhos em toda a minha vida…

- Eu sei, filha. Mas agora a prioridade é ficares bem.

- …e vou casar-me daqui a uns meses…

- O quê?! O que é que estás a dizer?

- O Rodrigo pediu-me hoje em casamento e, como é óbvio, aceitei.

- Mas não será demasiado cedo?

- Mãe, eu sou maior, tenho um curso superior e só me falta mesmo começar a trabalhar. O Rodrigo vai ser o gestor da editora que a mãe dele está a criar e dinheiro não lhe falta. Vamos viver para o apartamento que está em nome dele. Já está decidido e é mais que tempo. Já namoramos há quatro anos e meio e não podemos ser eternos namorados, não é?

- Tu é que sabes… Mas, enquanto não chega o dia do casamento, o melhor é contares ao Rodrigo tudo sobre a tua operação, até para ele te apoiar.

- Nem pensar. Não lhe vou contar nada. O Rodrigo não pode saber. – disse Sónia, determinada.

- Estás a ouvir o que estás a dizer?! – perguntou Celeste, perplexa.

- Eu sei perfeitamente o que estou a dizer. Mãe, o Rodrigo não pode saber que eu estou destinada a nunca lhe dar um filho. Eu vou fazer esta operação, sim, mas sem ele imaginar.

- E como julgas que vais fazer essa operação sem o Rodrigo descobrir?

- Já pensei nisso. Não vou fazer esta operação aqui em Lisboa.

- Mas com os bons hospitais e os excelentes profissionais que temos, vais fazer essa operação onde?

- Vou para o Porto e fico em casa da tia Otília. Mudo-me para lá durante um mês e meio, dois meses, talvez. Durante esse tempo, arranjo uma desculpa para não vir a Lisboa e para o Rodrigo não me ir ver.

- O que estás a pensar fazer é uma loucura! E não é correcto não contares nada ao teu futuro marido…

- E não penses, se quer, em meter-te. Isso é um assunto que será depois resolvido entre mim e o meu noivo. Já decidi e está decidido: vou esconder, por enquanto, este meu problema do Rodrigo. Depois de casados, ele saberá e pouco haverá a fazer. E, nessa altura, eu saberei dar a volta à questão.

- Mas filha, não cometas essa asneira. Vais estar a comprometer a vida dele…

- Estás a ver, mãe. Acreditas que ele me vai deixar assim que souber que não poderá ser pai, não é?

- Eu não disse nada disso…

- Pois eu penso exactamente assim e sei que ele o fará… Eu não quero perder o Rodrigo. Amo-o tanto…

Tocaram à campainha.

- Quem será? – questiona Sónia.

- Deve ser a tua prima Rita.

- A Rita? E o que é que ela está cá a fazer?

- A tua tia ligou-me há dois dias. Até me esqueci de te contar… Também, estavas com a tua cabeça demasiado ocupada para estares a pensar na tua prima.

- Mas o que é que se passa?

- Nada de mais. É ela que vai viver cá uns tempos, enquanto estiver a tirar uma pós-graduação. Isto se não te importares.

- Claro que não! E será bom. Acho que ela vai ser uma grande ajuda nesta minha fase.

Voltaram a tocar à campainha, agora mais insistentemente. Celeste saiu do quarto da filha e foi abrir a porta. Do outro lado, com várias malas e um caixote de cartão, estava a sua sobrinha, Rita.

- Querida, já chegaste. Entra… – disse Celeste.

- Pensei que não estivesse ninguém em casa! – Rita deu dois beijos à sua tia – Está tudo bem?

- Mais ou menos. Demorei porque estava com a tua prima no quarto. Ela não está lá muito bem…

- Já sei. A minha mãe contou-me. A tia disse que lhe foram detectados uns quistos no útero. Já sabem o resultado dos exames?

- Sim, já sabemos. São malignos.

- A sério?! – disse Rita, chocada. – Ela vai ter que ser forte…

- Vai ter com a tua prima e conversem. – sussurra – Ela está com umas ideias parvas na cabeça. Faz vê-la que está errada, sim? Vai lá que eu trago as tuas coisas para dentro.

- Obrigada, tia. Não se preocupe. Comigo, ela vai deixar todas as ideias descabidas de lado!

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Muito bom este episódio. No qual ela quer esconder do namorado, apesar de ser contra, a verdade vem sempre ao cimo, e se ela diz que ele a ama, se amar de verdade não vai fugir, vai ficar com ela, ajudar nesta fase difícil, há várias maneiras de ter um filho, um filho não quer dizer que tenha que sair verdadeiramente pela mãe biológica.

Está muito fixe a história. E a vinda da prima será que é a 3ª mulher?

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Muito bom este episódio. No qual ela quer esconder do namorado, apesar de ser contra, a verdade vem sempre ao cimo, e se ela diz que ele a ama, se amar de verdade não vai fugir, vai ficar com ela, ajudar nesta fase difícil, há várias maneiras de ter um filho, um filho não quer dizer que tenha que sair verdadeiramente pela mãe biológica.

Essa é a moral (o facto de um filho não ter que ser biológico, etc.), mas a verdade e a realidade não é assim. Isso depende do que cada um pensa, do que cada um sente. Nem toda a gente julga que um filho adoptivo pode substituir um filho biológico e pode não aceitar essa lacuna na sua vida. Acho que esta história vai abordar isso mesmo; pode ser preconceituoso, mas nós somos seres humanos e temos sentimentos, queremos sempre o melhor para nós e aquilo que achamos ser o melhor. Há atitudes que nem sempre são as mais correctas, mas...

Está muito fixe a história. E a vinda da prima será que é a 3ª mulher?

Acho que isso se saberá no 3º episódio. ;P Mas a sinopse da história explica bem isso. B)

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Só hoje consegui ler os 2 episódios. Gostei bastante. Interessantes e dinâmicos. Fiquei curiosa quanto à Paula, a perseguidora ;P e aquilo que ela terá feito no passado, ainda "muito nova".

Fiquei intrigada quanto à atitude da Sónia. É uma faca de dois gumes.

Se realmente sabemos que há muito preconceito quanto à adopção, percebemos o receio que ela tem em revelar ao agora noivo a sua doença (melhor, os resultados da cura, a histerectomia) que pode afastá-a definitivamente do homem que ama, acabar com o casamento tão próximo e com os sonhos dela.

Por outro lado, sabemos que namoram há quatro anos, certo? Não devia ela conhecê-lo a ponto de saber qual seria a possivel reacção/atitude dele? (quem ama, deve, acima de tudo, confiar).

Ansiosamente à espera...

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Altamente esta história.Interessantes os temas abordados.

Está muito bem escrita e no fim de cada capitulo um pouco de suspense.

Supreendente a atitude da Sónia, mas nunca se sabe o que fariamos se tal nos sucede.

Parabéns Zapping.

Fico a aguardar o proximo.

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Obrigado por acompanharem a história e, acima de tudo, pelos vossos comentários.

Acho que nunca deve ser fácil para uma rapariga de 24/25 anos ver-se, de um momento para o outro, sem a possibilidade de ter filhos. Uma coisa é viver-se com essa situação desde sempre (uma pessoa acostuma-se, sabe que será sempre assim), outra é, de um momento para o outro, deixar de poder ter um filho (o que poderia fazer, como qualquer mulher). Eu acho chocante (não encontro outra palavra para o definir).

Por outro lado, sabemos que namoram há quatro anos, certo? Não devia ela conhecê-lo a ponto de saber qual seria a possivel reacção/atitude dele? (quem ama, deve, acima de tudo, confiar).

Estou ancioso para te responder, mas se o fizer conto a história! :laugh_mini: É que só ficaremos a saber da atitude do Rodrigo depois do plano ir para a frente (que pode resultar ou não) e aí, depois de sabermos como ele irá agir (se a vai apoiar ou deixar) é que poderemos voltar a este assunto. B)

-- Domingo, 10 Jan 2010 13:07 --

Amanhã é dia de ser publicado o 3º episódio. B)

Não se esqueçam! :biggrin_mini2:

-- Segunda, 11 Jan 2010 12:46 --

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- Tens a certeza que é isso o que tu queres? – questionou Rita.

- Tenho a certeza que é isso que vou fazer. O Rodrigo não vai saber do meu problema. Eu não lhe vou mentir, apenas vou omitir uns detalhes por algum tempo. É completamente diferente. – argumentou Sónia. Rita suspirou.

- É um plano tão estruturado, pensaste tudo tão detalhadamente… Não estou a dizer que não vai resultar, mas se alguma coisa correr mal?

- Não há como falhar. Vou apelar à sensibilidade do Rodrigo. – segredou – Ele vai compreender. Acredita.

Tocaram à campainha. Rita e Sónia continuaram a falar, ignorando-a completamente. Acreditaram que Celeste estava em casa e que iria abrir a porta.

- Eu acredito, mas acho que não devias tomar essa atitude. Estás a ser inconsciente.

- Não me vais apoiar? É isso? Se não me apoiares, então também não agoires. Azar já tenho que chegue! – disse Sónia de forma arrogante.

- Se é isso que queres, então eu apoio-te. Tu é que sabes da tua vida e eu, como tua prima, só tenho que te apoiar, mesmo que ache que estás a agir mal. Já te alertei. A partir de agora é contigo.

Voltaram a tocar à campainha.

- Mas onde é que está a minha mãe?! – perguntou Sónia, irritada.

- Ah… pois é… deve ter ido lá baixo buscar umas coisas minhas que não consegui descarregar do carro. Deixa-te estar, eu vou abrir a porta.

Rita saiu do quarto da prima, passou pelo corredor e atravessou a sala. Abriu a porta. Quando se deparou com a pessoa que estava do outro lado, à espera, sentiu-se como se estivesse a ter uma quebra de tensão. Aquele rapaz, alto, com um corpo atlético, deixou-a transtornada. Seria paixão? Seria Rita a prova viva de que existe amor à primeira vista? Seria uma mera atracção carnal?

- Peço desculpa pela demora…

- Não me importaria de esperar mais, se a pessoa que me viesse abrir a porta fosse tão bonita quanto tu. – respondeu-lhe, num ápice, o rapaz que aparentava ter entre os 24 e os 27 anos.

- Que amável… hum… credo! Pareço a minha mãe a falar! – riram-se os dois às gargalhadas – Olha que tu também não és nada de se deitar fora! – sorriu, maliciosamente.

- Obrigado. Agora já me convidas a entrar?

- Ah, sim, claro. Entra. Desculpa lá. Vieste à procura de quem? Da Sónia ou da Celeste? – Rodrigo entrou na sala e Rita fechou a porta.

- Esses nomes não me são estranhos. É sinal que não me enganei na casa! – riu-se – Estou a brincar… Duvido que a Celeste queira alguma coisa comigo. Também, o meu interesse é exclusivamente com a filha.

- Vieste ver a Sónia, então.

- Ver e não só. Espero namorar um bocadinho. – sorriu.

Rita sentiu um aperto no peito. Aquela revelação tinha acabado de ser um choque, para si. Sorriu apenas por conveniência.

- Então és tu o Rodrigo… Já ouvi falar muito de ti.

- Bem, espero.

- Claro que sim. Eu chamo-me Rita. Sou prima da Sónia.

- Muito prazer.

- Igualmente. – instalou-se um silêncio – Olha, espera aqui um pouco. Vou dizer à minha prima que estás aqui.

Rita saiu da sala. Atravessou, calmamente, o corredor. Antes de chegar ao quarto da sua prima, pensou no Rodrigo. Sabia que, se a sua prima fosse com o seu plano adiante, poderia beneficiar e muito com isso. Seria um trunfo a seu favor. Se lhe for conveniente, revelará o segredo antes da sua prima e provocará um atrito na relação dela com Rodrigo. E, quem sabe, não será essa a oportunidade de ter algo com aquele rapaz que a atraiu tanto. Sentiu-se demente. Como poderia estar a pensar numa coisa daquelas? Mas era mais forte do que ela.

Rita entrou no quarto da sua prima.

- Sónia, está lá fora o Rodrigo. – disse ao entrar no quarto. Sentou-se em cima da cama em frente à sua prima.

- A sério? Deixa-me recompor. Ele não me pode ver assim desmazelada!

- Calma, deixa-te estar. – agarrou nos braços de Sónia para ela se voltar a sentar – Se vais apelar à sensibilidade dele, se estiveres um pouco despenteada não faz mal nenhum. – sorriu – Olha, quero-te dizer uma coisa… Estive a pensar… hum… Se queres mesmo avançar com o teu plano, então força. Faz o que a tua cabeça diz. Se é o melhor para ti, então vai em frente.

- Obrigada pelo apoio, prima. Eu sabia que não me ias abandonar neste momento.

Rita sorriu de uma forma angelical.

- Podes sempre confiar em mim. – disse.

Abraçaram-se. Sónia sentiu-se feliz por saber que, como sempre, poderia confiar na sua prima; Rita não se sentiu mal por pensar que estava a manipular a situação.

Se preferirem, podem ler aqui: http://www.tvuniverso.com/Ficaremos-Jun ... sodio.html

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Bem, bem, bem!

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Que a Rita tinha chegado para causar confusão já se antevia. Agora que ia usar a fragilidade da prima...isso já é bem diferente. Claro que, diante de um homem atraente (até pode ser namorado da nossa irmã) sempre podem passar "coisas" pela cabeça. Mas temos que ser racionais para percebermos que estamos a ser "dementes" (como a própria Rita pensou). E que por mais maravilhosas que certas "coisas" (leia-se homens, no caso) sejam, não podemos ter tudo o que queremos, temos que nos conformar e seguir em frente.

Mas é sempre assim, quanto mais frágeis estamos, outros que nos vêem de fora não se importam de nos manipular.

Daí achar que a verdade, por mais que doa, por mais "fedorenta" que possa ser, vale sempre a pena. Nada é mais perigoso do que omitir, porque todos os pedaços do que ocultamos acabam por juntar-se. Aí, ainda ficamos mais à mercê de quem nos quer manipular.

Esperemos que ou a Rita ou a Sónia dêem um passo atrás no que pretendem fazer. Ainda vão muito a tempo de o fazer. (claro que não, não é? acabava a história).É, para ambas, um jogo muito perigoso.

Parabéns pela naturalidade com que escreves e por transmitires situações tão reais, parecem mesmo saídas do nosso quotidiano.

Quantas Sónias, Ritas, Paulas, "garanhões" Rodrigos não existem por aí?

Quinta-feira temos mais :headbang:

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magg, obrigado pelo teu excelente comentário. Digo não por ser positivo em relação a mim, mas porque fizeste um reflexão em relação ao rumo da história (não significa que todos tenham que o fazer; cada um comenta de acordo com o que sente e como quer). É bom ver que o que escrevemos faz pensar. B)

Em relação à "Rita", há pessoas naturalmente "mal formadas"! Pode não ser forçado, pode ser genuíno, pode fugir do controlo da pessoa ou pode ser mais forte que essa mesma pessoa. Ou seja, pode ser a forma natural de agir de uma pessoa. Ninguém (ou quase ninguém) pensa se o que faz é o correcto ou não; faz de uma determinada maneira porque quer, porque lhe dá prazer, porque motiva, porque diariamente, todos nós, fazemos aquilo que é o melhor para nós próprios. Agora depende dos princípios de cada um e há quem não os tenha. Mas será reflexo do momento? Será por obsessão? Será que se vai em frente ou se dá um passo atrás?

No próximo episódio, vamos ver o confronto entre "Sónia" e "Rodrigo". Será que ela lhe vai contar a verdade? O que irá dizer? Arrepender-se-á no momento e ouve o coração em vez de seguir pelo "calculismo"?

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Bem, acho que a magg já disse tudo xD Fiz mal em atrasar-me a ler a história (tive que estudar para um teste)!

O terceiro episódio está ainda melhor que os outros dois anteriores, penso eu, muito pelo facto de o enredo estar ainda mais interessante.

Acho que a Rita é a prova viva de que "no amor e na guerra vale tudo". É claro que se for para a frente com o seu plano será uma pessoa que não conhece a palavra "escrúpulos" ou derivados xD Parece-me ter traços psicopáticos (eu ando a fazer um trabalho sobre psicopatia, por isso já vejo psicopatas em todo o lado xD) e isso constata-se na mentira e na ausência de culpa de "passar por cima" da prima para atingir os seus objevtivos. É uma personagem que existe, deveras, na nossa sociedade; sociedade essa que é construída com base nas relações interpessoais, que é o que a tua história aborda.

Bem, olha, mais uma vez digo, usando as palavras da magg, que escreves naturalmente (ao contrário de mim) e essa naturalidade dá vida à tua história. Acho que é mesmo a palavra "naturalidade" que melhor define a maneira com que escreves (na minha opinião)

Fico à espera do próximo capítulo.

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