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107: Feira Nova


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Dado o sucesso estonteante da tua história de subestação alusivo ao Carrefour, eu decidi acelerar a "sequela". Como sou de Braga, na minha infância não tínhamos hiper do Pingo Doce e nem sequer Continente, era Feira Nova e Carrefour. Contudo, devido à consolidação das marcas e da Alta Autoridade da Concorrência acreditar que "menos é mais", e como o Pingo Doce não adoptou a sua própria designação para os hipers, o Feira Nova continua a marcar os corações dos portuguenses (e sobretudo bracarenses), mesmo dez anos depois da sua triste saída. Sem mais delongas, vamos à crónica.

Feira Nova é...

  • uma cidade no nordeste do estado do Pernambuco, célebre pela sua farinha de mandioca
  • uma cidade no centro do Sergipe, célebre pelo milho, feijão e mandioca (outra vez)
  • uma cidade no sul do Maranhão
  • um supermercado brasileiro qualquer

Ora, o Feira Nova em Casa é uma cadeia de supermercados carioca, fundada antes dos anos 90, que integrou a estadual Redeconomia em 1998...

...sério? Então começo a falar do Feira Nova de Braga e acabo a falar sobre Feiras Novas no Brasil que nada chegam aos calcanhares do português?

Ora,  para falar sobre o Feira Nova que tanto apregoámos, vamos começar pelo começo:

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Em 1981 o Grupo Inovação cria a cadeia de supermercados Inô (provavelmente um diminutivo chalupa de Inovação), que nos anos 80 tinha como slogan "os super económicos". Claro, nenhum supermercado português teria um slogan destes, nem sequer depois da crise económica de 2008. Braga teve um Inô, acho que foi no actual Pingo Doce daquele prédio onde tem a Loja do Cidadão, a loja de componentes eléctricos Aquário e desde o ano passado a Esfera Saúde (por mudança de instalações). Não sei quando é que o Inô foi extinto. Sei que nos anos 90, a Inô (o Inô?) era "um modo de ser e de estar):

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Outros tempos, tempos em que um hiper e um supermercado eram conceitos completamente diferentes entre si que mereciam ter marcas próprias e nada de usar a mesma marca para mais de um conceito.

No entanto, o conceito de supermercado foi abalado quando uma empresa que mais tarde viria a ter os seus hipermercados absorvidos pelo Feira Nova, o Ibérico, abriu o seu primeiro hipermercado em Telheiras (o primeiro Continente foi em Vila Nova de Gaia supostamente por estarem a fazer gazeta com o Ibérico de Telheiras), só não sei quando exactamente. O Ibérico, precursor lisboeta do Feira Nova, era frequentemente publicitado na televisão à escala nacional (é uma pena pois nunca mais vamos ter emissões regionais decentes) com o seu slogan, "É um barato!", a ser declamado por um brasileiro qualquer (influência da Rádio Cidade, talvez?).

https://www.youtube.com/watch?v=OxGOf3QZ5cU

(o YouTube não fez um embed decente)

Nunca percebi a mania do Ibérico por ter um gajo brasileiro a fazer o slogan. Teria sido uma das primeiras criações portuguesas do publicitário luso-brasileiro Edson Athayde, sete anos antes do Tou Xim? da Telecel? Imagens de uma estética de supermercados que não volta mais, desde os interiores às roupas e aos penteados.

(Por falar em Ibérico, alguém aqui com mais de 20 anos lembra-se de um canal (infelizmente derrubado pelo YouTube na altura) chamado Nicolau78 ou sei lá o que era? Aquilo tinha centenas de vídeos e entre os quais estavam anúncios que nunca mais vi na net, nem mesmo no espólio do LUSITANIATV. O anúncio já era dos anos 90 (inícios, talvez?) e tinha uma voz-off portuguesa e acabava com aquele logo das pás de chaminé em tons de verde, num fundo branco-acinzentado, e acho que o slogan já era outro, não me lembro qual, mas não era o já citado em cima?)

(Aliás, no antigo regime havia um sem fim de anúncios com vozes brasileiras ou num "brasilês" que parece um Roberto Leal acabado de chegar ao Brasil. Exemplos aqui, aqui e aqui. Eu até hoje gostaria de saber o porquê de termos vozes abrasileiradas nos nossos anúncios da altura)

(PS: a voz do último dos anúncios de cima soa-me mais a angolano. Faz sentido já que boa parte dos termos brasileiros estranhos vieram de Angola.)

No ano seguinte (mais concretamente 1989), o Grupo Inovação fazia frente ao Ibérico e ao Continente (e também ao Euromarché) com algo inédito: iriam abrir um hipermercado. Onde é que iria ser o primeiro? Onde? ONDE? ONDE?!?!

Lisboa? Porto? NADA! Num golpe de génio, a Inovação foi bem mais longe e criou o primeiro hiper deles...

...em Braga!

Braga era uma cidade que no fim dos anos 80 tinha metade das dimensões que tem hoje. Na época, muita gente achava que Portugal era Lisboa e Porto (e nalguns aspectos continua a ser), apesar de Braga ter crescido muito recentemente (um exemplo das lacunas relativas a Braga é a lacuna televisiva, Braga nem sequer tem estúdios ou delegações em pleno 2020, e sempre que um noticiário é feito cá, tem de ser ao ar livre). Não sei se isto de ter um serviço de catering em supermercados portugueses começou cá, com o Superminho (que tinha um dos seus supermercados próximo do Inô), absorvido em Abril de 1998 pela Jerónimo Martins. No entanto, em Braga em 1989, não havia Jumbo nem Pingo Doce (não sei quando é que veio cá a Braga) nem sequer Modelo (só em Outubro de 1998). Na altura, bracarense que se preze tem de apreciar as cadeias locais. Não sei onde era a sede da Inovação (algo me diz que era tipo em Penafiel, mas acho que estou a ir longe demais), mas a abertura do Feira Nova era o 25 de Abril do consumo bracarense. Daqui para a frente, as peregrinações ao Continente de Gaia baixaram (ainda mais com a chegada do GuimarãeShopping cinco anos mais tarde) e quem fazia turismo em Braga ia ao Bom Jesus e ao Feira Nova. Ou, como era costume dizer na altura, à Feira Nova. Bracarense que se preze ainda tem o gozo de chamar as coisas pelos nomes antigos, independentemente ou não do nome ter desaparecido há bastantes anos. Por exemplo: há pessoas que ainda chamam de Arminho ao Recheio, quando na verdade esta designação desapareceu há coisa de 25 anos.

Antigamente (acho que nos tempos do extinto fórum Bracarae) havia uma imagem do exterior da Feira Nova de Braga, retirado de um guia turístico (inserir piada da Prisioneira) de 1994/1995, mas que entretanto desapareceu. Longe vão os tempos em que até mesmo o Feira Nova era considerado uma atracção turística, que nem o Colombo e o Vasco da Gama são para mim (sobretudo o Colombo, o melhor de Portugal, se calhar é efeito de ir poucas vezes a Lisboa). Pelo que sei, tinha este logo aqui que achei num calendário de Barreiro de 1995:

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em que o FN dentro do triângulo (mais parece tenda) tinha três cores, de cima para baixo, vermelho, laranja e amarelo, e o texto à direita (FEIRA NOVA) era todo em vermelho. Se alguém phornecer alguma imagem eu ficaria grato.

Infelizmente não existem registos de anúncios do Feira Nova na sua primeira fase. Por incrível que pareça, as gravações do LUSITANIATV  e afins correspondem a metade dos anúncios que consumimos nos anos 90 e 2000,  gravados em filmes ou à noite ou ao fim-de-semana à tarde. Há muitos anúncios, que passavam de dia, e que infelizmente ficaram para trás. Quem não se lembra dos anúncios da Felipa Vacondeus da Ideia Casa? Só encontrei este aqui, de 2011, e já sem este separador. Se calhar ninguém gravava e boa parte das gravações caseiras que achei dos programas da manhã estão sem intervalo.

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Por volta de  1995, o Feira Nova, ainda com quatro hipermercados, tinha mudado o seu logótipo pela primeira vez. Dois anos antes, a Jerónimo Martins tinha comprado o Grupo Inovação.

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Não sei até quando foi usado (1999, talvez?), pois só tenho memórias do Feira Nova quando mudou para o símbolo que mais gente se lembra, o das bandeiras. Portanto todos os anúncios que consegui encontrar são desta era:

onde inicialmente o slogan era Sempre do seu lado, acho que durou até 2002?.

O Feira Nova seguiu uma linha de criação idêntica ao Carrefour. O Carrefour tinha dois "centros comerciais" (actualmente Continentes) e o mesmo sucedia com o Feira Nova. Se alguns supermercados chegam a ter galerias comerciais com poucas lojas, algumas ligadas ao grupo (no Modelo/Continente Modelo aqui de Braga temos uma Mo, uma Worten, uma Wells e uma Bagga junto ao supermercado), os centros comerciais Feira Nova aumentavam a fasquia um pouco. Paralelamente a isto, os centros comerciais do Barreiro e da Póvoa do Varzim chegaram a ter cinemas, em baixo uma foto do cinema que havia no de Barreiro.

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Segundo este post, fechou em 2007. Foi posteriormente abandonada e hoje é uma Best Buy.

Quanto ao Feira Nova de Braga, não sei quando é que passou a ter aquela cobertura no parque de estacionamento. Talvez quando o lugar foi comprado pela Mundicenter para criar o Braga Parque, que abriu a 13 de Maio de 1999 (linda escolha, pois aquilo passou a ser o novo local de peregrinação, qual GuimarãeShopping, qual Norteshopping). Na minha infância (o parque era tido como um "segundo parque", herdado do tempo em que era puramente um Feira Nova) havia também um Império Autocenter. A zona foi conservada pelo Braga Parque, de maneira que a zona em si está num lugar um pouco mais baixo.

Em 2000 o Feira Nova lançou um novo jingle, que viria a ser usado por um par de anos, sobretudo a parte do slogan.

No Natal o jingle foi cantado por uns duendes de peluche que pareciam ser vindos de uma série infantil estrangeira:

Tal como no Modelo e no Continente, as terças e quartas eram dias de descontos alimentares (se bem que no Modelo e Continente era o Feirão às terças e quintas e o Dia do Mar às sextas). Este anúncio anterior à adopção formal do Euro inclui uma estranha notação que calculo não ter durado muito  e que nunca me habituei:

Os duendes pareciam ser as mascotes de Natal, conforme o vídeo de baixo. Não era uma campanha natalícia, pois não vejo uma decoração de Natal, nem mesmo uma luz, nem uma árvore. Era para a Feira dos Brinquedos:

Provavelmente o anúncio mais antigo da qual tenho recordações é o da promoção Par, com a slotmachine. Aqui, como ainda se usava o escudo, é bem provável que seja de 2001.

Com a chegada do Euro, ainda tinham a mania de dizer "quatro vírgula quarenta e oito" e não "quatro e oitenta e oito":

Páscoa 2002:

Fim do Mês do FeiraNova (isto ainda acontece no Continente, segundo o meu pai o último sábado do mês é mais conturbado na hora do almoço) com a participação do actor e dobrador Vítor Emanuel,  envolto numa polémica há algum tempo:

Já por altura do verão tinham mudado o slogan para Cada vez mais do seu lado, um novo slogan estava por vir.

No Natal já não diziam "vírgula" na notação dos preços:

Regresso às aulas 2003  com o novo slogan e jingle (Preços baixos mais baixos, Feira Nova!):

Páscoa 2004 (incompleto):

Em 2004 o Feira Nova fez 15 anos (eles fizeram uma campanha de aniversário, mas ao contrário das outras cadeiras (em 2005, o Continente fazia 20 com uma renovação geral e o Pingo Doce fazia 25) preferiu esconder a sua idade. Depois da campanha de aniversário,  lançaram um novo slogan que passaria a ser uma espécie de proto-meme,  de tantas vezes e tantas pessoas que o disseram.

Só? No Feira Nova. Ou "Só? No Feira Nova!"? "Só no Feira Nova!"? Havia sempre alguém que dizia "Só?" e respondia com um lindo e sonoro "no Feira Nova".

Não consegui encontrar os anúncios mais antigos desta campanha do "Só?", o mais próximo que consigo encontrar nem sequer tem a mítica frase:

no entanto, tem a música que acompanhava os anúncios do "Só?" e a primeira versão do slogan, que em 2007 mudou de cores:

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No auge dos Morangos com Açúcar, convidaram os D'ZRT para fazer a campanha de Natal de 2005:

Eu tenho a ideia de ter visto um anúncio com eles a promover o regresso às aulas, ou foi apagado ou era com o Modelo/Continente, alguém se lembra?

Making of da campanha de Páscoa de 2006, Os Cromos Mais Procurados, com os D'ZRT:

O anúncio completo:

Na Páscoa seguinte, com o sucesso da novela Doce Fugitiva, optaram por criar um ovo de Páscoa da Estrelinha. A Doce Fugitiva competia com a Floribella, cujo merchandising também se vendia lá.

A 6 de Fevereiro de 2008, pouco depois do fim do Carrefour em Portugal, a Jerónimo Martinus anunciou que iria acabar com a marca Feira Nova e substituí-la pela marca Pingo Doce. Na mesma altura, a Jerónimo Martins comprou a Plus da Tengelmann (que estava a passar por uma terrível situação financeira nalguns países até acabar com as operações alemãs em 2010). Com isto o Pingo Doce acabaria por trocar para o logo ainda em vigor. Isto devia-se a uma suposta queda nos lucros do Feira Nova enquanto que o Pingo Doce estava em constante crescimento. Os centros comerciais Feira Nova viriam a fechar e provavelmente foram redimensionados. O de Braga permaneceu igual, pois já tinha sido integrado no Braga Parque em 1999.

Em 2008/2009, havia uma certa aura de vazio no Feira Nova. Uma a uma, as lojas iriam retirar permantementente a designação Feira Nova e as bandeiras laranja que estavam lá. Na caixa, estava a passar o último anúncio do Feira Nova em loop enquanto passavam os preços - um mero slideshow com uma voz-off de fundo e nada de "Só?". Em Outubro de 2009 o Braga Parque foi reformulado para ter as dimensões actuais. Na mesma altura o Feira Nova passou a operar em formato reduzido e apareciam umas frutas com capacetes das obras a preparar a mudança. Por esta altura, o fim do Feira Nova era faseado e já o de Vila Verde tinha sido mudado para Pingo Doce. A loja Electric Co. (da Jerónimo Martins) foi de vela junto com o Feira Nova, mas contaram-me que ainda havia no Recheio, da qual nunca pisei os pés.

Finalmente, em Fevereiro/Março de 2010, a estocada final. O Feira Nova tinha saído definitivamente da cidade que a viu nascer, depois de 20 anos. Acho que não foi o último Feira Nova a desaparecer, era tipo o penúltimo. A 6 de Março tinha sido aberto o novo hiper do Pingo Doce, claramente sem indicação tipo Pingo Doce Hiper (nalguns países o Carrefour tem o Carrefour Market para o Pingo Doce). Tudo bem, a divisão do Continente seria concretizada em Março do ano seguinte (Continente Bom Dia para o Modelo Bonjour, Continente Modelo para o Modelo e Continente para os que já eram Continente), portanto o Pingo Doce não tinha nada a fazer. Tínhamos de gramar com o jingle do Pingo Doce até mais não.

A avaliação do primeiro mês do novo Pingo Doce do Braga Parque para mim era negativa, no entanto, ao contrário da saída do Carrefour, cheguei a habituar-me rapidamente a um Portugal sem Feira Nova. Hoje, dez anos depois do fim, ainda há bracarenses a chamarem à zona do Braga Parque de "Feira Nova".

A mais bracarense dos hipermercados, não importa de onde veio o tal Grupo Inovação, ficou na história dos portugueses. Pode ter durado mais que o Euromarché + Carrefour (e ter aberto antes do Euromarché), pode ter sido a nossa afronta aos estrangeiros. Esteve sempre dos nossos lados e depois saiu, devido às práticas de fusão de marcas que estavam tão em voga naquela altura.

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há 20 minutos, Televisão 10 disse:

Lembro-me de ir ao Feira Nova, em Aveiro, mas acho que já não tinham produtos de marca própria. Vendiam com a marca Pingo Doce ou estarei enganado?

Também ia ao Feira Nova para ir à Moviflor de Aveiro, que durante vários anos foi no edifício do hipermercado, julgo que até ter ido à falência.

Na altura não tinha marca própria nalguns produtos, lembro-me que a Jerónimo Martins tinha a marca Home7 (e uma outra marca com um 7 no nome) para alguns produtos domésticos, e que eram vendidos nos dois (Pingo Doce e Feira Nova).

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há 3 horas, ATVTQsV disse:

Na altura não tinha marca própria nalguns produtos, lembro-me que a Jerónimo Martins tinha a marca Home7 (e uma outra marca com um 7 no nome) para alguns produtos domésticos, e que eram vendidos nos dois (Pingo Doce e Feira Nova).

Tinha e tem, embora agora tenham outra marca de eletrodomésticos: Electric Co. 

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Infelizmente, não tenho quase memória nenhuma de entrar num Feira Nova. Apenas uma memória muito breve de ter entrado num que havia na Covilhã. Mas a minha família já visitou várias vezes o antigo Feira Nova, agora Pingo Doce do Barreiro. Eu nunca fui lá. :cryhappy:

O próximo podia ser a Singer, @ATVTQsV :cryhappy:

Edited by Johnman
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Obrigado mais uma vez por criares este tópico! Curiosamente o 1º grande supermercado que abriu em Stª Mª da Feira foi o Inô no verão de 95. Lembro-me que era verão porque estava de férias da escola. Aquilo foi um corrupio no dia da inauguração: estava tanta gente e deram baloes. Eu e a minha irmã vínhamos todos contentes com um. Mas tanto entusiasmo pouco durou. Aquilo esteve aberto mais 5 anos (fechou em 2000 penso) mas ñ tinha quase clientes, os preços lembro-me que eram caríssimos e aquilo em 97 passou a Nobrescolha (alguém se lembra?).

Em relação ao Feira Nova foi o 1º grande hipermercado de SMFeira. Abriu em março de 2000, lembro-me que tive um furo na escola e fui no 1º dia em que abriu. Era um hipermercado comparável a um continente em dimensão por exemplo. Era onde fazíamos as compras cá em casa a maioria das vezes (embora fossemos bastante ao Continente também). A nível de preços lembro-me que tinha preços mais elevados que a média, eu próprio via isso. Porque na altura o Pingo Doce era considerado um supermercado caro, lembro-me de ver esses rankings na Proteste por exemplo.

Depois em finais de 2007/inícios de 2008 o Pingo Doce começa a mudar a imagem, com aquela publicidade com a Rita Blanco (que já tinha sido a mãe de todas as promoçoes do Jumbo), de BASTA: ñ quero mais cartões nem promoções nem cupões (para se distanciar do Continente que 1 ano antes tinha iniciado o cartão continente).

E nessa altura o PD começou efectivamente a baixar os preços e sobretudo a aumentar a variedade de produtos da marca própria. E foi a partir dessa altura que o PD absorveu o FN e o Continente absorveu o Modelo e via-se as publicidades mais agressivas entre os 2 sobretudo.

Em Janeiro de 2010 o FN de SMFeira passou definitivamente a PD. Reduziram a área de supermercado. Abriram um restaurante muito grande na antiga Electric Co e meteram Worten, Parafarmácia e Code onde antes era supermercado. A área de super ficou reduzida a praticamente metade.

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  • 3 weeks later...
On 27/08/2020 at 17:23, thass_hot disse:

Depois em finais de 2007/inícios de 2008 o Pingo Doce começa a mudar a imagem, com aquela publicidade com a Rita Blanco (que já tinha sido a mãe de todas as promoçoes do Jumbo), de BASTA: ñ quero mais cartões nem promoções nem cupões (para se distanciar do Continente que 1 ano antes tinha iniciado o cartão continente).

Saudades da altura em que não havia mesmo cartões nem promoções no Pingo Doce.

Agora, temos de ter o cartão Poupa Mais. :cryhappy:

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há 3 minutos, Televisão 10 disse:

Saudades da altura em que não havia mesmo cartões nem promoções no Pingo Doce.

Agora, temos de ter o cartão Poupa Mais. :cryhappy:

Por falar em cartões, esqueci-me completamente do cartão Dominó que o Feira Nova tinha na primeira metade dos anos 2000, até os meus pais tinham:

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Na minha infância gostava da estética daquilo, com as peças de dominós às cores

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