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Festival Eurovisão da Canção 2017


Rolisus

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há 18 minutos, ZDK disse:

Eu também vejo aí... Mas percorro tudo até ao final, em baixo na barra. Achava que o último resultado era a média final e todas as apostas, mas já vi que afinal não é e agora estou confuso xD 

Existe uma média, um valor só que possamos considerar, daqueles todos que estão lá!?

Vai na volta é o primeiro que aparece! É!? #trollsoueu :rolleyes::haha:

É assim, eu acho que aquilo são tudo as cotações em casas de apostas diferentes, mas está tudo dentro do mesmo, por isso guio-me pela primeira (que além disso é a única presente em Portugal, e se ela está bem, as outras melhor ainda xD nem podemos apostar nelas xD)

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Agora mesmo, Tiago João disse:

É assim, eu acho que aquilo são tudo as cotações em casas de apostas diferentes, mas está tudo dentro do mesmo, por isso guio-me pela primeira (que além disso é a única presente em Portugal, e se ela está bem, as outras melhor ainda xD nem podemos apostar nelas xD)

Pois eu também achei isso e pensei que o último valor fosse a média :lol: Mas sinceramente, analisando melhor, agora acho que é o primeiro. Mas mesmo assim tenho dúvidas... Que confusão! xD

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há 1 minuto, Tiago João disse:

Uma pergunta, noutros anos não se sabiam as pontuações das semifinais?

Não, as pontuações das semis são sempre reveladas após a final. 

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Confesso que estou um arrebatada/entusiasmada com esta onda de excitação envolta na vitória portuguesa. Adoraria ver o meu país vencer, seria incrível. :D  Seria muito giro. Ainda assim - e isto é traço de personalidade -, estou com os pés bem no chão. :ph34r: Sem dúvida que tudo isto é positivo e ótimo; no entanto, não nos podemos esquecer que ainda falta muito caminho pela frente e temos fortes opositores para defrontar, que têm tanta vontade de vencer como nós. Para mais, não somos muito amigos do televoto, infelizmente... Não sei, estou a viver num dilema, mas prefiro não dar nada por garantido. Mais vale ir com as expectativas resfriadas e depois impressionar-me do que ir com a mentalidade do é tudo nosso e não dar em nada, para depois não me desiludir. :mosking: Mas lá está isto sou eu, há gente mais eufórica, sejam-no, para haver equilíbrio! 

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Bem, amanhã é a segunda semifinal e aqui vão quem eu quero como qualificado. Claro que é uma previsão e tendo só em vista a versão studio, pois aquilo lá no palco muda tudo. :P Ainda ontem fiquei impressionada com a Polónia e não gostei tanto da Letónia, é só para verem. :mosking: Esta semifinal é mais difícil de determinar, dado que há muitas canções razoáveis que precisarão do palco para se impor. Mesmo assim, aqui vão os meus 10 qualificados, em ordem aleatória:

1. Dinamarca (sim, sim, sim e sim! A Anja tem de estar na final. Há gente que diz que a canção é básica - e eu compreendo -, no entanto, a meu ver, tem qualquer que a distingue de todas as outras e me faz adorar. :P Adoraria ver de volta Copenhaga na Final, depois de dois desastres. :ph34r:)

2. Áustria (eu gosto da música. :) É tão leve, divertida, despretensiosa, que nos mete um sorriso na cara. Também considero que o Nathan é muito carismático e isso faz toda a diferença. O pior é mesmo a running order, que pode afastar Viena da Final).

3. Bielorrússia (eu desfruto mesmo desta música. Tal como a de cima, é despretensiosa e mete-me sempre um sorriso na cara a ouvi-la. :) Só por isso, já merece a grande final. No entanto, não sei se isso vai acontecer, é difícil de apurar).

4. Holanda (para mim, esta canção era-me completamente dias após ter saído. Achei-a vazia, sem vida, um pouco sem sal, ficava-se no limite do agradável. Porém, com mais audições, fui gostando mais e mais. Sem falar do facto de que, com quase toda a certeza, as manas holandesas arrasarão no palco).

5. Bulgária (pode não estar no meu lote de favoritas, é verdade. Contudo, reconheço-lhe imensa qualidade e potencial. A vitória talvez seja exagerada, mas penso que um TOP5 é capaz de estar apropriada para Sófia. Estou também curiosa para ver o palco; é que vai ser determinante para apurar as chances búlgaras à vitória).

6. Roménia (o meu guilty-pleasure de 2017. :blush: Bem sei que é rasca, bem sei que é música de carrinhos de choque... Porém, gosto e acho que o palco vai ser excêntrico e animado. xD Assim, não me importo nada que a Roménia passe, mas se não passar também não faz grande falta ao alinhamento final).

7. Suíça (já ouvi dizer que o palco é uma catástrofe, mas tendo em conta que isto é uma avaliação apenas das canções em studio, considero que Berna tem uma boa canção. Não só boa, como impactante. Ainda assim, considero que me vou arrepender de os colocar nesta lista depois de os ver ao vivo :haha: ).

8. Sérvia (eu acho a música sérvia muito bem composta. Adoro a parte dos violinos, gosto da voz da Tijana e penso que Belgrado, a não ser que estrague tudo no palco, tem o ticket na final na mão. Mas já ouvi dizer que sim, que a performance é terrível... Ainda para mais, sendo a primeira atuar... :rolleyes: Voltamos a 2013, Sérvia?).

9. Macedónia (eu vou-vos confessar: eu adoro esta música. É irreverente, é diferente, é retro, é mesmo uma grande canção. Contudo, eu penso que seja demasiado grande para o país que a representa. Ou seja: não sei se a Jana conseguirá fazer jus à música. :( Eu adoraria ver isto na final, mas também acho que vou mudar radicalmente de opinião quando a vir no palco, porque não me parece que venha grande coisa. xD No entanto, pensamento positivo!).

10. Israel/Noruega (qualquer uma serve. xD Não adoro nenhuma, só gosto. Veremos como é que o palco me surpreenda. Aí poderei dar uma opinião mais fundamentada).

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Quem não quero que passe: Estónia (eu não gosto da música. É o meu ódio de estimação deste ano. Mas tendo em conta vários comentários, deve de passar, ainda que não esteja completamente segura. Os jurados não lhe darão muitos pontos, no entanto, depende da atuação), Malta (só um emotion: :lazy:), Hungria (quer dizer... Pela diversidade, gostaria-a de ver na final, mas pessoalmente não me diz nada), Irlanda (não desgosto; ainda assim, penso que virá uma performance parada e sem nada a dizer. Posso-me surpeender, efetivamente), São Marino (adorava ver a Diva Valentina na final outra vez! Vai Tininha <3 Sendo realista, é praticamente impossível e de igual forma que a canção não merece), Lituânia (#saynotoyeahyeah :haha: ) e Croácia (a música é uma mescla confusa, mas penso que vai surpreender muitos quando estiver no big stage). 

Veremos a qualidade da segunda semi. :yes: Musicalmente é mais fraca, mas ao vivo tudo poderá mudar. 

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há 33 minutos, Ana Maria Peres disse:

Croácia (a música é uma mescla confusa, mas penso que vai surpreender muitos quando estiver no big stage). 

 

Falando na Croácia, apanhei isto no FB: :haha: 

xfRDwPl.png

A música é horrível, espero que fique bem lá no fundo. :yes: 

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há 4 horas, Comentador disse:

Independentemente do sucesso comercial desses nomes que citas-te faço-te uma pergunta simples. Achas que algum desses nomes tem qualidade musical evidente?

 

Ok e o que é para ti mesmo qualidade musical então? (Estou mesmo a adivinhar o que pode sair daí, mas agora estou curioso...)

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Bem, depois de ter estado todo o dia com isto na cabeça, senti que tinha de fazer um mini testamento em resposta aos comentários do user sobre a qualidade musical no ESC.

- Parece existir uma certa tendência de agrupar os fãs do ESC como pessoas desprovidas de qualquer capacidade de análise musical e que, como tal, apenas gostam de música reles e de "carrinhos de choque". Pois bem, achei que poderia desmitificar isto com uma caracterização pessoal a nível musical. Sou um fã de rock, desde os clássicos (Pink Floyd, AC/DC, Guns N'Roses...) até aos sub-géneros mais recentes, como o Post-Rock, Post Punk e Indie Rock. A minha banda favorita são os The Smiths. Sou verdadeiro fã dos beatles, conheço toda a discografia e todos os albuns têm a sua magia. Todas as semanas ouço música erudita, clássica e não clássica, sou fã de Enio Moricone, mas acompanho também novos pianistas como Julien Marshal e Daigo Hanada. Adoro o Kind of Blue do Miles Davis, mas também gosto muito do jazz noir do Chet Baker. Achei totalmente justo o nobel a Bob Dylan, do qual sou fã, mas não esquecer também Rodriguez. Nina Simone, Whitney Houston, Areta Franklin, são referências. Também ouço m´sucia electrónica, e foi com extrema tristeza que soube da morte hoje de Robert Miles, um dos pais da música electrónica moderna e um grande DJ. O user pareceu grande apreciador de música portuguesa, pois sou grande apreciador dos que marcaram (GNR, Rui Veloso, Dulce Pontes...) mas também dos que marcam no presente (Azeitonas, Capitão Fausto, Tiago Bettencourt, Dazkarieh) e também das bandas menos conhecidas como Iodo, por exemplo. Sou um audiófilo, sou criterioso com a qualidade da música que ouço (menos de 320Kps F Mp3 não obrigado) e um dos meus hobbies é Vinil, colecção que comecei e que tenho vindo a aumentar. Em suma, existem milhares de fãs do ESC como eu e portanto, catalogar toda a gente, tem tanto de injusto como de ridículo. 

 - Foi referido que a qualidade musical do ESC é miserável e que as músicas não têm qualidade nenhuma. Pois sem ser extenso, vou apenas referir 3 dos muitos exemplos que provam que isso é simplesmente mentira:

  • Noruega - 1995 - Música vencedora, com apenas segundos de vocais, e toda a restante música de piano, cordas e flauta. A composição musical é excelente. 
  • Sérvia e Montenegro - 2004 - Um grande exemplo de que a música tradicional pode ser reinventada. Uma grande voz e um grande momento
  • Sérvia - 2007 - Música vencedora, e não, como podem ver o Salvador não foi o primeiro a ir só cantar ;) Voz excelente, grande melodia.
  • https://www.youtube.com/watch?v=FSueQN1QvV4
  • Holanda 2013 - Grande cantora, grande melodia. Não há mais a dizer, excelente ;)
  • https://www.youtube.com/watch?v=n5iazXvMw5o
 

 

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há 3 horas, Comentador disse:

Se fosse em termos de musica portuguesa mostrava Rui Veloso, Pedro Abrunhosa, Toranja, GNR, Azeitonas, Ornatos Violeta. Mais ou menos por aqui.

Em termos internacionais mostrava Queen, Pink Floyd, Sinatra, Alicia Keys, John Lennon, Guns N Roses, Adele, Michael Jackson, Whitney Houston, Amy Winehouse.

Claro que me estou a esquecer de outros nomes mas isto mostra que a qualidade também pode ter correlação com o sucesso comercial. O problema é que depois tens One Direction, Rhiana, Shakira, Katty Perry, Demi Lovato, Brytney Spears, Justin Timberlake, Miley Cyrus, Lady Gaga, Bieber e outros que tais a instrumentalizares o pessoal com musica do mais lixo que pode haver. Enchem estádios e vendem milhões de álbuns à custa de incautos.

lol bem me parecia que irias citar todos esses como música de qualidade, tão típico... Primeiro, escreve-se Rihanna. Depois, Anti é um dos melhores álbuns alguma vez criados. Esse preconceitozinho de que tudo o que é pop é lixo e os velhos do restelo é que é tudo muita qualidade já chateia um bocadinho. Sim, Pink Floyd é mt bom, Queen também, idem Sinatra. Mas grande parte desses artistas que citaste como "pop trash" também criaram qualidade, quer queiras, quer não. À sua maneira, mas não deixa de lhes ser reconhecida qualidade. Tu preferes o Pedro Abrunhosa ou Azeitonas como música de qualidade, well.. milhões de vezes que prefiro a minha Lady Gaga ou a voz da Demi Lovato. Anyway, num mundo ideal todos conseguiríamos reconhecer qualidade em qualquer estilo musical. Mas enfim, parece que isso ainda não é possível neste mundo em algumas mentes.

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há 8 minutos, ZDK disse:

Gracias!

Nas anos anteriores, como se têm comportado as apostas? Têm acertado sempre no vencedor ou às vezes tem vencido o que está em 2º lugar nas apostas, ou noutro lugar?

 
 

Normalmente nem têm estado muito distantes.

Quando as apostas fecharam no ano passado, a Ucrânia era a 3ª favorita a ganhar - a Rússia era a grande favorita e ficou em 3º, Austrália ficou em 2º nas apostas e na final. Em 2015, Heroes era a favorita nas apostas e ganhou. Em 2014, a Áustria estava em 2º nas apostas antes da final e venceu. Em 2013, a Dinamarca era a favorita nas apostas e venceu. Em 2012, a Suécia era a grande favorita e também venceu. Só em 2011 é que floparam um pouco, a França era a favorita, ficou em 15º. :haha: O Azerbaijão, que venceu, era o 3º favorito a vencer...

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há 3 minutos, Ruben Fonseca disse:

Normalmente nem têm estado muito distantes.

Quando as apostas fecharam no ano passado, a Ucrânia era a 3ª favorita a ganhar - a Rússia era a grande favorita e ficou em 3º, Austrália ficou em 2º nas apostas e na final. Em 2015, Heroes era a favorita nas apostas e ganhou. Em 2014, a Áustria estava em 2º nas apostas antes da final e venceu. Em 2013, a Dinamarca era a favorita nas apostas e venceu. Em 2012, a Suécia era a grande favorita e também venceu. Só em 2011 é que floparam um pouco, a França era a favorita, ficou em 15º. :haha: O Azerbaijão, que venceu, era o 3º favorito a vencer...

Sendo assim há variações, é o que queria perceber xD

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há 1 minuto, ZDK disse:

Sendo assim há variações, é que queria perceber xD

Se for como no ano passado, em que ganha uma música menos típica do ESC (Portugal) em vez da grande favorita desde do início (Itália, no ano passado era a Rússia) está perfeito. :girlsigh: xD 

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Parece que o Carlos Coelho, autor/compositor da eterna Senhora do Mar e muito entendido no mundo ESC, fez uma análise muito interessante de todo o fenómeno Salvador no Facebook.

Alguém o segue? Se sim, conseguem postar aqui esse comentário? 

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Estás a falar disto?
"Portugal ganhará a Eurovisão 2017. Ponto.

Nota de interesse: esta publicação não é fezada, é séria e podem ler até ao fim.

Depois da semifinal de ontem, posso dizer que Portugal irá ganhar a Eurovisão 2017. Passo a explicar como e porquê.
A canção "Amar Pelos Dois" é muito bonita e tem muito mérito. Eu não sou especialmente tocado por ela - tal como, por exemplo, o fado não mexe comigo - mas sei ver o potencial que tem. No entanto, a maior mais-valia da canção é a interpretação do Salvador Sobral. A sua persona em palco tem ao mesmo tempo o charme e a bizarria, que Dana International, os Lordi ou Conchita Wurst tiveram também, e que a Eurovisão precisa para se manter viva, numa era de programas de televisão descartáveis.
A organização da Eurovisão notou isso e decidiu mostrar bem o apoio à canção: é a única actuação das 43 a utilizar a porção de palco no meio do público, tem uma cenografia e realização geniais, o som da reacção do público ligeiramente mais alto no momento instrumental e, sobretudo, o cantor tem um grande destaque nos momentos mortos do programa (ligações em directo à sala de artistas, espera pelas votações) suficiente para o público europeu ganhar afinidade com ele.
E porquê a Eurovisão quererá que Portugal ganhe? Desde 2003, que a organização da Eurovisão foi tomada por um núcleo de produção sueco e alemão, que se responsabiliza por transformar a Eurovisão no espectáculo que a televisão sueca SVT quer que seja, que é uma superfinal do seu festival nacional, um espectáculo com uma identidade comum ano após ano (em 2004, criou-se um logótipo fixo e instituiu-se o regime da semi-final, como existia no festival nacional sueco) em que quase não se distingue um Eurofestival do seu precedente, pois tudo é semelhante da cenografia à realização.
Até 2002, a estação de televisão vencedora podia organizar a Eurovisão de forma mais ou menos autónoma. De 2003, para cá, quando começaram a vencer países mais pequenos e para evitar desvios no conceito, esse núcleo sueco-alemão é que toma todas as decisões sobre o espectáculo, cabendo muito poucos poderes à estação de televisão que vencer a Eurovisão. Podem escolher os apresentadores, a arena, ajudam na logística, mas pouco mais. 
E é para esse papel que a RTP é muito melhor opção para a Eurovisão do que a outra canção favorita: a italiana, representando a RAI. Ora, a última vez que RAI teve esse prazer foi em 1991, para organizou um mágico e caótico Eurofestival na Cinecittá em que se falou italiano do início ao fim, falhou o som, houve um empate no final e ninguém em palco sabia o que fazer.
A RAI, caso a Itália ganhasse, não iria aceitar a ingerência deste núcleo de poder sueco-alemão, pois são eles que organizam o Festival de Sanremo e que inspirou a Eurovisão, e quereriam fazer um Eurofestival à imagem de Sanremo. Provavelmente iriam querer ter uma orquestra, fazer a sua própria cenografia, o som, a realização, etc. Ora, isso é muito incómodo. É melhor ter a RTP como vencedora, pois será uma aluna tão obediente como foram as estações da Ucrânia, Estónia, Letónia, Turquia, ou mesmo a Rússia.
Quem acha que o Festival da Eurovisão é só um evento de música, engana-se mas vive uma certa magia ingénua a quem toda esta informação provavelmente pouco diz. Mas todos aqueles que já estiveram lá, saberão do que falo. E não é de políticas que o evento vive, a Eurovisão não quer saber disso. O Eurofestival é um programa de televisão e não há espontaneidade num programa de televisão: como os reality-shows têm um argumento, a Eurovisão tem um enredo, com princípio, meio e fim.
E nesse enredo, não haveria nada mais aborrecido do que a canção italiana, que tem potencial de ser um êxito musical mundial (lamento, mas a canção portuguesa a vencer será como a última vencedora ucraniana, viverá apenas do êxito nacional e será sucesso de uma noite só), vir a ganhar como previsto por todos. 
O melhor ingrediente de qualquer programa televisivo é a emoção e, quando não existe, fabrica-se.
A Eurovisão já decidiu que vai fabricar a emoção da primeira vitória portuguesa - tão bem que se calhar vai conseguir vencer o júri e também o televoto -, algo a que a RTP é completamente alheia, mas teve a sorte de levar a canção escolhida para o enredo de 2017.
Essa vitória será merecida para os portugueses genuinamente ingénuos disto tudo e que sentirão a alegria de ver reconhecido o seu esforço desde 1964 e quebrar o enguiço.
Essa vitória será merecida para todos os artistas que já passaram pelo mesmo palco e não tiveram a sorte de levar uma canção eleita para o enredo, mas que muito trabalharam e se esforçaram para 3 minutos de dignidade.
Essa vitória será merecida principalmente pelos irmãos Sobral que, digo mais uma vez, fizeram uma bonita canção, reflexo do seu trabalho na música, mas do qual eu não sou seguramente o público-alvo.
Ganhar será também uma sorte para o próprio Salvador porque os Portugueses, pela sua hiper-excitação típica destes momentos, não lhe perdoariam menos que uma vitória e iriam ser os primeiros a abandoná-lo se conseguisse menos que uma vitória.
E é por isto tudo que o próximo vencedor da Eurovisão será Salvador Sobral com "Amar Pelos Dois".
Disse.

PS: 
Na minha declaração de interesses, há muitíssimos anos que perdi a magia de ver a Eurovisão simplesmente para "apoiar o nosso país", seja lá o que isso for - talvez por lá ter estado 2 vezes a representar a RTP.
Vejo o espectáculo simplesmente como um grande evento televisivo e musical de apresentação de canções e não como uma batalha de países. 
Por isso, como sabeis, mesmo quando Portugal não participa, o evento continua a ter para mim o mesmo interesse, pois não embarco em patriotismos patetas. 
Por isso, podem esperar o mesmo nível de excitação da minha parte sobre o evento na segunda semi-final, na final e em todos os eventos dos anos seguintes, quer Portugal participe, não participe, ganhe ou fique em último. 
Assim como podem esperar que, como eu prefiro as canções da Estónia e da Itália, esteja a torcer para que as mesmas consigam um bom resultado. Mea Culpa."

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Agora mesmo, ZDK disse:

@RPSG acho que sim, que é precisamente isso xD Obrigado!

Ainda estou a processar tudo o que li lol 

Tem ali umas coisas que fazem sentido, mas por exemplo Baku não precisava de apoio dos suecos...

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Só terminei a leitura agora xD

Ora, concordo parcialmente e passo a explicar porquê: Efectivamente diria que há 2 grandes eras na eurovisão moderna, pré e pós 2003. É notória a diferença de organização pré 2003, de ano para ano, e pós 2003. É assim claro que passou a existir menos autonomia por parte da emissora do país vencedor, em nome de uma suposta harmonização de imagem e marketing. Eu pessoalmente não acho que isto tenha sido mau. Quanto à questão das grandes decisões estarem agora tomadas por um certo grupo de interesses, é apenas parcialmente verdade. A verdade é que O melodifestivalen é e sempre foi uma grande produção, que pelo menos na última década começou a atrair mais gente de fora e sobretudo o interesse de editoras e produtores. Ora faz sentido que vendo o sucesso de modelo se tenha copiado as partes mais críticas. Não acho que exista qualquer espécie de viciação de resultados ou de escolhas de produção, o que existe são  cada vez mais factores que quase que levam certos países à vitória! Veja-se o caso da Itália este ano, é simplesmente favorita porque cedo foi levada a esse posto na internet, mais nada. Diria que o mesmo aconteceu com a Loreen, que em Março já era vencedora... As massas hoje em dia facilmente se constroem e com elas grandes favoritos e vencedores. Foi este fenómeno que, juntamente com as mudanças de regras, destruiu o voto em bloco por parte de vizinhos, que agora se vê limitado a meia dúzia de países. Ah, e sobre a vitória do Azerbaijão, que permanece relativa polémica, se forem ver bem, uns bons meses antes já os media dedicados espalhavam as notícias do favoritismo. Tudo isto se confirma com uma simples pergunta: Quando foi a última vez que a música vencedora foi uma surpresa não anunciada meses antes? Pois...

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Thanks @vanadio ;) Queria saber a tua opinião porque já percebi que te interessas e estás bem dentro do assunto ESC. 

Bem sei que o Carlos Coelho estão muito dentro do ESC por todos os motivos e mais alguns mas se há ali coisas que me fazem sentido, outras nem tanto. Até porque estou muito pouco dentro da realidade ESC.

Agora que acredito que haja muita coisa que nos passe ao lado e algum jogo de bastidores, lá isso acredito. Agora que isso aconteça a favor de Portugal, não mesmo xD Nós temos de dar o litro mesmo e mostrarmos o que valemos. Tivemos sorte de haver um Salvador, uma Luísa, um Amar Pelos Dois que tem vindo a cativar aos poucos e poucos as pessoas. Acho que o carisma do Salvador e as reacções que a música dele desperta espontaneamente a quem não entende a música, não se esperavam, ninguém adivinhava. Se até a nós portugueses surpreendeu xD 

Eu acho é que o Salvador veio trocar as voltas ao ESC ao começar naturalmente a revelar-se, surpreender e fazer frente a tudo e todos. 

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