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Esta semana a Margarida Rebelo Pinto escreveu um texto excelente sobre a felicidade no nosso dia-a-dia para a rubrica 'Fala-me de Amor' da revista Flash!. Não consegui encontrar na net, mas entretanto encontrei outro texto também dela que está muito bom! :)

 

Aqui fica para quem quiser ler:

 

 

CASAIS FELIZES
 
 
Os casais felizes que conheço têm por hábito celebrar a sua felicidade conjugal com frequência e muitas vezes sem pudor. É um despudor bom e saudável, como quem partilha um bolo de chocolate ou uma casa de férias. Afinal, se a tristeza é contagiosa, porque não há-de ser também a felicidade? Se nos emocionamos com imagens de destruição de guerra e vibramos com as vitórias do Benfica, também nos podemos regozijar com a alegria dos casais felizes que nos rodeiam, mesmo se estamos a atravessar um momento de solidão amorosa, daqueles que nos servem para parar, reflectir e para nos preparar para uma grande história de amor.
A celebração de um amor feliz pode ser repetida sem nunca chegar à exaustão. Conheço casais que o fazem há trinta anos. O ritual da celebração é libertador, inspirador e fortalece os laços entre eles. Por isso se celebram aniversários de namoro e de casamento, às vezes a dois, outras, com amigos e família. Celebrar faz parte da vida e quem não celebra as coisas boas é porque não lhes atribui valor suficiente. 
Eu gosto de casais que apregoam a sua felicidade ao mundo porque eles são a prova viva que o amor pode ser vivido no dia-a-dia sem que a rotina o desgaste. É claro que estes casais não escapam a crises nem a momentos mais difíceis, porque somos todos iguais, todos humanos, todos imperfeitos, todos ambivalentes e todos temos um lado escondido, torcido ou destrutivo, mas não é isso que os impede de conseguirem manter aquilo que mais valorizam: a felicidade a dois, construída e mantida pelos dois, em nome do bem comum no qual o todo é maior do que a soma das partes. Como canta o João Gilberto, eu sou mais você e eu. 
O amor não começa quando nos apaixonamos e olhamos para o outro como se fosse a nossa metade da laranja. O amor começa quando olhamos os dois para o presente da mesma maneira e desenhamos o futuro a quatro mãos em sintonia, quer seja um futuro que se projecta longínquo e vinculado com alianças de ouro e missa de matrimónio, ou próximo e leve como decidir onde vamos passar o próximo fim-de-semana. Aliás, o tempo amoroso é um tempo fora de todos os tempos, por isso não interessa quanto tempo dura uma história de amor desde que o amor esteja lá todo, sem pudores nem reservas. O amor, vivido e partilhado a dois, lança sementes das quais mais tarde podem ou não nascer reflexos desse amor. Podem ser filhos ou apenas sonhos, o que importa é que crer, querer e fazer o que estiver ao nosso alcance para construir todos os dias um bocadinho mais, tijolinho a tijolinho, sem pressa nem medo, aquilo que queremos que seja o Nosso Amor.
 
 
Margarida Rebelo pinto
  • Gosto 4
Postado (editado)

 

Esta semana a Margarida Rebelo Pinto escreveu um texto excelente sobre a felicidade no nosso dia-a-dia para a rubrica 'Fala-me de Amor' da revista Flash!. Não consegui encontrar na net, mas entretanto encontrei outro texto também dela que está muito bom! :)

 

Aqui fica para quem quiser ler:

 

 

CASAIS FELIZES
 
 
Os casais felizes que conheço têm por hábito celebrar a sua felicidade conjugal com frequência e muitas vezes sem pudor. É um despudor bom e saudável, como quem partilha um bolo de chocolate ou uma casa de férias. Afinal, se a tristeza é contagiosa, porque não há-de ser também a felicidade? Se nos emocionamos com imagens de destruição de guerra e vibramos com as vitórias do Benfica, também nos podemos regozijar com a alegria dos casais felizes que nos rodeiam, mesmo se estamos a atravessar um momento de solidão amorosa, daqueles que nos servem para parar, reflectir e para nos preparar para uma grande história de amor.
A celebração de um amor feliz pode ser repetida sem nunca chegar à exaustão. Conheço casais que o fazem há trinta anos. O ritual da celebração é libertador, inspirador e fortalece os laços entre eles. Por isso se celebram aniversários de namoro e de casamento, às vezes a dois, outras, com amigos e família. Celebrar faz parte da vida e quem não celebra as coisas boas é porque não lhes atribui valor suficiente. 
Eu gosto de casais que apregoam a sua felicidade ao mundo porque eles são a prova viva que o amor pode ser vivido no dia-a-dia sem que a rotina o desgaste. É claro que estes casais não escapam a crises nem a momentos mais difíceis, porque somos todos iguais, todos humanos, todos imperfeitos, todos ambivalentes e todos temos um lado escondido, torcido ou destrutivo, mas não é isso que os impede de conseguirem manter aquilo que mais valorizam: a felicidade a dois, construída e mantida pelos dois, em nome do bem comum no qual o todo é maior do que a soma das partes. Como canta o João Gilberto, eu sou mais você e eu. 
O amor não começa quando nos apaixonamos e olhamos para o outro como se fosse a nossa metade da laranja. O amor começa quando olhamos os dois para o presente da mesma maneira e desenhamos o futuro a quatro mãos em sintonia, quer seja um futuro que se projecta longínquo e vinculado com alianças de ouro e missa de matrimónio, ou próximo e leve como decidir onde vamos passar o próximo fim-de-semana. Aliás, o tempo amoroso é um tempo fora de todos os tempos, por isso não interessa quanto tempo dura uma história de amor desde que o amor esteja lá todo, sem pudores nem reservas. O amor, vivido e partilhado a dois, lança sementes das quais mais tarde podem ou não nascer reflexos desse amor. Podem ser filhos ou apenas sonhos, o que importa é que crer, querer e fazer o que estiver ao nosso alcance para construir todos os dias um bocadinho mais, tijolinho a tijolinho, sem pressa nem medo, aquilo que queremos que seja o Nosso Amor.
 
 
Margarida Rebelo pinto

 

Fogo é isso tudo! O Amor por Amor não basta, há que saber fazê-lo durar, fazê-lo crescer e não deixar morrer pelas primeiras adversidades :)

Editado por Tiago Madeira
  • Gosto 3

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