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os+reinos+do+caos.jpg

 

Á cerca de 1 ano, comecei as minhas aventuras pelas Crónicas de Gelo e Fogo com o primeiro volume “A Guerra dos Tronos”. Hoje terminei “Os Reinos do Caos”. Bem, foi um ano e tanto!

 

Este livro terminou com alguns capítulos pov que me matam de coração para saber o que aí virá, e outros tantos a deixarem a desejar. O último da Daenerys foi fraquinho a meu ver. O do Jon está a deixar-me curioso com o rumo da Muralha, mas se as previsões da mulher de vermelho estiverem corretas nada com que se preocupar. E agora estará Stannis realmente morto? Não acreditei muito naquela carta, mas também como poderia alguém saber toda aquela informação?… a ver como isto se irá desenvolver. Uma personagem que me surpreendeu e muito e que estou a adorar seguir é o Sor Barristan Selmy!

 

 

Agora estou como tantos outros à espera do próximo livro “Os Ventos do Inverno”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Enquanto isso a minha próxima leitura será:

9789722050364.jpg

Editado por JoãoM94
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Á cerca de 1 ano, comecei as minhas aventuras pelas Crónicas de Gelo e Fogo com o primeiro volume “A Guerra dos Tronos”. Hoje terminei “Os Reinos do Caos”. Bem, foi um ano e tanto!

 

Este livro terminou com alguns capítulos pov que me matam de coração para saber o que aí virá, e outros tantos a deixarem a desejar. O último da Daenerys foi fraquinho a meu ver. O do Jon está a deixar-me curioso com o rumo da Muralha, mas se as previsões da mulher de vermelho estiverem corretas nada com que se preocupar. E agora estará Stannis realmente morto? Não acreditei muito naquela carta, mas também como poderia alguém saber toda aquela informação?… a ver como isto se irá desenvolver. Uma personagem que me surpreendeu e muito e que estou a adorar seguir é o Sor Barristan Selmy!

 

 

Agora estou como tantos outros à espera do próximo livro “Os Ventos do Inverno”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Enquanto isso a minha próxima leitura será:

9789722050364.jpg

 

Depois diz o que achaste do Gabriela, ja me interessei por le lo mas acabei por nao lhe pegar  :P

  • Gosto 2
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Depois diz o que achaste do Gabriela, ja me interessei por le lo mas acabei por nao lhe pegar  :P

 

Do que já li, tem sido muito bom! Estou a gostar imenso. :) Aconselho. ;)

  • Gosto 1
Postado (editado)

Ja acabei o "Sputnik, meu amor" e adorei simplesmente. Confesso que o livro nao foi nada o que eu estava a espera, ou melhor, a segunda parte nao o foi, pois o livro muda completamente a partir dai, aparecendo finalmente o tal surrealismo/fantasia que li que estava associado a Murakami. O desenlace do livro é fantastico, e surpreendeu-me, ainda para mais, e pelo caminho que o penultimo capitulo dava a entender, ja esperava que acabasse em aguas de bacalhau, sem acontecer nada. Mas aconteceu! E foi um final excelente, so nao percebo muito bem a utilidade da historia do Cenoura, acho que adiou desnecessariamente o desenlace... de resto, foi um livro excelente do principio ao fim. Recomendo muito, mas com a reserva de saberem de antemao que mete fantasia pelo meio, e que acontecem coisas "estranhas"  ;)

E pronto, o proximo a ler sera o "Kafka à beira mar".

Editado por Forbidden
Postado

Ja acabei o "Sputnik, meu amor" e adorei simplesmente. Confesso que o livro nao foi nada o que eu estava a espera, ou melhor, a segunda parte nao o foi, pois o livro muda completamente a partir dai, aparecendo finalmente o tal surrealismo/fantasia que li que estava associado a Murakami. O desenlace do livro é fantastico, e surpreendeu-me, ainda para mais, e pelo caminho que o penultimo capitulo dava a entender, ja esperava que acabasse em aguas de bacalhau, sem acontecer nada. Mas aconteceu! E foi um final excelente, so nao percebo muito bem a utilidade da historia do Cenoura, acho que adiou desnecessariamente o desenlace... de resto, foi um livro excelente do principio ao fim. Recomendo muito, mas com a reserva de saberem de antemao que mete fantasia pelo meio, e que acontecem coisas "estranhas" ;)

E pronto, o proximo a ler sera o "Kafka à beira mar".

Não gostei nada desse livro! Engraçado como as pessoas são tão diferentes em relação a um mesmo livro!

  • Gosto 1
Postado

Não gostei nada desse livro! Engraçado como as pessoas são tão diferentes em relação a um mesmo livro!

 

Acho que este livro ou se adoro ou se odeia, pelo menos quando começa a meter a fantasia pelo meio...

Postado

Comecei a ler o “Norwegian Wood”, do Murakami.  Era para ser o “Kafka à beira mar”, mas nao estava disponivel na biblioteca, por isso trouxe este. Do que li ate agora, parece ser um otimo livro.

Postado

Estou a ler Beijo das Sombras de Laurell K. Hamilton. Meu Deus, a protagonista atira-se a todos... :S Tudo bem que descenda de 5 deuses da fertilidade, mas que exagero! :rolleyes:  E ainda vou na página 200...  :haha:

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PAIZINHO
de Sylvia Plath
 
Não serves, não serves,
Não serves mais, sapato preto
Em que eu vivi como um pé
Trinta anos, pobre e branca,
Mal me atrevendo a respirar ou atchim.
 
Paizinho, eu tive de matar-te,
Morreste antes que eu tivesse tempo,
Mármore pesado, saco repleto de Deus,
Estátua medonha de dedo grande cinzento
Do tamanho de uma foca de Frisco
 
E uma cabeça no Atlântico mais esquisito
Onde ele derrama o verde-feijão sobre o azul
Nas águas da lindíssima Nauset.
Eu costumava rezar para te recuperar
Ach, du.
 
Na língua alemã, na vila polaca
Aterradas pelo rolo
Das guerras, guerras, guerras.
Mas o nome do lugar é vulgar.
Diz o meu amigo polaco
 
Que há uma ou duas dúzias.
Assim nunca soube onde tu
Fixaste os pés, as tuas raízes,
Contigo nunca consegui falar.
A língua presa no maxilar.
 
Arame farpado.
Ich, ich, ich, ich,
Mal conseguia dizer.
Em qualquer alemão estavas espelhado.
 
E a linguagem porca
Uma máquina, uma máquina
Em vapores leva-me como judia.
Uma judia para Dachau, Auschwtiz, Belsen.
Comecei a falar como uma Judia.
Acho que é boa ideia ser Judia.
 
A neve do Tirol, as cervejas clarinhas de Viena
Não são muito puras ou genuínas
Com a minha angelical cigana, o meu destino estranho
E as minhas cartas de tarot, cartas de tarot
Eu posso ser um pouco Judia.
 
Sempre me provocaste medo,
Com a tua Luftwaffe, a tua conversa vazia.
E o teu bigode lavado
O olho ariano, muito azul.
Homem-panzer, homem-panzer, oh tu_
 
Não Deus, mas uma suástica.
Tão negra que nem céu.
Qualquer mulher adora um Fascista,
A bota na cara, o bruto
Bruto coração de um bruto da tua espécie.
 
Estás de pé na pedra, paizinho,
Na imagem que trago comigo,
Em vez do pé, o queixo partido,
Não menos canalha por isso, oh não
o homem que partiu em dois
o meu lindo e vermelho coração.
 
Eu tinha dez anos quando foi a enterrar.
Aos vinte anos, eu tentei morrer
E voltar, voltar, voltar para ti.
E até pensei que os ossos serviriam.
 
Mas não me deixaram,
Juntaram os meus bocados com cola.
E então eu soube o que fazer.
Fiz um modelo de ti,
Homem de preto, com um aspecto de Meinkampf
 
E o amor de tortura e torniquete.
E eu disse eu aceito, eu aceito
E então, paizinho, finalmente estou acabada.
Arranquei o telefone preto da ficha,
As vozes já não se arrastam até aqui.
 
Se matei um homem, matei dois_
O vampiro que me disse seres tu
E bebeu o meu sangue por um ano,
Sete anos, se queres saber
Paizinho, podes voltar para trás.
 
Há uma estaca no teu coração negro e gordo
E os homens da vila nunca gostaram de ti.
Eles dançam e espezinham-te.
Eles sempre souberam que eras tu.
Paizinho, paizinho, seu canalha, estou acabada.
 
  • Gosto 1
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Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio. 
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos 
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas. 
                   (Enlacemos as mãos.) 

Depois pensemos, crianças adultas, que a vida 
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa, 
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado, 
                   Mais longe que os deuses. 

Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos. 
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio. 
Mais vale saber passar silenciosamente 
                   E sem desassosegos grandes. 

Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz, 
Nem invejas que dão movimento demais aos olhos, 
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria, 
                   E sempre iria ter ao mar. 

Amemo-nos tranquilamente, pensando que podiamos, 
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias, 
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro 
                   Ouvindo correr o rio e vendo-o. 

Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as 
No colo, e que o seu perfume suavize o momento — 
Este momento em que sossegadamente não cremos em nada, 
                   Pagãos inocentes da decadência. 

Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-ás de mim depois 
Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova, 
Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamos 
                   Nem fomos mais do que crianças. 

E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio, 
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti. 
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim — à beira-rio, 
                   Pagã triste e com flores no regaço. 

 

Gostei tanto deste poema, analisado hoje na aula de Português, que decidi partilhá-lo aqui. É de Ricardo Reis, heterónimo epicurista de Fernando Pessoa. As temáticas do amor e da lembrança e recordação, melancolia e efemeridade da vida neste poema fascinam-me. :)

  • Gosto 6

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