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há 2 minutos, Dimitri disse:

 

Agora deixo eu uma questão, quanto mais teremos que esperar e envelhecer até a TVI deixar de ser forreta e adquirir a Doce Fugitiva? :triste_teresa:

Juro! Doce Fugitiva podia estar a bombar no V+ e no TVI Player não duvido q fosse ser um dos destaques. Se promovessem bem (o que e raro em reposições) compensava na bia o investimento nos direitos. 

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Membros Com Mais Posts Neste Tópico

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On 02/07/2025 at 22:51, Rui Melo disse:

Atrizes que mais novelas protagonizaram em Portugal:

  1. Fernanda Serrano - 9 novelas 
  2. Margarida Vila-Nova - 8 novelas
  3. Rita Pereira - 8 novelas
  4. Alexandra Lencastre - 7 novelas
  5. Margarida Marinho - 7 novelas
  6. Sofia Alves - 7 novelas
  7. Sara Matos - 7 novelas
  8. Dalila Carmo - 6 novelas
  9. Vera Kolodzig - 4 novelas
  10. Kelly Bailey - 4 novelas

Novelas com os melhores elencos na minha opinião 

RTP - Vila Faia (1982 e 2008), Cinzas, A Banqueira do Povo, Roseira Brava, Vidas de Sal, Terra Mãe, Os Lobos.

SIC - Vingança, Podia Acabar o Mundo, Laços de Sangue, Dancin Days, Sol de Inverno, Mar Salgado, Coração d’Ouro, Amor Maior, Vidas Opostas, Terra Brava, Sangue Oculto.

TVI - Todo o Tempo do Mundo, Olhos de Água, Ninguém Como Tu, Mundo Meu, Dei-te Quase Tudo, Tempo de Viver, Ilha dos Amores, Fascínios, A Outra, Olhos nos Olhos, Flor do Mar, Meu Amor, Remédio Santo, Destinos Cruzados, O Beijo do Escorpião, A Única Mulher, A Impostora, Cacau.

Ajuste de Contas teve um elenco brutal. Grande novela que estreou ha poucos dias na RTP M

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há 2 minutos, Ficcão Total disse:

Ajuste de Contas teve um elenco brutal. Grande novela que estreou ha poucos dias na RTP M

Muitas novelas da RTP tiveram ótimos elencos. Temos ótimos atores/atrizes portugueses desde sempre e essas novelas antigas são prova disso.

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há 46 minutos, Dimitri disse:

Agora deixo eu uma questão, quanto mais teremos que esperar e envelhecer até a TVI deixar de ser forreta e adquirir a Doce Fugitiva? :triste_teresa:

Doce Fugitiva e Anjo Selvagem podiam estar a bombar no V+ e no TVI Player. Não percebo como a TVI não renova os direitos. A SIC já renovou os direitos de várias novelas adaptadas. 

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On 30/06/2025 at 11:32, Diogo Marreiros disse:

Crossovers em novelas portuguesas:

  • Ninguém Como Tu - Tempo de Viver
  • A Única Mulher - A Impostora
  • Floribella - Vingança - Aqui Não Há Quem Viva - Uma Aventura - Jura
  • Laços de Sangue - Amor Maior - Nazaré - Terra Brava - A Serra - Lua de Mel
  • Amor Maior - Espelho d’Água

Houve uma personagem de Alma e Coração que entrou em Lua de Mel, era interpretada pelo Miguel Costa.

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Novelas dão trabalho a 5 mil e fazem sonhar milhões

TELENOVELAS+Paula+Nunes.tif

Reportagem de João Paulo Guerra, 
Diário Económico, 29 de Setembro de 2006
Fotos originais de João Paulo Dias e Paula Nunes

De visita ao ‘compound’ de Bucelas ocupado pela Teresa Guilherme Produções, os visitantes percorrem mais de 4000 metros quadrados de cenários da «Floribella», «Sete Vidas», «Aqui não há quem viva», «Vingança», mas param à porta do estúdio onde decorrem as gravações de «Jura». António Reis, o administrador da empresa que guia a visita, pergunta para dentro do estúdio: «Está toda a gente vestida? Temos visitas».

A empresa alugou cinco estúdios à Contra-Campo e um à Cinemate e montou em poucos meses uma fábrica de novelas e séries para enfrentar o desafio da concorrência: a estrutura industrial organizada da Nicolau Breyner Produções. Ironia do destino: Nicolau, que fez todo o percurso da novela produzida em Portugal desde a «Vila Faia», está agora do outro lado, no elenco de Teresa Guilherme. Mas a NBP conserva as suas iniciais.

Acirrada pelo sucesso das telenovelas da NBP para a TVI, a SIC criou a sua fábrica de ficção. «A nossa fábrica de conteúdos chama-se Teresa Guilherme», diz Francisco Penim, director de programas da estação de Carnaxide. Teresa Guilherme, simultaneamente presidente da TGP e subdirectora da SIC para a ficção, está a produzir novelas e séries em exclusivo para a estação de Pinto Balsemão. «Pode produzir entretenimento para quem quiser. Ficção só para a SIC», diz Penim, acrescentando que «o próximo passo será a SIC ter participação societária na Teresa Guilherme Produções».

Pela mão da SIC, Teresa Guilherme, que tinha um estúdio no início do ano, agora tem seis, num dos quais decorrem as gravações de «Floribella». A novela, que chega a ter cinco edições diárias na programação da SIC, ameaçou o fenómeno «Morangos com Açúcar», da NBP. A TVI descobriu com os «Morangos» – já em quarta série – o filão da audiência juvenil. A SIC respondeu com uma novela para pré-adolescentes que, durante o Verão, chegou a ultrapassar momentaneamente os «Morangos». Foi como se as crianças se apoderassem do comando da televisão e tomassem conta da ‘baby-sitter’. 

Mas a NBP está apetrechada para todas as contingências. Com uma experiência de 15 anos de trabalho, e um ‘know-how’ inicial importado da Globo, a empresa constituída em 1990 por Nicolau Breyner, António Parente, Carlos Cruz e outros investidores é hoje detida em 60 por cento pela Media Capital, mantendo Parente uma quota de 30 por cento. «Com a venda à Media Capital, a NBP ficou com um fluxo de trabalho garantido ao longo de anos», diz António Parente, acrescentando que «a TVI é um cliente mas temos outros».

plateau+jp+dias.tif

O Grupo NBP associa empresas dedicadas a todos os sectores da produção, desde a elaborações de guiões, na Casa da Criação, à construção de cenários interiores e exteriores, na EPC, e à gestão de meios e equipamentos técnicos, na EMAV. As empresas não trabalham apenas para a NBP, tendo como clientes as três estações de televisão, outros produtores audiovisuais, promotores de concertos e de artes cénicas. Um mundo situado entre Vialonga e Bucelas onde, neste momento, trabalham 200 pessoas na estrutura fixa do Grupo, mais 100 nas empresas associadas e cerca de 750 em cinco produções em curso.

Ali perto, nos estúdios da Contra-Campo, o núcleo base da empresa de Teresa Guilherme tem apenas 12 pessoas, constituindo equipas para cada projecto em produção. Neste momento, laboram na TGP 320 técnicos, 85 produtores, 104 actores principais e 190 outros actores. Teresa Guilherme também trabalha com empresas associadas, entre as quais a produtora de guiões Dot Spirit e a fabricante de cenários Decorlaranja. Ao todo, e segundo estimativa da Associação de Produtores Independentes de Televisão, a indústria das novelas empregará neste momento, directa e indirectamente, cerca de 5000 pessoas.

 SIC «Jura» «Vingança»

Estava toda a gente vestida no estúdio da TGP onde decorriam as gravações dos primeiros episódios de «Jura», uma das novelas com as quais a SIC procurou responder a líder de audiências «Tempo de Viver», da TVI. O próximo projecto intitula-se «Vingança» e aposta num elenco de luxo, com Nicolau Breyner e Sofia Aparício à cabeça do cartaz.

A cenografia de «Jura» é de grande profundidade mas não se sabe se algum espectador vai olhar para os cenários de uma novela com muitos nus e sexo. «Não é por aí que se ganha audiência. A televisão é para ser vista em família», diz António Parente, administrador da NBP. E no dia seguinte à estreia de «Jura», Francisco Penim não escondia alguma frustração mas procurava dar a volta ao texto. «Tivemos menos audiência do que estávamos à espera mas isso é normal nos primeiros episódios».

«Jura» gerou polémica logo desde a exibição das promoções da novela, mas Penim considera que a SIC «tem um conceito mais duro e aguerrido, mas está dentro dos parâmetros e não ultrapassou linha nenhuma». De qualquer forma, o director da SIC admite que esta é uma guerra e que «vale tudo na corrida aos armamentos».

«A RTP não faz parte dessa guerra», diz Nuno Santos, director de programas da estação estatal. São três as ordens de razões da estação para se manter à margem da guerra de audiências dos canais comerciais. «Por uma questão de princípio: escolhemos um caminho e estamos a cumpri-lo. Por uma questão estratégica: nós privilegiamos a diversidade na oferta. E finalmente por uma questão de sanidade: há na televisão portuguesa um número excessivo e por isso despropositado de novelas».

Fora da guerra das novelas pelas audiências, a RTP está agora associada à Bandeirantes, que por sua vez estabeleceu um acordo com a NBP, na co-produção da telenovela «Paixões Proibidas», um original baseado em várias obras cruzadas de Camilo Castelo Branco, cujas filmagens em Portugal decorreram durante o mês de Setembro. «É serviço público mas, inevitavelmente, será comparada e concorrerá directa ou indirectamente com outros produtos do género», diz Nuno Santos. Com esta telenovela, a RTP dá um primeiro passo sustentado para a internacionalização da ficção audiovisual portuguesa, depois de várias iniciativas frustradas. Até aqui, as chamadas co-produções luso-brasileiras limitaram-se à participação de actores nacionais a fazerem papéis de portugueses em novelas brasileiras. «Paixões Proibidas» tem «um forte envolvimento de um elenco português – nove actores em permanência – e também de produtores, técnicos e realizadores portugueses e pode ser o detonador para um novo paradigma da relação, na área do audiovisual, entre o Brasil e Portugal, um mercado de 220 milhões de falantes da língua portuguesa», acrescenta o director da RTP. Da parte da NBP, António Parente diz que a internacionalização «está em marcha», para já através da NBP Brasil. «A seguir será Espanha, utilizando as ligações da Media Capital com a Prisa», acrescenta o administrador da NBP, prevendo que em próximos anos o Grupo esteja a trabalhar simultaneamente no Brasil, em Espanha e em Portugal.

Morangos+Paula+Nunes.tif

Para além do Brasil, a RTP está envolvida em mais projectos de co-produção, de ficção, designadamente com Angola. Diz Nuno Santos que o «Operador Público tem capacidade de produção instalada», através da RTP-Meios, onde está em fase de rodagem uma co-produção com a Televisão Pública de Angola, «O Testamento», com guião de Carlos Vale Ferraz, havendo um outro original, este de Manuel Rui Monteiro, em fase de pré-produção Nessa mesma fase está a versão portuguesa da série espanhola «Cuenta me como pasó», em gravação a partir de Janeiro. E a RTP, segundo Nuno Santos, apesar das dificuldades não desiste de colocar-se, «com a sua exacta dimensão mas com mais ambição e risco, num circuito europeu de co-produções».

 Concorrência e preços

A criação pela SIC / TGP da sua própria «fábrica de sonhos» determinou uma subida geral da parada dos preços. «A concorrência inflacionou os preços de custo, não os de venda», diz António Parente. «Sim, a SIC inflacionou o mercado, nomeadamente em relação ao que as pessoas ganham», admite Francisco Penim, acrescentando que «do outro lado, toda a gente passou a ter contratos». António Parente reconhece que «a SIC veio aqui buscar pessoas, autores, actores e técnicos. A nossa resposta foi uma formação mais intensiva, a procura de técnicos de fora, nomeadamente da Argentina, ajustamentos de salários e contratos de exclusividade que asseguram aos actores uma vida estabilizada».

Se os preços de custo de uma telenovela são uma das armas do negócio, os preços de compra pelas estações de televisão constituem outro tabu. «Obviamente que não respondo» é a resposta comum de produtores e programadores quando se pergunta por montantes envolvidos no negócio das novelas. Mas, segundo produtores independentes, o preço de venda de cada unidade de uma telenovela de ‘prime-time’ de 150 episódios andará pelos 25 a 30 mil euros, o que elevará o preço total da novela acima dos quatro milhões de euros. «Não confirmo», outra resposta comum. Esticando o número de episódios os programadores podem baixar proporcionalmente o preço de custo de cada unidade. Muito mais caro às estações ficará um programa de entretenimento ou uma série de ficção. Para uma série de 26 episódios, o preço unitário andará entre os 75 e os 100 mil euros.

Estes eram preços de referência antes da inflação. Fontes não oficiais ligadas à SIC e à TGP, sem confirmação das empresas, dizem que a estação estará a pagar à produtora o preço já pouco razoável de 35 mil euros por episódio de telenovela em ‘prime-time’. Mesmo fora da «corrida aos armamentos», a RTP entende que todos foram atingidos pela inflação dos preços, «até os accionistas da SIC», diz Nuno Santos, acrescentando que «isto não é exactamente uma crítica», pois «o ‘challenge’ que se quer atingir não tem outro caminho». Seja como for, estes são preços bem mais elevados dos que a SIC tem pago à Globo pelas novelas brasileiras: 15 mil euros por episódio, verba também não confirmada pela estação.

Floribela,+J+P+Dias.tif

Do lado das receitas, e para além da publicidade, o ‘merchandising’ ligado às novelas está a engordar os proveitos dos detentores dos respectivos direitos. «É um dos negócios alternativos da SIC, com muito sucesso comercial», diz Francisco Penim. O disco da «Floribella» já vendeu 182 mil cópias – nove discos de platina – a que acresce o negócio das roupas, de produtos para a escola, géneros alimentícios e jogos. Quantos aos «Morangos», os D’Zert chegaram aos sete discos de platina e o FF já vão em três.

 

 A «monocultura» da novela

O mundo dos sonhos das telenovelas que envolve os telespectadores parece ter contagiado os protagonistas do espectáculo. Os estúdios fervilham de vida e de trabalho e ninguém se queixa por ter passado a viver à frente ou atrás dos bastidores e das câmaras, horas a fio, no vertiginoso processo de produção de telenovelas. O mercado abriu-se para autores, técnicos e actores que vivem a vida real mergulhados entre cenários de ficção, em quintas dos arredores de Lisboa, nos casos da NBP e TGP. Nunca se produziu tanta ficção para televisão em Portugal. Nos cinco anos entre 2001 e 2006 já se produziram mais telenovelas e séries que desde a primeira novela, em 1982, até ao final do ano 2000.

O reverso desta situação de prosperidade é o que se vive em mais de duas dezenas de produtoras, sem dimensão industrial, cuja facturação tem vindo a cair na razão directa do desvio dos investimentos das estações de televisão para o filão das telenovelas. Frederico Ferreira de Almeida, presidente da Associação de Produtores Independentes de Televisão, diz que a facturação das suas 22 associadas «caiu dos 15 para os 7,5 milhões, 50 por cento nos últimos 3 a 4 anos». Para o presidente da APIT «está a criar-se uma indústria audiovisual centrada nas estações de televisão, o que não deixa margem para o mercado independente, e na produção de novelas, o que impede a diversificação». A produção independente, numa percentagem de 10 por cento, está consagrada na Lei da Televisão, na licença dos operadores e em directivas europeias, mas para Ferreira de Almeida não pode considerar-se «independente» a produção da TVI/NBP ou agora a da SIC/TGP.

«O que está a passar-se é a monocultura da telenovela», diz Ferreira de Almeida, fazendo votos para que «o regulador acabe por intervir», antes que «o público se canse e que a televisão perca ainda mais audiência devido à falta de diversidade».

Francisco Penim admite que está a correr-se o risco da «monocultura» das novelas, mas acrescenta que «isso é circunstancial». O director da SIC considera que face à superior experiência da concorrência é «estrategicamente mais conveniente» investir na produção própria. «Daí que estejamos a pôr dinheiro na fábrica das telenovelas». Já pela RTP, Nuno Santos responde, «sem hesitações», que o Operador Público «vai manter uma programação diversificada», procurando «no mercado dos produtores independentes os parceiros mais indicados para os diferentes projectos».

 

 Receitas para uma novela

Pega-se numa ideia e discute-se com o cliente. Elabora-se a sinopse, fazem-se pesquisas, escreve-se o guião e elabora-se o ‘casting’, constroem-se os cenários, executam-se os figurinos, põe-se a máquina a funcionar. Parece fácil. É assim que se trabalha na NBP. Ali perto, não fica muito longe o processo de produção na TGP. A pré-produção ocupa dois meses a dois meses e meio. Segue-se a adaptação do guião, o ‘casting’, cenografia e figurinos. Só falta fazer e depois ainda há a pós-produção, áudio e vídeo. Na NBP o toque final é dado pelo controlo de imagem, que garante a uniformidade de cada produto.

A base de tudo é uma boa história. Rui Vilhena, coordenador da equipa de seis guionistas da Script Makers, autores de «Tempo de Viver», diz que «a espinha dorsal deve ser o interesse do público, a identificação do público com o enredo». Depois, «acrescenta-se amor, romance, suspense, personagens bem definidas». A escrita dos guiões, na Sript Makers, «vai apenas um pouco mais à frente que o público» e admite «misturar a ficção com factos reais, para aproximar mais o público da história». E foi assim que «Tempo de Viver» começou com o derrube das Torres Gémeas de Nova Iorque, depois incluiu imagens do Tsunami e, mais recentemente, envolveu a princesa Diana no argumento. «E também posso fazer que uma personagem desapareça. A escrita está em aberto e a reacção do público é que comanda», acrescenta o autor.

Uma receita descoberta pela NBP/TVI, e depois seguida pela concorrência, foi a de associar uma canção de êxito ao título e ao genérico de uma telenovela. Começou com a canção «Jardins Proibidos», gravada por Paulo Gonzo, depois aproveitada pela novela que adoptou esse título. Pedro Malaquias, ex-jornalista da TSF e autor da letra de «Jardins Proibidos», já perdeu a conta ao número de canções que escreveu para Paulo Gonzo, Susana Félix ou para os Rádio Macau cujos direitos foram depois adquiridos para genéricos ou bandas sonoras de novelas. Foi assim, entre outras e para além de «Jardins Proibidos», com «Dei-te quase tudo» e «Sei-te de cor», «Queridas Feras» e «Tempo de Viver». O mesmo se passou com a mais recente produção da SIC/TGP, que esteve para se chamar «Desejo» mas veio a adoptar o título de uma canção de Rui Veloso, «Jura». A vantagem para os autores e intérpretes é que as novelas recuperam e relançam as canções, depois também incluídas nos discos das respectivas bandas sonoras.

E à volta das telenovelas gravita um outro mundo, o das revistas e jornais que resumem e antecipam os enredos e exploram a vida dos intérpretes que, segundo Pedro Tadeu, director do 24 Horas, «ultrapassaram o estatuto de actores e actrizes dada a exposição pelo facto de estarem nas novelas».

Tadeu diz que o 24 Horas, nas notícias, «tenta distinguir as personagens dos intérpretes». Mas a verdade é quando morreu o actor Francisco Adam a notícia que o jornal deu foi a da «morte do Dino». Ora, o «Dino» nem sequer morreu: subiu aos céus num balão. «No texto explicávamos a diferença mas, no título, Dino identificava melhor de quem se tratava», diz o director do 24 Horas. E dá um exemplo de sinal contrário: «quando Alexandra Lencastre se separou do namorado, isso foi muito mais importante do que o que estava a acontecer com a Luísa, a personagem que ela interpretava em “Ninguém como tu”».

E a leitura de Pedro Tadeu do fenómeo das telenovelas portuguesas acaba por coincidir com a que fazem produtores, programadores e autores: «as novelas portuguesas conseguiram bater as brasileiras porque estão mais perto da realidade e mais próximas das pessoas. E esse fenómeno de identificação dá às pessoas alguma coisa que elas procuram: um pouco de fantasia, de sonho».

Por João Paulo Guerra, Diário Económico, 29 de Setembro de 2006

  • Gosto 5
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On 30/07/2025 at 16:29, Dimitri disse:

Novelas dão trabalho a 5 mil e fazem sonhar milhões

TELENOVELAS+Paula+Nunes.tif

Reportagem de João Paulo Guerra, 
Diário Económico, 29 de Setembro de 2006
Fotos originais de João Paulo Dias e Paula Nunes

De visita ao ‘compound’ de Bucelas ocupado pela Teresa Guilherme Produções, os visitantes percorrem mais de 4000 metros quadrados de cenários da «Floribella», «Sete Vidas», «Aqui não há quem viva», «Vingança», mas param à porta do estúdio onde decorrem as gravações de «Jura». António Reis, o administrador da empresa que guia a visita, pergunta para dentro do estúdio: «Está toda a gente vestida? Temos visitas».

A empresa alugou cinco estúdios à Contra-Campo e um à Cinemate e montou em poucos meses uma fábrica de novelas e séries para enfrentar o desafio da concorrência: a estrutura industrial organizada da Nicolau Breyner Produções. Ironia do destino: Nicolau, que fez todo o percurso da novela produzida em Portugal desde a «Vila Faia», está agora do outro lado, no elenco de Teresa Guilherme. Mas a NBP conserva as suas iniciais.

Acirrada pelo sucesso das telenovelas da NBP para a TVI, a SIC criou a sua fábrica de ficção. «A nossa fábrica de conteúdos chama-se Teresa Guilherme», diz Francisco Penim, director de programas da estação de Carnaxide. Teresa Guilherme, simultaneamente presidente da TGP e subdirectora da SIC para a ficção, está a produzir novelas e séries em exclusivo para a estação de Pinto Balsemão. «Pode produzir entretenimento para quem quiser. Ficção só para a SIC», diz Penim, acrescentando que «o próximo passo será a SIC ter participação societária na Teresa Guilherme Produções».

Pela mão da SIC, Teresa Guilherme, que tinha um estúdio no início do ano, agora tem seis, num dos quais decorrem as gravações de «Floribella». A novela, que chega a ter cinco edições diárias na programação da SIC, ameaçou o fenómeno «Morangos com Açúcar», da NBP. A TVI descobriu com os «Morangos» – já em quarta série – o filão da audiência juvenil. A SIC respondeu com uma novela para pré-adolescentes que, durante o Verão, chegou a ultrapassar momentaneamente os «Morangos». Foi como se as crianças se apoderassem do comando da televisão e tomassem conta da ‘baby-sitter’. 

Mas a NBP está apetrechada para todas as contingências. Com uma experiência de 15 anos de trabalho, e um ‘know-how’ inicial importado da Globo, a empresa constituída em 1990 por Nicolau Breyner, António Parente, Carlos Cruz e outros investidores é hoje detida em 60 por cento pela Media Capital, mantendo Parente uma quota de 30 por cento. «Com a venda à Media Capital, a NBP ficou com um fluxo de trabalho garantido ao longo de anos», diz António Parente, acrescentando que «a TVI é um cliente mas temos outros».

plateau+jp+dias.tif

O Grupo NBP associa empresas dedicadas a todos os sectores da produção, desde a elaborações de guiões, na Casa da Criação, à construção de cenários interiores e exteriores, na EPC, e à gestão de meios e equipamentos técnicos, na EMAV. As empresas não trabalham apenas para a NBP, tendo como clientes as três estações de televisão, outros produtores audiovisuais, promotores de concertos e de artes cénicas. Um mundo situado entre Vialonga e Bucelas onde, neste momento, trabalham 200 pessoas na estrutura fixa do Grupo, mais 100 nas empresas associadas e cerca de 750 em cinco produções em curso.

Ali perto, nos estúdios da Contra-Campo, o núcleo base da empresa de Teresa Guilherme tem apenas 12 pessoas, constituindo equipas para cada projecto em produção. Neste momento, laboram na TGP 320 técnicos, 85 produtores, 104 actores principais e 190 outros actores. Teresa Guilherme também trabalha com empresas associadas, entre as quais a produtora de guiões Dot Spirit e a fabricante de cenários Decorlaranja. Ao todo, e segundo estimativa da Associação de Produtores Independentes de Televisão, a indústria das novelas empregará neste momento, directa e indirectamente, cerca de 5000 pessoas.

 SIC «Jura» «Vingança»

Estava toda a gente vestida no estúdio da TGP onde decorriam as gravações dos primeiros episódios de «Jura», uma das novelas com as quais a SIC procurou responder a líder de audiências «Tempo de Viver», da TVI. O próximo projecto intitula-se «Vingança» e aposta num elenco de luxo, com Nicolau Breyner e Sofia Aparício à cabeça do cartaz.

A cenografia de «Jura» é de grande profundidade mas não se sabe se algum espectador vai olhar para os cenários de uma novela com muitos nus e sexo. «Não é por aí que se ganha audiência. A televisão é para ser vista em família», diz António Parente, administrador da NBP. E no dia seguinte à estreia de «Jura», Francisco Penim não escondia alguma frustração mas procurava dar a volta ao texto. «Tivemos menos audiência do que estávamos à espera mas isso é normal nos primeiros episódios».

«Jura» gerou polémica logo desde a exibição das promoções da novela, mas Penim considera que a SIC «tem um conceito mais duro e aguerrido, mas está dentro dos parâmetros e não ultrapassou linha nenhuma». De qualquer forma, o director da SIC admite que esta é uma guerra e que «vale tudo na corrida aos armamentos».

«A RTP não faz parte dessa guerra», diz Nuno Santos, director de programas da estação estatal. São três as ordens de razões da estação para se manter à margem da guerra de audiências dos canais comerciais. «Por uma questão de princípio: escolhemos um caminho e estamos a cumpri-lo. Por uma questão estratégica: nós privilegiamos a diversidade na oferta. E finalmente por uma questão de sanidade: há na televisão portuguesa um número excessivo e por isso despropositado de novelas».

Fora da guerra das novelas pelas audiências, a RTP está agora associada à Bandeirantes, que por sua vez estabeleceu um acordo com a NBP, na co-produção da telenovela «Paixões Proibidas», um original baseado em várias obras cruzadas de Camilo Castelo Branco, cujas filmagens em Portugal decorreram durante o mês de Setembro. «É serviço público mas, inevitavelmente, será comparada e concorrerá directa ou indirectamente com outros produtos do género», diz Nuno Santos. Com esta telenovela, a RTP dá um primeiro passo sustentado para a internacionalização da ficção audiovisual portuguesa, depois de várias iniciativas frustradas. Até aqui, as chamadas co-produções luso-brasileiras limitaram-se à participação de actores nacionais a fazerem papéis de portugueses em novelas brasileiras. «Paixões Proibidas» tem «um forte envolvimento de um elenco português – nove actores em permanência – e também de produtores, técnicos e realizadores portugueses e pode ser o detonador para um novo paradigma da relação, na área do audiovisual, entre o Brasil e Portugal, um mercado de 220 milhões de falantes da língua portuguesa», acrescenta o director da RTP. Da parte da NBP, António Parente diz que a internacionalização «está em marcha», para já através da NBP Brasil. «A seguir será Espanha, utilizando as ligações da Media Capital com a Prisa», acrescenta o administrador da NBP, prevendo que em próximos anos o Grupo esteja a trabalhar simultaneamente no Brasil, em Espanha e em Portugal.

Morangos+Paula+Nunes.tif

Para além do Brasil, a RTP está envolvida em mais projectos de co-produção, de ficção, designadamente com Angola. Diz Nuno Santos que o «Operador Público tem capacidade de produção instalada», através da RTP-Meios, onde está em fase de rodagem uma co-produção com a Televisão Pública de Angola, «O Testamento», com guião de Carlos Vale Ferraz, havendo um outro original, este de Manuel Rui Monteiro, em fase de pré-produção Nessa mesma fase está a versão portuguesa da série espanhola «Cuenta me como pasó», em gravação a partir de Janeiro. E a RTP, segundo Nuno Santos, apesar das dificuldades não desiste de colocar-se, «com a sua exacta dimensão mas com mais ambição e risco, num circuito europeu de co-produções».

 Concorrência e preços

A criação pela SIC / TGP da sua própria «fábrica de sonhos» determinou uma subida geral da parada dos preços. «A concorrência inflacionou os preços de custo, não os de venda», diz António Parente. «Sim, a SIC inflacionou o mercado, nomeadamente em relação ao que as pessoas ganham», admite Francisco Penim, acrescentando que «do outro lado, toda a gente passou a ter contratos». António Parente reconhece que «a SIC veio aqui buscar pessoas, autores, actores e técnicos. A nossa resposta foi uma formação mais intensiva, a procura de técnicos de fora, nomeadamente da Argentina, ajustamentos de salários e contratos de exclusividade que asseguram aos actores uma vida estabilizada».

Se os preços de custo de uma telenovela são uma das armas do negócio, os preços de compra pelas estações de televisão constituem outro tabu. «Obviamente que não respondo» é a resposta comum de produtores e programadores quando se pergunta por montantes envolvidos no negócio das novelas. Mas, segundo produtores independentes, o preço de venda de cada unidade de uma telenovela de ‘prime-time’ de 150 episódios andará pelos 25 a 30 mil euros, o que elevará o preço total da novela acima dos quatro milhões de euros. «Não confirmo», outra resposta comum. Esticando o número de episódios os programadores podem baixar proporcionalmente o preço de custo de cada unidade. Muito mais caro às estações ficará um programa de entretenimento ou uma série de ficção. Para uma série de 26 episódios, o preço unitário andará entre os 75 e os 100 mil euros.

Estes eram preços de referência antes da inflação. Fontes não oficiais ligadas à SIC e à TGP, sem confirmação das empresas, dizem que a estação estará a pagar à produtora o preço já pouco razoável de 35 mil euros por episódio de telenovela em ‘prime-time’. Mesmo fora da «corrida aos armamentos», a RTP entende que todos foram atingidos pela inflação dos preços, «até os accionistas da SIC», diz Nuno Santos, acrescentando que «isto não é exactamente uma crítica», pois «o ‘challenge’ que se quer atingir não tem outro caminho». Seja como for, estes são preços bem mais elevados dos que a SIC tem pago à Globo pelas novelas brasileiras: 15 mil euros por episódio, verba também não confirmada pela estação.

Floribela,+J+P+Dias.tif

Do lado das receitas, e para além da publicidade, o ‘merchandising’ ligado às novelas está a engordar os proveitos dos detentores dos respectivos direitos. «É um dos negócios alternativos da SIC, com muito sucesso comercial», diz Francisco Penim. O disco da «Floribella» já vendeu 182 mil cópias – nove discos de platina – a que acresce o negócio das roupas, de produtos para a escola, géneros alimentícios e jogos. Quantos aos «Morangos», os D’Zert chegaram aos sete discos de platina e o FF já vão em três.

 

 A «monocultura» da novela

O mundo dos sonhos das telenovelas que envolve os telespectadores parece ter contagiado os protagonistas do espectáculo. Os estúdios fervilham de vida e de trabalho e ninguém se queixa por ter passado a viver à frente ou atrás dos bastidores e das câmaras, horas a fio, no vertiginoso processo de produção de telenovelas. O mercado abriu-se para autores, técnicos e actores que vivem a vida real mergulhados entre cenários de ficção, em quintas dos arredores de Lisboa, nos casos da NBP e TGP. Nunca se produziu tanta ficção para televisão em Portugal. Nos cinco anos entre 2001 e 2006 já se produziram mais telenovelas e séries que desde a primeira novela, em 1982, até ao final do ano 2000.

O reverso desta situação de prosperidade é o que se vive em mais de duas dezenas de produtoras, sem dimensão industrial, cuja facturação tem vindo a cair na razão directa do desvio dos investimentos das estações de televisão para o filão das telenovelas. Frederico Ferreira de Almeida, presidente da Associação de Produtores Independentes de Televisão, diz que a facturação das suas 22 associadas «caiu dos 15 para os 7,5 milhões, 50 por cento nos últimos 3 a 4 anos». Para o presidente da APIT «está a criar-se uma indústria audiovisual centrada nas estações de televisão, o que não deixa margem para o mercado independente, e na produção de novelas, o que impede a diversificação». A produção independente, numa percentagem de 10 por cento, está consagrada na Lei da Televisão, na licença dos operadores e em directivas europeias, mas para Ferreira de Almeida não pode considerar-se «independente» a produção da TVI/NBP ou agora a da SIC/TGP.

«O que está a passar-se é a monocultura da telenovela», diz Ferreira de Almeida, fazendo votos para que «o regulador acabe por intervir», antes que «o público se canse e que a televisão perca ainda mais audiência devido à falta de diversidade».

Francisco Penim admite que está a correr-se o risco da «monocultura» das novelas, mas acrescenta que «isso é circunstancial». O director da SIC considera que face à superior experiência da concorrência é «estrategicamente mais conveniente» investir na produção própria. «Daí que estejamos a pôr dinheiro na fábrica das telenovelas». Já pela RTP, Nuno Santos responde, «sem hesitações», que o Operador Público «vai manter uma programação diversificada», procurando «no mercado dos produtores independentes os parceiros mais indicados para os diferentes projectos».

 

 Receitas para uma novela

Pega-se numa ideia e discute-se com o cliente. Elabora-se a sinopse, fazem-se pesquisas, escreve-se o guião e elabora-se o ‘casting’, constroem-se os cenários, executam-se os figurinos, põe-se a máquina a funcionar. Parece fácil. É assim que se trabalha na NBP. Ali perto, não fica muito longe o processo de produção na TGP. A pré-produção ocupa dois meses a dois meses e meio. Segue-se a adaptação do guião, o ‘casting’, cenografia e figurinos. Só falta fazer e depois ainda há a pós-produção, áudio e vídeo. Na NBP o toque final é dado pelo controlo de imagem, que garante a uniformidade de cada produto.

A base de tudo é uma boa história. Rui Vilhena, coordenador da equipa de seis guionistas da Script Makers, autores de «Tempo de Viver», diz que «a espinha dorsal deve ser o interesse do público, a identificação do público com o enredo». Depois, «acrescenta-se amor, romance, suspense, personagens bem definidas». A escrita dos guiões, na Sript Makers, «vai apenas um pouco mais à frente que o público» e admite «misturar a ficção com factos reais, para aproximar mais o público da história». E foi assim que «Tempo de Viver» começou com o derrube das Torres Gémeas de Nova Iorque, depois incluiu imagens do Tsunami e, mais recentemente, envolveu a princesa Diana no argumento. «E também posso fazer que uma personagem desapareça. A escrita está em aberto e a reacção do público é que comanda», acrescenta o autor.

Uma receita descoberta pela NBP/TVI, e depois seguida pela concorrência, foi a de associar uma canção de êxito ao título e ao genérico de uma telenovela. Começou com a canção «Jardins Proibidos», gravada por Paulo Gonzo, depois aproveitada pela novela que adoptou esse título. Pedro Malaquias, ex-jornalista da TSF e autor da letra de «Jardins Proibidos», já perdeu a conta ao número de canções que escreveu para Paulo Gonzo, Susana Félix ou para os Rádio Macau cujos direitos foram depois adquiridos para genéricos ou bandas sonoras de novelas. Foi assim, entre outras e para além de «Jardins Proibidos», com «Dei-te quase tudo» e «Sei-te de cor», «Queridas Feras» e «Tempo de Viver». O mesmo se passou com a mais recente produção da SIC/TGP, que esteve para se chamar «Desejo» mas veio a adoptar o título de uma canção de Rui Veloso, «Jura». A vantagem para os autores e intérpretes é que as novelas recuperam e relançam as canções, depois também incluídas nos discos das respectivas bandas sonoras.

E à volta das telenovelas gravita um outro mundo, o das revistas e jornais que resumem e antecipam os enredos e exploram a vida dos intérpretes que, segundo Pedro Tadeu, director do 24 Horas, «ultrapassaram o estatuto de actores e actrizes dada a exposição pelo facto de estarem nas novelas».

Tadeu diz que o 24 Horas, nas notícias, «tenta distinguir as personagens dos intérpretes». Mas a verdade é quando morreu o actor Francisco Adam a notícia que o jornal deu foi a da «morte do Dino». Ora, o «Dino» nem sequer morreu: subiu aos céus num balão. «No texto explicávamos a diferença mas, no título, Dino identificava melhor de quem se tratava», diz o director do 24 Horas. E dá um exemplo de sinal contrário: «quando Alexandra Lencastre se separou do namorado, isso foi muito mais importante do que o que estava a acontecer com a Luísa, a personagem que ela interpretava em “Ninguém como tu”».

E a leitura de Pedro Tadeu do fenómeo das telenovelas portuguesas acaba por coincidir com a que fazem produtores, programadores e autores: «as novelas portuguesas conseguiram bater as brasileiras porque estão mais perto da realidade e mais próximas das pessoas. E esse fenómeno de identificação dá às pessoas alguma coisa que elas procuram: um pouco de fantasia, de sonho».

Por João Paulo Guerra, Diário Económico, 29 de Setembro de 2006

Artigo muito interessante. Obrigado por partilhares. 

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há 35 minutos, D91 disse:

 

Em Portugal:

  • Melanie C - Morangos com Açúcar 4
  • Melanie C - Dei-te Quase Tudo
  • Nelly Furtado - Floribella
  • Daniel Bedingfield - Morangos com Açúcar 2
  • Reamonn - Morangos com Açúcar 1
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há 5 horas, Dimitri disse:

Em Portugal:

  • Melanie C - Morangos com Açúcar 4
  • Melanie C - Dei-te Quase Tudo
  • Nelly Furtado - Floribella
  • Daniel Bedingfield - Morangos com Açúcar 2
  • Reamonn - Morangos com Açúcar 1

Uma das vocalistas dos A-Teens, a Marie, também chegou (se não estou em erro) a agraciar-nos com a sua presença na série de verão 3 dos Morangos. 

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Novelas da TVI que podiam ser « irmãs »

  • Ninguém Como Tu - Fascínios 
  • Doce Fugitiva - Feitiço de Amor
  • Deixa Que Te Leve - Doce Tentação 
  • Ilha dos Amores - Flor do Mar
  • Saber Amar - Mundo Meu
  • Fala-me de Amor - Mulheres
  • Jogo Duplo - A Teia
  • Festa é Festa - Rua das Flores
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Postado (editado)

Eu vejo mais semelhanças entre Ninguém Como Tu e Tempo de Viver:

  • A vilã principal faz de tudo para casar por dinheiro e fica viúva (Luiza Albuquerque e Maria Laurinda)
  • Mistério só desvendado no último episódio e que tinha vários suspeitos (Quem Matou o António? e Quem é o Tubarão?)
  • Uma das trabalhadoras da empresa (agência de viagens do António e da Joalharia Martins de Mello) é amante do patrão (Leonor amante do António e Célia amante do Fausto) que por sua vez viviam com amigos (Célia no palacete do Bráulio e Leonor com o Miguel e Tiago)
  • Pessoas que previam o futuro (cartomante Alexandre em NCT e Hugo com visões em TDV)
  • O casal que trabalha na empresa principal da novela e em que ele é que o ambicioso/vilão e que depois se separa (Paula e Frederico em NCT e Marta e Sebastião em TDV)
  • Os dois miúdos que são amigos (Jaime e Gui em NCT e Chico e Hugo em TDV)
  • Grupo de amigos/conhecidos que mora na mesma casa (Leonor, Tiago e Miguel em NCT e Célia, Braulio, Mónica e Bruno em TDV)
Editado por D91
  • 1 mês depois...
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Dimitri TOP10 de novelas portuguesas;

1 - Deixa-me Amar
2 - Amanhecer
3 - Flor do Mar
4 - Podia Acabar o Mundo
5 - Floribella
6 - Senhora do Mar
7 - Mar Salgado
8 - Ilha dos Amores
9 - Queridas Feras
10 - Espírito Indomável

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há 7 minutos, Dimitri disse:

Dimitri TOP10 de novelas portuguesas;

1 - Deixa-me Amar
2 - Amanhecer
3 - Flor do Mar
4 - Podia Acabar o Mundo
5 - Floribella
6 - Senhora do Mar
7 - Mar Salgado
8 - Ilha dos Amores
9 - Queridas Feras
10 - Espírito Indomável

Então e Resistirei?

O meu:

1 - Laços de Sangue 

2 - Ninguém Como Tu 

3 - Mar Salgado 

4 - Perfeito Coração 

5 - Tempo de Viver 

6 - Resistirei 

7 - Alma e Coração 

8 - Mundo Meu

9 - Ilha dos Amores

10 - Coração d'Ouro

Menção honrosa: Podia Acabar o Mundo, Rosa Fogo, Flor do Mar, Vidas Opostas e Olhos nos Olhos.

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  • 2 semanas depois...
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On 19/08/2024 at 17:57, D91 disse:

 

Ele até tem razão em algumas coisas. As nossas novelas são mais chatas que as brasileiras.:lol:

Ele a dizer que a pior novela que viu na vida foi "Olhos de Água".:lol:

Mas parece que ele odeia Portugal.

Mas ele tem um vídeo a elogiar as novelas mexicanas:

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Ele citou o fórum :olhos:
 

 

  • Surpresa 2
Postado (editado)
há 1 hora, PierreDumont disse:

Ele citou o fórum :olhos:
 

 

Ele até pode ter tido uma experiência ruim em Portugal. Mas isso já parece ódio e perseguição.

Eu sinceramente já estou farto dessa guerra Portugal vs Brasil. E gosto imenso do Brasil.

Editado por D91
Postado
há 9 horas, PierreDumont disse:

Ele citou o fórum :olhos:
 

 

Eu também acho que, como as pessoas tornaram-se mais nacionalistas, óbvio que os portugueses querem lá saber das novelas brasileiras. Com a pandemia comecei a teorizar que começou por haver uma tendência cada vez mais isolacionista por parte da população, uma postura mais nacionalista, sem interesde nas novelas da Globo que outrora lideravam as audiências.

Algumas novelas portuguesas continuam fracas, principalmente as da SP, as da TVI estão a tentar recuperar de um fosso criativo, a tentar voltar aos tempos da Casa da Criação, mas também com a pandemia veio a onda das novelas pimba que felizmente acabou.

Também "nunca antes a cultura brasileira esteve tão presente em Portugal", nos anos 80 e 90, estava em todo o lado! E não eram só novelas e músicas, ainda havia algumas dobragens brasileiras, bem como desenhos animados legendados, e ninguém perdeu a sua língua por causa disso.

Agora é tudo falado em português de Portugal nos nossos canais. Ainda sou do tempo em que nem todo o conteúdo dos canais infantis era dobrado e ainda havia algum conteúdo sem tradução. Aos fins-de-semana nos canais nacionais vias filmes estrangeiros legendados e ninguém tinha problemas ao vê-los. Não apanhei a fase das novelas latinas em brasileiro neutro que acabou no início dos anos 2000 (e gostava de saber o porquê delas desaparecerem). Os últimos quinze anos serviram como uma despedida do antigo modelo poliglota da TV nacional e de alguns canais por cabo, sendo que hoje, boa parte dos conteúdos vistos pelos portugueses é falado em português de Portugal.

Em Portugal ainda não há nenhuma campanha a boicotar produções brasileiras, à semelhança de uma campanha existente na Ucrânia para boicotar produções russas. Tenho medo que, com base nesta xenofobia audiovisual, surja uma campanha do tipo e haja uma petição para dobrar produções brasileiras para o nosso dialecto, o que iria ser rejeitado por boa parte da população. Por último, cheguei a achar o tratamento de algumas novelas da Globo na SIC, nomeadamente Pantanal e Travessia, como um acto de xenofobia encapuzada, porque davam mais primazia às produções nacionais e as novelas da Globo limitavam-se a cinco minutos de inéditos. Também, nenhuma novela da Globo chega aos dez progdamas mais vistos da semana no somatório dos quatro canais, nenhuma passa às 21.

Postado
há 4 horas, ATVTQsV disse:

Não apanhei a fase das novelas latinas em brasileiro neutro que acabou no início dos anos 2000 (e gostava de saber o porquê delas desaparecerem).

Porque o Emídio Rangel quando chegou à RTP1 decidiu terminar com as novelas mexicanas. Até retirou a "Carita de Anjo" do ar antes de terminar. Depois regressou nos últimos meses de 2002 onde finalmente terminou.

Na TVI as novelas latinas terminaram em 1999. 

Postado
agora mesmo, D91 disse:

Porque o Emídio Rangel quando chegou à RTP1 decidiu terminar com as novelas mexicanas. Até retirou a "Carita de Anjo" do ar antes de terminar. Depois regressou nos últimos meses de 2002 onde finalmente terminou.

Na TVI as novelas latinas terminaram em 1999. 

Porque na TVI foi o Moniz que decidiu acabar com isso.

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On 30/07/2025 at 12:29, Dimitri disse:

Fora da guerra das novelas pelas audiências, a RTP está agora associada à Bandeirantes, que por sua vez estabeleceu um acordo com a NBP, na co-produção da telenovela «Paixões Proibidas», um original baseado em várias obras cruzadas de Camilo Castelo Branco, cujas filmagens em Portugal decorreram durante o mês de Setembro. «É serviço público mas, inevitavelmente, será comparada e concorrerá directa ou indirectamente com outros produtos do género», diz Nuno Santos. Com esta telenovela, a RTP dá um primeiro passo sustentado para a internacionalização da ficção audiovisual portuguesa, depois de várias iniciativas frustradas. Até aqui, as chamadas co-produções luso-brasileiras limitaram-se à participação de actores nacionais a fazerem papéis de portugueses em novelas brasileiras. «Paixões Proibidas» tem «um forte envolvimento de um elenco português – nove actores em permanência – e também de produtores, técnicos e realizadores portugueses e pode ser o detonador para um novo paradigma da relação, na área do audiovisual, entre o Brasil e Portugal, um mercado de 220 milhões de falantes da língua portuguesa», acrescenta o director da RTP.

Foi a novela mais atabalhoada já produzida pela Bandeirantes em toda a sua trajetória. Lembro-me perfeitamente que o projeto original seria escrito por Ana Maria Moretzsohn e dirigida por Herval Rossano. Deveria estrear no começo de 2006. Só que a Bandeirantes meteu uma reposição de "Mandacaru" às 22hs, que teve ótima aceitação, atrasando todo o cronograma. Ana Maria e Herval deixaram o projeto ainda no começo, sendo substituídos por Aimar Labaki e Ignácio Coqueiro respectivamente. A novela estreou no final de 2006, às 22hs e apenas 3 meses depois jogaram para 17h30, onde praticamente zerou a audiência. Tamanho foi o trauma que os portugueses desistiram do mercado brasileiro por 13 anos.

Postado
há 3 minutos, PierreDumont disse:

Foi a novela mais atabalhoada já produzida pela Bandeirantes em toda a sua trajetória. Lembro-me perfeitamente que o projeto original seria escrito por Ana Maria Moretzsohn e dirigida por Herval Rossano. Deveria estrear no começo de 2006. Só que a Bandeirantes meteu uma reposição de "Mandacaru" às 22hs, que teve ótima aceitação, atrasando todo o cronograma. Ana Maria e Herval deixaram o projeto ainda no começo, sendo substituídos por Aimar Labaki e Ignácio Coqueiro respectivamente. A novela estreou no final de 2006, às 22hs e apenas 3 meses depois jogaram para 17h30, onde praticamente zerou a audiência. Tamanho foi o trauma que os portugueses desistiram do mercado brasileiro por 13 anos.

Do que me lembro eu até achava "Paixões Proibidas" uma novela boa.

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