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A Oitava [Segunda Temporada]


Jorge
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Episódio 4

Luke saiu de casa e começou a descer a avenida da cidade. De ambos os lados haviam cinco arranha-céus espaçados entre si, por dois prédios. Esses prédios tinham cinco andares e cada andar tinha espaço para três apartamentos. A avenida tinha cerca de 60 metros de comprimento e quando chegou ao fim desta, virou à esquerda, espaço esse que se situava entre os prédios.

O beco era bastante escuro e longo. No fim deste, havia uma tampa de esgoto e uma parede alta.

Luke abre a tampa, apoia-se nas escadas que davam acesso os esgotos municipais e puxa a tampa para fechar a reentrância.

Com cuidado, desce as escadas. O túnel vertical tinha um metro e meio de comprimento e era bastante largo. Quando Luke chega, finalmente, ao chão, olha em seu redor. Não vê ninguém e reinicia o seu movimento, seguindo pela esquerda.

Anda mil metros em frente e detêm-se em frente à parede. Esta possui uma caixa de electricidade, à direita de Luke. Este abre-a e aproxima o seu olho dela.

Uma voz ecoa: “Reconhecimento visual concluído. Bem-vindo à sede dois dos Revolutio.”. E, de súbito, a parede abre-se e Luke entra.

Quando entra, começa a admirar a beleza daquele lugar. O espaço era grandemente iluminado, possuía uma mesa redonda com oito cadeiras no centro do espaço e duas escadas, de um lado e de outro, que davam acesso aos andares superiores.

Luke encaminha-se para as proximidades da mesa e, um vulto que se encontrava no segundo andar, exclama: “Sobe. O chefe espera-te.”

As escadas eram de metal e a cada passo que dava, os degraus chiavam. Depois de subir, encaminha-se para a única porta que existia naquele andar. Bate nesta e entra.

Subitamente, é agarrado por dois carrascos. E, ainda mais estupefacto fica quando observa uma mulher deitada numa marquesa. A marquesa estava situada no centro da sala que tinha dois metros de lado. Nos cantos mais afastados da porta, estava uma só cadeira. E no canto esquerdo, o chefe de Luke estava sentado e, imediatamente ao seu lado, estava um estojo de cirurgia.

A mulher, que se encontrava na marquesa, estava acorrentada a esta e todo o seu corpo estava coberto de plástico que impedia qualquer movimento. Este estava, de tal forma, esticado que pressionava o seu corpo contra a marquesa fria. A cabeça da mulher era a única parte do corpo que estava liberta embora estivesse amordaçada.

- Tragam-no mais perto de mim. – ordenou.

Relutantemente, aceitou a sua posição naquela sala e não ofereceu resistência aos carrascos.

Daquele canto observa-se toda a sala. Lá em cima, no tecto, havia uma única lâmpada e a luz que provinha desta, apontava directamente para o centro.

- Reconhece-la? – questiona o chefe.

Luke olha mais atentamente para a mulher. Era a sua namorada, Kate. No entanto, algo fá-lo olhar para o canto onde estava a outra cadeira e, tal como ele suspeitava, o filho de Kate estava lá sentado, amordaçado e amarrado à cadeira.

- Por favor, não! – implora Luke.

- Não sejas menina! Só namoras com ela há dois meses. Não te fará falta. – diz, calmamente, o chefe.

- Não a envolvas nisto! Ela não fez mal nenhum!

- Mas quem disse que fez?

- Ninguém! – responde Luke.

- O único que cometeu um erro foste tu. Só não te mato porque, ainda, te quero usar.

- Que fiz eu de mal? – questiona Luke.

- Ao ponto de deixares, “a” chave, esquecida em tua casa, não é mal nenhum. – responde, ironicamente, o chefe.

Fez-se um click, na cabeça de Luke.

A chave que fora roubada era de um cofre, do qual não se sabia a sua exacta localização, que continha vários documentos dos antepassados dos Revolutio. Tinha sido confiada ao Luke e este teria de andar sempre com ela.

- Peço perdão, mestre.

- Não vale a pena. Alguém terá de pagar pelo teu erro.

- Ela não! Mata-me a mim! – implora Luke.

- Não preciso de ti, morto.

- Não a mates!

O chefe, de nome, Connor, levanta-se. Abre o estojo de cirurgia.

- Acorda o miúdo!

Um dos carrascos abana, violentamente, o miúdo de oito anos. Este acorda e olha para a mãe que está deitada na marquesa. Começa a

chorar.

- Tens trinta e duas horas para me encontrares a chave. Se o tempo expirar e não ma tiveres trazido, a tua querida, verá os olhos negros da morte. E para te mostrar do que sou capaz, olha atentamente o que vou fazer! – conclui Connor.

Pega na broca cirúrgica e, com esta, começa a perfurar a testa de Kate, sem a matar. Luke fez uma força tremenda para não chorar. O filho de Kate chorava cada vez mais, ao ver aquele cenário.

Pior estava Kate. Ainda viva, consegui sentir a dor insuportável de estar a ser perfurada. De todo o sangue que chegava ao cérebro, 5% saía por aquele buraco. Sem se poder mexer, rendeu-se à dor e desmaiou.

Para a semana, em sinal de agradecimento a todos vós fiéis à "A Oitava e como prendinha de Natal, publicarei um episódio duplo tendo o segundo, uma questão que ficará em aberto.

A resposta só será revelada para o ano.

Até lá, bons cortes ( :mocking_mini: ) e Festas Felizes para todos vós, com muitas prendas e que sejam felizes com a vossa família!

;)

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Episódio 5

Acordei à porta das pirâmides de Gizé. Estava tão zonza! Não tinha noção do tempo...

Estava deitada na areia. Os meus lábios estavam cobertos de grãos de areia.

Levantei a cabeça e olhei para o céu. O sol começava a pôr-se.

Olhei para todos os lados. Imediatamente à minha direita, estava uma caixa de comprimidos. Continha apenas dois. Levantei-me com dificuldade.

Tinha uma blusa de cavas azul, uns calções curtos de ganga e estava descalça.

Os meus músculos que estavam relaxados, privavam-me de me mover. Não tinha rumo... Não sabia o que fazer...

Talvez por desespero, tomei os comprimidos...

A adrenalina começou a pulsar, dentro do meu corpo! Não me controlava! E comecei a dançar. Mas as minhas danças eram diferentes.

Imaginei-me num cabaret. E comecei a roçar-me à parede das pirâmides, abanando as ancas e o peito, sensualmente.

Estava tão focada a dançar que nem vi o meu pulso cortado. Estava a sangrar. E com um abanão que fiz, o sangue salpicou para uma das pedras. De súbito, uma porta surge. Parei de dançar e fiquei a olhar aquela porta.

Ri. Ri desalmadamente. Não conseguia parar. Pensei: “Não pode haver fantasmas aqui! Então! Não me gozem! Faz favor!”. Parei de rir e fiquei deprimida. Pensei: “E se há fantasmas? Far-me-ão mal? Deus ajuda-me!”

Algo me encaminhou para dentro da pirâmide. À minha frente, estava um corredor comprimido. As paredes eram altíssimas. O fogo crepitava nas tochas e a sua luz amarela dava um aspecto sinistro àquele lugar.

Comecei a andar. A porta fechou-se e, à medida que passava pelas tochas, estas apagavam-se.

- Quero sair daqui! – gritei.

Não devia tê-lo feito. De nenhures, um bloco de pedra de cinco toneladas e bem largo, cai à minha frente. O meu pé ficou a dois centímetros do lugar onde o bloco caíra.

Cai para trás e comecei a chorar.

Uma voz ecoou pelo corredor: “Vem ter comigo.”. Levantei-me e perguntei quem era. “Se me queres conhecer, vem.”. E não mais disse.

Saltei por cima do bloco. Quando menos esperei, a parte superior do bloco, encheu-se de pregos vindos de dentro do mesmo. Os meus pés ficaram ensanguentados e fiquei sem forças. Cai de boca e a minha cabeça bateu, fortemente, no chão de pedra da pirâmide. Os meus pés foram os últimos a bater no chão e, bateram com tal força, que a dor era insuportável! As lágrimas vieram-me aos olhos.

“Por favor! Ajuda-me! Dói tanto! Por favor...”. Não conseguia mexer as pernas.

Arrastei o meu corpo, com ajuda dos meus braços. E arrastei-me cerca de dois metros. Não tinha mais forças.

As tochas continuavam a apagar-se, à medida que passava por elas. De cima, cai uma flecha apontada directamente à minha cabeça.

Ouvi o ruído de algo a aproximar-se. Virei a cabeça e olhei para cima. Estava quase sem forças. Queria sobreviver... Então, fiz um último esforço e empurrei o meu corpo para o lado direito com o fim de escapar da flecha. De facto, a flecha caiu e espetou-se no chão. Trazia, agarrado a si, uma caixa com quatro comprimidos. Era ecstasy. Lixei-me e tomei os quatro de seguida.

A dor foi-se e fiquei cheia de força e adrenalina. Algo me tocou nas costas. Gritei e comecei a correr, para me afastar da coisa que me tinha tocado.

Desci escadas. Percorri enormes corredores. Descia, ainda mais.

Até que, desci o último lance de escadas daquela pirâmide.

Era um beco sem saída.

À minha frente erguia-se uma porta de pedra rodeada por dois candelabros da altura de dois metros.

As velas, nos candelabros, davam um ar sinistro àquele beco. Aproximei-me da porta. Uma brisa bastante fria

percorreu o meu corpo.

Entrei naquela espécie de divisão.

A câmara era triangular com uma estrela de sete pontas gravada no chão. Numa das pontas estava uma cruz cristã de madeira deitada no chão. A sala era grandemente iluminada: tochas com o fogo a crepitar incessantemente. Seis por cada lado da divisão.

Algo me agarrou.

Parecia um fantasma... Não vi ninguém e sentia, como se, um véu me estivesse a tocar muito levemente.

Ainda estava sob o efeito dos comprimidos. A coisa que me agarrava era muito forte e não me deixava lutar.

Levou-me até à cruz. Os meus pés arrastavam pelo chão.

Deitou-me no toro principal da cruz. Amarrou-me com cordas para eu não fugir.

Estendeu o meu braço direito e começou a martelar um prego no centro da palma da minha mão. A dor era

horrível. Sentia-a em cada centímetro cúbico do meu corpo. O sangue começou a jorrar.

Não aguentava tal sofrimento. Passou por cima da minha cara e senti uma brisa fria. Mas essa brisa trazia com ela o medo, a fúria, o desespero por estar ali, a matar uma mulher.

Passou para a minha mão esquerda e pregou-a. O mesmo se sucedeu com os meus pés.

Estava pronta.

A coisa dirigiu-se para a primeira ponta da estrela e retirou uma laje, atirando-a para o outro canto da câmara.

Voltou para junto de mim e começou a levantar a cruz até cerca de cinquenta centímetros acima do solo. Era incrivelmente forte.

Arrastou-a até junto do buraco, onde outrora havia estado a laje. Elevou-a e inseriu-a no buraco.

Fiquei suspensa.

O sangue jorrava das minhas mãos e dos meus pés.

Dificilmente, conseguia ter os olhos abertos.

A única lágrima que tinha nos meus olhos caiu e, finalmente, expirei.

Quando acordei, vi-o.

A pessoa que durante todos estes anos me rejeitou.

A pessoa criadora da minha infelicidade.

A pessoa que quase me arrastara para os Revolutio.

Episódio 6

Luke, que se libertara dos guardas, saiu daquela sala a correr. Aquele cenário enojava-o. Desceu as escadas e encaminhou-se até à porta de acesso aos esgotos.

Deteve-se pois o seu telemóvel tocou.

- A contagem decrescente começa agora.

Rapidamente, Luke saiu dali, percorreu os esgotos e saiu no beco.

Cansado, chora.

“Porquê?! Tinha que me envolver com esta gente! Porra! Agora estou lixado! Onde vou encontrar o raio da chave?”

Voltou para casa.

Quando chegou perto da porta, viu que esta estava entreaberta. A casa estava numa completa balbúrdia.

Gavetas abertas, espelhos partidos e tudo remexido.

Procurou em busca de provas.

Descobriu um cabelo pequeno, com raiz.

Colocou-o num pequeno invólucro e saiu a correr para o laboratório, que se encontrava do outro lado da avenida.

Infelizmente, os testes de ADN levam semanas e Kate, por essa altura já estava morta. No entanto, decidiu arriscar e deixou-o lá.

Estava a anoitecer e voltou para casa.

Recebeu um sms a dizer: “O relógio está a contar: 28:44:53!”

“Bonito! Tenho pouco mais de um dia para descobrir a chave!”

Deitou-se na cama e adormeceu, sem qualquer propósito.

Acordou por volta das seis da manhã.

“O sangue dela é delicioso! Falta tão pouco para o beber todo! 18:32:45!”

“Estúpido! Hás-de pagar no Inferno!”

Saiu de casa sem nada comer e com a mesma roupa do dia anterior. O laboratório só abria às oito por isso, aproveitou e foi correr pela avenida.

Quando passava perto do beco, viu uma coisa brilhante caída num arbusto.

Remexeu no arbusto. Era um relógio.

A alegria na sua face desvaneceu-se.

Percorreu aquela avenida inúmeras vezes.

Remexeu em todos os arbustos, procurou em todos os cantos, em todos os hotéis, cafés e apartamentos.

“A” chave desaparecera.

Chorou mais uma vez.

O stress psicológico despertava nele, emoções nunca antes experienciadas.

Eram já oito e meia da manha. Dirigiu-se ao laboratório. Questionou a recepcionista se os resultados já estavam prontos. A mulher respondeu negativamente.

Voltou a casa.

E mais espantado ficou quando a viu em cima da sua cama.

Agarrou-a e partiu para a sede.

Subiu a correr as escadas e foi até à sala onde estava Kate. A sala estava limpa e vazia. Era apenas um compartimento sem qualquer mobília.

Estranhou. Recebeu um outro sms: “Ela é tão boa! Deu-me o melhor sexo!”

Luke, sem qualquer propósito começou a investigar a sala. Descobre uma porta camuflada pela tinta branca

da parede. Ninguém tinha conhecimento daquele compartimento, a não ser o chefe, supostamente.

Avançou uns dois metros e entrou no compartimento. Era quente e aconchegante. Estava pintado de vermelho

e a sua carpete era, também, vermelha. Em todos os lados havia moveis e em cima destes, objectos de brincadeiras sexuais.

No centro da sala havia duas camas. E numa delas estava o meu chefe nu em cima de Kate. Ela estava com os membros algemados à cama e desmaiada. Quando o chefe olhou para mim, saiu de cima dela e correu para mim. Agarrou-me, pegou em dois pares de algemas e prendeu os meus braços, à outra cama. Quando se sentiu seguro, pegou em mais dois pares e algemou as minhas pernas.

Ele estava completamente vulnerável.

O chefe violou-o da forma mais violenta.

Quando acabou, tirou a chave do bolso das suas calças e pegou numa pistola.

Luke acordara, entretanto.

“Tu, meu rapaz, tens um corpo espectacular. Esse teu material é do melhor! Tenho pena de te matar. Davas para prostituto e eras capaz de ganhar bastante dinheiro. Mas, não te posso deixar sair daqui vivo. Conseguiste a chave. Já não preciso de ti. Adeus!”

Luke tentou falar mas foi tudo muito rápido. A bala trespassou-lhe a testa e teve morte instantânea. Fez o mesmo com Kate.

Encaminhou-se para um armário que estava perto da porta. Abriu-o e disparou.

Matara o miúdo.

Entretanto...

Era o meu pai.

Foi ele que criou os Revolutio.

Baseou-se no seu tão querido Adolf Hitler.

- Pai?

- Minha filha, derramaste sangue em meu nome. Honraste-me! Amo-te.

E desvaneceu-se.

Olhei-me na cruz.

Estava num estado lastimável. O sangue ainda jorrava pelas minhas feridas.

Percorri o meu corpo com o meu olhar. Olhei para os meus órgãos sexuais. De lá saia sangue. Mas não era o período. Era o meu filho que morrera.

Chorei incessantemente.

No chão estava gravado o número um.

E nas paredes da câmara: “Faltam 6!”.

Como prometido, os dois capítulos últimos deste ano.

Espero que para o ano tenha ainda mais força para continuar a escrever e que desperte em vós muita curiosidade ao longo desta minha série "A Oitava".

Por isso, desejo a todos vós uma óptima passagem de ano. Bebam, divirtam-se e entrem com o pé direito para começarem bem.

Até 2009!

;)

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Obrigado a todos.

:$

Já 'tou corado pá!

:P

Sim, _zapping_. A mulher da cruz é a do casal. O marido dela foi morto, quando eles foram ao hospital, salvo erro no episódio 3.

;)

Bom ano, também para vocês :D

Foi muita a farra?

Espero que sim!!!

:yahoo_mini:

_________________________________________

Pessoal, eu quero fazer um anúncio.

Este ano, A Oitava, não será postada na Sexta-feira. Mas passará para o Sábado, de manhã.

Uns podem achar: "Para quê adiar apenas umas horas?"

E eu respondo: Está aí a aproximar-se uma época um tanto ou quanto conturbada... Vai ser duro, agora, o 2º e 3º períodos. E dá-me mais jeito, publicar os episódios no Sábado.

Apenas uma questão de poder organizar o meu tempo e para, na Sexta à noite, concluir o episódio, nomeadamente, a escrita do mesmo e depois publico no dia seguinte.

Espero que compreendam e que, não deixem escapar a vossa série: A Oitava.

Abraço a todos.

;)

_________________________________________

Para começarmos o ano em grande forma, aqui vão dois episódios fresquinhos de "A Oitava".

;)

Episódio 7

Aquele espectáculo de sangue deixou-me sem palavras.

Tinha de sair daquelas pirâmides. O melhor era que não teria de subir de novo aquelas escadas. Bastava pensar no sítio e/ou pessoa e dirigia-me para o local.

Pensei no meu Thomas... Esventrado mesmo à minha frente. E, de súbito estava no hospital. Andei à procura do Bloco Operatório três e quando o encontrei imaginem o cenário.

Entretanto...

Eram duas da tarde. Connor acabara de matar o filho de Kate. Pegou nas suas roupas, vestiu-se, apagou a luz e saiu da sala. Percorreu o corredor e saiu da sala onde outrora esteve Kate. Selou a porta para ninguém mais entrar.

A Lei dos Revolutio assim o mandava:

Art. 8º.

Eliminar possíveis provas comprometedoras do honroso trabalho dos Revolutio.

Connor foi e continuava a ser um grande amigo do pai de Faith. Juntos criaram os Revolutio em honra de todos os homens. Havia uma única finalidade: matar todas as mulheres com cargos superiores e que tivessem intenção de ordenar e “escravizar” os homens.

Foi sempre uma organização secreta em que o que entra, não mais volta a sair. Ou mata ou é morto. Não há meio-termo.

E Connor aprendeu a ser assim. A matar. E, muito recentemente, a violar.

O pai de Faith morrera o ano passado e os Revolutio ficaram a cargo do seu melhor amigo. Contava-se pelos dedos as pessoas que sabiam daquela seita.

Naquele dia, apenas restavam quatro pessoas, na sede: os dois carrascos que dormiam profundamente, na mesa da recepção, Connor e o seu assistente.

Connor entra no seu escritório. Este era quadrado, com as paredes pintadas de azul e preto. Haviam oito cartazes e correspondiam exactamente às mulheres que já tinham sido mortas.

- Vou sair. – disse Connor ao seu assistente.

- Onde vai, mestre?

- Egipto, mais propriamente, a Alexandria.

- Que quer que faça, entretanto, mestre?

- Sei lá. Tenho mais em que pensar do que na tua mísera vida! – conclui Connor.

Connor abandona o seu escritório, desce as escadas e abandona a sede.

Quando sai no beco, afirma:

- Não posso deixar que os Revolutio se extingam! Não posso!

E parte, em direcção ao aeroporto.

Episódio 8

O Bloco estava limpo. Limpo até ao último canto!

Não havia qualquer cirurgia em curso pelo que decidi averiguar um pouco. No entanto, pensei: “Se sou fantasma, ninguém me vê. Portanto,

vou bisbilhotar em tudo! Faith, às vezes, és burra!”

E suspirei. Realmente, sendo fantasma tenho acesso a todas as salas possíveis e imaginárias.

Mexi, remexi, procurei em todo o local à vista. Nada. Como sempre, nada de vestígios!

Sentei-me no chão.

Atrás de mim, surgiu alguém.

- Quem está aí?! – gritei e virei-me, rapidamente.

- Eles podem ouvir-te! Cala-te! Por favor!” – responderam-me.

- Quem és? – perguntei.

- A Holly. Fui morta há treze anos. Mais propriamente, a 20 de Outubro de 2002. O Charles matou-me.

- Sabes a razão?

- Antes não queria admitir, mas agora sei que, quando estava viva, não tive uma boa vida. A cada dia que passava cometia o pecado mortal

da luxúria. Fiquei presa à terra.

- Queres alguma ajuda? – perguntei.

- Impede os Revolutio de matar mais mulheres. És a única salvação. Estamos fracas.

- Estamos? – questionei, duvidosamente.

- Eu e mais seis mulheres que foram mortas: Susan, Jessica, Amber, Naomi, Sara e a Grace. – respondeu Holly.

- Fujam! Eles vêm aí! – grita Naomi.

E elas desvaneceram.

Fiquei sem palavras.

No sítio onde outrora, as sete mulheres estiveram, repousava um pedaço de pergaminho.

Nele li: “FAROL DE ALEXANDRIA”.

Demorei a entender o porquê daquela inscrição.

Virei o pedaço de papel e lá estava a resposta: “CONNOR. SETE MARAVILHAS.”

Parti para Alexandria e fui directamente para o Farol.

Olhei ao relógio do Farol. Eram onze horas da noite: seis de acordo com o fuso horário mais três que perdi nas pirâmides e no hospital. O Farol já tinha fechado ao público. No entanto, na janela mais alta, existia uma luz ténue.

Passei através da porta e subi as escadarias. O segundo andar, a cerca de 115 metros de altitude, apresentava uma taça de 10 metros de diâmetro e nela ardia uma imensa chama.

- Não me faças isto! - grita alguém desesperadamente.

Ouvi o grito e subi o resto das escadarias.

Lá em cima, Connor estava armado com um arco e uma única flecha dourada com o número dois gravado.

Connor olhou para mim e riu-se.

- Quem diria... Apareceste por cá! Tira essa cara de surpresa, Faith! Já, desde pequena, que sabias que eu tinha o dom de ver espíritos.

- Infelizmente, sabia. - respondi.

- Tenho pena de ti, Faith. Toda "vou salvar o mundo" e tal. Deixa-te disso! Tinhas tu, doze anos e imploravas ao teu pai para ele te deixar entrar nos Revolutio! Por isso, agora presta atenção e admira a pura arte dos Revolutio!

Olhou para a mulher negra que se encontrava nua, à sua frente.

- Adeus, querida. - concluiu.

E disparou a flecha.

Até para a semana.

;)

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Maldita seita :wtf:

Machistas :@:@

Entao nao gostam de mulheres lideres!!! E entao acabam com elas!!!

Nos nao escravizamos ninguem, somos meiguinhas e carinhosas, nao fazemos mal a uma mosca, so as que caiem na sopa!!ahahhaahhaah

_____________________________

Jfrp esta muito boa, cada vez melhor.

Continua...

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Jfrp, vais ter que me explicar estes dois episódios... é que fiquei um pouco confuso! :unsure:

A tal mulher pregada à cruz morreu? E agora anda por aí em fantasma?

Acho que pensava que o tal líder da seita estava no Egipto... no episódio ele diz que vai para o Egipto. Onde é que estava antes?

(Jfrp, por mim não há qualquer problema em publicares o episódio ao sábado de manhã. ;) Em relação à passagem de ano, nem foi muita farra, mas foi porreira. E a tua?)

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Sei que não sou muito explícito quando escrevo, mas vou-te explicar.

Sim, a mulher (Faith) morreu pregada à cruz. O fantasma do seu pai matou-a.

E sim, ela agora anda em fantasma, por aí.

O líder da seita não estava no Egipto.

Quem estava no Egipto era o espírito do pai de Faith.

O líder da seita estava na sede dos Revolutio.

É assim, Luke (o que morreu e que estava ligado à seita) vivia na mesma cidade que Faith. Só que não se conheciam nem se viam.

Estipulei, na minha mente, a cidade de Nova Iorque embora não tenha feito qualquer referência a isso, visto que, percebi ser irrelevante.

A sede dos Revolutio também se encontra em NY, só que camuflada.

Agora, Faith parte para Gizé. E é morta.

O líder da seita, estava em NY, na sede e partiu para o Egipto, mais propriamente para Alexandria.

Faith agora anda em fantasma a tentar impedir mais mortes.

E já não posso revelar mais nada, daqui para a frente.

Senão, a história já não tem graça.

Eu sei e peço desculpa por isso, pois, por vezes, não sou muito explicito a escrever e a identificar lugares.

Nos próximos capítulos tentarei ser mais exacto.

;)

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No episódio de amanhã, terei um resumo de tudo que aconteceu desde o início da 2ª temporada.

Para todos ficarem "confortáveis" na história.

Espero que estejam a gostar.

O final está quase aí.

Quando acabar a 2ª temporada faço-vos uma revelação.

Previamente em "A Oitava":

- Faith e o namorado Thomas recebem o convite de uns amigos para irem a Gizé visitar as famosas pirâmides

- Recebem um estranho convite para uma cirurgia num hospital.

- No hospital Thomas é morto e Faith anestesiada.

- Esta é levada até às pirâmides e lá, é crucificada.

- O seu filho, que carregava na barriga, morrera, também.

- Holly entra em contacto com Faith e explica-lhe que ela foi destinada a acabar com os Revolutio.

- Connor, chefe dos Revoltuio, dá uma chave a Luke, um dos seus trabalhadores para testar o nível de confiança e responsabilidade.

- Luke perde-a e Connor apanha a sua namorada Kate.

- Depois de um exaustivo dia, encontra-a e vai dá-la ao seu chefe. Contudo, Connor viola-o e mata tanto ele como Kate.

- Connor parte para Alexandria para matar a segunda mulher.

- Faith é avisada por Holly e parte, também.

- Faith e Connor encontram-se, no sítio mais alto do farol, cara a cara, mas isso não o impede de disparar a flecha com o número dois gravado.

Episódio 9

Não o consegui impedir. A flecha foi mais rápida. Esta trespassou o coração da mulher negra e tinha tal força que a empurrou para a borda do farol e fê-la cair de uma altura de 150 metros.

- Besta! – gritei.

- Agora que o meu trabalho está feito, vou partir para outra! – disse Connor com um grande sorriso na cara.

Lá em baixo, embora o farol já estivesse fechado, duas pessoas passaram e chamaram logo a polícia.

- Adeus, minha querida! – despediu-se Connor, ironicamente.

- Não vás fugir tão facilmente!

Connor ia já nas escadas até que Faith o empurrou. Este caiu até ao segundo andar do farol. Quando parou, estava inconsciente.

Faith sorriu malevolamente. E esperou pela polícia. Não iria perder o momento em que Connor ia ser preso.

A polícia chegou, quinze minutos depois. Connor ainda se encontrava inconsciente. Os dois polícias, que tinham subido, algemaram Connor e carregaram com ele até lá abaixo. Meteram-no no carro e partiram. No local, tinham ficado as equipas forenses a analisar o corpo

despedaçado.

Entrei, também, no carro. O relógio marcava meia-noite e Connor, finalmente, estava a acordar.

- Onde estou? – articulou.

Dificilmente se podia mexer. Tinha o fémur e o rádio partidos.

- Connor, Connor, Connor... Sempre a honrar os Revolutio. – disse o primeiro polícia.

- Na verdade, é de admirar a tua lealdade para com eles. – disse o outro.

- Quem são vocês?! Onde estou?! – gritou Connor.

- Estás em Alexandria, mais propriamente, estás preso por matares a mulher do presidente. Estás satisfeito? – elucidou o primeiro.

- Mas também estamos na companhia de uma grande senhora. – disse o segundo.

- Quem? – questionou o primeiro.

- Faith Abigail. Filha de Lee Abigail, fundador e pai dos Revolutio.

Não articulei qualquer som. Não entendia como é que eles me viam. Afinal, o dom de ver espíritos de pessoas mortas era demasiado raro!

- Minha querida, os Revolutio são formados por essas pessoas que estás a pensar. Em todo o mundo existem cinco, espalhadas pelos vários continentes. A nossa organização não se cinge à América. Na Europa, outra mulher também já foi morta e o seu sangue já foi derramado por nós. – disse o primeiro.

- Para onde me levam? – perguntou Connor.

- Para o local da tua próxima vítima: Jardins Suspensos da Babilónia. – disse o segundo.

- Mas esse local é sagrado! Ninguém pode lá entrar! – disse Connor.

- Os Revolutio sim. A sede principal está lá. E melhor, o pai de Faith está lá enterrado. – explicou o segundo.

A minha cara era de completo choque.

Pararam o carro. Tiraram as algemas a Connor.

- Então, Faith? Que mulher queres matar? – questionou o primeiro.

- Ninguém, estúpido! – insultou Faith.

- Ainda não descobriste que estás a falar com o teu próprio irmão? – concluiu o primeiro.

Cá está.

Até para a semana.

;)

:good_mini:

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Só hoje é que tive possibilidade, por questões de tempo, para ler o último episódio da série. Jfrp, fizeste muito bem em ter feito o "Previamente", bem ao estilo de algumas séries americanas. Muito bem. Até para nos sintonizarmos, depois de tantos episódios. ;)

Estou a gostar da série e espero que melhores o mais depressa possível para continaures a publicação. ;)

Estou para ver qual será a revelação que vais fazer quando terminar a segunda temporada da série. :P

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Estou de volta para postar os novos episódios de A Oitava.

Após a paragem de uma semana devido a diversos factores, amanhã brindar-vos-ei com um Especial.

Não percam!

E a todos aqueles que se mantêm fiéis à Oitava, não deixem de acompanhar.

Vão haver revelações e novos desenvolvimentos que não estão à espera!

Sintonizem-se! ;)

_____________________________

Episódio 10

O carro estava parado no meio de um deserto.

Olhava, estupefacta, para o meu suposto irmão.

“Não acredito! Foi com ele que perdi a virgindade!”, pensava eu.

E, de facto, era verdade. Tinham frequentado a mesma universidade e entre eles nasceu uma relação amorosa. Durou dois anos. O rompimento da relação foi sempre uma incógnita.

- Bem, maninha, de todas as que eu já levei para a cama, tu foste sem dúvida a melhor! –

disse Riley.

- Porco estúpido! – gritei.

- Bem, Connor, antes de ires aos Jardins, vamos te deixar em Éfeso. Não preciso de dizer o que vais lá fazer. Liga-me depois e vou lá buscar-te.

Desapareci. Não ouvira nada dos planos. Partira para minha casa. Embora fantasma queria recordar os bons momentos que lá passara com Thomas.

A casa estava pintada de branco. No hall, apresentavam-se dois vasos da China e uma tapeçaria antiga. Pela esquerda acedia-se ao quarto. Pela direita acedia-se à cozinha e à casa de banho. Mesmo em frente a Faith estava a sala de jantar com uma mesa de Madeira e três cadeiras. Ali tinha feito grandes jantares com os seus amigos e, sobretudo, com o seu namorado Thomas.

Uma lágrima caiu do meu olho.

De súbito, mesmo em frente à mesa apareceu uma luz brilhante.

A luz transmitia calma, quietude. Era reconfortante.

- Não... Por favor... Ainda não... – balbuciava.

Holly apareceu.

- Faith ajuda-nos! Não fiques presa ao passado! Avança!

- Mas, é demasiado doloroso!

- Não o é. O teu irmão está prestes a matar outra rapariga, tal como, o Connor!

Limpei a sua face. Permaneceu pensativa.

- Tenho de o matar. – conclui.

- E como? – questionou Holly.

- Vou fazê-lo provar do seu próprio veneno. Mas preciso de ajuda. Tua e das outras que

morreram.

- Que queres que nós façamos? – inquiriu Holly.

- Simplesmente, transformem-se em espíritos das trevas. Necessito que escureçam a sede

dos Revolutio, na Babilónia. O Riley vai lá estar, com certeza. O resto trato eu.

- Estás louca?! Espíritos das trevas?! Nós somos a luz!

- Então, espera, Holly.

Mais uma vez, pensei na melhor forma.

- Necessito muitos espíritos. Preciso que uns tapem a luz solar e outros que criem

interferências na luz eléctrica.

- Muito bem. Quando queres que comecemos?

- Agora!

A luz desvaneceu. Estava com outro humor.

“Se sou a escolhida, então tenho de lutar.” – pensei.Já tinham passado duas horas desde a grande revelação de Riley. Connor já estava em Éfeso e Riley regressava aos Jardins.

Os Jardins eram constituídos por cinco andares, com um total de 100 metros de altura. Em cada andar, estavam pousados e plantados várias árvores exóticas. Virada para Noroeste, encontrava-se uma cascata majestosa. A água era brilhante e pura. Jorrava incessantemente do ponto mais alto. Toda ela era reutilizada na rega das plantas. O verde sobressaía naquela fantástica vista. Eram plantas a cobrir todos os cantos dos andares.

Holly encontrava-se no ponto mais alto e observava a chegada de Riley. Foi só ele entrar para o ambiente em redor dos Jardins se tornar perfeitamente negro sem qualquer brecha por onde passasse qualquer raio de sol.

_________________________________________

Episódio 11

Tinha acabado de chegar aos Jardins. Não havia qualquer porta em qualquer dos lados.

Simplesmente, tentei atravessar as paredes. Eram muito sólidas.

Concentrei-me. Com a minha mente contactei Holly.

“Onde é a entrada?” – questionei.

“Existe uma porta escondida por detrás da cascata. Toca na pedra circular.” – concluiu Holly.

Dirigi-me para a cascata. A pedra estava no fundo do pequeno riacho criado pela cascata.

Pressionei-a e entrei na porta que surgira.

O corredor, de cor azul acinzentado, era longo. Andei alguns metros e encontrei-me numa sala bastante ampla que continha no meio, uma mesa com oito cadeiras.

- Bem-vinda, Faith. – ecoou uma voz.

Olhei à minha volta. Não havia ninguém. De súbito, surge Riley.

- És muito bisbilhoteira. Não podias estar quieta no teu sítio! – afirmou Riley.

- Tenho assuntos mais importantes.

- Tens? Quais? Saber qual das amiguinhas já morreu para poderes conversar com ela na Eternidade?

- És tu que o dizes. – conclui.

- Muito bem, maninha. Hoje não estás com bom humor.

E Riley saiu da sala.

- Anda cá de uma vez! – gritei.

Ninguém apareceu. Apenas ouvi uma voz.

- Já queres falar?

- Falar de quê? – inquiri.

- Da verdadeira razão da tua vinda.

- Tu sabe-la? – voltei a perguntar.

- És bastante previsível.

- Acaba mas é com essa conversa de gaja e anda cá provar-me que tens tomates! – desafiei.

- Tu sabes que os tenho. Não necessito de te provar. – concluiu a voz.

Fiquei ali a olhar à minha volta. Aquela sala era sinistra. Parecia que me estavam a vigiar de

todos os pontos.

Foi só tocar na mesa e uma porta abriu-se.

Encaminhei-me para lá.

Aquela sede não era só aquela sala. Por detrás daquela porta estava a fábrica de todos os utensílios para morrer: setas de ouro, granadas, bombas... Enfim, um autêntico arsenal.

O que realmente me espantou foi o corpo de Kate estar ali. Era algo assombroso.

- Queres que retire o fémur? – dizia um cientista.

- E não só. Tira, também, o perónio e a tíbia. São fantásticos estes ossos. – respondia outros.

O que eles faziam era simplesmente nojento! Cortavam os ossos mais fortes do corpo e transformavam-nos em canos de espingardas. A sua resistência era perfeita.

Regressei à sala de conferências. Comecei a andar pela sala. De repente, parece que uma parede invisível permanecia à minha frente e não me deixava passar.

- Minha querida, ficaste presa... Para sempre. – gozou Riley.

Olhei para cima. Tinha acabado de entrar na Armadilha do Diabo, mais propriamente, num Pentagrama.

E, para não bastar, ouvi um estrondo.

Só podia significar uma coisa.

______________________________

Episódio 12

Connor havia conseguido matar a terceira mulher.

Em Éfeso estava o Colosso de Rodes. Assentava sobre dois pilares à entrada da cidade.

Pesava cerca de 70 toneladas e tinha mais de trinta metros de altura.

O estrondo foi o desabamento do Colosso sobre a pobre mulher.

Holly e mais as seis mulheres apareceram diante de mim.

- Ajudem-me! – supliquei.

Os seus poderes fizeram tremer a estrutura e rachar o Pentagrama. Além disso, a luz eléctrica dava sinais de interferências.

- Não perdes pela demora, Riley.

Pensei bastante no Riley e apareci mesmo à sua frente.

- Mas...

Fechei a porta para ele não sair.

- Não me vais escapar. Nem tu, nem esta fábrica de morte!

Apertei o seu pescoço. Embora ele tivesse contacto visual comigo, não me podia tocar. Ele estava 100% vulnerável.

Bastou meio minuto para ele se encontrar com dificuldades respiratórias.

- Sabes, Riley, eu considerava-te um grande amigo e uma grande pessoa.

Riley olhava para mim como quem quisesse pedir desculpa.

- Tenho pena de ti. Tenho pena de saber que tu és dos Revolutio e que o teu fetiche é matar

mulheres. Espero que o Inferno seja a tua nova casa cheia de sofrimento e dor.

Proferia aquelas palavras e Riley escutava atentamente. Ele balbuciou:

- Desculpa, irmã.

Expirou.

Os seus olhos verdes permaneceram abertos.

A parte difícil daquela situação é que eu amava-o. Embora, Revolutio, não deixei de chorar a sua morte.

Chorando, comecei a destruir todos os computadores e câmaras daquele espaço.

Os Jardins estavam a desmoronar-se. Saí dali.

Toda a água, todas as plantas, todas as maravilhas daquele lugar destruídas em nome da vida humana.

Avancei para perto do carro de Riley.

- Eu amava-te, meu irmão.

De súbito, uma voz fala:

- Será que vale a pena sacrificar a História pelos Humanos?

Bastou olhar de relance e saber que a pessoa mais detestável que aparecera na minha vida, estava ali a falar comigo.

E assim termina mais uma semana com os novos episódios de A Oitava.

Divirtam-se e muitas leituras.

Até para a semana.

:good_mini:

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Ui, virão tantas surpresas... :P

Episódio 13

A escuridão ainda não havia desaparecido.

Quando ouvi aquela voz parei por completo. Bastou a sua voz para o distinguir.

Os raios de sol começaram a surgir e tudo estava cada vez mais nítido. Disse:

- Depende. Se for para destruir o mal, é sempre indispensável sacrificar.

- Fútil. – concluiu.

Quando me virei, tinha desaparecido. Tinha a certeza quem ele era. Não podia ter voltado. Era o fim!

Quando olhei para os destroços dos Jardins, vi ma coisa que não desejava ver: uma cruz de madeira virada para oeste, e nela uma mulher pregada. Aproximei-me, estupefacta. Havia uma placa, por cima da sua cabeça que dizia: “Mulher da vida. Contacta-me.”. Além de estúpida era humilhante.

A mulher era branca e de tez morena. A sua face era magra mas, nem por isso, deixava transparecer a sua beleza. Os olhos, que estavam abertos, eram azuis. O seu nariz era pequeno e os seus lábios eram carnosos e de uma cor vermelha forte. Estava com um vestido de cor negra que acentuava os seus seios. Os braços eram magros e as suas mãos suaves como veludo.

- Desculpa. Não consegui salvar-te. És linda e, se te visse na rua, não diria que eras prostituta.

- Obrigado. – disse uma voz.

Virei-me.

- Sim, sou eu. Chamo-me Sue. Fui morta, como vês.

- Porque é que estás ainda aqui? – questionei.

De repente, mãos saem do chão e puxam-na para baixo. Por cima de mim alguém se ria.

- Coitada. Era mesmo boa! Mais uma para o Inferno! – dizia a rir.

- Pára!

- Minha querida, agora é que me pedes isso?

- Já devias ter parado há muito. Ou melhor, nem devias ter começado! Envergonho-me da minha família! – repliquei.

- Ai sim? Não parece. Nada fizeste para proteger a tua mãe!

- Tinha cinco anos! O meu pai matou-a! Querias que fizesse o quê? Com aquela idade nem sabia o que era a morte!

- Não sei, podia-lo ter impedido. Assim, tinhas morrido e não me estavas a dar tanto trabalho. – disse a voz.

- Já mataste muitas mulheres no passado. – disse.

- E vou continuar. Os Revolutio nunca vão morrer e já temos sucessor a caminho.

- E quem é? – perguntei, mesmo sabendo a resposta.

- Meu amor, acho que sabes a resposta que vou dar. – concluiu, ironicamente sorrido, e desapareceu.

Não consegui nada daquela pessoa. E agora tinha a certeza de quem era.

Comecei às voltas, em redor dos destroços dos jardins. Vi um pequeno caixão todo esmagado. Os ossos estavam espalhados por todos os destroços. Eram do meu pai. Aquele homem que detestei em toda a minha vida.

Continuei às voltas. Vi o corpo do meu irmão completamente despedaçado. Passei por trás da cruz e vejo um buraco nas costas de Sue.

Aproximei-me e reparei que lhe haviam retirado o coração e no lugar deste, havia um papel com o número 4.

A segunda temporada está na recta final.

Vou fazer ainda uma terceira com apenas 4 a 6 episódios (ainda por decidir) e é o fim de "A Oitava".

Esta minha decisão vem porque além de não vos querer cansar mais com esta história quero abraçar outros projectos e sinto-me um pouco preso a este.

No entanto, prometo-vos um final que ninguém está à espera e que vos fará pensar.

;)

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