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A Oitava [Segunda Temporada]


Jorge
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Episódio 14

Tinha de desaparecer daquele lugar. Fui para Rodes onde o meu irmão deixara Connor. Viajei até à entrada da cidade e lá estava o Colosso de Rodes destruído. Connor ainda estava lá em baixo com uma pistola. Dirigi-me até ele. Em redor de Connor estava uma multidão e quem ousasse mexer-se, levaria um tiro. Os polícias que tinham tentado parar Connor jaziam no chão, mortos. Eram cerca de sete. Por debaixo dos destroços encontrava-se uma mulher amarrada com cordas toda esventrada e despedaçada.

- Faith, sai daqui! Não estou com a mínima paciência para te aturar!

- Eu não te chateio, está descansado. Vim apenas assistir à tua morte.

- Morte? Os únicos que vão morrer são estes estúpidos que decidiram aproximar-se!

- E diz-me lá, qual foi a táctica utilizada para derrubares o Colosso? Dinamite? Básico. – conclui friamente.

- Deixa-te de ironias e diz o que queres!

- Ele veio falar comigo.

- Que te disse? – questionou Connor.

- Que está para vir a pessoa que perpetuará os Revolutio para sempre.

- E que queres que te faça?

- Ao menos, diz-me o nome! – disse.

As pessoas olhavam para Connor. Viam-no a falar sozinho. Consideraram-no maluco. Quiseram fugir dali mas não podiam.

- Achas mesmo? – respondeu alegremente Connor.

Este começou a fugir em direcção ao mar. Saltou para dentro de um barco, pô-lo a trabalhar e fugiu.

Segui-o com os meus olhos. Não o impedi nem estava com intenções de o fazer. Mais cedo ou mais tarde, ele iria ser morto.

As pessoas começaram a fugir e rapidamente aquela área ficou deserta. A perna esquerda da mulher estava junto a uma coluna onde outrora estivera uma das pernas do Colosso de Rodes. Estava escrito a vermelho o número 3.

Alguém pronunciara o meu nome.

- Faith?

- Holly?

- Olímpia! Despacha-te!

- Quem lá está?

- O teu pai. – respondeu Holly.

Viajei para Olímpia o mais rápido possível.

Olímpia era uma vila. Abundavam os templos em honra dos deuses gregos.

- Estátua de Zeus! Por favor, salva-a! – gritou Holly do céu.

A Estátua de Zeus ficava fora da cidade. Era uma obra da Antiguidade construída pelo arquitecto ateniense Fídias. Tinha uma altura de quinze

metros.

Quando cheguei, o meu pai estava a amarrar a mulher. Era loura de olhos verdes e tinha um vestido branco.

- Quem és? – perguntava, desesperadamente, a mulher de branco, de nome Christine.

- Alguém que te vai matar.

- Porquê? Que te fiz?

O choro de Christine era desesperante. Os seus olhos estavam vermelhos e estava sem forças de tanto se debater contra as cordas.

- Nasceste. Esse foi o teu mal! – respondeu meu pai.

- Pai, pára! – gritei.

O homem só olhou quando sentiu Christine realmente presa, sem escapatória.

- A que devo esta honra? – questionou-me.

- Não a mates! Ela não te fez mal algum!

Sorriu.

- Achas mesmo que cedo ao teu pedido? Até porque arranjei uma nova forma de a matar. Mas antes, espera.

Aproximou-se da mulher e, com tinta vermelha, desenhou o número cinco na sua testa.

- Pára! Por favor... – implorava Christie.

O homem não ligou e foi buscar um balde com um líquido roxo.

- Aproveita o teu último banho, minha linda.

E deitou a gasolina por cima de Christine. Obrigou-a a abrir a boca e pincelou-a com gasolina.

O meu pai retirou fósforos do seu bolso.

Levantei o meu braço e fiz com que os fósforos voassem para bem longe.

- É só isso que consegues fazer? Criei uma filha inútil!

Os raios de sol estavam bastante fortes e bastou o meu pai ajeitar o espelho para que os raios incidissem na boca de Christine para ela se

inflamar.

Espero não te estar a desiludir, Catita.

Nem a ti, nem aos restantes leitores da minha história.

:)

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Segue os números, _zapping. ;)

Já foram 5 "pela maneta", faltam duas para completar o ciclo e mais uma (A Oitava). Vai ser tudo explicado nos próximos episódios.

Faltam 4 para o final da 2ª temporada.

E vai terminar com uma grande revelação.

:)

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Sim, sim.

Vou fazer assim, porque o tempo está a esgotar-se...

:wacko:

Para a semana não vou publicar nada e para a outra semana (21 e 22) eu inicio a 3ªtemporada e publico os 4 episódios que faltam: dois no Sábado e dois no Domingo.

Eu sei que não é uma boa estratégia mas enfim...

:S

________________________________

Episódio 15

Riu-se. Aquele espectáculo dava vontade de rir ao meu pai. Vindo de uma pessoa sem escrúpulos já nada me espantava.

- O meu trabalho está feito. Adeus, coração meu. – disse, piscando o olho.

- Monstro! – gritei.

Sem ele para me distrair, olhei com atenção o corpo a arder. As labaredas eram cada vez mais fortes e mais altas.

De repente senti algo a abanar. Parecia um terramoto que ia aumentando de intensidade. Quando olho para cima, a estátua de Zeus estava a rachar. Tentei, inutilmente, salvar o corpo de Christine mas fui interrompida por uma pedra que o esmagou.

O estrondo era enorme e após o pó ter assentado só restavam destroços. O corpo feito em cinzas estava misturado. Era uma completa

mixórdia.

- Faith...

- Christine?

- Ajuda-me! – gritou.

O seu grito de desespero de Christine foi tão alto que o chão vibrou. Acontecera o mesmo que Sue. Umas mãos puxaram-na para o Inferno.

- Faith...

- Ainda me gastam o nome!

- Pára de ser estúpida!

- Holly, desculpa.

- O Connor já está com outra.

- O quê? Esse homem não está quieto! Raios! Qual é o destino?

- Éfeso. – respondeu Holly.

- Outra vez?

- Vai!

- Tu não me dás ordens, Holly!

- O ciclo está quase completo! A última, a oitava será morta esta noite, quando a lua estiver mais alta!

- Estou-me a lixar!

- E o futuro das mulheres?

- Elas que se defendam.

- Se é assim que queres... – concluiu Holly.

Desapareceu.

Fiquei a pensar naquilo que dissera. Na minha missão... Não as podia salvar! Era fantasma, por amor de Deus!

Lembrei-me da minha família. Aquela que ficara para trás na linha da minha vida. Ao mínimo pensamento, voei para lá.

A casa estava situada em Washington D.C na zona mais verde que podia ali existir. A paz e a calma eram abundantes.

A habitação tinha uma cor amarela – clara. Não sobressaia ao longe. Subtileza acima de tudo.

Entrei. A minha mãe estava sentada no sofá da sala a ver televisão. Uma pequena rapariga estava sentada a seu lado. Teria cerca de catorze anos.

- Quando é que a mãe chega? – pergunta a pequena.

- Na próxima semana. Aquela viagem que ela está a fazer envolve muito trabalho e por isso está demorada. – respondeu a minha mãe.

- Será que chega a tempo de me ver viva?

- Oh meu amor, tudo o que fizer para te deixar viver, é uma bênção!

Subitamente, apareceram dois homens que haviam arrombado a porta. Dirigiram-se À minha mãe e degolaram-na. A pequena começou a

chorar. Um deu-lhe clorofórmio e adormeceu rapidamente. Pegaram nela e foram embora.

Não tive qualquer reacção.

Chorei incessantemente.

- Por favor, a minha filha, não...

____________________________

Este é pequenino. ;)

Episódio 16

Tinha de ir. Não tinha hipóteses.

Regressei a Éfeso. A Maravilha era agora o Templo de Ártemis. Fora construído em honra a deusa dos bosques, a Diana romana. Tinha cerca

de 20 metros de altura e 138 metros de comprimento. Por dentro, era um enorme labirinto!

Entrei mas não foi preciso andar muito. No chão estava gravada a estrela de sete pontas e uma cruz estava levantada sobre a sexta ponta com direcção sudoeste.

Chegara tarde demais.

Connor ainda se encontrava por ali a arrumar as suas coisas.

- Falta uma, para o ciclo estar completo. Faith, a partir daí não terás hipótese!

- Que vão fazer com a minha filha?! – gritei.

- Vocês mulheres são tão burras... Tristeza.

Connor mostrou-me os seus olhos. Estes eram negros como a noite e bastou trespassar o meu ventre para eu desaparecer completamente!

:yahoo_mini:

O final está quase!

____________________________

Episódio 17 - Parte I

Acordei.

Estava numa praia sozinha. As ondas do mar batiam na areia, suavemente. O barulho do mar e das gaivotas transformava aquele lugar. Era mágico.

- Faith, minha filha.

- Mãe?

- Sim. Não olhes para mim, por favor.

- Porquê? – perguntei.

- O teu olhar julgador leva-nos para o Inferno.

- Então quer dizer...

- Sim. Tu mandaste a Sue e a Christine para lá. – explicou-me.

- Mas, mãe... Há muito que não te vejo.

- Tens a certeza disso? – perguntou-me ironicamente.

- Vi-te à bocado com a minha filha. Assisti a tudo.

- E não fizeste nada?

Começou a aproximar-se de mim, à medida que se pronunciava.

- Que podia fazer? Sou um espírito. – respondi.

- Mas nós temos poder.

- Não quero este poder... Não mereço. Ainda não consegui salvar nenhuma mulher...

- Não tem nada a ver. – respondeu-me.

Colocou a sua mão sobre o meu ombro.

- Que devo fazer? – questionei.

- Ouve o teu coração e lá bem no fundo está a tua missão. – concluiu.

Desapareceu. Olhei para trás e não vi ninguém. Apenas dunas de areia.

- Preciso de uma biblioteca!

E nesse exacto momento apareci na magnífica biblioteca da cidade de Atenas.

A porta era em talha dourada com esculturas de livros e bustos dos filósofos mais importantes da Grécia.

Entrei. À minha frente erguiam-se várias estantes altíssimas cobertas de livros. Fui à procura de um mapa.

Andei vários metros, de sala em sala.

Encontrei-o na divisão das relíquias antigas.

No mapa estavam marcados os locais das Maravilhas do Mundo. Pensei: “Falta uma! Qual será?”

Lá fora, ouvia-se o vento a assobiar.

Pensei: “Gizé, Alexandria, Rodes, Babilónia, Olimpia... Sabendo que em Rodes foram mortas, duas mulheres, fica-me a faltar uma...”.

Assinalei no mapa e a que me faltava era o Mausoléu de Halicarnasso.

No entanto, notei uma coisa estranha.

Não estava ninguém na sala por isso retirei o mapa e fui buscar uma régua e uma caneta. Desenhei algumas linhas e foi aí que descobri o

pior segredo de todos os tempos.

Não percam o final!

:)

___________________________________

Episódio 17 - Parte II

Viajei para Halicarnasso mas o ciclo estava completo. A sétima tinha sido morta.

No entanto, tinha de ver com os meus próprios olhos a desgraçada.

Entrei no Mausoléu. E mesmo à entrada estava uma mulher crucificada.

Estava vestida com uns calções pequenos e justos, meias de rede, botas com tacão e um top que deixava sobressair o peito. Os lábios carnosos estavam pintados de vermelho - vivo.

Os seus olhos estavam, ainda, abertos. Eram verdes.

Chorei, mais uma vez.

Não conseguia.

Aquilo tudo acontecia por minha causa.

Não notei no mais importante. A cruz estava na sétima ponta da estrela.

Saí e olhei para o Céu. Estava negro e, ao longe, observavam-se os raios dos trovões. O som propagava-se rapidamente e tudo tremia com a fúria da Natureza.

Lembrei-me do mapa e das linhas que tinha feito. Não tinha feito mais que tentar encontrar um ponto de convergência entre as cidades onde

as mulheres foram mortas. Tudo isto, através da forma como as cruzes foram dispostas.

Parti para esse ponto de convergência.

Não era mais que a ilha de Creta.

Tinha começado a chover, torrencialmente.

Quando cheguei à ilha de Creta, não vi vivalma.

O mar, revoltado, batia contra as rochas.

O vento forte abanava as árvores com extrema violência. Ouviam-se galhos e ramos a cair para o chão.

Senti o chão a vibrar e, quando olho para trás, um carro vem a voar na minha direcção. Sendo fantasma, não me desviei e, este passou

através de mim, sem qualquer problema indo embater contra uma montanha que se erguia na minha frente. Desfez-se em bocados mas deixou em aberto uma entrada.

- Foi só uma ajudinha. Estava destinado à sucata. – disse uma voz.

Virei-me e vi quem era.

- Holly?

- Claro! – respondeu.

- Que fazes aqui?

- Trouxe reforços.

- Para...? – questionei.

- Oh mulher, que, às vezes, és lenta! Para lutar!

- Mas não preciso de ajuda. Só vim salvar a minha filha.

- Tens mesmo a certeza que ela saia dali viva? – perguntou Holly.

- Se vieste para me dizer o óbvio, sai daqui!

- Faith, pára com essas reacções! Morreste! És fantasma! – gritou Holly.

- Morrer muda tudo! Tu não foste mãe, Holly! Não sabes aquilo que eu sinto! Quem me dera estar ali em vez da minha linda menina! – disse

eu.

- Percebo isso e muito mais! Não entendes que se morrer, encontrar-te-ás com ela na luz? – perguntou-me.

- O problema é: Quererá a luz ter uma pessoa como eu? Uma pessoa que deixa a sua própria filha com a mãe, uma pessoa que tenta refazer

a sua vida julgando os outros e passando por cima, uma pessoa que deixa a morte acontecer...

- E o que estás agora a fazer, não conta? – perguntou-me.

- Sei lá! Não sei como a luz nos escolhe!

- Ela não escolhe. Só vás para lá se estiveres em paz. – elucidou-me.

- Que tenho de fazer? – inquiri.

- Pensa por ti! Vai impedi-los! Estamos mesmo atrás de ti para te apoiarmos. – concluiu.

Avancei até à entrada. Dava acesso a um enorme corredor escuro. Não tive opção e avancei.

Após 100 metros estava perante mim, uma porta de metal. Hesitei.

“Tenho medo de entrar... Coitada da minha menina...”, pensei.

Enfrentei o meu medo e passei através da porta.

Era uma cripta, idêntica à das Pirâmides de Gizé.

Era triangular, com dez tochas em cada parede e uma estrela de sete pontas gravada a sangue no chão. Estavam presentes Connor, o meu pai, o meu irmão, três homens vivos, que eu desconhecia e aquele que tinha falado comigo dos Jardins.

O último viu que tinha chegado e disse:

- Minha linda! Vieste ver o ritual de purificação dos Revolutio?

- Onde está a minha filha? – inquiri, bruscamente.

- Oh! Directa ao assunto. És das minhas favoritas! Bem, ela está li ao fundo, a dormir. Respira porque ainda não a pregámos. – disse.

- E quem te disse que a ias pregar? – questionei.

- Digo eu. E tu vais assistir. Até porque estás presa!

Olhei para baixo e estava dentro de um círculo de sal. Não tinha escapatória...

- Comecemos. – disse o meu pai.

Aproximaram-se da cruz e acordaram a menina, dizendo:

- Estás pronta? Lembra-te que o que vais fazer por nós é importante.

- Deixem-me sair, por favor... – disse a rapariga.

Não ligaram e começaram a pregar.

Os gritos da minha filha eram desesperantes. Tentei fazer algo para sair daquele círculo mas foi tudo em vão!

De súbito, Holly aparece juntamente com todas as que tinham escapado ao meu olhar julgador.

Isto bastou para me libertarem e ir de encontro à cruz onde a minha filha estava a morrer.

Infelizmente, estava já totalmente pregada.

- Retirem a pedra e ponham-na no centro da estrela! – girou o meu pai. – Rápido!

Inutilmente, tentei pará-los mas eram demasiado fortes.

Quando a pousaram no centro da estrela, esta começou a pulsar. O vermelho tornou-se negro como breu.

- Falta uma coisa. – disse o meu pai.

- Eu faço as honras. – concluiu o homem que tinha falado comigo nos Jardins.

Aproximou-se da menina e com a sua mão arrancou o coração da pequena.

As linhas que delimitavam a estrela começaram a ganhar altura até cobrir a minha filha.

Gritei:

- Acredita que esta batalha está mesmo a começar, Charles!

A todos vós, os que me acompanharam, os que foram fiéis a esta história, os que me deram força para continuar, o meu mais sincero e humilde MUITO OBRIGADO!

Espero voltar em breve com uma pequena terceira temporada para dar resposta às questões em aberto e espero que tenham gostado desta temporada que agora termina.

O vosso apoio é imprescindível!

OBRIGADO, a todos!

;)

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