Jump to content

Posts Recomendados

Postado (editado)

Chat-GPT-Image-Aug-31-2026-10-46-55-AM.png
aaaaaaaaa.png
Chefs da Nossa Terra | Concursos, Culinária

Num cenário decorado a preceito, o "Chefs da Nossa Terra" vai receber o Halloween. 
A abóbora será a figura central neste episódio especial em que as duas equipas a concurso vão ter de introduzir o ingrediente em todos os prato: entrada, prato e sobremesa. 
A avaliar cada criação estarão os chefs Marco Gomes, Lídia Brás e Luísa Fernandes, que terão a difícil tarefa de escolher os melhores pratos e decidir qual das duas regiões merece a vitória.
Entre as atuações musicais estará Ana Duarte com a sua "Loba", que faz todo o sentido para celebrar o dia temático. Chat-GPT-Image-Aug-31-2026-10-35-54-AM.p

  Reveal hidden contents
Editado por VTL
  • Gosto 2
  • Adoro 8
Postado

Chat-GPT-Image-Aug-31-2026-10-46-55-AM.png
aaatask.png
Taskmaster | Adaptação de "Taskmaster"

Raquel Tillo, Ukra, Susana Blazer e Vasco Pereira Coutinho brilham nesta edição especial de Halloween do Taskmaster. 
As provas são temáticas e prometem deixar todos de cabelos em pé!
Exemplos de provas:
Tornem a Casa Assombrada

Dá ao Markl uma doçura ou travessura

Abóbora Palmeirim: cria uma abóbora com a cara do Taskmaster

Chat-GPT-Image-Aug-31-2026-02-21-26-PM.p

  Reveal hidden contents
  • Gosto 2
  • Adoro 8
  • Haha 1
Postado

Chat-GPT-Image-Aug-31-2026-10-46-55-AM.png
Chat-GPT-Image-Aug-31-2026-01-56-06-PM.p 
Aldeia Assombrada | Entretenimento, Eventos/Galas

Na noite mais assustadora do ano, a RTP1 ruma a Vilar de Perdizes, em Montalegre, para uma emissão especial em direto a partir do evento Aldeia Assombrada.

Conhecida como a “terra das bruxas”, Vilar de Perdizes tem uma relação muito particular com o misticismo e o sobrenatural, visível nas suas histórias, tradições e até em vários monumentos da aldeia. E, no Dia das Bruxas, tudo ganha outra dimensão: as ruas transformam-se, multiplicam-se as criaturas misteriosas, bruxas, demónios e personagens fantásticas e milhares de visitantes juntam-se para uma das noites mais insólitas do ano.

É no coração desta festa que Vanessa Oliveira e Gilmário Vemba comandam uma emissão imprevisível e cheia de surpresas. Vanessa estará no palco montado no centro da aldeia raiana, de onde acompanhará os principais momentos da noite e receberá convidados, enquanto Gilmário terá uma missão bem diferente: aventurar-se pelas ruas de Vilar de Perdizes, misturar-se com a população e descobrir, à sua maneira, as tradições, personagens e histórias que fazem desta celebração algo único.

E porque uma noite destas pede um momento musical à altura, a RTP preparou uma atuação muito especial dos Moonspell. Um dos temas mais emblemáticos da banda portuguesa ganha uma nova roupagem, com a participação de Sónia Tavares, num videoclip gravado especialmente para esta emissão. O cenário será uma casa rústica de Vilar de Perdizes e toda a atuação será registada num único take, numa viagem contínua e cinematográfica pelos diferentes espaços da casa.

Mas Aldeia Assombrada é também a porta de entrada para aquilo que vem a seguir. Ao longo da emissão, Vanessa Oliveira receberá membros da organização da festa e, em estúdio, o realizador e o elenco do novo telefilme original da RTP, que terá estreia marcada para essa mesma noite, imediatamente após o especial, que irei revelar em breve. 

  Reveal hidden contents

 

  • Gosto 1
  • Adoro 7
  • Surpresa 2
Postado

Chat-GPT-Image-Aug-31-2026-10-46-55-AM.png
AAAASORI.png
Sorriso de Madeira | Ficção, Filme

Dez anos depois do fim do secundário, Constança Alvarenga (Laura Dutra), antiga “rainha” da turma e herdeira de uma das famílias mais influentes de Lisboa, decide reunir os amigos de adolescência para uma noite de Halloween na luxuosa quinta da família, em Cascais. Tomás (João Bettencourt), Mariana (Inês Pires Tavares), Rui (Diogo Fernandes) e Inês (Soraia Tavares) aceitam o convite para uma festa feita de álcool, nostalgia e velhas histórias. Mas há uma parte daqueles anos que nenhum deles parece ter vontade de recordar.
a-studio-portrait-photograph-of-a-woman-3c-D0nv-Ow-Wc6htwvz88f-D7-Q-SWYztqgt-TKm-WIoq8t9ouq-A-cover.png
Quando uma tempestade corta os acessos à quinta e o portão automático deixa de funcionar, a festa transforma-se num pesadelo. Entre os convidados está uma figura que ninguém reconhece (como tantas outras numa festa deste género): um careto de máscara de madeira rachada, roupa de chita e chocalhos à cintura. E, um a um, os antigos amigos começam a desaparecer.

a-dramatic-portrait-photograph-of-a-man-1-KHW4-E7-RWHK4-Q5lc-ZMES4g-Ojfpj7d-WS5qn-Kh8m-XDT6nw-cover.png
Rapidamente percebem que as mortes não são aleatórias. Cada uma recria, de forma macabra, uma das humilhações sofridas por Gonçalo dez anos antes. Era um colega tímido que durante anos foi o alvo preferido das “brincadeiras” do grupo. Humilhações públicas e partidas cada vez mais cruéis que terminaram quando Gonçalo mudou de escola e desapareceu das suas vidas. O que nenhum deles sabia é que, pouco tempo depois, o rapaz se suicidou.

a-candid-photograph-of-a-woman-attending-h-Dds-Gczh-V5a1x44j-UQD51-A-N2-HQi37-LQEG971c-Jz-HEumw.png
O cacifo onde o fecharam transforma-se numa garagem tomada pelo fumo. Os balões de água usados para o encharcar dão lugar a um afogamento na piscina. A árvore onde o prenderam durante horas converte-se numa armadilha de arame farpado. Alguém conhece tudo o que fizeram. E veio obrigá-los a recordar.

a-vibrant-photograph-of-a-young-man-in-a-Ghdt-p-TZX1m2-BDEm-IQo-U8-A-ihr-Ts-Lu-DR8-Gs-H0-Ny-8qp-UA-cover.png
À medida que a noite avança, as versões sobre o passado começam também a contradizer-se. Constança insiste que eram apenas adolescentes e que nunca quiseram verdadeiramente magoar ninguém. Mas alguém naquela quinta passou dez anos sem conseguir esquecer Gonçalo.

a-captivating-artistic-portrait-of-a-wom-Ld-Kfvej-PUNu-Upj-LSCLEptg-W0xkj4xc-Slq8opy6tz0-RXw.png

No confronto final, Constança descobre que por detrás da máscara está o irmão mais novo de Gonçalo. Foi ele quem assistiu à transformação do irmão, quem o viu chegar a casa cada vez mais calado, quem conheceu as humilhações que Gonçalo nunca teve coragem de contar aos pais e quem ficou para trás depois da sua morte. Durante dez anos, reconstruiu tudo o que lhe fizeram e identificou aqueles que considera responsáveis pelo suicídio do irmão.

Aquela noite não é um ataque impulsivo. É uma vingança preparada durante uma década. Cada cenário, cada morte e cada detalhe da máscara foram pensados para obrigar os cinco amigos a experimentar o medo e a humilhação que Gonçalo viveu sozinho.

Encurralada, Constança tenta uma última vez diminuir aquilo que fizeram:

— Eram só brincadeiras. Éramos miúdos.

O irmão de Gonçalo retira lentamente a máscara de madeira e olha para ela.

— Brincadeira é quando todos se riem. Ele nunca riu.

Um filme RTP 1 realizado por Justin Amorim.

  Reveal hidden contents
  • Adoro 13
  • Obrigado 1
Postado (editado)

Chat-GPT-Image-Aug-31-2026-10-46-55-AM.png
high-level-description-a-bold-prime-time
Temos de Tudo | Ficção, Série
Depois de Felp, a RTP1 vai apostar em séries diárias de 20 episódio. Cada temporada dura 1 mês.

Começamos como "Temos de Tudo": no rés-do-chão de um prédio de um bairro lisboeta sobrevive o Mini-Mercado Aurora, uma daquelas lojas onde ainda se vende um pouco de tudo: fruta, detergentes, fiambre, pilhas, raspadinhas, ração para animais, botijas de gás, revistas, chocolates junto à caixa e produtos que ninguém se lembra de alguma vez ter visto chegar.

À frente do negócio está Aurora Figueiredo (Ana Bola), 62 anos, proprietária, gerente e, segundo a própria, responsável pelo sucesso de uma das últimas grandes instituições do comércio tradicional português.
a-candid-portrait-photograph-of-a-confid-ACc-Ne0-POWwqapi4-Tomj-Xhw-Uchk1-F87-Rv-G6a9-WTzo-HIA.png

Aurora herdou o minimercado dos pais e passou praticamente toda a vida atrás daquele balcão. Conhece os clientes pelo nome, sabe quem compra fiado, quem esconde chocolates do marido, quem mudou de detergente depois do divórcio e quem leva uma garrafa de vinho sempre que diz que vai receber a irmã para jantar.

Para Aurora, isto não é cusquice. É "conhecimento do consumidor". E também não é uma mercearia. É uma "superfície comercial de proximidade".

Quando uma pequena equipa de televisão chega ao bairro para realizar um documentário sobre a sobrevivência do comércio tradicional, Aurora vê finalmente a oportunidade de mostrar ao país aquilo que sempre acreditou: que é uma empresária visionária e que o Mini-Mercado Aurora é uma máquina perfeitamente oleada.

As câmaras rapidamente descobrem outra realidade. Atrás do balcão existe uma pequena família disfuncional de funcionários que passa os dias a tentar manter o negócio a funcionar apesar das decisões da própria gerente.

A série é feita em registo mockumentary (como Parks & Recreation, The Office, Modern Family, The Paper)

a-candid-portrait-photograph-of-a-portug-cs-VHZz-Q2-VCOu-SLr-Uc-CCUQ-Qb-PV4s08-Qfqb04dyx-BVmow-cover.png

O verdadeiro braço direito de Aurora é Nuno "Fininho" (Manuel Marques), funcionário do minimercado há mais de vinte anos e provavelmente a única pessoa que sabe exatamente como aquele negócio funciona. Conhece fornecedores, controla encomendas, resolve avarias, percebe as contas e consegue encontrar qualquer produto no armazém, embora nunca tenha recebido oficialmente qualquer cargo de responsabilidade.

Aurora garante frequentemente perante as câmaras que todas as decisões importantes passam por ela.

As entrevistas de “Fininho” servem geralmente para explicar que não passam.

Quando Aurora anuncia orgulhosamente ter antecipado uma falha no abastecimento de leite, Nuno revela que foi ele quem telefonou para três fornecedores. Quando Aurora garante ter descoberto um erro numa encomenda de seiscentos iogurtes, Nuno limita-se a olhar para a câmara: foi ela quem escreveu um zero a mais.
a-candid-portrait-photograph-of-a-portug-1-M05h-6-HWsy0be-L2-PKd-OPw-w8o-V3cb-DT3-WFD-d-Sp-Ync-Sw.png

Na caixa está Sónia (Joana Pais de Brito), funcionária há quinze anos e central de informações não oficial do bairro. Os clientes contam-lhe casamentos, separações, doenças, discussões familiares e problemas financeiros enquanto esperam pelo troco. Sónia garante que nunca fala da vida de ninguém. Normalmente faz essa afirmação imediatamente antes de contar à câmara alguma coisa que ninguém lhe perguntou.
a-candid-photograph-of-a-portuguese-man-BH2e2-o-MWv-CEavsdbd0-Ru-A-xp-HT29-VJQGi-XCm0-FIZo-Acw.png

A nova geração do Aurora é representada por Fábio (Tomás Taborda), contratado por Aurora para ser o "responsável digital" porque alguém lhe explicou que todos os negócios precisam de ter um.

Fábio tenta criar uma loja online, implementar entregas ao domicílio, lançar cartões de fidelização digitais e modernizar as redes sociais do minimercado. Aurora rejeita praticamente todas as ideias. Não compreende por que razão alguém haveria de comprar bananas através de uma aplicação quando pode simplesmente "descer à rua".

É também Fábio quem percebe melhor a presença das câmaras e frequentemente olha diretamente para elas quando Aurora diz alguma coisa particularmente absurda.
a-candid-portrait-photograph-of-a-young-m-Ox-DPP6-V3q-I51a-St4pa-FA-h-Vtx-TKSv-Try0i-Y3-Y-sylw.png

A equipa completa-se com Jéssica (Ana Marta Ferreira), uma jovem contratada temporariamente para a caixa e reposição, que compensa a falta de jeito com uma confiança absolutamente inabalável nas suas capacidades. Distraída, ingénua e dona de uma lógica muito própria, Jéssica consegue transformar as tarefas mais simples do minimercado em pequenos desastres: troca preços, arruma produtos nos lugares errados, esquece-se de registar compras, dá troco a mais, interpreta literalmente as instruções dos colegas e toma decisões por iniciativa própria que quase sempre obrigam Nuno a intervir.
a-candid-portrait-photograph-of-a-portug-ie4bk-JLs-Ue-Kjaay-C7v-DMFA-ia-D-p-IRGTKq-N0i-zfyi-LTw.png

A completar este pequeno universo está Paula (Anabela Moreira), contratada para fazer duas horas de limpeza por dia e que, inexplicavelmente, acaba envolvida em todos os assuntos do negócio. É a pessoa a quem Aurora conta aquilo que "não pode sair daqui", tornando-se involuntariamente uma das mulheres mais bem informadas do bairro.
a-candid-portrait-photograph-of-a-middle-Ia-Cp-AF18-WWyv-Mw-n0-O-ACA-Q3g0-Ncr-NQ2e-G7-K2wk-Ie-WCQ.png

Na porta ao lado fica o Café Central, gerido por Célia Martins (Maria Rueff), amiga de Aurora há mais de trinta anos e uma mulher atolambada como poucas. Célia perde as chaves do café dentro do próprio café, esquece-se de cobrar aos clientes, troca os pedidos e, quando finalmente consegue resolver um problema, já criou outros dois sem dar por isso.

É também a maior admiradora de Aurora. Para Célia, a amiga não tem uma mercearia: tem praticamente um império. Tudo o que Aurora diz sobre gestão é recebido como se viesse diretamente da Universidade de Harvard, embora Célia perceba geralmente metade e aplique a outra metade ao contrário. Se Aurora lança uma promoção, Célia lança outra. Se Aurora fala em fidelizar clientes, Célia manda fazer cartões. Só depois é que pergunta para que servem.

Aurora adora-a, embora passe grande parte do tempo a tratá-la como uma criança de cinquenta e muitos anos que alguém deixou inexplicavelmente responsável por um café. E também adora, embora nunca o admita, ser idolatrada por ela. Célia entra e sai do minimercado como se fosse funcionária, interrompe conversas, pede troco, pede conselhos, pede açúcar, pede para Aurora lhe tomar conta do café “só cinco minutos” e regressa quarenta minutos depois.

São amigas há tempo suficiente para já não precisarem de ser educadas uma com a outra. Célia é provavelmente a pessoa que mais acredita em Aurora — e também aquela que, sem querer, mais vezes a deixa ficar mal. Sobretudo agora que há câmaras a filmar tudo.
a-studio-portrait-photograph-of-a-man-in-m9l4-FBZGUBa-WWBYl-Yc-HCEQ-mdmximc6-RYiragzwc6x92-A.png

Para além disso há a mercearia da frente gerida por Aníbal (Joaquim Monchique), que Aurora tenta manter fora do alcance das câmaras para não roubar clientela. É frequente nos episódios existir troca de insultos e galhardetes entre ambos. Aníbal entra muitas vezes pela mercearia a dentro, só para promover o seu estabelecimento.

Sinopse versão curtíssima: 
TEMOS DE TUDO é uma comédia em formato mockumentary passada no Mini-Mercado Aurora, uma loja de bairro lisboeta onde se vende literalmente de tudo. À frente do negócio está Aurora Figueiredo (Ana Bola), uma gerente autoritária e convencida de que é uma empresária visionária. Quando uma equipa de televisão chega para documentar o comércio tradicional, as câmaras revelam o verdadeiro funcionamento da loja: funcionários caóticos, clientes cuscos, a atolambada melhor amiga Célia (Maria Rueff) e uma guerra comercial permanente com Aníbal (Joaquim Monchique), o pintas da mercearia da frente.

  Reveal hidden contents

 

Editado por VTL
  • Gosto 3
  • Adoro 8
Postado
há 17 minutos, VTL disse:

Chat-GPT-Image-Aug-31-2026-10-46-55-AM.png
high-level-description-a-bold-prime-time
Temos de Tudo | Ficção, Série
Depois de Felp, a RTP1 vai apostar em séries diárias de 20 episódio. Cada temporada dura 1 mês.

Começamos como "Temos de Tudo": no rés-do-chão de um prédio de um bairro lisboeta sobrevive o Mini-Mercado Aurora, uma daquelas lojas onde ainda se vende um pouco de tudo: fruta, detergentes, fiambre, pilhas, raspadinhas, ração para animais, botijas de gás, revistas, chocolates junto à caixa e produtos que ninguém se lembra de alguma vez ter visto chegar.

À frente do negócio está Aurora Figueiredo (Ana Bola), 62 anos, proprietária, gerente e, segundo a própria, responsável pelo sucesso de uma das últimas grandes instituições do comércio tradicional português.
a-candid-portrait-photograph-of-a-confid-ACc-Ne0-POWwqapi4-Tomj-Xhw-Uchk1-F87-Rv-G6a9-WTzo-HIA.png

Aurora herdou o minimercado dos pais e passou praticamente toda a vida atrás daquele balcão. Conhece os clientes pelo nome, sabe quem compra fiado, quem esconde chocolates do marido, quem mudou de detergente depois do divórcio e quem leva uma garrafa de vinho sempre que diz que vai receber a irmã para jantar.

Para Aurora, isto não é cusquice. É "conhecimento do consumidor". E também não é uma mercearia. É uma "superfície comercial de proximidade".

Quando uma pequena equipa de televisão chega ao bairro para realizar um documentário sobre a sobrevivência do comércio tradicional, Aurora vê finalmente a oportunidade de mostrar ao país aquilo que sempre acreditou: que é uma empresária visionária e que o Mini-Mercado Aurora é uma máquina perfeitamente oleada.

As câmaras rapidamente descobrem outra realidade. Atrás do balcão existe uma pequena família disfuncional de funcionários que passa os dias a tentar manter o negócio a funcionar apesar das decisões da própria gerente.

A série é feita em registo mockumentary (como Parks & Recreation, The Office, Modern Family, The Paper)

a-candid-portrait-photograph-of-a-portug-cs-VHZz-Q2-VCOu-SLr-Uc-CCUQ-Qb-PV4s08-Qfqb04dyx-BVmow-cover.png

O verdadeiro braço direito de Aurora é Nuno "Fininho" (Manuel Marques), funcionário do minimercado há mais de vinte anos e provavelmente a única pessoa que sabe exatamente como aquele negócio funciona. Conhece fornecedores, controla encomendas, resolve avarias, percebe as contas e consegue encontrar qualquer produto no armazém, embora nunca tenha recebido oficialmente qualquer cargo de responsabilidade.

Aurora garante frequentemente perante as câmaras que todas as decisões importantes passam por ela.

As entrevistas de “Fininho” servem geralmente para explicar que não passam.

Quando Aurora anuncia orgulhosamente ter antecipado uma falha no abastecimento de leite, Nuno revela que foi ele quem telefonou para três fornecedores. Quando Aurora garante ter descoberto um erro numa encomenda de seiscentos iogurtes, Nuno limita-se a olhar para a câmara: foi ela quem escreveu um zero a mais.
a-candid-portrait-photograph-of-a-portug-1-M05h-6-HWsy0be-L2-PKd-OPw-w8o-V3cb-DT3-WFD-d-Sp-Ync-Sw.png

Na caixa está Sónia (Joana Pais de Brito), funcionária há quinze anos e central de informações não oficial do bairro. Os clientes contam-lhe casamentos, separações, doenças, discussões familiares e problemas financeiros enquanto esperam pelo troco. Sónia garante que nunca fala da vida de ninguém. Normalmente faz essa afirmação imediatamente antes de contar à câmara alguma coisa que ninguém lhe perguntou.
a-candid-photograph-of-a-portuguese-man-BH2e2-o-MWv-CEavsdbd0-Ru-A-xp-HT29-VJQGi-XCm0-FIZo-Acw.png

A nova geração do Aurora é representada por Fábio (Tomás Taborda), contratado por Aurora para ser o "responsável digital" porque alguém lhe explicou que todos os negócios precisam de ter um.

Fábio tenta criar uma loja online, implementar entregas ao domicílio, lançar cartões de fidelização digitais e modernizar as redes sociais do minimercado. Aurora rejeita praticamente todas as ideias. Não compreende por que razão alguém haveria de comprar bananas através de uma aplicação quando pode simplesmente "descer à rua".

É também Fábio quem percebe melhor a presença das câmaras e frequentemente olha diretamente para elas quando Aurora diz alguma coisa particularmente absurda.
a-candid-portrait-photograph-of-a-young-m-Ox-DPP6-V3q-I51a-St4pa-FA-h-Vtx-TKSv-Try0i-Y3-Y-sylw.png

A equipa completa-se com Jéssica (Ana Marta Ferreira), uma jovem contratada temporariamente para a caixa e reposição, que compensa a falta de jeito com uma confiança absolutamente inabalável nas suas capacidades. Distraída, ingénua e dona de uma lógica muito própria, Jéssica consegue transformar as tarefas mais simples do minimercado em pequenos desastres: troca preços, arruma produtos nos lugares errados, esquece-se de registar compras, dá troco a mais, interpreta literalmente as instruções dos colegas e toma decisões por iniciativa própria que quase sempre obrigam Nuno a intervir.
a-candid-portrait-photograph-of-a-portug-ie4bk-JLs-Ue-Kjaay-C7v-DMFA-ia-D-p-IRGTKq-N0i-zfyi-LTw.png

A completar este pequeno universo está Paula (Anabela Moreira), contratada para fazer duas horas de limpeza por dia e que, inexplicavelmente, acaba envolvida em todos os assuntos do negócio. É a pessoa a quem Aurora conta aquilo que "não pode sair daqui", tornando-se involuntariamente uma das mulheres mais bem informadas do bairro.
a-candid-portrait-photograph-of-a-middle-Ia-Cp-AF18-WWyv-Mw-n0-O-ACA-Q3g0-Ncr-NQ2e-G7-K2wk-Ie-WCQ.png

Na porta ao lado fica o Café Central, gerido por Célia Martins (Maria Rueff), amiga de Aurora há mais de trinta anos e uma mulher atolambada como poucas. Célia perde as chaves do café dentro do próprio café, esquece-se de cobrar aos clientes, troca os pedidos e, quando finalmente consegue resolver um problema, já criou outros dois sem dar por isso.

É também a maior admiradora de Aurora. Para Célia, a amiga não tem uma mercearia: tem praticamente um império. Tudo o que Aurora diz sobre gestão é recebido como se viesse diretamente da Universidade de Harvard, embora Célia perceba geralmente metade e aplique a outra metade ao contrário. Se Aurora lança uma promoção, Célia lança outra. Se Aurora fala em fidelizar clientes, Célia manda fazer cartões. Só depois é que pergunta para que servem.

Aurora adora-a, embora passe grande parte do tempo a tratá-la como uma criança de cinquenta e muitos anos que alguém deixou inexplicavelmente responsável por um café. E também adora, embora nunca o admita, ser idolatrada por ela. Célia entra e sai do minimercado como se fosse funcionária, interrompe conversas, pede troco, pede conselhos, pede açúcar, pede para Aurora lhe tomar conta do café “só cinco minutos” e regressa quarenta minutos depois.

São amigas há tempo suficiente para já não precisarem de ser educadas uma com a outra. Célia é provavelmente a pessoa que mais acredita em Aurora — e também aquela que, sem querer, mais vezes a deixa ficar mal. Sobretudo agora que há câmaras a filmar tudo.
a-studio-portrait-photograph-of-a-man-in-m9l4-FBZGUBa-WWBYl-Yc-HCEQ-mdmximc6-RYiragzwc6x92-A.png

Para além disso há a mercearia da frente gerida por Aníbal (Joaquim Monchique), que Aurora tenta manter fora do alcance das câmaras para não roubar clientela. É frequente nos episódios existir troca de insultos e galhardetes entre ambos. Aníbal entra muitas vezes pela mercearia a dentro, só para promover o seu estabelecimento.

Sinopse versão curtíssima: 
TEMOS DE TUDO é uma comédia em formato mockumentary passada no Mini-Mercado Aurora, uma loja de bairro lisboeta onde se vende literalmente de tudo. À frente do negócio está Aurora Figueiredo (Ana Bola), uma gerente autoritária e convencida de que é uma empresária visionária. Quando uma equipa de televisão chega para documentar o comércio tradicional, as câmaras revelam o verdadeiro funcionamento da loja: funcionários caóticos, clientes cuscos, a atolambada melhor amiga Célia (Maria Rueff) e uma guerra comercial permanente com Aníbal (Joaquim Monchique), o pintas da mercearia da frente.

  Spoiler - mostrar conteúdo oculto

 

A-m-e-i

há 14 minutos, Talu disse:

:wub:

Previsível :laser:

  • Adoro 2
Postado
1 minute ago, Angel-O said:

A-m-e-i

Obrigado :) Percebi que me estiquei na sinopse, por isso quem não quiser perder muito tempo, deixei uma sinopse mais curtinha no fim da publicação. 

  • Adoro 2
Postado
19 minutes ago, Amorim said:

Uma crítica geral. Não gosto de nenhum slogan 

CDrnJ19.jpg
O SLOGAN
A RTP 1 é a televisão mais antiga do país e apesar de se querer manter relevante , é impossível renegar aquilo que nenhuma outra televisão possuí em Portugal: um enorme legado de quase 70 anos. 
"O primeiro olhar" é o primeiro verso do hino da RTP.

Serve como identificador da identidade musical, mas também tem uma dualidade que me pareceu interessante: "O Primeiro Olhar" porque a RTP foi, literalmente, o primeiro olhar dos portugueses para a televisão: foi através dela que o país descobriu este meio e começou a ver Portugal e o mundo através de um ecrã. Mas também quero que continue a ser o primeiro olhar diariamente. Ser o primeiro olhar sobre novas histórias, novos talentos e novas formas de entretenimento. E, sobretudo, ser um primeiro olhar sobre o futuro da televisão e sobre tudo aquilo que ela ainda pode vir a ser.

Ou seja, o slogan carrega uma homenagem ao legado e em simultâneo apresenta-se como um ponto de partida.

  Reveal hidden contents
  • Adoro 5
  • Obrigado 2
Postado (editado)
há 21 minutos, VTL disse:

CDrnJ19.jpg
O SLOGAN
A RTP 1 é a televisão mais antiga do país e apesar de se querer manter relevante , é impossível renegar aquilo que nenhuma outra televisão possuí em Portugal: um enorme legado de quase 70 anos. 
"O primeiro olhar" é o primeiro verso do hino da RTP.

Serve como identificador da identidade musical, mas também tem uma dualidade que me pareceu interessante: "O Primeiro Olhar" porque a RTP foi, literalmente, o primeiro olhar dos portugueses para a televisão: foi através dela que o país descobriu este meio e começou a ver Portugal e o mundo através de um ecrã. Mas também quero que continue a ser o primeiro olhar diariamente. Ser o primeiro olhar sobre novas histórias, novos talentos e novas formas de entretenimento. E, sobretudo, ser um primeiro olhar sobre o futuro da televisão e sobre tudo aquilo que ela ainda pode vir a ser.

Ou seja, o slogan carrega uma homenagem ao legado e em simultâneo apresenta-se como um ponto de partida.

  Spoiler - mostrar conteúdo oculto

Eu escolhi "esramos todos aqui" porque era a minha visão, em retrospectiva achei o hino dos 50 anos um pouco brega.

Também e posso revelar, o.meu Telejornal iria dar às 19:30 dentro dos limites da ERC (e no fundo todos os canais do concurso começavam noticiários à mesma hora, 20:00), não pegou na ideia do regresso do Jardim da Celeste (supostamente por não ter arranjado apresentadora/prrsonagem humana para interagir com os fantoches). SpongeBob às cinco da manhã? Era para o fim da tarde. Sandokan num horário tardio? Na minha gestão e nem sequer fiz a grelha completa, era para ser às sextas por volta das 22:00/22:30 (Sandokan é +16) porque a série dos anos 70 dava no mesmo horário na primeira passagem.

E o novo dono não pegou na minha ideia mais rebuscada, não era o regresso de formatos como Controvérsias ou Ponto por Ponto, e sim o noticiário em inglês de quinze minutos, que já tinha apresentador. Já houve um noticiário-teste há cerca de 45 anos mas não há documentação (dava cerca de cinco minutos e havia também um em francês). Uns diriam que um sumário numa língua estrangeira não fazia mal a ninguém, outros achariam desnecessário. Eu até se pedinchasse pedia uma licença de emissão dos noticiários da BBC, vá que fosse na RTP 2, mas não seria viável de qualquer maneira.

Editado por ATVTQsV
Postado
6 minutes ago, ATVTQsV said:

Eu escolhi "esramos todos aqui" porque era a minha visão, em retrospectiva achei o hino dos 50 anos um pouco brega.

Também e posso revelar, o.meu Telejornal iria dar às 19:30 dentro dos limites da ERC (e no fundo todos os canais do concurso começavam noticiários à mesma hora, 20:00), não pegou na ideia do regresso do Jardim da Celeste (supostamente por não ter arranjado apresentadora/prrsonagem humana para interagir com os fantoches). SpongeBob às cinco da manhã? Era para o fim da tarde. Sandokan num horário tardio? Na minha gestão e nem sequer fiz a grelha completa, era para ser às sextas por volta das 22:00/22:30 (Sandokan é +16) porque a série dos anos 70 dava no mesmo horário na primeira passagem.

E o novo dono não pegou na minha ideia mais rebuscada, não era o regresso de formatos como Controvérsias ou Ponto por Ponto, e sim o noticiário em inglês de quinze minutos, que já tinha apresentador. Já houve um noticiário-teste há cerca de 45 anos mas não há documentação (dava cerca de cinco minutos e havia também um em francês). Uns diriam que um sumário numa língua estrangeira não fazia mal a ninguém, outros achariam desnecessário. Eu até se pedinchasse pedia uma licença de emissão dos noticiários da BBC, vá que fosse na RTP 2, mas não seria viável de qualquer maneira.

Aceito que venhas aqui essencialmente criticar as minhas escolhas, aliás foi algo que aconteceu frequentemente na anteriormente gestão do Prisma. Por mim, está mesmo tudo bem. E até aceito que venhas aqui deixar as tuas ideias porque percebo que possas ter um sentimento de pertença.
Agora só não estou a perceber porque estás a supor coisas que eu nunca disse, até porque todas as conversas que tivemos foram sempre assim: públicas. E estou a referir-me ao que está a negrito. 
 

  • Obrigado 2
  • Haha 4

Junta-te a nós!

Podes agora comentar e registar-te depois. Se tens uma conta, Entra para responderes com a tua conta.
Note: Your post will require moderator approval before it will be visible.

Visitante
Responder a este tópico

×   Colaste conteúdo com formatação.   Restore formatting

  Only 75 emoji are allowed.

×   O teu link foi automaticamente incorporado.   Mostrar apenas como link

×   Uau! O teu conteúdo anterior foi recuperado.   Limpar Tudo?

×   You cannot paste images directly. Upload or insert images from URL.

×
×
  • Criar Novo...