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143: Fichas da televisão nos países que vão ao Mundial


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Nos próximos dias arranco uma nova crónica "capitulada", breves resumos da televisão dos 32 países que vão ao Mundial, começando pelo Qatar.

A ordem será a seguinte:

  1. Qatar
  2. Alemanha
  3. Dinamarca
  4. Brasil
  5. França
  6. Bélgica
  7. Sérvia
  8. Espanha
  9. Croácia
  10. Suíça
  11. Inglaterra
  12. Holanda
  13. Argentina
  14. Irão
  15. Coreia do Sul
  16. Arábia Saudita
  17. Japão
  18. Uruguai
  19. Equador
  20. Canadá
  21. Gana
  22. Senegal
  23. Polónia
  24. Portugal
  25. Tunísia
  26. Marrocos
  27. Camarões
  28. Estados Unidos
  29. México
  30. País de Gales
  31. Austrália
  32. Costa Rica

A primeira das 32 fichas será escrita ainda esta semana. Tratarei de resumir a história e os principais canais de cada país.

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  • 2 weeks later...

320px-Flag_of_Qatar.svg.png

Depois de algum atraso, a primeira ficha é a do Qatar. O único país estreante do Mundial de 2022 é o organizador escolhido em 2010 no meio de bastante polémica. A televisão chegou lá tardiamente em 1970 (um ano antes de conseguir a sua independência), e isto é perceptível dado que em certas zonas do Golfo Pérsico, devido à frenética busca pelo petróleo, houve um rápido desenvolvimento da região, tanto que passou de praticamente nada a cidades luxuosas, tipo o que passou com o desenvolvimento de Las Vegas mas com petróleo. Pouco antes do início da televisão no Qatar e nos Emirados, Abu Dhabi (antes da formação dos actuais Emirados como tal) passou a contar com uma rádio.

A televisão lançada era do estado, a Televisão do Qatar. Os primeiros anos eram a preto e branco, em 1974 o canal único passou a emitir a cores. Em 1982, abriu um segundo canal em inglês, à semelhança dos seus vizinhos. Para além de emitir conteúdo do mundo ocidental, também passava conteúdo da Índia devido à quantia de imigrantes do sul da Ásia. Sabe-se que o canal foi suspenso a 27 de Julho de 2014. O canal tinha dois nomes: Canal 37 (devido à sua frequência UHF) e Canal 2 (o Canal 1 era o canal árabe).

O "monopólio" foi quebrado com a chegada de operadores a cabo em 1993, porém o satélite acabou por tomar conta do sector. Em 1996 a Al-Jazeera foi criada. Antes do seu lançamento a BBC tinha um canal de notícias em árabe (reaberto em 2008 mas sem o mesmo impacto). Sucede que o que ditou o fim do canal foram dois factores: um documentário que criticava a família real saudita e as directivas que vinham do executivo da operadora Orbit, que era do Bahrain (país vizinho) que eram muito estritas. A Al-Jazeera aumentou a sua popularidade a seguir aos atentados aos Estados Unidos já cinco anos depois do canal nascer, alegando que as suas imagens eram mais fidedignas que as difundidas pelos meios americanos. Isto, mais a emissão de imagens de grupos terroristas como a Al-Qaeda, criou uma imagem meio negativa do canal de notícias no ocidente, alegando que era uma televisão terrorista. Passado alguns anos esta imagem desmanchou-se, e a Al-Jazeera começou a diversificar o seu conteúdo. Em 2003 criou uma série de canais desportivos (Al-Jazeera Sports). Em 2005, o canal infantil (Al-Jazeera Children's Channel) seguindo-se de um pré-escolar em 2008 (Baraem). Estes canais eram orientados para o mundo árabe como um todo. Em 2006, é lançado o canal em inglês. Com o passar dos anos dá para ver que o canal de notícias em inglês e o mesmo em árabe emitem para dois mundos completamente diferentes. Peguemos na questão israelo-árabe. No canal em inglês fala-se do assunto sem tabus. No canal em árabe, condenam os actos feitos pelo "regime" israelita.

Em 2012 a marca beIN foi criada e aos poucos o grupo decidiu usar a marca Al-Jazeera só para os canais de notícias (o canal infantil mudou de nome para Jeem TV). No mesmo ano a TV de estado do Qatar passou a emitir em alta definição.

O único operador local de televisão paga (estritamente para o mercado qatari) é a Ooredoo. A beIN desde 2015 opera um pacote de televisão paga por satélite para fazer frente à OSN, criada da fusão entre a Orbit e a Showtime em 2009 (sim, era da Showtime americana, depois foi vendida antes da fusão). O pacote da beIN foi criado quando os canais árabes da beIN Sports ainda tinham o nome da Al-Jazeera, e só passado alguns anos da mudança de nome é que diversificou a sua oferta.

Porém, um serviço clandestino chamado beoutQ cujo nome implicava um sentimento contra o Qatar, era emitido da Arábia Saudita ente 2017 e 2019 e emitia conteúdo ilegalmente. Talvez falarei mais aprofundadamente sobre o caso na ficha saudita.

Fora os dois grandes jogadores, existe um grupo de canais desportivos mais "localizado", o Al-Kass (A Taça), que opera oito canais. Este ano a Televisão do Qatar reactivou o segundo canal (Canal 37) devido ao Mundial.

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On 20/09/2022 at 00:29, ATVTQsV disse:

Em 2012 a marca beIN foi criada e aos poucos o grupo decidiu usar a marca Al-Jazeera só para os canais de notícias (o canal infantil mudou de nome para Jeem TV). No mesmo ano a TV de estado do Qatar passou a emitir em alta definição.

O pacote da beIN foi criado quando os canais árabes da beIN Sports ainda tinham o nome da Al-Jazeera, e só passado alguns anos da mudança de nome é que diversificou a sua oferta.

Duas correcções:

-a marca beIN foi originalmente criada para a Al Jazeera entrar no mercado francês e mais tarde usada para entrarem noutros mercados como o norte-americano. A Al Jazeera Sports só passou a ser beIN Sports em 2014.
-por causa disto, tecnicamente nem havia pacote beIN antes de 2014. O que havia eram cartões que se podia usar em qualquer receptor disponível no mercado para aceder aos canais Al Jazeera Sports. Cheguei a ver cafés que tinham receptores baratuchos com cartões Al Jazeera Sports (usavam a norma Irdeto na altura) para terem acesso mais barato aos jogos da Primeira Liga. Na altura a JSC não emparelhava os cartões com os receptores, logo era fácil este tipo de situações acontecerem (bem como pirataria via cardsharing...). A partir de 2014/2015 começaram a alterar a política e já passava a ser obrigatório emparelhar o cartão com um receptor próprio da beIN.

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  • 3 weeks later...

320px-Flag_of_Germany.svg.png

Em vez de falar da história que duraria mais tempo, vou tentar dissecar os principais canais alemães. Peço desculpa por possíveis incongruências na análise.

Também nem todos os canais terrestres são federais. O JDaman já disse que cabe a determinados estados etc e tal

ARD (aka Das Erste): canal público fundado em 1952. O canal não pode passar mais de 20 minutos totais de anúncios por dia. Historicamente o canal tem estado "federalizado", tendo sinais regionais só na rede terrestre. Muitos dos programas são produzidos em associação com uma das empresas regionais, e isso já veio do "ADN" do canal.

O principal noticiário, Tagesschau (Visão (Geral) do Dia) tem várias edições, sendo a principal e a que mais dita regras a das 20:00. Emite só por quinze minutos e quando acaba, começa o horário nobre em praticamente todos os canais alemães imagináveis.

Emite também um programa matinal em conjunto com a ZDF e ainda um às 13.

Costuma ser um dos canais mais associados à emissão de eventos como o Europeu e o Mundial junto com a ZDF, juntos emitem mais de metade, deixando a totalidade à Deutsche Telekom.

One: canal alternativo da ARD. Vendo a grelha actual passa muitas séries europeias e americanas (como Seinfeld) e alguns filmes. Passa as semis da Eurovisão por ser Big 5. Também, do que consegui ver da produção nacional, passa repetições da telenovela Sturm der Liebe (no ar no canal principal há 17 anos) com alguns anos de atraso.

Em Portugal tirando os satélites, pode ser visto quando há um Europeu ou um Mundial para os assinantes do pacote alemão da MEO ou da NOS e é substituido temporariamente por este canal por causa dos direitos.

ARD Alpha: canal educativo. Era da BR da Baviera (o que fazia do canal a única Dritte a ter dois canais, se bem que este canal foi feito já para o público federal) que ainda controla o canal, mas há uns anos assumiu o nome da ARD.

Tagesschau 24: canal de notícias. A ARD tem em mente mudar o formato do canal para ser mais atraente (foi o que eu li ainda este ano).

DW-TV: grupo de canais internacionais detido pela ARD que por sua vez detém a rádio do mesmo nome. Na televisão emite em três línguas: inglês (na qualidade de canal de notícias), alemão (onde passam certos programas de cultura e actualidade da ARD e das Drittes) e espanhol para a América Latina.

A DW ainda possui o antigo catálogo da Transtel, que era usado em países subdesenvolvidos da América Latina, África, Médio Oriente e Ásia, sobretudo nos anos 80. As sobras do catálogo ainda passam em certos canais latino-americanos de pequenas dimensões. Este nos anos 90 tinha um canal a cabo na Argentina que era emitido "por tráfego", onde uma cassete com os programas era enviada aos operadores.

ZDF: ao contrário da ARD, este canal é 100% centralizado. As regras do canal no mercado dos anúncios são iguais à federação da ARD, 20 minutos no máximo ao longo do dia e com paragem obrigatória às 20.

O principal noticiário, o heute, dura um pouco mais na sua edição principal às 19 (20 minutos descontando o tempo). Entre os seus programas mais emblemáticos há décadas no ar temos Caso Número XY Não Resolvido (ou simplesmente XY), formato de resolução de crimes que foi ganhando inspiração no estrangeiro, o concurso Wetten... Dass? (que retomou no ano passado depois de sete anos de sabática) e muitas séries de produção nacional.

ZDFinfo: apesar do nome supor que seja um canal de notícias, na verdade é um canal de documentários versado sobretudo em temas societais e da actualidade, e ainda por cima com um olhar mais internacional. Isto, porque a página no site da ZDF indica sugestões de dezenas de documentários para ver.

Este canal é usado pelas operadoras portuguesas para "tapar" a ZDF no Europeu e no Mundial.

ZDFneo: praticamente uma One da ZDF. A principal diferença entre os dois é que a ZDFneo tem mais conteúdo nacional na grelha.

As Drittes: são nove empresas regionais de rádio e televisão que à sua vez possuem os seus próprios canais. Muitas delas tem sub-versões regionais: a BR, porque a Baviera é grande, tem três sinais. Algumas das Drittes cobrem mais de um estado (NDR, MDR, RBB) e à sua vez tem sinais para cada estado. Só a SR e a Radio Bremen não possuem isso, ora, porque os territórios são pequenos xb

O uso destas faixas regionais serve principalmente para dar noticiários mais regionalizados.

A ARD e a ZDF possuem alguns canais em co-operação: 3sat (que desde 2017 tem estado sob o controlo editorial da ZDF), com programas da ARD, ZDF, SRF e ORF, Kika (canal infantil), Phoenix (canal de notícias e documentários sobre temas da actualidade cujo slogan é "a imagem completa"), o canal franco-alemão Arte e a plataforma FUNK (gerenciada pela SWR).

RTL: principal canal privado alemão. Já foi popular fora dos países germanófonos, sobretudo nos anos 90, incluindo em Portugal.

O canal generalista do grupo emite um perfil meio que idêntico a várias das suas congéneres europeias: programação "popular". Isto inclui as suas telenovelas (formato anglo, como a ARD), tendo três a serem produzidas. A faixa das 18 é ocupada por programas de celebridades (Explosiv e Exclusiv), mas estes programas não são emitidos na rede terrestre e de cabo em grande parte do país. Actualmente há cinco faixas regionais no horário (quatro das quais operam sob o nome da RTL) antecedendo o noticiário nacional às 18:45. Todas as versões regionais menos a de Hesse estão disponíveis por satélite.

O canal tem produz alguns reality shows e experiências sociais.

Actualmente tem os direitos da Liga das Nações, quatro corridas da Fórmula 1, um jogo semanal da Liga Europa e torneios de boxe.

RTL Zwei: outrora um canal juvenil (antes passava animes, tudo acabou em 2013), o canal é especializado em reality shows próximos aos que costumam passar na SIC Radical. Boa parte destes reality shows são apelidados de "telenovelas de documentário" (docu-soap em alemão). O principal formato é Berlinenses: Dia e Noite, já adaptado para países como a Bulgária. Antigamente tinha os direitos do formato Big Brother, retomado em 2020 por uma temporada na SAT.1.

VOX: formato semelhante ao da RTL Zwei, orientado a uma faixa mais heterogénea de telespectadores (eu acho). A principal diferença tirando o conteúdo "docu-soap" é a chuva de repetições de CSIs de manhã nos dias de trabalho, continuando o que a RTL faz de madrugada.

Super RTL: outrora um investimento da Disney, que entretanto decidiu tirar o canal do mercado pago e entrar no gratuito em 2014, o canal está em vias de mudar o seu nome para Toggo, nome da faixa infantil que ocupa grande parte da programação. Em anos mais recentes o horário nobre, muito à custa da mudança de paradigmas, passou a depender mais de séries americanas "pesadas" dobradas (Sem Rasto, CSI, e antes o Dr. House). O canal também ajudou na co-produção de muitas séries de animação europeias ultimamente.

Nitro: canal que emite séries americanas e a Liga Europa (na altura em que escrevo). Programas tipo reality só aos fins-de-semana. Se bem que a RTL já dedica dois canais ao género, sendo que aquele que achava que iria passar mais (mesmo já sabendo que a RTL Zwei e a VOX são canais principalmente de "docu-soaps"), afinal passava menos.

n-tv: canal de notícias durante o dia, emite documentários e programas tipo reality ao horário nobre e aos fins-de-semana.

Entre os canais gratuitos a RTL tem também a RTLup e a VOXup dedicados aos idosos, e a Toggo Plus que emite a faixa Toggo com uma hora de atraso

SAT.1: a concorrente da RTL. Ao contrário da RTL as tardes são mais dedicadas a conteúdo pseudo-reality e pseudo-policial. Às 17:30 tem uma faixa regional para cinco regiões. Tem a versão local do The Voice.

ProSieben: manhãs e tardes forradas a repetições de séries americanas. Uma tradição de longa data é a emissão de dois episódios dos Simpsons às 18:10, depois do seu noticiário. Boa parte das produções nacionais vai ao ar em horário nobre.

kabel eins: semelhante à ProSieben, com horário nobre forrado a conteúdo sobretudo dos EUA. (É o que vi na grelha. Parece que encontrei o ponto alto do grupo ProSiebenSAT.1, em contraponto ao da RTL que é a produção massiva dos chamados docu-soaps)

sixx: dizia ser um canal para mulheres quando entrou no ar, mas vejo algumas séries que também passa na Kabel Eins (e por incrível que pareça, ainda tem alguns programas tipo os do Jamie Oliver)

E para fechar a ronda dos canais mais importantes decidi falar sobre a Sport1.

Outrora famoso na Europa por dois factores: a cobertura de eventos desportivos por um lado e a emissão a anúncios a linhas eróticas a partir das 23 por outro, nos tempos de glória do DSF, quando ainda era DSF, a grelha já era tudo menos desporto: passava até programas de call-TV com cenários tropicais. Em 2012, soube-se que o canal estava a perder audiência, sendo que o conteúdo dito desportivo ocupava menos de 50 porcento da programação.

A grelha actual contém muitas horas de televendas durante o dia, seguido por realities americanos, incluindo até O Preço da História (não estou a gozar), que até em certas noites passa em horário nobre.

Quero acabar a dizer que os principais actores do sector da televisão paga são a SKY (antiga Premiere), a Deutsche Telekom (MagentaTV, que por sua vez possui também os direitos dos Europeus e dos Mundiais), a Vodafone e alguns operadores locais de cabo.

(culpem-me por ter ido a sites como o da Hörzu e ter percebido as grelhas (mesmo com tradutor) "na diagonal")

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318px-Flag_of_Denmark.svg.png

A Dinamarca pode ser considerada como o primeiro país escandinavo a ter televisão. A empresa de rádio do estado (na altura Statsradiofonien) começa a emitir emissões (supostamente experimentais) a partir de um emissor em Copenhaga em Outubro de 1951, uma hora por dia, três vezes por semana. As emissões passaram a diárias em 1954, e posteriormente, nasceram novos emissores (fechando com o de Bornholm em 1960 para assegurar cobertura completa).

O principal noticiário TV Avisen chegou em 1965, substituindo um anterior cuja fórmula ia mais ao encontro dos noticiários para cinema. Em 1967 as emissões a cores começaram, passando a regular em 1970. Como é de praxe, a Dinamarca optou pelo sistema PAL.

O monopólio foi quebrado, pelo menos em Copenhaga, com o surgimento da televisão por cabo, e da criação de canais locais. A DR não permitia (e ainda não permite) publicidade comercial nos seus serviços. Nos anos 80, alguns editores de vídeo contornaram o problema e decidiram incluir anúncios antes dos filmes.

Numa altura em que se discutia a viabilidade do segundo canal dinamarquês, começou o canal trinacional TV3 (com sede na Suécia e emitindo em sueco, norueguês e dinamarquês). Conta-se que a versão dinamarquesa foi criada em 1990 devido a problemas de entendimento com o sueco e o norueguês. O conjunto dos canais da TV3 emitia do Reino Unido para contornar as leis dos três países.

A 1 de Outubro de 1988, o monopólio televisivo foi quebrado oficialmente com o início da TV2 na rede terrestre (sem TV2 nem sequer haveria Hugo). Em 1983, a TV Syd foi criada, e a televisão local ameaçava a existência da DR. Com o início da TV2, foi integrada no sistema regional do canal. Em 2009 deixou de ser um canal gratuito, forçando a TV2 a ser um canal inteiramente pago, sendo que os canais regionais continuam a ter a sua emissão gratuita.

A meados dos anos 90, vendo que a TV2 já estava consolidada, o canal existente (DR TV) passa a assumir um 1 como símbolo. Só em 1996 é que muda oficialmente o nome para DR1, devido ao início da DR2. Inicialmente (em 1996) a DR2 era emitida exclusivamente por satélite e cabo, o que lhe deu a alcunha de "canal secreto" devido às baixas audiências. Tal problema foi remediado em 2006 com o início das emissões regulares da TDT no país.

Os canais locais a cabo tiveram uma mudança na legislação em 1997, dando início ao novo canal da SBS, TV Danmark, criado com base no antigo Kanal 2 de Copenhaga e outros canais, pegando num formato da irmã TVNorge (retirado em 2009).

A TV2 começa a explorar os canais temáticos em 2000. Hoje possui a TV2 Zulu, TV2 Charlie, TV2 Fri, TV2 News e TV2 Film.

A SBS lança a TV Danmark 1 em 2002, o canal existente passa a se chamar TV Danmark 2. Em 2004 a TV Danmark 1 passa a Kanal 5, deixando a TV Danmark 2 como TV Danmark tout-court. Este último foi substituído pelo Kanal 4 em 2006, rescindindo da rede terrestre em 2007, substituído por uma SBS NET, fechada em 2008. Com o fecho, os canais locais da TV Danmark, assumidos pela SBS NET, foram encerrados. A SBS, entretanto vendida à Discovery e mais tarde Warner Bros. Discovery, também lançou novos canais.

Por outro lado a DR lança novos canais: DR Update (entretanto fechado) com notícias, DR Ramasjang para crianças, DR 3 para jovens (fechado também), DR Ultra para crianças em idade escolar e adolescente (fechado e mudado para o streaming) e DR K com conteúdo cultural e alternativo (fechado também). Hoje a DR tem só três canais lineares. Foi da DR 3 (mais tarde DR 1) que nasceu o formato Casados à Primeira Vista, que mais tarde deu a volta ao mundo e sacou versões em muitos países como o nosso.

A TDT é principalmente de pago, como nos países irmãos, sob a égide da Boxer sueca. Nos primeiros anos a TV3 e os seus canais estavam impedidos da plataforma, mas entretanto houve um entendimento.

Nas Ilhas Faroé, a televisão chegou em 1984. Só há um canal local, a KVF (antiga SVF). Uma rede de TDT paga opera canais escandinavos, incluindo canais da Dinamarca metropolitana. Antigamente a SVF passava algum conteúdo da DR e da TV2.

A Gronelândia não faz parte da FIFA, nem da UEFA, nem da CONCACAF, mas teve televisão antes das Ilhas Faroé. A KNR entrou na televisão em 1982. Antes de 2013, passava programas da DR, mas com a chegada de sinais gratuitos da DR na Gronelândia, a KNR passou a emitir uma programação inteiramente local. Tal como nas Ilhas Faroé, existe televisão paga consolidada, porém há também alguns canais locais de baixa audiência (alguns dos seus programas passaram na KNR). Quanto à KNR, possui dois canais, a KNR 1 a tempo inteiro e a KNR 2 como canal ocasional. A programação é feita em gronelandês, com legendas em dinamarquês.

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On 11/10/2022 at 20:09, ATVTQsV disse:

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Em vez de falar da história que duraria mais tempo, vou tentar dissecar os principais canais alemães. Peço desculpa por possíveis incongruências na análise.

Também nem todos os canais terrestres são federais. O JDaman já disse que cabe a determinados estados etc e tal

ARD (aka Das Erste): canal público fundado em 1952. O canal não pode passar mais de 20 minutos totais de anúncios por dia. Historicamente o canal tem estado "federalizado", tendo sinais regionais só na rede terrestre. Muitos dos programas são produzidos em associação com uma das empresas regionais, e isso já veio do "ADN" do canal.

O principal noticiário, Tagesschau (Visão (Geral) do Dia) tem várias edições, sendo a principal e a que mais dita regras a das 20:00. Emite só por quinze minutos e quando acaba, começa o horário nobre em praticamente todos os canais alemães imagináveis.

Emite também um programa matinal em conjunto com a ZDF e ainda um às 13.

Costuma ser um dos canais mais associados à emissão de eventos como o Europeu e o Mundial junto com a ZDF, juntos emitem mais de metade, deixando a totalidade à Deutsche Telekom.

One: canal alternativo da ARD. Vendo a grelha actual passa muitas séries europeias e americanas (como Seinfeld) e alguns filmes. Passa as semis da Eurovisão por ser Big 5. Também, do que consegui ver da produção nacional, passa repetições da telenovela Sturm der Liebe (no ar no canal principal há 17 anos) com alguns anos de atraso.

Em Portugal tirando os satélites, pode ser visto quando há um Europeu ou um Mundial para os assinantes do pacote alemão da MEO ou da NOS e é substituido temporariamente por este canal por causa dos direitos.

ARD Alpha: canal educativo. Era da BR da Baviera (o que fazia do canal a única Dritte a ter dois canais, se bem que este canal foi feito já para o público federal) que ainda controla o canal, mas há uns anos assumiu o nome da ARD.

Tagesschau 24: canal de notícias. A ARD tem em mente mudar o formato do canal para ser mais atraente (foi o que eu li ainda este ano).

DW-TV: grupo de canais internacionais detido pela ARD que por sua vez detém a rádio do mesmo nome. Na televisão emite em três línguas: inglês (na qualidade de canal de notícias), alemão (onde passam certos programas de cultura e actualidade da ARD e das Drittes) e espanhol para a América Latina.

A DW ainda possui o antigo catálogo da Transtel, que era usado em países subdesenvolvidos da América Latina, África, Médio Oriente e Ásia, sobretudo nos anos 80. As sobras do catálogo ainda passam em certos canais latino-americanos de pequenas dimensões. Este nos anos 90 tinha um canal a cabo na Argentina que era emitido "por tráfego", onde uma cassete com os programas era enviada aos operadores.

ZDF: ao contrário da ARD, este canal é 100% centralizado. As regras do canal no mercado dos anúncios são iguais à federação da ARD, 20 minutos no máximo ao longo do dia e com paragem obrigatória às 20.

O principal noticiário, o heute, dura um pouco mais na sua edição principal às 19 (20 minutos descontando o tempo). Entre os seus programas mais emblemáticos há décadas no ar temos Caso Número XY Não Resolvido (ou simplesmente XY), formato de resolução de crimes que foi ganhando inspiração no estrangeiro, o concurso Wetten... Dass? (que retomou no ano passado depois de sete anos de sabática) e muitas séries de produção nacional.

ZDFinfo: apesar do nome supor que seja um canal de notícias, na verdade é um canal de documentários versado sobretudo em temas societais e da actualidade, e ainda por cima com um olhar mais internacional. Isto, porque a página no site da ZDF indica sugestões de dezenas de documentários para ver.

Este canal é usado pelas operadoras portuguesas para "tapar" a ZDF no Europeu e no Mundial.

ZDFneo: praticamente uma One da ZDF. A principal diferença entre os dois é que a ZDFneo tem mais conteúdo nacional na grelha.

As Drittes: são nove empresas regionais de rádio e televisão que à sua vez possuem os seus próprios canais. Muitas delas tem sub-versões regionais: a BR, porque a Baviera é grande, tem três sinais. Algumas das Drittes cobrem mais de um estado (NDR, MDR, RBB) e à sua vez tem sinais para cada estado. Só a SR e a Radio Bremen não possuem isso, ora, porque os territórios são pequenos xb

O uso destas faixas regionais serve principalmente para dar noticiários mais regionalizados.

A ARD e a ZDF possuem alguns canais em co-operação: 3sat (que desde 2017 tem estado sob o controlo editorial da ZDF), com programas da ARD, ZDF, SRF e ORF, Kika (canal infantil), Phoenix (canal de notícias e documentários sobre temas da actualidade cujo slogan é "a imagem completa"), o canal franco-alemão Arte e a plataforma FUNK (gerenciada pela SWR).

RTL: principal canal privado alemão. Já foi popular fora dos países germanófonos, sobretudo nos anos 90, incluindo em Portugal.

O canal generalista do grupo emite um perfil meio que idêntico a várias das suas congéneres europeias: programação "popular". Isto inclui as suas telenovelas (formato anglo, como a ARD), tendo três a serem produzidas. A faixa das 18 é ocupada por programas de celebridades (Explosiv e Exclusiv), mas estes programas não são emitidos na rede terrestre e de cabo em grande parte do país. Actualmente há cinco faixas regionais no horário (quatro das quais operam sob o nome da RTL) antecedendo o noticiário nacional às 18:45. Todas as versões regionais menos a de Hesse estão disponíveis por satélite.

O canal tem produz alguns reality shows e experiências sociais.

Actualmente tem os direitos da Liga das Nações, quatro corridas da Fórmula 1, um jogo semanal da Liga Europa e torneios de boxe.

RTL Zwei: outrora um canal juvenil (antes passava animes, tudo acabou em 2013), o canal é especializado em reality shows próximos aos que costumam passar na SIC Radical. Boa parte destes reality shows são apelidados de "telenovelas de documentário" (docu-soap em alemão). O principal formato é Berlinenses: Dia e Noite, já adaptado para países como a Bulgária. Antigamente tinha os direitos do formato Big Brother, retomado em 2020 por uma temporada na SAT.1.

VOX: formato semelhante ao da RTL Zwei, orientado a uma faixa mais heterogénea de telespectadores (eu acho). A principal diferença tirando o conteúdo "docu-soap" é a chuva de repetições de CSIs de manhã nos dias de trabalho, continuando o que a RTL faz de madrugada.

Super RTL: outrora um investimento da Disney, que entretanto decidiu tirar o canal do mercado pago e entrar no gratuito em 2014, o canal está em vias de mudar o seu nome para Toggo, nome da faixa infantil que ocupa grande parte da programação. Em anos mais recentes o horário nobre, muito à custa da mudança de paradigmas, passou a depender mais de séries americanas "pesadas" dobradas (Sem Rasto, CSI, e antes o Dr. House). O canal também ajudou na co-produção de muitas séries de animação europeias ultimamente.

Nitro: canal que emite séries americanas e a Liga Europa (na altura em que escrevo). Programas tipo reality só aos fins-de-semana. Se bem que a RTL já dedica dois canais ao género, sendo que aquele que achava que iria passar mais (mesmo já sabendo que a RTL Zwei e a VOX são canais principalmente de "docu-soaps"), afinal passava menos.

n-tv: canal de notícias durante o dia, emite documentários e programas tipo reality ao horário nobre e aos fins-de-semana.

Entre os canais gratuitos a RTL tem também a RTLup e a VOXup dedicados aos idosos, e a Toggo Plus que emite a faixa Toggo com uma hora de atraso

SAT.1: a concorrente da RTL. Ao contrário da RTL as tardes são mais dedicadas a conteúdo pseudo-reality e pseudo-policial. Às 17:30 tem uma faixa regional para cinco regiões. Tem a versão local do The Voice.

ProSieben: manhãs e tardes forradas a repetições de séries americanas. Uma tradição de longa data é a emissão de dois episódios dos Simpsons às 18:10, depois do seu noticiário. Boa parte das produções nacionais vai ao ar em horário nobre.

kabel eins: semelhante à ProSieben, com horário nobre forrado a conteúdo sobretudo dos EUA. (É o que vi na grelha. Parece que encontrei o ponto alto do grupo ProSiebenSAT.1, em contraponto ao da RTL que é a produção massiva dos chamados docu-soaps)

sixx: dizia ser um canal para mulheres quando entrou no ar, mas vejo algumas séries que também passa na Kabel Eins (e por incrível que pareça, ainda tem alguns programas tipo os do Jamie Oliver)

E para fechar a ronda dos canais mais importantes decidi falar sobre a Sport1.

Outrora famoso na Europa por dois factores: a cobertura de eventos desportivos por um lado e a emissão a anúncios a linhas eróticas a partir das 23 por outro, nos tempos de glória do DSF, quando ainda era DSF, a grelha já era tudo menos desporto: passava até programas de call-TV com cenários tropicais. Em 2012, soube-se que o canal estava a perder audiência, sendo que o conteúdo dito desportivo ocupava menos de 50 porcento da programação.

A grelha actual contém muitas horas de televendas durante o dia, seguido por realities americanos, incluindo até O Preço da História (não estou a gozar), que até em certas noites passa em horário nobre.

Quero acabar a dizer que os principais actores do sector da televisão paga são a SKY (antiga Premiere), a Deutsche Telekom (MagentaTV, que por sua vez possui também os direitos dos Europeus e dos Mundiais), a Vodafone e alguns operadores locais de cabo.

(culpem-me por ter ido a sites como o da Hörzu e ter percebido as grelhas (mesmo com tradutor) "na diagonal")

Eu gostaria de dizer que eu admiro algo na Televisão da Alemanha: a curta duração dos telejornais (15 a 20 minutos no máximo) e eu tenho saudades da época em que era assim aqui no Brasil. Aliás, é nítida a inspiração estética do "Jornal Nacional" da TV Globo no "Tagesschau".

Os programas da Transtel continuaram sendo distribuídos no Brasil e demais países da América do Sul até o começo dos anos 2000. O programa mais famoso deste catálogo foi o programa infantil "Pingu"

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Graças a posts meus e do PierreDumont há muitos temas da história da televisão portuguesa que muita gente está careca de saber. A maneira mais resumida de falar sobre a história seria fazer uma divisão por décadas. Parece que a cada nova década há uma grande mudança no paradigma.

Começando pelos anos 50. A TV Tupi tinha acabado de surgir primeiro em São Paulo a 18 de Setembro de 1950 (doravante Dia Nacional da Televisão) e no Rio em Janeiro do ano seguinte. A década era marcada por experiências, tanto que os inícios da Tupi eram precários. A Tupi não estava sozinha, em São Paulo passaria a enfrentar a concorrência da TV Paulista em 1952 e da TV Record em 1953. No Rio, com a TV Rio (dos donos da TV Record) em 1955. No mesmo ano chegava a Belo Horizonte com a TV Itacolomi dos Associados, trazendo a televisão para fora do eixo Rio-São Paulo. Só chegou fora dos estados do sudeste em 1959, quando a TV Piratini, também dos Associados, entra no ar em Porto Alegre, a primeira do sul. Esta década trouxe os primeiros noticiários, a primeira telenovela (em 1951), as primeiras séries e também as primeiras fitas de gravação, pela TV Continental do Rio. Os Associados criam uma geradora em Ribeirão Preto, a primeira num interior de um estado, mas foi encerrada em 1963 devido a uma falha no emissor que nunca mais foi consertada. A frequência foi reactivada nos anos 80 e hoje é uma filial própria da Record. Entre 1967 e 1963 (proibição de línguas estrangeiras na televisão brasileira), começa a funcionar a indústria das dobragens para televisão com toda a força, coincidindo com o aumento no uso e compra de televisões.

Os anos 60 trouxeram não só a criação de Brasília, como também um forte crescimento na indústria televisiva, sobretudo no eixo supracitado. Primeiro, a nova capital passaria a contar com três canais, a mesma quantia sintonizável na antiga capital, sendo um do governo (TV Nacional), um dos Associados (TV Brasília) e uma das Unidas (TV Alvorada). Antes mesmo das primeiras emissões por satélite, os Associados inventaram uma espécie de gambiarra para cobrir a inauguração de Brasília, para que houvesse uma emissão do evento no eixo Rio-São Paulo. A televisão cresceu fortemente devido à incumbência de Assis Chateaubriand em fundar estações de televisão nas capitais de estado mais relevantes, chegando nalguns casos a ter um monopólio. Fora do eixo e de Brasília, surgiram a TV Ceará em Fortaleza, a TV Jornal e TV Rádio Clube em Recife, a TV Itapoan em Salvador e a TV Paraná e a TV Paranaense em Curitiba. São Paulo passou a contar com cinco canais: a TV Cultura e a TV Excelsior, sendo que esta última trouxe o conceito de network à americana para o país, e que só fora implementado na década seguinte por outros canais como a Globo e a Tupi. A Tupi, que operava no canal 3, já tinha planeado mudar para o canal 4 para evitar interferências (no caso posso considerar como uma "divisão" da frequência, que nem uma bactéria a ser dividida), se bem que inicialmente quem queria o 2 era a Gazeta (e já vi mencionado em Television Factbooks dos anos 50, um pormenor da história da televisão do país que passou despercebido). A Cultura era dos Associados até um incêndio ter sucumbido as instalações e o equipamento no fim da década, pelas grelhas que vi, tinha uma programação mais "complementar" à Tupi (mesmo caso com a TV Alterosa apesar deles terem a Itacolomi). A Excelsior trouxe também a primeira novela diária. Em 1961 a televisão chega a Goiânia, Belém e Vitória, tudo dos Associados, com isto a televisão chega às actuais cinco regiões. Em 1962 surgem a TV Alterosa e a TV Gaúcha, esta última a actual RBS TV, quebrando o monopólio da TV Piratini no RS. Em 1963, chega a Londrina, interior do Paraná, e de maneira experimental (regular em 1963) ao interior paraibano, sendo que Campina Grande era uma cidade com fortes interesses económicos nos anos 60 (a TV Borborema ainda hoje está em funcionamento). Em 1964, ao interior de Minas (embora guias dos anos 60 afirmam que já havia desde pelo menos 1961). Em 1965 nasce a Globo, primeiro no Rio e depois com a compra da TV Paulista, a São Paulo. A compra envolvia também o emissor da TV Bauru, fundada em 1960 (o canal mais antigo do interior paulista, hoje é a geradora da TV TEM) criando uma cadeia rudimentar, e rapidamente começou a traçar os planos para a conquista da televisão nacional e das audiências. Um incêndio na Cultura forçou os Associados a vender a Cultura, tornando-se no canal público de facto de São Paulo. Houve também uma série de experiências a cores, a morte de Assis Chateaubriand que começava a fazer a vida negra à Tupi, problemas com a chamada Censura Federal depois do início da ditadura militar e o primeiro programa a ser emitido nacionalmente por satélite, o Jornal Nacional da Globo. E a Band.

Nos anos 70, a década começa com a TV Gazeta, para finalmente termos as sete posições da banda VHF de São Paulo em ordem. Infelizmente, em Setembro deste ano, a TV Excelsior fechou devido a problemas que tinha face à ditadura militar, nomeadamente a oposição. Em 1972 começam as emissões regulares a cores, depois da experiência da Festa da Uva, sendo que a primeira emissão regular foi concordada com os principais canais para emitir um especial em simultâneo na Sexta-Feira Santa daquele ano. A Tupi estava aos poucos a enfraquecer, a Record estava sob a égide da Rede de Emissoras Independentes desde o fim dos anos 60, a TV Rio, que na década anterior tinha feito pactos inusitados com a Tupi de São Paulo, faliu em 1977) e a Globo, que estava em vias de mudar o seu logotipo para o célebre ícone que "todo mundo já tá careca de saber", passou a começar a exportar as suas telenovelas, começando pelo Uruguai. O primeiro destino europeu era Portugal e o primeiro africano, Angola. Nestes dois países a primeira novela a ser exportada era Gabriela, com enorme sucesso nos dois países. No caso uruguaio, era O Bem-Amado. Em 1976, depois de ter sido expulso da Globo devido a uma mudança na sua política de programação, Silvio Santos, que tinha o seu programa desde o início dos anos 60, muda-se para a Tupi, também consegue uma concessão própria, a TVS, canal 11, no Rio.

Chegamos aos anos 80 e sucede uma tragédia que supera a da Excelsior: sete concessões dos Associados foram cassados no dia 18 de Julho de 1980, começando pela TV Marajoara e acabando com a TV Tupi do Rio. Nos últimos meses, o canal 6 do Rio era a espécie de salvação da chamada Rede Tupi. Foi naquele fatídico dia que a Tupi teve o seu fim trágico, deixando muitos trabalhadores sem canal por algum tempo. A Globo está imersa num monopólio temporário. Com a cassação, foi aproveitada a criação de dois novos canais. A estas sete concessões juntou-se o canal 9 de São Paulo, a TV Excelsior. Silvio Santos usou as concessões da TV Tupi de São Paulo, TV Marajoara e TV Piratini como as bases do SBT, enquanto que Adolpho Bloch aproveitou as quatro restantes da Tupi (Rio, TV Rádio Clube, TV Itacolomi e TV Ceará) para fundar a TV Manchete. O SBT entrou no ar em 1981, a Manchete, depois de vários atrasos, em 1983, mas só no sul do país. A TV Manchete Ceará e a TV Manchete Recife entraram no ar em 1984, repetindo a programação da primeira noite. A Manchete sempre foi dada aos desastres: a primeira emissão do canal teve falhas no som. A Record era na altura operada por Silvio Santos e Paulo Machado de Carvalho (fundador) com 50% cada, e a Record, com o início do SBT, passou a ser limitada aos estados de São Paulo e Rio de Janeiro (comprando a frequência da TV Continental). A REI teve uma queda nas afiliadas depois de 1981, lógico dado que optaram por migrar para o SBT. Os vários canais começaram a emitir o seu conteúdo por satélite à escala nacional, antes era limitado a certos programas. Silvio Santos saiu do controlo da Record, deixando PMC sozinho. Atravessando uma série de problemas e limitado a três emissores no estado de São Paulo, a Record fora vendida a Edir Macedo, inicialmente sem assumir o controlo total.

Os anos 90 eram os anos da euforia em todos os sentidos do termo. A televisão brasileira estava numa fase bem mais megalomaníaca em oposição aos planos ambiciosos de Assis Chateaubriand uns trinta ou quarenta anos antes (expansão dos Associados no sector televisivo e início da Tupi, respectivamente). O UHF normalizou-se, assim como a televisão paga. Edir Macedo passa a assumir o controlo da Record a 100%, dando o esboço da logo cuja fórmula ainda está em uso. Nos primeiros anos da Record a 100%, para além de uma escassa quantia de programas da IURD (na altura as duas identidades davam-se bem, agora a Record é pura dupla identidade), o canal era tipo uma espécie de Rede Brasil dos anos 90, com ênfase em séries estrangeiras, e pouco a pouco estava a reconstruir a produção nacional. Edir aproveitava para aumentar a cobertura da Record, ao começar a emitir noutros estados, ganhando afiliadas em vários pontos do Brasil. Em 1992, o pastor e empresário carioca compra a segunda TV Rio, que operava na mesma frequência da primeira (13). A Record queria tentar ultrapassar a liderança da Globo, mas isso só passou a ser possível mais a partir de 1998, conforme um vídeo recente da TV Formosa. A Globo ainda era omnipotente, mas em várias fases da década foi desbancada pela concorrência. O SBT era por norma o arqui-inimigo da Globo, mas outros canais tinham as suas próprias armas. No início da década, a Manchete teve um sucesso estrondoso de audiência com Pantanal, e o sucesso acabaria por gerar um enorme peso no canal, dado que queria produzir uma nova telenovela do mesmo naipe: Amazónia, tal telenovela falhou rotundamente. Em 1994, a Record ganhou os direitos dos Ficheiros Secretos (Arquivo X no Brasil), ganhando um enorme sucesso (a fórmula foi repetida alguns anos mais tarde, já com a Record a substituir algumas afiliadas da Manchete, com Pokémon, sendo o primeiro canal no Brasil a ter os direitos da série). De recordar que outra série de culto da década, Twin Peaks, foi comprada pela Globo, mas a Globo tratou mal a série, chegando até a cortar e saltar episódios, algo que não aconteceu com a passagem na Record. No UHF (embora inicialmente tinha emissão no canal 9 do Rio) entrava no ar a MTV Brasil do Grupo Abril, emitida do prédio do Sumaré, também surgiram outros canais, como a Rede 21 da Band ou a REDEVIDA, canal católico (que eu saiba, no Brasil, a REDEVIDA e a Aparecida são mais importantes que a Canção Nova, que é a única com escritório cá). A televisão paga trouxe, entre outros, os primeiros operadores pagos regulares, sendo que a TVA começava com um pacote de cinco canais, e a Globosat com quatro. Em 1996 surgiram os primeiros operadores digitais: um da TVA que falhou, a DIRECTV e a SKY, tudo por satélite (a TECSAT mais tarde mudou-se para o sistema digital). A TECSAT por circunstâncias diversas teve que se reinventar e fundou operadora própria, que fechou em 2007. Entretanto na televisão terrestre a Manchete estava com as contas no vermelho, acabando por falir em 1999. Em Maio daquele ano, o separador de início e fim foi ao ar pela última vez, dando início a uma semana de ecrã preto. Isto porque estavam a ocorrer negociações que acabaram com a venda das cinco estações ao grupo TeleTV. Uma RedeTV! prototipada foi ao ar no fim do período de negociações (com o logotipo a dizer só TV!) e em Novembro começavam as emissões a sério com um novo grafismo mais profissional, e a intenção de ser um canal classe A que nem a Manchete. Para a viragem do milénio, a Record pegou a cobertura do 2000 Today, recorrendo a um trocadilho na imprensa escrita a cutucar a Globo, a dizer que a sua passagem de ano era "global" (no sentido da cobertura do 2000 Today).

Nos anos 2000 vimos ainda os últimos suspiros dos anos 90, onde a megalomania e o deboche eram as palavras de ordem. Os programas de auditório aos poucos começaram a ter a sua sexualidade ainda mais reduzida, devido à pressão dos pais. Por outro lado o Brasil estava a começar a digitalizar as redes de cabo e estava a planear a televisão terrestre, que começou em 2007. Os reality shows chegam ao Brasil, sendo que um dos primeiros formatos era a Casa dos Artistas do SBT. Um processo da Endemol, que tinha os direitos do formato Big Brother com a Globo, ditou o fim prematuro do formato. Em 2002 nascia o BBB, sendo tradicionalmente emitido nos primeiros meses do ano. Nos anos 2000, a Record passou a assumir o posto de "arqui-inimigo da Globo", muito à custa de factores como o sucesso da sua adaptação Escrava Isaura e de quando Prova de Amor ultrapassou a audiência do Jornal Nacional. Mais para o fim da década, a Record começou as actividades da sua máquina de xerox, ao clonar formatos e também elementos gráficos da Globo. Foi com estas prácticas que a Record passou a ser apelidada de "Recópia". Em 2007 começou a TDT e a Radiobrás é extinta. A TV Brasil é criada no lugar. As emissões em HD começam não só nas grandes cidades como também nas regiões algo mais pequenas.

Na década de 2010 a televisão passa a um formato idêntico ao actual. A TV Globinho deixa de ser emitida de segunda a sexta por pressão dos canais infantis da televisão paga e do lançamento do Gloob, sendo que em 2014 proibem anúncios a brinquedos nos canais terrestres. A MTV sai do ar na rede terrestre porque a Viacom queria assumir o controlo total da marca na televisão paga. A RedeTV! é imersa em várias crises, sendo que em 2013 (mesmo ano que entrou ao ar a Fadinha do Brasil) foram demitidos muitos funcionários. O que salva a RedeTV! fora a venda de horários é a repercussão do João Kléber nas redes sociais, sobretudo as pegadinhas do João Kléber Show. Em 2017 começam a encerrar os emissores analógicos.

E nesta década, pragada até à data por problemas, divisões políticas, sociais e idiossincráticas? Só direi que a televisão brasileira saiu de um ciclo e entrou noutro, as coisas estão a sair do lugar! Faustão sai da Globo e muda para a Band, o mesmo para a Fórmula 1 que ajuda a Band a dar grandes frutos na sua audiência, causando um ressurgimento da Band, acabou-se o Bom Dia e Companhia no SBT por causa de regulações já de 2014, a Globo abdicou-se da sua wordmark já com décadas (também já estava a sentir antiquada), o tipo de letra nos genéricos das novelas já não é uniforme (embora houve escassas rupturas no passado), isto é uma barbaridade! (como diria o Datena)

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Hoje tal como no caso da Alemanha vou resumir os perfis dos principais canais da TDT francesa.

Grupo TF1

TF1: o canal mais antigo de França, foi fundado em 1935 (fechado na guerra, temporariamente refundado sob a administração nazi em 1943 para o bem dos hospitais, fechado outravez e refundado no outono de 1944) como canal de estado, foi privatizado em 1987, caso único na televisão europeia. Um canal que tem uma grelha vincada mais em formatos de grande entretenimento (possui Star Academy e a versão francesa do DCAE), concursos, séries e filmes para TV de produção própria/para o canal e noticiários.

TMC: fundado como canal monegasco em 1954, o canal entretanto passou por várias mudanças de dono e teve a sua cobertura ampliada a um ponto em que o canal deixou de ser mais orientado para o Mónaco e sul de França e sim um canal nacional como os outros. Ainda é obrigado a emitir um programa alusivo ao Mónaco (Monacoscope) aos fins-de-semana de manhã. Nos dias laborais, as manhãs são compostas de repetições de programas de entretenimento e séries da TF1, à tarde, CSIs e à noite o Quotidien. Aos fins-de-semana o formato é idêntico mas passa filmes em horário nobre.

E já que falo em séries, menção honrosa ao canal TV Breizh, que inicialmente emitia conteúdos em bretão até mudar de rumo por contenção de despesas, hoje o canal emite exclusivamente séries policiais e de detectives, da França (há quotas de produção nacional a cumprir), Estados Unidos e Reino Unido. Até passam CSI.

TFX: vendo a grelha, não acredito, não sei exactamente a que públicos o canal quer dirigir, e na prática é como uma espécie de Sixx da TF1. A programação tem algumas séries, realities franceses (incluindo um sobre famílias numerosas) e aos fins-de-semana animações dos anos 80. O canal foi fundado pela AB em 2005 e foi vendido ao grupo TF1 em 2009.

TF1 Séries Films: o nome diz tudo. A verdade é que o canal tem proporcionalmente mais séries do que filmes.

LCI: primeiro grande canal de notícias francês que se juntou à TDT em 2016.

A TF1 possui ainda os canais Sérieclub (a meias com o grupo M6), Histoire TV e Ushuaïa TV. Estes e a TV Breizh são emitidos nos operadores pagos.

France TV

France 2: canal generalista. Noticiários, séries, concursos, etc.

France 3: canal semigeneralista. Emite os noticiários regionais, Questions pour un champion e alguma programação infantil (faixa Okoo). Ah e algumas séries.

France 4: criado para a TDT em 2005, era um canal juvenil, mas a France TV mudou o formato do canal várias vezes, ameaçando o seu fim (embora salvo). O canal hoje partilha tempo de emissão com a Culturebox. Como France 4 quase toda a programação é infantil (Okoo também).

France 5: canal cultural, com noites dedicadas a conteúdo de "alta cultura". Emite também conteúdo infantil para crianças em idade pré-escolar.

France Info: canal de notícias pegando o nome da rádio do mesmo nome e criado em 2016. Emite cerca de 18 horas de conteúdo próprio, passando o sinal à France 24 entre a meia-noite e as 06:30.

Estes cinco canais são emitidos na TDT do ultramar junto com o canal do grupo no território ou departamento em questão. Alguns territórios possuem um ou até dois canais privados. Antes de 2020 havia a France Ô mas o canal foi encerrado por falta de verba.

Canal+

Canal+: canal generalista premium, emitindo séries, filmes, desporto, vareidades. Foi fundado em 1984 como o primeiro grande canal premium europeu.

C8: canal generalista gratuito, fundado por Vincent Bolloré (que entretanto se singrou no canal de notícias, eu acho) em 2005 como Direct8, o canal foi mais tarde comprado pelo grupo Canal+ que tem (curiosamente) o Bolloré como (salvo erro) accionista. O canal tem uma programação meio fraca, em contraste à TF1, France 2 e M6.

CStar: quase toda a programação é musical. Passa até alguns realities americanos que também passam no Planète+ (incrível como passou de documentários de categoria a algo tipo o História quando estava obcecado pela Segunda Guerra Mundial com alguns realities de pechinchas).

CNews: o canal de notícias mais polémico de França, tendo-se tornado ultimamente num campo aberto para negacionistas de todas as frentes. Como tal tem sido apelidado pejorativamente de "FOX News francesa". Se não me engano, Éric Zemmour, político da extrema-direita, é um comentador do canal.

Grupo M6

M6: canal generalista: noticiários, realities, séries nacionais, filmes e talz.

W9: o nome é derivado da logo do canal girado. Com formatos próprios, um simultâneo do programa da manhã da RTL 2 (rádio) e outras minudências. Hoje (derivado à falta de Simpsons por causa do Disney+) a série estrangeira mais emitida é Investigação Criminal. Agora também passa daqueles telefilmes fajutos de Natal, daqueles que se encontram numa FOX Life.

6ter: diria que é uma espécie de TFX do grupo, dado que tem uma fórmula semelhante, com traços da TMC.

Gulli: canal infantil comprado pelo grupo em 2019. Único canal 100% infantil da TDT francesa, emitindo sobretudo produções nacionais, já produzidas para outros canais. Tem um acordo (em menor escala) com a Nickelodeon.

Outros grupos

arte: canal criado como mais um engenho para estreitar as relações entre França e Alemanha, tal é o engenho que o canal emite nas duas línguas. Canal cultural, rien à dire, está grátis na NOS e na MEO a pagar.

NRJ 12: canal que num dia laboral passa quantias exorbitantes de pelo menos duas séries francesas e uma americana.

LCP/Public Sénat: canal legislativo.

BFM TV: canal de notícias da Altice. Possui ainda dois canais na TDT dedicados sobretudo a realities.

Não mencionei todos os canais da TDT senão estaria a encher o saco de tanto detalhe, sendo que eu decidi resumir as grelhas com base no que diz a net.

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  • 3 weeks later...

320px-Flag_of_Belgium_(civil).svg.png

Existem três comunidades e sistemas independentes de rádio e televisão para cada uma na Bélgica.

VALÓNIA

A Valónia tem a RTBF, que à sua vez possui três canais: La Une, Tipik e La Trois. Devem estar a perguntar o que é que aconteceu à La Deux: mudou de nome em Setembro de 2020 para dar lugar a um novo projecto rádio, TV e internet, Tipik. (Não há muito tempo, a Tipik passava Os Simpsons, o que antes dava nos canais da RTL belga). A La Trois é o único canal do grupo a passar programação infantil desde que tomaram a decisão, o Okoo deles é a OUFtivi. No sector privado domina a RTL belga, que recentemente foi comprada pela DPG Media, dona do principal canal flamengo VTM. No entanto ainda tem um contrato com a RTL para usar o nome, o que faz com que a RTL belga escapou à mudança internacional da marca RTL. A RTL-TVI nasce da cisão da RTL "inicial" em 1987, sendo que sem o mercado belga (do cabo), o canal fundado em 1955 estava a perder terreno e como consequência tinha que perder tudo e passar a ser um canal a cabo a mais na França, deixando as frequências terrestres à mercê de um canal da RTL falado em luxemburguês. A RTL-TVI é o canal generalista, possui dois canais semigeneralistas à sua volta: Club RTL e Plug RTL. Desde o início do canal belga, o balão de ar quente é usado como símbolo, e já era marca da RTL luxemburguesa: no início da Eurovisão de 1984, a primeira cena do genérico como tal era uma imagem do balão deles. Tanto os canais principais da RTBF como da RTL/DPG dominam, estando à frente dos dois principais canais franceses.

FLANDRES

A VRT, ao contrário da RTBF, não passa anúncios nos seus canais. Possui três canais tal como a RTBF: Één (embora a logo tenha o número 1, acho que devia voltar a ser escrito como TV1), Canvas e Ketnet. A TV privada surge em 1989 com a VTM (iniciais de Companhia de Televisão Flamenga), o que na teoria e na prática é o primeiro canal privado do mundo holandês. Há outro grupo privado, a Telenet, dona de canais com Play no nome. Antigamente era VIER e antes VT4. Por sua vez a VTM também unificou os canais secundários sob a mesma marca em Setembro de 2020. Um pouco como na Valónia, os principais canais da VRT e da DPG lideram as audiências, a tabela ao contrário da francesa é totalmente dominada por canais flamengos, deixando os canais da NPO mais abaixo.

COMUNIDADE ALEMÃ

Não tem nome definido, e está inteiramente dividida geograficamente, tendo como capital Eupen. Como proporcionalmente o número de falantes de alemão e a comunidade alemã são pequenas, a televisão de língua alemã é pequena também. Em 1999 a BRF (criada duas décadas antes) passa a contar com emissão televisiva, e desde o início conta com uma programação 100% original à base sobretudo de notícias e derivados.

TELEVISÃO PAGA

Existem vários operadores, sendo que só há um nacional. Existem operadores específicos para a Valónia e operadores específicos para Flandres. Só em Bruxelas é que as operadoras se cruzam. A Valónia tem a VOO no cabo e a TéléSAT por satélite. As congéneres flamengas são a Telenet e a TV Vlaanderen. Em 2005, a Belgacom (hoje Proximus) começa a comercializar um pacote IPTV à escala nacional.

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há 1 hora, ATVTQsV disse:

FLANDRES

A VRT, ao contrário da RTBF, não passa anúncios nos seus canais. Possui três canais tal como a RTBF: Één (embora a logo tenha o número 1, acho que devia voltar a ser escrito como TV1), Canvas e Ketnet. A TV privada surge em 1989 com a VTM (iniciais de Companhia de Televisão Flamenga), o que na teoria e na prática é o primeiro canal privado do mundo holandês. Há outro grupo privado, a Telenet, dona de canais com Play no nome. Antigamente era VIER e antes VT4. Por sua vez a VTM também unificou os canais secundários sob a mesma marca em Setembro de 2020. Um pouco como na Valónia, os principais canais da VRT e da DPG lideram as audiências, a tabela ao contrário da francesa é totalmente dominada por canais flamengos, deixando os canais da NPO mais abaixo.

Één já significa um (1) em neerlandês/flamengo/holandês (na verdade são o mesmo idioma, tal como quem chame castelhano ao espanhol)...

E o segundo canal da VTM (VTM2) já teve tantas mudanças de logótipo e nome: começou como Ka2 (basicamente K2), em 1995, no ano seguinte mudou o nome para Kanaal 2, 2002 para KanaalTwee, 2008 para 2BE (com 2 logotipos diferentes), e antes da uniformização para VTM, o segundo canal chamava-se Q2.

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há 12 minutos, TV1_22 disse:

Één já significa um (1) em neerlandês/flamengo/holandês (na verdade são o mesmo idioma, tal como quem chame castelhano ao espanhol)...

De facto, o neerlandês é que é uma das línguas oficiais da Bélgica. No entanto, o que é certo é que entre o neerlandês e o chamado flamengo (dialeto) há algumas diferenças. Tanto que, por exemplo, há filmes da Disney dobrados separadamente em neerlandês e flamengo.

há 1 hora, ATVTQsV disse:

Devem estar a perguntar o que é que aconteceu à La Deux: mudou de nome em Setembro de 2020 para dar lugar a um novo projecto rádio, TV e internet, Tipik.

Tomara que na RTP não se lembrem de fazer o mesmo à RTP 2. :cryhappy:

 

A propósito, as emissoras VRT e RTBF participam à vez na Eurovisão, uma cada ano. Nunca houve entendimento para participarem em conjunto.

Em 2023, será a vez da VRT.

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A Sérvia é uma das duas selecções da antiga Jugoslávia a participar no Mundial do Qatar (incluindo a etapa em que o país se chamava de Sérvia e Montenegro, houve um total de quatro selecções qualificadas desde a sua queda) mas a televisão na Jugoslávia não começou em Belgrado, e sim em Zagreb.

Disso eu falarei daqui a duas crónicas. Antes da queda da antiga Jugoslávia, a Rádio e Televisão de Belgrado liderava um agrupamento de rádios e televisões com base nas capitais das principais divisões da Jugoslávia. Na actual Sérvia, contando com o Kosovo, três destas antes faziam parte da RTS (juntamente a esta, por alguns anos, a RTS operava também os centros regionais de Novi Sad e Pristina, sendo que este último com a entrada em cena da RTK passou a existir só "no papel").

A Sérvia possui sete canais nacionais terrestres, três da RTS e quatro privados:

RTS: possui a RTS 1 e RTS 2 como canais generalistas à europeia, e a RTS 3 que é cultural
Sector privado: há a B92 (O2 TV de 2017 a 2020), a Happy (antes um canal infantil, passou a ser generalista em 2010), a Pink (e já falarei mais sobre o grupo) e a Prva (antiga FOX)
Vojvodina: no lugar dos canais da RTS, os canais da RTV tem a prioridade, RTV 1 e RTV 2, sendo que dada a multiplicidade de línguas faladas na Vojvodina, os noticiários deles passam em cinco línguas

Dentro da Sérvia sem o Kosovo, existem 27 canais de televisão local. É-me consternante ver que todos os países da antiga Jugoslávia, cuja população individual é inferior à do nosso país, tenha canais locais e nós não.

A televisão paga é liderada por vários grupos: Telekom Srbija (que opera um serviço IPTV), SBB (cabo) e Total TV (satélite, detida pela SBB), às quais junto a Digi da romena RCS & RDS. Entre os principais canais locais a cabo temos o canal de notícias N1, os grupos de canais desportivos Arena Sport e SK, a K:CN (Kopernikus Cable Network, possui três canais), a DM Sat e uma data de canais da Pink.

O que me surpreende na televisão da Sérvia é que um grupo como a Pink tenha dezenas de canais, uns 60 segundo fontes da empresa, e nos pacotes sérvios comercializados na Alemanha e Suíça há como 10, o que por si só já é um exagero :riso_fatima:

Eu não sei de onde é que veio a mania da Pink ter uma sobredosagem de canais, que por si só é mais do que o somatório de canais que a RTP, SIC e TVI possuem juntas, tipo, é meio insano ter tal mentalidade, e o que sei é que boa parte dos representantes sérvios da Eurovisão Júnior já tiveram experiência num formato do canal, o Pinkove Zvezdice, que é um nome já familiar do LAboy e do Televisão 10, grandes eurofãs do fórum.

À laia de epílogo, o Kosovo é da Sérvia segundo os sérvios, e no Kosovo, que tem operadores independentes, os canais sérvios estão nas grelhas. Em 2013, a Rádio e Televisão do Kosovo resolveu criar novos canais para que a RTK 1 emitir exclusivamente em albanês. A RTK 2, por sua vez, é o canal sérvio do grupo.

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há 2 horas, ATVTQsV disse:

Eu não sei de onde é que veio a mania da Pink ter uma sobredosagem de canais, que por si só é mais do que o somatório de canais que a RTP, SIC e TVI possuem juntas, tipo, é meio insano ter tal mentalidade, e o que sei é que boa parte dos representantes sérvios da Eurovisão Júnior já tiveram experiência num formato do canal, o Pinkove Zvezdice, que é um nome já familiar do LAboy e do Televisão 10, grandes eurofãs do fórum.

A Pink Media Group também detém uma editora musical, estúdio de cinema, uma operadora móvel e imagine-se... uma companhia aérea:surpresa:

E o grafismo dos canais deles... templates everywhere (nem a TVI usa tantos templates como eles)

O canal de notícias deles, chamado TV VESTI, usa um logotipo com uma tipo de letra a "imitar" a CNN...

 

Citação

 

Spoiler

(não me admirem que recorram a templates, afinal eles gerem quase uma centena de canais...)

 

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320px-Bandera_de_Espa%C3%B1a.svg.png

Agora chegou a vez de analisar o panorama da televisão do país que ganhou um Mundial e dois Europeus.

Chegou em 1956, não chegando a todo o país em 1964 quando chegou às Canárias. A primeira emissão a cores por imposição europeia foi a Eurovisão de 1969, mas à escala nacional não começou normalmente entre 1972 e 1977. Teve o monopólio nacional quebrado na virada de 1989 para 1990, e à escala regional de há 40 anos para cá.

A TVE detém cinco canais nacionais: La 1 (ou TVE 1), canal generalista, La 2 (ou TVE 2), uma espécie de RTP 2 espanhola em termos de queda de relevância e audiência, com uma programação assente na cultura e nos documentários, 24 Horas, único canal nacional de notícias, Clan TVE, canal infantil, e Teledeporte, canal desportivo. Recentemente a TVE tem tido baixas audiométricas, tendo em conta a gestão que a TVE tinha, e o facto da TVE 1 ter uma programação mais para os idosos, igual as suas congéneres em Portugal e em Itália.

Há dois grandes grupos de televisão privada: a Atresmedia (Antena 3, La Sexta) e a Mediaset (Cuatro, Telecinco). A televisão privada em Espanha tem a mesma má fama da portuguesa, com os seus intervalos compridos (se em Portugal queixavam-se disso com a TVI, em Espanha costumava ser com a Antena 3), por outro lado, a mesma indústria sobretudo a Antena 3 é uma máquina de fazer séries sem ser telenovelas, algumas delas adaptadas em Portugal pela SIC. Existem outros grupos mais pequenos operando canais sob licença.

As autonómicas surgiram em 1982 com a ETB no País Vasco, seguida depois pela TV3 na Catalunha em 1983, TVG na Galiza em 1985 e três novas em 1989: a andaluza Canal Sur, a Telemadrid e o Canal 9 valenciano. Com seis televisões autonómicas, todas elas localizadas nas principais comunidades, quatro das quais com língua própria e duas inteiramente em castelhano, foi criada a FORTA. Só uma década mais tarde é que surgiram novas autonómicas a começar pelas Canárias, seguindo-se novos canais nas seguintes: Astúrias, Castilla-la Mancha, Ilhas Baleares, Aragão e Murcia. Algumas comunidades não possuem uma FORTA, estando Castela e Leão como associada e a Estremadura como independente. As comunidades mais pequenas, Cantabria, La Rioja e Navarra, e as cidades autónomas de Ceuta e Melilla, também não estão integradas na FORTA. Para os portugueses, a FORTA mais célebre é a TVG, para os espanhóis, e a TV3, dado também o seu historial de lidar com as questões da independência de maneiras mais ousadas.

A TDT no país é muito potente, no início dos anos 2010, havendo uma crise no sector da televisão paga, muita gente recorreu à TDT, a TDT espanhola também tem popularidade forte nas zonas da fronteira aqui em Portugal, como alternativa a uma TDT de sete canais toda ela mal-feita e decadente (por agora).

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Porque é que a televisão na Jugoslávia chegou primeiro a Zagreb antes de Belgrado? A hipótese mais provável tem a ver com o facto de antes da guerra, em 1939, Zagreb foi uma das poucas cidades fora do Reino Unido, França e Alemanha a acolher emissões experimentais de televisão, na Feira de Zagreb. Em 1956, numa nova edição da feira, foi testada novamente a televisão para depois em Novembro ter emissões regulares.

A Croácia contando com os anos da Jugoslávia teve cerca de 40 anos de monopólio televisivo, sendo quebrado pela Mreža em 1997-1998, o canal não durou muito e acabou por falir. Mais tarde veio a Nova e em 2004, através da venda do terceiro canal da HRT, a RTL Televizija. Recentemente a RTL croata foi vendida aos donos da TV Nova da República Checa.

Existem onze canais terrestres à escala nacional, quatro da HRT. A HRT 1 e HRT 2 são generalistas, a HRT 3 cultural e a HRT 4 de notícias. A RTL e a Nova tem três e dois canais respectivamente, e há dois canais independentes temáticos. Existem também canais locais na TDT (uns 21), o que faz com que um país que tenha metade da população do nosso em estado de humilhação.

A televisão na Croácia é fortemente criticada por concentrar mais nos problemas nacionais do que nos internacionais.

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há 12 horas, ATVTQsV disse:

A Croácia contando com os anos da Jugoslávia teve cerca de 40 anos de monopólio televisivo, sendo quebrado pela Mreža em 1997-1998, o canal não durou muito e acabou por falir. Mais tarde veio a Nova e em 2004, através da venda do terceiro canal da HRT, a RTL Televizija. Recentemente a RTL croata foi vendida aos donos da TV Nova da República Checa.

Por curiosidade, a Nova TV (nome oficial da Nova croata) já pertenceu à CME (que são os donos da TV Nova checa) entre 2004 e 2018.

Aliás o atual dono da Nova TV croata, a United Group, acabou por comprar os canais da Pink no Montenegro e na Bósnia e Herzegovina (e a TOP kanal, que foi um canal efémero, na Sérvia) e renomeá-los como Nova M e Nova BH (e Nova S), usando basicamente o mesmo logo da Nova TV croata. A United Group também tem a Nova da Bulgária, com outro logótipo.

há 16 horas, ATVTQsV disse:

A TDT no país é muito potente, no início dos anos 2010, havendo uma crise no sector da televisão paga, muita gente recorreu à TDT, a TDT espanhola também tem popularidade forte nas zonas da fronteira aqui em Portugal, como alternativa a uma TDT de sete canais toda ela mal-feita e decadente (por agora).

Ao menos os espanhois fizeram uma melhor comunicação, além de ter mais vantagens pois a TDT espanhola tem mais de uma dezena de canais, quando houve o apagão analógico aqui em Portugal, a TDT só tinha os 4 canais...

há 16 horas, ATVTQsV disse:

A TVE detém cinco canais nacionais: La 1 (ou TVE 1), canal generalista, La 2 (ou TVE 2), uma espécie de RTP 2 espanhola em termos de queda de relevância e audiência, com uma programação assente na cultura e nos documentários, 24 Horas, único canal nacional de notícias, Clan TVE, canal infantil, e Teledeporte, canal desportivo. Recentemente a TVE tem tido baixas audiométricas, tendo em conta a gestão que a TVE tinha, e o facto da TVE 1 ter uma programação mais para os idosos, igual as suas congéneres em Portugal e em Itália.

Espanha: vários canais de TDT gratuitos

Também Espanha: Só tem um único canal de notícias a nível nacional (comparem com a França que tem a France24, BFMTV, LCI, etc. ou Itália que tem a RAINews24 ou a TGCom24 da Mediaset). Isto para um país com 4 vezes mais habitantes que Portugal que tem a CNN, RTP3, SIC Notícias...

Edited by TV1_22
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240px-Flag_of_Switzerland_(Pantone).svg.

Existe uma verdadeira identidade suíça? Devido às divergências entre as principais línguas, o sentido de "identidade" é um vector que divide ainda mais a população geral. Para dar um exemplo, o voto em assuntos de índole progressiva tem mais apoiantes nos cantões francófonos, menos nos germanófonos.

A Suíça, ao contrário da Bélgica cujo sistema público foi dividido em 1977, ainda possui um sistema federal de rádio e televisão onde a mesma empresa opera quatro sub-empresas, uma para cada língua. Em ordem de relevância: SRF para a grande comunidade germanófona sem nome, RTS para a região francófona ou seja a Romandia, RSI para a comunidade italófona (Ticino) e RTR para a língua romanche. Cada um tem uma sede num pólo importante da sua região linguística.

Antes do fecho da televisão terrestre, era costume receber dois canais da comunidade em que se estava mais o primeiro da francófona e o da italófona (não sei se a SRF Info chegou a ser emitida na rede terrestre). Em Zurique (ou em qualquer outra cidade germanófona), por exemplo, podia-se receber a SRF 1 e Zwei mais a RTS 1 e a RSI La 1. A rede terrestre foi apagada em 2019 por ter poucos utilizadores. O país passou a ser o primeiro no mundo a apagar a rede terrestre por inteiro, sendo que na Bélgica flamenga já se fez o mesmo, embora não seja à escala total de um país.

Tal como sucede na Bélgica, existe alternância entre os membros. Raramente os três membros chave (todos menos a RTR) participaram juntos em co-produções internacionais, envolvendo a UER ou não.

Antigamente a Procidis de Albert Barillé co-produzia as séries Era Uma Vez com canais e produtoras de vários países, grande parte deles europeus. Sabe-se que a empresa inteira (SRG SSR) co-produziu a primeira (O Homem) mas a partir de Era Uma Vez a Vida, era mais a SSR/RTS (TSR na altura) que produzia, chegando a um ponto a co-produzir numa das séries mais "menosprezadas" com a TSI (RSI).

Vamos pegar num segundo exemplo: os Jogos sem Fronteiras. Em várias oportunidades, apareceram cidades germanófonas, em 1970 era só o Ticino (TSI) que concorria, e salvo erro, nos anos 90, somente concorriam cidades romandas (TSR).

Cada empresa pública possui dois canais (a SRF possui três) seguindo o padrão convencional do "primeiro generalista, segundo complementar" que antes dominava também em Portugal e Espanha. O segundo canal foi criado em 1997 para cada entidade, substituindo o antigo Suíça 4, que emitia nas quatro línguas oficiais do país. Assim ao mesmo tempo o sistema estava a mudar a sua imagem, sendo o caso mais drástico o da TSR, que até 2006 passou a usar dois dados como símbolo, representando cada canal. A SF DRS já tinha mudado uns anos antes e aproveitou para chamar os seus canais de SF 1 e SF 2, a RTSI só em 2000. Em 2001 é criada a SFi (hoje SRF Info) como canal de notícias.

A RTR não possui um canal de televisão, de conteúdo linear só uma rádio, e alguns programas que passam nos primeiros canais das empresas. O principal programa é o Telesguard, que é o noticiário em língua romanche, no ar desde 1980.

Existe também televisão privada na Suíça, embora sempre foi por cabo como na Bélgica. Várias tentativas de criar um "terceiro canal" de índole privada ocorreram, sendo que na viragem do milénio houve a TV3, primeira tentativa (algo desastrada) de uma tal de Tamedia, que acabou por falir. Em 2006 nascia o actual 3+, pertencente ao grupo CH Media desde 2019. O mesmo grupo possui vários canais regionais e outro canal privado nacional, a TV24 (também uma tal de TV25). No sector francófono, os canais privados ganham menos relevância, assim como no italófono. É nestes sectores onde os canais dos países vizinhos ganham mais relevância, no entanto os canais públicos continuam em cima na audiência em toda a Suíça.

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(fonte)

Os principais operadores de televisão paga são a Sunrise (que recentemente absorveu a antiga UPC) e a Swisscom. Existe uma forte quantidade de canais internacionais sejam grátis sejam premium, muitos canais estrangeiros que são FTA por satélite são apanháveis tanto nestes operadores como nos locais. Muitos canais britânicos do Freesat estão disponíveis. O que torna os operadores suíços únicos fora a variedade de línguas nacionais é a variedade de diásporas, como a portuguesa, a turca, a sérvia e a albanesa. Os pacotes básicos possuem pelo menos a RTP Internacional, a TRT Türk, a RTS Svet e os canais de estado da Albânia (RTSH 3) e do Kosovo (RTK 1), para além de pacotes de canais premium, como o da Pink que mencionei no sábado (os pacotes albaneses das operadoras nacionais contém, pelos vistos, mais canais kosovares). Vendo o pacote de 16 canais albaneses da Swisscom, praticamente a metade é do Kosovo.

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On 14/11/2022 at 19:56, ATVTQsV disse:

 

Vamos pegar num segundo exemplo: os Jogos sem Fronteiras. Em várias oportunidades, apareceram cidades germanófonas, em 1970 era só o Ticino (TSI) que concorria, e salvo erro, nos anos 90, somente concorriam cidades romandas (TSR).

 

Nos JSF dos anos 90, competiram cidades romandas em 1992 e 1993 e cidades de Ticino entre 1994 e 1998. 

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On 14/11/2022 at 19:56, ATVTQsV disse:

É nestes sectores onde os canais dos países vizinhos ganham mais relevância, no entanto os canais públicos continuam em cima na audiência em toda a Suíça.

Talvez por isso várias séries francesas se estreiem primeiro na Suíça do que em França, porque se assim não fosse, os telespectadores suíços acabariam por as ver nos canais franceses e não nos canais suíços.

On 12/11/2022 at 00:41, ATVTQsV disse:

Prva (antiga FOX)

Canal que adaptou a série portuguesa Golpe de Sorte.

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On 12/11/2022 at 00:41, ATVTQsV disse:

televisão da Sérvia

Uma coisa que eu reparei é que, até há uns anos alguns canais (B92 e Pink) punham a hora em baixo do logotipo EM QUALQUER PROGRAMA....
Aliás a TV Pink, alguns dos separadores de publicidade parecem vídeoclipes...

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há 9 horas, TV1_22 disse:

Uma coisa que eu reparei é que, até há uns anos alguns canais (B92 e Pink) punham a hora em baixo do logotipo EM QUALQUER PROGRAMA....

Que nem a TV da Nicarágua, Sri Lanka, Argentina, Paraguai (noutro canto do ecrã) e os canais 11 e 12 do El Salvador, e um ou outro narcocanal dominicano que usa o OBS para gerar a emissão.

há 11 horas, Televisão 10 disse:

Talvez por isso várias séries francesas se estreiem primeiro na Suíça do que em França, porque se assim não fosse, os telespectadores suíços acabariam por as ver nos canais franceses e não nos canais suíços.

Benefícios de estar fora da UE?

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