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A Valsa dos Loucos


Bloody

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Quando menos se espera, a vingança vira-se contra o vingador!

 

A história de A Valsa dos Loucos inicia-se com um acidente com um autocarro infantil, na cidade de Lisboa. Todas as crianças que se encontravam no autocarro são transferidas para o hospital mais próximo, onde são atendidos por Helena Ribeiro, a médica que se encontra em serviço. De entre as crianças, há uma que é totalmente desconhecida: não se conhecem os pais, o seu nome, a sua localidade. E para Helena salvar todas as criança, terá que colocar aquela de parte, e iniciar os tratamentos que deve ter depois de todas as outras. Se não tem ninguém, ninguém iria sentir falta dela.

 

Mas o caso muda de figura quando a criança morre no hospital, e mal sabia Helena que o seu futuro mudou radicalmente. Dez anos após a morte da criança, a médica ainda é atormentada com a morte da mesma, quando se depara com algo ainda pior: a vingança de um pai em luto por a filha, este que fará de tudo para que Helena tenha o destino que merece, esta que não sabe que há outra grande verdade por detrás disto tudo... e esta está pronta para contra-atacar.

 

Reviravoltas, intrigas e um segredo explosivo é o que compõe A Valsa dos Loucos. Brevemente, no aTV!

Edited by Bloody
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  • 1 month later...

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Episódio 1: Uma Encomenda Inoportuna

Episódio 2: Uns Acontecimentos Inesperados Parte 1

Episódio 3: Uns Acontecimentos Inesperados Parte 2

Episódio 4: Algo Que Não Correu Como Delineado

Episódio 5: A Verdade Irrefutável

Episódio 6: Aquelas Certas Horas no Inferno

Episódio 7: A Queda do Antigo Imperador

Episódio 8: A Derradeira Valsa

 

Estes são os episódios que irás encontrar neste novo projeto de ficção do Fórum, que estreia hoje com Uma Encomenda Inoportuna! Vais querer perder esta nova história? Está atento esta noite! 

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O homem aproximou-se da criança, e pegou-lhe nas mãos. Apertou-as com força. A criança olhou para o homem com receio. Não fazia a mínima ideia do que se estava a passar.

                Então o homem começou a falar: - É hoje, minha querida. Hoje, o passado que foi construído vai ser destruído, e o futuro vai ter uma nova cor. Não podia estar mais contente. E nem tu podias estar mais feliz. Finalmente, vamos começar a viver da maneira que mais merecemos.

                Dito isto, o homem deixou ir a criança. Estava iniciada a contagem decrescente.

 

AGOSTO DE 2009 - Lisboa

 

Todo país estava de sobressalto com o acontecimento de uma tragédia.

 

ÚLTIMA HORA: ACIDENTE EM LISBOA COM AUTOCARRO INFANTIL EM PLENO CENTRO HISTÓRICO.

 

A mesma rapidamente se espalhou pelos meios, e, com isto, o Hospital Santa Maria estava com uma afluência bastante alta. Davam entrada, nas urgências, cerca de vinte crianças, a precisarem de cuidados imediatos. No hospital, a azáfama era a do costume, e a médica Helena Ribeiro ficou encarregue de guiar os enfermeiros em serviço, trabalho que fazia desde há muito tempo. Estava habituada àquele ambiente.

- Quero um grupo de 7 enfermeiros aqui comigo, já. Outro grupo de 5 junte-se atrás, trabalharão também. Quero que procedam igualmente à identificação de cada criança. – Ordenava a mesma. Os enfermeiros obedeciam às ordens, que rapidamente tentam identificar cada criança, e anotavam no papel.

Das mesmas, concluiu-se que apenas uma não tinha informações concretas. A criança era integralmente diferente das outras: não tinha nome, não tinha identificação e não tinha ninguém a procura-la. Uma, talvez, perdida naquele grupo. Só se sabia que era uma garota.

Todas as crianças correm perigo de vida, e podem morrer dentro de instantes. Helena dava ordens concretas para avançar com o tratamento, não podia haver paragens. Subitamente, é questionada acerca da criança sem identificação. Deveria ser tratada primeiro, ou depois destas crianças com pais à espera, dado que o hospital não consegue ter os meios para todas? Um dilema que deixava os enfermeiros confusos, e principalmente Helena, que está indecisa. Não sabia o que decidir. A criança não se encontrava tão ferida como as restantes, mas precisava de ser devidamente tratada.

- Dêem-me a criança. – Disse Helena, pegando no braço da criança. Sem consentimento, dirige-se com ela a um armazém, do outro lado do hospital. Abre a porta e coloca a criança lá dentro. Esta não diz nada. – No fim venho cá te buscar e também és tratada. Mas até lá não faças nada. – Disse-lhe, trancando a porta. Voltou para o seu grupo de enfermeiros. O tratamento geral foi iniciado.

 

3 HORAS DEPOIS

 

O salvamento foi bem-sucedido. Os pais encontravam-se finalmente aliviados e ao pé dos seus descendentes. Helena e todos os colaboradores sentem-se cansados, foi um trabalho pesado. Mas então, Helena lembra-se da criança que deixou para trás. Apavorada, corre para o armazém onde a deixou. Depara-se com o pior: a criança morreu.

 

ABRIL DE 2015 – Coimbra

 

                - Renato! Já estás atrasado para a escola! – Gritava, mais uma vez Helena, da cozinha para o andar de cima. Ouve-se pequenos barulhos, e Renato, o filho, desce a correr as escadas. Como não tem tempo para comer os seus habituais cereais, apenas dá um beijo rápido de despedida na bochecha da mãe, saindo a correr.

 

                - Até logo mãe! – Berra, saindo de casa. Helena dá um pequeno riso, e começa a arrumar aquilo que o filho devia ter comido, quando se olha em frente ao pequeno espelho da cozinha. Cinco anos se passaram depois da morte da pequena criança…  e em cinco anos, Helena muito pensara. Como seria a criança se estivesse viva agora? Como pôde ser ela tão fria, ao ponto de fazer o que fez?

 

                Renato, o seu filho, entretanto perdera o pai durante os cinco anos. Helena ainda hoje fica surpreendida consigo em como conseguiu superar a perda do seu marido, morto na estrada numa noite gelada de inverno. Embora tivesse havido uma pequena investigação em relação ao acidente, nunca se chegou a conclusões sobre como aconteceu, nem quem o fez acontecer. Todas as suas forças residiam então em Renato. Teria que viver por ele, e para ele.

 

                Soou a campainha, e o som relampadou pela casa toda. Helena, que ainda se debruçava no espelho, assustou-se. Recompôs-se, e foi abri-la.

                - Bom dia, senhora Ribeiro. Uma encomenda para si. – Era o carteiro, que era novo por sinal.

- Novo carteiro do bairro? – Perguntou-lhe, surpreendida.

– Ah, sim… - Respondeu o carteiro, meio atarantado. - Só tem que assinar aqui, se faz favor. – E aponto-lhe para uma caixa por preencher, numa folha. Helena assinou, e a encomenda foi-lhe entregue. – Tenha um bom dia! – Despediu-se o carteiro muito rapidamente e virou as costas. Ao afastar-se, Helena pôde ver que Renato ainda estava perto de casa, e falava com um amigo. Maldito garoto!

 

                Helena entrou então em casa, a analisar o que seria aquilo. A encomenda era deveras estranha, estava embrulhada, ao que parecia ser, um pano bastante velho. Helena questionava-se como é que aquilo conseguiu ter vindo parar às suas mãos. Não teria sido inspecionada durante todo o seu caminho? Mas não se importou com o embrulho, e rapidamente tirou aquele pano velho e abriu a caixa.

                Um cheiro agonizante surgiu, forçando Helena a tapar o nariz e a fechar os olhos. Abrindo um pouco os olhos, pode ver o que estava lá: sangue. Metade da caixa estava com sangue pastoso, com mais uma outra caixa lá dentro, esta sendo muito pequena. Flutuava, e continua um pequeno papel, já estragado com o sangue, em que se lia “Abre”.

                Já acostumada com o cheiro, Helena decidiu então pegar na caixa minúscula. Quem poderia lhe ter enviado aquela porcaria? Querem-me endoidecer, só pode. Entretanto abriu-a, para encontrar um pequeno papel enrolado lá dentro. Ao analisar o resto da caixa, notou que só estava aquele papel. Com as mãos a tremer um pouco, Helena desenrolou-o. Estava a seguinte mensagem lá escrita:

 

Isto é o que resta dos teus colaboradores antigos. E agora espero pelas tuas partes. Com amor, a tua paciente.

           

Helena espanta-se ainda mais com aquilo que lê. Subitamente, da rua ouve-se um grito e um carro despista-se metros a frente. Helena larga o papel e corre para ver da janela. Isto não me pode estar a acontecer…

Renato está estendido no chão.

 

---

 

NO PRÓXIMO EPISÓDIO:

 

 

- Pois claro, do seu nervosismo estou eu bem ciente. – Disse o médico, virando-se para o lado contrário. Disse algumas palavras ao outro enfermeiro, que acenou. Helena cada vez achava mais estranho aquele médio. Do que está ele ciente?

 

E o mundo fica completamente negro, aos olhos de Helena.

 

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Fantástico mote para a história.   :happy:

Gosto da personagem da Helena, parece ser uma mulher forte mas ao mesmo tempo fria e cheia de segredos.

Ainda bem que a sua história retrata os enfermeiros.  :cool: Ponto positivo!

De resto, aquele final, surpreendente e deixa apetite para o próximo episódio. Aprovado! Muy Bien. :smoke:

Edited by Jtv
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Se achas que a Estreia de A Valsa dos Loucos ficou finalizada ontem... prepara-te para mais um novo episódio já esta noite, pois a história será publicada aos sábados e aos domingos!

 

Não percas o episódio 2, Uns Acontecimentos Inesperados Parte 1!

Edited by Bloody
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Gelo. É como se alguém carregasse no botão stop do comando, pois tudo parou. Helena não reagia enquanto que via o seu filho estendido no chão, a respirar com enorme dificuldade. Algumas pessoas começaram a juntar-se à sua volta. Dêem-lhe espaço! ouviu-se dizer. O autor do acidente não se via em algum lugar, embora o seu carro continuasse parcialmente sob os jardins da casa de Helena.

               

Então, veio a explosão. Ao correr para fora de casa, Helena solta um grito, e todas as pessoas afastam-se de Renato. As palavras de Helena não se entendiam, mas a sua angústia espalhava-se por toda a rua.

               

Entretanto alguém liga para a linha de emergência. Estavam a chegar, concluiu quem ligou. É o que fazem os da emergência: dizem que estão a chegar, para acalmar quem está quase a morrer, mas na verdade nem a metade do caminho vão. Helena, infelizmente, conhecia muito bem esta realidade. Rezavam as pessoas para que chegasse rapidamente, e Helena respondia com flagelos. Mas não passou muito tempo até uma ambulância chegar, para alívio do grande grupo originado.

 

                - Tragam a maca, cuidado com o passeio. – Dizia alguém que saía da ambulância, muito rapidamente. Era um homem, consideravelmente alto. Seguidamente, duas pessoas vestidas de branco surgiram, mais baixas. Dois homens igualmente altos. – É você a mãe? – Disse o primeiro homem para Helena, dirigindo-se a ela. Parecia ser o grande líder do grupo.

                - Sou sim. – Respondeu ela, com a voz a tremer, não saindo ao pé de Renato.

                - Não se preocupe, irá correr tudo bem. – Disse o homem, afastando as pessoas do corpo. – Rápido, para a maca. – Ordenou aos outros dois. Helena viu-se mandada a afastar-se também do filho. Rapidamente, Renato foi colocado na maca e levado para a ambulância com agilidade. Helena dirigiu-se para ela para também, com uma respiração pesada. O dia não estava a começar nada bem.

               

Sentou-se ao lado dele na ambulância, num pequeno banco. Os outros dois, que se identificaram como enfermeiros João e Filipe, colocaram-se do outro lado, colocando vários tubos e pensos sob Renato. Helena olhava atentamente para tudo o que faziam, e achou estranho toda a metodologia que estava a ser feita. Pelo menos quando ela era médica, não fazia aquilo que estavam a fazer. O homem alto por fim entrou também, ordenando de um dos enfermeiros fosse para os lugares da frente. A ambulância arrancou um minuto após.

                - Antes de mais, chamo-me Fernando, médico no Hospital Geral de Coimbra. – Apresentou-se o tal homem, sentando-se ao lado de Helena. - Conte-me o que se passou. – Disse, olhando atentamente para a maca. Helena lá explicou o que se sucedeu, a que Fernando acenou com a cabeça. Subitamente, Fernando olha atentamente para Helena. – Sabe, a sua cara não me é estranha. Já trabalhou em hospitais?

                Helena surpreendeu-se com a pergunta. – Sim, já trabalhei como médica. Aposentei-me há já algum tempo.

                - Aposentou-se? – Perguntou o médico. - Eu diria que já foi há bastante tempo. – Concluiu.

                - Porque pensa? – Inquiriu Helena, surpreendendo-se mais uma vez.

                - Porque você não fez nenhuma medida de socorro para com o seu filho. – Respondeu-lhe Fernando. - Teve que esperar pela ambulância para a ajudar. Não se lembra do que deve fazer?

                - Estava bastante nervosa para me tentar lembrar do que fazer…

                - Pois claro, do seu nervosismo estou eu bem ciente. – Disse o médico, virando-se para o lado contrário. Disse algumas palavras ao outro enfermeiro, que acenou. Helena cada vez achava mais estranho aquele médio. Do que está ele ciente? - Mas não se preocupe. Sei como se deve controlar o nervosismo. - Acabou por dizer, baralhando ainda mais a cabeça de Helena.

 

Subitamente, a ambulância parece que ganha voo, para depois cair no chão violentamente. Helena dá um salto e quase cai no chão, enquanto que o veículo começa a tremer e aos solavancos, com a maca de Renato a mover-se violentamente, atirando com tubos ao chão. Da janela da ambulância, várias porções de lama espalharam-se nos vidros.

                - O que se passa?! – Gritou uma Helena angustiante, tentando estabilizar a maca que segurava o seu filho, que se abanava com grande barbaridade. Fernando apoiou-se e equilibrou-se em pé, batendo fortemente no teto da ambulância. Então ela parou, fazendo as três pessoas cair no chão. Mas Fernando consegui agilmente pôr-se de pé, sendo o primeiro dos três.

                - Há muito tempo que esperava este encontro, doutora Helena. – Disse, olhando para Helena, que continuava caída no chão, a tentar recuperar o fôlego. – É tempo de ajustar alguns factos perdidos no tempo. Sabe, senhora doutora Helena, por mais que o passado de uma vida seja esquecido… - E enquanto o homem falava, subitamente abre-se a porta da ambulância, e dois indivíduos aparecem com armas na mão. – O mesmo está sempre a voltar, mesmo que o presente seja completamente diferente dele.

E então, os homens disparam contra Helena e o outro enfermeiro, que caiem no chão, inanimados. Helena sentia-se a cair pelo abismo, que não tinha qualquer fundo. E ao mesmo tempo, o seu mundo fica completamente negro.

 

---

 

NO PRÓXIMO EPISÓDIO, a publicar dia 4 de abril:

 

 

 

Terá Helena realmente morrido?

Quais serão os acontecimentos da Parte 2?

Conseguirá uma nova personagem ajudar a desvendar esta história, ou tornar-se um problema ainda maior? Não percas! 

 

 

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Gostei do primeiro episódio! O mistério da criança intrigou-me.

Só não entendi o porque da Helena ter trancado a criança num armazém. Não havia outro sítio no hospital para deixar a criança?


Em relação ao segundo episódio... Adorei a indirecta do médico à Helena xD Mas a reacção dela é normal, penso eu. Estava em choque e ficou parada.

 

Acho que deves rever o que escreves, porque algumas frases estão confusas, nomeadamente os tempos verbais usados.

 

Que venha o próximo!  :D

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Eu confesso, que vi a história por acidente... não tinha o objetivo de ler, mas o título chamou-me à atenção. Comecei a ler e não consegui parar... Gostei muito da história e nota positiva, claramente! :D Continua, que eu vou acompanhar... :P

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Gostei do primeiro episódio! O mistério da criança intrigou-me.

Só não entendi o porque da Helena ter trancado a criança num armazém. Não havia outro sítio no hospital para deixar a criança?

Em relação ao segundo episódio... Adorei a indirecta do médico à Helena xD Mas a reacção dela é normal, penso eu. Estava em choque e ficou parada.

 

Acho que deves rever o que escreves, porque algumas frases estão confusas, nomeadamente os tempos verbais usados.

 

Que venha o próximo!  :D

 

Obrigado. :D Em relação ao spoiler, o hospital estava com demasiados pacientes (devido ao acidente, e aos demais que já lá estavam), e como a Helena estava indecisa com o que devia fazer com ela, e para tratar o resto com rapidez, decidiu fechar a criança lá no armazém, para a mesma não "atrapalhar", salvo seja, todo o procedimento. Já ao segundo episódio, foi mais o momento de "wtf?" que deixou a Helena meio parada. Não conseguiu assimilar tudo o que aconteceu, e dessa forma não reagiu. :P 

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Seria um sonho, ou uma realidade? Seria um pesadelo, ou vida real? Seriam as lembranças símbolo de um passado recorrente? Devia-se sentir para sempre os remorsos de uma ação má feita, que teve conclusões fatais?

 

Os tiros felizmente não tinham acertado em Helena, tinham só passado de raspão. Porém, os rufias pensavam que estava mesmo morta, pois Helena conseguia representar bem esse estado. Estendida no chão do mato, conseguia observar toda a cena que os homens faziam: enterravam o corpo do filho. E estes pensavam então que ela estava morta. O trabalho estava finalmente feito.

Helena tinha que reagir. Não havia espaço, nem tempo, para emoções. Sabia que era um momento crucial, os três homens longe dela e a ambulância parada metros à frente dela, pronta para arrancar. Era necessário ignorar a dor causada pelas balas, e a dor presente no seu coração. Sabia que depois disto, se poderia vingar de quem lhe fez aquilo. Seria uma vingança de alguém que também se vingou.

Com a visão turva, Helena conseguiu-se erguer e caminhar para a ambulância, tropeçando algumas vezes. Porém, não fez muito barulho, pois nenhum dos homens deu conta da situação. Até que Helena tomba contra a ambulância, denunciando a sua fuga.

- CHEFE! A vadia está a fugir! – Alguém berrou lá atrás. Agora cada segundo era precioso. Abrindo a porta, Helena entra e senta-se na ambulância. Sorte para ela, a chave estava na ignição. Rapidamente ligou o motor, quando um dos homens se pôs à frente da ambulância. Helena não hesitou e carregou a fundo no acelerador, custando a arrancar. O homem desapareceu e a ambulância deu um solavanco. Tinha-o então atropelado.

A ambulância ganhava uma velocidade incrível enquanto subia o pequeno monte da mata. Através do retrovisor, Helena via os outros dois indivíduos a ficarem para trás. Não estavam a segui-la, e nem sequer tentavam. Apenas olhavam atentamente para a ambulância em fuga. Porém, Helena pôde sentir a mensagem do seu raptor: isto não tinha terminado.

 

Já na estrada, Helena começou a pensar no que deveria fazer. Uma das primeiras coisas seria livrar-se daquela ambulância, cujo estado era lastimável. E também como se livrar daquele homem que a perseguia. A razão de todos aqueles acontecimentos era fácil de ser percebida: o homem estava a vingar-se da morte da criança de há cinco anos, embora essa morte tenha sido puramente acidental. E vingança paga-se com a mesma moeda: o filho de Helena estava morto.

 

Uma ideia iluminou a cabeça de Helena: podia pedir ajuda à sua amiga, Paula.

Paula era uma amiga que ajudara Helena na sua mudança para Coimbra. Vivia pertíssimo de Helena, e era a única daquele bairro que sabia o passado da mesma. Paula sempre prometia que ajudaria Helena em qualquer momento, e aquele seria uma boa causa para testar as suas promessas. Era a pessoa ideal para Helena.

 

Curiosamente, Helena sabia perfeitamente onde se encontrava, e passado uma hora, chegou à casa de Paula, apanhando-a de surpresa. Sim amiga, estou completamente lixada da vida. Ao contar-lhe a história, Paula não hesitou em ajudar a sua amiga, escondendo a ambulância e Helena em casa. Era, possivelmente, um lugar seguro, pois nada indicava que Eduardo sabia a existência de Paula. Ou que ele pensasse que Helena iria voltar logo para o bairro. Esta podia então estabilizar-se e recompor-se de tudo o que estava a acontecer, para voltar ao ataque. Ou para esquecer tudo.

 

Não muito longe dali... 

No mato, um homem espumava de raiva, enquanto gritava para os ares.

- Ela foi-se! FOI-SE, OUTRA VEZ! – Repetia, vezes sem conta. Ao lado dele estava o outro homem, deitado no chão, com medo do seu “chefe”. Um outro estava morto, mais longe dali. Fernando aproximou-se do homem vivo. – Tu és o culpado! Não sabes disparar a merda de uma ARMA?! – Berrou-lhe, com ambos os rostos muito próximos.

- Ela foi b-bem atingida, c-chefe! – Gaguejava o pobre coitado.

- Foi… - disse Fernando, afastando-se. – Eu ensino-te como se dispara. – E com isto, dispara dois tiros, que atravessam a cabeça da criatura, que cai no chão.

Fernando fechou os olhos. – Três mortos num dia, e apenas um é aquele que devia estar mesmo morto.

Nunca ele esteve tão errado.

 

TRÊS DIAS DEPOIS

 

Helena, por mais que tentasse, ainda não estava suficientemente recomposta de tudo o que se sucedeu. Era quase impossível. Quase que era morta, e o seu filho estava morto. Como superar isso tão rapidamente? Como é que é possível ter acontecido tudo isto?

Nos três dias que passaram, não houve quaisquer indícios de Eduardo ou dos seus canalhas, e Paula conseguiu ser a melhor ajuda possível. Consideravam-se, possivelmente, a salvo.

Era noite, e estavam as duas reunidas na sala, a beber um chá, quando o pequeno cão de Paula começou a ladrar furiosamente. Algo de errado estava, e o cão não cessava. As duas, perplexas com o comportamento do cão, vão observar o que se passa. O cão ladrava constantemente para a porta, onde uma sombra de uma pessoa desenhada na janela parecia ganhar contorno. Helena não demorou até perceber de quem se tratava.

- É ele. – Disse, hesitante.

- Calma, não vai acontecer nada de mal. – Tentou acalmar Paula, caminhando para trás. A sombra ganhava cada vez mais uma forma.

Subitamente, uma explosão é ouvida do outro lado da casa. A explosão ecoa por toda a casa, e as duas tapam a cabeça com o som exorbitante. Toda a luz que estava na casa e na rua desaparece, e as duas ficam numa completa escuridão. Helena tenta a todo custo chegar a Paula, mas já não a encontra. Oh meu Deus. Ele está aqui, pensou, tentando se erguer. Ao caminhar um pouco, repara numa grande luz a sair da porta da cozinha, que aumentava cada vez mais. A luz tinha uma cor alaranjada.

Não pode ser.

Ao chegar à cozinha, Helena depara-se com o pior cenário: toda a sua casa estava em chamas, as mesmas atingiam proporções grotescas. NÃO PODE SER!

Eduardo não está muito longe dela, e entra na cozinha. Helena não se apercebe de nada. Eduardo aproxima-se cada vez mais da sua presa, quando acidentalmente bate com o pé num garfo que está no chão. Foi o suficiente para Helena ouvir, que se virou, deparando-se com o monstro. Porém, não consegue reagir a tempo, e Eduardo golpeia-a na cabeça. Helena cai no chão.

 

---

 

NO PRÓXIMO EPISÓDIO, a publicar amanhã:

 

 

Quem terá feito a explosão da casa de Helena? Será que é desta que Eduardo irá conseguir o que quer?

 

Não percam as respostas no próximo episódio, Algo Que Não Correu Como Delineado!

 

 

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Eduardo olhava atentamente para Helena, que estava estendida no chão. Finalmente apanhei-te, vadia. Não demorou muito. Finalmente podia continuar os seus planos. Paula entretanto conseguira fugir, mas não era um grande problema. Quando a encontrar, terá outro futuro, pensou Eduardo. O mesmo pegou e levou Helena, para o pequeno carro que tinha estacionado não muito longe dali.

 

Todo o bairro estava mergulhado numa escuridão devido à grande explosão, mas não era problema. A explosão até espantara o próprio Eduardo. Quem terá feito aquilo? Porque estaria Helena tão hipnotizada nas chamas quando Eduardo a encontrou?

Não demorou muito até Helena estar presa nos lugares de trás do carro. Eduardo seguiu então viagem, rumo a um lugar desconhecido.

 

Passou uma hora para Helena voltar à consciência e lembrar-se de tudo o que se sucedeu. Explosão. Escuridão. Uma pancada na cabeça. Ao ver Eduardo no lugar do condutor, rapidamente fez ligação de tudo: o rufia conseguiu raptá-la, mais uma vez. Ou talvez não. Talvez tudo aquilo estava programado para acontecer.

 

Helena decidiu então provocar o seu raptor.

- Eu, se fosse inteligente, voltava para trás. – Disse, com uma voz grave. Eduardo não lhe respondeu. Esta gaja não sabe estar sossegada. – Estás a fazer um erro. – Continuou a mulher.

Eduardo riu-se ironicamente com a frase de Helena. – Um erro? – Disse, continuando a rir-se.

- Sim, um erro. Certamente que a explosão da minha casa foi uma surpresa para ti. Para mim, não foi. – Respondeu-lhe Helena. Eduardo estranhou esta resposta, e parou de se rir. Queres ver que lhe bati com muita força na cabeça? Olhou, através do espelho, muito seriamente para ela.

- De que é que estás a falar, desgraçada?

- Estou a falar que, possivelmente, a polícia pode estar agora mesmo a seguir-nos. – Disse Helena, olhando Eduardo - Sabes, eu provoquei-te como um cão para vires para aqui. Atraí-te, e foi tudo muito bem sucedido. Avisei as autoridades que estavas a vir para me matares, e fiz explodir a minha própria casa para saberem que tu estavas no bairro. A explosão era um aviso. Eles já lá estavam antes de tu chegares, tu é que não os viste.

Eduardo não lhe respondeu. É impossível eu ter caído nisto. Estava, interiormente e exteriormente, chocado. Foi muito bem enganado por aquela vadia.

Esta voltou a repetir. – É melhor parares, estou a falar a sério. Queres ser preso por rapto?

- Cala-te! – Disse Eduardo, olhando para os espelhos. Não via nenhum carro da polícia atrás dele, mas era bastante provável estarem atrás dele. Aumentou a velocidade.

Helena, porém, ignorou a ordem de Eduardo. - É uma pena, sabes... Durante este pequeno tempo, não consegui entender muito bem as razões que te fizeram levar a fazer tudo isto. Mataste o meu filho, e quase me mataste. Só suspeito que estás ligado à criança de há cinco anos… mas nem sei se isso é verdade. Já passou tanto tempo! Não entendo o que queres comigo…

Eduardo cortou rapidamente a voz de Helena. – Irás entender muito brevemente. Se não é agora, será mais tarde. – Disse, com uma voz fria. Tenho que me livrar deste carro agora. Eles não me podem encontrar.

- Porque não agora? Porque não me dizes quem és? Porque é que estás a fazer isto?! – Dizia Helena, com a voz a aumentar de tom. Estava desesperada por respostas, e Eduardo começa a perder a paciência.

- Se não te calas, mato-te já AGORA! – Berrou, calando Helena.. Vou é já livrar-me de ti!

 

Subitamente, Eduardo gira violentamente o volante do carro, e o mesmo dirige-se rapidamente para a berma da estrada. O carro bate numa árvore metros à frente, e Helena solta um pequeno grito. Agora está assutada.

- Isto também estava nos teus planos? – Diz Eduardo, virando-se para trás. Tinha um sorriso no rosto.

- Porque não me matas agora? – Respondeu Helena, que começa a ficar paranoica. – Vinga-te lá da menina que morreu no hospital! Estou farta de a levar durante este cinco anos! Se o meu filho morreu, o que tenho eu neste mundo?! NADA!

Eduardo ri-se. – Oh minha querida, ainda há tanta coisa que não sabes. Mas não te preocupes, eu vou-te explicar tudo não tarda nada.

E o homem sai do carro.

 

ALGUMAS HORAS DEPOIS

 

- Então você está a dizer-me que ele fugiu? – Ouvia-se uma voz feminina. – Temos um possível assassino em série em fuga, isto não pode estar a acontecer! Reúna os meus homens, a busca inicia-se dentro de um quarto de hora! Não avise a polícia local, senão os jornalistas descobrem isto. Deus sabe o que eles podem inventar com uma história destas.

Os polícias tinham-se todos reunidos no carro de Eduardo, que estava contra a árvore. Não havia sinais de Helena, nem do rufia. Paula tinha-se juntado aos polícias, e olhava atentamente para o aparato.

- Você, - chamou a voz feminina. – É amiga da moça que foi raptada, não é verdade? Iremos precisar da sua ajuda para esclarecer este caso.

- Toda a ajuda que precisarem estou aqui para a dar. – Disse Paula, que ainda não acreditava que o seu plano com Helena não tinha corrido como planeado. Maldito homem, tinha um passo à frente de nós. A polícia acenou para ela.

 

Passa pouco tempo, e começa a amanhecer. É um novo dia. As buscas já tinham iniciado, e várias pessoas entram campo adentro. Está um assassino à solta, e é preciso apanhar rapidamente. E responder a vários perguntas… Onde estaria Helena agora? Quem seria aquele homem que não a deixava?  

 

---

 

No próximo episódio, a grande verdade por detrás da história será finalmente revelada! Prepara-te para ficar chocado... pois não estarás nada à espera do que aí vem no A Verdade Irrefutável. Não percas!

Edited by Bloody
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Parabéns :)

Estou a adorar a história é super original e muito fácil de ler. 

 

Contudo, fiquei um pouco perdido o Eduardo é o Fernando?

 

São os dois o mesmo, é um lapso meu que está no segundo episódio. :P Agora já não dá para editar o post, mas obrigado pelo aviso. E obrigado. :) 

 

---

 

Hoje, a verdade será finalmente revelada! Quem será este homem? Que ligação tem com Helena? Será tudo uma vingança do passado?

 

Não percas, hoje à noite!

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