Linkin Postado 3 de dezembro 2015 Postado 3 de dezembro 2015 Robert Enke - Uma Vida Curta Demais Citar
Forbidden Postado 5 de dezembro 2015 Postado 5 de dezembro 2015 "Palavras", de Anne Sexton Cuidado com as palavras, mesmo as milagrosas. Com as milagrosas fazemos o melhor, apinham-se às vezes como insectos e não deixam picada mas um beijo. São tão boas como dedos, tão de confiança como a pedra que te serve de assento. Mas podem ser margaridas e hematomas. Contudo, estou apaixonada pelas palavras, são como pombas caindo do tecto, seis laranjas divinas pousadas no meu colo, são as árvores, as pernas do verão e o sol, seu rosto enamorado. Mas falham-me muitas vezes, tenho tanto que queria dizer, tantas histórias, imagens, provérbios. E não me vêm as palavras certas, só as erradas, que me dão beijos. Voo às vezes feita águia, mas com as asas de um pardal. Tento, porém, ter cuidado e tratá-las muito bem. Palavras e ovos devem manusear-se com cuidado. Depois de quebradas não se podem reparar. Citar
Bloody Postado 21 de dezembro 2015 Postado 21 de dezembro 2015 Depois de ter visto a série, eis que estou a ler O Homem do Castelo Alto, escrito por Philip K. Dick. Citar
Jão Postado 15 de janeiro 2016 Postado 15 de janeiro 2016 A prateleira de Emma Watson vai dar que falar Inscrevi-me há uns dias num clube de leitura dedicado à igualdade de género e o que encontrei tem-me deixado de certa forma deliciada. Homens e mulheres, miúdos e miúdas, um pouco por todo o mundo aproveitam o espaço para, através do universo da leitura, partilhar de forma bem honesta e descomplexada as suas dúvidas e ideias em relação a este tópico. E desta partilha têm saído discussões bem interessantes que vale a pena espreitar. A mentora do clube? Emma Watson. De menina aprendiz de feiticeira a ativista fervorosa com participação nas Nações Unidas, a atriz é atualmente um dos rostos mais mediáticos – e ativos - na luta pelo fim da discriminação das mulheres. Aproveitando o seu mediatismo, lançou entre os fãs o repto de juntar todas as pessoas interessadas no tema num clube online, cujo ponto de partida é a discussão de livros com caráter feminista. Todos os meses se discute um título, sendo que o primeiro é o “My Life on the Road”, da maravilhosa Gloria Steinem. Depois Emma lança tópicos de discussão e compromete-se a trazer autores para os debates online com os leitores. OBRIGADA AO MÉDICO QUE FEZ UM ABORTO ILEGAL Um dos temas que tem feito furor é a dedicatória do livro deste mês, onde Gloria Steinem agradece ao médico inglês que lhe fez um aborto ilegal em 1957. As palavras que el lhe disse na altura ficaram-lhe para sempre na memória: “Tens de me prometer duas coisas. Primeiro, não vais contar a ninguém o meu nome. Segundo, vais fazer o que quiseres com a tua vida”. Em resposta, a autora escreve hoje nas primeira páginas do livro: “Querido Dr. Sharpe, acredito que o senhor, que já na altura percebia que esta era uma lei injusta, não se vai importar que escreva isto tanto tempo depois da sua morte. Fiz o melhor que consegui da minha vida. Este livro é para si.” Para lá da leitura e da obra, o aborto tornou-se um dos tópicos de discussão deste fórum. Uma discussão livre, aberta e construtiva, que certamente ajudará a trilhar o caminho para o futuro na compreensão de direitos tão básicos como deveria ser o da interrupção voluntária de gravidez. Não há nada como a educação e o diálogo para se conseguir mudar as maleitas do mundo. E a discriminação de género é certamente uma delas. Entre as perguntas atualmente ativas estão dúvidas como: “O que é os homens deste clube pensam sobre o feminismo?”, “Devem os homens fazer parte de um movimento feminista?”, “Por que é que te tornaste feminista?”, “De que formas o feminismo pode ser mais eficaz?”. O nome escolhido por Emma Watson para este grupo foi “Our Shared Shelf” (em português, “A Nossa Prateleira Partilhada”) e a partilha está mesmo aberta a toda a gente. Mesmo que não sejam fãs de leitura, recomendo uma passagem por lá. Tenho a certeza de que ideias interessantes irão surgir deste grupo e, espero eu, não hão de ficar guardadas na prateleira. Expresso Dear Readers, As part of my work with UN Women, I have started reading as many books and essays about equality as I can get my hands on. There is so much amazing stuff out there! Funny, inspiring, sad, thought-provoking, empowering! I’ve been discovering so much that, at times, I’ve felt like my head was about to explode… I decided to start a Feminist book club, as I want to share what I’m learning and hear your thoughts too. The plan is to select and read a book every month, then discuss the work during the month’s last week (to give everyone time to read it!). I will post some questions/quotes to get things started, but I would love for this to grow into an open discussion with and between you all. Whenever possible I hope to have the author, or another prominent voice on the subject, join the conversation. If you fancy it, please join up and participate. Everyone is welcome. I would be honoured! Emma x 2 Citar
Forbidden Postado 17 de janeiro 2016 Postado 17 de janeiro 2016 (editado) "Trevas", de Lord Byron Eu tive um sonho que não era em todo um sonho O sol esplêndido extinguira-se, e as estrelas Vagueavam escuras pelo espaço eterno, Sem raios nem roteiro, e a enregelada terra Girava cega e negrejante no ar sem lua; Veio e foi-se a manhã - Veio e não trouxe o dia; E os homens esqueceram as paixões, no horror Dessa desolação; e os corações esfriaram Numa prece egoísta que implorava luz: E eles viviam ao redor do fogo; e os tronos, Os palácios dos reis coroados, as cabanas, As moradas, enfim, do gênero que fosse, Em chamas davam luz; As cidades consumiam-se E os homens juntavam-se junto às casas ígneas Para ainda uma vez olhar o rosto um do outro; Felizes enquanto residiam bem à vista Dos vulcões e de sua tocha montanhosa; Expectativa apavorada era a do mundo; Queimavam-se as florestas - mas de hora em hora Tombavam, desfaziam-se - e, estralando, os troncos Findavam num estrondo - e tudo era negror. À luz desesperante a fronte dos humanos Tinha um aspecto não terreno, se espasmódicos Neles batiam os clarões; alguns, por terra, Escondiam chorando os olhos; apoiavam Outros o queixo às mãos fechadas, e sorriam; Muitos corriam para cá e para lá, Alimentando a pira, e a vista levantavam Com doida inquietação para o trevoso céu, A mortalha de um mundo extinto; e então de novo Com maldições olhavam para a poeira, e uivavam, Rangendo os dentes; e aves bravas davam gritos E cheias de terror voejavam junto ao solo, Batendo asas inúteis; as mais rudes feras Chagavam mansas e a tremer; rojavam víboras, E entrelaçavam-se por entre a multidão, Silvando, mas sem presas - e eram devoradas. E fartava-se a Guerra que cessara um tempo, E qualquer refeição comprava-se com sangue; E cada um sentava-se isolado e torvo, Empanturrando-se no escuro; o amor findara; A terra era uma idéia só - e era a de morte Imediata e inglória; e se cevava o mal Da fome em todas as entranhas; e morriam Os homens, insepultos sua carne e ossos; Os magros pelos magros eram devorados, Os cães salteavam seus donos, exceto um, Que se mantinha fiel a um corpo, e conservava Em guarda as bestas e aves e famintos homens, Até a fome os levar, ou os que caíam mortos Atraírem seus dentes; ele não comia, Mas com um gemido comovente e longo, e um grito Rápido e desolado, e relambendo a mão Que já não o agradava em paga - ele morreu. Finou-se a multidão de fome, aos poucos; dois, Dois inimigos que vieram a encontrar-se Junto às brasas agonizantes de um altar Onde se haviam empilhado coisas santas Para um uso profano; eles a resolveram E trêmulos rasparam, com as mãos esqueléticas, As débeis cinzas, e com um débil assoprar E para viver um nada, ergueram uma chama Que não passava de arremedo; então alçaram Os olhos quando ela se fez mais viva, e espiaram O rosto um do outro - ao ver gritaram e morreram - Morreram de sua própria e mútua hediondez, - Sem um reconhecer o outro em cuja fronte Grafara o nome "Diabo". O mundo se esvaziara, O populoso e forte era uma informe massa, Sem estações nem árvore, erva, homem, vida, Massa informe de morte - um caos de argila dura. Pararam lagos, rios, oceanos: nada Mexia em suas profundezas silenciosas; Sem marujos, no mar as naus apodreciam, Caindo os mastros aos pedaços; e, ao caírem, Dormiam nos abismos sem fazer mareta, mortas as ondas, e as marés na sepultura, Que já findara sua lua senhoril. Os ventos feneceram no ar inerte, e as nuvens Tiveram fim; a escuridão não precisava De seu auxílio - as trevas eram o Universo.http://medievalepicus.blogspot.pt/2013/01/poema-trevas-lord-byron.html Editado 17 de janeiro 2016 por Forbidden 1 Citar
Jão Postado 3 de fevereiro 2016 Postado 3 de fevereiro 2016 Dos livros do Nicholas que li até hoje foi dos que demorei mais tempo a ler, no entanto a história é magnífica (para quem gosta do estilo). p.s.: a relação da Ronnie e do Will faz-me lembrar um bocado da Miley e Liam, que ela por norma é mais certinha quando está com ele. Ahah Citar
TaniaM Postado 4 de fevereiro 2016 Postado 4 de fevereiro 2016 A Prometida do Capitão de Tessa Dare Perfeição de Fiona de Marion Chesney Citar
André Sousa Postado 4 de fevereiro 2016 Postado 4 de fevereiro 2016 Em 08/11/2015 at 22:31, Linkin disse: Passado bastante tempo, voltei a leitura. Li um livro que foi escrito pelo avô da minha cunhada e digo, está uma leitura simples e a história é fantástica. O livro foi publicado. Como se chama? Citar
Linkin Postado 4 de fevereiro 2016 Postado 4 de fevereiro 2016 1 hour ago, André Sousa said: O livro foi publicado. Como se chama? O livro não foi publicado, porque o avô dela, não tinha dinheiro para uma editora. 1 Citar
André Sousa Postado 4 de fevereiro 2016 Postado 4 de fevereiro 2016 3 horas atrás, Linkin disse: O livro não foi publicado, porque o avô dela, não tinha dinheiro para uma editora. É uma pena que as coisas sejam assim. Para publicar um livro não é preciso talento, é preciso dinheiro 2 Citar
Forbidden Postado 4 de fevereiro 2016 Postado 4 de fevereiro 2016 7 minutos atrás, André Sousa disse: É uma pena que as coisas sejam assim. Para publicar um livro não é preciso talento, é preciso dinheiro Dinheiro e cunhas... Citar
André Sousa Postado 4 de fevereiro 2016 Postado 4 de fevereiro 2016 10 minutos atrás, Forbidden disse: Dinheiro e cunhas... Aos 13 anos tive uma proposta para publicar a minha história por 1500€, tudo se resume a massa. 1 Citar
Forbidden Postado 4 de fevereiro 2016 Postado 4 de fevereiro 2016 Agora, André Sousa disse: Aos 13 anos tive uma proposta para publicar a minha história por 1500€, tudo se resume a massa. Deve ser por isso que se ve tantos livros publicados sem qualidade nenhuma, e mal escritos. 1 Citar
André Sousa Postado 4 de fevereiro 2016 Postado 4 de fevereiro 2016 27 minutos atrás, Forbidden disse: Deve ser por isso que se ve tantos livros publicados sem qualidade nenhuma, e mal escritos. Exatamente. Eu já me deparei com cada budega. Esta na altura de mudar a rota das editoras. Temos que ser mais ambiciosos, pensar em qualidade antes de finança. O caso do avo da cunhada do @Linkin serve muito bem para perceber as injustiças que andam a ser cometidas. O mesmo se passa na musica, na representação e noutras areas... 1 Citar
Linkin Postado 4 de fevereiro 2016 Postado 4 de fevereiro 2016 1 hour ago, André Sousa said: Exatamente. Eu já me deparei com cada budega. Esta na altura de mudar a rota das editoras. Temos que ser mais ambiciosos, pensar em qualidade antes de finança. O caso do avo da cunhada do @Linkin serve muito bem para perceber as injustiças que andam a ser cometidas. O mesmo se passa na musica, na representação e noutras areas... Já vi livros, sem qualidade, principalmente de nós Portugueses, os que safam são só escritores famosos ou alguém dedicado ao Jornalismo, caso do Daniel Oliveira(apresentador da SIC). Ele até escreve muito bem, é uma linguagem simples, como já referi, e a mulher dele, a mesma coisa mas ela é mais há base de poemas, tudo inventado por ela. Citar
André Sousa Postado 5 de fevereiro 2016 Postado 5 de fevereiro 2016 Deixo aqui o link de uma história que ando a desenvolver com uma amiga. https://www.wattpad.com/myworks/61775175-guardi%C3%B5es-do-subsolo 1 Citar
Linkin Postado 10 de fevereiro 2016 Postado 10 de fevereiro 2016 Augusto Cury - Armadilhas da mente Citar
Myke Postado 10 de fevereiro 2016 Postado 10 de fevereiro 2016 há 1 hora, João 94 disse: Só consigo dizer: OMG! No entanto, pelo que percebi, é o guião da peça... Fico um pouco triste, porque acho que um romance seria muito melhor e mais interessante, mas não deixa de ser uma boa notícia. Se correr bem, até é capaz de ser adaptado ao cinema, pelo que já li. Harry Potter is back! 2 Citar
TaniaM Postado 10 de fevereiro 2016 Postado 10 de fevereiro 2016 Diz-me Quem Sou de Sophie Kinsella Citar
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