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Alheira

Por fim, mas não menos importante na lista de enchidos, porque a lista de elementos indispensáveis na nossa despensa ainda agora está a começar, encontra-se a alheira. A alheira já chega ao prato com uma identidade definida, não precisando de grande construção à volta para funcionar. Tem peso suficiente para ser praticamente uma refeição por si só, o que reduz a dependência de outros ingredientes. Ao mesmo tempo, adapta-se a acompanhamentos simples sem perder presença. É uma opção mais robusta dentro da despensa. Funciona quando se quer algo consistente sem ter de montar muito à volta.

 

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Sal: O tempero básico e insubstituível. Sem ele, os alimentos não revelam o seu verdadeiro potencial na boca. Além de servir para dar um gostinho às saladas e temperar a comida, também é muito útil para a conservar. A sua importância é ancestral e o seu uso na cozinha é mágico, mas desde que seja na quantidade certa...

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Grão de bico

O grão de bico é daqueles ingredientes que consegue assumir o papel de base da refeição sem depender da carne. Tem estrutura, sustenta e adapta-se bem a diferentes combinações, o que o torna extremamente útil numa despensa versátil. Pode ser usado em pratos quentes, frios ou até em preparações mais rápidas. Não é apenas mais um complemento, é sim um protagonista quando necessário, o que lhe confere um valor estratégico, a que ninguém consegue ficar alheio, exceto aquelas plantas que já não abrem a Despensa desde 1998.

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Donuts de chocolate: Sabemos todos que doces fazem mal à saúde. No entanto, um ou outro, às vezes, não faz mal, pois não? Penso que não. Enfim, este alimento come-se mais ou depois do almoço, como sobremesa rápida, ou ao lanche. Além disso, o donut de chocolate é o melhor de dois mundos!! Um donuts simples, açucarado, é bastante sem graça. Por outro, se juntarmos chocolate, é toda uma outra experiência. Claro, tem de ser um donut recheado de chocolate por dentro, porque um donut apenas com cobertura de chocolate, sabe a pouco. Por isso, sempre que precisares de açúcar, para que não percas as energias e para que não caias para o lado, o donut é uma solução boa e rápida!!

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Cebola: Uma hortaliça muito usual e importante na cozinha: é a alma de qualquer refugado e a base aromática de praticamente todas as refeições quentes que são confecionadas. É um tempero indispensável para a maioria dos alimentos, tal como o sal, além de que dá um toque crocante e especial (meio ácido) às saladas. Para quem não gosta dela crua, uma opção é fazê-la caramelizada, permitindo que a comida tenha o gosto certo na mesma. Além de ser ouro na cozinha, também é útil no ramo da saúde: é colocada ao lado da mesinha de cabeceira para ajudar a aliviar a tosse com expetoração.

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Favas

As favas exigem mais tempo e atenção, mas compensam com refeições mais densas e completas. Não são um ingrediente de improviso imediato, mas sim de construção pensada. Quando entram na refeição, trazem consigo uma lógica mais tradicional e consistente. Funcionam bem em pratos que pedem tempo e alguma dedicação. São menos práticas, mas mais estruturantes. Vejam só a saliva que vos vem à boca e o sentimento de casa que vos vem à cabeça, quando falo de um belo prato de favas com entrecosto ou com ovos escalfados ou com chouriço ou num meio de um belo arroz e sinto que assim podia continuar toda a noite, não fosse a minha barriga já estar a roncar de fome...

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Manga: É o sol em forma de fruta. Fresca, exótica e cremosa, é a opção perfeita para equilibrar pratos salgados, dando-lhes o contraste, mas ao mesmo tempo a complementaridade necessária para que a refeição funcione como um todo. Excelente apenas para comer no verão, mas também imensamente saborosa num gelado, numa mousse, num batido ou, claro, numa salada de fruta (na qual não pode faltar!!).

Editado por RMF_123
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Macarrons: Oh la la!! Sim, uma sobremesa francesa aqui. É um doce que marca a sua diferença pela sua estética. São perfeitamente redondinhos e saborosos. Quanto mais recheado, melhor. Pena é haver alguns que mal recheio têm. O macarron é um doce que também serve de decoração. Penso que todos já vimos decorações com macarrons e, de facto, são lindas. Ora, é uma sobremesa tanto individual, ou seja, que se come bem sozinho, tanto é uma sobremesa que pode ser acompanhada pelo cafézinho. O mais importante: Que cor escolherem? Olha, eu tenho uma panca por escolher os vermelhos por os achar melhores. Por isso, conselho: escolham os macarrons vermelhos!! 

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Azeite

Agora, cabe-me falar-vos do óleo da azeitona, como os espanhóis e a @Patiño lhe chamam. O azeite é, desde o início da história da ocupação da Península Ibérica, o elemento predileto para garantir a ligação entre todos os outros ingredientes, mesmo quando não se destaca. Sem ele, a comida pode ficar seca, desconectada ou incompleta. Com ele, todos sabemos que o resultado sai sempre perfeitamente equilibrado e saboroso. Está presente em praticamente todas as fases da preparação, desde o início até ao final, não impondo o seu gosto de forma agressiva, sobretudo se for de boa qualidade e é essencial precisamente por não chamar atenção para si, tal como alguns concorrentes o fazem.

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Cevada: Certamente que já vos aconteceu, em casa, quererem ir beber um café quentinho ao lanche e... surpresa: não há café. Pois a cevada é a alternativa perfeita, suave e relaxante, para quando não há café, mas, principalmente, para quem não gosta ou não pode/quer ingerir cafeína por determinada razão, para que desfrute na mesma do sabor único, tradicional e puro, que proporciona ao lanche. Além disso, na sua forma mais inteira, é um ingrediente de sabor rico e que pode ser usado para substituir o arroz, conferindo à comida uma textura aveludada e cremosa.

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Alho

A escrever este texto de justificação, difícil foi não me lembrar do hit do Saul Ricardo em 1998, mas vou fazer um esforço para recuperar a minha (pouca) credibilidade junto de vocês para vos falar do belo do alho.

O alho trabalha de forma quase invisível (e nem sempre deixa o melhor odor), mas o impacto dele no sabor final é enorme. Basta uma pequena quantidade para transformar completamente um prato e não precisa de protagonismo para ser indispensável. Funciona como base de profundidade em praticamente tudo o que se cozinha. Sem ele, muita comida perde mesmo a sua identidade.

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Crepe com chocolate e morango: venha mais uma especialidade francesa: o crepe. Aquela sobremesa com a massa fofinha e que só nos dá vontade de a devorar. Mas aqui, eu sugiro o crepe com um acompanhamento especial: chocolate e morango. O chocolate combina imenso com o crepe. Um crepe enroladinho com recheio de chocolate… quem nunca comeu? Se não, então, lamento, mas perderam uma experiência de vida. O chocolate é definitivamente o recheio que melhor vai com o crepe. O morango, aqui, também é a fruta que melhor se enquadra no crepe. É docinha, combinando com os sabores doces dos dois outros ingredientes e traz aqui um aditivo um pouco mais saudável para o crepe. 

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Orégãos

Os orégãos entram normalmente no final, mas não são um detalhe insignificante. Alteram a perceção do prato sem mexer na sua estrutura base. São o tipo de elemento que dá acabamento e cria identidade aromática. Funcionam como assinatura final de muitas preparações. Assim são pequenos, mas decisivos, tal como muitos dos passos que se dão nesta casa e que tantas vezes são alvo de chacota por parte dos restantes concorrentes que não os compreendem no momento, mas mais tarde arrepender-se-ão com certeza. 

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Pipocas com caramelo salgado: Ideais para partilha, eventos ou momentos de convívio. Perfeitinho para comer enquanto se assiste um filme no cinema. É uma boa alternativa às pipocas tradicionais. Tem tanto um pouco de doce - caramelo - como um pouco de salgado - sal. Por isso, existe aqui um bom equilíbrio entre essas duas componentes. Ainda acho que essas pipocas deveriam ser mais valorizadas, em vez das tradicionais pipocas doces ou salgadas que toda a gente conhece. 

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Limão

O limão tem um papel muito específico: corrigir o sabor dos pratos. Quando um prato está pesado, gordo ou sem frescura, ele entra e equilibra tudo. Não serve propriamente para construir como os elementos anteriores, mas sim para ajustar a acidez das obras primas que o cozinheiro do dia e/ou da semana faça. É assim uma ferramenta de controlo, mais do que um ingrediente base, o que é essencial na nossa despensa.

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Óleo: É o protagonista quando se trata de fritar, para que fique tudo bem cozinhado e no ponto, com uma textura estaladiça impecável, impedindo que os alimentos se queimem até atingir o ponto de fumo necessário. Pode não ser a alternativa mais saudável para grelhar ou fritar, mas é extremamente útil na cozinha, além de ter outras utilidades igualmente práticas e importantes: refogar, untar formas, fazer molhos, etc.

Editado por RMF_123
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Maionese

Já, a maionese resolve um problema muito concreto: dar ligação e consistência a ingredientes soltos, permitindo assim transformar combinações simples em algo mais coeso e agradável de comer. Funciona sobretudo em refeições rápidas, onde não há tempo para cozinhar. É prática, direta e eficaz e é isso que faz dela, a meu ver, mais um recurso importante na nossa despensa.

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Mars: mais um docinho. O Mars, dentro das barras de chocolate conhecidas, é uma daquelas que mais precisa de reconhecimento. Aquele caramelo macio, o nougat e o revestimento de chocolate de leite são divinais. Quando se trinca, sente-se algo fofinho que é o que torna especial. É ainda uma boa opção para um snack de última hora. Por exemplo, estás com fome e estás fora de casa, um Mars satisfaz claramente a tua fome. 

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Polpa de tomate

A polpa de tomate organiza a refeição. Pega em ingredientes dispersos e dá-lhes direção, criando um prato com identidade. Funciona como base de ligação e estrutura. Sem ela, muitas combinações ficam soltas. Com ela, passam a fazer sentido.

 

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Iogurte: É uma fonte de probióticos e proteína; super prático e de fácil transporte, ótimo para lanches rápidos ou para a saúde digestiva após refeições mais pesadas. Existem inúmeras formas e feitios em que pode aparecer: sólido, líquido, natural, com sabor a frutos, etc., sendo, por isso, requisitado por todos os gostos, até mesmo para misturar com cereais. É também a base perfeita para marinadas de carne (como um amaciador natural) ou para criar molhos leves e saudáveis, em substituição às natas, que são mais pesadas.

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Ovomaltine (petit beurre): oooh, uma especialidade suíça. Para quem não conhece, para barrar no pão, é uma excelente alternativa ao Nutella, tem é a diferença de ser crocante!! Aqui, no entanto, vou falar do Ovomaltine no petit beurre, que são aquelas bolas onde o chocolate, crocante neste caso, fica por cima. É uma mistura de sabores muito boa. É também uma excelente opção como snack a meio da tarde quando se tem um pouco de fome. Agora, cuidado para não viciar, porque digo já que aquele chocolate é viciante!

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Canela

A canela entra em momentos específicos, mas quando entra, muda completamente o perfil do prato. É daquelas especiarias que traz profundidade e um lado mais trabalhado ao sabor. Não é de uso constante, mas é marcante. Funciona como elemento diferenciador e isso dá-lhe valor.

Mais uma vez, o elemento a levar-me a um clássico, desta vez, da teledramaturgia brasileira, a Gabriela, de cravo e canela, que o Jorge Amado trouxe em forma de livro e depois a Globo encarregou-se de nos dar 2 brilhantes adaptações em forma de novela, mas especialmente a segunda (protagonizada pela brilhante Juliana Paes) é um sonho... cá estou eu a divagar, mas a canela é mesmo isto, leva-nos a muitos lugares, mesmo ficando com os pés bem assentes no chão, desde o toque numa tripa à moda de Aveiro, passando pelo polvilho de uma aletria ou arroz doce e sem esquecer ou descurar o papel dela nos bolos e noutros pratos criados de raíz.

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Nutella: Como é óbvio, não podia faltar este alimento para confortar o estômago e a alma!! É deliciosa e dá para qualquer momento: no pão em torradas ou bolachas, para rechear crepes, serve de cobertura instantânea (derretida) e para amortizar sobremesas, e tantas outras coisas, nem que seja só para comer à colherada... Poucos são os que dispensam este creme de avelã absolutamente maravilhoso!!

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Vinho do Porto

O vinho do Porto não é para o dia a dia, certo, @Patiño?

O vinho do Porto é para quando se quer acrescentar intensidade e profundidade, entrando assim na cozinha do SS em momentos pensados e não ao acaso. Esta bebida alcoólica de enorme reputação dentro e fora de portas eleva o nível da preparação sem necessidade de grandes alterações. É assim um ingrediente especial com um impacto controlado.

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Ricola: mais um produto suíço. Se tens tosse, o Ricola é uma excelente solução. Sou capaz de dizer que são os melhores rebuçados contra a tosse. Esses curam mesmo a tosse. O clássico de todos eles é até mesmo um dos melhores, apesar de serem todos bons. Sim, existem variadíssimos sabores. Tens sabor a framboesa, mel, e de variadíssimas plantas. É só escolher o melhor que vos vai na boca. O que é certo é que a tosse rapidamente vos passa!

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